Moises Carrasco

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De hospital a polo de pesquisa médica: como o Montreal Chest Institute se adapta às necessidades modernas

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Com a medicina moderna, pode ser difícil para muitos hoje imaginar a devastação causada pela tuberculose (TB) há cerca de 100 anos. Associada inicialmente a condições insalubres e de superlotação, apenas no Canadá a doença causava a morte de aproximadamente 8.000 pessoas anualmente no final do século XIX. Nessa época, antes da descoberta de tratamentos mais avançados, as prescrições médicas envolviam luz solar, ar puro e repouso. Como resposta, sanatórios foram criados. Eram locais onde os pacientes podiam ser isolados da comunidade para tratar a enfermidade. Um testemunho desse legado ergue-se no coração de Montreal: o antigo Royal Edward Laurentian Institute, mais tarde conhecido como Montreal Chest Institute. Nascido de uma crise, o local tornou-se desde então um símbolo de resiliência, transformação e inovação, deixando de ser um espaço de isolamento para se transformar em um polo próspero de pesquisa e empreendedorismo nas ciências da vida.

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Moldadas ao declive: 14 casas que abraçam a encosta como catalisador de seus projetos

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Quando pensamos em cidades, costumamos assumir que a malha ortogonal é a norma: organizada, previsível e racional. No entanto, muitas áreas urbanas pelo mundo, sobretudo aquelas moldadas por colinas e terrenos acidentados, desafiam essa convenção. Em cidades como Lisboa, em Portugal, as malhas ortogonais aparecem apenas nas zonas mais planas, como a Baixa, ao passo que áreas no entorno, como Alfama, adaptam-se de forma orgânica à topografia. Essas áreas criam formas urbanas mais estratificadas, irregulares e visualmente dinâmicas. Yerevan, na Armênia, oferece outro exemplo urbano dessa adaptação: o Complexo Cascade transforma uma colina íngreme em um espaço público em terraços que conecta diferentes níveis da cidade ao mesmo tempo em que enquadra vistas panorâmicas. Para outros países, essa resposta à topografia torna-se ainda mais crítica. Cidades como Tegucigalpa, em Honduras, ou Valparaíso, no Chile, são definidas por terrenos íngremes e irregulares que exigem que profissionais de arquitetura se envolvam profundamente com o território. Projetar nesses contextos, especialmente em projetos residenciais, exige adaptação técnica e uma compreensão contextual que permite que o declive se torne um elemento gerador no processo de projeto.

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Por que o Prêmio Pritzker 2025 importa: Liu Jiakun e a mudança rumo a uma arquitetura socialmente responsável

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Durante quase duas décadas, cidades de todo o mundo abraçaram o fenômeno da "starchitecture" — edifícios futuristas e impactantes projetados por arquitetos/as de renome global. Na China, essa tendência foi particularmente forte, à medida que a rápida urbanização impulsionou a construção de megaestruturas icônicas, como o Galaxy SOHO de Zaha Hadid, a Sede da CCTV do OMA e o Estádio Ninho de Pássaro do Herzog & de Meuron em Pequim. Na época de suas construções, todas essas obras foram celebradas como símbolos de progresso e ambição global. Contudo, a arquitetura global vem passando por uma transição em direção a uma abordagem mais centrada no ser humano e orientada pelo contexto, com a China despontando como uma das principais protagonistas dessa transformação. Este ano, o Prêmio Pritzker de 2025 concedido a Liu Jiakun consolida ainda mais essa mudança de rumo.

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As casas neomaias de Frank Lloyd Wright em Los Angeles: criando atmosfera e percepção de espaço

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O legado arquitetônico de Frank Lloyd Wright é vasto, mas entre suas obras mais enigmáticas e ricas em atmosfera estão suas casas neomaias em Los Angeles, Califórnia. Residências como a Hollyhock House redefinem a interação de luz, materialidade, inovação construtiva e percepção espacial. Ao utilizar blocos de concreto modulares de forma ornamental e estrutural, Wright desenvolveu uma estética única profundamente enraizada tanto no passado quanto no futuro.

