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Studio NEiDA projeta o Falcon Cinema em Gana, um centro de arte comunitário dedicado ao cinema africano

Projetado pelo Studio NEiDA, o Falcon Cinema é um centro comunitário e de artes localizado em Berekuso, Gana, comissionado por Jacqueline Nsiah, profissional à frente da curadoria de cinema e da direção fundadora do espaço. A missão do cinema é criar um espaço para cineastas preservarem o patrimônio cinematográfico da África, ao mesmo tempo em que promove o pensamento crítico e criativo sobre o cinema contemporâneo no continente, projetado e curado com uma abordagem pan-africana. O programa de necessidades inclui duas salas de projeção (com 250 e 150 assentos), um restaurante, um arquivo, espaços de convivência, um centro educacional e um cinema ao ar livre. Um segundo complexo está planejado para uma fase futura, destinado a abrigar residências para cineastas. Ainda em fase de projeto, a proposta teve início em 2024 e tem conclusão prevista para 2027.

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Anatomia de uma cidade maia: a estrutura urbana de Copán, em Honduras

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No interior do oeste de Honduras, em um vale próximo à fronteira com a Guatemala, localiza-se a antiga cidade maia de Copán. Tendo florescido durante o período Clássico, entre os séculos V e IX d.C., a cidade desenvolveu-se como um epicentro regional por meio de redes comerciais, políticas dinásticas e uma arquitetura monumental. Hoje, o sítio é reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO devido aos seus extensos remanescentes arquitetônicos, que incluem pirâmides em degraus, estelas esculpidas e um núcleo cerimonial. Mais de um século de pesquisas arqueológicas sistemáticas documentou sua morfologia urbana, revelando distritos residenciais distintos, espaços cívicos e sistemas de circulação e visibilidade.

Esta análise examina a organização espacial de Copán sob a ótica do teórico urbano Kevin Lynch e sua obra "A Imagem da Cidade". Ao aplicar os cinco elementos estruturais de Lynch — limites, bairros, caminhos, nós e marcos — é possível analisar como Copán funcionava não apenas como um centro ritual, mas como uma paisagem urbana legível, projetada para reforçar a hierarquia política e regular o movimento coletivo. Os dados históricos para esta análise foram extraídos de livros e artigos hiperlinkados ao longo do texto, viabilizados pela colaboração do historiador Arnulfo Ramirez de la Costa, professor e coordenador do curso de História no Departamento de História da Universidade Nacional Autônoma de Honduras (UNAH) em Tegucigalpa.

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Mais arquitetura por menos: SSdH e o potencial latente de edifícios existentes

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Diante do crescente reconhecimento da responsabilidade da arquitetura em relação às ecologias ambiental e planetária, a prática contemporânea se orienta cada vez mais para o trabalho com o que já existe—suas condições materiais, espaciais e históricas. Nesse cenário de mudança, a estética da arquitetura e do design concentra-se, progressivamente, na reformulação de ambientes herdados. Essa abordagem fundamenta o trabalho do SSdH, um escritório de arquitetura sediado em Melbourne, fundado em 2020 por Todd de Hoog, Harrison Smart e Jean-Marie Spencer. Atuando em diversas escalas de reforma, ampliação e inserção adaptativa, o estúdio dialoga constantemente com as edificações existentes, tratando-as como agentes ativos. Vencedor do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório australiano prioriza a responsabilidade ambiental, a economia de materiais e processos colaborativos fundamentados nas condições específicas de cada local.

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A forma "correta" de sentar está totalmente errada? Por que o movimento é o novo estado de fluxo

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A ergonomia no ambiente de trabalho há muito tempo é definida pela estabilidade: posturas fixas, suporte lombar, ângulos cuidadosamente calculados e a busca incessante pela maneira "correta" de sentar. O conforto era amplamente associado à manutenção de uma postura apoiada em cadeiras projetadas para reduzir o movimento, alinhar a coluna e sustentar o corpo durante longos períodos sentado. Hoje, à medida que os espaços de trabalho contemporâneos se tornam cada vez mais flexíveis e híbridos, surgem questionamentos sobre se o conforto está realmente atrelado à permanência estática ou, pelo contrário, à própria possibilidade de movimento.

