Conforme as cidades se transformam, nossas expectativas em relação a elas também mudam. As pessoas têm demandado mais espaços de cuidado: locais públicos abertos a todas as idades e gêneros, a natureza ao alcance de todas as classes sociais e ambientes que promovam a conexão. Poucas premissas de projeto conseguem integrar esses conceitos tão bem quanto os espaços voltados para a infância. Esta seleção de projetos não construídos, enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, apresenta diferentes abordagens para uma arquitetura baseada no cuidado. Escolas, creches, uma biblioteca, um centro de juventude e um novo modelo de orfanato assumem a missão de oferecer um ambiente seguro e estimulante para as crianças em todas as etapas de seu desenvolvimento. Ainda não construídas, mas concebidas com extremo cuidado, essas propostas oferecem um vislumbre de espaços voltados ao brincar, ao aprendizado e à tranquilidade, estimulando a criatividade no projeto para pessoas de todas as idades.
A ONU-Habitat anunciou os cinco premiados do Scroll of Honour Award de 2026, reconhecendo contribuições para a habitação adequada e o desenvolvimento urbano sustentável no Brasil, Myanmar, Paquistão, Tunísia e Reino Unido. Os vencedores deste ano incluem uma organização de habitação que trabalha com comunidades afetadas por conflitos e deslocamentos forçados, um/a pesquisador/a que desenvolve materiais de construção a partir de resíduos locais e de mineração, uma aldeia indígena no Brasil, uma agência de habitação pública no Paquistão e o prefeito de Londres, Sadiq Khan. Selecionados entre 101 candidaturas enviadas de toda a África, Ásia, Europa e Américas, os premiados representam uma variedade de abordagens para enfrentar os desafios de habitação e desenvolvimento urbano.
A expansão de 9.300 metros quadrados (100.000 pés quadrados) do campus da Colburn, projetada por Frank Gehry, será inaugurada em 25 de setembro de 2027, com um evento no novo Terri and Jerry Kohl Hall, uma sala de concertos em formato circular com capacidade para 1.000 pessoas. A Colburn é uma escola de música e dança em Los Angeles, em um campus no centro da cidade que recebe cerca de 10.000 pessoas semanalmente. A instituição oferece formação em artes cênicas, além de promover anualmente mais de 500 apresentações de música e dança abertas ao público. As primeiras imagens do projeto foram divulgadas em 2022. A expansão triplica as instalações atualmente dedicadas à dança e abrigará o Trudl Zipper Dance Institute da Colburn. O edifício, com acabamento em revestimento rosa metálico, está localizado ao lado do campus da Grand Avenue da Colburn, no centro de Los Angeles, e deve ter suas obras concluídas no verão do hemisfério norte de 2027.
As terras conquistadas à água são frequentemente apresentadas como um novo solo: plano, disponível e pronto para a arquitetura. Elas prometem mais espaço às cidades onde a terra é escassa, permitindo-lhes estender frentes de água e construir distritos culturais. Em alguns casos, essas novas áreas conquistadas também se convertem em centros financeiros, dão origem a parques e projetam futuros além dos limites do território existente. No entanto, a terra conquistada nunca é apenas terra. Trata-se de uma superfície de engenharia, produzida por meio de aterros, diques, sistemas de drenagem e estabilização do solo — uma negociação de longo prazo com a água que ela afirma ter deslocado.
Isso faz da conquista de terras uma das fantasias espaciais mais poderosas e ambíguas da arquitetura. Por um lado, oferece liberdade: uma tábula rasa onde ruas e edifícios podem ser planejados praticamente do zero. Por outro, essa aparente liberdade esconde uma dependência. A terra construída deve constantemente se provar como solo firme. Ela precisa resistir a inundações, suportar fundações, nutrir árvores e sustentar a vida pública sobre um terreno que antes simplesmente não existia.
