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Fondation Beyeler inaugurará campus ampliado projetado por Peter Zumthor em 2027

A Fondation Beyeler em Riehen, perto de Basileia, começará a abrir seu campus ampliado ao público neste outono, com o conjunto completo previsto para ser inaugurado em janeiro de 2027. O projeto integra o edifício do museu, projetado pelo escritório Renzo Piano Building Workshop e inaugurado in 1997, a uma série de novas ampliações de autoria de Peter Zumthor, além de diversas estruturas históricas requalificadas. Por meio da expansão, a instituição aumenta sua capacidade expositiva e amplia sua área externa para incorporar um parque público maior. A iniciativa representa uma nova fase para a Fondation Beyeler, consolidando seu foco na relação entre arte, arquitetura e natureza.

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BIG projetará campus universitário de STEM com três edifícios no Arkansas, Estados Unidos

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BIG–Bjarke Ingels Group foi selecionado para projetar o campus de uma nova universidade de STEM em Arkansas, Estados Unidos, em um terreno próximo ao centro de Bentonville, onde antes ficava a sede do Walmart. O projeto compreende três edifícios que ocupam duas quadras urbanas e foi desenvolvido em colaboração com o escritório Polk Stanley Wilcox Architects, que atuará como responsável técnico. O campus abrange cerca de 39.200 metros quadrados (aproximadamente 422.000 pés quadrados), incluindo áreas verdes, praças públicas, um edifício acadêmico, um makerspace e uma residência estudantil. Embora o projeto tenha sido revelado recentemente, a universidade planeja receber sua primeira turma de estudantes em 2029.

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Imaginando o futuro da Ucrânia: 6 projetos não construídos da comunidade ArchDaily

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O contexto da guerra em andamento marca o lugar da Ucrânia na consciência internacional. A arquitetura, no entanto, frequentemente transcende a duração de uma vida humana e, por isso, pode ser uma ferramenta para imaginar o futuro. A prática do projeto de arquitetura, seja ela especulativa, conceitual ou prática, funciona como um meio de dar vida a formas de viver e interagir que vão além das nossas realidades atuais. Nesta seleção de projetos conceituais enviados por leitores e leitoras do ArchDaily, vemos estratégias materiais, espaciais e simbólicas que buscam responder a contextos contemporâneos nos setores residencial, educacional e comercial.

Como a linha de conflito tem se mantido relativamente estática desde o final de 2023, as cidades ucranianas continuam a receber novos projetos de desenvolvimento arquitetônico e urbano. Neste artigo, compilamos uma seleção de propostas não construídas nas cidades de Vinnytsia, Lviv e Kyiv. A seleção inclui projetos residenciais, comerciais e de uso misto, além de um complexo educacional. Dois projetos residenciais também foram concebidos como protótipos sem uma localização específica, funcionando como uma resposta potencial à perda de infraestrutura e às condições de instabilidade na região.

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Guia de arquitetura de Toronto: 30 marcos modernos e contemporâneos na maior cidade do Canadá

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Como uma das cidades-sede da Copa do Mundo da FIFA de 2026, Toronto está se preparando para receber torcedores de todo o mundo. A cidade canadense, a quarta maior da América do Norte, tornou-se um centro cosmopolita com seu renomado centro financeiro e espaços culturais que ganham vida durante as noites de verão e início do outono. Toronto oferece um cenário urbano belo e diversificado, com arranha-céus imponentes e pequenas casas de tijolo, integrando áreas residenciais a bairros comerciais vibrantes, parques públicos e até praias. Tudo isso compõe a marcante silhueta urbana da cidade, coroada pela icônica CN Tower.

A contínua expansão de Toronto e seu constante desenvolvimento urbano são evidentes à medida que novos projetos se espalham pela cidade, integrando-se às construções existentes, desde marcos do século XIX, como o Gooderham Building, até grandes obras contemporâneas, como o Museu Aga Khan. Essas novas construções incluem um número crescente de projetos de reuso adaptativo e retrofit por toda a cidade, impulsionados por esforços e incentivos para a redução das emissões de carbono.

