Arquitetura Canadense

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Como os tecidos arquitetônicos estão ampliando o papel da envoltória do edifício

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O que um têxtil pode fazer que o vidro, a madeira, o concreto ou o metal não conseguem? Os tecidos compostos arquitetônicos não substituem os materiais de construção convencionais. Em vez disso, eles os complementam e, frequentemente, agregam uma nova camada de desempenho ao envelope do edifício. Sua aplicação varia conforme o contexto. Uma membrana composta pode se transformar em um sistema de sombreamento externo para um conservatório tropical, uma pele interna que molda a acústica e a experiência espacial em um museu, ou parte de uma estratégia de fachada que melhora o desempenho ambiental de um edifício existente.

Lawson Centre for Sustainability, do Mecanoo e RDHA, é inaugurado no Trinity College com abordagem "do campo à mesa"

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O Lawson Centre for Sustainability, projetado pelo escritório Mecanoo, é o primeiro novo edifício do Trinity College desde 1979. Apontado como um dos projetos mais aguardados de 2026, o edifício foi concebido para ser um dos complexos acadêmicos e residenciais voltados à sustentabilidade mais avançados do Canadá. O Mecanoo trabalhou em colaboração com o escritório de arquitetura de Toronto RDHA para projetar uma comunidade sustentável e um "laboratório vivo", partindo das tradições do College em torno de refeições compartilhadas e encontros comunitários. Em vez da torre de 14 andares originalmente planejada pelo College, a equipe projetou um edifício de escala peatonal que emoldura o campus existente e cria novas paisagens para a produção de alimentos e interações sociais. A visão mais ampla para o campus integrou alimentação, natureza, uso de materiais locais e aprendizado prático sobre vida sustentável.

As cidades mais habitáveis do mundo em 2026: Copenhague mantém o primeiro lugar com a ascensão da Ásia

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Rankings globais de cidades oferecem uma maneira de analisar como os ambientes urbanos apoiam a vida cotidiana. O Global Liveability Index da Economist Intelligence Unit (EIU) avalia 173 cidades em termos de estabilidade, saúde, cultura e meio ambiente, educação e infraestrutura, destacando tanto padrões de longo prazo quanto mudanças de um ano para o outro. Na edição de 2026, Copenhague foi eleita a cidade mais habitável do mundo pelo segundo ano consecutivo, seguida por Viena e Melbourne. A capital dinamarquesa obteve uma pontuação geral de 98 de 100, alcançando a nota máxima em estabilidade, educação e infraestrutura. A média global permanece inalterada em 76,1, com melhorias em saúde, educação e infraestrutura compensando os declínios contínuos na estabilidade.

Cobertura do terremoto na Colômbia e duas novas torres de autoria internacional: Resumo da semana

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As notícias desta semana trataram, em grande parte, de fenômenos de grande escala espacial e social. Na América Latina, os esforços de resgate continuam após o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia, enquanto a disciplina se mobiliza para as ações de assistência e reconstrução. A UNESCO celebrou dois dias internacionais dedicados aos povos indígenas do mundo e à juventude. No primeiro, destacamos reflexões, estudos de caso e entrevistas sobre o conhecimento construtivo ancestral, ao passo que no segundo chamamos a atenção para como a arquitetura pode responder às aspirações das novas gerações. Olhando para o futuro, destacamos três projetos em Vlorë, Chicago e Qiddiya City: duas torres projetadas pelo OODA e pelo SOM, e um centro de tênis coberto por vegetação apresentado pelo Populous.

