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Banquete Urbano no Meio-Fio: A Gastronomia do Terceiro Espaço em Hong Kong

Em cidades de todo o mundo, a arquitetura se desdobra continuamente na escala das pessoas e das comunidades — não apenas por meio de novos edifícios, reformas ou obras monumentais. Os "terceiros espaços" são especialmente reveladores. Considere o universo culinário à beira da calçada: a forma como sentar-se, servir e permanecer ocupa o limite da rua frequentemente revela os códigos culturais e os hábitos espaciais de uma cidade. Que formas de alimentação e habitação surgiram em resposta ao clima local, às regulamentações e aos costumes sociais — e como elas evoluíram ao longo do tempo?

Em partes da Europa, por exemplo, o al fresco na Itália e o en terrasse na França denominam formas culturalmente específicas de comer em público, trazendo a refeição para o campo urbano — em sintonia com o clima, o ar livre e a sociabilidade passiva de observar quem passa. Desde a COVID-19, Nova York expandiu de forma semelhante as refeições ao ar livre, refletindo um desejo impulsionado pela comunidade de interagir com a paisagem da rua enquanto se come — um "terceiro lugar" cotidiano, ao nível da rua, inserido em uma metrópole densa.

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Escavando o Solo: Arquitetura e a Política do Subterrâneo

Sob a superfície visível das cidades jaz uma arquitetura invisível. Metrôs, túneis, sistemas de água, cabos de dados e bunkers formam uma rede densa que sustenta a vida urbana enquanto permanece, em grande parte, invisível. O solo sob nossos pés não é um vazio, mas um território complexo que abriga as infraestruturas, memórias e ansiedades de nossa época. Nos últimos anos, à medida que a terra se torna escassa e as pressões climáticas se intensificam, arquitetos/as e urbanistas voltaram seus olhares para baixo, redescobrindo o subterrâneo como uma fronteira tanto física quanto conceitual. Projetar no subsolo significa engajar-se com os mecanismos invisíveis que moldam o mundo acima.

O subterrâneo há muito tempo é um espaço de interseção entre arquitetura, política, tecnologia e crença. Das catacumbas de Roma aos metrôs industriais da modernidade, o ato de descer simboliza tanto a proteção quanto a exposição. O urbanismo do século XX transformou esse gesto em sistema: metrôs, abrigos e serviços públicos redefiniram o corte urbano como um instrumento de governança. Sob a promessa de eficiência e progresso, o subsolo absorveu as ansiedades de uma era de guerra, vigilância e colapso. Sua evolução revela não apenas como as sociedades constroem, mas também como temem.

Hoje, o solo se tornou a nova fronteira da expansão urbana e da adaptação ecológica. À medida que infraestruturas digitais, sistemas de energia e amortecedores climáticos migram para baixo do nível do solo, a arquitetura confronta um espaço que é ao mesmo tempo técnico e metafísico — essencial, porém marginal; invisível, porém decisivo. Pensar em cortes, e não em planta, é reconhecer que as cidades contemporâneas não existem mais apenas em suas silhuetas, mas também em suas profundezas. O desafio para a arquitetura não é apenas ocupar esse espaço, mas torná-lo legível, transformar o invisível em conhecimento e o oculto em um novo território de projeto.

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Prêmio UIA 2030 anuncia os finalistas regionais de seu terceiro ciclo em cinco regiões globais

A União Internacional de Arquitetos (UIA), em parceria com a ONU-Habitat, divulgou os resultados da Etapa 1 do terceiro ciclo do Prêmio UIA 2030, revelando os projetos selecionados como Finalistas Regionais. Os trabalhos finalistas foram selecionados a partir de propostas de todas as cinco regiões globais da UIA e avançarão para a segunda etapa de avaliação. Criada em consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU, a estrutura do prêmio posiciona o ambiente construído dentro de discussões mais amplas sobre o desenvolvimento urbano sustentável e objetivos políticos globais.