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Como as estratégias de projeto passivo moldam o desempenho térmico

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A arquitetura pode moldar o conforto antes mesmo que os sistemas mecânicos entrem em cena? Em um cenário no qual os edifícios respondem por quase 40% do consumo global de energia e as pessoas passam cerca de 90% do tempo em espaços internos, o conforto térmico tornou-se uma das preocupações mais urgentes da arquitetura. No entanto, embora seja frequentemente associado a índices de isolamento, classificações energéticas ou sistemas mecânicos, o desempenho térmico começa com decisões espaciais tomadas muito antes da introdução de equipamentos técnicos. Orientação, fluxo de ar, luz natural e a implantação de aberturas influenciam diretamente como um edifício absorve, retém e dissipa calor ao longo do dia.

O desempenho térmico não se resume a reduzir a demanda de energia, mas também a manter condições internas confortáveis em resposta ao clima. Estritamente ligado ao conforto térmico — a maneira como os/as ocupantes vivenciam a temperatura, o fluxo de ar, a umidade e o calor radiante —, ele influencia a saúde, o bem-estar e a produtividade na mesma medida em que afeta a eficiência operacional. Pesquisas sugerem que ambientes internos saudáveis podem melhorar a capacidade de aprendizado e a produtividade em até 15%, reforçando a relação cada vez mais evidente entre desempenho ambiental, resiliência e qualidade espacial.

Revelados os projetos para a Penn Station de Nova York por PAU e HNTB-HOK

O escritório Practice for Architecture and Urbanism (PAU), em colaboração com a HNTB e a HOK, foi selecionado como a equipe de projeto para a requalificação da Penn Station, em Nova York. O projeto faz parte de um esforço contínuo para reorganizar e expandir um dos polos de transporte ferroviário mais movimentados da América do Norte, com o objetivo de melhorar a circulação de passageiros, aumentar a capacidade e modernizar a infraestrutura existente da estação. Os trabalhos de projeto e desenvolvimento estão em andamento, e a previsão é que a construção comece em 2027. Localizada em Midtown Manhattan, a Penn Station ocupa o terreno da estação original da Pensilvânia, projetada por McKim, Mead & White e concluída em 1910.

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Ondas de calor recordes na Europa e um novo Museu de Quadrinhos em Taiwan: Resumo da semana

Abordando uma grande variedade de temas, as principais notícias desta semana refletem a amplitude da prática arquitetônica: seu potencial para responder à crise climática, a construção e renovação de infraestruturas culturais pelo mundo e eventos que promovem a reflexão disciplinar contemporânea. Isso também levanta questionamentos sobre a contradição entre as habilidades técnicas e criativas exigidas pela disciplina e o papel que ela passou a ocupar no mercado atual. Além dessas reflexões, apresentamos esta semana projetos que reforçam o significado cultural da arquitetura na preservação do conhecimento, no entretenimento coletivo e no suporte a novas formas de habitar: um museu de histórias em quadrinhos em Taiwan, um clube de membros para famílias em Londres e a renovação de um estádio emblemático em Riade.

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O que os sistemas de revestimento revelam sobre a produção local na arquitetura

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Entre o momento em que um material é especificado em um projeto e o momento de sua instalação, existe uma camada invisível que desempenha um papel decisivo no resultado final: a fabricação, a logística e a coordenação. Esses fatores moldam cronogramas e custos, mas, acima de tudo, determinam se a intenção original do projeto será preservada ou diluída na execução. Os sistemas de revestimento, especialmente aqueles que funcionam como componentes visíveis e expressivos do envelope da edificação, tornam essa lacuna particularmente evidente, por serem a camada mais externa de um projeto.

