Edifício de 40 andares utilizando produtos BIPV ClearVue, vidros solares e revestimento solar. Imagem cortesia de ClearVue
Frequentemente se afirma que encontrar soluções inteligentes para os problemas exige uma abordagem criativa que envolva "pensar fora da caixa". Essa premissa tornou-se uma ideia amplamente aceita no campo da tecnologia, onde inúmeros avanços históricos surgiram a partir de métodos inovadores. Exemplos notáveis na geração de energia incluem a descoberta do efeito fotovoltaico por Edmund Becquerel em 1839 e o desenvolvimento do primeiro painel solar comercial por Charles Fritts no final daquele século. Esses marcos viabilizaram a integração de painéis solares como componentes essenciais da geração de energia limpa na arquitetura, impulsionando uma transição significativa em direção às fontes renováveis.
Atualmente, essa mudança se manifesta como um ponto de virada na relação entre a geração de energia e o ambiente construído, impulsionada por uma transição que promove o pensamento criativo e estimula novas perspectivas. Hoje, a produção de energia sustentável vai muito além da mera instalação de painéis solares em coberturas, buscando integrar diversos elementos da edificação ao sistema energético. O BIPV (Sistema Fotovoltaico Integrado a Edifícios) da ClearVue exemplifica essa inovação ao aproveitar quase todos os componentes da fachada como fontes de geração de energia. Essa visão abre novas possibilidades para o projeto de estruturas urbanas, promovendo uma abordagem mais sustentável e alinhada às demandas contemporâneas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140469/gerando-energia-atraves-da-fachada-maximizando-a-energia-com-fotovoltaicos-integrados-a-edificiosEnrique Tovar
Espaços expositivos transmitem conteúdos cuidadosamente selecionados com o objetivo de educar, inspirar e engajar as pessoas que os visitam, utilizando objetos e suportes para contar histórias. Além de promoverem a educação, a preservação cultural e a apreciação estética, esses ambientes estimulam a criatividade e a interação. Por meio de experiências imersivas e interativas, eles permitem que o público estabeleça conexões significativas com novos conhecimentos, diferentes perspectivas e importantes patrimônios culturais, gerando um engajamento tanto intelectual quanto emocional.
A arquitetura contemporânea em contextos de Patrimônio Mundial da UNESCO apresenta um desafio único: revitalizar locais de relevância histórica ao mesmo tempo em que se aderem a diretrizes rigorosas de preservação. De centros urbanos a paisagens naturais e tradições culturais imateriais, esses projetos demonstram o delicado equilíbrio entre inovação e conservação do patrimônio. Seja atuando em uma megacidade, em uma paisagem protegida ou em uma área rural de grande riqueza cultural, os/as arquitetos/as têm o desafio de reimaginar esses espaços sem comprometer seu valor histórico. Cada projeto oferece uma perspectiva renovada sobre como os sítios históricos podem evoluir e permanecer relevantes nos tempos atuais.
Há 25 anos, quando nasceu na Suíça o padrão de construção sustentável Minergie, projetado para reduzir o consumo energético e melhorar o conforto nas edificações, era difícil prever que ele se tornaria uma das certificações mais demandadas do país: atualmente, alcançou uma presença significativa, com mais de 50.000 edifícios certificados. Também era difícil imaginar o seu futuro na América Latina de hoje: como um sistema desenvolvido para as exigências de um país poderia responder aos requisitos de outra região com geografia e cultura tão diversas?
Na era pós-pandemia, o excedente de igrejas subutilizadas é uma realidade crescente. Para além de oferecer oportunidades de exploração em reuso adaptativo, o que essa tendência revela sobre a espiritualidade moderna? Será que a humanidade perdeu o interesse pelo sagrado? Em um artigo recente no Common Edge, Duo Dickinson abordou essa preocupação ao afirmar que "a mudança cultural que causa o abandono das igrejas não põe fim à busca humana pelo sagrado".
Embora declare acertadamente que nenhuma fórmula é capaz de transformar a arquitetura no "sagrado", ele parecia sugerir que uma nova espiritualidade ainda poderia ser encontrada na forma arquitetônica. Ao considerarmos o significado da transformação das formas do espaço sagrado na era moderna, buscar uma revitalização da espiritualidade apenas através da arquitetura corre o risco de repetir um erro do século passado: esperar demais da estética.
