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Ferruccio Laviani projeta palco inspirado no teatro grego para a MARA no Salone del Mobile 2026

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No Salone del Mobile 2026, a MARA apresentou sua coleção mais recente em um estande projetado pelo arquiteto e designer italiano Ferruccio Laviani. Concebida como uma microabstração de uma arena, a instalação colocou os/as visitantes no centro de uma composição espacial ascendente, onde os lançamentos da marca foram expostos em patamares escalonados.

A cenografia inspirou-se na ideia do teatro grego como um lugar de encontro, intercâmbio e observação coletiva. O estande propunha uma espécie de paisagem arquitetônica na qual o público podia sentar-se, circular pelo espaço, observar as peças sob diferentes ângulos e interagir com a marca de maneira mais direta e experiencial.

Paris como Laboratório Vivo: Proximidade, Inclusão e a Escola como Infraestrutura Climática e Social

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O ReGreeneration é um projeto premiado pelo programa Horizon Europe que atua em nove cidades para promover a regeneração urbana por meio de soluções baseadas na natureza, governança participativa e abordagens integradas para a resiliência climática e a equidade social. As nove cidades do portfólio do projeto abrangem uma variedade de tipologias urbanas, escalas e tradições de planejamento, constituindo um laboratório vivo para repensar a transformação urbana sustentável na prática. Cada cidade traz desafios e ambições distintas para a colaboração, e esta série de artigos explora as ações de cada município e o que a comunidade de design em geral pode aprender com elas.

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Park reimagina os interiores da Milano Centrale, monumento ferroviário da era fascista de Mussolini

A Milano Centrale é a principal estação ferroviária do norte da Itália e a segunda maior do país, atrás apenas da Roma Termini. O edifício foi inaugurado oficialmente em 1º de julho de 1931, substituindo a primeira estação central da cidade, que havia sido aberta em 1864. A construção tinha o objetivo de demonstrar o poder do regime fascista do então primeiro-ministro Mussolini, destacando-se por sua escala monumental, arcos grandiosos e uma fachada imponente. Após um concurso fechado promovido pela Grandi Stazioni Retail, o Park, um coletivo interdisciplinar italiano, foi selecionado para redesenhar o térreo e os mezaninos da estação, transformando este marco histórico urbano em uma plataforma contemporânea.

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Qual é o ciclo de vida dos jogos urbanos?

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Ao compreender o brincar como um transformador social e fator de influência na definição do espaço público, a vida urbana se vê atravessada por múltiplos sujeitos de diferentes idades, culturas, ideologias, afinidades, classes e grupos sociais. Pensar em como o brincar habita as cidades é pensar em todas as gerações, e na necessidade de construir espaços públicos com equipamentos urbanos pensados para durar e se manter ao longo do tempo.

O desempenho das estruturas lúdicas convida a revisar as diferentes etapas de seu ciclo de vida, juntamente com o seu impacto na configuração do ambiente urbano. Analisar o ciclo de vida dos brinquedos urbanos implica conhecer desde os materiais, durabilidade e manutenção até o papel das certificações e das tecnologias aplicadas em seu processo de produção, visando ambientes mais conscientes de seu impacto ambiental.

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A função segue a forma: projetando edifícios adaptáveis que sobrevivem ao seu uso original

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Com 48 leitos psicogeriatras e 68 apartamentos acessíveis para cadeirantes, acomodações para cuidadores/as informais e espaço para cuidados domiciliares, o edifício De Keyzer foi inaugurado em Amsterdã em 2011. Seu programa havia sido concebido inteiramente para pessoas idosas que necessitam de assistência, mas, logo após a conclusão da obra, o edifício foi vendido a um fundo de investimento e os apartamentos começaram a ser alugados para famílias jovens com crianças.

Para os/as arquitetos/as do projeto, Tom Frantzen e Karel van Eijken, o episódio poderia ter sido interpretado como uma falha de previsão. Em vez disso, tornou-se uma confirmação. "Isso mostrou, com muita clareza, que os edifícios podem acabar sendo usados de maneiras completamente diferentes das originalmente planejadas", lembra Frantzen. A transformação só foi possível porque os apartamentos eram generosos e porque a estrutura permitia usos mais diversos do que os previstos no programa original. Caso o edifício tivesse sido projetado exclusivamente para sua função inicial, a mudança de uso provavelmente exigiria uma reforma destrutiva ou, em caso extremo, a demolição.