A arquitetura tradicional da água raramente era um objeto isolado. Em Ahmedabad, a gestão dos recursos hídricos estava integrada à própria organização da cidade. Nos pols históricos (bairros residenciais tradicionais), poços, pátios e as Tankas subterrâneas faziam parte de um sistema distribuído de armazenamento de água doméstico e comunitário. Um estudo de 2026 publicado na revista Built Heritage estima que quase 10.000 Tankas ainda possam existir em Ahmedabad, muitas localizadas sob pátios residenciais.
Centro de Saúde e Bem-Estar Beijing Taikang Yanyuan. Imagem Cortesia de Serge Ferrari
Na história dos Três Porquinhos, a escolha do material determina o destino de cada casa. O sopro do lobo derruba as estruturas feitas de palha e madeira, enquanto a casa de tijolos permanece de pé. A moral é que, quanto mais sólida a construção, maior sua capacidade de resistência. Um edifício, no entanto, precisa responder a questões muito menos simples. Permanecer de pé continua sendo essencial, mas calor, luz, ar e som não são forças que necessariamente precisam ser bloqueadas. Às vezes, a luz solar deve ser evitada; em outras, a luz natural precisa entrar. Reter o calor pode ser desejável no inverno e contraproducente no verão. O ar precisa circular, o som pode precisar ser absorvido, e as condições que determinam essas respostas mudam ao longo do dia, das estações e da própria vida útil da edificação. Mais material não significa necessariamente um melhor desempenho. Em alguns casos, pode simplesmente adicionar complexidade sem melhorar a forma como o edifício responde.
Além de fotografar os estúdios, Goodwin fez a mesma pergunta a cada escritório: "O que constitui um bom espaço de escritório e uma boa cultura de trabalho para você?" Suas respostas acompanham as imagens, oferecendo uma perspectiva de como os/as arquitetos/as definem a atmosfera de seus ambientes de trabalho. O Studio Okami descreve seu local de trabalho como um "home office fora de casa", enquanto o Brut destaca o papel das refeições compartilhadas e da vegetação para suavizar o espaço de sua cobertura.
Design House. Image Cortesía de Design Week Mexico
Até 11 de outubro de 2026, a Cidade do México se transforma mais uma vez em um epicentro global de inovação e excelência criativa com a abertura da Design Week México 2026 (#DWM26). Esta edição adota uma visão curatorial mais ampla e diversa, convidando tanto o público quanto profissionais do design a refletirem sobre a disciplina a partir de perspectivas globais, fluidas e inclusivas que vão além das abordagens tradicionais.
Muito além do simples transporte de mercadorias de um ponto a outro, os contêineres marítimos se tornaram um material de construção recorrente nos EUA, servindo de base para tudo, desde minicasas e piscinas até escritórios de canteiro de obras e oficinas. No entanto, dada a extensão territorial do país e a diversidade de climas em suas fronteiras, as abordagens para a arquitetura de contêineres podem variar significativamente de estado para estado, e até mesmo de município para município.
A conversão de um contêiner no sudoeste desértico enfrenta condições muito diferentes daquela realizada na Nova Inglaterra, ao passo que projetos ao longo da Costa do Golfo precisam lidar com umidade, tempestades e maresia. Essas disparidades regionais influenciam desde o isolamento e a ventilação até a cobertura, as fundações e a proteção externa. A seguir, analisamos em detalhes essas abordagens regionais, os desafios climáticos locais a serem considerados antes da construção e as adaptações necessárias para superá-los.
A semana começou com o Dia Mundial da Arquitetura, chamando a atenção para a crise global de moradia como um elemento fundamental da dignidade humana, inclusão e bem-estar. Em uma mensagem conjunta entre a UIA e as Nações Unidas, o apelo deste ano é para concentrar os esforços da disciplina na construção não apenas de estruturas residenciais, mas também de sistemas para melhor distribuir e utilizar o que já existe, com propostas que possibilitem novas formas de viver e alternativas para uma indústria mais sustentável. Em sintonia com esse conceito, destacamos três projetos onde o reuso e a representação convergem, e outros três que ajudam a estabelecer um diálogo entre o que consideramos antigo e o que podemos esperar do novo. No radar desta semana, encontramos também uma oportunidade para reexaminar os cânones da arquitetura moderna na Suíça, o início da construção de um edifício translúcido, mas resistente a furacões nos Estados Unidos, e o projeto vencedor para um complexo urbano de uso misto na Áustria.