A escolha de um sistema de revestimento nunca é uma decisão puramente estética. Ela ativa uma cadeia de dependências: disponibilidade de perfis, sistemas de fixação, tolerâncias, sequenciamento e conformidade com as normas locais. Quando há desalinhamento entre esses elementos, o impacto raramente é sutil. Sistemas de revestimento integrados — aqueles que antecipam tanto a montagem quanto a aparência — tendem a mitigar essa lacuna, incorporando a coordenação à sua própria lógica e reduzindo a necessidade de improvisação no canteiro de obras.

Desenterrando a terra: arquitetura e a política do solo

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O que a arquitetura deixa no solo dura mais do que aquilo que ela eleva no ar. Um edifício demolido desaparece da linha do horizonte em questão de dias, mas suas fundações permanecem cravadas na terra por gerações. A contaminação causada por um complexo industrial não se dissipa quando o complexo é posto abaixo. As fronteiras legais inscritas em um território colonial não se dissolvem com o fim da administração colonial. O solo guarda o que a arquitetura rapidamente esquece.

É isso que torna o solo um tema tão desconfortável. A disciplina tende a se orientar para cima, em direção à forma, à fachada, à experiência espacial do habitar. O chão é onde a arquitetura começa e, em certo sentido, onde termina: o ponto em que a edificação se torna geologia, o título de propriedade se torna reivindicação territorial e a construção se torna extração. Tratar o solo como um meio, e não apenas como um referencial abstrato, significa reconhecer que o ato de construir traz consequências que vão mais fundo do que o objeto visível acima do nível do solo.

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Buildner anuncia os(as) vencedores(as) da 7ª edição do Museum of Emotions enquanto o prazo de inscrição para a 8ª edição se aproxima

A Buildner anunciou os resultados da 7ª edição do Museum of Emotions Competition. O Museum of Emotions é um concurso internacional anual de projeto que desafia os/as participantes a explorar até que ponto a arquitetura pode ser utilizada como ferramenta para evocar emoções.

O programa propõe a criação de um museu conceitual com duas salas de exposição: uma projetada para induzir emoções negativas; a outra, para induzir emoções positivas. Os/as participantes têm a liberdade de escolher qualquer local de sua preferência, real ou imaginário, bem como a escala do projeto. O significado de "positivo" e "negativo" fica aberto a interpretações: quais seriam as duas emoções contrastantes na visão de um/a designer? Como um/a arquiteto/a conceberia espaços capazes de suscitar medo, raiva, ansiedade, amor ou felicidade? 

Pavilhão da Islândia explora a cultura do banho como infraestrutura cívica na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2027

O Pavilhão da Islândia na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia apresentará SOAK: Rituals of Collective Belonging, uma exposição que examina a cultura do banho na Islândia sob a ótica da arquitetura, do espaço público e da interação social. Comissionado por Halla Helgadóttir, da Iceland Design and Architecture, o projeto tem curadoria de Marcos Zotes, sócio/a da Basalt Architects, e foi desenvolvido por meio de uma colaboração multidisciplinar entre a Basalt Architects, o estúdio de design Gagarin e a artista Rán Flygenring. SOAK marca a segunda participação islandesa na Bienal de Arquitetura selecionada por meio de um processo de convocatória aberta, sucedendo Lavaforming, do escritório s.ap architects, que representou o país na edição de 2025.

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Herzog & de Meuron requalificará o Palácio de Congressos da era comunista de Tirana

Em 3 de junho de 2026, o escritório Herzog & de Meuron foi selecionado para revitalizar o edifício do Palácio de Congressos em Tirana, Albânia. O projeto foi desenvolvido em parceria com Julian Beqiri, Marsela Demaj, Michel Desvigne Paysagistes (MDP), ARUP, LDK, Gentian Shkurti, SUEB Industries sh.p.k., The Space Factory Ltd, MBBM e KLAR sh.p.k. O Palácio de Congressos (ou Pallati i Kongreseve) foi construído durante a República Popular Socialista da Albânia e inaugurado em 1986 para sediar os Congressos do Partido do Trabalho da Albânia e outras atividades oficiais. O Concurso Internacional para a Requalificação do Palácio de Congressos, promovido pelo governo albanês, propôs uma transformação abrangente do edifício, preservando sua identidade histórica. O projeto deve resolver graves problemas de infraestrutura e adequar o Palácio aos padrões contemporâneos de tecnologia, funcionalidade e qualidade dos espaços.

