Painéis de parede de palha. Imagem cortesia de EcoCocon
Durante muito tempo, a indústria da construção civil seguiu um processo linear: extrair matérias-primas, construir estruturas, demoli-las e, por fim, descartar os resíduos em aterros sanitários. Essa abordagem gera graves impactos negativos sobre o meio ambiente e a sociedade, sendo inerentemente insustentável. Repensar os métodos e fluxos de trabalho tradicionais exige o apoio de todas as partes interessadas e um senso de urgência manifestado pelas autoridades. Nos Estados Unidos, administrações municipais começaram a implementar novas políticas para evitar que os resíduos da construção civil parem em aterros e para apoiar práticas circulares. Diversas cidades, como Seattle e Pittsburgh, começaram a adotar decretos de desconstrução que exigem que edifícios mais antigos sejam cuidadosamente desconstruídos em vez de demolidos. De que maneira suas principais diretrizes podem influenciar as práticas circulares no país?
A pergunta "como podemos controlar a luz natural nos espaços internos?" é fundamental na arquitetura. A incidência descontrolada da luz solar direta pode causar desconforto, como fadiga visual e ganhos térmicos indesejados. Por isso, controlar sua entrada de forma eficaz torna-se crucial. Entre as soluções de projeto estão a instalação de dispositivos de sombreamento, o planejamento da orientação espacial e o desenho de formas edificadas que favoreçam a luz natural indireta. Tratamentos nas janelas, como películas ou vidros de controle solar, também são opções viáveis.
No entanto, existem estratégias inovadoras para controlar a luz natural com mais eficiência por meio de painéis de fechamento avançados, como o Kalwall 175CW. Esta unidade de vidro insulado translúcido é compatível com a maioria dos sistemas de fachada-cortina do mercado. Ao manipular a translucidez do material, é possível influenciar diretamente o conforto visual e térmico dos ambientes. Ao mesmo tempo, essa solução valoriza a arquitetura dos espaços contemporâneos, agregando um valor estético e emocional significativo.
Por ser um dos menores espaços da casa, a área do box do chuveiro costuma ter dificuldade para receber luz suficiente. Enquanto os dormitórios têm prioridade na escolha das melhores localizações junto às paredes externas — o que lhes garante acesso a ar fresco, luz natural e melhores vistas através das janelas —, os banheiros costumam ser relegados ao espaço restante, dispondo de apenas uma estreita faixa de fachada, quando muito.
Devido a questões de privacidade e possíveis danos causados pela água, contudo, mesmo quando há a oportunidade de incluir uma janela no banheiro, ela raramente é posicionada dentro do próprio box. No entanto, considerando que muitas pessoas recorrem a um banho revigorante para despertar pela manhã, e que o vapor torna o box um ambiente de altíssima umidade, uma janela nessa área pode fazer toda a diferença, trazendo luz natural diretamente para o espaço e mantendo todo o ambiente bem ventilado.
Durante séculos, os ambientes áridos solucionaram os problemas de iluminação, privacidade e calor por meio de um elemento marcante da arquitetura islâmica e árabe: o muxarabi. Feito com padrões geométricos tradicionalmente compostos por pequenas peças de madeira torneada, o muxarabi apresenta tramas em treliça que cobrem grandes superfícies. Tradicionalmente, era utilizado para captar o vento e proporcionar resfriamento passivo sob o calor seco do deserto no Oriente Médio. Frequentemente utilizado nas laterais de estruturas edificadas voltadas para a rua, o muxarabi abrigava jarros e bacias de água em seu interior para ativar o resfriamento evaporativo. O ar fresco da rua passava pela treliça de madeira, proporcionando circulação de ar para os/as ocupantes.