Protótipo de bateria arquitetônica transforma espaço público em armazenamento urbano de energia em Ontário, Canadá

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Diante de um cenário de mudanças climáticas, inflação e conflitos armados, o sistema energético global passa por transformações e enfrenta questionamentos. Segundo as Nações Unidas, os edifícios devem ser aquecidos, iluminados e eletrificados por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, viáveis, sustentáveis e confiáveis. A arquitetura e o planejamento urbano podem contribuir tanto para expandir o acesso à energia quanto para explorar diferentes formas de armazenamento. A startup Civic Grid, sediada em Toronto, projeta e constrói sistemas de armazenamento de energia com o objetivo de transformar a relação das comunidades com a eletricidade que move o cotidiano. Sua primeira bateria arquitetônica foi concebida como uma obra de arquitetura pública pelos/as arquitetos/as Jack Self e Josh Harskamp, em colaboração com o designer industrial Max Fine. O protótipo é a evolução de um sistema de energia implantável desenvolvido em parceria com a Proteção Civil de Lisboa para a Trienal de Arquitetura de Lisboa 2025, ainda em funcionamento, e é acompanhado por uma maquete física.

A arquitetura da Copa do Mundo da FIFA: uma retrospectiva de 2026 e as perspectivas para 2030

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O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.

Costurando Margens: Marinas como Instrumentos de Reconexão entre Cidade e Água

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As áreas de interface entre terra e água sempre exerceram papel fundamental na formação e no desenvolvimento das cidades. Dos antigos portos comerciais até as atuais orlas multifuncionais, as frentes marítimas e fluviais representam espaços de grande potencial econômico e social. Diante deste contexto, os complexos náuticos contemporâneos cada vez mais assumem o papel de equipamentos urbanos estratégicos, capazes de integrar diferentes atividades, promovendo a reaproximação entre a cidade e a água e contribuindo para a valorização de paisagens frequentemente subutilizadas.

Um novo padrão para fachadas de alto desempenho e geradoras de energia

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O Complexo de Ciências da Saúde Myron e Berna Garron (SAMIH), na Universidade de Toronto Scarborough, foi moldado por uma diretriz clara e inegociável: pelo menos 20% do consumo de energia do edifício deveria ser gerado a partir de fontes renováveis instaladas no local. Para atender a essa exigência ambiciosa, a equipe de projeto investigou como a tecnologia solar poderia ir além da cobertura e se integrar à própria arquitetura, posicionando a obra em um movimento mais amplo em direção a uma arquitetura sustentável de alto desempenho. A instalação de aproximadamente 5.850 metros quadrados (63.000 pés quadrados) abriga programas de ensino, pesquisa e treinamento clínico dedicados à formação de futuros/as profissionais de saúde. Projetado por Diamond Schmitt Architects e MVRDV, o projeto inicialmente seguiu um caminho convencional, combinando uma fachada sóbria com painéis fotovoltaicos na cobertura.

Tons profundos e raízes naturais: 22 casas em Shou Sugi Ban nos Estados Unidos e Canadá

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O Shou Sugi Ban é uma técnica tradicional japonesa de preservação de madeira que consiste na carbonização da superfície para a criação de uma camada protetora. Embora suas origens estejam enraizadas na durabilidade prática, o método foi amplamente adaptado ao ambiente construído moderno, definindo uma estética singular e marcante. Trata-se de um material contraditório: ao mesmo tempo que se impõe visualmente por seus tons escuros, ele também se apropria de seu entorno natural e o complementa, permitindo que as casas se insiram discretamente na paisagem.

MVRDV, Diamond Schmitt e Two Row Architect revelam o projeto para o Edifício Temerty na Universidade de Toronto

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A Universidade de Toronto revelou o projeto do Temerty Building, uma nova instalação voltada para a pesquisa e o ensino na área da saúde, localizada no coração do campus universitário. O projeto foi desenvolvido pelos escritórios MVRDV e Diamond Schmitt Architects em colaboração com o Two Row Architect. A proposta dá continuidade a uma parceria anterior entre os dois primeiros escritórios no campus de Scarborough da Universidade de Toronto, cuja conclusão está prevista para o final de 2026. Apresentado originalmente no Plano Estratégico Acadêmico 2018-2023 da Temerty Medicine, o projeto prevê uma ampliação de 36.000 metros quadrados do Medical Sciences Building da universidade, incluindo laboratórios de ensino superior, salas de aula e espaços compartilhados. As obras no local devem começar no segundo semestre de 2026, com os trabalhos preparatórios previstos para julho.