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Arquitetura inspirada em aves: Fundação Cosmos e os parques de áreas úmidas do Chile

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Como o projeto de arquitetura pode se tornar uma ferramenta ativa de conservação? Ao considerar a natureza como uma fonte inesgotável de inspiração, uma conexão harmoniosa com ela contextualiza as inúmeras inter-relações existentes entre seres humanos, organismos vivos e ciclos naturais. Projetar com a paisagem significa aprender a coexistir com suas dinâmicas temporais sem tentar controlar seus processos. Tradições, ecologia e o passado e o presente de um lugar contribuem para criar espaços que interpretam suas comunidades. A arquitetura paisagística pode se inspirar em aves, plantas e outros elementos naturais para moldar a complexa e dinâmica rede de ecossistemas e atividades humanas que compõem o meio ambiente.

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Por dentro de casas que duram: repensando o projeto residencial para a resiliência climática

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O que torna um lar resiliente? Eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes em todo o mundo. De apagões, furacões e terremotos a incêndios florestais, enchentes e secas, o mundo passa por um processo de transformação e adaptação que exige a colaboração entre diversas disciplinas. O papel da arquitetura no ambiente construído reflete uma oportunidade de repensar o desempenho das habitações sob condições ambientais em constante mudança — e não apenas antecipando o inesperado. Projetar visando à resiliência significa pensar de forma holística, considerando escolhas de materiais, sistemas de energia, paisagismo e detalhes construtivos que prevejam interrupções e ajudem as residências a se recuperarem rapidamente. Envolve a criação de uma arquitetura que evolui junto com o meio ambiente, que vale a pena ser preservada e que perdura por anos e gerações.

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PREVI Lima e a política de autoria de moradores(as) na habitação social

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Profissionais de arquitetura estão acostumados a receber o crédito por suas obras muito tempo após o término da construção. Seus nomes permanecem vinculados aos projetos por meio de fotografias, publicações e registros históricos, muitas vezes décadas após a elaboração dos desenhos originais. Os edifícios, por sua vez, raramente permanecem fiéis a essa narrativa por muito tempo. As famílias crescem, as tecnologias mudam, novos negócios surgem e a vida cotidiana impõe demandas que nenhum plano é capaz de prever por completo. Com o passar do tempo, a arquitetura acumula modificações, reparos, acréscimos e improvisações que gradualmente a distanciam de sua forma original.

Poucos projetos confrontam essa questão de maneira tão direta quanto o PREVI Lima. Concebido no final da década de 1960 como o Projeto Experimental de Habitação do Peru, o PREVI convidou um grupo internacional de arquitetos e arquitetas para desenvolver protótipos de moradias capazes de acomodar o crescimento ao longo do tempo. O projeto é frequentemente lembrado por sua ambiciosa lista de projetistas, que incluía nomes como James Stirling, Aldo van Eyck e Christopher Alexander. Mais de cinquenta anos depois, o bairro tornou-se um registro das decisões de seus e suas residentes, revelando uma forma de arquitetura projetada para permanecer inacabada.

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O impacto duradouro do ensino de arquitetura: formando profissionais para questionar convenções

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As escolas de arquitetura costumam deixar marcas duradouras em estudantes, moldando seu estilo e sua capacidade de questionamento crítico muito após o término da formação acadêmica. Por exemplo, o SCI-Arc, fundado em 1972 e sediado no centro de Los Angeles, é uma instituição reconhecida por sua cultura de experimentação, investigação crítica e independência criativa, construindo uma reputação baseada na ideia de que a arquitetura deve ser compreendida como um campo aberto ao diálogo com a arte, a tecnologia, o design e a cultura contemporânea. A diversidade de trajetórias de quem se forma na instituição demonstra como esse ambiente pode gerar abordagens profissionais distintas, porém unidas pela mesma disposição para explorar novas possibilidades.

