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Sustainability: O mais recente de arquitetura e notícia

Governos municipais transformam edifícios industriais em hubs de construção circular em Nova York, Londres e Bruxelas

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Na última semana de agosto, o governo da cidade de Nova York anunciou um novo projeto para o MADE Bush Terminal, em Sunset Park, Brooklyn. A iniciativa consiste na transformação de um antigo edifício industrial em um centro de recuperação, armazenamento, triagem e redistribuição de materiais de construção durante um programa piloto de um ano. A proposta acompanha uma onda de centros de construção circular semelhantes lançados ou anunciados recentemente na Europa: um galpão adaptado em Bruxelas, a conversão de uma área industrial nas Royal Docks, no leste de Londres, e uma rede transfronteiriça apoiada pela CirCoFin que abrange Munique, Copenhague, Lisboa e Escócia. Cada um desses projetos reaproveita edifícios e infraestruturas industriais para apoiar o reuso de materiais de construção.

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Trienal de Arquitetura de Oslo 2026 anuncia programação da 9ª edição sob o tema "E se a natureza vier primeiro?"

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A Trienal de Arquitetura de Oslo de 2026 acontecerá de 17 de setembro a 1º de outubro na Igreja de Sofienberg, em Oslo, reunindo mais de 30 projetos internacionais de arquitetura sob o questionamento "E se a natureza vier em primeiro lugar?". Em sua nona edição, a Trienal adotará o formato de um festival de duas semanas, combinando uma exposição com conferências, seminários, oficinas, exibições de filmes e caminhadas guiadas. Com curadoria de Line Ramstad, a programação examinará como colocar a natureza como ponto de partida das decisões arquitetônicas pode influenciar o que é construído, preservado, transformado ou deixado intocado.

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sauerbruch hutton e Studio Gang vencem concurso para reformular a German House em Nova York

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sauerbruch hutton e Studio Gang foram selecionados para renovar a German House em Nova York, após um concurso internacional organizado pela República Federal da Alemanha. Localizado no United Nations Plaza, em Manhattan, o edifício abriga o Consulado Geral da Alemanha, a Missão Permanente da Alemanha junto às Nações Unidas e diversas instituições culturais afiliadas. O projeto marca a primeira colaboração entre os dois escritórios. Sediado em Berlim, o sauerbruch hutton atuará como designer principal, enquanto o Studio Gang será o planejador geral e arquiteto/a de registro, supervisionando a entrega e a execução do projeto. A proposta se concentra na adaptação do edifício existente, com o objetivo de prolongar sua vida útil e, ao mesmo tempo, melhorar seu desempenho operacional e ambiental.

Escolas na fronteira: como a arquitetura apoia o aprendizado em condições de deslocamento

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Para milhões de crianças e jovens em situação de deslocamento, a educação se desenvolve em meio a condições de mobilidade forçada, incerteza administrativa e precariedade prolongada. Desse modo, as escolas situadas em regiões de fronteira, assentamentos de pessoas refugiadas e locais de deslocamento por causas climáticas operam como mais do que simples instalações educacionais. Elas se tornam infraestruturas espaciais que negociam as demandas contraditórias de emergência e continuidade, oferecendo ambientes onde o aprendizado persiste apesar da instabilidade do status legal, das condições de vida e da própria sensação de estar em casa.

De acordo com o ACNUR, aproximadamente 45 milhões das 117,8 milhões de pessoas deslocadas à força no mundo eram crianças com menos de dezoito anos no final de 2025. À medida que o deslocamento decorre cada vez mais de conflitos armados, perseguição política, crises ambientais e instabilidade econômica, a arquitetura humanitária enfrenta um desafio crescente: não se trata apenas de construir mais escolas rapidamente, mas de criar ambientes educacionais capazes de assegurar continuidade, segurança e pertencimento em meio a futuros incertos.

