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E, no entanto, se sustenta: um sistema de dobradiça pivotante que mantém as portas a cada ângulo de 90°

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As portas fazem parte da nossa rotina diária, abrindo e fechando de forma tão natural que raramente pensamos em como funcionam. Por isso, ao discutir inovações em seu design, muitos podem pensar: "se não está quebrado, não conserte". Contudo, o fato de algo funcionar bem não significa que não possa ser aprimorado. As portas não são exceção — seus componentes podem ser otimizados para um melhor desempenho sem alterar sua natureza fundamental. Em vez de se apegar ao que é familiar, por que não abrir as portas para o aperfeiçoamento? As portas pivotantes são um exemplo claro disso. Além de oferecerem versatilidade estética e possibilidades de design quase infinitas, seu sistema de abertura sobre um eixo central permite um movimento fluido e controlado, especialmente em ambientes internos. No entanto, resta um desafio em seu design: mantê-las firmes em diferentes ângulos.

Espaços de Resiliência e Cultura de Celebração no Rio de Janeiro

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O Rio de Janeiro, frequentemente chamado de "Cidade Maravilhosa", é uma tapeçaria vibrante tecida por diversos fios culturais, históricos e sociais. Sua história começa com os povos indígenas Tupi, Puri, Botocudo e Maxakalí, que originalmente habitavam a região. O nome da cidade deve-se aos exploradores portugueses que chegaram à Baía de Guanabara em 1º de janeiro de 1502 e, acreditando erroneamente que se tratava da foz de um rio, batizaram a região.

Arquitetura do sul do mundo com Matías González e Sofía Carrión

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Nicolás Valencia conversa com a arquiteta chilena Sofía Carrión Bobadilla e o arquiteto chileno Matías González Ulloa, criadores do Área Verde e líderes do ⁠Arquitectura Maulina⁠, uma plataforma digital focada em arquitetura, território e reflexões da inspiradora região de Maule, no Chile.

Transição energética em residências: cozinhas, aquecedores e eletrificação na América Latina

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Para muitos lares na América Latina, fogões e aquecedores alimentados por combustíveis fósseis e biomassa, como o gás natural ou a lenha, constituem uma opção econômica e acessível. No entanto, esses aparelhos apresentam certos desafios: são fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE), contribuem para a poluição interna (ou intradomiciliar) e evidenciam a necessidade de políticas que promovam uma matriz energética residencial mais limpa. Esses desafios tornam-se ainda mais urgentes quando se considera que 2024 foi o ano mais quente já registrado, com um aumento de 1,5 ºC em relação aos níveis pré-industriais, impulsionado por recordes de emissões de GEE decorrentes de atividades humanas. Esse cenário reforça a importância de adotar soluções sustentáveis em escala global em todos os setores, incluindo o residencial.

A ascensão dos espaços de coliving para jovens profissionais no Leste Asiático: 5 projetos que redefinem o morar flexível

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O co-living no Leste Asiático vem crescendo desde 2020, expandindo-se rapidamente embora ainda esteja em suas etapas iniciais. Ao mesmo tempo, continua a atender a uma demanda significativa de jovens profissionais que trabalham em grandes metrópoles. Um estudo de 2020 da empresa de serviços imobiliários JLL destacou a crescente demanda por co-living na China e em Singapura, citando vantagens fundamentais como a acessibilidade financeira em comparação com estúdios privados e um estilo de vida urbano contemporâneo que promove a abertura e o compartilhamento de experiências. Assim como em outros setores onde a propriedade está perdendo relevância — como serviços de streaming de música, filmes e televisão, ou soluções de mobilidade como o compartilhamento de carros e de bicicletas —, o co-living atrai um público semelhante, que valoriza a flexibilidade e o acesso em detrimento de compromissos de longo prazo.

