À medida que o ano se aproxima do fim, é novamente hora da equipe de curadoria do ArchDaily refletir sobre os projetos mais bem-sucedidos de 2025 e considerar quais foram os mais interessantes para os leitores. Através desta visão diversificada, avaliamos as semelhanças e diferenças em tendências e soluções construtivas. Nesse ano, tivemos muitos espaços culturais e públicos de grande escala por Lina Ghotmeh, BIG, Zaha Hadid Architects, DnA e Serie Architects, que marcaram presença em eventos como a Expo Osaka e a Bienal de Veneza, além de um número surpreendente de museus e obras públicas ou de paisagismo na China e em todo o restante do continente asiático. No entanto, ao mesmo tempo em que esses foram projetos muito procurados, as obras mais populares permaneceram, sem surpresa, sendo os projetos residenciais.
Mais especificamente, as casas mais vistas no ArchDaily global possuem estrutura de concreto com considerável presença de vegetação e foco no paisagismo. Elas propõem layouts que destacam vazios e pés-direitos duplos, bem como pátios internos ou grandes aberturas para o exterior. Embora algumas referências tenham sugerido elementos tradicionais ou vernaculares, as reinterpretações modernistas ainda foram predominantes. As tendências de materiais são muito mais contidas, com uma recorrência do uso de concreto aparente, enquanto a madeira e a pedra foram elementos de destaque comuns. Ainda assim, o mais interessante sobre as obras deste ano são os esforços dos arquitetos em situar e inserir os projetos em seus entornos, dando atenção especial à paisagem e como os projetos se fundem com a natureza.
Liminal Air Space-Time, de Shinji Ohmaki, Noor Riyadh 2025. Imagem cortesia de Noor Riyadh
O festival Noor Riyadh 2025 levou instalações de luz em grande escala a espaços públicos por toda a capital da Arábia Saudita, transformando temporariamente nós de transporte, bairros históricos e marcos importantes em ambientes urbanos iluminados. De 20 de novembro a 6 de dezembro de 2025, Riade tornou-se uma galeria urbana de luz, movimento e percepções em constante mudança. A quinta edição do festival reuniu 60 obras de arte de 59 artistas de 24 países, incluindo mais de 35 novos comissionamentos, todos respondendo ao tema "Num Piscar de Olhos" (In the Blink of an Eye). Utilizando a luz tanto como meio quanto como conceito, as instalações reinterpretaram a paisagem arquitetônica em rápida evolução da capital e refletiram sobre como a percepção se transforma em espaços moldados pelo patrimônio histórico e por um ambicioso desenvolvimento urbano.
O escritório Zaha Hadid Architects, em colaboração com a RINA (líder da equipe), o Studio Plicchi, a WSP, a STI Engineering e a BC Building Consulting, venceu o concurso internacional para projetar o Hospital de Malpensa (Grande Ospedale della Malpensa), na Itália. Encomendado pela Autoridade Regional de Saúde da Lombardia, o projeto consolidará os hospitais existentes de Gallarate e Busto Arsizio em um único campus médico para atender a região entre Milão e Varese, abrangendo uma população de quase um milhão de habitantes.
O Mosteiro Budista de Plum Village, no sul da Dordonha, na França, recebeu a aprovação de construção para a primeira fase de sua colaboração contínua com o escritório holandês de arquitetura MVRDV. As aprovações abrangem a fase do plano diretor do Hamlet Superior (Upper Hamlet), incluindo a construção de novas hospedarias e a reforma e ampliação da livraria do mosteiro, bem como um novo edifício para o mosteiro feminino no Hamlet Inferior (Lower Hamlet). Desenvolvido em colaboração com o escritório coautor MoonWalkLocal e as consultorias OTEIS, VPEAS e Emacoustic, o projeto mais amplo inclui dois planos diretores para os Hamlets Superior e Inferior do mosteiro, quatro hospedarias comunitárias, um novo mosteiro feminino e a transformação da livraria existente. Atuando sem fins lucrativos, a equipe de projeto prioriza a reforma juntamente com o uso de materiais circulares e biobaseados, alinhando a abordagem arquitetônica com os princípios filosóficos do mosteiro. As ampliações propostas visam acolher melhor os/as visitantes que viajam anualmente a Plum Village para vivenciar os ensinamentos do Budismo Engajado.