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Como modernizar um grand hotel sem apagar sua memória: lições do Brenners

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Em projetos de reforma, a substituição costuma ser preferida em relação à restauração. Componentes antigos são removidos, novos produtos são especificados e os prazos são garantidos. Especialmente em projetos de hotelaria, nos quais interrupções são dispendiosas e as operações seguem cronogramas rígidos, a instalação de novas peças parece ser a solução mais confiável. É mais rápida, fácil de coordenar e se alinha aos fluxos de trabalho estabelecidos. A restauração, por outro lado, funciona de maneira diferente. Ela exige uma desmontagem cuidadosa em vez do descarte, avaliação em vez de substituição e confiança na qualidade do que já está lá. Trata-se de uma abordagem que introduz complexidade em um processo concebido para ser eficiente.

A recente renovação do Brenners Park-Hotel & Spa, em Baden-Baden, demonstra que, sob as circunstâncias corretas, esse esforço adicional pode se tornar uma estratégia arquitetônica deliberada para projetos semelhantes, sobretudo quando os materiais originais nunca foram concebidos para serem temporários. 

Construindo autonomia: comunidades latino-americanas trazendo os sistemas da vida para a arquitetura

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Antes que um edifício possa ser habitado, muitos outros processos precisam ocorrer. A água deve chegar, a energia deve ser gerada, o alimento precisa ser cultivado ou transportado e os resíduos devem ter uma destinação. Esses processos geralmente são tratados como algo alheio à arquitetura, embora moldem as condições mais básicas da vida cotidiana.

Por essa razão, a ideia de comunidades autossuficientes é mais complexa do que parece à primeira vista. Ela pode sugerir um lugar que provê a maior parte de suas necessidades: energia, água, alimento, abrigo e gestão de resíduos. Contudo, em muitos contextos latino-americanos, a autonomia não significa uma separação completa do mundo, mas sim uma forma de aproximar os sistemas da vida cotidiana das pessoas que os utilizam, mantêm e cuidam deles.

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Como tornar os edifícios modernistas mais eficientes energeticamente?

Na história da arquitetura, as questões de eficiência energética e emissões de CO2 eram consideradas marginais até o final do século XX. A pontuação ínfima de alguns icônicos edifícios modernistas no programa de certificação energética Energy Star ilustra essa situação. O edifício MetLife/PanAm de 1963 (Walter Gropius e Pietro Belluschi), obteve uma pontuação sombria de 39 (em uma escala de 0 a 100), a Lever House (Skidmore, Owings e Merrill, 1952), obteve 20. O pior desempenho de todos foi do icônico edifício Seagram de Mies Van der Rohe, construído em 1958, com apenas 3 pontos. Por outro lado, dois venerados edifícios da década de 1930 considerados Art Déco, o Chrysler Building e o Empire State Building, alcançaram 84 e 80 pontos como resultado de amplas atualizações de seus sistemas mecânicos e de isolamento.

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Como as inovações estão mudando o poliestireno expandido (EPS)?

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À medida que nos aproximamos do seu centenário, o poliestireno expandido (EPS) tornou-se amplamente utilizado em várias indústrias e aplicações, especialmente na construção. Desde 1970, o EPS tem sido usado na construção de edifícios devido às suas propriedades de isolamento térmico, estrutura leve de células fechadas, resistência durável e integridade de longo prazo. No entanto, enquanto essas qualidades o tornam altamente útil e fácil de reciclar, também geraram debate devido a discussões recorrentes sobre seus processos de degradação e impacto ambiental de várias perspectivas.

Enquanto o debate continua, muitas melhorias e abordagens alternativas surgiram em torno deste material, destacando que alcançar uma construção sustentável envolve usar o material certo para o trabalho certo desde o início. Assim, ao longo do tempo, as inovações trouxeram novas opções para a reciclagem e uso do EPS além das aplicações tradicionais de construção, como blocos de preenchimento ou painéis de divisórias. Isso demonstra que, em vez de estigmatizá-lo como um material problemático ou "simples", é essencial considerar suas qualidades por meio de design, tecnologia e desenvolvimento de métodos para gerenciamento responsável e sustentável.

