Situado no bairro de El Raval, em Barcelona, o Edifício de Escritórios Futurista desenvolvido pelo escritório SNOB Architects introduz um programa de escritórioscontemporâneo em um ambiente urbano consolidado e historicamente estratificado. Projetado pela equipe com sede em Lisboa e com conclusão prevista para 2026, o projeto compreende aproximadamente 12.000 metros quadrados de área bruta construída. A altura, a volumetria e as proporções do edifício são calibradas em resposta à malha urbana circundante, refletindo a escala das estruturas adjacentes ao mesmo tempo em que estabelecem uma linguagem arquitetônica contemporânea. Em vez de se apresentar como um objeto isolado, o projeto é concebido como parte integrante da cidade existente, contribuindo para a transformação gradual de El Raval por meio de uma abordagem arquitetônica controlada e atenta ao contexto.
As obras da nova sede global da NTT, uma importante empresa de tecnologia japonesa, foram oficialmente iniciadas em Tóquio. O projeto é um componente essencial do plano diretor Tokyo Cross Park da PLP Architecture, um empreendimento de revitalização urbana em grande escala na região metropolitana de Tóquio, anunciado pela primeira vez em 2022. Em 5 de dezembro de 2025, teve início a construção da primeira etapa do projeto, uma das quatro torres previstas no plano diretor. A NTT Hibiya Tower, projetada pela PLP Architecture e desenvolvida pela NTT Urban Development em parceria com a Tokyo Electric Power Company, é um edifício de uso misto com 230 metros de altura e 361.000 metros quadrados, constituindo o elemento central do Tokyo Cross Park Vision, que soma 1,1 milhão de metros quadrados. A PLP Architecture assina o projeto arquitetônico da torre, atuando também como autora do plano diretor e estrategista de placemaking do empreendimento.
O restauro do patrimônio histórico sempre foi um processo complexo que exige um equilíbrio delicado entre a preservação da integridade dos materiais históricos e a integração de técnicas contemporâneas que possam aumentar a precisão, a eficiência e a resiliência. Com o processo de restauração da Parliament Hill em Ottawa, capital do Canadá, essa interseção entre tradição e tecnologia está agora em plena evidência. O East Block (Bloco Leste), construído em 1865, oferece um exemplo contundente de como as ferramentas digitais podem apoiar os esforços de preservação patrimonial e contribuir para um ofício secular como o entalhe em pedra.
O ambiente construído da Índia tem, nos últimos anos, ganhado visibilidade por meio de um número crescente de projetos transformadores de arquitetura e infraestrutura. Cidades e povoados crescem em escala mais rapidamente a cada ano, apesar das crescentes preocupações com a volatilidade climática e econômica. O país tem demonstrado resiliência ao equilibrar a rápida urbanização com a escassez de recursos; um feito nada desprezível. As práticas arquitetônicas da Índia raramente se apoiam apenas na novidade; elas se estruturam sobre sistemas que existem há séculos. Por meio do especial Building for Billions, do ArchDaily, histórias recorrentes têm destacado a inteligência social e a capacidade adaptativa incorporadas a essas práticas, revelando uma arquitetura que opera menos como forma isolada e mais como infraestrutura.
No início de 2025, o fotógrafo Paul Clemence documentou o Kö-Bogen II, um complexo comercial e de escritórios projetado pelo escritório ingenhoven architects em Düsseldorf, na Alemanha. A série de fotos destaca a característica principal do edifício: sua vasta fachada verde, considerada uma das maiores da Europa. Conhecido como um "coração verde" e uma "montanha urbana", o edifício tornou-se um marco na cidade por conta de suas superfícies inclinadas cobertas por mais de 30.000 carpinos. Para Clemence, deparar-se com o edifício foi uma surpresa durante sua primeira visita a Düsseldorf, descrevendo a experiência como um encontro inesperado com uma "impressionante pirâmide verde".
"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no MOCAUP Shenzhen. Dezembro de 2025 - Abril de 2026. Imagem cortesia de MOCAUP
"Architecture of Possibility: Zaha Hadid Architects" no Museu de Arte Contemporânea e Planejamento Urbano (MOCAUP) em Shenzhen, na China, apresenta um panorama abrangente da evolução do trabalho do escritório Zaha Hadid Architects nas últimas décadas. Em cartaz até 10 de abril de 2026, a exposição é estruturada por meio de narrativas cronológicas e temáticas que destacam as metodologias de projeto e a pesquisa multidisciplinar do estúdio. A mostra, agora aberta ao público, apresenta o trabalho do escritório na região de Shenzhen e seu envolvimento com novas tecnologias de Inteligência Artificial. Destaque especial é dado à integração da inteligência artificial (IA), ferramentas de design imersivas e interativas e ambientes virtuais, que juntos formam um ecossistema de design digital em expansão.