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Quando o BIM se torna necessário no design de interiores?

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Profissionais de design de interiores que enfrentam parâmetros de projeto, restrições orçamentárias, exigências de clientes e a necessidade de manter uma assinatura estética precisam equilibrar uma série de fatores. Prazos de entrega reduzidos pressionam esses/as profissionais quando os/as clientes solicitam múltiplas revisões. Uma incompatibilidade entre desenhos e renderizações compromete a entrega de um projeto coeso. No cenário competitivo e digital da arquitetura contemporânea, o sucesso se consolida quando designers conseguem fornecer detalhes técnicos do conceito à construção, aproveitando tecnologias avançadas e ferramentas estratégicas em um único software de modelagem.

Graham Foundation anuncia 54 bolsas para indivíduos que exploram a arquitetura por meio da pesquisa e da prática criativa

A Graham Foundation anunciou os/as beneficiários/as do seu programa de Bolsas para Indivíduos de 2026, destinando um total de US$ 506.000 a 54 projetos que investigam a arquitetura por meio de exposições, filmes, publicações e iniciativas de pesquisa. Selecionados entre mais de 600 propostas enviadas no ciclo de inscrições de setembro de 2025 da Fundação, os subsídios apoiam o trabalho de 86 arquitetos/as, artistas, curadores/as, designers, cineastas, historiadores/as, pesquisadores/as e escritores/as, refletindo uma ampla gama de abordagens interdisciplinares sobre o ambiente construído e suas dimensões culturais, sociais e políticas.

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Construção, tributação e financiamento: as medidas recentes de Nova York para enfrentar a crise habitacional

O governo municipal de Nova York é um dos maiores do gênero, contando com centenas de agências municipais e cargos eletivos. A prefeitura, as agências municipais, a câmara municipal, a controladoria, o/a defensor/a público/a, os/as presidentes de distrito e os conselhos comunitários organizam-se para prestar serviços e melhorar a qualidade de vida na maior cidade dos Estados Unidos e um de seus principais destinos turísticos. Assim como em outras metrópoles globais, incorporadores/as urbanos/as e autoridades em Nova York enfrentam desafios comuns: os efeitos atmosféricos e as consequências permanentes da crise climática, a saturação dos sistemas de transporte, a escassez de unidades habitacionais e as barreiras no acesso à moradia adequada. Em junho, os anúncios da prefeitura de Nova York abordaram trânsito e mobilidade, eventos esportivos, imigração e calor extremo. Nos últimos meses, uma série de políticas foi anunciada para enfrentar um problema ainda maior: garantir o acesso à moradia para um número crescente de pessoas por meio da ação governamental.

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A história do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA e as cidades que o moldaram

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A cada três anos, o Congresso Mundial da União Internacional de Arquitetos (UIA) desembarca em uma cidade diferente, sob um tema definido com anos de antecedência. Um rápido mapeamento dessas cidades-sede revela um padrão deliberado: ao longo das décadas, a UIA escolheu intencionalmente locais diversos em todos os continentes, transformando cada edição em um retrato do que era prioritário naquele lugar específico, naquele exato momento. Como resultado dessa rotação geográfica, consolidou-se um rico caleidoscópio de debates que analisam a profissão sob múltiplos ângulos e a adaptam às transformações do tempo. No entanto, o ano de 2026 marca um ponto de inflexão; desta vez, a UIA repete uma cidade-sede pela primeira vez em sua história: Barcelona, com o tema "Tornar-se. Arquiteturas para um planeta em transição".

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De resíduos de pedra ao bambu: arquitetos/as indianos/as exploram o futuro do design regenerativo

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O episódio de estreia da série do podcast Room For Dreams, produzida em colaboração com a INDX|GLOBAL, apresenta um painel de discussão envolvente focado em materializar o futuro sob a perspectiva da arquitetura indiana e do design. Gravada ao vivo na Milan Design Week 2026 e moderada por Claire Broadka, do designboom, a conversa reúne três nomes visionários da arquitetura: Rachna Agarwal, responsável pelo Studio IAAD e Zoera; Vaibhav Dimri, sócio-fundador da Anagram Architects; e Dinesh Panwar, da Urbanscape Architects.

