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Guia de Arquitetura de Milão: 43 projetos, de marcos históricos a obras contemporâneas

Milão, um centro global de moda e finanças, consolida-se cada vez mais como um polo de destaque na arquitetura e no design. Sua condição de segunda maior cidade da Itália sustenta uma cena cultural vibrante, que atrai tanto talentos criativos consagrados quanto emergentes. Além disso, a cidade abriga prestigiadas instituições de ensino, reconhecidas por sua ênfase na preservação e conservação do patrimônio. Sua importância cultural e no campo do design torna-se cada vez mais evidente, à medida que um número crescente de profissionais da criação se estabelece nesse dinâmico polo criativo.

Entre os marcos mais icônicos de Milão estão o exuberante gótico do Duomo di Milano, a historicamente e artisticamente relevante Santa Maria delle Gracie e a ornamentada Galleria Vittorio Emanuele II, além de inúmeros monumentos renascentistas e barrocos. A cidade também ostenta algumas das obras de arquitetura moderna e contemporânea mais inovadoras, revelando um diálogo singular entre tradição e modernidade. Essa sinergia é exemplificada pelas contribuições de profissionais da arquitetura como Aldo Rossi, Gio Ponti, Stefano Boeri, Mario Cucinella, Zaha Hadid, Grafton Architects, Herzog & de Meuron e Foster and Partners.

O guia a seguir destaca importantes marcos históricos ao lado de obras exemplares de arquitetura contemporânea selecionadas pelo ArchDaily. Este roteiro serve como um recurso indispensável para quem planeja explorar Milão durante a Semana de Design de 2026, apresentando uma seleção de locais essenciais projetados por renomados/as arquitetos/as locais e internacionais.

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Projetando a Coexistência: Conheça os/as Vencedores/as da Primeira Edição do ArchDaily Student Project Awards

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Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.

Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.

Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano

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Durante a maior parte da história humana, a noite chegava como uma certeza planetária. A escuridão se espalhava pelas paisagens e o céu revelava milhares de estrelas. Hoje, esse céu está desaparecendo. A luz artificial se propaga para o alto a partir das cidades, dispersando-se pela atmosfera e transformando a noite em uma névoa permanente. Pesquisas que mapeiam o brilho global do céu mostram que mais de 80% da humanidade vive hoje sob céus com poluição luminosa, e a Via Láctea desapareceu da vista de mais de um terço da população mundial. O desaparecimento dos céus escuros costuma ser debatido no âmbito da astronomia, mas as origens dessa mudança estão profundamente arraigadas no ambiente construído. Os edifícios emitem luz, refletem-na através de fachadas de vidro e estendem a iluminação muito além de suas paredes. Na tecnosfera — o vasto sistema de infraestruturas e materiais construído pelos seres humanos —, a arquitetura agora molda tanto o espaço físico quanto as condições sensoriais ao seu redor.

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Pavilhão cultural reversível ativa espaço público em Frankfurt 2026

Em um momento no qual a arquitetura é impelida a responder de forma mais direta às pressões ambientais e sociais, o pavilhão da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 posiciona-se como mais do que uma instalação temporária. Embora a materialidade esteja no centro de seu projeto, a proposta explora como uma infraestrutura cultural reversível pode ativar o espaço público sem a necessidade de construções permanentes. Discussões sobre o uso de materiais, circularidade e reutilização na arquitetura estão intimamente ligadas a contextos culturais, condições ambientais e influências históricas que revelam como o tempo molda o ambiente construído. Além de sua dimensão construtiva, o pavilhão espanhol expressa identidade ao reinterpretar o método arquitetônico de Antoni Gaudí, criador da Sagrada Família e do Parque Güell. O projeto também demonstra como os setores criativo e industrial da Espanha enfrentam os desafios atuais com soluções construtivas inovadoras.

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Leve, mais leve, levíssimo: Foco Editorial de Abril do ArchDaily

A arquitetura há muito tempo é atraída para cima. Em O Ar e os Sonhos, Gaston Bachelard escreve sobre uma imaginação moldada pelo movimento; pelo desejo de subir, flutuar, escapar da atração do solo. O ar, para ele, convida a imaginação a distorcer, inventar e ir além do que é dado, em vez de simplesmente reproduzi-lo. Nesse sentido, a leveza não é apenas uma condição física, mas um sentimento: o desejo de transcender o peso da terra e avançar em direção a algo menos tangível. Esse impulso pode ser rastreado nas contínuas tentativas da arquitetura de se erguer, desde os pilotis e grandes vãos até sistemas suspensos e membranas tensionadas. Construir de forma leve, portanto, não é apenas uma ambição técnica, mas também cultural — uma maneira de alcançar o céu.

