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Refratando a luz e redefinindo o espaço: blocos de vidro em interiores contemporâneos

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Os tijolos de vidro têm sido amplamente utilizados na arquitetura, tornando-se, com o tempo, uma marca registrada dos estilos arquitetônicos da década de 1980. Entre os exemplos clássicos de construção com este material estão a célebre "Maison de Verre", de Pierre Chareau e Bernard Bijvoet em Paris, e a releitura mais moderna de Hiroshi Nakamura & NAP com a Optical Glasshouse no Japão. Nos últimos anos, os tijolos de vidro vêm ganhando cada vez mais popularidade, deixando de ser associados apenas a uma estética do passado. Em vez disso, eles evoluíram para elementos de design versáteis que trazem luz, textura e personalidade aos interiores contemporâneos. Sua capacidade de difundir a luz natural e artificial mantendo a privacidade reacendeu o interesse de profissionais de design que buscam maneiras inovadoras de valorizar os espaços internos, aproveitando ao máximo a iluminação natural.

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Construindo entre os galhos: um panorama da arquitetura contemporânea de casas na árvore

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Apesar de sua aparência lúdica, as casas na árvore oferecem uma plataforma única para inovações estruturais e explorações de projeto. As casas na árvore tradicionais dependem dos troncos para sustentação estrutural, mas, a fim de aliviar a carga suportada pela árvore, os projetos contemporâneos frequentemente introduzem sistemas adicionais, como pilares para manter o aspecto lúdico ao mesmo tempo em que oferecem suporte extra. Uma das principais vantagens de elevá-las dessa maneira é a redução da pegada ambiental. As casas na árvore podem ser projetadas de modo a deixar o solo da floresta intocado, preservando ecossistemas de pequena escala. Ao liberar o solo abaixo, minimizam-se as interferências na flora e fauna nativas, permitindo que a natureza prospere sem perturbações. Da mesma forma, muitos arquitetos e arquitetas utilizam a topografia local para criar conexões fluidas, incorporando rampas, escadas ou pontes que se integram à paisagem. Essas soluções não apenas melhoram a acessibilidade, mas também enriquecem a experiência geral, criando um passeio arquitetônico que transita entre a casa na árvore e seu entorno.

"Essa sensibilidade ao meio ambiente se reflete não apenas no projeto estrutural, mas também na seleção cuidadosa dos materiais. O uso de materiais naturais, como a madeira, também ajuda a estrutura a se mesclar com o ambiente. Algumas equipes de projeto foram além ao empregar materiais alternativos, como painéis espelhados para refletir a floresta ao redor e camuflar completamente a presença da casa na árvore, demonstrando que a escolha dos materiais pode contribuir para criar um projeto que pareça uma extensão de seu entorno, e não uma imposição a ele. Esta seleção destaca exemplos notáveis na Suécia, Dinamarca, Indonésia e França, apresentando suas diversas abordagens.

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Aquecimento Global: Como a Arquitetura Vernacular é Afetada pela Crise Climática

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A arquitetura vernácula é frequentemente apontada como detentora de lições valiosas para a criação de edifícios de baixo consumo energético e para o combate às mudanças climáticas. No entanto, à medida que os padrões meteorológicos se transformam, há casos em que as próprias técnicas tradicionais de construção começam a correr risco. Além das variações de temperatura, diferentes regiões têm se tornado mais úmidas ou mais secas, enfrentando um aumento no risco de secas, enchentes, tempestades e alterações na flora local. As casas pintadas de Tiébélé, em Burkina Faso, reconhecidas como Patrimônio Mundial da UNESCO, são um exemplo disso.

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Fechando o ciclo da água com a reciclagem de águas cinzas no banheiro

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A parceria com a Hydraloop

As mulheres pioneiras da arquitetura equatoriana, segundo Verónica Rosero e Néstor Llorca

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Nicolás Valencia conversa em Quito com a arquiteta Verónica Rosero e o arquiteto Néstor Llorca, coautores/as, ao lado de María José Freire, sobre o livro ⁠Pioneras de la arquitectura ecuatoriana⁠, publicado pela Trama Ediciones em 2021 e vencedor da Bienal Panamericana de Arquitetura de Quito 2022 na categoria de publicações.