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Do micro ao espaçoso: maximizando o espaço em apartamentos urbanos em Taiwan

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Apesar de sua extensão territorial reduzida, a ilha de Taiwan é densamente povoada, com mais de 80% de sua população vivendo em áreas urbanas. Diante disso, o espaço disponível é frequentemente limitado, sobretudo em grandes cidades como Taipé, Taichung e Kaohsiung. Por esse motivo, profissionais de design e arquitetura enfrentam o desafio constante de criar interiores que pareçam amplos, funcionais e visualmente atraentes, apesar de suas plantas por vezes compactas. Em vez de encarar essas limitações como restrições, as equipes de projeto as transformam em oportunidades para experimentar layouts inteligentes e mobiliário multifuncional que melhora a habitabilidade.

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Quando o mundo veio a Montreal: o legado urbano da Expo 67 do Canadá

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A Expo 67 do Canadá destaca-se como uma das exposições mundiais de maior sucesso da história, quebrando recordes e deixando um impacto duradouro na paisagem urbana de Montreal. Integrando as celebrações do centenário do Canadá, o evento proporcionou à cidade a oportunidade de apresentar suas conquistas culturais e tecnológicas em um cenário global. Com mais de 50 milhões de visitantes em apenas seis meses, o evento superou todos os recordes de público anteriores, alcançando a impressionante marca de 569.500 pessoas em um único dia — um feito inédito para uma feira mundial na época. Hoje, 58 anos depois, e com a iminente Expo Osaka 2025 projetada para mostrar como desenhar a sociedade do futuro, vale a pena revisitar o legado da Expo 67 e explorar as transformações urbanas que ela trouxe para Montreal.

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O rosa como ferramenta de design: atmosfera, identidade e experimentação no design de interiores

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Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.

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Absorver, filtrar, armazenar: 9 projetos que mostram como as cidades-esponja se adaptam aos desafios climáticos

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O conceito de "cidades-esponja" ganhou destaque desde que foi introduzido pelo/a arquiteto/a paisagista chinês/a Kongjian Yu, fundador/a da Turenscape, e foi adotado oficialmente como diretriz nacional na China em 2013 para combater as inundações urbanas. Essa abordagem prioriza a infraestrutura baseada na natureza, como áreas úmidas, jardins de chuva e pavimentos permeáveis, criando paisagens de solo poroso onde a vegetação nativa pode prosperar com manutenção mínima. Durante as chuvas, esses sistemas absorvem e retardam o fluxo da água, reduzindo os riscos de inundação. Em contrapartida, as soluções tradicionais de drenagem baseadas em tubulações e concreto — embora amplamente utilizadas — são caras, rígidas e exigem manutenção frequente, por vezes tornando as cidades ainda mais vulneráveis a enchentes devido a entupimentos e transbordamentos.

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A revolução modernista de Tegucigalpa: Metroplan e a mudança na identidade urbana de Honduras nos anos 1970

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Em 1975, Honduras estava sob um regime militar que já durava mais de uma década, liderado na época pelo general Juan Alberto Melgar Castro. Durante esse período, Tegucigalpa passou por transformações profundas e sem precedentes. O afluxo de pessoas vindas de várias partes do país devido à migração rural transformou a cidade de uma área urbana compacta em uma metrópole em expansão. Esse crescimento inesperado levou o governo a implementar um plano de desenvolvimento e planejamento municipal, projeto que viria a definir o futuro da cidade e a evolução de seu centro histórico. Este artigo foi desenvolvido com a colaboração do arquiteto hondurenho Lisandro Calderón, especialista em Planejamento Urbano e atualmente professor da Universidade Tecnológica de Centro-América (UNITEC), localizada em Tegucigalpa, Honduras.

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Construindo entre os galhos: um panorama da arquitetura contemporânea de casas na árvore

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Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.

"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.

