Paul Yakubu

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O legado do brutalismo na paisagem arquitetônica pós-independência do Marrocos

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Diversos acontecimentos moldaram o Marrocos desde sua independência. Um deles é a transição dos/as arquitetos/as, que deixaram de servir ao decadente império francês para atender à recém-independente nação marroquina. Ao conquistar a independência em 1956, jovens arquitetos/as marroquinos/as e estrangeiros/as receberam a tarefa de construir um Marrocos autossuficiente. A demanda por infraestrutura moderna, novos edifícios administrativos e melhores instalações de educação e saúde gerou um boom na construção civil. Esse crescimento acelerado ofereceu a arquitetos/as e urbanistas a oportunidade de expressar sua visão.

Inspirados/as pela popularidade do modernismo na Europa, os/as arquitetos/as experimentaram edificações que incorporavam o brutalismo. Esse estilo arquitetônico não representava apenas uma rebeldia contra a visão colonial de desenho urbano no Marrocos, mas também um símbolo de unidade arquitetônica na paisagem urbana. Foram criados edifícios de diversas tipologias marcados pelo concreto aparente, que evidenciava suas qualidades intrínsecas de resistência, durabilidade e funcionalidade. Essas obras, que podem ser vistas em cidades como Agadir, Casablanca, Tânger e partes de Marrakech, representam um diálogo entre o brutalismo e a cultura, o ambiente e o clima marroquinos.

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Utilizando os sistemas prediais como estrutura para a evolução das envoltórias de edifícios

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As crescentes demandas por eficiência energética, funcionalidade técnica e conforto interno nas edificações exigem o desenvolvimento de sistemas de envoltórias mais eficientes. A envoltória atua como mediadora entre o exterior e o interior de um edifício. No cenário arquitetônico atual, ela desempenha uma infinidade de funções para potencializar o desempenho da edificação. Tais funções incluem sistemas de controle predial, fornecimento de energia (como gás e eletricidade) e aquecimento, ventilação e ar-condicionado (HVAC), entre outros. Esses elementos determinam fundamentalmente a funcionalidade, a eficiência e a segurança dos espaços construídos. Diante do fato de que a natureza das envoltórias depende fortemente dessas instalações técnicas, de que maneira elas podem servir como diretrizes fundamentais para o desenvolvimento do projeto de arquitetura?

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Reabilitação social: explorando o envolvimento comunitário no restauro arquitetônico

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A reabilitação envolve o reparo, a reforma, a alteração ou a reconstrução de qualquer edifício ou estrutura. Ela atende à necessidade de melhorar significativamente os elementos deteriorados de uma edificação, principalmente por meio do reforço ou da substituição de componentes para restaurar o desempenho ideal da estrutura. O impacto da reabilitação de edifícios no meio ambiente é significativo, constituindo uma estratégia sustentável para preservar o ambiente construído e mitigar o impacto da indústria da construção nas mudanças climáticas.

No entanto, seu impacto social também é considerável quando visto como uma base fundamental para resultados sustentáveis. A reabilitação pode servir como um modelo que une os membros da comunidade em torno do reparo e do restauro inclusivos de estruturas. Isso gera impactos positivos na qualidade de vida coletiva, na integração social, na sustentabilidade ambiental e na percepção da própria comunidade sobre a arquitetura local.

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Brincando com a translucidez e a transparência: equilibrando a iluminação natural com painéis de alto desempenho

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A pergunta "como podemos controlar a luz natural nos espaços internos?" é fundamental na arquitetura. A incidência descontrolada da luz solar direta pode causar desconforto, como fadiga visual e ganhos térmicos indesejados. Por isso, controlar sua entrada de forma eficaz torna-se crucial. Entre as soluções de projeto estão a instalação de dispositivos de sombreamento, o planejamento da orientação espacial e o desenho de formas edificadas que favoreçam a luz natural indireta. Tratamentos nas janelas, como películas ou vidros de controle solar, também são opções viáveis.

No entanto, existem estratégias inovadoras para controlar a luz natural com mais eficiência por meio de painéis de fechamento avançados, como o Kalwall 175CW. Esta unidade de vidro insulado translúcido é compatível com a maioria dos sistemas de fachada-cortina do mercado. Ao manipular a translucidez do material, é possível influenciar diretamente o conforto visual e térmico dos ambientes. Ao mesmo tempo, essa solução valoriza a arquitetura dos espaços contemporâneos, agregando um valor estético e emocional significativo.