A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.
Em grande parte da China, o concreto continua sendo o material de construção predominante. Apesar das crescentes preocupações com seu impacto ambiental, o concreto segue alinhado às prioridades de incorporadores e clientes — por ser rápido, econômico e altamente durável. Como resultado, a maioria das tipologias edilícias na China ainda depende fortemente desse material. Essa dependência é ainda mais reforçada pela posição do país como o maior produtor mundial de cimento Portland. Uma cadeia de suprimentos profundamente consolidada, enraizada na fabricação de matérias-primas e na infraestrutura econômica, garante que o concreto continue sendo a escolha padrão do setor da construção.
Historicamente, contudo, a arquitetura chinesa se desenvolveu sobre uma rica tradição de construção em madeira. A Cidade Proibida é um excelente exemplo: além de ser emblemática para o patrimônio arquitetônico do país, ela abriga uma das maiores e mais bem preservadas coleções de estruturas de madeira antigas do mundo. Esse legado levanta uma questão crucial: a construção em madeira tem um futuro viável e significativo na indústria contemporânea da construção na China?
O novo livro da Taschen, publicado em outubro de 2025, Tadao Ando. Sketches, Drawings, and Architectureapresenta uma exploração aprofundada do processo criativo do arquiteto japonêsTadao Ando, reunindo mais de 750 esboços, desenhos, maquetes e desenhos técnicos desenvolvidos ao longo de quase cinco décadas. Criado em estreita colaboração com o próprio Ando, o livro oferece uma visão rara de como suas ideias tomam forma, desde a imediatez dos primeiros traços a lápis até a precisão dos desenhos arquitetônicos que definem suas obras construídas. Por meio desses materiais, a publicação destaca o foco contínuo de Ando na relação entre a mão, o pensamento e o espaço.
O resumo desta semana foca em respostas concretas a desafios urbanos compartilhados, incluindo acessibilidade à habitação, resiliência de longo prazo e o papel da inovação cultural e material na formação das cidades. A seleção abrange medidas regulatórias que afetam os mercados habitacionais em cidades europeias, propostas residenciais de alta densidade e de renda mista em Nova York e grandes esforços de renovação e planejamento em Londres, Barcelona, Ulaanbaatar e Drammen. O compilado também destaca projetos construídos e baseados em pesquisas em Chicago, Buenos Aires, Las Vegas e Riade que exploram a construção circular, a reutilização adaptativa e novos modelos de infraestrutura cultural e pública. Juntos, esses projetos globais oferecem um panorama de como a arquitetura e o planejamento urbano enfrentam pressões imediatas ao mesmo tempo que estabelecem as bases para futuros urbanos mais resilientes e inclusivos em diversos contextos geográficos e culturais.
No momento em que este artigo é escrito, com a Síria emergindo de mais de uma década de conflitos, surge a oportunidade de redescobrir suas preciosidades arquitetônicas. Logo ao norte de Lataquia, a principal cidade portuária do país, ergue-se uma criação modernista: o Centro de Pesquisas Marinhas. Sua estrutura piramidal está situada em um promontório de destaque, cercado pelo mar em três lados. A leste, encontra-se uma baía com hotéis e praias, ao passo que ao norte e a oeste abre-se o Mar Mediterrâneo, que se estende até a Turquia e o Chipre. Apesar de sua relevância tanto como instituição científica quanto como obra arquitetônica, o edifício encontra-se hoje abandonado e isolado.
Trata-se de uma vasta zona rural que se espalha pelo planeta assumindo distintas expressões conforme o contexto — dos arrozais asiáticos aos assentamentos agrícolas africanos, das pequenas propriedades europeias aos latifúndios e comunidades agroextrativistas das Américas. Ainda assim, por trás dessa pluralidade, haveria algo que as une? E, sobretudo, como a arquitetura revelaria esse elo silencioso?