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Salvando o patrimônio arquitetônico de Montreal: o legado de Phyllis Lambert de mudanças impulsionadas pela comunidade

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Phyllis Lambert tem sido uma figura fundamental na preservação do patrimônio cultural do Canadá. Como arquiteta e defensora da conservação patrimonial, Lambert deixou uma marca indelével em Montreal e em outras cidades ao redor do mundo. Suas contribuições para o cenário arquitetônico de Montreal não devem ser avaliadas apenas em termos de edifícios individuais, mas sim pela perspectiva da cidade como um todo. Ela não apenas cofundou o Centro Canadense de Arquitetura (CCA), mas também ajudou a remodelar a forma como cidades como Montreal pensam sobre o patrimônio e sobre a importância das vozes da comunidade no planejamento urbano.

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Santuários Isolados: Arquitetura Religiosa Contemporânea Inspirada em Princípios Modernistas pela Ásia

A arquitetura religiosa na Ásia está evoluindo ao incorporar influências modernistas e, ao mesmo tempo, preservar sua essência espiritual. Linhas limpas, estética minimalista e materiais como o concreto, o aço e o vidro tornaram-se elementos comuns. Essas intervenções costumam substituir ou complementar a ornamentação complexa e os materiais naturais tradicionalmente associados aos espaços sagrados da região. Essa abordagem confere um apelo universal a essas estruturas, mantendo o respeito às suas bases culturais e espirituais.

Diversos exemplos destacam essa fusão entre tradição e modernidade. A Capela Cloud of Luster, no Japão, utiliza colunas esbeltas e abundante iluminação natural para criar uma atmosfera luminosa que evoca o Johnson Wax Building, de Frank Lloyd Wright. O Temple of Steps, na Índia, incorpora degraus em cascata que emulam os tradicionais Ghats, combinando simbolismo cultural com uma estética brutalista. De maneira semelhante, o Monastério Water-Moon, em Taiwan, adota concreto, linhas retas e espelhos d'água sob a influência direta dos Cinco Pontos da Arquitetura de Le Corbusier. Por fim, o Templo Budista Jetavana, na Coreia do Sul, e o Upper Cloister, na China, integram sua implantação à pedra e à encosta circundantes, estabelecendo paralelos com as casas do deserto de Wright. Em conjunto, esses projetos mostram como a arquitetura religiosa asiática vem redefinindo os espaços sagrados por meio de uma perspectiva modernista, sem deixar de honrar seu patrimônio tradicional.

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Do concreto aos dosséis verdes: revitalizando cidades por meio do design natural

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A jornada em direção à renaturalização dos espaços urbanos é um esforço contínuo que começou já na década de 1970 e continua a moldar cidades em todo o mundo hoje. Desde a transformação de rodovias em parques vibrantes até a restauração de cursos d'água e a integração da natureza ao planejamento urbano, esses projetos refletem um compromisso compartilhado com a sustentabilidade, a habitabilidade e a resiliência. Em Portland, a criação do Tom McCall Waterfront Park em 1978 estabeleceu um exemplo pioneiro ao substituir uma via expressa por áreas verdes. Décadas mais tarde, Boston seguiu o exemplo com a Rose Kennedy Greenway, recuperando o terreno antes ocupado pela via expressa elevada Central Artery.

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IA e o Ambiente Construído: Unindo Tecnologia, Design e Identidade Cultural

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A inteligência artificial (IA) está reconfigurando o cenário arquitetônico, oferecendo ferramentas que potencializam a criatividade, otimizam fluxos de trabalho e redefinem os processos de projeto. Desde o auxílio no planejamento urbano até a conceituação de residências e criação de visualizações, a IA abre novas possibilidades para arquitetos/as, designers e até mesmo pessoas leigas. No entanto, à medida que os resultados gerados por IA se tornam mais frequentes, surgem preocupações quanto à possibilidade de gerar projetos com aparência genérica ou ao desaparecimento de habilidades tradicionais de projeto. Esses desafios nos levam a examinar criticamente como a IA complementa a criatividade humana e as implicações éticas em torno da autoria, originalidade e direitos de propriedade intelectual nesta era digital em rápida evolução.