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Expansão do New Museum projetada pelo OMA será inaugurada em 21 de março com exposição sobre a humanidade

O New Museum é o único museu em Nova York dedicado exclusivamente à arte contemporânea. Desde seu início como um escritório de uma única sala na Hudson Street até a inauguração de seu primeiro edifício próprio e independente na Bowery, projetado pelo SANAA em 2007, a instituição evoluiu para se tornar um centro de exposições, pesquisa e documentação sobre artistas internacionais vivos. Em 2017, Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas, do OMA, foram selecionados para projetar a expansão do New Museum. As primeiras imagens do projeto foram divulgadas em 2019. No dia 13 de janeiro, o museu anunciou que sua expansão de cerca de 5.570 metros quadrados (60.000 pés quadrados), projetada em colaboração com o escritório Cooper Robertson, será inaugurada em 21 de março de 2026, com uma exposição que explora a própria definição de humanidade.

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Lista de finalistas do Prêmio Mies da UE e a fachada fluida do MVRDV em Pequim: O resumo da semana

Abrangendo múltiplas geografias e escalas, as notícias de arquitetura desta semana refletem debates contínuos sobre planejamento de longo prazo, estruturas institucionais e o papel público da arquitetura.

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Zaha Hadid Architects dá início às obras do Aeroporto Internacional de Bishoftu para a Ethiopian Airlines em Adis Abeba

Foram iniciadas as obras do novo Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA), projetado pelo escritório Zaha Hadid Architects para o Ethiopian Airlines Group. O primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali, lançou a pedra fundamental na cerimônia de início das obras no sábado, 10 de janeiro de 2026. O novo aeroporto ficará localizado a aproximadamente 40 quilômetros ao sul da capital etíope, Adis Abeba, e está planejado para se tornar o maior aeroporto da África. A primeira fase do projeto foi dimensionada para atender 60 milhões de passageiros/as por ano. As fases subsequentes deverão aumentar a capacidade para até 110 milhões de passageiros/as anuais, contando com quatro pistas e estacionamento para 270 aeronaves — mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto da Etiópia, segundo declarações do primeiro-ministro.

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Projetando o Mercado Público: Arquitetura para Encontro, Trocas e Pertencimento

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A criação de um lugar não é, em princípio, algo difícil; basta que as pessoas se reúnam em um local fixo e regular para um propósito ou atividade, e um espaço passa a existir. Isso não desconsidera o fato de que um elemento físico precisa acompanhar esse encontro para que o espaço se torne acolhedor, receptivo e atraente. Essa ideia de um espaço que surge a partir de uma intenção pode ser vista claramente em uma das funções mais antigas da humanidade: os mercados de alimentos e produtos locais.

Para que um mercado exista, o elemento arquitetônico pode ser tão simples quanto uma cobertura leve, que abrigue os/as comerciantes e ofereça um limite implícito ao lugar, ou pode ser tão engenhoso quanto a reutilização adaptativa de um edifício ou terreno existente para atender a novas necessidades. Por fim, pode ser uma estrutura temporária e leve, montada para determinados eventos ou necessidades e depois desmontada para ser utilizada em outro lugar ou para outros fins.

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Compósitos Circulares: Projetando para um Futuro Sustentável

A busca por materiais mais resistentes, leves e duráveis orienta a arquitetura muito antes do surgimento dos polímeros ou das fibras de carbono. Um dos primeiros exemplos em grande escala de materiais compósitos está na Grande Muralha da China, onde pedras, tijolos de argila e fibras orgânicas, como juncos e galhos de salgueiro, foram combinados para criar uma estrutura resiliente e duradoura. Essas técnicas primitivas revelam uma intuição atemporal: quando combinados de maneira cuidadosa, materiais distintos geram propriedades impossíveis de serem alcançadas por um único elemento. Diante das urgentes pressões ecológicas que o setor da construção enfrenta, essa intuição é revisitada sob a ótica da sustentabilidade, com arquitetos/as e engenheiros/as explorando compósitos de base biológica, reciclados e híbridos projetados não apenas pelo desempenho, mas também pela circularidade e responsabilidade ambiental.

