Paul Yakubu

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Colaboração entre culturas: uma ferramenta para imaginar o futuro da África

À medida que a Bienal de Arquitetura de Veneza apresenta sua 18ª edição intitulada O Laboratório do Futuro, ela se concentra na África como um lugar para testar e explorar possíveis soluções para o mundo. De acordo com a curadora Lesley Lokko, a Bienal explora conceitos arraigados como clima, direitos à terra, decolonização e cultura. Isso nos desafia a questionar como a história da África pode ser uma ferramenta radical para a imaginação e nos lembra da declaração de Stephen Covey: "Viva fora da sua imaginação, não apenas da sua história". O título da bienal é provavelmente a questão mais ambiciosa dos últimos anos e nos obriga a revisitar todas as fronteiras das sociedades históricas do continente, explorar a influência das fronteiras coloniais impostas sobre elas e examinar as identidades que surgiram disso. Devemos considerar como essas identidades podem ser instrumentos de criatividade e, mais importante, reconhecer que cada sociedade africana tem um ponto de vista específico. Esse ponto de vista anseia por colaboração intercultural como uma ferramenta poderosa para a imaginação.

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Pavilhão Serpentine 2023 propõe espaços que inspiram diálogo

À medida que percorremos a partitura de pilares de madeira, paredes verdejantes e a cobertura plissada, seguindo os veios do piso e as vigas do teto que convergem numa entrada de luz, parece que o espaço sempre pertenceu a este local. Parte do parque, o pavilhão complementa a natureza ao seu redor, refletindo seus padrões, e propõe um espaço central composto por um conjunto concêntrico de mesas e bancos que inspiram as pessoas a se sentarem, dialogarem e se conectarem umas com as outras. Essa é a narrativa do Pavilhão Serpentine deste ano, projetado pela arquiteta franco-libanesa Lina Ghotmeh.

Intitulado “À table”, ele se inspira na conexão da arquiteta com a natureza e lembra do apelo francês para que todos sentem juntos à mesa, compartilhando uma refeição e conversando. Ele destaca a mesa como um laboratório de ideias, preocupações, alegrias, conexões e, essencialmente, reúne pessoas. Reflete ainda sobre os ideais arquitetônicos que podem provocar e acolher momentos de conversas coletivas.

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A vila flutuante de Ganvie: um modelo de urbanismo socioecológico

Localizada na parte sul da República do Benin, perto da cidade portuária de Cotonou, Ganvie é a maior vila flutuante da África. Situada no meio do Lago Nokoué, é caracterizada por casas coloridas sobre palafitas de madeira construídas ao redor de ilhas artificiais do século XVII.

Essa arquitetura única nasceu da história da tribo Tofinu, que a construiu como um refúgio contra o comércio de escravos. Foi mantida ao longo do tempo pelos seus sistemas socioecológicos aquaculturais comunitários e hoje se tornou uma atração turística do país. A vila foi reconhecida como patrimônio cultural mundial pela UNESCO em 1996, atraindo até 10.000 visitantes anualmente. No entanto, esse fluxo de turistas impactou os moradores e as práticas socioecológicas que sustentam esse ambiente aquático. A aquacultura tornou-se cada vez mais desafiadora de manter, pois a vila luta para sustentar sua base econômica. Além disso, as práticas tradicionais de construção foram substituídas por modernas, e a vila enfrenta desafios ambientais contínuos. No entanto, o estilo de vida único dos moradores em torno da água ainda pode oferecer muitas lições para o design de futuras cidades flutuantes.

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Possibilidades espaciais para entroncamentos e cruzamentos rodoviários

Entroncamentos rodoviários evoluíram de infraestruturas para distribuir o tráfego a marcos que definem e rasgam a paisagem das cidades. Essas intersecções envolvem viadutos, rotatórias e pontes, podendo ter muitos níveis. Elas se torcem, viram e fazem voltas, criando áreas vazias entre as pistas e em seus baixios. Esses espaços podem ser vistos como liminares e de transição, sem um uso específico. Na sua imprecisão, contudo, podem ser transformados em lugares mais amigáveis à escala humana, voltando a fazer parte dos tecidos urbanos.

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Como o comércio informal pode preservar as áreas de pedestres nas cidades africanas?

Espera-se que as cidades africanas tenham um aumento significativo da população nos próximos 30 anos. De acordo com as projeções das Nações Unidas, essas cidades receberão mais 900 milhões de habitantes até 2050. Essa mudança demográfica criará oportunidades e desafios que remodelarão a natureza e a estrutura dessas cidades. Esses desafios incluem a necessidade de crescimento econômico, aumento da demanda por habitação e infraestrutura e o desenvolvimento de sistemas de transporte complementares. Até agora, a maioria das cidades africanas respondeu a esse rápido crescimento populacional com padrões de crescimento horizontal que expandem as periferias da cidade, aumentam a fragmentação social e, por fim, levam a uma maior dependência do carro.

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Instalação “A Ordem do Tempo”, do Minimaforms, revela relações construídas na ordenação do espaço

O Minimaforms apresenta The Order of Time na galeria da Architectural Association School of Architecture. Trata-se de uma instalação imersiva que busca conectar as preocupações da física, da arte e da arquitetura, revelando a ordenação dos espaços e as relações construídas por meio da experiência direta.

Três instalações escultóricas são o destaque da exposição. Organizações esféricas implantadas através de uma lógica matemática e projetadas para ampliar o espaço dentro de caixas de luz reflexivas, oferecendo ao espectador um novo momento de imersão a cada passo. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Theodore Spyropoulos, artista, arquiteto/a no Minimaforms e diretor/a do Design Research Lab da Architectural Association, sobre temas que abordam a natureza interdisciplinar da arquitetura, o processo criativo da instalação e como ela influencia a criação de espaços, edifícios e cidades.

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Arquitetura residencial contemporânea na África: a importância dos estudos de caso

A casa é uma expressão fundamental dos movimentos arquitetônicos dentro do tecido de uma cidade. Como uma das menores tipologias, é a tipologia mais simples para expressar o espírito da arquitetura de qualquer época em particular. As cidades africanas têm negociado continuamente o significado de suas residências, da arquitetura tradicional à arquitetura colonial, e o influxo da arquitetura moderna pós-colonial. A arquitetura vernacular explorou casas com padrões espaciais enraizados na destreza cultural, envelopes construídos com materiais e técnicas de populações originárias, dotados de motivos tradicionais. Estes contrastavam fortemente com as casas coloniais que apresentavam uma variedade de estilos arquitetônicos importados em todo o continente, negligenciando seus contextos climáticos e culturais.

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