Navegando limites: o legado arquitetônico dos faróis

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Os faróis se erguem ao longo das margens de continentes e ilhas há séculos como pontos de luz em vastos territórios marítimos. Solitárias sobre falésias rochosas, recifes e cabos, essas torres funcionavam como ferramentas de navegação e instrumentos de clareza espacial, moldando litorais e definindo o limite entre a terra e o mar. Construídas para guiar, alertar e localizar, elas constituíam uma rede global de visibilidade muito antes do advento do mapeamento digital. No entanto, à medida que as tecnologias marítimas evoluíram, muitas dessas estruturas perderam seu propósito original. A tipologia, outrora essencial, encontra-se hoje à beira da obsolescência. O que resta não é meramente uma relíquia arquitetônica, mas uma forma espacial poderosa — resiliente, simbólica e cada vez mais aberta a reinterpretações.

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De Vancouver a Kyiv: Architecture Now apresenta projetos globais que moldam espaços sagrados, cívicos e culturais

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À medida que as cidades e comunidades se adaptam a novas realidades culturais, ambientais e sociais, a arquitetura assume um papel cada vez mais amplo na criação de espaços de resiliência, encontro e imaginação. Esta edição do Architecture Now destaca seis projetos recentes que abrangem diferentes continentes e tipologias — desde a requalificação de paisagens pós-industriais até a arquitetura sacra, pavilhões culturais e centros cívicos. Seja por meio de inovações em madeira engenheirada em Vancouver e Jülich, reuso adaptativo em Ostrava, um pavilhão infantil em Londres, um centro espiritual na Índia ou uma igreja paramétrica em Kyiv, cada projeto demonstra como o design pode conectar patrimônio e inovação ao mesmo tempo em que promove conexão, cuidado e comunidade.

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Ornamentação na era dos algoritmos e da robótica: a tecnologia pode trazer de volta o detalhe arquitetônico?

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O ornamento arquitetônico tem sido um tema recorrente de debate no setor há décadas. Essa prática, amplamente abandonada durante o movimento modernista, pode agora estar diante de uma plataforma que viabilize seu ressurgimento, graças à convergência atual entre robótica, inteligência artificial (IA) e fabricação digital. A tecnologia parece ter eliminado o principal obstáculo ao detalhamento decorativo: o alto custo da mão de obra manual qualificada. No entanto, essa nova capacidade técnica exige um exame crítico: o que a ornamentação realmente representa e o que ganhamos ou perdemos ao ressuscitá-la por meio do design algorítmico?

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Arquitetura na Era das Plataformas: Qual o papel do software na prática hoje?

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Quantas ferramentas e plataformas de software estão envolvidas hoje no desenvolvimento de um projeto contemporâneo? Desde o projeto de uma residência unifamiliar até o de uma biblioteca pública, depender de apenas um ou dois programas já não é comum. Em vez disso, múltiplas ferramentas se combinam, sobrepõem-se e interagem ao longo de várias etapas, incluindo análise, projeto, renderização, coordenação e construção. Esse uso generalizado de softwares no mundo virtual reflete não apenas a complexidade técnica da prática atual, mas também uma mudança mais sutil, porém igualmente significativa: o software deixou de ser apenas um instrumento específico e passou a ser um ambiente que acompanha e até desafia o processo.

Como a Ásia construiu escolas em 2025: 5 projetos rurais com materiais do próprio local

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Nas regiões montanhosas do Vietnã, nas áreas de fronteira da Tailândia e nos relevos acidentados dos Gates Ocidentais da Índia, a construção de escolas continua sendo um desafio essencialmente logístico. Em áreas onde a infraestrutura e as cadeias de suprimentos industriais são escassas ou distantes, o transporte de cada quilograma de material pode inflacionar significativamente os custos e a complexidade logística. Ao longo de 2025, diversos projetos de escolas em contextos rurais na Ásia demonstraram como o papel do/a arquiteto/a frequentemente mudou de designer de formas para estrategista de suprimentos. O principal desafio não era meramente estético, mas sim uma questão de durabilidade: utilizar materiais disponíveis localmente e protegê-los das chuvas de monção, ventos de alta velocidade e, por vezes, da instabilidade sísmica.

