A história arquitetônica das cidades norte-americanas no século XX é frequentemente caracterizada pela busca da renovação urbana. Nos Estados Unidos, Boston, Portland e San Francisco são apenas alguns exemplos de momentos em que governos municipais priorizaram a infraestrutura viária de alta velocidade em detrimento do tecido urbano existente. No Canadá, Montreal teria seguido essa mesma trajetória não fosse a intervenção de diversas figuras ao longo de sua história, mais notavelmente Blanche Lemco van Ginkel (1923–2022). Planejadora e arquiteta formada em Harvard, ela, juntamente com seu marido Sandy Van Ginkel, defendeu a preservação do patrimônio urbano ao mesmo tempo em que aplicava os princípios da infraestrutura modernista.
Após explorarmos a adaptabilidade em escala urbana, direcionamos agora o foco para o edifício em si — e, fundamentalmente, para a prática profissional. Como arquitetos/as, incorporadores/as e consultores/as podem consolidar a adaptabilidade como um resultado mensurável e convencional? Essa questão estará em pauta na Adaptable Building Conference (ABC) no dia 22 de janeiro, no Nieuwe Instituut, em Roterdã, onde arquitetos/as, engenheiros/as, formuladores/as de políticas e lideranças do setor debaterão o potencial dos edifícios adaptáveis — e como viabilizá-los em larga escala.
Aliando estética, desempenho e versatilidade, a HIMACS se consolida como a superfície sólida de escolha para muitos/as arquitetos/as e designers. Dando um passo além, toda a linha padrão de cubas e lavatórios HIMACS agora conta oficialmente com a certificação SCS, contendo no mínimo 8% de conteúdo reciclado pré-consumo. Essa certificação eleva o apelo técnico e visual do material ao oferecer uma opção mais sustentável sem comprometer a qualidade ou a funcionalidade.
De bancadas de banheiro com cubas integradas a ilhas de cozinha com pias embutidas rente à superfície, os formatos HIMACS oferecem um equilíbrio perfeito entre estilo e função. Cada componente se integra perfeitamente à superfície HIMACS ao redor, criando um acabamento contínuo e sem rejuntes que é, ao mesmo tempo, elegante e fácil de manter.
Render de Qalandiya. Imagem cortesia de RIWAQ – Centre for Architectural Conservation
Qalandiya: the Green Historic Maze, desenvolvido pelo RIWAQ – Centre for Architectural Conservation, foi premiado com o Grande Prêmio no Holcim Foundation Awards 2025, em reconhecimento à sua abordagem sensível e profundamente contextualizada de conservação do patrimônio na Palestina, sendo selecionado entre os 20 vencedores da edição deste ano. Localizado em Qalandiya, ao norte de Jerusalém, o projeto reativa o centro histórico de uma vila há muito afetada pela fragmentação política, pelo abandono e pela desconexão espacial. Por meio de uma estratégia de reabilitação gradual, o projeto restaura estruturas deterioradas utilizando conhecimentos tradicionais, alvenaria de pedra local e materiais nativos, transformando o tecido abandonado em espaços públicos ativos, ao mesmo tempo que reforça a resiliência ambiental por meio de estratégias climáticas passivas e infraestrutura baseada na paisagem.
Malabo serviu como capital da Guiné Equatorial desde a independência do país da Espanha, em 12 de outubro de 1968, até 2 de janeiro de 2026, quando um decreto promulgado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo oficializou a transferência da capital para Ciudad de la Paz ("Cidade da Paz"), localizada na província de Djibloho. Obiang formalizou a mudança como parte de uma reorganização territorial planejada há bastante tempo. Embora a antiga capital continue a ser um polo econômico importante na ilha de Bioko, Ciudad de la Paz foi concebida como uma capital planejada na porção continental da África. A iniciativa de transferir a capital remonta a 2008, com o início das obras em 2011. A nova capital, também chamada de Djibloho (em referência à província) ou Oyala, é apresentada pelo governo como um esforço de descentralização para melhorar a acessibilidade em todo o território nacional.
As instituições culturais representam um campo ativo para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas continuam a questionar o papel dos edifícios públicos na configuração da vida urbana. Nesta edição do Unbuilt, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma série de projetos que abordam museus, centros de exposições e edifícios diplomáticos como locais de encontro público. Em vez de tratar esses programas como tipologias rígidas, essas propostas os abordam como cenários espaciais em constante evolução, por meio dos quais as cidades se relacionam com a história, o conhecimento e a representação.
