De acordo com uma pesquisa realizada pela Harris Poll/Lego com crianças nos Estados Unidos, Reino Unido e China, quase um terço das que têm entre oito e 12 anos deseja ser "YouTuber" quando crescer. Esse número é três vezes maior do que o de crianças que diziam querer ser astronautas há apenas uma década. As implicações de como essa geração de futuros/as influenciadores/as e criadores/as de conteúdo pode impactar significativamente o campo do design e da arquitetura nos levam a uma pergunta: estaríamos prestes a testemunhar a ascensão dos/as influenciadores/as de arquitetura?
Baseball Dream Park / HAEAHN Architecture, Inc.. Imagem cortesia de HAEAHN Architecture
O esporte desempenha um papel fundamental na vida de qualquer cidade; no entanto, os edifícios que abrigam essas atividades impõem um conjunto específico de desafios para os/as arquitetos/as. Escala e dimensões precisam ser adaptadas para permitir movimentos livres, as alturas são ajustadas à força do arremesso dos/as atletas e a iluminação, as superfícies e os acabamentos exigem atenção minuciosa. A questão torna-se ainda mais complexa quando essas atividades passam a sediar eventos de grande escala. O fluxo de pessoas transforma-se em parte integrante do projeto, uma vez que diferentes perfis de usuários/as demandam rotas de circulação independentes.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos Não Construídos destaca o desenho de centros esportivos enviados pela comunidade do ArchDaily. De um estádio de tênis na Itália a um pavilhão de ioga nas falésias de Portugal, esta seleção apresenta propostas focadas no movimento, na prática, no acompanhamento e no aproveitamento dos esportes, seja tênis, beisebol, ioga ou futebol. O artigo reúne projetos de diversos países, como Coreia do Sul, Canadá, Portugal e Argentina.
O escritório NEWSUBSTANCE transforma uma antiga plataforma de petróleo em uma instalação de arte pública de 35 metros de altura em Weston-super-Mare, no Reino Unido. A megaplatataforma conta com uma queda d'água de 10 metros de altura, um jardim silvestre e uma instalação cinética de 6.000 peças, incluindo obras de Ivan Black e peças artísticas de Trevor Lee. De 24 de setembro a 5 de novembro de 2022, o projeto "SEE MONSTER" estará aberto ao público para propor discussões sobre reaproveitamento, energias renováveis e o típico clima britânico, como parte do festival UNBOXED: Creativity in the UK.
A cidade de Concepción, no Chile, será a primeira “cidade-laboratório” da América do Sul. O programa City Science Biobío é uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT Media Lab), o Governo Regional do Biobío, a Corporación Ciudades e a Câmara Chilena da Construção (CChC). Essas instituições trabalharão em colaboração com universidades, municípios e organizações cidadãs da região. Também contarão com a visita de profissionais do MIT, que farão o acompanhamento dos estudos promovidos pelo programa.
Steven Holl Architects, em colaboração com Marcela Steinbachová e o SKUPINA Studio, venceram em primeiro lugar o concurso internacional para o Museu do Gueto de Terezín, na República Tcheca. Fundada em 1780 como uma fortaleza militar, Terezín serviu como gueto judeu durante a Segunda Guerra Mundial, onde estima-se que 33.000 pessoas tenham morrido. O atual Museu do Gueto de Terezín homenageia as pessoas que perderam suas vidas por meio de um novo projeto concebido para servir como um memorial de esperança e luz.
O escritório de arquitetura Goettsch Partners venceu recentemente o concurso de projeto para um novo complexo de oito edifícios na região de Pudong, em Xangai. O terreno de 244.500 metros quadrados é um dos últimos lotes subdesenvolvidos da região. O projeto Shanghai Lujiazui Roncheng Changyi conta com duas torres de escritórios, cinco torres residenciais e um edifício cultural e corporativo. O empreendimento também inclui espaços comerciais e diversas comodidades. As obras devem começar em dezembro de 2022, com conclusão prevista para dezembro de 2025.
Renderizações conceituais. Imagem cortesia de ICON Build
Pioneira no campo da impressão 3D em grande escala, a ICON anunciou o início da construção de uma comunidade de cem casas impressas em 3D, projetada em parceria com o BIG e desenvolvida pela Lennar. Planejado para Wolf Ranch, em Georgetown, ao norte de Austin, o projeto será o primeiro e maior bairro residencial do mundo construído por robôs por meio de manufatura aditiva integrada.