Diferentemente das iniciativas de co-living na Espanha, que frequentemente focam em espaços compartilhados multigeracionais, o co-living no Leste Asiático visa principalmente jovens profissionais com trajetórias de carreira dinâmicas. Muitas vezes obrigadas a se mudar a cada poucos anos, essas pessoas priorizam a conveniência e a adaptabilidade em vez de investir em uma casa própria permanente. Para esse perfil, comprometer-se com uma residência de longo prazo pode não ser prático, o que torna os espaços de co-living totalmente mobiliados, administrados profissionalmente e equipados com comodidades e serviços de manutenção uma opção atraente. Esses ambientes atendem a estilos de vida urbanos acelerados, nos quais o networking em eventos profissionais muitas vezes antecede o descanso solitário em casa.

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De resorts inspirados na natureza a reconversões urbanas, descubra o trabalho recente de Gensler, Foster + Partners e outros

A virada do ano marcou o ápice de diversos processos no universo de escritórios de arquitetura de renome. Entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, o Gensler revelou a imagem de um projeto de requalificação em Manhattan, o Foster + Partners divulgou renders de um novo hotel e residências de luxo no Brasil, e o Herzog & de Meuron anunciou a data de conclusão do novo Memphis Art Museum. Concursos internacionais também revelaram seus resultados, destacando o projeto vencedor do jovem escritório Unformed Design, além da colaboração entre o escritório português Fala Atelier e o suíço Continentale em um projeto de arquitetura educacional. Essas propostas demonstram a amplitude do projeto de arquitetura, desde o detalhamento da relação de um empreendimento de alto padrão com a natureza até o potencial de renovação urbana de um projeto de conversão programática.

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Arquitetura à prova d'água: O poder dos impermeabilizantes de alto desempenho

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A água, além de ser um recurso de projeto amplamente valorizado por sua estética e por sua contribuição funcional, pode se transformar em um adversário formidável ao se infiltrar por meio de rachaduras e fissuras nas superfícies construídas. Por essa razão, a impermeabilização não é apenas uma medida de proteção, mas sim uma estratégia essencial para prolongar a vida útil das estruturas, garantir a habitabilidade dos espaços e evitar problemas como infiltrações e deterioração precoce. De terraços e telhados verdes a superfícies de uso intenso, controlar a umidade representa um desafio constante para profissionais de arquitetura, engenharia e construção. Isso se torna especialmente importante em um contexto que exige materiais impermeabilizantes com desempenho cada vez mais eficiente e maior resistência contra fatores ambientais adversos.

Populous revela planos para a remodelação do Estádio Giuseppe Sinigaglia em Como, Itália

O escritório internacional de arquitetura Populous anunciou a fase inicial da requalificação do Stadio Giuseppe Sinigaglia, em colaboração com o Como 1907 e o Município de Como, na Itália. O projeto visa modernizar o histórico estádio, mantendo seu papel como um polo central para a comunidade. O processo começa com a apresentação do Documento de Viabilidade de Alternativas de Projeto (DOCFAP), uma etapa fundamental para avaliar as possíveis abordagens de projeto. A expectativa é que o processo de aprovação seja concluído até maio de 2026, marcando a finalização da primeira etapa do projeto.

O rosa como ferramenta de design: atmosfera, identidade e experimentação no design de interiores

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Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.

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Princípios da engenharia com bambu no projeto estrutural: o caso do Panyaden Hall

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No coração de Chiang Mai, uma cidade rica em história e cultura do norte da Tailândia, o Panyaden Hall, concluído em 2017, carrega uma história de inovação e tradição, contada por meio do bambu. Combinando a tradição tailandesa centenária de bambu com soluções estruturais modernas, o projeto reflete o ethos da Chiangmai Life Architects , uma empresa dedicada a elevar materiais naturais ao seu mais alto potencial. Neste artigo, exploraremos algumas das soluções estruturais contemporâneas aplicadas a este projeto icônico, revelando ainda mais o verdadeiro potencial do bambu e convidando a uma nova perspectiva sobre arquitetura sustentável e engenharia de estruturas de bambu.

O apelo atemporal do modernismo na tecnologia e na arquitetura digital

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O Modernismo, movimento que buscou romper com as formas tradicionais e abraçar o futuro, lançou as bases para diversos avanços tecnológicos e digitais na arquitetura contemporânea. À medida que a Revolução Industrial trazia a produção em massa, novos materiais e inovações tecnológicas, nomes da arquitetura como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe defenderam o princípio de que a "forma segue a função" e uma abordagem racional do projeto. Seus preceitos ressoam na era digital, na qual o projeto computacional e os materiais de alta tecnologia redefinem a forma e a construção.