Arquitetura extrema: desafios e soluções em ambientes inóspitos

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“Em diversas regiões do planeta, a natureza impõe condições adversas ao corpo humano. Nesses locais, projetar um edifício é quase como criar uma vestimenta: um artefato que protege e oferece conforto. Esse desafio exige um desempenho tecnológico que deve estar aliado à estética. Fazer o ser humano sentir-se bem envolve mais do que apenas atender às noções de conforto e segurança; é também uma questão de trabalhar os espaços em suas dimensões simbólicas e perceptivas.” Este é o início da descrição para o projeto da Estação Antártica Comandante Ferraz, do Estúdio 41, localizada na Península Keller, onde o mar ao redor congela por cerca de seis a sete meses do ano, em que tudo e todos chegam por avião ou navio e a loja de ferragens mais próxima está a dias de distância. Se projetar uma edificação já apresenta inúmeras complexidades, não é difícil imaginar os desafios adicionais ao desenvolver algo em um ambiente extremo, como temperaturas muito altas ou baixas, ou em locais suscetíveis à corrosão, radiação, entre outros. Neste artigo, vamos explorar as dificuldades, as principais soluções e os materiais utilizados nesses contextos.

A 4ª Bienal de Lagos: explorando as implicações espaciais e sócio-políticas do refúgio

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No dia 3 de fevereiro, a Bienal de Lagos deste ano foi inaugurada na Praça Tafawa Balewa, em Lagos, Nigéria, um local emblemático que já foi palco das celebrações da independência do país em 1960. Como a 4ª edição da feira de arte, ela continua com o objetivo de utilizar a arte para ativar marcos históricos que perderam significado tanto pelo uso funcional quanto pelo significado simbólico para os moradores da antiga capital.

As edições anteriores da Bienal exploraram vários aspectos da arquitetura da cidade, seu significado simbólico, implicações políticas, soberania, propriedade, noções de pertencimento e sua relação com o público. Este ano, o tema "Refúgio" na Praça Tafawa Balewa leva essa exploração ainda mais longe. Os curadores Kathryn Weir e Folakunle Oshun destacam que esse tema faz com que a praça aborde o conceito de um estado-nação. Também reúne artistas e arquitetos de diferentes disciplinas para explorar abordagens alternativas na construção de comunidades renováveis e promoção da justiça ambiental.

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OODA divulga projeto para complexo vertical de uso misto em Tirana, Albânia

O escritório OODA divulgou imagens do Hora Vertikale, um novo projeto para a capital da Albânia que incorpora unidades residenciais dispostas verticalmente, cercadas por um novo parque e oferecendo uma variedade de comodidades. O projeto sobrepõe sete tipos de volumes, cada um com sete pavimentos de altura e definido por uma identidade visual distinta inspirada em elementos urbanos e rurais. Desenvolvido em colaboração com a firma local Artech, o projeto recebeu aprovação da prefeitura e a construção está prevista para começar ainda no primeiro semestre deste ano.

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Prêmio AIA 2024 concede Medalha de Ouro ao Lake|Flato Architects pelo ativismo ecológico

O Instituto Americano de Arquitetos anunciou David Lake e Ted Flato, fundadores do escritório Lake|Flato Architects, sediada no Texas, como os vencedores da Medalha de Ouro AIA 2024. A dupla foi escolhida pelo júri por sua capacidade de tornar "a sustentabilidade empolgante de uma forma que poucos outros arquitetos conseguiram". Fundado em San Antonio em 1984, o escritório busca tornar o design ambientalmente consciente acessível e interessante, encontrando maneiras de fortalecer o vínculo entre os seres humanos e a natureza.

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Como o racismo ambiental e climático se manifesta nas cidades

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Faltando alguns dias para o fim do mês de novembro, Gramado, cidade conhecida como um dos destinos turísticos mais procurados do sul do Brasil, ganhou os holofotes da mídia nacional e internacional e, infelizmente, não foi por causa do seu festival de cinema ou pelas tradicionais e suntuosas festividades de natal. A cidade, que já vinha sendo castigada pela chuva persistente há semanas, viu o surgimento de enormes sulcos geológicos que rasgaram suas ruas e contribuíram para a formação de um cenário digno de filme pós-apocalíptico.