Ao combinar as possibilidades digitais da impressão 3D com a sustentabilidade a custos acessíveis, o projeto visa mitigar a crise habitacional em Austin. A cidade é uma das mais dinâmicas e de mais rápido crescimento nos Estados Unidos, abrigando a nova Gigafactory da Tesla e outras gigantes como Apple, Google, Microsoft e Oracle.
O Pritzker Military Museum & Library selecionou o escritório Oyler Wu Collaborative, sediado em Los Angeles, como vencedor de um concurso internacional de projetos que visa homenagear os membros das Forças Armadas dos Estados Unidos que serviram durante a Guerra Fria. O projeto vencedor, intitulado Orbits, personifica a "dedicação, otimismo e esperança que são emblemáticos do espírito duradouro dos/as veteranos/as", com a estrutura emergindo do solo para se tornar um tributo arquitetônico a essas pessoas.
A exposição "Future Cities" foi inaugurada recentemente no Future Design Arts Centre, em Chengdu, e analisa como o trabalho do escritório Zaha Hadid Architects redefiniu as paisagens urbanas pelo mundo. A mostra monográfica destaca as tendências e inovações que moldam o urbanismo contemporâneo, traçando as ideias e conceitos que definiram a obra do ZHA. A exposição apresenta as pesquisas em andamento do escritório e diversas abordagens de desenho urbano, exibidas por meio de visualizações, maquetes e projeções de vídeo.
“Estamos em uma zona sísmica. Beirute já foi soterrada sete vezes, por isso precisa resistir a qualquer terremoto, e é por essa razão que também resistiu à explosão do porto”, diz Lina Ghotmeh ao Louisiana Channel ao se referir ao Stone Garden. O edifício foi construído em uma cidade que já foi soterrada por escombros e reconstruída diversas vezes.
Lina Ghotmeh foi entrevistada por Marc-Christoph Wagner em seu escritório em Paris, em novembro de 2021. Conhecido por sua abordagem humanista da arquitetura, o Stone Garden estabelece uma relação muito pessoal com Ghotmeh, sendo seu primeiro projeto construído em sua cidade natal, Beirute. Localizado no limite do centro urbano, o edifício reflete a vida de quem ali reside por meio de uma forma que remete à arquitetura vernácula local.
Vista externa do hospital l’Eau Vive, Soisy-sur-Seine, França, anos 1960. Imagem cortesia dos Arquivos de Nicole Sonolet, coleção de Christine de Bremond d’Ars
O que significaria projetar edifícios que transcendam a contabilidade econômica da biopolítica liberal, oferecendo, em vez disso, uma lógica inteiramente diferente para a promoção da saúde? Nos anos em que Michel Foucault conceituou o termo biopolítica, ele fazia parte de uma constelação de pesquisadores/as e arquitetos/as que desenvolveram práxis de cuidado que definiam o valor da vida e de sua manutenção por meio de um cálculo baseado no desejo. As instituições do Estado de bem-estar social da arquiteta Nicole Sonolet, em particular — hospitais psiquiátricos, conjuntos de habitação social e novas tipologias de aldeias construídas principalmente na França do pós-guerra e na Argélia pós-colonial, entre as décadas de 1950 e 1980 —, foram projetadas não apenas para apoiar, mas para centralizar as necessidades de pessoas frequentemente excluídas dos processos de projeto. Os centros de saúde mental de Sonolet para residentes do 13º arrondissement de Paris, em especial, foram projetos fundamentais para a descoberta de uma prática projetual vinculada à prestação do cuidado em si.
As janelas desempenham múltiplas funções essenciais em qualquer projeto, desde emoldurar vistas até fornecer iluminação e ventilação naturais. À medida que as necessidades humanas mudaram e a tecnologia avançou significativamente ao longo dos anos, elas evoluíram em caráter, forma e uso de materiais. O que começou como pequenas seteiras usadas para defesa em fortificações medievais mais tarde se transformou em aberturas mais amplas que simbolizavam status e riqueza. Os romanos foram os primeiros a usar o vidro, mas este foi considerado um bem precioso por séculos. Painéis complexos de vitrais adornavam inúmeras igrejas e catedrais medievais, enquanto a maioria dos moradores de residências comuns tinha que se contentar em cobrir suas “janelas” com madeira, peles de animais e outros materiais.