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Como não construir: arquitetura pela ausência de intervenção

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Seja para concursos de projeto ou prêmios de arquitetura, os edifícios são frequentemente julgados pelo que oferecem — as funções programadas, a forma ou o deleite visual. Em uma minoria de casos, é a ausência ou a redução da intervenção que torna um projeto bem-sucedido. Em 1971, um renomado concurso de arquitetura em Paris foi vencido por uma proposta que utilizava apenas metade do terreno disponível, destinando o restante como espaço urbano para a cidade. Em Londres, uma proposta de conversão de uma usina de energia desativada com adições mínimas, deixando grandes espaços intocados, venceu um concurso de projeto em 1994. O Stirling Prize, o prêmio de arquitetura mais prestigiado do Reino Unido, foi vencido em 2017 por uma proposta que consistia em pouco mais do que uma plataforma vazia. Esses exemplos de edifícios culturais no noroeste da Europa ilustram como a ausência de intervenção pode oferecer mais.

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Sabedoria Ancestral Encontra a Realidade Urbana: O Papel do Vastu nas Cidades Indianas Contemporâneas

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A Índia carrega uma linhagem milenar de tradições que há muito molda a própria concepção e a construção de suas cidades. O Vastu Shastra é uma dessas tradições — mais uma ciência do que uma crença —, intimamente integrada aos princípios do projeto arquitetônico. A prática continua amplamente difundida e valorizada, com 93% das residências projetadas para se alinharem aos princípios do Vastu. À medida que a Índia se urbaniza a um ritmo sem precedentes, com projeção de atrair mais 416 milhões de habitantes para as áreas urbanas até 2050, o Vastu Shastra continua a influenciar bilhões de decisões imobiliárias em meio aos desafios da vida urbana moderna. Como uma ciência espacial de 8.000 anos poderia evoluir para orientar o desenho de cidades que abrigam milhões de pessoas?

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Criando espaços seguros para o aprendizado: explore os projetos educacionais de Solis Colomer Arquitectos na América Latina

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Fundado em 2002, o escritório Solis Colomer Arquitectos consolidou uma sólida reputação ao longo das últimas duas décadas, projetando e construindo obras com impacto tanto social quanto comercial em toda a América Latina. Com mais de 200 projetos concluídos, a equipe se especializa em arquitetura institucional de impacto social e em arquitetura comercial centrada no usuário. Sua missão é clara: utilizar a arquitetura como uma ferramenta para dignificar la experiencia humana, especialmente para as populações mais vulneráveis.

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Como os kits de ferramentas de código aberto estão democratizando o patrimônio construído

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A demolição parece mais barata do que o restauro quando os custos econômicos do patrimônio intangível são ignorados. Quando o conhecimento técnico de conservação fica restrito a honorários profissionais elevados, proprietários/as que enfrentam a deterioração de um edifício enxergam apenas dois valores: o custo da obra e o custo dos honorários. O primeiro é o custo de contratar um/a arquiteto/a de conservação, um/a engenheiro/a estrutural e prestadores de serviços especializados para uma avaliação e um plano de restauro. O outro é o custo de uma licença de demolição e de uma nova construção. A demolição vence — não por ser de fato mais econômica quando se consideram a energia incorporada nos materiais, os custos de infraestrutura e o valor do ciclo de vida, mas porque o conhecimento necessário para restaurar de forma viável permanece inacessível.

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Como a renderização com IA elimina gargalos na arquitetura e no design de interiores

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A arquitetura é uma disciplina que evolui por meio de etapas progressivas, em que cada fase se desenvolve a partir da anterior. O estudo preliminar, por exemplo, começa com conceitos amplos e explorações iniciais, seguidos por análise do terreno, croquis e modelos 3D, com ajustes realizados ao longo do processo. O verdadeiro desafio não reside apenas em seguir essa sequência, mas em equilibrar velocidade, qualidade e eficiência para gerenciar a relação entre tempo e qualidade. Nesse contexto, a integração da inteligência artificial generativa no ambiente construído remodela a dinâmica arquitetônica ao auxiliar profissionais de arquitetura, criando espaço para maior experimentação e exploração. Seu impacto é especialmente significativo na renderização, que antes representava um gargalo em diferentes etapas do projeto—em particular durante o desenvolvimento do conceito. Hoje, contudo, a renderização arquitetônica baseada em IA opera de forma fluida, permitindo maior foco na resolução criativa de problemas por meio de ferramentas e estratégias inovadoras.