O perigo eminente da movimentação do solo colocou em alerta a população e os governantes que agilmente evacuaram as edificações localizadas nas colinas do bairro condenado. A conduta foi completamente efetiva e responsável, visto que um dos prédios que estavam na região delimitada, de fato, veio a desabar 3 dias após a evacuação. Entretanto, vale a pena reparar em um detalhe, o bairro em questão era composto por moradias de alto padrão, além de hotéis e pousadas de luxo, o que levanta uma pergunta: será que os esforços seriam os mesmos se a situação ocorresse em bairros periféricos de população de baixa renda?

Explorando a evolução dos materiais isolantes na arquitetura

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Embora mais relacionada a aspectos evolutivos do que à própria arquitetura, a fragilidade física inerente aos seres humanos tem exigido, desde os tempos pré-históricos, que protejamos nossos corpos e nossos edifícios dos elementos externos. Como exemplo, começando com as cabanas primitivas utilizadas nas primeiras formas de arquitetura doméstica, peles foram empregadas como cobertura externa para restringir o fluxo de ar e, consequentemente, regular o ambiente interior.

Posteriormente, observamos uma evolução que mostra claramente avanços nas técnicas de isolamento, passando de materiais vernaculares como o adobe até um aumento na espessura das paredes usando pedra ou tijolo, finalmente chegando às paredes de cavidade desenvolvidas no século XIX, que deixavam uma pequena câmara de ar entre uma face exterior e interior da parede. Sua posterior popularização levou à introdução de isolamento térmico entre ambas as faces, um sistema que é amplamente reconhecido e utilizado atualmente e que lançou as bases para futuros desenvolvimentos nesse campo.

Cidades em destaque: lições de 2023 sobre resiliência ambiental

No cenário em constante evolução do século XXI, as cidades despontam como modelos de inovação em relação aos objetivos de desenvolvimento sustentável. Criativamente, enfrentam desafios urbanos urgentes, como densidade populacional, transporte, habitação e resiliência. Possuem o potencial de liderar uma agenda climática abrangente, atuando como laboratórios para iniciativas sustentáveis, inovações inter-setoriais e estratégias orientadas para a comunidade. As cidades agem como catalisadoras de revoluções, implementando soluções impactantes que podem ser aplicadas globalmente.

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O que o mundo ainda pode fazer para manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C

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Quando o assunto é mudanças climáticas, as manchetes às vezes parecem contraditórias. Em um dia, lemos sobre incêndios florestais catastróficos causando estragos pelo mundo; no dia seguinte, temos um artigo otimista sobre o rápido avanço da energia solar e eólica. Juntas, essas narrativas podem dificultar a compreensão do panorama geral da ação climática. Os países estão de fato implementando soluções efetivas se as emissões de gases do efeito estufa (GEE) continuam aumentando? Em que áreas o mundo tem progredido o suficiente para superar a crise climática e quais são as lacunas? Que medidas específicas são necessárias para entrarmos no rumo certo?

MVRDV e Orange Architects projetam complexo de uso misto em Kiev, na Ucrânia

O MVRDV e a Orange Architects estão colaborando no projeto NUVO, um novo complexo de uso misto que será construído na capital da Ucrânia. A equipe de arquitetos revelou o design de três dos edifícios que farão parte do projeto. Comissionado pela Kovalska, o projeto está sendo retomado após ser interrompido devido à guerra na Ucrânia. As duas empresas estão trabalhando juntas para aprimorar o plano diretor que foi iniciado pela APA Wojcehowski Architects.

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WallMakers explora o desperdício e a escassez de materiais na Trienal de Arquitetura de Sharjah 2023

A Trienal de Arquitetura de Sharjah foi inaugurada em 11 de novembro de 2023, com o tema "A Beleza da Impermanência: Uma Arquitetura de Adaptabilidade". Sob a curadoria de Tosin Oshinowo, o foco do programa foi fortemente direcionado ao Sul Global, explorando modelos alternativos que a região pode oferecer no futuro. Um dos destaques da Trienal foi o pavilhão nomeado "Corredor de 3 Minutos" projetado pela WallMakers, que explora nosso desperdício em escala global, investigando metodologias de reutilização de materiais.

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