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Vagas em Xangai | Yeas Design: Especialista de Produto / Planejador/a de Exposições / Designer de Espaço / Assistente Administrativo/a / Estagiário/a

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Vagas em Chengdu e Nanjing | Modum Atelier contrata: Arquitetura / Design de Interiores / Pesquisa Comercial / Comunicação de Marca / Estágio

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Hôtel de la Paix: Uma abordagem alternativa ao patrimônio moderno no Togo

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No final de 2024, um evento foi realizado nos jardins do recém-reformado Palais de Lomé, de época colonial, na capital do Togo. Estudantes da faculdade de arquitetura de Lomé participaram dos primeiros Encontros de Arquitetura de Lomé (RAL #1), com curadoria do Studio NEiDA, escritório transdisciplinar, que incluiu palestras, exibições de filmes, oficinas e visitas a edifícios. Uma exposição paralela exibiu a produção arquitetônica mais significativa da história do país. O objetivo do evento era explorar o patrimônio arquitetônico do Togo, marcando o início de uma jornada que cruza fronteiras e levanta questões sobre a conservação do patrimônio moderno. Ao contrário de edifícios coloniais como o próprio Palais de Lomé, que costumam ser mais valorizados e prontamente restaurados, edifícios modernos negligenciados — como o Hôtel de la Paix — exigem abordagens criativas e de base (bottom-up) para recuperar sua antiga vitalidade.

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14 grandes projetos de museus atualmente em andamento pelo mundo

Ao longo de 2025 e no início de 2026, inúmeros projetos de museus foram anunciados, avançaram ou tiveram suas obras iniciadas em diversas regiões, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. Localizados na Ásia, Europa, América do Norte e Ásia Central, esses empreendimentos refletem as mudanças contínuas no papel das instituições culturais nas cidades contemporâneas. Cada vez mais, os museus são concebidos não apenas como espaços de exposição, mas como ambientes voltados para o público que abrigam educação, pesquisa e engajamento cívico. Esse escopo programático ampliado costuma ser acompanhado por estratégias arquitetônicas que respondem às condições urbanas, à continuidade espacial e à integração da infraestrutura cultural a processos mais amplos de desenvolvimento urbano.

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Da Nuvem à Costa: O Custo Físico da IA nas Zonas de Fronteira de Hong Kong

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Diante da rápida expansão dos centros de dados e das economias de IA na Grande Baía—e paralelamente à celebração da inteligência artificial como ferramenta e "autora", destaque da Bi-City Biennale de Urbanismo\Arquitetura de Hong Kong-Shenzhen de 2025 (Hong Kong)—uma questão paralela torna-se inevitável: como o planejamento e a construção da infraestrutura de IA começam, de fato, a moldar a vida cotidiana? Muitas das instalações já construídas permanecem intencionalmente distantes da experiência diária. A "nuvem" pode ser comercializada como algo imaterial, mas sua arquitetura é profundamente física: ambientes de alta potência, geração intensa de calor e forte demanda de serviços, frequentemente implantados em áreas remotas ou de baixa densidade para aproveitar os custos de terra mais baixos e minimizar atritos com as comunidades vizinhas. A segurança e a gestão de riscos reforçam ainda mais essa lógica. Os centros de dados abrigam informações confidenciais e privilegiadas—ativos corporativos, registros jurídicos, dados governamentais e institucionais—de modo que o isolamento geográfico passa a integrar seu modelo operacional, mantendo as infraestruturas de IA espacial e socialmente fora de vista.

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“Vivemos em ambientes internos tóxicos”: Entrevista com o Healthy Materials Lab

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A célebre frase "o homem é o que come" (Der Mensch ist, was er isst), de Ludwig Feuerbach, afirma que a constituição física, mental e até mesmo moral dos seres humanos está diretamente ligada ao que consomem. Hoje, essa ideia está amplamente internalizada, acompanhada de uma crescente conscientização sobre alimentação, nutrição e o impacto do que ingerimos em nosso organismo. No entanto, essa mesma consciência não se estende aos ambientes que habitamos, onde os materiais continuam sendo tratados como decisões técnicas em vez de agentes ativos na relação entre corpo e espaço. Tendo em vista que grande parte da população global passa cerca de 90% do seu tempo em espaços fechados, raramente se discute o que realmente compõe esses espaços em seu nível mais fundamental: os materiais. Paredes, pisos e acabamentos são frequentemente abordados como escolhas técnicas ou estéticas quando, na realidade, podem funcionar como fontes contínuas de exposição a substâncias potencialmente nocivas.