Cuidado Animal: 8 Hospitais Veterinários ao Redor do Mundo

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Em 2025, o mercado global de saúde animal movimentou cerca de 70 bilhões de dólares, e a projeção é de que esse número dobre até 2033. Por trás da cifra, no entanto, há também uma transformação silenciosa no espaço construído, sendo o hospital veterinário um exemplo disso. Esse programa que por décadas ocupou fundos de clínicas improvisadas e anexos de petshops, tem ganhado cada vez mais uma linguagem e identidade próprias. É a consolidação arquitetônica de um vínculo que já dura mais de 15 mil anos.

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Rumo ao Leste: O que o Festival Bread & Heart de Tirana revela sobre arquitetura e paisagem

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Algo tem acontecido em Tirana para o qual o mundo da arquitetura ainda não encontrou uma linguagem adequada. Em questão de poucos anos, uma cidade com menos de um milhão de habitantes, em um dos países menos conhecidos da Europa, tornou-se o cenário de uma extraordinária concentração de ambição arquitetônica — um lugar onde escritórios que raramente trabalham na mesma cidade, quanto mais na mesma década, estão construindo simultaneamente, e onde as questões que preocupam a arquitetura contemporânea parecem surgir com uma urgência incomum.

A segunda edição do Bread & Heart Festival, realizada em Tirana de 3 a 5 de junho, reuniu mais de duzentos/as arquitetos/as, urbanistas, incorporadores/as e profissionais de toda a Europa, Américas, Ásia e outras regiões para discutir as "Paisagens de Abundância" (Landscapes of Abundance), um tema estruturado em torno da premissa curatorial de passar do retrato à paisagem, do edifício individual ao território como um todo. O público reunido ali seria difícil de replicar em qualquer outro momento do calendário da arquitetura: Francis Kéré, Jeanne Gang, Sumayya Vally, Pierre de Meuron, Bjarke Ingels, Reinier de Graaf, Stefano Boeri, Kersten Geers, Benedetta Tagliabue, Ma Yansong, entre outros/as.

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Como a ICFF 2026 une design, cultura e comércio em Nova York

Sob o tema Common Ground, a ICFF 2026 reuniu a comunidade internacional de design por meio de um foco compartilhado na excelência artesanal e na inovação. De 17 a 19 de maio de 2026, a ICFF (International Contemporary Furniture Fair) retornou ao Javits Center para uma edição histórica que celebrou a comunidade global de design durante o NYCxDESIGN.

Pavilhão Suíço investiga a água como recurso, sujeito e entidade jurídica na Bienal de Arquitetura de Veneza 2027

Com atuação em arquitetura e urbanismo, Paola Viganò recebeu a indicação da Pro Helvetia para assinar a curadoria do Pavilhão da Suíça na 20ª Exposição Internacional de Arquitetura – La Biennale di Venezia. Selecionada após recomendação unânime do júri, a proposta de Viganò explora a água como uma condição territorial, ecológica e política, adotando o papel da Suíça como a "caixa-d'água da Europa" como ponto de partida conceitual. Desenvolvido em conjunto com o StudioPaolaViganò e uma equipe interdisciplinar, o projeto examina a água não apenas como recurso, mas também como sujeito, entidade jurídica e força que molda paisagens, infraestruturas e o espaço construído.

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Museu de Londres se muda para o restaurado General Market de Smithfield antes de sua tão aguardada inauguração

O edifício original do Museum of London em London Wall fechou permanentemente ao público em dezembro de 2022 para dar início aos preparativos de sua mudança. Apesar dos apelos da comunidade para preservar o edifício modernista, os planos de demolição do marco brutalista foram aprovados em 2024 para dar lugar ao projeto de requalificação urbana London Wall West. Posteriormente, o Museum of London passou por um reposicionamento de marca, sendo rebatizado oficialmente como London Museum, e foi transferido para o histórico General Market, em Smithfield. O projeto de restauração do novo local, que durou uma década, foi liderado por Stanton Williams e Asif Khan, em colaboração com o/a arquiteto/a especialista em conservação Julian Harrap. A abertura oficial das novas galerias permanentes do museu está agendada para 28 de novembro de 2026.