A City of London Corporation aprovou formalmente o plano de execução para a renovação do Barbican Centre, confirmando um investimento de £191 milhões para apoiar a primeira fase de cinco anos de um programa de transformação de longo prazo. Aprovada em dezembro de 2025, a decisão garante financiamento para grandes reparos, atualizações de infraestrutura e melhorias nos espaços públicos de todo o complexo, tombado como patrimônio de Grau II (Grade II-listed). Sujeitas à aprovação das licenças de planejamento, as grandes obras de construção estão programadas para começar em 2027, com a conclusão desta fase prevista para 2030, antes do 50º aniversário do Barbican. Para facilitar os trabalhos, a maior parte da programação interna do Centro será interrompida por cerca de um ano entre junho de 2028 e junho de 2029, enquanto as atualizações preparatórias, incluindo obras essenciais no Barbican Theatre, devem começar no início de 2026.
O escritório de arquitetura, desenho urbano e pesquisa sediado em Moscou, Meganom está próximo de concluir seu arranha-céu residencial na 262 Fifth Avenue, em Manhattan, na cidade de Nova York. Projetado para a incorporadora Five Points Development, o projeto remonta a 2015 e reúne uma equipe internacional que conta com o escritório Norm Architects no design de interiores, a SLCE Architects como escritório técnico responsável e a untitled architecture na supervisão arquitetônica e gerenciamento do projeto. Com 262 metros de altura (860 pés) distribuídos em 52 pavimentos, a torre abriga 26 unidades residenciais em uma área de aproximadamente 13.000 metros quadrados (140.000 pés quadrados) e busca inspiração conceitual na aeronáutica, concebendo os apartamentos como "prateleiras" elevadas que emolduram vistas panorâmicas da cidade.
Ao longo dos últimos anos, o discurso arquitetônico tem sido moldado pela emergência de novas vozes, territórios redescobertos e por um compromisso crescente com formas compartilhadas de conhecimento. Essas preocupações permanecem plenamente presentes em 2025 como debates contínuos que ganham cada vez mais densidade e nuance. Questões sobre quem produz arquitetura, a partir de quais contextos e sob quais condições continuam centrais, cada vez mais informadas por práticas que operam de forma coletiva, interdisciplinar e para além da autoria individual.
Essa continuidade se reflete em como a arquitetura é entendida menos como um objeto acabado e mais como um processo contínuo integrado a sistemas sociais, culturais e ambientais. Persistem as discussões sobre agência, participação e produção de conhecimento, acompanhadas de uma atenção contínua a contextos rurais, periféricos e historicamente marginalizados. Em vez de privilegiar uma única escala ou geografia, a arquitetura é abordada como uma prática que transita entre territórios, reconhecendo as condições desiguais que moldam como os espaços são projetados, construídos, mantidos e habitados.
Na arquitetura contemporânea, os espaços comerciais deixaram de ser apenas pontos de venda para se tornarem palcos onde identidade, imagem e experiência convergem. Lojas, showrooms e interiores de marcas funcionam frequentemente como laboratórios onde arquitetos/as experimentam com forma, material e luz, traduzindo narrativas corporativas em experiências espaciais. Nesse contexto, o/a arquiteto/a surge como um/a mediador/a do desejo, moldando atmosferas que guiam a percepção, evocam emoções e influenciam o comportamento de forma sutil. Esse papel revela uma complexa intersecção entre design e capitalismo: a criação de espaços que vendem não apenas produtos, mas também aspirações, estilos de vida e significados culturais. Ao transformar o comércio em uma performance arquitetônica, esses projetos convidam à reflexão sobre como a disciplina negocia sua própria agência em um mundo onde a visibilidade e a imagem se tornaram tão essenciais quanto a função.
O escritório OODA apresenta a House of Nassr, um novo complexo esportivo integrado projetado para o Al Nassr FC em Riade, na Arábia Saudita. Projetado como uma instalação abrangente voltada tanto ao desempenho esportivo quanto às operações do clube, o projeto reúne um centro de treinamento de alto rendimento, espaços administrativos e de mídia, instalações de apoio para atletas e áreas sociais, com um hotel previsto para uma segunda fase de desenvolvimento. O complexo ocupa uma área de aproximadamente 4.000 metros quadrados. Embora o projeto geral continue em andamento, a primeira fase foi concluída em 2025, marcando o primeiro projeto construído do OODA na Arábia Saudita.