Os ideais modernistas do século XX — eficiência, simplicidade e funcionalidade — criaram uma base para que arquitetos/as experimentassem a clareza estrutural e a honestidade dos materiais. A arquitetura high-tech, surgida no final do século XX, evoluiu a partir desses princípios, fundindo as linhas limpas do modernismo com engenharia e tecnologia avançadas. Isso abriu caminho para o parametricismo e para os processos de projeto baseados em algoritmos, revolucionando a arquitetura e viabilizando formas complexas anteriormente consideradas impossíveis.

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Seguindo o legado de Oscar Niemeyer: a história por trás do Teatro Estadual de Araras no Brasil

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Inaugurado em 1991, o Teatro Estadual Maestro Francisco Paulo Russo de Araras é considerado um dos principais equipamentos culturais da cidade e da região. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, um dos grandes expoentes do Movimento Moderno, o teatro foi dotado de toda a infraestrutura necessária para eventos culturais locais, nacionais e internacionais entre 1995 e 2005. Niemeyer deixou um legado cuja linha arquitetônica de formas livres se articula com influências de diferentes vertentes, sendo também capaz de dialogar com a identidade de um país tropical.

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Make It New: Exposição em Londres explora a influência modernista de Sir John Soane por meio de desenhos inéditos

"Soane and Modernism: Make it New" reúne desenhos arquitetônicos da extensa coleção de Sir John Soane em diálogo com obras de figuras renomadas do modernismo, incluindo Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Adolf Loos e Ernő Goldfinger. Com curadoria da Dra. Erin McKellar, curadora assistente de exposições do Sir John Soane's Museum, a mostra destaca a presença de ideais de projeto do modernismo do século XX na obra do arquiteto do século XIX Sir John Soane. A seleção das obras baseia-se na premissa de que os projetos de Soane podem ser considerados precursores de muitos dos princípios arquitetônicos adotados no século XX.

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Diller Scofidio + Renfro revela torre de bem-estar de 100 metros em Dubai, Emirados Árabes Unidos

Diller Scofidio + Renfro revelou o projeto para o Therme Dubai – Islands in the Sky, um novo destino urbano de bem-estar a ser desenvolvido no Zabeel Park, nos Emirados Árabes Unidos. O projeto, elaborado em colaboração com o Therme Group e a Prefeitura de Dubai, foi aprovado como parte da Estratégia de Qualidade de Vida de Dubai 2033, que visa aprimorar a paisagem da cidade por meio de infraestruturas inovadoras e sustentáveis.

Conheça os 75 finalistas do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2025

Após duas semanas de votação aberta na 16ª edição do Building of the Year Awards, nossos/as leitores/as selecionaram meticulosamente, entre quase 4.000 projetos, um grupo restrito de 75 finalistas distribuídos em 15 categorias. A premiação deste ano celebra o auge do design, da inovação e da sustentabilidade em escala global, apresentando uma variedade excepcional de obras na lista de finalistas. Sendo um prêmio definido pelo público, temos o orgulho de afirmar que as suas escolhas refletem de forma autêntica o estado atual da arquitetura, e o nível dos finalistas deste ano reforça ainda mais a excelência e a diversidade que marcam a nossa área.

Pavilhão da Hungria na Bienal de Veneza 2025 apresentará cenários alternativos para a profissão da arquitetura

"There Is Nothing to See Here" ("Não há nada para ver aqui") é o título da exposição que ocupará o Pavilhão da Hungria na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025. Desde 2015, o Ludwig Museum of Contemporary Art administra e organiza tanto a exposição temporária quanto o edifício. Este ano, a mostra apresenta uma visão alternativa para o futuro da profissão. Com curadoria do/a diretor/a criativo/a e professor/a assistente Márton Pintér, em colaboração com Ingrid Manhertz, András Graf e Júlia Böröndy, fundadora da plataforma Women in Architecture (WIA), a exposição apresentará o trabalho de 12 profissionais de arquitetura que aplicam seus conhecimentos em áreas que vão além da prática tradicional.