Em diferentes geografias, de Wenzhou e Helsinque a Belgrado, Debrecen, Cidade do México e Nuremberg, as propostas exploram distintas respostas à arquitetura cultural contemporânea. Elas variam desde a reutilização adaptativa de estruturas industriais e ideológicas até novos edifícios integrados a frentes marítimas, parques e bairros residenciais. Enquanto algumas propostas enfatizam a continuidade com os contextos históricos, outras experimentam estruturas mais leves, estratégias ambientais ou novas relações entre as atividades internas e o espaço público. Juntas, oferecem um panorama de como as instituições culturais estão sendo reimaginadas em diversas condições urbanas.
Courtesy of The Royal Commission for AlUla | Rana Haddad + Pascal Hachem Reveries, Desert X AlUla 2024
A arquitetura e o design entram em 2026 em um momento de experimentação renovada, reflexão ambiental urgente e ampliação do diálogo global sobre o ambiente construído. À medida que as cidades enfrentam pressões relacionadas à adaptação climática, às transformações demográficas e às mudanças tecnológicas, o calendário internacional deste ano oferece um retrato de como a disciplina vem respondendo a esses desafios — de forma criativa, crítica e coletiva. Entre bienais consolidadas e plataformas recém-criadas, os eventos de 2026 evidenciam o papel da arquitetura tanto como registro das transformações do nosso tempo quanto como agente ativo na construção de futuros mais equitativos e sustentáveis.
As seleções de Cor do Ano de 2026 revelam uma transição em direção a paletas matizadas e sobrepostas, além de uma sutil tranquilidade espacial, distanciando-se de tons de terra saturados de previsões anteriores. A tonalidade Cloud Dancer, da Pantone, um branco suave, estabelece uma base de clareza e simplicidade. Por sua vez, a Sherwin-Williams e a C2 Paint destacam a versatilidade dos neutros de tom médio e ocres suaves, enfatizando a autenticidade dos materiais e a adaptabilidade em diferentes superfícies e condições de iluminação interna. Já a Benjamin Moore e a Graham & Brown exploram matizes mais profundos e atmosféricos que equilibram subtons quentes e frios, enquanto Behr, Valspar e AkzoNobel introduzem verdes suaves e tons azulados que visam criar interiores restauradores, serenos e visualmente envolventes.
Renderização aérea do novo estádio do Manchester United. Imagem cortesia de Foster + Partners
Ao longo de 2025, foram anunciados diversos projetos de infraestrutura esportiva que continuam em nosso radar, com conclusão prevista, em sua maioria, entre 2028 e 2030. Localizados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e América do Norte, esses projetos refletem estratégias contemporâneas de masterplans para a transformação de grandes arenas esportivas em seus contextos urbanos. Muitos dos estádios foram projetados como parte de estruturas mais amplas de requalificação urbana que incluem novos espaços públicos, programas de uso misto, instalações para eventos e melhorias de mobilidade, em vez de surgirem como estruturas isoladas. Projetos liderados por escritórios internacionais como Populous, Foster + Partners, Heatherwick Studio, OMA, Gensler, AFL Architects e VUILD ilustram uma variedade de respostas arquitetônicas, urbanísticas e de infraestrutura para o papel em constante evolução dessas grandes instalações esportivas.
O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:
Nos últimos anos, a alimentação assumiu um papel renovado na arquitetura, não apenas como um programa ou tipologia, mas como uma prática espacial compartilhada. Para além do design de restaurantes ou de espaços de refeição, as áreas destinadas ao comer coletivo são cada vez mais compreendidas como ambientes onde a presença, o ritual e o tempo se cruzam, permitindo que as pessoas se reúnam, permaneçam e coexistam. Nesses contextos, o ato de comer não ocorre apenas dentro de um espaço; ele o molda ativamente, transformando temporariamente ambientes comuns, emprestados ou improvisados em locais de troca.
Essa mudança é visível em uma ampla gama de projetos construídos, instalações e espaços comunitários que utilizam as refeições coletivas como meio de aproximar as pessoas. Iniciativas como o Fondo Supper Club estruturam o ato de jantar como uma plataforma social, usando a comida para conectar artistas, designers e comunidades locais por meio do diálogo e da colaboração. Da mesma forma, a sit.feast, apresentada durante a Semana de Design de Milão de 2024, abordou a mesa como uma instalação espacial na qual sentar-se e comer juntos se tornaram os meios primordiais para a produção coletiva do espaço.