Renovando o design e a segurança de piscinas com soluções em porcelanato

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As piscinas sempre simbolizaram luxo, lazer e interação social. Além de seu apelo estético — no qual a água dialoga com texturas, movimentos e reflexos —, elas também cumprem funções práticas, proporcionando relaxamento, atividade física e entretenimento. Sua história remonta a mais de 5.000 anos, com o Grande Banho de Mohenjo-Daro, no Vale do Indo (atual Paquistão), possivelmente utilizado para rituais e práticas comunitárias. Posteriormente, gregos e romanos refinaram o conceito, criando piscinas elaboradas para banho, esportes e encontros sociais. As famosas termas romanas, muitas vezes aquecidas e adornadas com mosaicos complexos, lançaram as bases para a cultura moderna de spa e bem-estar, reforçando a relação entre arquitetura, água e qualidade de vida.

Durante o Renascimento, as piscinas eram associadas principalmente a propriedades da elite; contudo, no final do século XIX e início do século XX, as piscinas públicas tornaram-se mais comuns, impulsionadas pela urbanização e pela promoção da higiene. A ascensão das competições olímpicas de natação no início dos anos 1900 popularizou ainda mais o conceito, levando ao aumento da construção de piscinas tanto residenciais quanto de competição em todo o mundo. Hoje, as piscinas continuam a evoluir, incorporando materiais e designs avançados que aumentam a segurança e a sustentabilidade. Seja por lazer, estética ou bem-estar, as piscinas continuam sendo um elemento central da arquitetura e do estilo de vida contemporâneos.

Vozes do ArchDaily: Susanna Moreira

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A trajetória de Susanna Moreira na arquitetura foi moldada precocemente por seu envolvimento com a teoria e a pesquisa arquitetônica durante a graduação. Nascida em Salvador, ela também viveu e estudou em Milão e São Paulo — experiências que enriqueceram sua compreensão das dinâmicas interseções entre arte, arquitetura e ambientes urbanos. Esses interesses interdisciplinares continuam a fundamentar sua abordagem curatorial e seu trabalho editorial.

Como Curadora de Projetos do ArchDaily para países de língua portuguesa, Susanna busca projetos que ofereçam contribuições significativas para o debate arquitetônico. Ela valoriza a originalidade, a qualidade e a relevância, questionando constantemente quais lições uma obra pode oferecer em termos de materiais inovadores, técnicas construtivas ou abordagens conceituais. Em uma era de sobrecarga de informações, ela acredita que uma curadoria criteriosa é essencial para construir confiança, aprimorar o aprendizado e destacar trabalhos que realmente se sobressaem.

Memória Material: O que perdemos ao demolir edifícios

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Concreto, aço, madeira, vidro. Todos os anos, milhões de toneladas de materiais de construção são descartadas, acumuladas em aterros e silenciadas sob o peso do próximo edifício. Estruturas inteiras desaparecem para dar lugar a outras, reiniciando um ciclo voraz de extração de recursos, produção de materiais e substituição. Junto com o entulho que se acumula, perde-se também algo mais profundo: o tempo, o trabalho humano, as histórias e a memória coletiva incorporadas na matéria. Em um momento no qual as metas climáticas exigem a redução de emissões e o prolongamento da vida útil do que já existe, a demolição é cada vez mais reconhecida como uma forma de amnésia urbana — que apaga não apenas a continuidade cultural, mas também a energia incorporada dos edifícios. E, embora se diga frequentemente que o edifício mais sustentável é aquele que já existe, esse princípio raramente sobrevive quando outros interesses entram em jogo.

As curvas podem abrir caminho para uma melhor experiência do hóspede?

Profissionais de arquitetura e design em todo o mundo estão expandindo os limites do design contemporâneo, e a Corian® Solid Surface está sendo moldada, curvada e flexionada para viabilizar as visões mais ousadas de arquitetos/as e designers.