Hoje, essa busca pela leveza ganha uma urgência renovada. À medida que as preocupações ambientais, os riscos climáticos e os avanços tecnológicos remodelam o ambiente construído, construir de forma leve deixa de ser apenas uma ambição estética ou estrutural; passa a ser cada vez mais visto como um imperativo ecológico e ético.

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Do desconstrutivismo a conquistas que romperam barreiras: o legado de Zaha Hadid 10 anos após seu falecimento

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Entre 23 de junho e 30 de agosto de 1988, o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York realizou uma exposição intitulada Deconstructivist Architecture, como parte de um programa "concebido para examinar os desenvolvimentos atuais na arquitetura". Com curadoria de Philip Johnson e Mark Wigley, a mostra focou no trabalho contemporâneo de sete profissionais da arquitetura internacional: Coop Himmelblau, Peter Eisenman, Frank Gehry, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Bernard Tschumi e uma jovem Zaha M. Hadid. Aos 37 anos, seu trabalho foi apresentado ao mundo como um exemplo do "surgimento de uma nova sensibilidade na arquitetura". O material exposto não era uma maquete ou uma planta, mas sim uma pintura, intitulada The Peak, enviada para um concurso de arquitetura em Hong Kong em 1983. A partir desse ponto de partida, sua contribuição para a arquitetura se aprofundou nas mesmas linhas reconhecidas na época de sua inclusão na mostra: o desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica distinta, matemática e, em suas próprias palavras, "fluida", além de sua emergência como uma figura feminina de liderança em um campo historicamente dominado por homens.

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Vida e obra de Lilly Reich, segundo Laura Martínez de Guereñu e Anna Ramos

Nicolás Valencia conversa com Anna Ramos, diretora da Fundação Mies van der Rohe, e a arquiteta e pesquisadora Laura Martínez de Guereñu, autora de ⁠Lilly Reich in Barcelona: The Materialization of a Neglected Authorship⁠.

Martínez de Guereñu estuda a obra que Lilly Reich e Mies van der Rohe construíram em parceria criativa: desde a famosa Sala de Vidro na exposição de Habitação de Stuttgart e o Café de Veludo e Seda na exposição A Moda Feminina de Berlim, ambas em 1927, até sua obra-prima na seção alemã da Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Pavilhão representativo da Alemanha.

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Como medir o ciclo de vida de um material de construção?

Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.

Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.

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O que os/as arquitetos/as esperam das ferramentas de IA em 2026

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A inteligência artificial não é mais um conceito distante na prática profissional da arquitetura. Ela está se tornando rapidamente uma ferramenta prática utilizada por escritórios em todo o mundo para acelerar os fluxos de trabalho de projeto, gerar visualizações e explorar novas possibilidades criativas.

De acordo com uma nova pesquisa do setor realizada pela Chaos em colaboração com o Architizer, arquitetos, arquitetas e designers já estão integrando a IA em seu trabalho diário. Quase 800 profissionais de arquitetura e design de todo o mundo participaram do estudo, compartilhando perspectivas sobre como usam as ferramentas de IA, quanto tempo a tecnologia economiza e como acreditam que a inteligência artificial moldará o futuro da arquitetura.

14 grandes projetos de museus atualmente em andamento pelo mundo

Ao longo de 2025 e no início de 2026, inúmeros projetos de museus foram anunciados, avançaram ou tiveram suas obras iniciadas em diversas regiões, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. Localizados na Ásia, Europa, América do Norte e Ásia Central, esses empreendimentos refletem as mudanças contínuas no papel das instituições culturais nas cidades contemporâneas. Cada vez mais, os museus são concebidos não apenas como espaços de exposição, mas como ambientes voltados para o público que abrigam educação, pesquisa e engajamento cívico. Esse escopo programático ampliado costuma ser acompanhado por estratégias arquitetônicas que respondem às condições urbanas, à continuidade espacial e à integração da infraestrutura cultural a processos mais amplos de desenvolvimento urbano.