Wonder Cabinet / AAU ANASTAS. Imagem cortesia de AAU ANASTAS
Entre os vencedores do Prêmio Aga Khan de 2025 está o escritório AAU Anastas com o seu projeto Wonder Cabinet, na Palestina, cujo objetivo central é servir como um refúgio para a cultura e a criatividade e como uma ponte entre o design e a produção. Para além deste projeto expressivo, o AAU Anastas — que opera a partir de escritórios em Belém, na Palestina, e em Paris, na França — construiu um amplo portfólio desde 2015. Entre suas obras notáveis estão o Dar Al Majous, uma restauração em Belém que desafia as fronteiras entre as esferas doméstica e pública; o Tribunal de Tulkarm (2015), um de seus primeiros projetos, que redefiniu o caráter cívico e o convívio social em um terreno de esquina proeminente em Tulkarm; e The Flat Vault, uma intervenção comercial que adiciona uma abóbada de pedra justaposta a uma loja monástica existente, vinculada a uma igreja construída no século XII pelos Cruzados.
Em meio a essas obras de forte impacto, o Wonder Cabinet provavelmente atraiu a atenção do júri não apenas por sua execução refinada e complexidade espacial em camadas, mas também por sua operação como uma plataforma socialmente geradora — dissolvendo a fronteira entre infraestrutura social e arquitetura. Concebido para apoiar a cultura, a criatividade, o design e a produção, o edifício aspira acolher profissionais da arquitetura, do design, da gastronomia, do artesanato e das artes visuais e sonoras, entre outras áreas. De maneira significativa, o projeto impulsiona o espírito articulado pelo júri de 2025, que caracterizou este ciclo como um ano de fomento à resiliência e ao otimismo por meio do design, demonstrando como a arquitetura pode atuar, simultaneamente, como catalisadora de comunidades e de iniciativas empreendedoras.
A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.
O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.
Com abertura prevista para 19 de janeiro de 2026, o Sydney Fish Market é o primeiro projeto concluído dentro da revitalização mais ampla de Blackwattle Bay, no porto interno de Sydney. Projetado pelo escritório 3XN em colaboração com o BVN e o Aspect Studios, e construído pela Multiplex, o complexo desenvolvido sob medida substitui o antigo mercado por uma estrutura contemporânea que combina um mercado atacadista de peixes em operação com comércio, gastronomia e espaços públicos à beira-mar. Localizado a aproximadamente 1,6 quilômetro a sudoeste do centro financeiro de Sydney, o projeto ressignifica um dos maiores mercados de peixes do mundo em volume, transformando-o em uma infraestrutura ativa e, ao mesmo tempo, em um destino cívico.
O modernismo indiano é frequentemente narrado sob uma perspectiva restrita: um punhado de instituições icônicas, grandes arquitetos/as e experimentos formais radicais que passaram a simbolizar as aspirações pós-independência da nação. No entanto, essa versão da história ignora um acervo muito maior de arquitetura modernista que, silenciosamente, moldou a vida cotidiana em todo o país. Para além de campi célebres e edifícios canônicos, existe uma paisagem vasta e dispersa de blocos habitacionais, escritórios, alojamentos, hospitais, mercados e vilas operárias — estruturas que foram projetadas para funcionar e durar.
Ambos os livros são um registro inédito de arquiteturas de terra no vale do Loncomilla, no Chile, destacando mais de 40 obras que evidenciam as possibilidades desse modo de construir como uma alternativa real e sustentável.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093785/arquitetura-de-terra-no-chile-com-soledad-diaz-de-la-fuente-e-robert-newcombeArchDaily Team
Analisar com mais profundidade a interação entre luz e sombra na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de muitos/as profissionais da área. Espaços de luz e escuridão são concebidos para potencializar a circulação e a direcionalidade espacial, bem como para destacar as cores, texturas e formas de elementos arquitetônicos específicos. Diante disso, o impacto da luz natural nas fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver estratégias que promovam a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços internos e contribuam para a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneiras o seu poder poderia contribuir para a experiência arquitetônica?
https://www.archdaily.com.br/pt/1093854/vagas-em-xangai-yeas-design-contrata-especialista-de-produto-planejador-a-de-exposicoes-designer-de-espaco-assistente-administrativo-a-estagiario-a韩爽 - HAN Shuang
O ano que passou marcou um momento decisivo na evolução do ArchDaily: um ano de recalibração, intencionalidade e um renovado propósito editorial.
