No restaurante Steirereck am Pogusch, arquitetura e gastronomia parecem falar a mesma língua: a da transformação sensível das matérias-primas. Ingredientes locais, como folhas, raízes e flores, transformam-se em pratos surpreendentes, nos quais a simplicidade é elevada ao extraordinário. Da mesma forma, o edifício, longe de ser uma estrutura estática, oferece uma experiência tátil e visual única. Um dos elementos mais intrigantes é o uso de painéis de alumínio espumado estabilizado que, em vez de evocar a frieza e a rigidez frequentemente associadas ao metal, foram manipulados para transcender suas características convencionais. Eles parecem respirar, com suas superfícies porosas e texturizadas que absorvem e refletem a luz, criando um jogo de sombras e brilho que evoca a leveza e a qualidade orgânica dos materiais naturais.
Leonardo.ai. Imagem gerada por IA pelo ZIGURAT Institute of Technology. Imagem: Cortesia de ZIGURAT
"Estamos à beira de uma revolução na construção civil. A introdução da Inteligência Artificial transformará inevitavelmente um setor que, até agora, tem sido tradicional e pouco digitalizado. Em breve, testemunharemos uma mudança de paradigma na forma como abordamos cada etapa do processo construtivo, e os/as profissionais do setor devem liderar essa mudança", alerta Lilian Ho, BIM & Digital Leader na indústria de AEC.
Os espaços públicos continuam sendo alguns dos cenários mais dinâmicos para a experimentação arquitetônica não construída, revelando como as cidades e os/as arquitetos/as podem conceber a acessibilidade, o encontro e a identidade cívica. Nesta seleção de projetos não construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas examinam parques, corredores de pedestres, paisagens culturais e ambientes urbanos de livre acesso que convidam as pessoas a se encontrar, se movimentar, descansar e participar da vida coletiva. Em vez de tratar o espaço público como um terreno residual, esses projetos o posicionam como uma infraestrutura essencial, moldando a saúde urbana, a memória e a interação social.
A arquitetura é frequentemente definida por sua forma física, materiais e elementos estruturais, mas são a luz e a sombra que realmente moldam a experiência do espaço. Esses elementos influenciam a percepção, guiam o movimento e evocam respostas emocionais, transformando estruturas estáticas em ambientes dinâmicos. Ao longo da história, arquitetos e arquitetas têm explorado o jogo entre luz e sombra, utilizando-o como uma ferramenta de projeto fundamental para criar atmosfera e significado.
Mesclando técnicas vernáculas e experimentação contemporânea, a paisagem arquitetônica do México é moldada por um diálogo contínuo entre tradição, materialidade e modernidade. Sendo o quinto país com maior biodiversidade do mundo, a arquitetura mexicana busca responder a uma vasta gama de ambientes naturais, climas e tradições culturais, tudo dentro de um território marcado por contrastes impressionantes. Refletindo uma dualidade latente, ela é capaz tanto de expressar exclusividade quanto de atuar como catalisadora de transformação social.
Diante dos desafios ambientais, políticos, econômicos e sociais atuais, a experimentação com materiais na arquitetura convida a reconhecer a importância de investigar e analisar as propriedades dos elementos construtivos e compreender o papel do design espacial e de seu entorno imediato. Embora existam diversos tecidos, plásticos e até mesmo resíduos de várias fontes que são reciclados e ganham uma nova vida útil, o debate sobre o uso do sal como material de construção abre espaço para fomentar práticas mais sustentáveis para reduzir o impacto da indústria sobre o meio ambiente, bem como para investigar a nova vida de minerais descartados e resíduos de mineração para aplicação na arquitetura.
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Escuela - taller. Image Cortesía de Erentia
Erentia é um projeto que integra um escritório de arquitetura, um laboratório e uma associação sem fins lucrativos com sede na Espanha. A associação lançou uma iniciativa para divulgar um programa de cooperação em Cuba, focado na reabilitação do parque habitacional rural no Vale do Palmarito de Viñales, em Cuba. Diante da vulnerabilidade desta região a ciclones e furacões, o objetivo primordial é garantir a segurança estrutural das moradias e diminuir a exposição a futuros eventos meteorológicos extremos.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143199/erentia-uma-iniciativa-para-a-reconstrucao-sustentavel-da-habitacao-rural-em-cubaEnrique Tovar
A arquitetura, por si só, define a maneira como habitamos um espaço? Está cada vez mais claro que não. Os objetos em um espaço — em especial o mobiliário e outras peças de design — não apenas cumprem funções práticas, mas também moldam ativamente a experiência espacial e humana. À medida que escolas, residências e escritórios evoluem para acomodar novas formas de trabalhar, viver e socializar, o mobiliário acompanha essas transições, estimulando diálogos que vão além do funcional e dialogam com a dimensão corporal implícita em seu uso.