“A cor é vida; pois um mundo sem cor nos parece morto.” O ilustre pintor Johannes Itten descreveu com essas palavras o poder excepcional da cor em nossa percepção do mundo. Como um evento sensorial, a cor define não apenas o que vemos, mas também como nos sentimos e pensamos; comprovadamente, ela é capaz de alterar a produtividade, inspirar a tomada de decisões, moldar nossa perspectiva e influenciar nosso bem-estar. Especialmente na arquitetura, esses efeitos se materializam e atingem seu esplendor máximo. O design é, afinal, uma forma visual de comunicação, e as paletas de cores –combinadas com luz, sombra, textura e brilho– desempenham um papel fundamental na transmissão da mensagem de um edifício. Elas criam a atmosfera que apoia a função de um espaço, transformando completamente a experiência de uso. Até mesmo os grandes nomes reconheceram esse poder: “A policromia é uma ferramenta arquitetônica tão poderosa quanto a planta e o corte,” disse uma vez Le Corbusier.
A palavra em inglês para arquiteto/a, architect, pode ser dividida em três partes: “Arch”, o arco arquitetônico que, em seus radicais de origem grega, representa o “máximo, mais forte, maior”; no centro, o “I” (“eu”, em inglês); e, por fim, “Tect”, que remete às “ferramentas técnicas”. Assim, a própria origem da identidade do/a arquiteto/a carrega a premissa de “utilizar o ‘eu’ como consciência subjetiva para realizar a melhor construção possível através de ferramentas técnicas”.
Ao longo do tempo, o “Arch” almejado pelo/a arquiteto/a, o “I” da perspectiva subjetiva e o “Tect” das ferramentas técnicas de viabilização transformaram-se de acordo com as mudanças das eras e do contexto social. No entanto, o significado essencial desses três elementos e sua relação de sinergia mútua não sofreram alterações substanciais.
Nas últimas duas ou três décadas, a aceleração das tecnologias de ponta impulsionou os/as arquitetos/as a tentar inventar e reconstruir novas ferramentas “técnicas” voltadas ao projeto e à construção, buscando acompanhar o ritmo da era da informação. Com a chegada de uma nova onda tecnológica liderada por inteligência artificial, Big Data e computação em nuvem, o mundo caminha decisivamente rumo à digitalização e à inteligência artificial. Como resultado, as definições e as relações entre “Arch”, “I” e “Tect” precisam mudar para que os/as profissionais de arquitetura possam realmente romper com as amarras das relações de produção tradicionais.
O “I” do/a arquiteto/a deixa de ser o único agente do projeto e da construção. Em vez disso, a fusão plena entre “I” e “Tect” gera uma consciência híbrida que une a inteligência humana à da máquina para moldar o nosso objetivo final, o “Arch”. A mentalidade de projeto e os fluxos de trabalho estão se transformando, e esse paradigma de colaboração coletiva inaugura novos modelos profissionais para a arquitetura.
Qual é a diferença fundamental nessa mudança de agente? Trata-se da transição entre a tomada de decisão individual do/a arquiteto/a e a decisão compartilhada entre o ser humano e o computador.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134228/como-os-as-arquitetos-as-usam-arquitetos-de-inteligencia-artificial-inclui-beneficios韩爽 - HAN Shuang
As visualizações arquitetônicas atingiram níveis inimagináveis, tornando-se uma grande fonte de inspiração e parte fundamental do processo de projeto na arquitetura. Por isso, temos o orgulho de anunciar a segunda edição do ArchDaily Architecture Visualization Awards, no qual premiaremos os melhores do ano.
Para nós, as visualizações se tornaram uma ferramenta poderosa que nos auxilia a pensar sem limites sobre o projeto de nossas futuras cidades, edifícios e estruturas. Este é um dos motivos pelos quais decidimos lançar este prêmio: encontrar os melhores talentos do mundo todo e descobrir quem está definindo tendências com seu trabalho e estética, ajudando-nos a visualizar o futuro da arquitetura. Para esta nova edição, com o objetivo de estar na vanguarda da renderização, firmamos uma parceria com a Enscape para explorar o que há de mais recente em renderização em tempo real.
Primer Premio. Image Cortesía de OP Arquitectos (Marcela Orcaje - Gonzalo Pérez)
Com o patrocínio da Federação Argentina de Entidades de Arquitetos (FADEA), o Colégio de Arquitetos da Província de Buenos Aires - Distrito 5 (CAPBA D5) organizou o Concurso Nacional de Anteprojetos para a execução da reforma, ampliação e revitalização da sede regional do CAPBA D5 na cidade de Lobos, província de Buenos Aires. Com caráter vinculante, a proposta que obtiver o primeiro prêmio realizará o projeto executivo, bem como a direção de obra por contratos separados.
