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Repensando o Patrimônio: Foco Editorial de Fevereiro do ArchDaily

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"Sabemos que não nascemos para morrer", dizia frequentemente o arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha. "Nascemos para continuar." Na arquitetura, essa ideia de continuidade está no cerne do patrimônio — não como uma herança estática, mas como algo que resiste, se transforma e é constantemente reinterpretado. No entanto, o que continua e o que se permite desaparecer nunca é algo neutro. As decisões sobre preservação são moldadas pelo poder, pela memória e pelo valor, levantando uma questão fundamental para a prática contemporânea: quem define o que vale a pena ser levado adiante, e para quem?

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Buildner anuncia os(as) vencedores(as) do concurso Architect’s Chair #4 e lança a 5ª edição

A Buildner tem o prazer de anunciar os resultados da Architect's Chair Competition Edition 4, um concurso internacional anual que convida arquitetos/as e designers de todo o mundo a enviar propostas para uma cadeira autoral. Seguindo os passos de figuras icônicas como Charles e Ray Eames, Ludwig Mies van der Rohe, Marcel Breuer e Arne Jacobsen, os/as participantes têm a tarefa de criar cadeiras personalizadas que reflitam suas filosofias e visões de design únicas.

A mesa longa como protocolo espacial: projetando condições para o encontro e a pausa

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Uma mesa longa pode ser colocada em quase qualquer lugar e ainda desempenhar a mesma função. Ela pode se estender sob a cobertura de um mercado, alinhar-se ao refeitório de uma escola ou ocupar o centro de uma sala de estar compartilhada, alterando imediatamente a temperatura do ambiente.

É por isso que a mesa longa é menos um objeto e mais um instrumento espacial. Ela não garante uma conexão e raramente parece "inclusiva" por padrão. Em vez disso, estabelece condições: uma borda compartilhada, um ritmo comum de chegada, um campo de visibilidade mútua ou uma regra que transforma o ato de comer em uma cena compartilhada. Estudos sobre alimentação descrevem essa prática como comensalidade, o ato de comer junto e a ordem social que ele pode criar, reforçar ou contestar. No entanto, o que importa aqui não é uma dimensão específica ou a função da mesa, mas a maneira como uma superfície longa comporta a diferença, a conversa e o silêncio; a intimidade e a distância; a decisão de se juntar e o direito de hesitar.

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Do deserto à floresta: 8 casas não construídas projetadas como refúgios contemporâneos

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A arquitetura residencial continua sendo um dos campos mais ativos para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, oferecendo uma lente através da qual arquitetos e arquitetas repensam como o espaço doméstico pode responder à paisagem, ao clima e aos modos de vida contemporâneos. Nesta edição de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma variedade de projetos residenciais que abordam casas, vilas e refúgios como locais de recolhimento, mediação e habitação cotidiana. Em vez de tratar a casa como um objeto estático ou isolado, esses projetos a abordam como uma estrutura espacial que negocia exposição, privacidade e conexão com o lugar.

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Envoltórias ativas: integrando a energia solar ao projeto arquitetônico

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Ao desenvolver um projeto de arquitetura, existem múltiplos pontos de partida possíveis. Há profissionais que começam pelo volume, esculpindo a forma gradualmente em diálogo com o contexto. Outros partem do corte longitudinal, enquanto há quem organize o projeto a partir da distribuição funcional da planta. Não existe um método certo ou errado, mas sim abordagens distintas que refletem diferentes maneiras de pensar e fazer arquitetura. No entanto, desde a ampla adoção dos painéis solares e da energia fotovoltaica, surgiu um padrão recorrente: esses sistemas são quase sempre introduzidos tardiamente no processo, enquadrados como otimizações técnicas ou respostas a exigências regulatórias e de eficiência energética. Como resultado, tendem a ser tratados como elementos secundários, frequentemente relegados a coberturas ou áreas menos visíveis e desvinculados da linguagem arquitetônica do edifício.

Uma Arquitetura do Cuidado: A Direção do ArchDaily para 2026

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Estimados leitores e leitoras,

O ano que passou marcou um momento decisivo na evolução do ArchDaily: um ano de recalibração, intencionalidade e um renovado propósito editorial. 

Em um panorama de mídia cada vez mais veloz e saturado, aproveitamos a oportunidade para fazer perguntas fundamentais: O que a mídia de arquitetura precisa ser hoje? Quais responsabilidades carregamos como uma plataforma global? E de que maneira podemos contribuir significativamente para uma profissão que atravessa transformações sociais, ambientais e culturais?