Em espaços de hotelaria, por exemplo, cada superfície tem o potencial de moldar a experiência do/a hóspede desde o primeiro instante de acolhimento. Designers visionários/as utilizam seu talento para contar a história de um lugar, transmitir a emoção de uma estética e expressar a essência de uma marca. Com o material adequado, é possível influenciar profundamente a atmosfera e a funcionalidade de um espaço para os/as visitantes, utilizando desde balcões de recepção elegantes e acolhedores até áreas de banho relaxantes que remetem a spas, ou painéis escultóricos retroiluminados imponentes como tela de criação.

Dia da Terra 2025: Nosso papel ao repensar a sustentabilidade em cidades, escalas e setores

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No Dia da Terra de 2025, celebrado anualmente em 22 de abril, somos mais uma vez lembrados dos urgentes desafios ambientais e de sustentabilidade que o nosso planeta enfrenta — desafios que continuam a evoluir juntamente com as transformações econômicas, políticas e culturais globais. O setor da construção civil continua sendo um dos mais críticos no esforço para gerenciar e reduzir as emissões globais de carbono. Este ano, essas questões estão sendo abordadas sob perspectivas cada vez mais diversas, exigindo abordagens mais holísticas e integradas. É fundamental que encaremos a sustentabilidade não como uma solução única e universal, mas sim como um esforço multiescalar — que abrange desde o desenvolvimento urbano em grande escala e o planejamento estratégico até o avanço de materiais sustentáveis e, inclusive, intervenções temporárias e provocativas, como exposições e instalações. Ao fazê-lo, reafirmamos nosso compromisso de reduzir nossa pegada de carbono coletiva, ao mesmo tempo em que moldamos um ambiente construído que promove o bem-estar humano e a saúde do planeta.

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Design Olfativo: Espaços que despertam memórias

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A cada uma das mais de 23.000 respirações diárias que realizamos, o ar viaja pelo sistema respiratório até os pulmões, onde ocorre uma troca gasosa vital: o oxigênio é absorvido e o dióxido de carbono é expelido. Esse ato involuntário e essencial também desencadeia outro processo, menos visível, mas profundamente impactante: a nossa percepção do olfato. À medida que o ar passa pela cavidade nasal, as moléculas de odor entram em contato com receptores olfativos localizados no epitélio olfativo. Esses receptores enviam sinais diretamente para o bulbo olfativo, que faz parte do sistema límbico — a área do cérebro associada à memória e às emoções. Longe de ser um sentido secundário, o olfato atua como uma ponte direta entre o ambiente e as nossas respostas emocionais mais profundas. Os aromas carregam o poder singular de evocar memórias vívidas, provocar conforto ou aversão imediata e influenciar nosso estado emocional de forma quase instantânea.

Khudi Bari: Arquitetura para o Deslocamento Climático

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Nos deltas de baixa altitude de Bangladesh, a água define tanto a vida quanto a perda. Todos os anos, milhões de pessoas são forçadas a reconstruir suas vidas após as inundações levarem suas casas, plantações e meios de subsistência. Nesses territórios precários, o ato de construir tornou-se um ato de resiliência. É nesse contexto que o Khudi Bari surge como uma proposta modesta, porém radical. Projetado por Marina Tabassum Architects, o projeto oferece uma habitação leve, modular e acessível para comunidades deslocadas pelas mudanças climáticas. Reconhecido como um dos vencedores do Prêmio Aga Khan de Arquitetura de 2025, ele representa uma forma de arquitetura que capacita em vez de se impor.

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Como os materiais compostos tornam construtíveis os projetos complexos?

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Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.

A evolução da prática de projetar a luz em ambientes escandinavos

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A Escandinávia é moldada por condições ambientais que testam tanto a resistência humana quanto a engenhosidade arquitetônica, com invernos longos definidos pela luz do dia limitada, baixos ângulos solares, neve profunda e ventos gelados que transformam o movimento cotidiano, o encontro e o habitar em atos deliberados. Nesse contexto, a arquitetura nunca é neutra, e a hospitalidade nunca é incidental. Edifícios que acolhem visitantes em cidades, florestas e litorais devem responder diretamente à escuridão e ao frio, não ao negá-los, mas ao criar mundos interiores que oferecem orientação, calor e alívio psicológico. O ato de acolher na Escandinávia é, portanto, indissociável do clima, fundamentado na compreensão de que o abrigo, a luz e a presença humana são recursos fundamentais em ambientes árticos.

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