Snøhetta e BIAD dão início às obras do novo Museu de Arte de Pequim em Tongzhou

Snøhetta, em colaboração com o Beijing Institute of Architectural Design (BIAD), venceu o concurso internacional para projetar o Museu de Arte de Pequim no distrito de Tongzhou, em Pequim. O início oficial das obras ocorreu em 31 de dezembro de 2025, com conclusão e abertura ao público previstas para 2029. Concebido como um novo marco para a região leste da cidade, o museu fará parte da estratégia de desenvolvimento cultural e cívico de Tongzhou como subcentro de Pequim. O projeto marca a segunda grande comissão cultural do Snøhetta na capital chinesa, sucedendo a Biblioteca de Pequim, inaugurada em 2023 e que, desde então, tornou-se uma referência fundamental para a arquitetura cívica contemporânea na cidade.

CRA–Carlo Ratti Associati e Italo Rota transformam o Arquivo de Fibra de Carbono da MAE em um museu interativo na Itália

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Um novo museu dedicado à ciência da fibra de carbono foi inaugurado em Fiorenzuola d'Arda, Itália, em 17 de dezembro de 2025. O projeto remonta a 2021 e foi desenhado pelo escritório CRA–Carlo Ratti Associati em colaboração com o falecido arquiteto italiano Italo Rota. Encomendado pela MAE, fabricante de equipamentos para a produção de fibra de carbono, o projeto transforma um dos maiores acervos do mundo sobre fibra de carbono em um museu dinâmico, unindo a pesquisa à preservação arquivística e convertendo o arquivo em um espaço de exploração interativa. O projeto é descrito pela equipe de projeto como um "museu vivo", um lugar para ler, indagar e conectar ideias.

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Salvando o tecido urbano: Blanche Lemco van Ginkel e a preservação da Velha Montreal

A história arquitetônica das cidades norte-americanas no século XX é frequentemente caracterizada pela busca da renovação urbana. Nos Estados Unidos, Boston, Portland e San Francisco são apenas alguns exemplos de momentos em que governos municipais priorizaram a infraestrutura viária de alta velocidade em detrimento do tecido urbano existente. No Canadá, Montreal teria seguido essa mesma trajetória não fosse a intervenção de diversas figuras ao longo de sua história, mais notavelmente Blanche Lemco van Ginkel (1923–2022). Planejadora e arquiteta formada em Harvard, ela, juntamente com seu marido Sandy Van Ginkel, defendeu a preservação do patrimônio urbano ao mesmo tempo em que aplicava os princípios da infraestrutura modernista.

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Frágil por Design: Como os edifícios podem ser projetados para durar mais que seu propósito original?

Após explorarmos a adaptabilidade em escala urbana, direcionamos agora o foco para o edifício em si — e, fundamentalmente, para a prática profissional. Como arquitetos/as, incorporadores/as e consultores/as podem consolidar a adaptabilidade como um resultado mensurável e convencional? Essa questão estará em pauta na Adaptable Building Conference (ABC) no dia 22 de janeiro, no Nieuwe Instituut, em Roterdã, onde arquitetos/as, engenheiros/as, formuladores/as de políticas e lideranças do setor debaterão o potencial dos edifícios adaptáveis — e como viabilizá-los em larga escala.

Uma adição responsável: Formas HIMACS obtêm certificação SCS para conteúdo reciclado

Aliando estética, desempenho e versatilidade, a HIMACS se consolida como a superfície sólida de escolha para muitos/as arquitetos/as e designers. Dando um passo além, toda a linha padrão de cubas e lavatórios HIMACS agora conta oficialmente com a certificação SCS, contendo no mínimo 8% de conteúdo reciclado pré-consumo. Essa certificação eleva o apelo técnico e visual do material ao oferecer uma opção mais sustentável sem comprometer a qualidade ou a funcionalidade.

De bancadas de banheiro com cubas integradas a ilhas de cozinha com pias embutidas rente à superfície, os formatos HIMACS oferecem um equilíbrio perfeito entre estilo e função. Cada componente se integra perfeitamente à superfície HIMACS ao redor, criando um acabamento contínuo e sem rejuntes que é, ao mesmo tempo, elegante e fácil de manter.