O ano que passou marcou um período de introspecção para a arquitetura. À medida que 2025 se desenrolava, a disciplina, confrontada com realidades ambientais e sociais em constante evolução, entrou em um ponto de virada mais amplo em relação a como compreende seu papel e a como as pessoas interagem com ela. Ao longo do ano, as exposições desviaram o foco dos edifícios como objetos isolados em direção a uma compreensão mais ampla das relações entre ecologia, equidade, vida cotidiana e imaginários coletivos. Em diferentes instituições e cidades, elas funcionaram menos como vitrines e mais como plataformas discursivas: espaços onde a arquitetura não era apenas apresentada, mas também imaginada, questionada e coletivamente redefinida.
Embora as exposições há muito tempo funcionem como locais de discurso, política e comunidade, esse papel tornou-se mais explícito em 2025. Como observou Carlo Ratti em uma entrevista ao ArchDaily durante a pré-abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, as exposições de hoje podem "hibridizar a maneira como as pessoas se reúnem", uma ambição que ecoou em cidades e instituições à medida que as mostras evoluíram para espaços de debate, experimentation e reflexão coletiva. As exposições são espaços onde profissionais da arquitetura e do design se encontram, onde as conversas se desenrolam abertamente com o público e onde as ideias emergem por meio de intercâmbios espontâneos entre os passantes. As exposições tornaram-se espaços nos quais o discurso arquitetônico se estendeu para além dos círculos profissionais, abrindo conversas para públicos mais amplos por meio de encontros cotidianos, experiências compartilhadas e trocas informais.
Criando espaços habitacionais em um mundo entre o ligado e o desligado. Imagem cortesia de GIRA
No debate arquitetônico recente, o design de interiores tem se concentrado em como os espaços moldam a experiência psicológica e atmosférica, e no que confere ressonância emocional aos ambientes internos. A atenção deslocou-se para os pequenos detalhes, em vez de se apoiar primordialmente na forma ou na estrutura. A luz, por exemplo, não é apenas um requisito técnico, mas também um material arquitetônico por direito próprio. Ela é capaz de estruturar o espaço, animar superfícies, definir texturas e moldar a atmosfera, ao mesmo tempo em que influencia o bem-estar. Paralelamente, as características entre o minimalismo e o maximalismo moldam a forma como as atmosferas são percebidas, instigando uma reflexão sobre como as abordagens voltadas à simplicidade ou à exuberância podem influenciar o estado de espírito. Longe de existirem como estéticas opostas, essas tendências investigam a maneira como os interiores interagem com os estados mentais, refletem a identidade pessoal e respondem às mudanças sutis na forma como as pessoas habitam e vivenciam o espaço.
As cidades estão se remodelando lentamente. Ruas caminháveis, redes cicloviárias e bairros de uso misto vêm se tornando prioridades de planejamento, à medida que metas climáticas, mudanças nos estilos de vida e o trabalho remoto reconfiguram as rotinas cotidianas. No entanto, mesmo com o avanço dessas propostas centradas nas pessoas, a maioria das cidades ainda depende fortemente dos carros particulares, gerando uma tensão entre os futuros urbanos que estamos projetando e os hábitos de mobilidade que persistem na atualidade.
Essa tensão tem levado arquitetos/as e incorporadores/as a repensar uma das peças mais complexas do quebra-cabeça urbano: o estacionamento. Edifícios de uso misto estão se multiplicando, sobrepondo moradias, espaços de trabalho e serviços em projeções de implantação mais compactas, o que exige o máximo aproveitamento de cada metro quadrado. O desafio já não consiste apenas em encontrar um lugar para os carros, mas em integrar o estacionamento de forma a favorecer a densidade, a habitabilidade e a adaptabilidade a longo prazo — permitindo que as cidades evoluam sem que os veículos dominem seu desenho urbano.
A residência Caochan na Creige, projetada por Izat Arundell, foi anunciada como a vencedora do prêmio RIBA House of the Year de 2025. A autoconstrução com estrutura de madeira e revestimento de pedra está localizada nas Ilhas Hébridas Exteriores, na Escócia, ocupando um lote rural compacto marcado pela exposição às intempéries e por uma configuração geológica singular. Construída por e para seus/suas arquitetos/as proprietários/as, a casa foi selecionada por sua resposta clara às condicionantes do terreno, sua estratégia material e pela coerência entre a intenção projetual e a construção.
Timpaan, Blauwhoed e o escritório White Arkitekter, em conjunto com SeARCH, Space&Matter, Atlas Architects e DS Land Landschapsarchitecten, foram selecionados para o projeto de desenvolvimento de The Erven, um bairro estruturado em madeira planejado para Hoofddorp, na região metropolitana de Amsterdã. A proposta vencedora faz parte de uma importante fase de expansão da área de Lincolnpark e prevê cerca de 519 residências projetadas em torno de quatro pátios, ou erven, inspirados nas tradicionais propriedades agrícolas holandesas.