Em um panorama de mídia cada vez mais veloz e saturado, aproveitamos a oportunidade para fazer perguntas fundamentais: O que a mídia de arquitetura precisa ser hoje? Quais responsabilidades carregamos como uma plataforma global? E de que maneira podemos contribuir significativamente para uma profissão que atravessa transformações sociais, ambientais e culturais?
Ao nos aprofundarmos nessas reflexões, assumimos plenamente o nosso papel, definindo com maior clareza a identidade do ArchDaily e a sua forma de atuar.
A Comissão Europeia e a Fundació Mies van der Rohe anunciaram as 40 obras selecionadas para a lista de finalistas do Prêmio de Arquitetura Contemporânea da União Europeia de 2026 – Mies van der Rohe Awards, escolhidas entre um total de 410 indicações. A seleção reúne projetos de 18 países e 36 cidades, oferecendo um panorama da produção arquitetônica contemporânea na Europa. Entre as obras selecionadas, a França conta com nove projetos, seguida pela Espanha com sete e pela Dinamarca com quatro, estando os demais projetos distribuídos por uma ampla gama de contextos europeus. Os finalistas serão anunciados em fevereiro de 2026, e os vencedores serão revelados em abril de 2026, antes do EUmies Awards Days, em maio.
O compilado de notícias desta semana reúne discussões atuais sobre espaço público e coletivo, infraestrutura cultural e transformação urbana de longo prazo em diversos contextos geográficos. Desde modelos de gestão compartilhada que redefinem a propriedade do espaço público em cidades como Paris e Nova York, até iniciativas de grande escala impulsionadas por eventos vinculadas a Milano Cortina 2026 e ao Fórum Urbano Mundial em Baku, os projetos e iniciativas selecionados destacam a interseção entre governança, cultura e infraestrutura na prática contemporânea. Esses temas são aprofundados por meio de uma combinação de processos de planejamento estratégico, incluindo esforços internacionais de planejamento experimental no norte de Lviv, e projetos construídos nas áreas de educação, cultura e arquitetura temporária — desde uma nova instalação de ensino odontológico em Blantyre, no Malawi, até espaços culturais restaurados e recém-inaugurados nos Estados Unidos e em Taiwan, além de intervenções de reutilização adaptativa apresentadas na Bienal de Arquitetura de Chicago. Os exemplos internacionais delineiam um panorama arquitetônico moldado pelo reuso, pelo engajamento público e pelo papel em evolução do design na resposta a estruturas sociais, culturais e institucionais.
Cortesia de [applied] Foreign Affairs, Institute of Architecture, University of Applied Arts Vienna
Muito antes de a arquitetura assumir a forma de paredes, coberturas ou cidades, ela reunia as pessoas em torno do fogo. A simples fogueira foi um dos primeiros dispositivos espaciais da humanidade: um lugar de calor, alimento, contação de histórias e rituais. Ao seu redor, o espaço tomava forma pela proximidade, e não pelo fechamento; pela presença compartilhada, e não pelo uso prescrito. O fogo organizava os corpos em círculo, promovia alianças e transformava a sobrevivência em vida coletiva. Hoje, essa lógica ancestral persiste: a arquitetura tem o potencial de aproximar as pessoas não ao ditar como devem se reunir, mas ao criar as condições que tornam possível o estar junto.
Este mês, o ArchDaily explora Estar Junto e a Criação do Lugar, um tema que examina a arquitetura como um suporte para a inclusão, o cuidado e o pertencimento. O tema se alinha à primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, prêmio que aborda o cuidado sob uma perspectiva coletiva, concentrando-se em espaços que estimulam melhores formas de convivência. Olhando além dos espaços de encontro icônicos, a cobertura editorial considera ambientes do cotidiano — de mercados públicos e mesas coletivas a praças de bairro, terceiros lugares, contextos domésticos e ambientes digitais ou híbridos de convivência remota. Em vez de tratar o estar junto como um programa rígido, o especial questiona como o desenho do espaço pode apoiar a abertura, a diversidade e a vida coletiva sem impor formas homogêneas de encontro.