Embora as cadeiras ergonômicas tenham evoluído significativamente, muitas ainda operam sob uma lógica "corretiva", gerenciando o desconforto por meio de mecanismos e regulagens sem de fato reconsiderar a relação fundamental entre o corpo e o movimento. Pesquisas recentes sobre comportamento sedentário e ergonomia ativa têm desafiado a ideia da imobilidade como a condição ideal para o conforto. Em vez disso, transições posturais sutis e micro-movimentos contínuos são hoje entendidos como importantes aliados da circulação, da saúde musculoesquelética e do bem-estar geral. Nesse cenário, a ergonomia contemporânea começa gradualmente a se afastar de modelos baseados na contenção, direcionando-se a abordagens focadas na adaptabilidade, no equilíbrio e no movimento fluido.

Qbiss Notch: um sistema de fachada modular premiado com o Red Dot Design Award

Qbiss Notch, uma nova edição de design desenvolvida pela Pininfarina para o sistema de fachadas Qbiss da Trimo, recebeu o Red Dot Design Award. Baseado na tecnologia de fachadas Qbiss da Trimo, o projeto introduz painéis modulares Qbiss instalados verticalmente, um alfabeto de curvas gravadas (Glyphs) e elementos Notch com iluminação integrada. Juntos, esses elementos permitem a projetistas criar composições de fachadas exclusivas. Apesar de sua flexibilidade visual, o sistema foi projetado com foco na eficiência e na precisão da construção pré-fabricada.

Por que os armários inteligentes são a nova microinfraestrutura da arquitetura

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Como os elementos mais estruturados da arquitetura podem dar origem a formas não planejadas da vida cotidiana? A "ordem espontânea" descreve como sistemas estruturados podem gerar padrões de comportamento não planejados, porém coerentes. No discurso urbano, o termo é frequentemente utilizado para descrever as cidades: malhas de ruas, lotes e edifícios que são projetados, enquanto o cotidiano não o é. Movimentos, encontros, rotinas e usos informais emergem de regras espaciais simples, e não de uma programação explícita. Nas cidades, isso fica evidente na dinâmica de calçadas, estações e limiares. A estrutura é fixa, mas a ordem social é fluida, estabelecendo condições para o comportamento humano em vez de determiná-lo.

Uma lógica semelhante pode ser observada em microinfraestruturas arquitetônicas, como os sistemas de armários. Assim como as cidades, os armários baseiam-se em estruturas organizadas que não prescrevem como a vida se desenrola em seu entorno. Um sistema de armários é altamente controlado sob a ótica da arquitetura: módulos repetitivos, grelhas rígidas, dimensões padronizadas, acesso controlado. No entanto, uma vez em funcionamento, gera comportamentos espontâneos. Pessoas fazem pausas nos corredores, retornam em horários irregulares, demoram-se perto das zonas de armários ou interagem brevemente com quem faz o mesmo. O que parece ser um sistema de armazenamento puramente infraestrutural começa a gerar comportamentos sociais e espaciais informais.

UNStudio revela plano diretor voltado para o rio para antiga área industrial em Cluj-Napoca, Romênia

Uma antiga área industrial às margens do Rio Someș em Cluj-Napoca, na Romênia, está sendo transformada em um distrito de uso misto em grande escala que reconecta a cidade à sua orla. Projetado pelo UNStudio em colaboração com o escritório Felixx Landscape Architects and Planners para as incorporadoras IULIUS e Atterbury Europe, o projeto RIVUS combina regeneração urbana, reuso adaptativo, paisagismo e novas infraestruturas públicas em uma única proposta. Desenvolvida por meio de um processo de projeto participativo com a comunidade local, a proposta transformará a antiga plataforma industrial da Carbochim em um distrito voltado para o rio, organizado em torno do espaço público, da mobilidade e da vida urbana cotidiana.