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Um refúgio na rigorosa paisagem alpina: três vilas conectadas que abraçam a natureza

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Localizado no município de Leogang, na província de Salzburgerland, na Áustria, o Priesteregg Premium Eco Resort situa-se em um planalto a 1.100 metros de altitude. Inaugurado em 2009, o resort é composto por 15 chalés e três vilas, cercados por exuberantes pinheiros-das-montanhas, rosas-alpinas e arbustos de mirtilo. Esse cenário proporciona relaxamento e vistas deslumbrantes das montanhas Leogang Steinberg, do maciço Steinernes Meer com o pico Hochkönig e dos Alpes de Kitzbühel.

O desenvolvimento do resort foi influenciado pelo uso tradicional da terra agrícola, resultando em uma abordagem conservacionista. Essa postura engloba conceitos de energia sustentável, apoio a produtores regionais e a utilização de materiais naturais em todo o empreendimento. Nas três vilas, o estúdio W2 Manufaktur e o arquiteto Ulrich Stöckl conceberam interiores que mesclam o estilo alpino rústico ao luxo moderno, incorporando produtos da Dornbracht. Cada vila combina de forma única materiais e elementos naturais a uma variedade de metais e acessórios da marca.

Alero Olympio: Um legado de arquitetura ecológica e identidade descolonizada

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Alero Olympio (1959-2005) foi uma arquiteta e construtora conhecida por uma abordagem profundamente ecológica da arquitetura. Nascida em Gana, ela dividiu sua atuação profissional entre seu país natal e a Escócia. Seu trabalho concentrou-se em priorizar as pessoas e demonstrou um compromisso sincero com a sustentabilidade social e ambiental, privilegiando o uso de materiais de origem local.

O legado de seu trabalho inclui edifícios físicos como o Instituto Kokrobitey, sua defesa das construções de terra, pesquisas sobre produtos florestais sustentáveis e muito mais. No entanto, existe uma lacuna nos arquivos institucionalizados sobre sua obra, o que motivou os esforços atuais para construir um acervo abrangente de suas contribuições. A conferência anual Womxn in Design and Architecture (WDA) de 2024, organizada pela Escola de Arquitetura da Universidade de Princeton, trouxe uma contribuição significativa. O evento contou com exposições, seminários e mesas-redondas que refletiram sobre o legado de Alero Olympio e examinaram as perspectivas arquitetônicas que sua obra continua a oferecer.

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Como a produção de habitação modular pode incorporar a localidade dos materiais e o artesanato regional?

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Casas modulares são habitações construídas parcial ou totalmente em fábrica. Esse processo envolve a criação de uma série de "módulos" tridimensionais que são transportados até o canteiro de obras em uma disposição espacial predeterminada e montados para formar o produto final. Essas residências tornaram-se soluções populares para crises habitacionais, pois podem ser produzidas até 50% mais rápido e emitem metade da poluição.

No entanto, a procedência local dos materiais utilizados é um fator determinante para conferir identidade às casas. Ela evoca um senso de lugar, cultura, história construtiva e técnicas artesanais locais. Isso levanta questionamentos sobre seu papel na habitação modular: materiais locais podem ser utilizados na produção industrial de casas? Eles podem ser combinados com estruturas modulares e conexões temporárias? Quais são as limitações da construção de casas modulares nos contextos locais do Sul Global?

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Maximizando a infraestrutura degradada: o potencial de reaproveitar edifícios abandonados como habitação social

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À medida que a demanda por habitação acessível cresce e a disponibilidade de imóveis de baixo custo diminui, os agentes do setor habitacional devem buscar abordagens mais inovadoras para o desenvolvimento de habitação social. Uma das oportunidades reside na restauração e na readequação de edifícios abandonados. Embora a construção de novas moradias continue sendo a principal estratégia das autoridades e associações de habitação, a reabilitação de edifícios degradados pode se consolidar como uma opção mais econômica. Essa abordagem não apenas maximiza o aproveitamento de infraestruturas deterioradas, mas também oferece uma oportunidade econômica para expandir a oferta de moradia acessível nas cidades. Se a reabilitação de edifícios residenciais abandonados parece uma solução óbvia, a estratégia se torna ainda mais crucial quando se considera a conversão de prédios comerciais, institucionais ou históricos em habitação de interesse social.

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“Edifícios abandonados oferecem o potencial para um futuro regenerativo”: Em conversa com o Limbo Accra

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Há uma presença crescente de edifícios abandonados em muitas cidades africanas, e o Limbo Accra — um escritório de design espacial — fundamenta sua atuação na experimentação de seu reparo, reuso e transformação. O escritório enxerga esses edifícios como uma tipologia arquitetônica singular que engloba marcos urbanos fundamentais, desde a abandonada Independence House em Lagos até a torre inacabada do aeroporto em Accra, entre outros. O coletivo os vê como grandes oportunidades para o espaço público moderno e como espaços simbólicos para a justiça espacial. Por meio de técnicas como a fotogrametria, o Limbo Accra vem criando um arquivo digital dessas edificações e colaborando com artistas e designers para propor novas perspectivas para elas. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Dominique Petit-Frère, cofundador/a do Limbo Accra, sobre o caráter coletivo desses edifícios, a abordagem do escritório para sua transformação e como enfrentar os desafios no reuso adaptativo dessas estruturas.