O Portão Norte de Taipé, também conhecido como Beimen, ergue-se não apenas como um lembrete da complexa história da cidade, mas também como testemunha das transformações da paisagem urbana ao seu redor e da mudança de atitude em relação aos espaços urbanos no entorno de edifícios de patrimônio histórico. Inicialmente uma fronteira imperial chinesa, poupado da demolição durante o domínio colonial japonês e espremido por viadutos e rodovias nos esforços de modernização do pós-guerra, o portal recuperou recentemente seu status de destaque graças ao desenvolvimento da praça que hoje o emoldura. A resiliência do monumento diante das oscilações nas prioridades urbanas e nas políticas arquitetônicas revela que a preservação do patrimônio ocorre não apenas através da forma construída, mas também pelos espaços abertos que a circundam.
O escritório de arquitetura HENN lançou a CarbonBudget, uma ferramenta digital que calcula orçamentos de CO2 específicos para projetos de edifícios. A nova plataforma, gratuita, é uma contribuição para que profissionais de design ajudem a atingir a meta de 1,5 °C, um objetivo global do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global de longo prazo a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais. Como a indústria da construção civil é responsável por cerca de um terço das emissões globais de CO2, as decisões de projeto de arquitetura podem contribuir de maneira eficaz para conter o aquecimento global. A ferramenta foi desenvolvida para calcular se as emissões de um projeto arquitetônico na Europa são compatíveis com a meta do Acordo de Paris, com base em dados específicos como localização e área construída. A nova plataforma se junta a outros projetos de escritórios internacionais, como o CarbonSpace, do MVRDV NEXT, e as plataformas Minoro, do Grimshaw, e OpenDetail, do Henning Larsen, que abordam a descarbonização por meio do compartilhamento de dados digitais.
Diante da crise climática e no âmbito dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o reuso de materiais ganhou destaque nos campos da construção e da arquitetura nos últimos anos. Da "mineração urbana" às avaliações de ciclo de vida (ACVs), profissionais, organizações e pesquisadores/as exploram diferentes soluções e estratégias para enfrentar esse mesmo desafio global. O Project (Un)Build é uma iniciativa de pesquisa que desenvolve métodos de construção reversível em madeira com o uso de cintas e placas de fricção para facilitar o reuso de materiais. A iniciativa contribui para o debate e a reflexão contínuos sobre o próprio ato de construir.
O projeto acústico é frequentemente associado a elementos construtivos permanentes, como paredes, coberturas, forros e sistemas de isolamento, que ajudam a controlar a propagação do som pelo espaço. No entanto, nem todas as fontes de ruído ou ambientes são permanentes. Um canteiro de obras muda à medida que o trabalho avança; o maquinário é substituído ou realocado de uma área para outra; um espaço industrial pode incorporar novos equipamentos; e uma área de trabalho temporária pode surgir em um espaço que nunca foi projetado para acomodá-la. As condições acústicas não são estáticas—elas mudam ao longo do tempo e exigem soluções capazes de responder a essas transformações. O que acontece, portanto, quando o controle acústico se torna uma estratégia flexível?
Palácio do Congresso Nacional, Brasília. Imagem via Wikimedia Commons (Domínio Público)
Uma ordem social diferente é mais fácil de imaginar quando se situa longe daquela que já existe. Na América Latina, essa distância frequentemente tem sido territorial. Partes da região foram repetidamente tratadas como lugares onde outro mundo poderia começar. Esses lugares, contudo, nunca estiveram vazios.