Semelhante ao jali indiano, essa linguagem vernacular também oferece um jogo dinâmico com a luz do dia, ao mesmo tempo em que mantém um certo nível de privacidade. Com origens que remontam ao Império Otomano, os painéis perfurados protegiam os/as ocupantes do sol, ao mesmo tempo que permitiam a entrada de luz natural em doses calculadas. Embora o muxarabi fosse uma marca registrada das linguagens arquitetônicas árabe e islâmica, foi apenas em 1987 que esse elemento arquetípico começou a surgir com uma aplicação contemporânea renovada.
O ofício da arquitetura é, definitivamente, uma prática de aproximação com o outro. Embora o produto esperado do/a arquiteto/a seja um elemento materializado, este deve responder de maneira sensível aos/às habitantes que utilizarão esse elemento, ou seja, às pessoas que ocuparão esse espaço.
Por volta das décadas de 1980 e 1990, evidenciou-se um momento de ruptura na compreensão de certos fenômenos sociais estudados pelas Ciências Sociais; assim, a espacialidade tornou-se um tema fundamental para situar os fenômenos sociais em espaços materiais. Isso abriu caminho para o surgimento de uma nova perspectiva de pesquisa a partir da chamada “Virada Espacial nas Ciências Sociais”, que tem como objetivo localizar os fenômenos sociais — como o habitar — em espaços materiais e concretos, reconhecendo a influência do espaço material sobre a vida social das pessoas e vice-versa.
Como parte da Bienal Design Doha 2024, Glenn Adamson e Péter Tamás Nagy apresentam a exposição “Colors of the City: A Century of Architecture in Doha” (Cores da Cidade: Um Século de Arquitetura em Doha), que investiga a evolução arquitetônica da capital do Catar com base nas diversas influências globais que a caracterizam. Em cartaz até 30 de março de 2024, a mostra propõe uma viagem pela história da arquitetura de Doha, apresentando estilos variados como o Classicismo, o Art Déco e o Modernismo, além de contemplar as adaptações cataris dessas linguagens desenvolvidas por arquitetos e arquitetas da Europa, das Américas, do Oriente Médio e do Sul da Ásia.
O surgimento da IA generativa deu a todo/a educador/a de design motivos suficientes para reconsiderar tanto o que ensinar quanto como ensinar. A formação de um/a arquiteto/a é um processo longo, e projetá-la em um futuro incerto é uma tarefa desafiadora. Pesquisadores/as da OpenAI, DeepMind, Meta e empresas semelhantes parecem constantemente surpreendidos/as com o desenvolvimento rápido e, por vezes, com os recursos imprevistos de suas criações de IA. Se nem mesmo os criadores e criadoras sabem com que rapidez o futuro chegará, seria pretensioso de nossa parte afirmar que a IA fará X ou que a IA não será capaz de fazer Y na próxima década — período que corresponde, aproximadamente, ao tempo necessário para realmente formar um/a arquiteto/a.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140879/como-a-ia-pode-nos-ajudar-a-acabar-com-os-anacronismos-no-ensino-de-designEric J. Cesal
Aproveite ao máximo Milão com os nossos guias selecionados da feira e da cidade – elaborados por nossa equipe de arquitetura e design para garantir que você saiba exatamente o que ver e aonde ir. Como Designboom, Architonic e ArchDaily, nosso principal propósito é inspirar, conectar e capacitar. Embora não possamos guiar você fisicamente pelas ruas da cidade ou pelos mapas redesenhados do Salone del Mobile de 2024, podemos garantir que você tenha as melhores ferramentas para localizar as maiores descobertas, os melhores novos contatos e as histórias mais interessantes: nossos dois guias selecionados de Milão, um para a feira e outro para a cidade.
Explorar projetos de arquitetura não construídos de escritórios consagrados oferece um vislumbre do que há de mais inovador no design e de conceitos voltados para o futuro. De fato, estudar projetos futuros proporciona uma oportunidade de antecipar tendências emergentes e vislumbrar o futuro do ambiente construído, estimulando o debate em torno de novas ideias. Diante da iminente crise climática em um mundo pós-COVID, a seleção desta semana de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily demonstra a dimensão da resolução de problemas por meio do planejamento urbano e de ativações espaciais contextuais.