Ao nos aprofundarmos nessas reflexões, assumimos plenamente o nosso papel, definindo com maior clareza a identidade do ArchDaily e a sua forma de atuar. 

Futuros Alternativos: Cinco Marcos Modernistas Reimaginados para o Século XXI

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O modernismo na arquitetura foi, talvez, a primeira filosofia de projeto de edifícios verdadeiramente global. Surgido no início do século XX, seus primeiros expoentes foram grandes nomes europeus, como Le Corbusier, Walter Gropius, e Mies van der Rohe. Em 1923, Le Corbusier publicou sua obra teórica seminal, conhecida em português como Por uma arquitetura. A novidade e a rejeição da história eram preceitos centrais do modernismo, manifestando-se no uso de novos materiais, como o aço e o concreto, que propiciaram uma liberdade de expressão formal sem precedentes.

Em meados do século XX, o modernismo foi adotado em todo o mundo por nações que se recuperavam da Segunda Guerra Mundial e superavam o legado do colonialismo. O movimento tornou-se a linguagem da reconstrução e da afirmação nacional, fortalecido por sua rejeição ao passado. Sua ênfase na tecnologia se adequava a esse "admirável mundo novo" da indústria, do desenvolvimento em larga escala e das novas tipologias arquitetônicas. Um século após seu surgimento, o próprio modernismo tornou-se o legado. À medida que os edifícios se tornam obsoletos ou atingem o fim de sua vida útil, cresce a valorização do patrimônio histórico dessas estruturas, tanto como objetos de design quanto como símbolos do espírito da época em que foram construídos. Apresentamos aqui cinco edifícios modernistas de cinco regiões diferentes que passam por propostas de reutilização adaptativa. Se outrora a forma seguia a função, aqui, a função deve seguir a forma.

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Projetando uma marca: como a Apple construiu uma linguagem arquitetônica de vidro e ordem

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Em 2026, a Apple celebrou cinquenta anos de fundação. Ao longo das últimas duas décadas, a empresa desenvolveu uma linguagem arquitetônica consistente que estende sua marca ao ambiente construído, transformando lojas, locais de trabalho e espaços voltados ao público em componentes ativos de sua identidade. Esses ambientes orientam o movimento, emolduram a interação e condicionam as maneiras pelas quais o público entra em contato tanto com os produtos quanto com a própria empresa.

Do dispositivo portátil ao interior urbano, a Apple tem buscado manter um rígido controle sobre forma, materialidade e experiência. A arquitetura passa a integrar esse sistema a partir do momento em que a empresa define como é percebida e vivenciada no espaço físico. Pesquisas sobre ambientes de varejo demonstram como o layout espacial, a visibilidade e os padrões de circulação podem moldar comportamentos e interações, transformando a arquitetura em uma interface entre a marca e o público.

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Transformar a criatividade em profissão: descubra o Mestrado em Arquitetura da CEU UCH na Espanha

O mundo da arquitetura evolui rapidamente. Diante da transformação tecnológica, da urgência ambiental e da crescente complexidade cultural, arquitetos e arquitetas devem combinar criatividade com destreza técnica, sensibilidade cultural, habilidades analíticas e capacidade de trabalhar em diversas disciplinas. O Mestrado em Arquitetura da Universidad CEU Cardenal Herrera responde a essas demandas a partir de uma experiência acadêmica transformadora.

Leveza Transparente: Quando a Arquitetura Pneumática se Conecta com o Meio Ambiente

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Em Seis propostas para o próximo milênio, Italo Calvino explora a leveza sob uma perspectiva literária e argumenta: "À leveza se opõe o peso. Retirar peso produz leveza; ela é um valor, não um defeito." Apoiando-se na mitologia grega, ele reflete sobre um dos feitos de Perseu após decapitar a terrível Górgona Medusa sem ser transformado em pedra. Auxiliado pelos deuses Hades, Hermes e Atena, Perseu voa com suas sandálias aladas e usa um escudo de bronze como espelho para refletir a imagem dela. Apoiando-se, como muitos arquitetos e arquitetas, naquilo que há de mais leve — o vento e as nuvens —, ele também fixa o olhar no que se revela por meio de uma visão indireta: uma imagem refletida no espelho.

Historicamente, a transparência foi naturalizada como uma condição inerente à arquitetura moderna. Com a transição das pesadas paredes portantes para os fechamentos leves em vidro, este material foi introduzido na disciplina, diluindo as fronteiras entre os espaços internos e externos. Em relação à arquitetura inflável, a transparência vincula-se à leveza e à impermanência, deixando rastros temporários nas paisagens que habita. Ao utilizar tecidos ou plásticos como principais materiais e o ar como sistema estrutural, a busca pela leveza no ambiente construído agora reconhece mais de uma única atmosfera de aplicação.