Nos últimos anos, essa relação histórica começou a se transformar. As imagens de arquitetura não se tornaram apenas mais refinadas ou tecnologicamente avançadas; elas assumiram um novo significado social e institucional. À medida que extrapolaram os contextos profissionais e ganharam circulação pública, seu papel se expandiu. Deixaram de ser apenas métodos de comunicação interna da disciplina para se tornarem objetos de interpretação pública, debate e, por vezes, disputa. Isso marcou uma mudança sutil, mas profunda, na maneira como as representações visuais da arquitetura eram compreendidas e utilizadas.
No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.
Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.
NPO Aoyama Design Forum (ADF), uma organização sem fins lucrativos, anunciou o ADF Design Award 2026, uma premiação que celebra a arquitetura que vai além do apelo estético — seu objetivo é gerar um impacto significativo na sociedade, na cultura e no meio ambiente. O prêmio busca reconhecer obras excepcionais que desafiam as convenções estabelecidas, demonstram pensamento inovador e enriquecem a vida das pessoas por meio de um design visionário e responsável. Profissionais de arquitetura e design de todo o mundo estão convidados/as a enviar suas propostas em uma plataforma exclusiva que fomenta conexões, promove a troca de ideias e incentiva uma colaboração intercultural significativa.
LUMA Arles / Gehry Partners. Fotografia de Iwan Baan. Imagem cortesia de Gehry Partners
As notícias desta semana refletem o envolvimento simultâneo da arquitetura com a reflexão cultural, o legado profissional e as realidades materiais da construção das cidades. O falecimento de Frank Gehry motivou uma reavaliação mais ampla da prática arquitetônica do final do século XX e início do século XXI, ao passo que a seleção de Shigeru Ban para receber a Medalha de Ouro do AIA de 2026 trouxe atenção renovada para o design de cunho social e as responsabilidades públicas da profissão. Esses marcos ocorreram em paralelo a discussões mais amplas geradas pelo Dia dos Direitos Humanos, que examinaram o papel da arquitetura na equidade, no acesso à habitação e na segurança em todo o mundo, além de debates prospectivos que definem a agenda da arquitetura para 2026 por meio de grandes eventos internacionais e programas culturais. Na escala do ambiente construído, esses temas ecoam em três projetos que moldam as futuras condições urbanas: a transformação promovida pelo escritório Powerhouse Company de uma antiga pedreira de calcário em um bairro de uso misto em Bærum, próximo a Oslo; o início das obras do Riverside Wharf, um empreendimento voltado para a hotelaria e o lazer que contribui para a regeneração do River District de Miami; e o projeto de retrofit aprovado da Foster + Partners para a 1 St James's Square em Londres, focado na preservação estrutural e na resiliência urbana de longo prazo.
Se no passado as cidades eram moldadas por estruturas simples que podiam se adaptar a novos usos, hoje elas estão repletas de habitações rígidas — muitas vezes projetadas para uma única finalidade e com layout e vida útil predeterminados. À medida que os prazos climáticos se estreitam, as comunidades exigem espaços mais resilientes e conscientes dos recursos, e os padrões de trabalho e moradia continuam a mudar, essa rigidez se torna um entrave. Quando as edificações se recusam a se flexibilizar, costumam ser tratadas como descartáveis, desencadeando ciclos de demolição, inatividade e desperdício. A adaptabilidade, outrora vista como uma conveniência adicional, está se tornando um imperativo — algo que a edição inaugural da Adaptable Building Conference (ABC), em Roterdã, pretende colocar em primeiro plano.
À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.
Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.
Com o avanço dos preparativos para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano Cortina 2026, programados para ocorrer de 6 a 22 de fevereiro de 2026, esta edição apresenta uma das configurações de maior abrangência geográfica já implementadas para as Olimpíadas de Inverno. Estendendo-se por duas cidades, duas regiões e duas províncias autônomas, as competições serão realizadas em uma área de mais de 22.000 quilômetros quadrados no norte da Itália. Os locais metropolitanos de Milão unem-se a tradicionais centros alpinos em Cortina d'Ampezzo, Livigno, Bormio, Anterselva e Val di Fiemme, criando uma estrutura que conecta os contextos urbano e montanhoso. Mais de 90% das instalações são estruturas existentes ou temporárias, refletindo uma estratégia focada no reuso adaptativo, em melhorias seletivas e na integração de longo prazo às infraestruturas culturais e de esporte regionais. Cerca de 2.900 atletas competirão em 116 eventos, incluindo a estreia do esqui de montanhismo e diversos novos formatos de gênero misto, sinalizando a evolução das abordagens na programação de esportes de inverno.