Seja um bairro vertical em Kunming, um centro de ciências biológicas em Manhattan ou um centro cultural em Venaria Reale, esses projetos não construídos capturam o espectro diversificado da evolução de mentes visionárias da arquitetura. Cada uma dessas propostas representa uma narrativa única, buscando redefinir a vida residencial ou revitalizar o espaço urbano. Por meio desses projetos, a comunidade de arquitetura pode oferecer ao meio ambiente um vislumbre do potencial transformador do design quando aplicado na resolução de problemas.
Quando o briefing para o projeto de um novo escritório pede algo novo, dinâmico e moderno — um espaço onde as pessoas gostem de estar e, crucialmente, de trabalhar, que as ajude a se concentrar em tarefas individuais, mas também a relaxar, colaborar e criar —, há poucos pontos de partida melhores do que o círculo cromático. À medida que o mundo do trabalho e os diversos ambientes onde ele se desenvolve se tornam menos formais e restritos em termos de design, arquitetos/as, designers e, acima de tudo, seus/suas clientes estão assinando a demissão do escritório monótono e sem graça, buscando alternativas mais expressivas em opções coloridas fora do convencional.
Embora a capacidade do azul de melhorar a concentração, estimular o pensamento e proporcionar clareza mental ajude a aumentar a produtividade, o corpo humano também precisa de períodos regulares de descanso e relaxamento. Nesse sentido, cores quentes como o amarelo proporcionam bem-estar por meio do acolhimento e do conforto — sendo ideais para áreas de descompressão. Por outro lado, tons de vermelho e laranja estimulam a criatividade e a expressão, o que significa que podem ser muito úteis em áreas destinadas à integração social, enquanto o verde favorece uma abordagem mais calma e equilibrada, adequada para reuniões de outra natureza.
O escritório Foster + Partners acaba de apresentar o projeto de duas torres residenciais vizinhas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Batizados de VELA e VELA VIENO, os dois edifícios oferecem uma experiência residencial à beira-mar, com acesso direto ao calçadão e à marina. Situados em Marasi Bay, em Dubai, com vista direta para o Burj Khalifa, os empreendimentos são “caracterizados por um ritmo horizontal, estrutura enfatizada e vazios estratégicos na volumetria”.
Convidamos você a participar do Prêmio Obra do Ano 2024. Em sua décima quinta edição, pedimos que nos ajude a reconhecer as obras que estão gerando o maior impacto no ambiente construído. Ao votar, você faz parte de uma rede independente e imparcial que nos ajuda constantemente a celebrar a arquitetura de todas as escalas, propósitos e condições, em países grandes e pequenos. Restam poucas horas para votar na sua obra favorita e fazer com que, de 1.000 projetos, restem apenas 15.
Lembre-se: usuários(as) cadastrados(as) podem votar em seu projeto favorito. A primeira etapa termina na terça-feira, 26 de março de 2024, às 23:59 (GMT-3). Agradecemos mais uma vez por nos ajudar a continuar democratizando a arquitetura.
O Prêmio Obra do Ano 2024 é apresentado a você graças à Dornbracht, reconhecida por seus designs líderes em arquitetura, presentes internacionalmente em banheiros e cozinhas.
Terrenos inclinados representam uma perspectiva atraente para incorporadores. Com vistas deslumbrantes para paisagens naturais ou urbanas — muitas vezes sem a possibilidade real de obstrução por empreendimentos futuros —, um lote em declive promete um retorno valioso. No entanto, seja pela escavação adicional necessária para cortes e aterros, pelas estruturas em balanço, pelas complicações de drenagem de água ou pela perda de luz natural e dificuldade de acesso na parte frontal da propriedade, construir nessas topografias traz seus desafios.