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Quando a Função Encontra o Design: Higiene, Eficiência e Manutenção em Espaços de Banheiro

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Da iluminação e dos materiais às cores, texturas e formas, cada decisão de projeto molda a maneira como as pessoas percebem, vivenciam e interagem com a arquitetura. Nos interiores contemporâneos, essas escolhas já não são compreendidas como meramente estéticas ou funcionais, influenciando o conforto, o comportamento, o humor e até mesmo a forma como quem utiliza o espaço avalia sua qualidade. O design de banheiros, em particular, cria hoje ambientes cuidadosamente concebidos e com uma identidade marcante, nos quais cada elemento contribui para a experiência espacial como um todo.

Como o design de banheiros influencia os sentimentos de quem o utiliza? Que intervenções ou inovações técnicas podem transformar a experiência de uso final?

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Projetando para Cidades Errantes: Arquitetura para Além do Humano

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A arquitetura continua a desenhar as cidades como se os seres humanos as ocupassem sozinhos. Plantas traçam rotas de circulação, mapas de zoneamento atribuem funções e edifícios são avaliados de acordo com o conforto, a segurança e a eficiência humana. Caminhar por cidades na Índia e no Sudoeste Asiático, no entanto, revela algo muito mais complexo. Cães dormem sob barracas de mercado, macacos transitam por telhados, pássaros fazem ninhos em torres de templos e fachadas de mesquitas, e insetos polinizam paisagens urbanas, ocultos à vista de todos. Essas espécies estão integradas à vida urbana cotidiana com a mesma regularidade que os/as ocupantes humanos. Ruas, pátios, telhados, sistemas de drenagem, mercados e lotes baldios já são ocupados por múltiplas espécies simultaneamente. O pensamento arquitetônico, contudo, tem sido mais lento em incorporar essa realidade.

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Fazer cidade por meio da participação: lições do Utopian Hours 2026

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Quem tem direito à cidade? Os escritos de Henri Lefebvre questionam as estruturas que controlam o espaço urbano e, em vez disso, colocam a população no centro das tomadas de decisão. Suas ideias influenciaram a maneira como a arquitetura e o desenho urbano são praticados, impulsionando a participação comunitária e o co-design. Estes têm sido alguns dos temas mais proeminentes no Utopian Hours 2026, o festival de desenvolvimento urbano, cuja primeira parte foi realizada na cidade holandesa de Roterdã para marcar sua edição de décimo aniversário.

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Schmidt Hammer Lassen conclui expansão do ARoS com "As Seen Below – The Dome", de James Turrell

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O Museu de Arte ARoS Aarhus, na Dinamarca, inaugurou As Seen Below – The Dome, um novo Skyspace do/a artista estadunidense James Turrell que completa o The Next Level, a expansão subterrânea de aproximadamente 4.000 metros quadrados do museu, projetada pelo escritório de arquitetura Schmidt Hammer Lassen. Aberto ao público em 19 de junho de 2026, o projeto marca o ápice de mais de duas décadas de colaboração entre a cidade de Aarhus, o ARoS e o escritório dinamarquês de arquitetura, após a conclusão do edifício do museu em 2004 e a adição de Your Rainbow Panorama, de Olafur Eliasson, em 2011. Localizada sob o renovado Musikhusparken, no centro de Aarhus, a instalação é a peça central da mais recente expansão do museu e acrescenta uma nova obra em grande escala de Turrell ao seu acervo.

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Bienal de Arquitetura de Tallinn 2026 revela programação completa, locais e participantes de 'How Much?'