Na busca por expandir e atrair novas experiências naturais para o centro das cidades, o design, o planejamento e a revitalização de determinados espaços urbanos acompanham uma série de estratégias que visam melhorar a qualidade de vida de sua população e manter uma conexão com la natureza enraizada na paisagem local. Por meio de soluções técnicas de tratamento de efluentes e drenagem de águas pluviais, mejoras na acessibilidade, incorporação de atividades recreativas e introdução de vegetação nativa, entre outras ações, inúmeros parques, praças e jardins integram-se aos tecidos urbanos e rurais. O objetivo é filtrar a poluição e purificar o ar, enfrentar problemáticas sociais e promover experiências que estimulem as relações entre a natureza, a biodiversidade e a sociedade.
O que é a renaturalização urbana? Como é possível reintegrar a natureza no ambiente urbano? Diante de um acesso cada vez mais limitado da população à natureza e de uma exposição crescente a riscos ambientais como a poluição sonora ou do ar, a escassez de recursos, as mudanças climáticas e outros fatores, o desenvolvimento de espaços "renaturalizados" nas cidades surge como uma ferramenta capaz de melhorar a qualidade de vida da população e projetar espaços de encontro, descanso e lazer para o bem comum que permitam, ao mesmo tempo, equilibrar o desenvolvimento urbano com a biodiversidade e os benefícios dos ecossistemas. Entre as muitas firmas de arquitetura que trabalham com esse conceito, destaca-se o escritório 08014 arquitectura, sediado em Barcelona, que por meio de seus projetos "Praça-jardim Rocafort" e "Passeio Comte D'Ègara" busca revitalizar setores urbanos específicos, focando especialmente na melhoria da qualidade de vida da população e em sua relação com o ambiente natural.
A identidade global da Índia tem se desenvolvido paralelamente a suas aspirações por um futuro arquitetônico único. Ao longo do tempo, a paisagem arquitetônica do país evoluiu das tradições vernáculas para as influências estrangeiras, passando por resgates pós-coloniais até chegar às expressões digitais modernas. O design computacional tem desempenhado um papel influente na definição dos estilos contemporâneos, capacitando escritórios locais de arquitetura a experimentar com formas e estruturas.
Este ano consolidou mais um marco para os/as arquitetos/as indianos/as na ampliação dos limites da prática contemporânea em todo o país. Uma tendência notável entre os projetos apresentados no ArchDaily tem sido a adoção de formas fluidas, uma sutil homenagem às práticas vernáculas que caminha lado a lado com um distanciamento gradual do legado da retórica de design modernista da Índia. A práxis da arquitetura indiana evoluiu para refletir um compromisso mais profundo com os contextos locais, somado a uma disposição de experimentar influências globais. Essa abordagem provavelmente persistirá nos próximos anos, abrindo caminho para novas expressões arquitetônicas no país.
Ao transcender as geometrias rígidas para celebrar a fluidez, os/as arquitetos/as de todo o subcontinente reinventam as experiências espaciais com formas que fluem, se fundem e respiram. Ao desafiar os paradigmas arquitetônicos convencionais, esses projetos continuam a se inspirar e a proliferar narrativas culturais profundamente enraizadas. No caso da Índia, a adoção da fluidez na arquitetura reflete um jogo de influências entre temas como materialidade, memória, artesanato e o contexto vivo do espaço.
As viagens aéreas abriram novos caminhos para as experiências de viagem. Recentemente, esses espaços de transição se tornaram destinos por si sós, com aeroportos como o Aeroporto Internacional de Hong Kong e o Aeroporto Internacional de Incheon registrando mais de 60 milhões de visitantes por ano. Os aeroportos costumam ser a primeira e a última impressão de uma cidade, e profissionais de design e planejamento urbano reconhecem cada vez mais seu papel em contar a história da marca de um lugar. Como hubs de viagem e turismo, esses aeroportos buscam conciliar funcionalidade e engajamento cultural, oferecendo aos/às passageiros/as uma prévia da identidade local antes mesmo de saírem do terminal.
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com o arquiteto e crítico brasileiro Guilherme Wisnik sobre seu livro En la niebla (Editorial Bifurcaciones), uma série de ensaios em que a névoa serve de metáfora para o estado de incerteza do mundo atual, costurando debates contemporâneos sobre espaço, arte e política.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140390/guilherme-wisnik-em-um-mundo-efemero-a-arquitetura-tem-que-se-tornar-imagemArchDaily Team
Dequindre Cut, Detroit / The High Line Network, SmithGroup. Imagem cortesia de The Dirt
Ao longo da história, tornou-se evidente que a chave para projetos duradouros e sustentáveis é lançar bases sólidas. Nossa sociedade caminha para um futuro mais urbano, no qual a densidade das metrópoles será cada vez maior. Por isso, esse amanhã mais urbano exige um planejamento urbano moderno, capaz de erguer estruturas inovadoras, sustentáveis e flexíveis. Afinal, a única forma de fazer com que a nossa sociedade viva melhor é construir melhor.