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Frágil por Design: Como os edifícios podem ser projetados para durar mais que seu propósito original?

Após explorarmos a adaptabilidade em escala urbana, direcionamos agora o foco para o edifício em si — e, fundamentalmente, para a prática profissional. Como arquitetos/as, incorporadores/as e consultores/as podem consolidar a adaptabilidade como um resultado mensurável e convencional? Essa questão estará em pauta na Adaptable Building Conference (ABC) no dia 22 de janeiro, no Nieuwe Instituut, em Roterdã, onde arquitetos/as, engenheiros/as, formuladores/as de políticas e lideranças do setor debaterão o potencial dos edifícios adaptáveis — e como viabilizá-los em larga escala.

Tuwaiq Sculpture 2026 transforma Riade em uma plataforma de arte pública

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Durante séculos, a escultura esteve associada à materialização de valores religiosos, à celebração de conquistas heroicas ou à consolidação do poder político. Hoje, ela também atua como um instrumento crítico e um mediador urbano. Muitas obras contemporâneas questionam o presente, desafiam a escala, dialogam com o movimento e a circulação, e reconfiguram a percepção do espaço público. A escultura já não é concebida como um objeto isolado, mas como parte de processos mais amplos de transformação urbana.

Riad, a capital da Arábia Saudita, exemplifica uma cidade em processo de intensa expansão e reestruturação. Sobretudo no âmbito da agenda Vision 2030, o município tem investido na qualificação dos espaços públicos, na diversificação de sua paisagem cultural e na consolidação de uma identidade urbana que alia tradição, infraestrutura e projeção global. Nesse contexto, a produção cultural desempenha um papel estruturante, contribuindo para redefinir a experiência urbana cotidiana e expandir as referências simbólicas da cidade.

Futuros Importados: A arquitetura global moldando a transformação urbana da Albânia

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Nos últimos anos, a Albânia passou por uma rápida e visível transformação, despontando como um dos ambientes urbanos mais dinâmicos do Sudeste Europeu. Esse crescimento se reflete não apenas na expansão de seu tecido construído, mas também na escala e na ambição de novas intervenções arquitetônicas que buscam redefinir a imagem do país. Ao longo de seu território, uma série de grandes empreendimentos, instituições culturais e projetos de infraestrutura vêm sendo implantados como parte de um esforço mais amplo para reposicionar a Albânia e sua capital, Tirana, em redes regionais e internacionais.

Um número significativo dessas intervenções está sendo projetado por escritórios de arquitetura de reconhecimento internacional, cuja presença se tornou uma característica definidora da atual fase de desenvolvimento da cidade. Em vez de se apoiar primordialmente em processos incrementais ou de base local, a transformação de Tirana é cada vez mais moldada por visões de autoria externa que introduzem novas linguagens formais, tipologias e estratégias urbanas. Esses projetos frequentemente operam como objetos singulares ou fragmentos em grande escala, contribuindo para uma paisagem na qual a cidade é montada a partir de gestos distintos e altamente visíveis.

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Arquivando a Tecnosfera: Como a arquitetura dos museus medeia os sistemas criados pelo ser humano

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Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.

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The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica

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Em 2023, o/a editor(a)-chefe do ArchDaily conversou com Tarek Qaddumi, Diretor Executivo de Design do The Line na NEOM, no encerramento da Exposição do The Line em Riade. Qaddumi descreveu uma cidade tridimensional em camadas, organizada em torno da ideia de uma "esfera de acesso de cinco minutos": comunidades voltadas para pedestres empilhadas verticalmente, conectadas por trens de alta velocidade, livres de carros e da infraestrutura viária convencional, e projetadas para coexistir de forma simbiótica com a paisagem natural do entorno. Tratava-se de uma visão instigante que, no contexto daquele momento, mostrava-se ao mesmo tempo plausível e atraente. Para arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as que enfrentam os fracassos do urbanismo do século XX, as ideias propostas mereciam atenção e planejamento.

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Tornando a infraestrutura visível: quando os sistemas se tornam arquitetura

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Durante séculos, a infraestrutura de grande escala operou em segundo plano. Portos, usinas e instalações de energia localizavam-se nos limites das cidades, projetados primordialmente com foco na eficiência e raramente considerados parte da vida cívica. Embora sua função fosse indispensável, sua presença arquitetônica permanecia secundária. Essas estruturas sustentavam o crescimento urbano e o intercâmbio global ao mesmo tempo em que mantinham um distanciamento espacial da experiência urbana cotidiana.