Para os/as arquitetos/as, essa ideia tem um ponto de partida familiar: o plano. Visto de cima, um território pode parecer uma folha em branco, pronta para um eixo ou uma malha urbana. Ao nível dos olhos, esse mesmo chão já está repleto de pessoas e dos caminhos que elas utilizam.
O Ammodo Architecture lançará a primeira edição do Ammodo Architecture Days em Amsterdã, nos dias 9 e 10 de novembro de 2026. Organizado pelo Ammodo Architecture, um programa da Ammodo Foundation, o evento reunirá profissionais de arquitetura, paisagismo, planejamento urbano, artistas, comunidades, coletivos e equipes multidisciplinares de design, ao lado dos/as premiados/as do 2024 e 2025 Ammodo Architecture Award. Realizado no Westergas, um antigo complexo industrial hoje utilizado como espaço cultural e público, a programação de dois dias combinará um simpósio, uma exposição, o lançamento de uma publicação e a cerimônia de premiação, criando um ambiente de intercâmbio entre práticas atuantes em diferentes contextos geográficos, culturais e disciplinares.
Obra Blanca, exposição de acabamentos e produtos de design para a arquitetura, realizará sua sétima edição de 13 a 15 de outubro de 2026 na Expo Santa Fe, Cidade do México. Uma proposta concebida para a comunidade de arquitetura e design de interiores que, juntamente com uma exposição de inovação e uma programação de palestras internacionais, dá forma à Experiência Obra Blanca: três dias de encontro, conhecimento e imersão no setor de acabamentos e produtos de design para a arquitetura.
Em novembro de 2019, o escritório londrino Carmody Groarke e a firma de Gante TRANS architectuur | stedenbouw, agora conhecida como ATAMA, venceram o concurso internacional Baumeister para projetar a ampliação do Design Museum Gent, o maior museu de design da Bélgica, localizado no centro histórico de Gante. Na época, o museu era composto por três edifícios: o Hotel de Coninck, do século XVIII, a Casa Leten, com um núcleo do século XVI, e uma ala de 1992. Após quatro anos de reforma e expansão, o museu reabriu em 3 de outubro de 2026, no centro histórico da cidade, declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO. O projeto combina a restauração desses edifícios históricos com uma nova ala projetada por Carmody Groarke e ATAMA, em conjunto com as obras de restauração lideradas pela associação de arquitetura RE-ST architectenvennootschap. O acervo do museu abrange objetos de design desde o século XIV até o presente, e o edifício renovado soma espaços para palestras, oficinas, exposições e eventos, apresentando o design como algo com o qual as pessoas que o visitam podem interagir e utilizar diretamente, em vez de apenas contemplar.
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Interior da Assembleia Nacional de Burkina Faso. Imagem cortesia de Kéré Architecture.
"Tome seus supressores de sonhos." A frase de abertura em Pumzi, de Wanuri Kahiū, direcionada à protagonista Asha, impõe a ordem de romper laços com futuros esperançosos e memórias ancestrais em passados compartilhados para forçar seu foco no presente perpétuo da heterotopia de um enclave da Comunidade Maitu. A vista aérea de Maitu revela uma estrutura estéril, semelhante a um drone, com uma esfera panóptica no centro, onde o comportamento humano normal é medicalizado. O layout é construído em torno de sistemas de reciclagem de circuito fechado tão eficientes quanto um organismo autossustentável, projetados para escapar do ambiente tóxico de uma Terra doente, onde cada cano e corredor é planejado para coletar excreções humanas para a geração de água, absorvendo, assim, os papéis tanto da natureza quanto do Estado. A arquitetura da comunidade traduz perfeitamente a mensagem do filme por meio de sua fisicalidade.
No folclore, no cinema e na arte, o mesmo movimento se repete: a arquitetura traduz um "outro lugar" — seja ele ancestral, espiritual ou especulativo — em uma forma que pode ser vista ou adentrada. As seções a seguir acompanham essa tradução, dos Túmulos de Kasubi a Kizazi Moto, mostrando que esse "outro lugar" é uma forma de ler o presente.