"Cheio de gente e vivo mais uma vez": Em conversa com o RIWAQ – Centro de Conservação Arquitetônica, vencedor do Grande Prêmio do Holcim Award

Qalandiya: the Green Historic Maze, desenvolvido pelo RIWAQ – Centre for Architectural Conservation, foi premiado com o Grande Prêmio no Holcim Foundation Awards 2025, em reconhecimento à sua abordagem sensível e profundamente contextualizada de conservação do patrimônio na Palestina, sendo selecionado entre os 20 vencedores da edição deste ano. Localizado em Qalandiya, ao norte de Jerusalém, o projeto reativa o centro histórico de uma vila há muito afetada pela fragmentação política, pelo abandono e pela desconexão espacial. Por meio de uma estratégia de reabilitação gradual, o projeto restaura estruturas deterioradas utilizando conhecimentos tradicionais, alvenaria de pedra local e materiais nativos, transformando o tecido abandonado em espaços públicos ativos, ao mesmo tempo que reforça a resiliência ambiental por meio de estratégias climáticas passivas e infraestrutura baseada na paisagem.

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Guiné Equatorial transfere sua capital de Malabo para Ciudad de la Paz, na parte continental da África Central

Malabo serviu como capital da Guiné Equatorial desde a independência do país da Espanha, em 12 de outubro de 1968, até 2 de janeiro de 2026, quando um decreto promulgado pelo presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo oficializou a transferência da capital para Ciudad de la Paz ("Cidade da Paz"), localizada na província de Djibloho. Obiang formalizou a mudança como parte de uma reorganização territorial planejada há bastante tempo. Embora a antiga capital continue a ser um polo econômico importante na ilha de Bioko, Ciudad de la Paz foi concebida como uma capital planejada na porção continental da África. A iniciativa de transferir a capital remonta a 2008, com o início das obras em 2011. A nova capital, também chamada de Djibloho (em referência à província) ou Oyala, é apresentada pelo governo como um esforço de descentralização para melhorar a acessibilidade em todo o território nacional.

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De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública

As instituições culturais representam um campo ativo para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, refletindo como arquitetos e arquitetas continuam a questionar o papel dos edifícios públicos na configuração da vida urbana. Nesta edição do Unbuilt, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma série de projetos que abordam museus, centros de exposições e edifícios diplomáticos como locais de encontro público. Em vez de tratar esses programas como tipologias rígidas, essas propostas os abordam como cenários espaciais em constante evolução, por meio dos quais as cidades se relacionam com a história, o conhecimento e a representação.

Em diferentes geografias, de Wenzhou e Helsinque a Belgrado, Debrecen, Cidade do México e Nuremberg, as propostas exploram distintas respostas à arquitetura cultural contemporânea. Elas variam desde a reutilização adaptativa de estruturas industriais e ideológicas até novos edifícios integrados a frentes marítimas, parques e bairros residenciais. Enquanto algumas propostas enfatizam a continuidade com os contextos históricos, outras experimentam estruturas mais leves, estratégias ambientais ou novas relações entre as atividades internas e o espaço público. Juntas, oferecem um panorama de como as instituições culturais estão sendo reimaginadas em diversas condições urbanas.

De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública - Image 10 of 4De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública - Image 13 of 4De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública - Image 26 of 4De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública - Image 12 of 4De Wenzhou a Nuremberg: 7 projetos culturais não construídos que imaginam a vida pública - Mais Imagens+ 37

A agenda da arquitetura: por dentro dos principais eventos de 2026

A arquitetura e o design entram em 2026 em um momento de experimentação renovada, reflexão ambiental urgente e ampliação do diálogo global sobre o ambiente construído. À medida que as cidades enfrentam pressões relacionadas à adaptação climática, às transformações demográficas e às mudanças tecnológicas, o calendário internacional deste ano oferece um retrato de como a disciplina vem respondendo a esses desafios — de forma criativa, crítica e coletiva. Entre bienais consolidadas e plataformas recém-criadas, os eventos de 2026 evidenciam o papel da arquitetura tanto como registro das transformações do nosso tempo quanto como agente ativo na construção de futuros mais equitativos e sustentáveis.

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Escolhas da Cor do Ano de 2026 destacam profundidade tonal e calma espacial

As seleções de Cor do Ano de 2026 revelam uma transição em direção a paletas matizadas e sobrepostas, além de uma sutil tranquilidade espacial, distanciando-se de tons de terra saturados de previsões anteriores. A tonalidade Cloud Dancer, da Pantone, um branco suave, estabelece uma base de clareza e simplicidade. Por sua vez, a Sherwin-Williams e a C2 Paint destacam a versatilidade dos neutros de tom médio e ocres suaves, enfatizando a autenticidade dos materiais e a adaptabilidade em diferentes superfícies e condições de iluminação interna. Já a Benjamin Moore e a Graham & Brown exploram matizes mais profundos e atmosféricos que equilibram subtons quentes e frios, enquanto Behr, Valspar e AkzoNobel introduzem verdes suaves e tons azulados que visam criar interiores restauradores, serenos e visualmente envolventes.