Contudo, o principal obstáculo não é necessariamente a inclinação do terreno, mas sim a forma do edifício. Ao fracionar uma estrutura de múltiplos pavimentos e reposicionar — e talvez até desconectar — cada nível, projetos concebidos para se adaptarem à topografia existente por meio de múltiplos níveis de implantação conseguem reduzir o volume de escavação. Essa planta escalonada também contribui para melhorar o acesso e a iluminação natural, além de ampliar as áreas internas e externas.
Na semana passada, o arquiteto e ativista social japonês Riken Yamamoto foi anunciado como o vencedor do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2024, tornando-se o 53º laureado da premiação e o nono arquiteto do Japão a receber a honraria. Com uma trajetória que abrange cinco décadas, a obra de Yamamoto vai de residências privadas a grandes conjuntos habitacionais, instituições de ensino e espaços cívicos, com projetos localizados no Japão, China, Coreia do Sul e Suíça. Em uma série de vídeos produzida pelo Prêmio Pritzker de Arquitetura, o arquiteto discute profundamente os conceitos de limiar, transparência, comunidade e paisagem.
O Sony World Photography Awards 2024 anunciou os vencedores de suas categorias e a lista de finalistas, apresentando as melhores imagens individuais capturadas ao redor do mundo no último ano. Com mais de 395 mil inscrições de 220 países e territórios, a competição busca dar destaque a nomes consagrados e emergentes da fotografia de todo o mundo. A Open Competition está dividida em 10 categorias, abrangendo uma ampla gama de temas, que vão de Arquitetura e Paisagem a Retrato, Estilo de Vida e Vida Selvagem.
Na categoria Arquitetura, a colaboradora do ArchDaily Ana Skobe foi consagrada vencedora com a fotografia intitulada “Falling Out of Time”. Banhada pelos tons suaves da luz do entardecer, uma estrutura geométrica elegante ergue-se na paisagem costeira, com suas linhas puras contrastando com os elementos naturais ao redor. Posicionada na base do farol, uma figura solitária confere escala à composição enquanto contempla a vastidão do oceano.
Chegou o dia de conhecer os/as finalistas do ODA2024: o prêmio para a melhor arquitetura em espanhol. Nosso júri de especialistas —ou seja, vocês, nossos leitores e leitoras— selecionou 15 de seus projetos favoritos entre quase 1.000 obras de arquitetura construídas na América Latina e na Espanha.
Este prêmio tornou-se uma verdadeira tradição que, este ano, chega à sua décima sexta edição. É um convite estendido a todos os nossos leitores e leitoras para reconhecer as obras publicadas durante 2023 que os/as inspiraram e que representam a identidade de seus contextos locais em um planeta globalizado, definindo a forma de se fazer arquitetura na América Latina e na Espanha, em um mundo cada vez mais heterogêneo e multicultural.
A partir de hoje, e até a próxima quarta-feira, 3 de abril, às 23h59 (GMT-3), será possível conhecer cada um dos/as finalistas em detalhes e votar na obra que melhor representa essa arquitetura em espanhol que nos inspira, nos identifica e nos marca. Conheça todos os projetos finalistas a seguir.
O Prêmio Obra do Ano 2024 é apresentado a vocês graças à Dornbracht, reconhecida por seus designs líderes em arquitetura, que podem ser encontrados internacionalmente em banheiros e cozinhas.
Localizado no município de Leogang, na província de Salzburgerland, na Áustria, o Priesteregg Premium Eco Resort situa-se em um planalto a 1.100 metros de altitude. Inaugurado em 2009, o resort é composto por 15 chalés e três vilas, cercados por exuberantes pinheiros-das-montanhas, rosas-alpinas e arbustos de mirtilo. Esse cenário proporciona relaxamento e vistas deslumbrantes das montanhas Leogang Steinberg, do maciço Steinernes Meer com o pico Hochkönig e dos Alpes de Kitzbühel.