Em 1948, Robert Moses estabeleceu o Aterro de Fresh Kills na costa oeste de Staten Island. O local, escolhido por sua área pantanosa remota e pelo baixo valor da terra, deveria ser temporário; no entanto, em 1955, já era o maior aterro do mundo, chegando a receber até 29 mil toneladas de resíduos por dia em seu pico, em 1991. Em 2001, após mais de cinquenta anos de operação contínua, Fresh Kills cobria 2.200 acres (cerca de três vezes a área do Central Park) e era, de modo nada espetacular, visível do espaço. No início, Moses não pretendia projetar um lixão, mas sim — sem usar essa palavra — uma nova topografia com quatro colinas artificiais que se elevavam a até sessenta metros acima do nível do mar, construídas inteiramente a partir dos resíduos acumulados do cotidiano de oito milhões de pessoas.
Essa topografia está agora, lentamente, se transformando em um parque. O escritório James Corner Field Operations venceu o concurso internacional de projetos lançado pela prefeitura em 2001, desenvolvendo um plano diretor chamado Lifescape, que levará trinta anos para ser concluído. As quatro colinas do aterro estão sendo seladas, cobertas de vegetação e gradualmente abertas ao público. O metano proveniente da decomposição dos resíduos é capturado e direcionado para uma rede de energia, ao mesmo tempo em que as áreas úmidas são restauradas ao redor das colinas artificiais. Um vestígio do consumo de Nova York transformado em uma façanha da engenharia ecológica e em um ato de gestão da memória institucional — uma maneira de fazer com que a paisagem mais constrangedora da cidade pareça, aos poucos, com algo que ela sempre deveria ter sido.
Limbo Engawa, 2026. Aço, lona de outdoor reaproveitada. Cocomissionado por Art Omi e Limbo Museum. Imagem cortesia de Art Omi. Foto: Nadia Boyea
Art Omi e o Limbo Museum apresentaram a Limbo Engawa, uma instalação site-specific em duas partes concebida pela TAELON7, sob a liderança do/a arquiteto/a Juergen Benson-Strohmayer. Apresentado pela primeira vez no Limbo Museum em Acra, Gana, em 12 de março de 2026, o projeto foi reconfigurado para o Sculpture & Architecture Park do Art Omi em Ghent, Nova York, onde foi inaugurado em 19 de setembro de 2026. Desenvolvido como uma comissão conjunta entre as duas instituições, o projeto utiliza um sistema arquitetônico modular para explorar como os espaços de encontro e troca podem responder a diferentes paisagens, climas e contextos culturais.
Transformação de 530 habitações / Lacaton & Vassal + Frédéric Druot + Christophe Hutin architecture. Imagem cortesia de Philippe Ruault
A União Internacional de Arquitetos (UIA) designa a primeira segunda-feira de outubro de cada ano como o Dia Mundial da Arquitetura, alinhando a data ao Dia Mundial do Habitat das Nações Unidas. Este ano, ambas as ocasiões chamam a atenção para a crise global de habitação como um elemento fundamental da dignidade humana, inclusão e bem-estar. O lema da UIA é: "Moradia é um Direito Humano. Construa-a." A organização convoca arquitetos e arquitetas a contribuir para o avanço do acesso equitativo à moradia por meio do projeto, da pesquisa e da defesa de direitos. Sob uma perspectiva holística, a crise consiste não apenas na escassez de edifícios residenciais, mas em múltiplas barreiras interconectadas no acesso a um lugar adequado para se viver. O desafio evoca a natureza dupla do trabalho de arquitetos e arquitetas: a capacidade de pensamento abstrato projetual e o conhecimento prático para transformar a realidade material. Para que a arquitetura torne realidade o direito à moradia, ambas as capacidades devem ser postas em prática: a construção de novas estruturas de governança, diferentes modelos de propriedade compartilhada, projetos de formas alternativas de coabitação e novos sistemas de construção ambientalmente sustentáveis.