
As crescentes demandas por eficiência energética, funcionalidade técnica e conforto interno nas edificações exigem o desenvolvimento de sistemas de envoltórias mais eficientes. A envoltória atua como mediadora entre o exterior e o interior de um edifício. No cenário arquitetônico atual, ela desempenha uma infinidade de funções para potencializar o desempenho da edificação. Tais funções incluem sistemas de controle predial, fornecimento de energia (como gás e eletricidade) e aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), entre outros. Esses elementos determinam fundamentalmente a funcionalidade, a eficiência e a segurança dos espaços construídos. Diante do fato de que a natureza das envoltórias depende fortemente dessas instalações técnicas, de que maneira elas podem servir como diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do projeto de arquitetura?
A origem das envoltórias prediais remete a como a forma e a materialidade eram utilizadas para controlar o clima interno dos espaços. Inicialmente, a própria envoltória funcionava como a solução para os sistemas técnicos demandados pelas estruturas. Por exemplo, paredes maciças protegiam os habitantes de climas frios, construções de laterita em forma de cúpula na arquitetura tropical barravam o calor, e as chaminés de tijolos eram partes integrantes da envoltória na arquitetura europeia.