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Unindo design e comunicação em projetos residenciais

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Os desenhos de arquitetura operam por meio da abstração. Plantas, cortes e elevações condensam informações espaciais, construtivas e dimensionais em um conjunto de códigos que fazem sentido dentro da disciplina, mas que nem sempre são imediatamente legíveis para quem não está familiarizado com essa linguagem. Em alguns projetos, essa condição pode gerar uma tensão recorrente entre o que é projetado e o que pode ser compreendido. Isso se intensifica quando as ferramentas utilizadas não correspondem à escala e à complexidade do projeto. Em contextos como casas unifamiliares, reformas ou ampliações, softwares excessivamente complexos podem introduzir ruídos, atrasos e dependências desnecessárias, tornando as propostas mais difíceis de desenvolver e transmitir.

Quando o movimento se torna espaço sagrado: a arquitetura das paisagens de peregrinação da Índia

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No centro do discurso arquitetônico sobre arquitetura sagrada, as atenções quase sempre se voltam para o monumento. Templos, mesquitas, monastérios e igrejas dominam tanto a história da arquitetura quanto a crítica de projeto e a fotografia, tornando-se os símbolos físicos através dos quais a fé é compreendida. Para milhões de pessoas em peregrinação em toda a Índia, a experiência arquitetônica mais impactante começa muito antes de o santuário surgir no horizonte. Ela se desenrola ao longo de estradas montanhosas, *ghats* (escadarias à beira-rio), ruas sombreadas, acampamentos temporários, sistemas de filas, pontes, postos de água, postos de atendimento médico e inúmeras outras estruturas cotidianas de infraestrutura através das quais a peregrinação de fato ocorre. O trabalho arquitetônico da peregrinação talvez resida menos no santuário em si do que nos ambientes que viabilizam o trajeto de milhões de pessoas até ele.

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Projetando para Cidades Errantes: Arquitetura para Além do Humano

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A arquitetura continua a desenhar as cidades como se os seres humanos as ocupassem sozinhos. Plantas traçam rotas de circulação, mapas de zoneamento atribuem funções e edifícios são avaliados de acordo com o conforto, a segurança e a eficiência humana. Caminhar por cidades na Índia e no Sudoeste Asiático, no entanto, revela algo muito mais complexo. Cães dormem sob barracas de mercado, macacos transitam por telhados, pássaros fazem ninhos em torres de templos e fachadas de mesquitas, e insetos polinizam paisagens urbanas, ocultos à vista de todos. Essas espécies estão integradas à vida urbana cotidiana com a mesma regularidade que os/as ocupantes humanos. Ruas, pátios, telhados, sistemas de drenagem, mercados e lotes baldios já são ocupados por múltiplas espécies simultaneamente. O pensamento arquitetônico, contudo, tem sido mais lento em incorporar essa realidade.

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O que os sistemas de revestimento revelam sobre a produção local na arquitetura

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Entre o momento em que um material é especificado em um projeto e o momento de sua instalação, existe uma camada invisível que desempenha um papel decisivo no resultado final: a fabricação, a logística e a coordenação. Esses fatores moldam cronogramas e custos, mas, acima de tudo, determinam se a intenção original do projeto será preservada ou diluída na execução. Os sistemas de revestimento, especialmente aqueles que funcionam como componentes visíveis e expressivos do envelope da edificação, tornam essa lacuna particularmente evidente, por serem a camada mais externa de um projeto.

A escolha de um sistema de revestimento nunca é uma decisão puramente estética. Ela ativa uma cadeia de dependências: disponibilidade de perfis, sistemas de fixação, tolerâncias, sequenciamento e conformidade com as normas locais. Quando há desalinhamento entre esses elementos, o impacto raramente é sutil. Sistemas de revestimento integrados — aqueles que antecipam tanto a montagem quanto a aparência — tendem a mitigar essa lacuna, incorporando a coordenação à sua própria lógica e reduzindo a necessidade de improvisação no canteiro de obras.

Sobre Habitação, Espaço Público e Resiliência Climática: Em conversa com os/as vencedores/as do Prêmio UIA 2030 de 2026

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Estabelecido por meio de uma colaboração entre a União Internacional de Arquitetos (UIA) e a ONU-Habitat, o prêmio UIA 2030 Award reconhece projetos que demonstram como o design e a arquitetura podem contribuir para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Anunciado durante o Fórum Urbano Mundial de 2026 em Baku, no Azerbaijão, o terceiro ciclo da premiação bienal homenageou projetos que abordam desde a gestão hídrica e habitação de interesse social até o planejamento participativo, o acesso a espaços públicos e a resiliência climática.