Hoje, esse cenário está mudando gradualmente. À medida que o comércio global se intensifica e os sistemas de energia expandem sua complexidade, os edifícios que coordenam e abrigam essas redes ganham visibilidade na paisagem urbana. Em vez de permanecerem como receptáculos neutros para operações técnicas, eles passam a afirmar uma identidade espacial. A infraestrutura já não é apenas operacional; torna-se cada vez mais institucional, simbólica e urbana. A arquitetura que dá suporte a esses sistemas agora participa ativamente da projeção da imagem das próprias cidades.

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Projetar para a obsolescência em uma era de atualizações perpétuas

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No século XIX, redes ferroviárias inteiras tornaram-se obsoletas quase da noite para o dia, não por deterioração física, mas devido a mudanças nos padrões técnicos que as sustentavam. A expansão das ferrovias pela Europa e América do Norte adotou diferentes bitolas (a distância transversal entre os trilhos) e, à medida que um padrão dominante surgia gradualmente, essas infraestruturas tornaram-se incompatíveis entre si. Isso exigiu adaptações em larga escala, conversões ou mesmo reconstruções completas, no episódio que ficou conhecido como a "Guerra das Bitolas".

Com a adoção em massa das redes de telecomunicações no século XX, cidades do mundo todo construíram grandes edifícios de centrais telefônicas, repletos de equipamentos eletromecânicos responsáveis pelo roteamento de chamadas entre regiões. Essas estruturas eram elementos de infraestrutura altamente especializados, que frequentemente ocupavam quarteirões inteiros e se organizavam em torno de maquinários técnicos de grande escala. Com a transição para as tecnologias de comutação digital e, posteriormente, a ampla adoção da telefonia móvel, grande parte desse equipamento tornou-se obsoleta em poucas décadas. Os próprios edifícios muitas vezes permaneciam estruturalmente íntegros, mas os sistemas que haviam sido projetados para suportar já tinham evoluído além deles.

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Luz que vem de cima: medindo e projetando a iluminação natural sob coberturas inclinadas

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Se pedirmos a uma criança para desenhar uma casa, quase certamente surgirá uma silhueta triangular, com dois planos inclinados se encontrando em uma cumeeira. Poucas formas arquitetônicas são tão universalmente reconhecidas quanto a casa de telhado inclinado. Sob uma perspectiva semiótica, essa imagem elementar funciona como um signo condensado de abrigo que, em apenas alguns traços, sintetiza proteção, interioridade e pertencimento. O que hoje lemos como um símbolo universal, no entanto, surgiu de uma necessidade concreta. Dos chalés alpinos que escoam a neve às telhas mediterrâneas que atenuam o calor do verão, a inclinação respondeu a desafios climáticos e construtivos muito antes de se tornar um código estético.

Embora a arquitetura moderna tenha privilegiado planos horizontais e plantas ortogonais, o telhado inclinado exige que o projeto seja concebido em corte. Sua inclinação permite o aproveitamento eficiente do volume sob a cobertura e introduz variações de altura, compressão e expansão espacial. Quando aberturas são incorporadas a esse plano, essa condição se intensifica. Diferente das janelas verticais, que captam luz lateral, as aberturas na cobertura recebem uma porção maior do céu visível e uma luminância significativamente superior à do horizonte, oferecendo até três vezes mais luz do que o envidraçamento vertical em dias nublados.

Gateway na Órbita Lunar: Estendendo a Arquitetura para Além da Terra

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O conceito de tecnosfera fornece uma estrutura para compreender a escala do impacto humano na Terra. O termo foi cunhado por Peter K. Haff e é definido como a rede global de artefatos criados pelo ser humano: uma camada física de infraestrutura, edifícios, veículos e maquinários que funciona paralelamente à biosfera e à atmosfera. Atualmente estimada em 30 trilhões de toneladas, essa massa construída pela humanidade é dominada pelo ambiente construído. Nesse contexto, a arquitetura atua como a principal interface, moldando a forma como a tecnologia interage com as ecologias locais. Contudo, ao que tudo indica, em breve a tecnosfera não estará mais limitada à superfície terrestre. Por meio do programa Artemis da NASA, essa rede de massa artificial está se expandindo para além da atmosfera da Terra, buscando estabelecer uma nova infraestrutura orbital que representa a primeira extensão permanente desse sistema criado pela humanidade fora do nosso planeta.

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Última oportunidade para escolher os finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026

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A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.

No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.