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Cidades dos Mortos: 10 projetos que exploram a arquitetura funerária

A morte é uma certeza, mas sua arquitetura nunca foi estável. Cada época e cultura inventou uma maneira diferente de situar os mortos no mundo (perto ou longe, visíveis ou resguardados, monumentais ou quase anônimos), e essas escolhas sempre carregaram um peso social e político. É nos cemitérios que esse peso se torna legível no espaço, transformando crenças e regulamentações em limites, trajetórias e nomes.

Nesse sentido, o cemitério se comporta como um exercício de fazer cidade. Ele exige acessos, limites e uma ordem interna capaz de crescer sem perder a clareza. Depende tanto do manejo do solo e da água quanto do simbolismo, e tanto da administração quanto da forma. Contudo, o seu verdadeiro desafio arquitetônico é tornar legível um território vasto e em constante evolução, preservando ao mesmo tempo a intimidade da visita. Os nomes precisam ser localizáveis; os percursos devem permanecer claros; as árvores crescem, os caminhos mudam, as pedras sofrem a ação do tempo, os registros se acumulam. O que parece estático é, na prática, um sistema vivo projetado para ser usado e revisitado muito tempo após a dor inicial do luto ter passado.

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SANAA, David Chipperfield Architects e Snøhetta estão entre os cinco finalistas para o novo espaço cultural na orla de Barcelona, o Liceu Mar

A cidade de Barcelona anunciou as cinco equipes finalistas selecionadas para a próxima fase do concurso internacional para o Liceu Mar, um novo espaço cultural planejado para a orla de Port Vell. Promovido pelo Gran Teatre del Liceu em colaboração com o Porto de Barcelona, o projeto é concebido como uma segunda sede para a instituição histórica, ampliando seu papel artístico e cívico ao mesmo tempo em que fortalece sua presença internacional. Ao reunir um grupo de escritórios de reconhecimento internacional e forte atuação local, a lista de finalistas reforça a relevância global do projeto. O anúncio da proposta vencedora está previsto para o outono de 2026.

Arquitetura pop star: BIG projeta estádio multiuso para a turnê mundial de Shakira em Madri, Espanha

O fato de Kanye West transformar em ruína uma casa de praia projetada por Tadao Ando em Malibu, Ellen DeGeneres e Portia de Rossi comprarem e revenderem a Brown-Sidney House, projetada por Richard Neutra em 1955, e o estilista Marc Jacobs reformar uma residência assinada por Frank Lloyd Wright nos arredores de Nova York são apenas alguns exemplos da relação de estrelas do pop com a arquitetura de relevância histórica. Celebridades, assim como atletas de futebol, formam um grupo de elite caracterizado por uma alta concentração de riqueza e grande prestígio social. Elas não são apenas compradoras de arquitetura de alto padrão como propriedade autoral e capital cultural, mas também agentes de sua preservação e promoção. Este ano, novos exemplos dessa atuação surgem sob uma perspectiva mais abstrata, porém também mais popular: desde a cenografia da apresentação de Bad Bunny no Super Bowl até o novo estádio projetado para Shakira pelo BIG-Bjarke Ingels Group, a arquitetura é utilizada como veículo para promover a identidade latino-americana.

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Construindo com árvores: repensando a relação da arquitetura com o terreno

As árvores costumam ser as primeiras a desaparecer quando uma obra tem início. Limpar o terreno é, há muito tempo, um dos atos mais imediatos da arquitetura: remover o preexistente para abrir espaço para o novo. Mesmo quando a vegetação é preservada, ela geralmente é tratada como uma camada secundária, reintroduzida como paisagismo em vez de estruturar o próprio projeto.

Contudo, alguns projetos partem de outro ponto. Em vez de iniciar o desenho a partir de um terreno limpo, eles trabalham com o que já existe no local. As árvores são mantidas, não como meros elementos a serem emoldurados, mas como condicionantes que orientam a organização espacial, a incidência da luz e a própria formalização da arquitetura.

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The Line em uma encruzilhada: Revisitando a visão de NEOM para uma cidade utópica

Em 2023, o/a editor(a)-chefe do ArchDaily conversou com Tarek Qaddumi, Diretor Executivo de Design do The Line na NEOM, no encerramento da Exposição do The Line em Riade. Qaddumi descreveu uma cidade tridimensional em camadas, organizada em torno da ideia de uma "esfera de acesso de cinco minutos": comunidades voltadas para pedestres empilhadas verticalmente, conectadas por trens de alta velocidade, livres de carros e da infraestrutura viária convencional, e projetadas para coexistir de forma simbiótica com a paisagem natural do entorno. Tratava-se de uma visão instigante que, no contexto daquele momento, mostrava-se ao mesmo tempo plausível e atraente. Para arquitetos/as e pensadores/as urbanos/as que enfrentam os fracassos do urbanismo do século XX, as ideias propostas mereciam atenção e planejamento.