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Explorando o Centro Internacional de Feiras em Dakar, Senegal: combinando arquitetura moderna com elementos culturais locais

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Localizada ao norte de Dakar, perto do aeroporto da cidade, há uma composição arquitetônica de volumes triangulares conhecida como Centro de Feiras e Exposições Internacionais de Dakar, Senegal. Também conhecido como Foire Internationale de Dakar ou FIDAK, esse complexo é um exemplo icônico do modernismo dos anos 1960 na África Ocidental. A estrutura sintetiza a complexidade de formas simples inseridas em padrões espaciais vernaculares. Concluída em 1974, reflete a ambição pós-colonial do país e consolidou-se como uma estrutura espacial flexível para grandes eventos culturais e exposições.

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Instalação “A Ordem do Tempo”, do Minimaforms, revela relações construídas na ordenação do espaço

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O Minimaforms apresenta The Order of Time na galeria da Architectural Association School of Architecture. Trata-se de uma instalação imersiva que busca conectar as preocupações da física, da arte e da arquitetura, revelando a ordenação dos espaços e as relações construídas por meio da experiência direta.

Três instalações escultóricas são o destaque da exposição. Organizações esféricas implantadas através de uma lógica matemática e projetadas para ampliar o espaço dentro de caixas de luz reflexivas, oferecendo ao espectador um novo momento de imersão a cada passo. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Theodore Spyropoulos, artista, arquiteto/a no Minimaforms e diretor/a do Design Research Lab da Architectural Association, sobre temas que abordam a natureza interdisciplinar da arquitetura, o processo criativo da instalação e como ela influencia a criação de espaços, edifícios e cidades.

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Construir para uma população em crescimento: redirecionando o foco para a Índia rural

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A Índia ultrapassou recentemente a China, sua vizinha subcontinental, tornando-se o país mais populoso do mundo, com uma população de mais de 1,4286 bilhão de pessoas. Com dados das Nações Unidas estimando também uma taxa de crescimento populacional anual de 0,7%, o ambiente construído do país está prestes a interagir com um novo discurso demográfico e a apresentar sua própria perspectiva sobre como construir para bilhões. Diante disso, o país enfrentará novos desafios de infraestrutura, transporte e habitação adequada que, à primeira vista, forçarão as cidades a uma expansão constante para responder a essas demandas dinâmicas. Contudo, um olhar crítico sobre a distribuição demográfica interna revela que a maioria dos indianos ainda vive em áreas rurais, as quais abrigam 65% da população, apesar da crescente migração campo-cidade. Esse cenário aponta para um caminho diferente — um em que o planejamento e o desenvolvimento das áreas rurais têm precedência sobre as cidades. Um caminho que explora a arquitetura no meio rural, sua relação com os centros urbanos e seu futuro como estrutura primordial para abrigar esse contingente populacional em rápida expansão.

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Climat de France: habitação social colonial na Argélia, de Fernand Pouillon

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O Climat de France é um projeto de habitação de interesse social do período colonial francês na Argélia projetado por Fernand Pouillon e atualmente renomeado como Oued Koriche. Localizado a cerca de 8 km a oeste da capital do país, Argel, o complexo foi construído entre 1954 e 1957, em plena Guerra de Independência da Argélia. O projeto é composto por diversos edifícios de escalas variadas. Sua estrutura mais proeminente é um grande bloco retangular que abriga 3.000 unidades habitacionais, além de uma ampla praça interna que remete a um fórum romano e janelas externas inspiradas nos mosaicos característicos da arquitetura islâmica.

Este conjunto habitacional possui uma história complexa, que envolve a tentativa de integração da população argelina ao estilo de vida francês, o uso da arquitetura moderna como ferramenta para confrontar os modos de vida tradicionais muçulmanos e a posterior transformação de sua praça coletiva em um palco de contestação e revolta.

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A linguagem arquitetônica dos andaimes nas paisagens urbanas: explorando o impacto dessas estruturas temporárias

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Ao percorrer visualmente a cidade, é comum notar estruturas que rompem o ritmo das obras de arquitetura concluídas. São edifícios envoltos em tramas de metal ou madeira, por vezes cobertos por redes coloridas, que anunciam um momento de construção, reparo, reforma ou demolição. Conhecidos como sistemas de andaimes, essas estruturas temporárias são instaladas no espaço urbano para viabilizar a construção ou manutenção de edifícios. Contudo, com o tempo, passaram a expressar uma linguagem arquitetônica própria. Como o fazer urbano é um processo contínuo, os andaimes atuam como marcos visuais, antecipando silhuetas, alturas e formas de novas edificações. Eles avançam sobre as calçadas, servindo de sombra ou criando obstáculos ao fluxo de pedestres e veículos. Em contraposição à permanência da arquitetura, exibem uma noção de temporalidade que ajuda a registrar a passagem do tempo, o crescimento dos bairros e a evolução da própria cidade.