Há várias décadas, a dupla de arquitetura britânica Alison e Peter Smithson já explorava a relação entre o corpo, a experiência cotidiana e o espaço em escala arquitetônica. Desde então, conceitos contemporâneos de flexibilidade e conforto ampliaram esse panorama para abranger outras escalas, como o mobiliário. Essas transformações impulsionaram a consolidação de sistemas de assentos modulares cuja flexibilidade e adaptabilidade respondem a diversas formas de viver e se relacionar com o espaço. Nesse contexto, surgem propostas inovadoras, como a linha completa de assentos e mesas Beau — um sistema expansivo de sofás modulares projetado para múltiplas possibilidades, com forte ênfase no conforto e no apelo sensorial.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143200/um-sistema-expansivo-de-sofas-modulares-reimaginando-o-conforto-para-alem-do-sentarEnrique Tovar
Quando se fala sobre a inteligência futura da arquitetura, grande parte do esforço histórico tem se concentrado em expandir limites — desafiando normas, explorando alternativas e projetando visões ousadas do que a arquitetura pode vir a ser. O advento do modernismo exemplificou essa abordagem: novos materiais e métodos construtivos radicais deram origem a um futuro arquitetônico amplamente reimaginado. Esse impulso continua hoje, com instituições de pesquisa e escritórios de destaque explorando constantemente técnicas inovadoras, materiais e sistemas de manufatura.
No entanto, um método de imaginação dos futuros da arquitetura costuma ser negligenciado: o ato de revisitar o passado de forma crítica. Aprender com, revelar e documentar práticas espaciais e comunitárias menos conhecidas é igualmente essencial. Essas formas mais sutis de conhecimento — como os espaços foram usados, adaptados e habitados — podem revelar percepções duradouras que moldam futuros mais fundamentados e culturalmente ressonantes. Em vez de buscar a novidade pela novidade, talvez um caminho igualmente significativo consista em construir um arquivo arquitetônico coeso que conecte o passado e o futuro.
Uma série de projetos anunciados recentemente na Europa, Ásia, no Oriente Médio e na América do Norte reflete uma mudança contínua no pensamento arquitetônico em direção a abordagens que integram as edificações com suas paisagens, os programas com a vida pública e o design com objetivos ambientais de longo prazo. Em Nantes, na França, um campus de saúde redefine a formação médica por meio de um planejamento consciente do clima, enquanto em San Antonio, no Texas, um novo arboreto transforma um antigo campo de golfe em uma paisagem pública voltada para a pesquisa. Torres residenciais começam a se erguer ao lado do Parque Lumphini, em Bangkok; uma nova comunidade costeira está em desenvolvimento nos Emirados Árabes Unidos; e a ampliação do Museu Nelson-Atkins, em Kansas City, propõe repensar como as instituições culturais se conectam com seu entorno. Juntos, esses anúncios apontam para um interesse crescente em projetos que inserem a arquitetura em sistemas ecológicos e cívicos mais amplos, propondo novos modelos de integração espacial, acessibilidade e resiliência.
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Vencedor do 1º Prêmio: Our Light. Imagem cortesia de Buildner
Buildner anunciou os resultados de sua quarta edição anual do concurso internacional de ideias de arquitetura Hospice - Home for the Terminally Ill. Esta chamada global de ideias continua a explorar como a arquitetura pode apoiar os cuidados de fim de vida com empatia, dignidade e sensibilidade ao contexto. O concurso convidou arquitetos/as e designers a irem além dos requisitos clínicos e a conceberem espaços que ofereçam calor emocional, conexão social e um profundo senso de lugar.
Durante séculos, o coração da Península Arábica foi uma terra de vastos desertos e assentamentos moldados pelo seu entorno. Essa relação com a paisagem, a materialidade e o conhecimento do lugar não apenas perdurou, mas hoje se traduz em um cenário que ganha reconhecimento na cena criativa global. Desde projetos que surgem com uma profunda sensibilidade ao contexto até exposições globaise prêmios que impulsionam sua evolução, a região consolida sua linguagem arquitetônica — enraizada em sua história e, ao mesmo tempo, voltada para novas explorações. Longe de estagnar, esse impulso continua a traçar o caminho para o seu desenvolvimento, estabelecendo a região como uma plataforma de destaque no discurso arquitetônico contemporâneo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1143190/insights-da-comissao-de-arquitetura-e-design-da-arabia-saudita-e-da-iniciativa-designathonEnrique Tovar
A discussão sobre IA na arquitetura deixou de ser especulação para se tornar realidade prática. Arquitetos/as e designers agora buscam compreender como o uso inteligente de ferramentas baseadas em inteligência artificial pode impulsionar a inovação e criar vantagens competitivas. No entanto, à medida que a curiosidade e o otimismo crescem, os escritórios também enfrentam receios relacionados a questões éticas e jurídicas que cercam a adoção da IA.