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Heatherwick Studio revitalizará o Belvedere de Louisville, nos Estados Unidos

O Heatherwick Studio apresentou uma proposta ambiciosa para transformar o Belvedere, um histórico espaço elevado à beira-rio no centro de Louisville, no Kentucky, em um parque público reimaginado nos Estados Unidos. O projeto visa dar nova vida ao local, estreitando sua conexão com o Rio Ohio e criando um ambiente acolhedor tanto para moradores quanto para visitantes.

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Arquitetos(as) Globais, Contextos Locais: Navegando pela Identidade nos Marcos Culturais do Golfo

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Nos últimos anos, a região do Golfo emergiu como um polo global de desenvolvimento cultural e arquitetônico, contratando arquitetos/as de renome internacional para projetar seus museus e instituições de maior visibilidade. Esses projetos, que vão do Louvre Abu Dhabi, de Jean Nouvel, ao Museu de Arte Islâmica em Doha, de I. M. Pei, são frequentemente concebidos por arquitetos/as estrangeiros/as, mas buscam se inserir em seu contexto por meio de estratégias que fazem referência à paisagem, ao clima e às tradições arquitetônicas da região. Isso levanta uma questão fundamental: o que define a arquitetura local no século XXI?

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Menos Juntas, Mais Eficiência: O Impacto do Painel de 12” na Instalação de Revestimentos

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O revestimento de fachadas é um elemento essencial na arquitetura, combinando funcionalidade, tecnologia e estética para proteger e valorizar as edificações. Entre os diversos materiais disponíveis, como pedra, madeira e compósitos, o revestimento metálico destaca-se por sua durabilidade, baixa manutenção e flexibilidade de projeto. Além de oferecer resistência às intempéries e segurança contra incêndios, sua capacidade de reciclagem o torna uma solução sustentável e econômica para projetos de todos os portes. Para atender a essas demandas com eficiência e sofisticação, a Parallel Architectural Products oferece uma gama de revestimentos metálicos e outros produtos inovadores projetados para otimizar a instalação, reduzir os custos de mão de obra e garantir acabamentos de alta qualidade.

Bienal de Arquitetura de Veneza 2025: Mais de 750 participantes investigam como a arquitetura se adapta ao futuro

Durante uma apresentação ao vivo da 19ª Exposição Internacional de Arquitetura, o curador Carlo Ratti ofereceu um vislumbre da programação da edição deste ano. A Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025 contará com 66 Pavilhões Nacionais, com quatro países representados pela primeira vez: a República do Azerbaijão, o Sultanato de Omã, o Catar e o Togo. A exposição, dividida entre o Giardini (26), o Arsenale (22) e o centro de Veneza (15), explora o tema "Intelligens. Natural. Artificial. Coletivo", reunindo mais de 750 participantes, incluindo indivíduos e organizações que formam equipes interdisciplinares e multigeracionais. De acordo com os dados divulgados, a edição deste ano caminha para ser a maior Bienal de Arquitetura já realizada em Veneza.

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Experimentação formal e material: lições fundamentais dos pioneiros da arquitetura modernista

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Guerras, descolonização, crises econômicas, movimentos civis e revoluções industrial-tecnológicas: o século XX foi um período de transformações radicais e de grande alcance. Essas rupturas remodelaram sociedades e redefiniram a forma como as pessoas expressavam suas aspirações em constante evolução, com a arquitetura liderando esse caminho. As máquinas e a industrialização prometiam progresso tecnológico e modernização, defendendo uma ruptura definitiva com os estilos ornamentados e historicistas do passado, ao mesmo tempo que abraçavam uma visão focada na funcionalidade, eficiência e inovação. Essa transição, personificada pelo modernismo, introduziu novos conceitos, métodos e usos de materiais — tudo moldado pela experimentação.