O desenvolvimento do resort foi influenciado pelo uso tradicional da terra agrícola, resultando em uma abordagem conservacionista. Essa postura engloba conceitos de energia sustentável, apoio a produtores regionais e a utilização de materiais naturais em todo o empreendimento. Nas três vilas, o estúdio W2 Manufaktur e o arquiteto Ulrich Stöckl conceberam interiores que mesclam o estilo alpino rústico ao luxo moderno, incorporando produtos da Dornbracht. Cada vila combina de forma única materiais e elementos naturais a uma variedade de metais e acessórios da marca.
Cortesia de Powerhouse Company, Vivid-Vision, Atchain
O escritório de arquitetura Powerhouse Company acaba de revelar seu projeto para “The Harmony”, na região de Zuidas, em Amsterdã. Composto por duas torres, The Canyon e The Coast, o empreendimento busca integrar espaços de escritórios, áreas comerciais e habitações acessíveis. O “The Harmony” estabelece uma nova conexão entre o distrito de Zuidas e Ravel, uma futura zona residencial.
Alero Olympio (1959-2005) foi uma arquiteta e construtora conhecida por uma abordagem profundamente ecológica da arquitetura. Nascida em Gana, ela dividiu sua atuação profissional entre seu país natal e a Escócia. Seu trabalho concentrou-se em priorizar as pessoas e demonstrou um compromisso sincero com a sustentabilidade social e ambiental, privilegiando o uso de materiais de origem local.
O legado de seu trabalho inclui edifícios físicos como o Instituto Kokrobitey, sua defesa das construções de terra, pesquisas sobre produtos florestais sustentáveis e muito mais. No entanto, existe uma lacuna nos arquivos institucionalizados sobre sua obra, o que motivou os esforços atuais para construir um acervo abrangente de suas contribuições. A conferência anual Womxn in Design and Architecture (WDA) de 2024, organizada pela Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, trouxe uma contribuição significativa. O evento contou com exposições, seminários e mesas-redondas que refletiram sobre o legado de Alero Olympio e examinaram as perspectivas arquitetônicas que sua obra continua a oferecer.
A loja física da Benetton mimetizará seu ambiente virtual. Imagem cortesia de Benetton
A evolução do design de varejo demanda uma análise da prática da arquitetura no ambiente digital. Embora os espaços comerciais físicos tenham sido tradicionalmente o centro das experiências de compra, a fronteira emergente do metaverso — uma rede interconectada de ambientes virtuais em 3D — sinaliza uma mudança significativa nas interações entre marcas e consumidores. Para arquitetos e arquitetas, esse espaço liminar apresenta uma tela única, livre das restrições materiais que tradicionalmente moldaram as concepções de projeto. O metaverso é um novo território onde a arquitetura da imaginação pode ser plenamente realizada, convidando a uma reconceituação das possibilidades do design de varejo.
Ao comemorar o Dia Mundial do Autismo, é fundamental reconhecer o impacto do design na vida das pessoas com deficiência. Seja o Jardim do Autismo no Irã, projetado pelo escritório Hajm.e.Sabz, o hospital Sycamore no Northgate Park Hospital, no Reino Unido, ou o projeto Home for The Homeless, cada uma dessas propostas celebra as diferentes necessidades e busca promover um senso de pertencimento e empoderamento para todas as pessoas.
A ideia de um parquinho comunitário ou público fundamenta-se na criação de um espaço de lazer acessível para todas as pessoas. Contudo, em muitos casos, a viabilização de um projeto desse tipo pode esbarrar na falta de recursos financeiros ou em restrições regulatórias. O primeiro grande desafio consiste em colocar o projeto em prática e, acima de tudo, obter a recepção positiva da comunidade e, se possível, seu engajamento direto, garantindo assim o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa.
Em uma busca constante por encontrar novas maneiras de reduzir os custos e prazos de construção, a arquitetura modular se apresenta como uma oportunidade para implementar diversos métodos, tecnologias e técnicas que permitam projetar espaços habitáveis a partir de elementos repetitivos independentes, como os módulos. Como afirma Tom Hardiman, diretor executivo do Modular Building Institute (MBI), "modular" não se trata de um produto de construção, mas sim de um processo construtivo.