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Arquiteturas do olhar: 25 mirantes para experienciar a paisagem

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Os mirantes são estruturas destinadas à observação da paisagem a partir de pontos elevados. Implantados em meio à natureza ou no cenário urbano, funcionam como dispositivos que organizam o olhar e estabelecem uma relação direta entre o corpo e o território. Nessa fronteira entre o observador e a paisagem, os mirantes podem assumir diferentes configurações, desde pequenos gestos até estruturas monumentais, sempre em resposta ao contexto em que se inserem. Independente da escala, são – em certa medida -, tentativas de domesticar a vastidão, recortes precisos que tornam legível aquilo que, sem mediação, poderia se apresentar como excesso.

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Descubra as melhores universidades de Arquitetura e Ambiente Construído em 2026, segundo o Ranking QS

A edição de 2026 do QS World University Rankings, publicado pela Quacquarelli Symonds, apresenta um panorama atualizado das principais instituições acadêmicas do mundo. No campo de Arquitetura e Ambiente Construído, a edição de 2026 avalia mais uma vez universidades de diversas regiões, refletindo tanto a excelência acadêmica de longa data quanto as mudanças nas dinâmicas globais. A The Bartlett School of Architecture mantém sua posição no topo do ranking, mantendo sua liderança de vários anos, enquanto a composição geral do top 10 sinaliza mudanças sutis, mas notáveis, em vez de grandes rupturas.

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Peterson Rich Office projeta galerias permanentes para a coleção de arte africana do Museu do Brooklyn

O Brooklyn Museum, em Nova York, anunciou a ampliação de seu edifício neoclássico — um patrimônio histórico tombado pela cidade de Nova York — para incluir novas galerias dedicadas à sua histórica coleção de arte africana. O projeto de renovação e criação das galerias permanentes foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura Peterson Rich Office (PRO), sediado no Brooklyn e com experiência em espaços expositivos contemporâneos, em consultoria com o escritório Beyer Blinder Belle Architects & Planners para a preservação histórica do museu. A proposta transforma espaços anteriormente subutilizados que serviam como depósitos, marcando um novo marco na série de reformas desta instituição com mais de 200 anos de história. Pela primeira vez, as galerias de arte egípcia do museu serão conectadas às novas galerias africanas, unindo o norte da África ao resto do continente para oferecer ao público uma visão coesa do rico legado artístico africano.

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Paisagens Logísticas: A Arquitetura da Cadeia de Suprimentos 24 Horas

Nos limites da maioria das cidades, para além dos anéis viários e entroncamentos, um outro tipo de arquitetura está ganhando forma. Ela não foi projetada para ser vista, visitada ou lembrada. Não reúne pessoas; move coisas. Em seu interior, milhares de encomendas circulam continuamente, sendo triadas, içadas, escaneadas e despachadas com o mínimo de interrupção. Esses edifícios raramente entram no debate arquitetônico, mas figuram entre os espaços com maior impacto de nosso tempo. A tipologia que define o século XXI é, cada vez mais, o galpão logístico.

A escala dessa transformação é difícil de mensurar porque se desdobra horizontalmente, ao longo de territórios e não em silhuetas urbanas. A área global destinada a galpões logísticos agora ultrapassa dezenas de bilhões de pés quadrados, expandindo-se rapidamente junto com a ascensão do e-commerce. Durante a pandemia de COVID-19, a demanda por infraestrutura logística acelerou o equivalente a vários anos, comprimindo o crescimento futuro em um presente já tensionado. Na Índia, o setor de armazenagem continua crescendo a taxas de dois dígitos, reconfigurando terras periurbanas em corredores de estocagem e distribuição. A logística não é mais um sistema de bastidores; tornou-se uma condição territorial.