Edifício de uso misto 5050 Gansevoort. Renderização do projeto. Imagem cortesia de Powerhouse Company
Em janeiro de 2025, o prefeito de Nova York e a New York City Economic Development Corporation (NYCEDC) anunciaram os próximos passos na reformulação da Gansevoort Square, um terreno de aproximadamente 6.130 metros quadrados (66.000 pés quadrados) localizado na Little West 12th Street, entre a Washington Street e a 10th Avenue, no Meatpacking District, em Manhattan. A revitalização da área visa integrar uma mistura de habitação acessível para os nova-iorquinos, novos espaços comerciais para moradores e visitantes, além de oportunidades para expandir o Whitney Museum of American Art e o High Line. A Solicitação de Propostas (RFP) delineou uma visão de até 600 unidades de habitação de renda mista, com a meta de que 50% do total de unidades fossem permanentemente acessíveis, além de espaço comercial no térreo. O escritório internacional de arquitetura Powerhouse Company revelou recentemente sua proposta para o concurso, superando essas exigências ao propor 1.000 residências de aluguel em uma torre superalta (supertall), sendo metade de habitações acessíveis e metade a preço de mercado, distribuídas igualmente ao longo de toda a altura do edifício.
A seleção deste ano das melhores casas latino-americanas reúne tanto renovações quanto projetos construídos do zero, abarcando reinterpretações de técnicas construtivas locais e respostas arquitetônicas inovadoras. As obras estão situadas em uma ampla variedade de contextos, desde ambientes urbanos densos até paisagens rurais e litorâneas isoladas.
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Vencedor do Primeiro Prêmio: Edge of presence. Imagem cortesia de Buildner
A Buildner anunciou os resultados do Re-Form: New Life for Old Spaces, um concurso internacional de ideias que investiga o reuso adaptativo de edificações existentes em pequena escala. O certame convidou profissionais de arquitetura e design a propor transformações de estruturas usadas, abandonadas ou negligenciadas com uma área de implantação aproximada de 250 metros quadrados, localizadas em qualquer parte do mundo. Sem terreno ou programa predefinidos, estimulou-se a busca por alternativas à demolição e a novas construções por meio de estratégias de reuso fundamentadas em preocupações sociais e ambientais contemporâneas.
Por ser um concurso de formato aberto, o Re-Form priorizou a sustentabilidade, a viabilidade e o impacto comunitário em detrimento de restrições formais ou tipológicas. As propostas enviadas variaram de inserções urbanas precisas a intervenções rurais mais especulativas, refletindo uma ampla gama de abordagens no trabalho com o tecido preexistente. Muitos projetos focaram em como espaços limitados e, frequentemente, marginais poderiam ser reativados para viabilizar novas formas de uso coletivo, respondendo simultaneamente a condicionantes materiais, climáticas e ecológicas.
O Congresso Mundial de Arquitetos da UIA é um evento internacional de debate arquitetônico organizado pela União Internacional de Arquitetos (UIA), uma organização não governamental que reúne associações nacionais de arquitetos/as de mais de 100 países, representando mais de um milhão de profissionais. O primeiro Congresso de Arquitetos/as da UIA, que também marcou a fundação da instituição, foi realizado em Lausanne em 1948, durante o período de reconstrução do pós-guerra. Desde então, os congressos da UIA acontecem a cada três anos em uma cidade diferente de um país membro, consolidando-se como o principal evento periódico da organização. Em 2026, o Congresso será realizado em Barcelona e, consequentemente, a UNESCO declarou a cidade como a Capital Mundial da Arquitetura de 2026. Cada edição do evento foca em uma questão fundamental para a profissão, articulada por meio de um tema central. Entre os temas recentes estão Copenhague 2023: "Futuros Sustentáveis. Não deixar ninguém para trás" e Rio 2020–2021: "Todos os mundos. Um só mundo." O tema de 2026 será "Becoming. Architectures for a Planet in Transition" (Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição), reunindo figuras de destaque do pensamento e da prática arquitetônica contemporânea para um panorama amplo e crítico sobre os futuros possíveis da arquitetura.
Em toda a América Latina, a reforma tem se concentrado menos na mera preservação e mais na resposta às mudanças nos modos de vida. Em vez de congelar os edifícios no tempo, muitos projetos contemporâneos trabalham com estruturas existentes para adaptá-las a novas rotinas domésticas, dinâmicas sociais e necessidades espaciais. Por meio de alterações estratégicas de materiais, composição, cor e luz, essas intervenções reinterpretam os espaços cotidianos, mantendo uma forte conexão com seu contexto original.
Nesse processo, casas e apartamentos tornam-se palcos de transformação onde o fluxo, a continuidade e os espaços compartilhados são cuidadosamente reconsiderados. A reforma funciona como uma ferramenta arquitetônica precisa, que prioriza a iluminação natural, a abertura e a flexibilidade para acolher a vida cotidiana em constante evolução. Em vez de impor novas formas, esses projetos reaproveitam o que já existe, alinhando as decisões espaciais aos hábitos e rituais de quem neles habita.