No projeto arquitetônico, os materiais transmitem narrativas, moldando a forma como os espaços são percebidos e vivenciados. O aço patinável, frequentemente conhecido por sua marca registrada que se tornou genérica, o aço Corten, destaca-se por sua capacidade de evoluir, transformando-se em um meio que conta sua própria história. Trata-se de um grupo de ligas de aço que desenvolvem uma camada externa estável de ferrugem, a qual dispensa a necessidade de pintura para proteção do metal, ao mesmo tempo que lhe permite transformar-se ao longo do tempo. Sua pátina envelhecida funciona como mais do que um escudo funcional; torna-se uma linguagem estética, um testemunho da interação entre arquitetura e natureza. Essa superfície em constante mutação conecta o efêmero e o duradouro, oferecendo a arquitetos e arquitetas um material que se torna mais rico com o passar do tempo.
Ao longo de diversas civilizações históricas e movimentos artísticos, da Grécia e Roma Clássicas ao Renascimento e à Bauhaus, a colaboração entre arte e arquitetura sempre constituiu uma expressão social significativa. No entanto, os ideais modernistas do século XX e a produção em massa resultaram no declínio e no quase desaparecimento da arte no interior dos edifícios.
Como resposta, muitos países europeus assumiram a responsabilidade de promover a colaboração entre arte e arquitetura. Foram criados programas determinando que um percentual do custo total de um novo edifício, praça ou espaço público deveria ser destinado à arte. Essa legislação, comumente conhecida como "Percentual para a Arte" (Percentage for Art), teve origem na França e, ao longo dos anos, vem sendo explorada por artistas e arquitetos/as para criar novas experiências arquitetônicas.
Qual papel desempenham as superfícies de vidro na conexão entre a arquitetura contemporânea, a natureza e a experiência de quem habita os espaços interiores? A evolução do fechamento de vidro acompanha o desenvolvimento da arquitetura contemporânea, tendo na transmissão da luz natural uma de suas principais qualidades. Além disso, a versatilidade do material e seu caráter transparente permitem diluir os limites entre interiores e exteriores, ao mesmo tempo em que despertam diversas percepções sensoriais e psicológicas, entre outras virtudes. Em sua busca constante por inovação, a Glasstech oferece uma ampla gama de soluções em vidro, envolvendo-se de maneira integral desde a concepção do projeto até a sua instalação. Para ilustrar suas diversas aplicações, apresentamos a Casa Bosque, no Chile, como um exemplo notável de arquitetura em harmonia com seu entorno natural.
Por séculos, as práticas de sepultamento em várias culturas associaram a homenagem aos mortos à terra, com cemitérios firmemente enraizados no solo como um símbolo de paz eterna. No entanto, como discutido em um de nossos artigos, Sem espaço para os vivos ou para os mortos: Explorando o futuro dos sepultamentos na Ásia, a escassez de terras em áreas urbanas densamente desenvolvidas apresenta desafios significativos para as práticas tradicionais de sepultamento, especialmente em sociedades como o Japão, que enfrentam o envelhecimento de sua população. Diante dessas restrições espaciais, como projetar cemitérios acima do solo e columbários para oferecer um local de descanso digno e tranquilo, respeitando os valores culturais?
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta argentino-espanhola Zaida Muxí, autora do livro “Mulheres, casas e cidades”, publicado pela dpr-Barcelona em 2018.
Em “Mulheres, casas e cidades”, Muxí propõe uma reescrita da história da arquitetura e do urbanismo ao incorporar as contribuições de tantas mulheres que foram silenciadas nas histórias gerais.