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Patrimônio sem permanência: quando a arquitetura perdura ao desaparecer

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​​Uma catedral gótica pode levar séculos para ser concluída. Um pavilhão de exposição mundial pode permanecer de pé por apenas seis meses. Uma estrutura ritualística em Calcutá surge e desaparece em cinco dias. Ainda assim, cada uma delas atrai peregrinações, molda a memória coletiva e reorganiza a vida urbana. Se o patrimônio há muito é definido por aquilo que perdura, a arquitetura demonstra repetidamente que a autoridade cultural também pode residir naquilo que reúne as pessoas.

Durante grande parte do século XX, os parâmetros de conservação privilegiaram a permanência. A Carta de Veneza, adotada pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, concentrou-se na salvaguarda dos monumentos e de sua autenticidade material. O valor cultural estava atrelado à materialidade física, como a pedra, o tijolo e a madeira. Proteger o patrimônio significava preservar o que estava de pé. Uma lógica que parecia sólida, até mesmo evidente por si só.

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Patrimônio em Movimento: Os Edifícios de Bangkok que Continuam a se Transformar

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O patrimônio arquitetônico não se limita ao que um edifício foi, mas abrange o que ele continua a se tornar: um longo processo de construção, reconstrução e reocupação ao longo do tempo. Onde há oportunidade, essa continuidade gera uma condição estratificada — na qual os/as visitantes podem testemunhar, vivenciar e sentir a transição gradual da estrutura física, da materialidade, da ordem espacial e dos padrões de uso da edificação e, ocasionalmente, até mesmo participar dessa transformação.

No entanto, muitos projetos — sobretudo aqueles impulsionados por imperativos comerciais — optam por não valorizar, ou sequer reconhecer, esse trabalho mais lento de reuso adaptativo e continuidade do patrimônio. Empreendimentos regidos por uma lógica estritamente financeira costumam preferir o caminho mais fácil da demolição e reconstrução: maximizar o coeficiente de aproveitamento, a área construída bruta e a área locável com a eficiência de uma folha em branco. Ainda assim, de tempos em tempos, surge uma oportunidade que nos permite testemunhar — e desfrutar — o processo de "patrimonialização" arquitetônica da cidade em tempo real.

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Guia de arquitetura de Tashkent: dez edifícios do modernismo híbrido soviético

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Situada ao longo da histórica Rota da Seda na Ásia Central, Tashkent é uma cidade com uma longa história que remonta a milhares de anos. Sua arquitetura histórica é conhecida pelos pátios, cúpulas e cerâmicas azuis, típicos do patrimônio timúrida. Hoje capital do Uzbequistão, a cidade foi incorporada ao Império Russo no século XIX, antes de se tornar uma república soviética. Durante o período em que integrou a União Soviética, a cidade transformou-se em um modelo de modernização, celebrando as conquistas socialistas na Ásia. Um terremoto devastador em 1966 acelerou esse processo à medida que a cidade era reconstruída, dando origem a muitos dos monumentos modernistas pelos quais Tashkent é conhecida hoje.

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O que a informalidade e a incrementalidade revelam sobre o urbanismo sustentável na Índia

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A magia da arquitetura indiana reside em uma ordem invisível em meio ao caos visceral. Quando um futuro incerto bate à porta de profissionais locais, abre-se a possibilidade de olhar para dentro das próprias quatro paredes em busca de uma oportunidade de reinterpretação.

Mumbai, Déli, Bengaluru e outras grandes metrópoles são frequentemente descritas como carentes de soluções habitacionais massivas para milhões de pessoas. A resposta instintiva é previsível — planos diretores, torres densas e unidades padronizadas sobrepostas a um desenvolvimento desordenado. Esse léxico ignora uma verdade mais profunda sobre como as pessoas já vivem, trabalham e constroem na Índia. Os termos simplistas adotados em políticas públicas e no planejamento urbano — favela, assentamento informal, colônia irregular — sugerem um estado temporário a ser corrigido. O olhar do/a designer, contudo, enxerga esses lugares como histórias urbanas em camadas, moldadas pela necessidade.