OMA conclui o Hangzhou Prism, empreendimento de uso misto na Future Tech City da China

O OMA concluiu o Hangzhou Prism, um grande empreendimento de uso misto no distrito de Future Tech City, em Hangzhou, na China, após um processo de projeto e desenvolvimento iniciado em 2016. Encomendado pelo Xinhu Real Estate Group e liderado pelo sócio do OMA, Chris van Duijn, com Michael Hadjistyllis como arquiteto/a do projeto, o empreendimento combina unidades residenciais, um hotel, escritórios, espaços comerciais e comodidades públicas em um único volume edificado. Sendo o primeiro projeto concluído do OMA em Hangzhou, o complexo ocupa um terreno central em um dos distritos emergentes de inovação e negócios da cidade.

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"O Século de Gehry": Retrospectiva de Frank Gehry é inaugurada no Museu de Serralves, no Porto

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De 12 de junho a 20 de dezembro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto, Portugal, apresentará uma exposição retrospectiva dedicada à carreira de Frank Gehry (1929-2025). Intitulada O Século de Gehry, a mostra apresenta ao público maquetes originais em grande escala, esculturas, desenhos, mobiliário e outras obras que documentam a notável e, por vezes, controversa arquitetura pós-moderna do arquiteto. A exposição abrange desde suas primeiras experiências até edifícios icônicos, como a casa do próprio arquiteto em Santa Mônica, o Museu Guggenheim em Bilbao, a Fondation Louis Vuitton em Paris e o Walt Disney Concert Hall em Los Angeles. O Museu de Serralves ocupa um edifício projetado pelo/a arquiteto/a português/a Álvaro Siza Vieira em 1991. A exposição está instalada na nova ala que leva o seu nome.

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Brasília e Chandigarh: duas utopias modernistas separadas por um oceano

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Entre as décadas de 1950 e 1960 foram construídas duas cidades que marcariam a história da arquitetura e do urbanismo. Filhas de um mesmo conceito, mas separadas por mais de 14 mil quilômetros, Brasília, no Brasil, e Chandigarh, na Índia, embebidas pelos princípios modernistas, foram planejadas e erguidas do zero.

Ao surgirem em um contexto de profundas transformações políticas e sociais, no qual diversos países buscavam reformular suas capitais como símbolos de progresso, ambas as cidades assumiram um papel estratégico. Por meio da linguagem arquitetônica adotada, reafirmavam narrativas ideológicas e identitárias vinculadas ao poder do Estado.

Tratava-se de cidades criadas em abstrato, seguindo uma visão utópica. Seriam urbes vanguardistas, livres das deficiências que assolavam as cidades de meados do século XX, exemplificando princípios estéticos que refletiriam ideologias políticas progressistas e que abraçariam novas tecnologias – principalmente o automóvel.

No entanto, essa promessa de futuro acabou gerando grandes desafios. Dificuldades que, claro, refletem os percalços sociais e econômicos dos seus países, mas também pode se dizer que são "temperadas" por uma ideia modernista que hoje é colocada em discussão.

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Ecologias do Reparo: Reconciliando Nossa Relação com a Água

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Ola Hassanain é uma arquiteta e artista sudanesa atuante nos Países Baixos, que participará da Bienal de Arquitetura Pan-Africana em Nairóbi, Quênia, no final de 2026. Essas três localidades narram histórias sobre a relação do ambiente construído com a água. Elas ilustram os embates contínuos entre as forças amorfas da natureza — personificadas por rios e mares — e as tentativas humanas de moldá-las e controlá-las. Na maioria dos casos, trata-se de esforços de extração. As catástrofes ocorrem como resultado do excesso dessas tentativas, de sua má gestão, ou de ambos os fatores combinados.