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Festival Concéntrico 2026 revela 24 instalações urbanas por toda Logroño, Espanha

O Festival Concéntrico 2026 acontecerá em Logroño, Espanha, de 18 a 23 de junho, transformando a cidade em um laboratório em grande escala para a arquitetura, o design e a experimentação urbana. Ao longo de seis dias, mais de vinte intervenções serão distribuídas por praças, terrenos baldios, ruas, pontes e espaços emblemáticos de toda a cidade, reunindo importantes escritórios, pesquisadores/as e criadores do cenário internacional, incluindo o arquiteto chileno Smiljan Radić, o coletivo raumlabor, Matilde Cassani, AAU Anastas e Sahra Hersi, entre outros/as. Esta edição apresenta uma transição em direção a práticas mais coletivas, festivas e performáticas no espaço público, com forte ênfase em experiências sonoras e projetos vinculados à acessibilidade, inclusão e transformação urbana. A programação se estrutura em torno de três eixos temáticos: Identidade e Ficção, Ecologias Urbanas e Agentes Efêmeros, abrangendo desde arquiteturas que compreendem o espaço público como ritual ou celebração até abordagens experimentais que exploram materiais, som e processos de reutilização.

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Da produção à experiência espacial: 10 projetos de destilarias contemporâneas

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Diferente de muitos programas industriais tradicionalmente ocultos atrás de fachadas neutras e espaços herméticos, as destilarias contemporâneas frequentemente expõem seus processos produtivos como parte essencial da experiência arquitetônica. O calor dos alambiques, os vapores da destilação ou os percursos da matéria-prima deixam de ser apenas operações técnicas para assumir protagonismo espacial.

Embora produzam bebidas distintas, os projetos selecionados a seguir compartilham desafios arquitetônicos semelhantes. Todos precisam organizar fluxos industriais, controlar condições específicas de temperatura, ventilação e armazenamento, além de compatibilizar áreas técnicas com percursos de visitação pública. Ao mesmo tempo, cada destilaria estabelece respostas particulares ao território em que se insere, revelando diferentes maneiras de relacionar produção e paisagem.

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Cerâmica Forjada na Luz: Uma Tradução Espacial de Processos Materiais Circulares

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Um dos materiais mais antigos da arquitetura ainda pode influenciar a forma como a sustentabilidade e a manufatura são abordadas hoje? O que muda quando a cerâmica é vista para além de sua superfície, como um processo moldado pela luz, pela água e pela argila? Na Semana de Design de Milão 2026, a VitrA, marca que produz soluções para banheiros e superfícies cerâmicas, atuando nos segmentos de louças sanitárias e revestimentos, e o escritório internacional de design Snøhetta exploram essas questões por meio de Ceramics Forged in Light, uma instalação imersiva criada para a exposição INTERNI MATERIAE. Inserido em um debate mais amplo sobre experimentação de materiais e produção circular, o projeto trata a cerâmica como um material arquitetônico definido pela transformação contínua, moldado pela luz, água, calor, reflexão e reutilização.

A argila queimada tem sido utilizada na construção há mais de 9.000 anos, evoluindo do artesanato vernacular para um dos materiais mais aplicados no ambiente construído. Sua durabilidade, resistência à água, desempenho térmico e adaptabilidade a tornaram um elemento essencial para fachadas, louças sanitárias, pisos, superfícies arquitetônicas e sistemas estruturais. Hoje, novas tecnologias de fabricação expandem essas possibilidades à medida que profissionais da arquitetura e fabricantes enfrentam as implicações ambientais da extração e produção de materiais.