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Além da circulação: soluções de escadas para a vida em espaços compactos na Ásia

Em muitas cidades de alta densidade na Ásia, a escada costuma ser tratada como um mal necessário. Seja em edifícios de apartamentos, casas ou interiores comerciais, ela é frequentemente ocultada, recuada ou relegada às margens — um elemento a ser minimizado para que mais área possa ser destinada ao espaço "útil". Contudo, à medida que a densidade se intensifica e a metragem quadrada se torna cada vez mais escassa, arquitetos/as e designers são forçados/as a repensar esse enigma vertical.

A questão deixa de ser como ocultar a escada e passa a ser como potencializar sua função: seria ela capaz de se tornar uma adição produtiva ao interior — um dispositivo arquitetônico que vai além de conectar níveis, desempenhando funções duplas (ou múltiplas) em vez de simplesmente consumir área de piso?

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Art Paris 2026 retorna ao Grand Palais, enquadrando a linguagem e a reparação em um marco arquitetônico

A Art Paris retornará ao Grand Palais de 9 a 12 de abril de 2026, marcando a 28ª edição da feira neste marco histórico recém-renovado. Reaberto após sua restauração mais abrangente em mais de um século, o edifício de 77.000 metros quadrados, transformado sob a direção do escritório Chatillon Architectes, agora abriga eventos culturais de grande escala em sua nave e galerias superiores. Reunindo cerca de 165 galerias de aproximadamente vinte países, a feira se estrutura em torno de dois temas curatoriais, linguagem e reparação, apresentados em um arranjo espacial renovado, caracterizado por uma melhor circulação e áreas de exposição ampliadas.

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Reflexões disciplinares para um planeta em transição e um novo terminal aeroportuário em Casablanca: O resumo desta semana

Nesta semana, a arquitetura apresenta novas visões de futuro em um cenário geograficamente diverso, com projetos emblemáticos e iniciativas de renovação surgindo na Arábia Saudita, Taiwan, Bahrein, Alemanha, Itália, Austrália, Marrocos e Burundi. Novas plataformas para discutir o futuro urbano destacam a descolonização e a crise climática como prioridades centrais para a prática arquitetônica contemporânea. Ao mesmo tempo, perspectivas contrastantes sobre a regeneração urbana se refletem tanto na demolição de estruturas emblemáticas recentes quanto na transformação em larga escala de antigas áreas industriais. Em outra frente, os Jogos Olímpicos continuam a atuar como catalisadores para a produção arquitetônica, como demonstra a proposta de um novo centro esportivo na Austrália para Brisbane 2032. Esse impulso coincide com importantes desenvolvimentos de infraestrutura internacional na África, incluindo um novo terminal aeroportuário no Marrocos, bem como projetos que repensam espaços de pesquisa e engajamento público, como o novo edifício para o Fórum da Língua Alemã.

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Projetar com matéria viva: 5 instalações que utilizam materiais de base biológica e fabricação digital

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Em tempos de emergência ecológica, a arquitetura não pode ser separada dos sistemas extrativos de que depende. À medida que a tecnosfera se expande, interligando fluxos de materiais, consumo de energia e infraestruturas digitais, a prática projetual torna-se cada vez mais enredada nesses processos. Como o design pode intervir em sistemas antropocêntricos e transformar o processo e a estética da arquitetura por meio de uma investigação sobre a inteligência material? De forma mais ampla, de que maneira a arquitetura se relaciona com a agência e a inteligência de entidades não humanas para reequilibrar o impacto ambiental?

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Inovar a partir da argila: tradição cerâmica que evolui transcendendo décadas de história

Durante milênios, a argila tem sido a base de paredes, fachadas e revestimentos. Provavelmente não existe outro material fabricado pelo ser humano com uma história tão extensa quanto o tijolo. Sua permanência na arquitetura não se explica apenas por seus atributos técnicos, mas também por seu impacto social, sua eficiência construtiva e seu profundo enraizamento cultural na forma de construir cidades.

No Chile, a tradição do tijolo acompanhou historicamente o desenvolvimento da habitação, tornando-se um material associado a estabilidade, permanência e segurança para as famílias. Nesse contexto, a Cerámica Santiago celebra 45 anos de trajetória, consolidando-se como uma das referências nacionais no desenvolvimento de produtos cerâmicos para a construção, com um olhar que reconhece o papel social da habitação no desenvolvimento urbano do país. Desde as suas origens, a empresa busca integrar a tradição do ofício cerâmico com processos industriais modernos, inovação em design e novas exigências técnicas.

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