“Se quisermos entrar em jogos de mercado, a moradia nunca será um direito”, postula Muxí nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140624/zaida-muxi-ninguem-resolve-uma-vida-familiar-em-35-metros-quadradosArchDaily Team
Local Comunal San Martín de Orúe, en La Balanza, Comas. Image Cortesía de BIAU
Em meio ao dinamismo e à velocidade que caracterizam a nossa vida no mundo contemporâneo, especialmente em relação às nossas cidades e ambientes construídos, torna-se inevitável reconhecer a importância de preservar espaços de pausa e reflexão, essenciais para abordar e debater os temas fundamentais da arquitetura e do urbanismo de que a nossa sociedade necessita com urgência hoje. A última edição da XIII Bienal Ibero-Americana de Arquitetura e Urbanismo, realizada de 2 a 6 de dezembro em Lima, no Peru, propiciou um encontro único para esse tipo de reflexão e diálogo. Sob o lema 'CLIMAS: Ações para o bem viver', o evento reuniu arquitetos/as e referências do setor, que durante uma semana participaram de mesas-redondas e palestras, nas quais a discussão se concentrou nos desafios do habitar contemporâneo global, especialmente naqueles compartilhados entre a Espanha e a América Latina, atuando, assim, como uma ponte de conhecimento entre ambos os contextos.
Com a valorização crescente do solo nos centros urbanos, observa-se uma forte tendência de deslocar os espaços públicos do nível da rua para posições elevadas, como coberturas ou embasamentos entre edifícios. Do ponto de vista do desenvolvimento imobiliário, maximizar a área útil tornou-se crucial à medida que os ambientes urbanos se expandem. Os espaços no nível do térreo são altamente cobiçados pelo comércio devido à sua localização estratégica, que atrai fluxo de pedestres e potenciais clientes, impulsionando a economia e o desenvolvimento das cidades.
Essa lógica financeira, que frequentemente orienta as atividades construtivas e os rumos dos centros urbanos, contradiz os princípios projetuais defendidos durante a era modernista em prol de melhores espaços públicos ao ar livre, como o conceito de 'liberação do solo'. Arquitetos/as como Le Corbusier defenderam esse conceito em projetos como a Villa Savoye e a Unité d'Habitation. Esses projetos modernistas vislumbravam um futuro em que os edifícios seriam elevados para restituir espaços externos abertos e acessíveis no nível do solo para seus/suas usuários/as. No entanto, pelas razões expostas, muitos projetos contemporâneos buscam, em vez disso, replicar a função dos espaços públicos térreos dentro da própria estrutura do edifício.
A nova sede do Chicago Park District demonstra como uma arquitetura consciente pode aproximar comunidades, ao mesmo tempo em que prioriza a sustentabilidade. Apresentado no episódio mais recente da série Design Matters, produzida pelo Chicago Architecture Center, este projeto exemplifica como o design inovador pode moldar positivamente a vida cotidiana.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140639/por-dentro-da-nova-sede-do-chicago-park-districtArchDaily Team
O ano de 2024, após um período de incerteza global, testemunhou uma complexa interação de desafios e avanços. Embora as tensões geopolíticas e os efeitos remanescentes de crises passadas tenham continuado evidentes, o foco se voltou para a reconstrução, com comunidades de todo o mundo buscando soluções locais e formas de progredir apesar das adversidades. O panorama arquitetônico de 2024 apresentou uma exploração crescente de novos sistemas construtivos e tecnologias, muitas vezes inspirados em soluções vernáculas. Em escala urbana, os espaços são reconsiderados por seu potencial de transição para atividades mais voltadas para pedestres, mais áreas naturais e oportunidades de encontro comunitário e organização de eventos.
Discussões sobre descolonização, a preservação de técnicas construtivas tradicionais e a integração de narrativas locais nos projetos continuaram a ganhar força. O foco esteve menos em estruturas singulares e icônicas e mais em projetos ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes que atendessem às necessidades específicas das comunidades. Paralelamente, novas tecnologias, como os sistemas de IA, continuaram a impactar a profissão, mas são compreendidas cada vez mais não como substitutos, mas sim como ferramentas à disposição de profissionais de arquitetura e design para aprimorar seus processos.
A acessibilidade na arquitetura é fundamental para a criação de ambientes construídos que acolham pessoas de todas as idades, desde crianças pequenas até idosos/as. Tanto em edifícios públicos quanto privados — sejam residências, infraestruturas ou instalações —, o projeto de fluxos internos, áreas de circulação e entradas e saídas deve priorizar a segurança, a clareza e a eficiência. Essa abordagem facilita as atividades cotidianas e, em última análise, melhora a qualidade de vida. A ASSA ABLOY Entrance Systems oferece uma ampla gama de produtos, incluindo portas automáticas, industriais e comerciais, além de soluções digitais, para atender às necessidades dos/as usuários/as.