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14 projetos globais de estádios e masterplans urbanos no entorno atualmente em andamento

Ao longo de 2025, foram anunciados diversos projetos de infraestrutura esportiva que continuam em nosso radar, com conclusão prevista, em sua maioria, entre 2028 e 2030. Localizados na Ásia, Europa, África, Oriente Médio e América do Norte, esses projetos refletem estratégias contemporâneas de masterplans para a transformação de grandes arenas esportivas em seus contextos urbanos. Muitos dos estádios foram projetados como parte de estruturas mais amplas de requalificação urbana que incluem novos espaços públicos, programas de uso misto, instalações para eventos e melhorias de mobilidade, em vez de surgirem como estruturas isoladas. Projetos liderados por escritórios internacionais como Populous, Foster + Partners, Heatherwick Studio, OMA, Gensler, AFL Architects e VUILD ilustram uma variedade de respostas arquitetônicas, urbanísticas e de infraestrutura para o papel em constante evolução dessas grandes instalações esportivas.

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“Durante décadas, valorizamos o novo mais do que o antigo”: Em diálogo com os/as vencedores/as do Prêmio OBEL 2025, HouseEurope!

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O potencial de edifícios existentes para moldar cidades e comunidades em constante transformação por meio do reuso e da adaptação é o foco central do HouseEurope! e de seu ativismo: enfrentar o desafio premente em grande parte da Europa, onde costuma ser mais fácil, barato e rápido demolir edifícios do que renová-los. Durante décadas, as políticas de construção, as práticas industriais e as dinâmicas de mercado favoreceram os novos empreendimentos, frequentemente subestimando a importância cultural, social e ambiental das estruturas existentes. Por seu trabalho em prol de uma mudança sistêmica na arquitetura, o HouseEurope! recebeu o Prêmio OBEL 2025 sob o tema "Ready Made". Em conversa com o ArchDaily, Alina Kolar e Olaf Grawert, integrantes do coletivo HouseEurope!, discutiram a abordagem da organização em relação à arquitetura, às políticas públicas e à ação coletiva. Operando como um laboratório de políticas públicas sem fins lucrativos, o HouseEurope! conecta a prática arquitetônica com a legislação, a pesquisa e a participação pública. Seu trabalho começa pela análise do que já existe, traduzindo essas reflexões em diretrizes práticas para legisladores/as e profissionais da área. Projetos de conversão como a renovação de 530 moradias pelo escritório Lacaton & Vassal exemplificam essa "pesquisa pela ação", mostrando como o reuso adaptativo pode ser viável e, ao mesmo tempo, um motor para mudanças sistêmicas com benefícios sociais e ecológicos. Como explica Grawert:

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Quando o comer se torna espacial: 14 projetos construídos em torno de refeições compartilhadas

Nos últimos anos, a alimentação assumiu um papel renovado na arquitetura, não apenas como um programa ou tipologia, mas como uma prática espacial compartilhada. Para além do design de restaurantes ou de espaços de refeição, as áreas destinadas ao comer coletivo são cada vez mais compreendidas como ambientes onde a presença, o ritual e o tempo se cruzam, permitindo que as pessoas se reúnam, permaneçam e coexistam. Nesses contextos, o ato de comer não ocorre apenas dentro de um espaço; ele o molda ativamente, transformando temporariamente ambientes comuns, emprestados ou improvisados em locais de troca.

Essa mudança é visível em uma ampla gama de projetos construídos, instalações e espaços comunitários que utilizam as refeições coletivas como meio de aproximar as pessoas. Iniciativas como o Fondo Supper Club estruturam o ato de jantar como uma plataforma social, usando a comida para conectar artistas, designers e comunidades locais por meio do diálogo e da colaboração. Da mesma forma, a sit.feast, apresentada durante a Semana de Design de Milão de 2024, abordou a mesa como uma instalação espacial na qual sentar-se e comer juntos se tornaram os meios primordiais para a produção coletiva do espaço.