Entre as 45 propostas concorrentes para o Pavilhão do Chile na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2025, o projeto vencedor foi anunciado recentemente. Trata-se de 'Reflective Intelligences', proposta curatorial de Serena Dambrosio, arquiteto/a, pesquisador/a e docente na Universidad Diego Portales; Nicolás Díaz Bejarano, arquiteto/a, pesquisador/a, docente e doutorando/a em Arquitetura e Estudos Urbanos na Pontificia Universidad Católica de Chile; e Linda Schilling Cuellar, arquiteto/a, designer urbano/a, educador/a e doutorando/a no Centre for Research Architecture da Goldsmiths University.
Materiais de pavimentação à base de terra incluem elementos naturais como argila, areia, silte, cal e fibras orgânicas. Eles proporcionam tanto desempenho estrutural quanto estímulo sensorial ao serem aplicados tanto em áreas externas quanto internas. Devido às suas propriedades térmicas, durabilidade e qualidades sustentáveis, esses materiais evoluíram de técnicas construtivas vernaculares para elementos arquitetônicos de alto valor, constantemente reinventados e otimizados. Existem diversos tipos de pisos de terra, cada um com benefícios únicos, e seu uso em ambientes internos tem se tornado cada vez mais frequente.
Quando estudantes de arquitetura ainda estão na universidade, um momento costuma marcar um divisor de águas: o primeiro contato com um software. Não se trata apenas de dominar uma ferramenta, mas de descobrir um espaço onde as ideias transcendem os modelos físicos, ganhando forma em um ambiente digital e dando início a uma relação que muitas pessoas levarão por toda a sua carreira profissional. O que acontece a seguir? Os softwares continuam evoluindo e, com eles, a experiência de projeto. Nos últimos anos, essa evolução se acelerou — aprendizado de máquina, inteligência artificial, prompts e fluxos de trabalho integrados deixaram a periferia e passaram a ocupar o centro da prática projetual, tornando-se parte da linguagem comum entre sistemas e usuários/as. À medida que essas ferramentas se consolidam, surge uma pergunta fundamental: como isso redefinirá nossa experiência de projetar arquitetura no futuro?
https://www.archdaily.com.br/pt/1143283/como-o-bim-a-assistencia-por-ia-e-os-fluxos-de-trabalho-integrados-moldarao-a-experiencia-de-projeto-do-a-arquiteto-aEnrique Tovar
A habitação coletiva continua sendo uma das áreas mais ativas para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, revelando como arquitetos e arquitetas estão repensando a vida doméstica, a densidade e o convívio compartilhado em diferentes contextos culturais e ambientais. Nesta seleção de projetos não construídos, enviados pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas investigam novas formas de habitar que abrangem unidades móveis, empreendimentos verticais, reutilização adaptativa e conjuntos residenciais integrados à paisagem. Em vez de tratar a habitação como um invólucro puramente funcional, estes projetos a posicionam como uma estrutura social e espacial que molda a vida cotidiana, os vínculos comunitários e a resiliência urbana a longo prazo.
Em geografias variadas, de Tirana e Atenas a Monterrey, Chaloos, Roatán, Bhola e a RDC, estas propostas exploram múltiplas abordagens para a habitação coletiva: a transformação de estruturas industriais remanescentes em edifícios residenciais, a expansão de planos diretores existentes através da integração com a paisagem, a reimaginação da verticalidade em centros urbanos densos e o desenvolvimento de protótipos modulares adaptáveis a mudanças climáticas ou padrões de mobilidade. Alguns projetos priorizam estratégias ecológicas e materiais locais, enquanto outros testam novos modelos de acessibilidade, bem-estar comunitário ou crescimento urbano incremental. Em conjunto, essas propostas refletem um amplo espectro de respostas arquitetônicas às pressões habitacionais contemporâneas.
O calor extremo é uma das consequências mais urgentes e de crescimento mais rápido das mudanças climáticas, especialmente nas cidades. As áreas urbanas são particularmente vulneráveis porque retêm o calor nos materiais de construção e nas vias urbanas, criando condições perigosas para a população. À medida que as temperaturas continuam a subir e as ondas de calor se prolongam, as cidades enfrentam o desafio de se manterem habitáveis diante dessa ameaça intensificada.