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Fachadas ventiladas e desempenho ao fogo: uma abordagem global do sistema

À medida que as exigências técnicas das envoltórias dos edifícios evoluíram, o desempenho frente ao fogo tornou-se um critério fundamental no projeto de fachadas ventiladas. Diante desse cenário, as análises não se concentram mais apenas na reação individual dos materiais, mas também na resposta conjunta de toda a envoltória sob possíveis cenários de propagação externa do fogo.

3daysofdesign 2026 retorna a Copenhague com exposições e eventos por toda a cidade

De 10 a 12 de junho de 2026, o 3daysofdesign retorna a Copenhague com uma programação que se estende por toda a cidade, englobando exposições, instalações, palestras e apresentações em showrooms organizadas sob o tema "Make This Moment Matter". Realizado em oito Distritos de Design na capital dinamarquesa, o festival deste ano reúne marcas de design, instituições culturais, estúdios e profissionais para explorar questões contemporâneas que moldam o design e o ambiente construído. Como parte da programação, o escritório Cobe e o ArchDaily realizarão o lançamento público de uma edição especial de Cobe Notes, sob o tema Thresholds, com edição convidada, no Cobe Bookcafé, em Nordhavn, no dia 10 de junho.

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"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel

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O artista, diretor e produtor australiano indicado ao BAFTA Liam Young cria mundos imaginários como uma forma de refletir sobre os futuros que tememos, desejamos e já estamos construindo. Como criador e designer de atmosferas, ele propõe paisagens especulativas que refletem as possibilidades de um mundo por vir, seja ele ideal ou verdadeiramente perturbador. Em sua prática de construção de mundos nas indústrias de cinema, televisão e videogames, a ficção torna-se uma ferramenta para navegar pelas urgências ambientais do presente. Ele é considerado um "futurista" que trabalha na intersecção de estratégias de design, cenários tecnológicos e imaginações coletivas, com base em suas pesquisas acadêmicas, mas alcançando um público mais amplo em exposições como "In Other Worlds" no Barbican Centre, em Londres, e "Age of Nature" no Danish Architecture Center, em Copenhague. Em fevereiro de 2026, ele foi entrevistado por Marc-Christoph Wagner para o Louisiana Channel, onde compartilha suas visões sobre o nosso futuro: desde a consolidação da arquitetura como uma indústria boutique até a necessidade de um novo tipo de punk planetário na escala da crise climática.

"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel - Image 1 of 4"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel - Image 2 of 4"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel - Image 3 of 4"Minhas soluções não são polidas": Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel - Image 4 of 4Minhas soluções não são polidas: Liam Young fala sobre arquitetura na era da policrise em entrevista ao Louisiana Channel - Mais Imagens+ 3

Paredes espessas e aberturas profundas: quando a arquitetura redescobre a massa

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Durante grande parte do século XX, a cultura arquitetônica foi moldada pela busca da leveza. Estruturas de aço e peles de vidro reduziram o envelope edificado a uma fina camada que separa o interior do exterior, enquanto as fachadas se tornaram superfícies lisas e contínuas onde as janelas eram recortadas como aberturas precisas em um plano abstrato. No entanto, durante séculos, os edifícios foram concebidos como corpos de massa; as paredes possuíam profundidade, as janelas eram recuadas em alvenarias espessas e o espaço era frequentemente vivenciado como algo esculpido a partir da solidez da construção. Nos últimos anos, diversos projetos contemporâneos parecem revisitar essa antiga lógica espacial, reintroduzindo a espessura como uma condição arquitetônica por meio de aberturas profundas, volumes monolíticos e envelopes pesados.

Essa transição não implica uma rejeição das tecnologias construtivas modernas, tampouco representa um retorno nostálgico a formas históricas. Em vez disso, reflete um interesse renovado na relação fundamental entre material, massa e vazio. Ao reintroduzir a espessura no vocabulário arquitetônico, essas obras reconectam a prática contemporânea a tradições consagradas em que o espaço era indissociável do peso e da profundidade da construção.

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