Bienal Pan-Africana revela participantes de sua edição inaugural em Nairóbi

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A Bienal Pan-Africana (PAB) anunciou a seleção oficial de participantes para sua edição inaugural de 2026, programada para ocorrer de 7 a 11 de setembro de 2026 no Kenyatta International Convention Centre, em Nairóbi. Concebida como a primeira bienal de arquitetura do continente dedicada a práticas espaciais provenientes da e desenvolvidas na África, o evento reunirá arquitetos/as, escritórios, coletivos de pesquisa e profissionais de materiais de todo o continente. Espera-se que novos participantes, palestrantes principais e colaboradores/as sejam anunciados nas próximas semanas.

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A torre triangular quase concluída de Herzog & de Meuron e a visão urbana do OMA para Roma: o resumo da semana

Nesta semana, revisitamos as ideias que moldam o desenho das cidades do século XXI, com um olhar voltado para um horizonte temporal mais amplo do que o que caracterizou o design moderno. Esses exemplos do desenho urbano contemporâneo apontam para as cidades do amanhã, buscando refletir a memória coletiva e a identidade social ao mesmo tempo em que enfrentam os desafios climáticos atuais. De um novo museu no Panamá inspirado na tradição arquitetônica latino-americana a uma instalação inflável sobre a ponte mais antiga de Paris, no rio Sena, projetos construídos e não construídos resgatam a arquitetura como um repositório de memória coletiva, enquanto outros exploram seu potencial transformador sob a ótica do bem-estar contemporâneo. Nesta compilação semanal de notícias, apresentamos projetos em andamento no Panamá, em diversos países africanos, na França, no Canadá, na Itália, na Austrália e nos Estados Unidos.

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O trabalho curatorial como construção da cidade: Marisa Yiu, do Design Trust, reflete sobre exposições e agência espacial

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Em Hong Kong, onde a arquitetura é frequentemente impulsionada pela lógica imobiliária, pela infraestrutura e pelo desenvolvimento acelerado, o espaço para a experimentação cívica em escala humana pode ser surpreendentemente limitado. É aí que o Design Trust se destaca. Como uma plataforma de fomento e viabilização de projetos, a organização apoia intervenções espaciais que transitam entre arquitetura, pesquisa e programação pública — um trabalho que costuma ser modesto, coletivo ou incerto demais para se encaixar nos fluxos convencionais entre cliente e arquiteto/a.

No centro desse trabalho está Marisa Yiu, cuja liderança posiciona o Design Trust tanto como agente viabilizador quanto como ator cultural. Por meio de iniciativas como o Micro-Parks Hong Kong, além de exposições e programas públicos, a organização trata o discurso e a prototipagem como formas de agência espacial, conectando designers, comunidades, instituições e debates sobre políticas públicas, ao mesmo tempo em que coloca em primeiro plano questões de gestão, manutenção e a "sobrevida" do espaço público.

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"A frustração tornou-se um briefing de projeto": Por que um/a arquiteto/a deixou 20 anos de prática para mapear o mundo

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Karl van Es passou vinte anos atuando como arquiteto antes de deixar a profissão para resolver um problema que todo(a) arquiteto(a) enfrenta: a simples inexistência de recursos para viajar com um olhar profissional. Guias de viagem convencionais e aplicativos de turismo raramente destacam os edifícios que realmente importam para a comunidade da arquitetura. A Åvontuura nasceu dessa frustração — uma editora independente de guias ilustrados de arquitetura criada por um arquiteto para profissionais da área. Seu lançamento mais recente, Madri, mapeia 70 das obras mais significativas da cidade, com a missão de encurtar a distância entre o interesse arquitetônico e a logística de viagem.

