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O rosa como ferramenta de design: atmosfera, identidade e experimentação no design de interiores

Nos últimos anos, o rosa evoluiu para além de suas associações tradicionais, tornando-se um elemento sofisticado e versátil na arquitetura e no design de interiores. Definido por um amplo espectro de matizes, o rosa abrange tons quentes e frios, variando de nuances puras de vermelho (R) a misturas com amarelo (Y80R, Y90R) ou azul (R10B, R20B, R30B), conforme classificado pelo Natural Color System (NCS). Embora seja difícil de definir por um único tom, essa cor equilibra vibração e suavidade, o que a torna adaptável a diferentes materiais e contextos. À medida que o rosa continua a ganhar destaque nos interiores contemporâneos, seu papel vai além de uma mera escolha cromática — trata-se de uma estratégia de design. A recente transição dos tons de rosa vibrantes e lúdicos da tendência "Barbiecore" para matizes mais suaves e empoeirados, vistos na moda e no design nas coleções de moda de 2025, destaca a adaptabilidade da cor. Sua presença nas paletas de cores da Pantone para 2025 também reforça seu apelo em diversas disciplinas. Quando aplicado de forma inteligente, o rosa pode transformar espaços, tornando-os acolhedores, amplos ou atemporais.

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Curiosamente, o rosa desempenha há muito tempo um papel importante em tradições culturais e arquitetônicas ao redor do mundo. No Japão, tons delicados que remetem às flores de cerejeira (Sakura) simbolizam a efemeridade e a beleza, ecoando os temas de impermanência celebrados nos festivais de Hanami. Na China, o rosa-pêssego tem sido historicamente associado à longevidade, um tema refletido na literatura clássica, como em Jornada ao Oeste. A cor também desempenha um papel fundamental em tradições arquitetônicas globais, desde as casas em tons suaves de rosa de Suffolk na Inglaterra até as fachadas em terracota do Hawa Mahal de Jaipur, na "Cidade Rosa" da Índia. No México e na Espanha, Luis Barragán e Ricardo Bofill utilizaram a cor com maestria na arquitetura modernista para acentuar a profundidade espacial e o jogo com a luz natural. Na Argentina, a Casa Rosada demonstra como a cor pode servir de emblema político e cultural.

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Sobre este autor
Cita: Carrasco, Moises. "O rosa como ferramenta de design: atmosfera, identidade e experimentação no design de interiores" [Pink as a Design Tool: Atmosphere, Identity, and Experimentation in Interior Design] 14 Fev 2025. ArchDaily em Português. Acessado . <https://www.archdaily.com.br/pt/1142629/o-rosa-como-ferramenta-de-design-atmosfera-identidade-e-experimentacao-no-design-de-interiores> ISSN 0719-8906

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