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Reformulando a infraestrutura cultural: sobre o Wonder Cabinet do AAU Anastas, vencedor do Prêmio Aga Khan

Entre os vencedores do Prêmio Aga Khan de 2025 está o escritório AAU Anastas com o seu projeto Wonder Cabinet, na Palestina, cujo objetivo central é servir como um refúgio para a cultura e a criatividade e como uma ponte entre o design e a produção. Para além deste projeto expressivo, o AAU Anastas — que opera a partir de escritórios em Belém, na Palestina, e em Paris, na França — construiu um amplo portfólio desde 2015. Entre suas obras notáveis estão o Dar Al Majous, uma restauração em Belém que desafia as fronteiras entre as esferas doméstica e pública; o Tribunal de Tulkarm (2015), um de seus primeiros projetos, que redefiniu o caráter cívico e o convívio social em um terreno de esquina proeminente em Tulkarm; e The Flat Vault, uma intervenção comercial que adiciona uma abóbada de pedra justaposta a uma loja monástica existente, vinculada a uma igreja construída no século XII pelos Cruzados.

Em meio a essas obras de forte impacto, o Wonder Cabinet provavelmente atraiu a atenção do júri não apenas por sua execução refinada e complexidade espacial em camadas, mas também por sua operação como uma plataforma socialmente geradora — dissolvendo a fronteira entre infraestrutura social e arquitetura. Concebido para apoiar a cultura, a criatividade, o design e a produção, o edifício aspira acolher profissionais da arquitetura, do design, da gastronomia, do artesanato e das artes visuais e sonoras, entre outras áreas. De maneira significativa, o projeto impulsiona o espírito articulado pelo júri de 2025, que caracterizou este ciclo como um ano de fomento à resiliência e ao otimismo por meio do design, demonstrando como a arquitetura pode atuar, simultaneamente, como catalisadora de comunidades e de iniciativas empreendedoras.

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Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural

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A abertura da nova Fondation Cartier pour l'Art Contemporain em Paris, em outubro passado, despertou novas discussões sobre o papel, a forma e o futuro dos museus. Diante da contínua proliferação de instituições culturais pelo mundo nesta era digital, o próprio museu parece necessitar, cada vez mais, de uma redefinição. Em vez de propor um modelo ou solução única, Architecture for Culture: Rethinking Museums, escrito pela historiadora da arquitetura e curadora Béatrice Grenier, defende uma compreensão mais contextual e plural do que um museu pode ser: uma instituição moldada por seu entorno, por seu público e pelas questões culturais específicas que busca abordar.

O ArchDaily teve a oportunidade de discutir essas ideias com a autora no contexto da recém-inaugurada sede da Fondation Cartier na Rue de Rivoli. Instalado em um edifício haussmaniano restaurado que outrora abrigou os Grands Magasins du Louvre, o espaço foi radicalmente reinventado por Jean Nouvel como uma arquitetura dinâmica e transformável.

Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - 1 的图像 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - 2 的图像 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - 3 的图像 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - 4 的图像 4Repensando os museus: uma conversa com Béatrice Grenier sobre a arquitetura como política cultural - Mais Imagens+ 11

Mercado de Peixes de Sydney do 3XN será inaugurado como o primeiro projeto concluído de Blackwattle Bay

Com abertura prevista para 19 de janeiro de 2026, o Sydney Fish Market é o primeiro projeto concluído dentro da revitalização mais ampla de Blackwattle Bay, no porto interno de Sydney. Projetado pelo escritório 3XN em colaboração com o BVN e o Aspect Studios, e construído pela Multiplex, o complexo desenvolvido sob medida substitui o antigo mercado por uma estrutura contemporânea que combina um mercado atacadista de peixes em operação com comércio, gastronomia e espaços públicos à beira-mar. Localizado a aproximadamente 1,6 quilômetro a sudoeste do centro financeiro de Sydney, o projeto ressignifica um dos maiores mercados de peixes do mundo em volume, transformando-o em uma infraestrutura ativa e, ao mesmo tempo, em um destino cívico.

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