BIG vence concurso para o novo Hospice Sankt Lukas na Dinamarca

Bjarke Ingels Group acaba de vencer o concurso para projetar o novo Hospice Sankt Lukas e o Lukashuset, um centro de cuidados paliativos de 8.500 m² concebido como uma vila cercada pela natureza. Enraizado na história da Fundação Sankt Lukas, que remonta à década de 1930, o projeto expandirá as instalações de cuidados paliativos da Dinamarca, triplicando a capacidade atual para atender cerca de 2.100 pacientes anualmente.

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Design de ecovilas: modelos para bairros urbanos regenerativos

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A fragmentação social e as divisões econômicas fraturaram o tecido dos ambientes urbanos. Nesse contexto, as ecovilas surgem como soluções potentes para as crises sociais e ecológicas, microcosmos onde a vida sustentável, a coesão social e a resiliência econômica impulsionam o crescimento urbano. Baseadas na responsabilidade ambiental e em sistemas circulares, as ecovilas oferecem um modelo escalonável para inspirar o desenvolvimento de bairros urbanos regenerativos em todo o mundo. O desenvolvimento urbano e suburbano tradicional levou à dispersão e ao isolamento social, o que gerou efeitos prejudiciais para a coesão comunitária e para o meio ambiente. Paralelamente a esse fenômeno, as cidades tornaram-se desumanas, caracterizadas pelo anonimato, pela moradia inacessível, pelo congestionamento no trânsito e pela poluição. A falta de acesso à natureza consolida esses problemas, afastando a população urbana de elementos que promovem o bem-estar e o sentimento de pertencimento.

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Estratégias materiais para atualizar e reutilizar clássicos modernistas

Park Hill, um amplo complexo de habitação social em Sheffield, se destaca como um dos exemplos mais ambiciosos de arquitetura modernista na Grã-Bretanha do pós-guerra. Projetado em 1961 por Jack Lynn e Ivor Smith, seu conceito inovador de "ruas no céu" buscava combinar habitação de alta densidade com o espírito comunitário de bairros tradicionais. No final do século XX, o complexo enfrentava uma profunda negligência, marcada por problemas sociais e degradação estrutural que comprometeram tanto sua funcionalidade quanto sua reputação. Gradualmente, Park Hill tornou-se sinônimo de fracasso do modernismo, carregando um pesado estigma social e marginalizando seus moradores. A partir dos anos 2000, começaram esforços significativos para reverter essa narrativa por meio de um processo de revitalização em duas fases. Na primeira fase, liderada pela Urban Splash, em colaboração com os escritórios Hawkins\Brown e Studio Egret West, a abordagem focou na preservação e valorização dos elementos históricos do edifício, introduzindo intervenções modernas para criar um espaço habitável, funcional e atrativo. Essa etapa demonstrou o potencial da reutilização adaptativa em revitalizar comunidades e resgatar ícones arquitetônicos. A segunda fase da renovação, conduzida pelo escritório Mikhail Riches, buscou expandir esse trabalho inicial, introduzindo novos elementos que aprofundaram a conexão entre os espaços existentes e a vida contemporânea. Com uma abordagem que uniu sensibilidade histórica e inovação arquitetônica, Mikhail Riches deu continuidade ao processo de transformar Park Hill em um exemplo emblemático de como a arquitetura modernista pode ser adaptada às necessidades atuais sem perder sua identidade original.

A fachada de concreto exposta foi cuidadosamente restaurada, janelas com eficiência energética substituíram unidades obsoletas e paineis de alumínio de cores vivas animaram o exterior. Os apartamentos foram reconfigurados para atender aos padrões modernos com plantas abertas, enquanto espaços compartilhados como pátios e centros comunitários foram revitalizados para promover a interação social. Medidas de sustentabilidade, incluindo cobertura verde e isolamento aprimorado minimizaram a pegada ambiental, mantendo o caráter brutalista icônico do projeto ao mesmo tempo em que criavam uma vibrante comunidade de uso misto de unidades residenciais, escritórios, espaços de varejo e locais culturais. O projeto destaca o potencial de reutilização adaptativa de projetos modernistas, algo que também carrega enormes desafios, sobretudo em termos programáticos e de materiais e soluções construtivas.

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