O Dia dos Direitos Humanos é celebrado anualmente em 10 de dezembro no mundo todo. A data comemora o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Redigida por representantes de diversas origens jurídicas e culturais de todas as regiões, a Declaração foi proclamada como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Pela primeira vez, o documento estabeleceu direitos humanos fundamentais a serem protegidos universalmente e inalienáveis, garantindo-os a todo ser humano, independentemente de raça, cor, religião, sexo, idioma, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, bens, nascimento ou qualquer outra condição. Hoje, a Declaração serve como um modelo global para leis e políticas internacionais, nacionais e locais. Disponível em 577 idiomas, trata-se do documento mais traduzido do mundo. A Organização das Nações Unidas definiu o tema da celebração deste ano como "Direitos Humanos, Nossos Elementos Essenciais do Dia a Dia", com o objetivo de "reafirmar os valores dos direitos humanos e demonstrar que eles continuam sendo uma proposta vencedora para a humanidade".
O nicho tem sido um espaço de intenção visível ao longo da história da arquitetura. Na arquitetura romana antiga, servia como um recurso formal esculpido na alvenaria para expor estátuas, vasos ou outros objetos. Esses recuos animavam as paredes de templos, termas e edifícios públicos, conferindo ritmo, profundidade e pontos focais a estruturas que, de outro modo, seriam maciças. Os espaços internos do Panteão emolduravam estátuas de deuses, e as Termas de Caracala utilizavam vazios semelhantes para estruturar salões imensos. Já no Renascimento, o nicho evoluiu para uma moldura arquitetônica refinada. Em Florença, as cavidades externas de Orsanmichele abrigavam estátuas encomendadas por corporações de ofício, enquanto os recuos do Palácio Uffizi exibiam obras escultóricas. Preenchidas ou intencionalmente deixadas vazias, essas aberturas articulavam paredes internas, externas e fachadas, introduziam hierarquia e despertavam interesse visual, funcionando como gestos deliberados feitos para serem vistos.
De 12 a 19 de outubro de 2025, a cidade de Cuenca tornou-se o ponto de encontro de mais de 150 estudantes de arquitetura vindos de 13 países latino-americanos. O XXXVII Encontro Latino-Americano de Estudantes de Arquitetura (ELEA) — realizado no âmbito do 40º aniversário da Coordenação Latino-Americana de Estudantes de Arquitetura (CLEA) — propôs repensar o papel do/a arquiteto/a frente aos desafios contemporâneos do território.
Coordenado pelo arquiteto Fernando Abarca, com o apoio da CLEA, da Organização Nacional de Estudantes de Arquitetura do Equador (ONEA), da Universidad del Azuay (UDA), da Universidad de Cuenca (UCUENCA) e do Parlamento Andino, o encontro adotou como eixo conceitual "Pegadas Resilientes": um convite a ler a cidade não apenas como suporte físico, mas como memória, conflito e oportunidade.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142060/pegadas-resilientes-elea-xxxvii-equadorArchDaily Team
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A Unidade de Serviços Básicos, um protótipo habitacional em escala real desenvolvido pela ELEMENTAL e Holcim, apresentado em Veneza durante a Bienal de Arquitetura de 2025. Imagem Cortesia de Holcim Awards
Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, a empresa de soluções construtivas Holcim e o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena, junto com seu escritório ELEMENTAL, apresentaram um protótipo em escala real que introduz uma nova abordagem para soluções de habitação incremental.
O protótipo habitacional — The Basic Services Unit — foi construído com a recentemente lançada tecnologia de biochar da Holcim, que transforma edifícios em sumidouros de carbono ao capturar permanentemente o carbono em um material de base biológica chamado biochar. Esse material é utilizado como componente em concretos, cimentos e argamassas de baixo carbono.
Fortaleza de Narikala (as partes mais antigas datam do século IV), Tbilisi, Geórgia. Imagem cortesia do Arquivo Nacional da Geórgia
O Ubani — Centro de Pesquisa da Paisagem Urbana de Tbilisi lançou "Kala", a primeira publicação de sua nova série de Guias dos Distritos de Tbilisi, oferecendo um olhar aprofundado sobre uma das áreas urbanas mais antigas da capital georgiana. Como uma organização sem fins lucrativos dedicada a pesquisar e promover o patrimônio arquitetônico e a paisagem de Tbilisi, o Ubani desenvolve programas públicos, exposições, oficinas e eventos que buscam ampliar a compreensão sobre o ambiente construído da cidade. Este guia inaugural dá continuidade a essa missão ampla, situando Kala dentro da evolução de longo prazo do tecido urbano de Tbilisi.