“O material é onde a história começa”: Studio NEiDA sobre construir através do ofício e do contexto

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O Studio NEiDA atua na intersecção entre prática arquitetônica, pesquisa e trabalho curatorial, com um foco constante em como os edifícios emergem das condições materiais e culturais de um lugar. Em vez de tratar a materialidade como uma linguagem de acabamento, o estúdio a define como o início de uma narrativa arquitetônica — partindo do que está disponível localmente, a equipe analisa qual conhecimento artesanal existe no território e como esses recursos e habilidades situam um projeto dentro de uma linhagem arquitetônica. Essa abordagem coloca as limitações e possibilidades em primeiro plano como forças produtivas, posicionando o projeto como um processo iterativo de alinhamento da intenção espacial com as realidades da cultura construtiva e da inteligência vernacular.

Ao longo de seu trabalho, os interesses do NEiDA vão além da forma, voltando-se para os contextos sociopolíticos e climáticos que moldam a maneira como a arquitetura é feita e habitada. A equipe enfatiza o aprendizado a partir de práticas de construção sem autoria, vernaculares e informais, como forma de estabelecer uma gramática comum para a intervenção, e descreve a continuidade entre interior e exterior não como uma preferência estilística, mas como uma resposta à vida local e às lógicas de ventilação — onde os espaços externos podem ser tão definidos espacialmente e programaticamente centrais quanto os internos. Nesse contexto, a colaboração não é um elemento acessório: o estúdio destaca a troca no canteiro de obras com artesãos/ãs e construtores/as como uma metodologia fundamental, na qual os projetos evoluem por meio da inteligência coletiva e da comunicação adaptativa.

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Como a Terraco potencializa a eficiência térmica e a longevidade das fachadas em edifícios pré-fabricados

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O mercado global de construção offsite—que engloba sistemas modulares, pré-moldados de concreto e híbridos pré-fabricados—foi avaliado em US$ 172 bilhões em 2024 e projeta-se que atinja US$ 225,7 bilhões até 2030 (com uma taxa de crescimento anual composta, ou CAGR, de 4,9% a 8%). Nos Emirados Árabes Unidos, as metas governamentais preveem que 25% a 30% dos componentes de projetos públicos sejam produzidos em sistemas offsite até 2030; o Reino Unido lidera globalmente hoje, com 15% a 20% das habitações utilizando soluções offsite. A fabricação offsite é cada vez mais promovida como o futuro sustentável da construção civil, apresentando benefícios como a redução de resíduos, prazos de entrega acelerados e melhor controle de qualidade. A sustentabilidade, contudo, não se define pela rapidez com que um edifício é montado, mas sim por seu desempenho ao longo do tempo.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva

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O espaço público é frequentemente projetado em torno de uma ideia restrita sobre como as pessoas se movem, interagem e respondem ao seu entorno. O ParkTEA parte de uma premissa diferente: a cidade também pode abrir espaço para quem vivencia o ambiente a partir de diferentes condições sensoriais e sociais.

Desenvolvido por Ignacio Martínez Pardo na Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid (ETSAM), o projeto foi concebido no âmbito do programa de trabalho de conclusão de mestrado (Graduate-MHab) durante o ano letivo de 2024 a 2025, sob a orientação de Héctor Fernández Elorza, Jesús Aparicio, Carlos García Fernández e Jaime Daroca Guerrero. Reconhecido como um dos vencedores da primeira edição do ArchDaily Student Project Awards, o ParkTEA aborda o tema da coexistência por meio de uma proposta que reúne cuidado, infraestrutura e vida urbana.

ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 1 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 2 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 3 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Image 4 of 4ParkTEA: Um projeto vencedor do ArchDaily Student Project Awards que reimagina a cidade para a diversidade cognitiva - Mais Imagens+ 9

Um laboratório de estudo preliminar para a exploração arquitetônica

 | Em colaboração
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Architects can shape detailed buildings in minutes with Forma Building Design to easily test how different options work on their site.

Para muitos/as arquitetos/as, o estudo preliminar é definido por uma tensão bastante familiar. Trata-se da fase de exploração aberta — onde múltiplas ideias são testadas, questionadas e refinadas para que os clientes definam a direção do projeto. Em essência, é onde a mágica da concepção acontece. O desafio raramente é a falta de ideias, mas sim o esforço necessário para testar e avaliar essas propostas de maneira adequada sob restrições de tempo, recursos e orçamento. Trata-se de um desafio especialmente complexo para os/as profissionais, já que o trabalho inicial de projeto deve equilibrar criatividade com as necessidades do cliente e a viabilidade comercial.

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