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Moldando a continuidade arquitetônica: 25 projetos de revitalização em sítios históricos, industriais e naturais

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Os sítios de patrimônio constituem arquivos espaciais complexos nos quais a arquitetura, a história e a memória coletiva convergem. Eles abrangem um amplo espectro de contextos—de vestígios arqueológicos, paisagens urbanas antigas e históricas e paisagens tombadas pela UNESCO a estruturas cívicas do início da era moderna e infraestruturas industriais. Contudo, esses ambientes enfrentam desafios: as mudanças climáticas, a transformação urbana, desastres, as novas demandas sociais e a erosão gradual do tecido material. Projetos de revitalização e restauração respondem a essas condições ao posicionar a prática arquitetônica e espacial como uma mediadora ativa entre a preservação e as topologias contemporâneas.

Na prática contemporânea, a conservação é entendida como um processo criativo de adaptação e reinterpretação que atende tanto às comunidades quanto aos habitantes. Ao mesmo tempo, a arquitetura monumental continua a definir a identidade e a paisagem de um lugar para públicos mais amplos e para as futuras gerações. Profissionais de arquitetura e planejamento urbano são chamados a negociar contextos históricos sensíveis ao mesmo tempo em que introduzem novos programas, técnicas e experiências espaciais. Estes profissionais exemplificam diversas abordagens projetuais, incluindo intervenções estruturais precisas, estratégias responsivas ao clima e restaurações materiais meticulosas, ao lado da inserção cuidadosa de novos elementos arquitetônicos. Igualmente importante é o seu compromisso com o conhecimento e a materialidade vernaculares, preservando o caráter local e a especificidade cultural de cada sítio.

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Quando as fachadas se tornam habitats: a arquitetura abrindo espaço para outras espécies

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Quando pensamos em fachadas, raramente as imaginamos como habitats. Nós as vemos como os elementos que separam o interior do exterior, regulam a temperatura, atenuam ruídos e protegem as edificações das condições externas. Elas conferem à arquitetura sua linguagem visual, mas delas também se espera que mantenham o mundo exterior à distância. Com isso, as fachadas frequentemente acabam sendo compreendidas como barreiras: superfícies que definem onde começa o conforto humano e onde o meio ambiente deve ser mantido do lado de fora.

No entanto, o lado de fora de um edifício nunca está vazio. Durante séculos, a arquitetura involuntariamente criou oportunidades para outras formas de vida. Aves faziam ninhos sob as telhas, insetos ocupavam frestas em paredes de alvenaria e musgos ou plantas criavam raízes em beirais, calhas e superfícies ásperas de pedra. Essas condições raramente eram projetadas pensando em outras espécies, mas abriam pequenas brechas para que a vida as habitasse.

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O ponto cego da arquitetura: a lacuna entre projeto e construção

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Esboços iniciais em cadernos e papel vegetal, diagramas conceituais, perspectivas, maquetes físicas e estudos de volumetria capturam a imaginação arquitetônica. No entanto, eles representam apenas o início da prática profissional. O verdadeiro desafio reside em traduzir ideias em sistemas construtivos. Cada parede, junção e montagem deve ser detalhada, com sistemas funcionando de forma integrada para que o projeto seja executado conforme o planejado. É aqui que se concentram a maior parte do esforço, da complexidade e dos riscos, e onde os projetos são finalmente viabilizados ou começam a falhar.

É nesse contexto que ocorrem o Desenvolvimento de Projeto (DD) e a Documentação Executiva (CD), momento em que o projeto deve absorver todo o peso da coordenação, dos componentes, do desempenho e da construtibilidade. Enquanto o estudo preliminar define as diretrizes espaciais e formais, o DD e o CD exigem respostas a um conjunto diferente de perguntas: como os sistemas se articulam? Como o desempenho é mantido nas transições? Quais produtos, tolerâncias e sequências permitirão que o projeto se sustente na transição do modelo para a obra?

Paisagens Energéticas: Como a Infraestrutura Reconfigura o Território na América do Sul

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Algumas das transformações mais significativas das paisagens sul-americanas foram produzidas não pelas cidades, mas por grandes infraestruturas construídas para extrair e distribuir recursos naturais. Operações de mineração, sistemas de energia e redes de transporte conectaram paisagens remotas a estruturas econômicas mais amplas, ao mesmo tempo em que transformaram territórios rurais e assentamentos urbanos em todo o continente. Essas infraestruturas não apenas ocupam o espaço; elas o reorganizam. Além de apoiar o crescimento econômico, elas reconfiguraram territórios de maneiras que continuam a gerar debates políticos, ambientais e sociais em todo o continente. Sob essa perspectiva, os territórios podem ser compreendidos não como áreas geográficas fixas, mas como sistemas socioecológicos moldados por relações culturais, ambientais e políticas — ponto enfatizado pelo antropólogo Arturo Escobar em seu trabalho sobre o pensamento territorial na América Latina.