Vagas em Chengdu e Nanjing | Modum Atelier contrata: Arquitetura / Design de Interiores / Pesquisa Comercial / Comunicação de Marca / Estágio

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"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel

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Tsuyoshi Tane é um arquiteto japonês nascido em 1979 em Tóquio e radicado em Paris, onde fundou o ATTA – Atelier Tsuyoshi Tane Architects em 2006. Com atuação em projetos culturais, institucionais e de paisagismo, Tane desenvolveu uma abordagem arquitetônica que posiciona a memória como diretriz fundamental do projeto. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, gravada em seu estúdio em Paris, ele reflete sobre a arquitetura como uma disciplina de observação e pensamento, argumentando que o design significativo surge de uma leitura atenta dos vestígios contidos em um terreno. Para ele, a arquitetura não é produzida a partir de uma tela em branco, mas começa com uma investigação sobre o que já existe física, cultural e emocionalmente sob a superfície de um lugar.

"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 1 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 2 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 3 of 4"Um lugar lembra o que aconteceu": Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Image 4 of 4Um lugar lembra o que aconteceu: Tsuyoshi Tane sobre a memória como direcionadora de projeto em entrevista ao Louisiana Channel - Mais Imagens+ 3

SLA projeta espaços públicos e desenho de ruas para a nova comunidade insular de Toronto em Port Lands

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O escritório de paisagismo e desenho urbano SLA revelou o projeto para o espaço público e as vias urbanas de uma nova comunidade de 39,8 hectares à beira-mar em Toronto. O projeto de paisagismo urbano "Ookwemin Minising" está localizado em Port Lands, um distrito industrial e recreativo a sudeste do centro de Toronto, que atualmente passa por uma revitalização urbana para transformar a antiga zona industrial em um vale fluvial renaturalizado, bairros de uso misto e parques públicos. A transformação geral está sendo liderada pela Waterfront Toronto, uma corporação sem fins lucrativos financiada por recursos públicos, fundada em 2001 para supervisionar a regeneração da área, como parte de uma iniciativa governamental mais ampla para renaturalizar áreas urbanas e aumentar a densidade habitacional. Espera-se que a reurbanização de Ookwemin Minising seja concluída em fases entre 2031 e 2040.

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Quando a Arquitetura se Move: Design Cinético e os Rituais do Espaço

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Durante séculos, a arquitetura foi definida por uma permanência estática. Presume-se que um edifício seja fixo, com suas paredes e fundações imóveis no espaço. No entanto, um número crescente de arquitetos/as vem questionando essa premissa ao incorporar o movimento na própria essência e nas estruturas tectônicas das edificações.

Quando coberturas se articulam, paredes deslizam e estruturas inteiras respondem a seus/suas ocupantes, algo extraordinário acontece: os espaços arquitetônicos tornam-se componentes ativos dos rituais cotidianos. Esses momentos de abertura, fechamento, deslocamento e transposição espacial ancoram os edifícios no momento presente e exigem um engajamento ativo dos/as usuários/as. A arquitetura deixa de ser apenas um objeto ou monumento para se transformar em uma coreografia de participação.

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Além da casca: o Palacio de los Deportes de Félix Candela para os Jogos Olímpicos do México de 1968

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Quando a Cidade do México sediou as Olimpíadas em 1968, foi a primeira vez que os Jogos foram concedidos a um país latino-americano, bem como a primeira vez que uma nação de língua espanhola os sediou. Isso fez dos jogos uma excelente oportunidade para projetar o México e sua cultura internacionalmente, levando o governo a constituir um comitê organizador com grandes talentos locais. Para a presidência do comitê, foi nomeado Pedro Ramírez Vázquez, arquiteto mexicano que exercia grande influência sobre o programa de obras públicas do Estado em meados do século. Sua abordagem era clara: a arquitetura como uma síntese da técnica modernista internacional com referências pré-colombianas e a cultura material local. Sob sua direção, o comitê supervisionou a construção e a adaptação de locais de competição distribuídos pelas zonas sul da Cidade do México, quase todos concebidos e construídos por profissionais locais de arquitetura, engenharia e áreas técnicas.