Há alguns dias, tive a oportunidade de conversar com Emilio Hernández, do Centro de Imaginación Oaxaca, um dos participantes daCocina CoLaboratorio. Em nossa conversa, surgiram temas como a participação coletiva, a gestão social do habitat, o altruísmo, o racismo e muitas outras questões de cunho social. Durante o bate-papo, mencionamos as diferentes nuances, luzes e sombras em torno de temas relacionados ao assistencialismo e à “ajuda” às comunidades; bem como o quão contraproducente e violento pode ser agir a partir do privilégio e da verticalidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1134221/cozinha-colaboratorio-gestao-social-do-habitat-em-chiapasValeria Rubio García
O co-living é um modelo de moradia comunitária residencial, que se refere a uma forma moderna de habitação coletiva que transformou significativamente a vida em Londres e no Reino Unido como um todo. O conceito de co-living popularizou-se ainda mais com a ascensão de startups do setor habitacional, muitas das quais oferecem moradia acessível em casas e apartamentos compartilhados por um grupo de moradores/as.
Reforma em Sants, Um oásis no coração de Poblenou, Apartamento THE DUKE, Reforma de habitação na rua Calábria. Montagem com fotografias de reformas em Barcelona. Imagem via ArchDaily
Atualmente, a reforma completa de apartamentos em Barcelona é uma das atividades a que mais se dedicam tanto arquitetos/as autônomos/as quanto escritórios de arquitetura locais. Este dado não é surpreendente em se tratando de uma cidade com mais de 4.000 anos de história, onde há muitos edifícios construídos e pouco espaço para novas obras.
Ao superar o arranha-céu Tour First, a HEKLA Tower, com seus 48 pavimentos e 220 metros de altura, será o edifício mais alto do distrito financeiro de La Défense, em Paris, além do segundo edifício mais alto de toda a França. Atualmente em construção e projetada pelo vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel, a torre está destinada a se tornar um forte manifesto arquitetônico. Com conclusão prevista para este ano de 2022, em meio ao programa de revitalização do setor, o arranha-céu futurista distribui seus 76.000 m² de área construída em escritórios, serviços, lobbies, um anfiteatro, salas de projeção e espetáculos, restaurantes, bares, academias e loggias. Tudo isso com o objetivo de proporcionar uma experiência de uso única, com espaços de trabalho amplos e flexíveis que promovem a interação e o bem-estar.
A Powerhouse Company revelou o projeto da nova sede da IBM em Amsterdã, Países Baixos. A equipe de arquitetura buscou inspiração no ethos do cliente para criar um edifício que funciona como uma cidade vertical, com um grande átrio concebido como o espaço social central e escritórios multi-inquilinos como unidades de vizinhança. O edifício de 35 mil metros quadrados abrigará startups e scaleups, além de diversas comodidades, como áreas de fitness, restaurantes e auditórios.
Em 28 de agosto, a cerimônia de fundação da Divisão de Projeto de Espaços de Performance da Associação Chinesa de Tecnologia de Equipamentos de Performance, juntamente com o 1º Fórum de Discussão sobre Projeto de Espaços de Performance da China, coorganizados pelo Instituto de Projeto e Pesquisa Arquitetônica da Universidade de Tsinghua Co., Ltd., foi realizada solenemente em Pequim, a capital do país. A divisão tem como objetivo fortalecer a integração interdisciplinar entre o setor de turismo cultural e artes cênicas e o campo do projeto arquitetônico. Juntos, buscam promover o planejamento e o projeto científico de espaços de performance no país, otimizar processos integrados, expandir funções multifuncionais e elevar a qualidade de projeto, construção e operação desses espaços na China, contribuindo para o desenvolvimento do setor.
Após duas semanas de votação acirrada, os leitores do ArchDaily elegeram os 10 finalistas do Prêmio Obra do Ano de 2022 na China, selecionados entre mais de 800 projetos indicados. Durante a etapa de indicações, testemunhamos o impacto positivo que esta premiação exerce sobre o desenvolvimento da arquitetura. Os projetos finalistas são, sem dúvida, aqueles que mais inspiram nossos leitores e que melhor refletem os rumos sociais da disciplina hoje.