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Salas de aula em evolução para mentes e futuros diversos

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Aprender algo novo é, biologicamente, uma transformação do cérebro. A cada experiência, as conexões neurais são reorganizadas, criando e fortalecendo sinapses. Muito mais do que simplesmente acumular informações, o aprendizado envolve reconfigurar estruturas internas — um processo capaz de remodelar tanto indivíduos quanto sociedades. O ambiente no qual isso ocorre pode cultivar a curiosidade, a adaptabilidade e a resiliência emocional, apoiando assim a nossa próxima geração de líderes, ou suprimir essas qualidades, levando ao retraimento e ao isolamento.

Com o surgimento da escolarização moderna durante a Revolução Industrial, emergiu um modelo padronizado, definido por fileiras de carteiras, instrução simultânea e supervisão visual. Frequentemente comparado a um sistema fabril, esse modelo ainda persiste em muitos lugares, apesar de profundas transformações tecnológicas. Esses ambientes rígidos permanecem mesmo quando o aprendizado contemporâneo exige experimentação e adaptabilidade.

"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract

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No Salone del Mobile 2026, a 64ª edição da feira ocorreu em um momento de transição para a indústria global do design, no qual questões de produção, colaboração e desempenho a longo prazo estão reconfigurando formatos consagrados. Realizada na Rho Fiera Milano e estendendo-se por toda a cidade durante a Milan Design Week, a edição deste ano reuniu mais de 1.900 expositores e, ao mesmo tempo, introduziu novas camadas curatoriais e estratégicas. Entre os desdobramentos mais significativos esteve a primeira iteração pública do "Salone Contract", uma iniciativa de longo prazo desenvolvida a partir de um plano diretor de Rem Koolhaas e David Gianotten, do OMA. Durante o evento, o editor-gerente do ArchDaily, Romullo Baratto, e a editora-chefe, Christele Harrouk, reuniram-se com David Gianotten. Na conversa, Gianotten refletiu sobre como o projeto responde a mudanças mais amplas na prática do design, migrando de uma produção baseada em objetos para sistemas integrados e estruturas colaborativas.

"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract - Imagen 1 de 4"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract - Imagen 2 de 4"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract - Imagen 3 de 4"Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento": Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract - Imagen 4 de 4Um ambiente onde as pessoas demonstram conhecimento: Em conversa com David Gianotten, do OMA, sobre o Salone Contract - Mais Imagens+ 7

"A frustração tornou-se um briefing de projeto": Por que um/a arquiteto/a deixou 20 anos de prática para mapear o mundo

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Karl van Es passou vinte anos atuando como arquiteto antes de deixar a profissão para resolver um problema que todo(a) arquiteto(a) enfrenta: a simples inexistência de recursos para viajar com um olhar profissional. Guias de viagem convencionais e aplicativos de turismo raramente destacam os edifícios que realmente importam para a comunidade da arquitetura. A Åvontuura nasceu dessa frustração — uma editora independente de guias ilustrados de arquitetura criada por um arquiteto para profissionais da área. Seu lançamento mais recente, Madri, mapeia 70 das obras mais significativas da cidade, com a missão de encurtar a distância entre o interesse arquitetônico e a logística de viagem.

Mais arquitetura por menos: SSdH e o potencial latente de edifícios existentes

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Diante do crescente reconhecimento da responsabilidade da arquitetura em relação às ecologias ambiental e planetária, a prática contemporânea se orienta cada vez mais para o trabalho com o que já existe—suas condições materiais, espaciais e históricas. Nesse cenário de mudança, a estética da arquitetura e do design concentra-se, progressivamente, na reformulação de ambientes herdados. Essa abordagem fundamenta o trabalho do SSdH, um escritório de arquitetura sediado em Melbourne, fundado em 2020 por Todd de Hoog, Harrison Smart e Jean-Marie Spencer. Atuando em diversas escalas de reforma, ampliação e inserção adaptativa, o estúdio dialoga constantemente com as edificações existentes, tratando-as como agentes ativos. Vencedor do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o escritório australiano prioriza a responsabilidade ambiental, a economia de materiais e processos colaborativos fundamentados nas condições específicas de cada local.

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7 masterplans não construídos que reimaginam os futuros urbanos por meio da ecologia e do espaço coletivo

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Raisio City Center / LUO Architects

Raisio, Finlândia

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