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Cultura Material e Patrimônio na Arquitetura de Cinema Contemporânea

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Ao longo dos anos, a arquitetura de cinemas tem se reinventado continuamente. De experiências cinematográficas que aguçam múltiplos sentidos a tecnologias materiais que reinterpretam a estética de eras passadas, o conceito da sala de cinema tem viabilizado a recuperação, a revitalização e a renovação de inúmeros espaços obsoletos, em ruínas ou mesmo protegidos pelo patrimônio histórico. Assim como o Majestic Cinema reflete uma importante função comunitária em Zanzibar, na Tanzânia, muitos edifícios do século XX encontraram no reuso adaptativo uma oportunidade para restaurar e preservar culturas, memórias e tradições que permanecem significativas para suas comunidades.

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Stefano Boeri Architetti transforma antigo depósito de transportes de Roma em espaço cívico multifuncional

A Prefeitura de Roma aprovou um Memorando para a regeneração urbana do Depositi delle Vittorie na Piazza Bainsizza, um antigo depósito da ATAC em Roma que remonta ao início do século XX. Abandonado há quase duas décadas e hoje de propriedade privada, o local será transformado em um complexo multifuncional projetado por Stefano Boeri Architetti. O projeto prevê o reuso adaptativo da antiga infraestrutura de transporte por meio da introdução de funções culturais, educacionais, comerciais, de co-working e lazer, além de novos espaços públicos e amplas áreas paisagísticas.

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MAC Panamá seleciona Palma + Taller TO para projetar o novo edifício de seu museu

Após um concurso internacional de projeto lançado em janeiro de 2026, o Museu de Arte Contemporânea do Panamá (MAC Panamá) anunciou a seleção dos escritórios mexicanos Palma + Taller TO para projetar seu novo edifício. O museu é descrito como "uma nova infraestrutura cultural aberta à cidade, concebida a partir da identidade, do clima e da paisagem do Panamá." A futura sede do museu ficará localizada no corregimento de San Francisco, consolidando a área como um polo de atividade cultural. Os critérios de seleção envolveram a relação entre o museu e a cidade, priorizando propostas que integrassem elementos de engajamento comunitário e que posicionassem o edifício como uma infraestrutura cultural, enriquecendo o ambiente urbano contemporâneo da Cidade do Panamá.

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No Dia da África 2026: Revisitando o papel da arquitetura na identidade e na memória coletiva

Celebrado anualmente em 25 de maio, o Dia da África comemora a fundação da Organização da Unidade Africana em 1963, atual União Africana. Instituída em um período marcado por movimentos de independência em todo o continente, a data reconhece não apenas a solidariedade política, mas também as trajetórias culturais, sociais e intelectuais que continuam a moldar as sociedades africanas hoje. No campo da arquitetura e do urbanism, essas histórias se refletem em debates em constante evolução sobre a construção de nações, a preservação do patrimônio, o design responsivo ao clima, a inovação material e as práticas centradas na comunidade.

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Torre Triângulo de Herzog & de Meuron em Paris se aproxima da conclusão, registrada por Stefano Candito

Vinte anos após sua idealização, a controversa Tour Triangle, projetada por Herzog & de Meuron em Paris, está em fase de conclusão. A torre triangular, toda em vidro, localizada no 15º arrondissement da cidade, atingiu sua altura máxima de 42 andares em 24 de abril de 2026. O avanço do projeto foi marcado por oposição, entraves financeiros e disputas judiciais antes do início das obras em 2022. A torre de 180 metros de altura é hoje o terceiro edifício mais alto dentro dos limites da cidade de Paris, atrás apenas da Torre Eiffel, com 330 metros de altura, do The Link, com 231 metros, em La Défense, e da Tour Montparnasse, de 210 metros. O edifício manterá esse título por tempo indeterminado devido à proibição de arranha-céus restabelecida em 2023 pela prefeita Anne Hidalgo, após persistente oposição a edifícios altos na cidade. O avanço recente das obras foi documentado pelo fotógrafo Stefano Candito, abrangendo desde vistas urbanas do edifício até registros detalhados de sua estrutura quase concluída.

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