Boise, Estados Unidos. Imagem via usuário do Wikipedia: Fæ. Licença sob CC0 1.0. Autor da imagem: Alden Skeie
Das emissões de gases de efeito estufa e da poluição do ar ao desmatamento, um dos principais fatores para o aquecimento global atualmente são as emissões vindas do setor de transportes. Ao explorar suas origens e evolução, bem como os principais desafios enfrentados, o desenvolvimento da mobilidade elétrica em ambientes urbanos representa uma transição global que exige uma combinação coordenada de políticas e ações para alcançar sistemas de transporte mais limpos e sustentáveis. Projetar uma infraestrutura segura e confortável para caminhar e pedalar, promover o transporte público e a mobilidade compartilhada, além de desenhar ruas mais eficientes que incorporem veículos elétricos, entre outras ações, fazem parte de um esforço global crescente para reduzir as emissões de carbono.
"Dance, dance… otherwise we are lost." Esta frase frequentemente citada de Pina Bausch encapsula não apenas a urgência do movimento, mas sua capacidade de revelar o próprio espaço. Em suas coreografias, o espaço nunca é um plano de fundo neutro; ele se torna um parceiro, um obstáculo, uma memória. Pisos se inclinam, cadeiras se acumulam, paredes oprimem ou libertam. Trata-se de condições arquitetônicas, encenadas e contestadas pelo corpo. O que Bausch expõe — e o que a arquitetura frequentemente esquece — é que o espaço não é simplesmente construído, ele é performado. Seu trabalho convida arquitetos e arquitetas a pensar não apenas em termos de materiais e formas, mas de gestos, relações e ritmos. Ela sugere que a arquitetura, assim como a dança, trata fundamentalmente de como habitamos, estruturamos e carregamos emocionalmente os espaços pelos quais nos movemos.
Historicamente, a arquitetura e a dança operaram em paralelo, moldando a experiência humana por meio da orientação do corpo no espaço e no tempo. Dos rituais coreografados dos templos clássicos às lógicas axiais dos palácios barrocos, o espaço construído sempre implicou movimento. A Bauhaus levou isso adiante, à medida que o Ballet Triádico de Oskar Schlemmer visualizava o espaço como uma extensão geométrica do corpo. Não se tratava de cenário, mas de pensamento espacial tornado cinético. No século XX, coreógrafos e coreógrafas como William Forsythe e Anne Teresa De Keersmaeker integraram restrições arquitetônicas em suas partituras, ao passo que arquitetos e arquitetas como Steven Holl, Diller Scofidio + Renfro e Toyo Ito projetaram edifícios que se revelam como sequências espaciais, convidando ao movimento, ao desvio e à pausa.
Montreal, a segunda maior cidade do Canadá, abriga um vasto acervo de arquitetura residencial histórica, em sua maioria datada do século XIX e início do século XX. Esses exemplares são particularmente abundantes em alguns de seus bairros centrais, como o Plateau Mont-Royal. Curiosamente, sua preservação não é por acaso; é o resultado de décadas de defesa ativa por parte de figuras influentes que reconheceram o valor do ambiente construído da cidade, como Phyllis Lambert e Blanche Lemco Van Ginkel. Esforços como os delas foram fundamentais em batalhas históricas de preservação que ajudaram a garantir o atual apoio municipal. Hoje, a cidade conta com um conjunto de leis abrangentes de proteção ao patrimônio histórico, concebidas para salvaguardar a integridade de seus bairros históricos.
Na arquitetura de interiores contemporânea, as instalações prediais — sistemas mecânicos, elétricos, de climatização (HVAC) e hidráulicos — são quase sempre tratadas como elementos a serem ocultados. Cavidades de parede mais espessas, amplos forros rebaixados e, em regiões onde prevalece a construção maciça (como tijolo ou concreto), paredes falsas de gesso são rotineiramente empregadas para esconder esses sistemas. Essa abordagem tornou-se tão normalizada que frequentemente constitui a premissa inicial do planejamento espacial, limitando intrinsecamente a imaginação e reduzindo a gama de possibilidades espaciais. A prioridade passa a ser a ocultação, em vez de se explorar como esses sistemas poderiam coexistir de forma visível dentro de uma linguagem de projeto.
O espaço público há muito tempo ocupa o centro do pensamento arquitetônico, sendo frequentemente estruturado sob a ótica do planejamento, da infraestrutura e da regulamentação. De Paris de Haussmann aos masterplans contemporâneos, arquitetos e arquitetas têm trabalhado para definir e formalizar a vida coletiva por meio de ferramentas espaciais. No entanto, fora dessas estruturas, artistas têm oferecido continuamente formas alternativas de compreender e habitar o espaço público — abordagens que não dependem da construção ou da permanência, mas sim da presença, da percepção e da participação. Por meio de ações, objetos ou atmosferas, artistas abordam a cidade como um território de fricção e imaginação. Esses gestos desafiam as convenções arquitetônicas e convidam a reconsiderar o espaço público não como uma forma resolvida, mas como um processo contingente e aberto.