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Arquitetura para a Paz: fomentando o crescimento e o aprendizado por meio de espaços educacionais em Honduras

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Tegucigalpa, capital de Honduras, oferece uma mistura dinâmica entre o patrimônio arquitetônico do país e suas paisagens montanhosas. No entanto, assim como muitas outras cidades da América Latina, enfrenta desafios urbanos significativos, como disparidades socioeconômicas e um tecido urbano fragmentado. Em resposta a isso, diversas iniciativas de projeto surgiram ao longo dos anos para mitigar esses problemas. Um dos exemplos mais marcantes é a "Villa de las Niñas" (Vila para Meninas), projetada pelo escritório guatemalteco Solis Colomer Arquitectos, que se expandiu em 2017 para incluir a "Villa de los Niños" (Vila para Meninos). Esses projetos são voltados para crianças de famílias de baixa renda que frequentemente enfrentam o risco de recrutamento por facções. Juntas, as propostas dão continuidade a um legado arquitetônico que oferece um ambiente seguro e acolhedor para crescer e aprender.

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O planejamento padronizado das cidades latino-americanas: rastreando o traçado das Leis das Índias

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Um olhar sobre a maioria das cidades da América Latina revela semelhanças impressionantes entre os países, do México à Argentina: a maior parte das cidades possui uma área bem definida conhecida como "El Centro" (O Centro), articulada em torno de uma praça principal (Plaza Mayor), ladeada por uma igreja de um lado e edifícios institucionais fundamentais, como a prefeitura, de outro. Isso não é mera coincidência, mas sim o resultado de um sistema de planejamento urbano estabelecido durante a colonização espanhola das Américas nos séculos XVII e XVIII. Esse sistema forneceu diretrizes padronizadas para o desenho urbano em todos os seus vice-reinados. Ao contrário das colônias francesas e inglesas, os assentamentos espanhóis seguiam regulamentações estritas que contribuíram para o surgimento de uma identidade urbana compartilhada, resultando em cidades com lógica espacial e coesão arquitetônica semelhantes, independentemente de suas diferentes escalas e contextos.

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A ciência do design: como a neurociência pode ajudar os/as arquitetos/as a moldar o ambiente construído

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Nos últimos anos, a integração entre a neurociência e a arquitetura revolucionou nossa compreensão de como os ambientes construídos influenciam o bem-estar, o comportamento e a cognição humana. Esse campo interdisciplinar, conhecido como neuroarquitetura, explora as conexões entre o projeto espacial, as funções cerebrais e a psicologia, oferecendo insights para a criação de ambientes que promovem a saúde, a criatividade e a resiliência emocional.

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Projetando o Campus Aeroespacial da Bombardier em Toronto, Canadá: Insights de Lilia Koleva, da NEUF architect(e)s

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Adjacente ao Aeroporto Internacional Pearson de Toronto, o Centro de Montagem de Aeronaves da Bombardier representa um projeto que é um marco no design aeroespacial canadense. Localizado ao lado do maior aeroporto do Canadá, o complexo combina 70.000 m² (750.000 ft²) de precisão técnica com um olhar atento às pessoas. O editor do ArchDaily, Moises Carrasco, teve a oportunidade de conversar com Lilia Koleva, sócia na NEUF architect(e)s e fundadora do escritório da empresa em Toronto, que liderou este projeto. Koleva compartilhou detalhes de sua trajetória profissional e refletiu sobre os desafios de estabelecer e expandir a filial da NEUF em Toronto. Ela também aborda o Campus da Bombardier, descrevendo-o como um projeto decisivo em sua carreira, e explica como ele demonstra a capacidade da NEUF de enfrentar projetos de grande escala e alta complexidade técnica, sem perder de vista as pessoas que utilizam o espaço. Este projeto se apoia na experiência prévia do escritório em projeto industrial e expande seu portfólio de soluções arquitetônicas centradas no ser humano. Koleva reflete, além disso, sobre a importância de fomentar a colaboração, a adaptabilidade e uma compreensão clara das necessidades dos clientes — qualidades que definem sua abordagem de arquitetura e liderança na NEUF.

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