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Expandindo as perspectivas arquitetônicas da madeira natural

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Há milênios, a madeira se consolida como uma das matérias-primas mais cobiçadas na construção civil. Através de processos como serragem, fresagem e outras técnicas de processamento de madeira engenheirada, criam-se diversas formas estruturais aplicadas a produtos, mobiliário e edifícios. Contudo, esses métodos muitas vezes alteram as linhas fundamentais da estrutura natural da madeira. Troncos podem ser fendidos e os padrões das fibras modificados; enquanto algumas espécies, como o carvalho e o cedro, adaptam-se facilmente a esse beneficiamento, outras tornam-se difíceis de manusear. Diante disso, resgata-se o interesse pelo uso da madeira roliça em construções tradicionais, como cabanas de troncos, onde peças de diferentes seções são sobrepostas para delinear a edificação. Quando bem projetado, o uso integral de troncos ou galhos potencializa suas propriedades mecânicas intrínsecas, resultando em uma estrutura altamente sustentável. Embora tais práticas pareçam distantes das técnicas construtivas contemporâneas convencionais, inovações tecnológicas recentes vêm expandindo os horizontes da construção em madeira.

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Projetando com os usuários: 7 projetos de colaboração entre arquitetos(as) e comunidades

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Às vezes, arquitetos/as levam o processo de projeto para fora do escritório, envolvendo os usuários potenciais como participantes ativos do design. Isso amplia o escopo do projeto, tornando as contribuições dos futuros usuários fundamentais para o desenvolvimento da proposta. Ao recorrer ao conhecimento, às habilidades e às decisões coletivas da comunidade, o projeto se alinha melhor às suas necessidades, adaptando-se de forma mais precisa ao contexto local e tornando-se uma plataforma para o intercâmbio de tecnologias e saberes vernaculares. Esse processo também fomenta um sentimento compartilhado de pertencimento na comunidade e empodera os usuários para que reivindiquem melhorias em seu entorno.

O design participativo é um processo aplicável a todas as escalas da arquitetura, desde residências e escritórios até espaços públicos e intervenções urbanas. Ao analisar diferentes projetos sob a perspectiva da cocriação com arquitetos/as, é possível compreender melhor o valor intrínseco a esse processo de projeto. Essa abordagem traduz os princípios teóricos da participação, como colaboração, cocriação e empoderamento, em exemplos práticos e atividades pragmáticas. Estes projetos materializam a contribuição dos usuários para o processo de projeto, seja por meio do planejamento espacial e urbano, seja pelo uso de materiais e técnicas construtivas locais.

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Integrando novos sistemas de materiais e preparando edifícios tombados para o futuro

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Edifícios tombados são importantes testemunhos arquitetônicos da rica e diversa história de uma sociedade. O reconhecimento formal dessas edificações protege seus elementos arquitetônicos mais significativos contra alterações e demolições, ao mesmo tempo que cria caminhos socioeconômicos para viabilizar sua conservação. No entanto, essas estruturas também correm o risco de se distanciarem de novos materiais e sistemas construtivos modernos que lhes permitiriam funcionar de maneira ideal hoje em dia.

Integrar novos materiais e instalações prediais sem descaracterizar a essência original do edifício é um desafio singular de projeto. Seja ao adicionar novos componentes durante reformas estruturais ou ao integrar sistemas modernos de prevenção e combate a incêndios, exige-se sensibilidade e equilíbrio. Essa premissa se aplica a diversos elementos das edificações tombadas — como paredes, pisos, coberturas e fachadas —, garantindo que estejam preparadas para o futuro com uma vida útil prolongada.

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La Grande Motte: uma cidade de pirâmides modernas no sul da França

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No sul da França, a 40 minutos de carro a leste de Montpellier, encontra-se a singular cidade balneária de La Grande Motte. Nomeada em homenagem a uma duna de areia próxima, a cidade caracteriza-se por blocos de apartamentos futuristas em formato de pirâmide e com variados relevos, adornados por uma vegetação diversa que inclui pinheiros, plátanos, oliveiras, choupos e ciprestes. Os/as artistas Charly Broyez e Laurent Kronental descrevem esse caráter único como "uma visão de conto de fadas de uma terra que emerge dos territórios inexplorados da nossa psique, carregada de memórias, imagens, sons, cores, história". Por meio de suas imagens minuciosas, eles revelam a arquitetura singular da cidade.

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