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Após sua 7ª edição em 2024, evento centrado no tema "Resources For a Future" (Recursos para um Futuro), a Bienal de Arquitetura de Tallinn retorna em 2026 com o questionamento "How Much?" (Quanto?). Organizado pelo Centro de Arquitetura da Estônia, o evento será realizado sob a curadoria de Stuudio TÄNA, Mark Aleksander Fischer e Mira Samonig. De 9 de setembro a 30 de novembro de 2026, a bienal explorará as relações entre limitação, custo e arquitetura — aspectos frequentemente deixados à margem do debate arquitetônico, mas que inevitavelmente moldam o ambiente construído —, com o objetivo de abrir novos caminhos para compreender o significado de valor, acessibilidade econômica e responsabilidade na arquitetura. A organização divulgou recentemente a programação completa de exposições, workshops, concertos, eventos para famílias e mostras de cinema da TAB 2026, voltada tanto para profissionais de arquitetura quanto para o público geral.

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Guia de soluções para construir com madeira laminada cruzada (CLT)

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No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando vários desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais da arquitetura e do design. Além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira contralaminada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

Guia de arquitetura de Vancouver: 20 projetos por trás da cidade mais habitável da América do Norte

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Dando continuidade ao panorama das cidades da Copa do Mundo da FIFA 2026, chegamos àquela que é atualmente a cidade mais habitável da América do Norte: Vancouver. Apelidada de cidade de vidro pelo artista Douglas Coupland — em referência à estética arquitetônica predominante de aço e vidro em seu centro urbano —, a cidade apresenta, na verdade, uma arquitetura diversa, que vai de edifícios eduardianos do século XX a singulares projetos modernistas do século XXI.

Vancouver é conhecida por sua alta qualidade de vida e proximidade com a natureza. Embora isso tenha um custo elevado, a cidade oferece serviços de alto padrão e amplos espaços públicos e de lazer, refletidos em sua arquitetura. Há muitos edifícios corporativos e institucionais reaproveitados que ganharam uma nova vida como espaços públicos e de hospitalidade.

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Quando o modernismo encontra a resistência local: habitação e fricção urbana na América Latina

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A habitação moderna foi um dos campos em que o modernismo fez sua promessa mais audaciosa: a de que a arquitetura poderia remodelar não apenas a cidade, mas a própria maneira como as pessoas nela viviam. Como argumenta o historiador da arquitetura argentino Ramón Gutiérrez, a habitação popular é "o grande tema pendente, que geralmente não aparece nas histórias da arquitetura". Na América Latina, essa ausência é significativa. Ao longo do século XX, a expansão das cidades transformou a habitação em uma das vias mais evidentes para projetar a mudança urbana, e o modernismo penetrou não apenas em planos e desenhos, mas em apartamentos, bairros, ruas e rotinas domésticas.

No entanto, uma vez construídos, esses projetos inseriram-se em cidades moldadas pela política, pela memória, pela desigualdade e pelas dinâmicas mutáveis de ocupação. Seus significados deixaram de pertencer exclusivamente ao plano original, passando a residir nas formas como foram habitados, alterados e transformados ao longo do tempo. O que essa história revela não é uma mera adaptação, mas sim um atrito: o momento exato em que a arquitetura deixa de ser um modelo idealizado para se deparar com uma cidade que ela não consegue controlar plenamente.

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Diálogo com a Legislação: Calibrando Normas para o Reúso Adaptativo Prosperar

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Há uma conscientização crescente em torno da sustentabilidade — e do custo ambiental de se demolir prematuramente edifícios seguros e estruturalmente íntegros apenas para substituí-los por novas construções. No esforço mais amplo para reduzir as emissões de carbono, corporações e instituições vêm dando maior ênfase ao desempenho ESG (impacto ambiental, responsabilidade social e governança). Muitas agora exigem inventários de carbono, definem metas "carbono neutro" ou compram créditos de carbono para compensar suas pegadas ecológicas.

Essa mudança, somada a uma onda de projetos exemplares de reúso adaptativo pelo mundo — como o Tai Kwun do Herzog & de Meuron em Hong Kong, o Powerhouse Arts no Brooklyn, o The Ned Doha de David Chipperfield e as transformações de fábricas, pedreiras e fortalezas de terra batida de Xu Tiantian na China —, acelerou uma revisão profunda do reúso como estratégia principal de desenvolvimento. No entanto, apesar de seus inúmeros benefícios, o reúso adaptativo ainda não é tão difundido quanto poderia ser. Por quê? E quais seriam os principais obstáculos e tensões envolvidos?

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