Etudes é uma obra singular entre os livros de arquitetura. Seu tema não são projetos construídos ou não construídos, mas sim lugares imaginários e composições abstratas do arquiteto de São Francisco, John Marx. Representados em delicadas aquarelas, os espaços de Marx são oníricos, assemelhando-se à estrutura e à sensibilidade de sua poesia concisa, que acompanha as páginas de suas pinturas.
Curiosamente, as ruas silenciosas e as paisagens desertas da imaginação de Marx dialogam conosco de forma extremamente oportuna, no momento em que nos deparamos com um novo mundo de cidades vazias e de atividades suspensas — um mundo que parece ter estagnado.
As imagens dos escritórios da Autodesk no MaRS, em Toronto, mostram múltiplas iterações e layouts de plantas que atenderam a diversos critérios diferentes, tanto de preferências dos funcionários quanto do programa do projeto e das necessidades ambientais. Imagem cortesia de Autodesk
Embora a ideia de Inteligência Artificial (IA) possa ser assustadora para muitos, o mais importante a se ter em mente é que ela não passa de uma ferramenta. Assim como em tantos outros momentos da história, temos encontrado constantemente maneiras de fazer mais com menos, tornando-nos mais eficientes e superando nossos limites anteriores. O desenvolvimento da IA representa um grande passo para a criação de novas aplicações capazes de impulsionar diversos setores.
Por exemplo, profissionais de design nas áreas de manufatura e saúde têm liderado o uso de IA e design generativo em benefício de suas respectivas áreas. Há excelentes exemplos de casos de uso de vanguarda, desde equipes de corrida até empresas como a Airbus, que utilizam essas ferramentas, além de outras tecnologias como IoT e RV, que também começam a ganhar força em nosso setor.
Nesta semana, David e Marina recebem Jenny Sabin, Alvin Huang e Mitch McEwen para debater o Project PPE — iniciativa de arquitetos e arquitetas na impressão 3D e fabricação de máscaras e outros equipamentos de proteção para profissionais da saúde —, a atuação da arquitetura em tempos de crise e durante a COVID-19, métodos de trabalho e o que a pandemia representa para o futuro da profissão.
https://www.archdaily.com.br/pt/1127276/fabricacao-de-equipamentos-de-protecao-individual-a-arquitetura-em-um-mundo-pos-virusThe Second Studio Podcast
Cortesia de Tsutsumida Pictures, Studio One Eleven
O escritório Studio One Eleven revelou uma série de novos centros comunitários integrados ao masterplan do Orange County Great Park. Localizados em quatro dos dez bairros do parque de 1.300 acres, os projetos passam a integrar um dos maiores masterplans urbanos dos Estados Unidos. Os centros foram concebidos para combinar uma variedade de comodidades e atividades por meio de praças e ambientes que integram perfeitamente as áreas internas e externas.
A ruptura causada pelo coronavírus pode ter aberto portas pelas quais muitos já esperavam. Estudos preliminares apontam que vivemos, nos últimos três meses, uma revolução tecnológica mais rápida do que em qualquer outro período anterior. Diante da necessidade de adaptação e para garantir a habitabilidade do tecido urbano, quem formula as políticas públicas vem revisando protocolos de dados e legislações, abrindo caminho para soluções de saúde urbana baseadas em tecnologia. No entanto, muitas dessas mudanças permanecerão após o vírus. Esse precedente, consolidado como um legado, trará motivos tanto para deslumbramento quanto para preocupação em relação ao nosso futuro urbano.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126710/os-motivos-de-fascinio-e-preocupacao-com-as-cidades-digitais-pos-virusZaheer Allam, Gaetan Siew and Felix Fokoua
Localizado na região sul dos Estados Unidos, o estado da Flórida é um dos mais populosos e o 22º maior em extensão territorial do país. O estado abriga algumas das áreas mais populosas do país, como Jacksonville e a Região Metropolitana de Miami.
O Interior do seu Imóvel: Amostra noourbanográfica do apartamento estúdio/de um quarto. Fonte: www.flatchina.com
É possível rastrear uma agência, ou mente, coletiva através da condição urbana? E como deveríamos mapear seus efeitos sobre a matéria física de nossas cidades? Uma representação específica de um tipo específico de "lar" é empregada como um exercício para definir o impacto de uma "lógica de pensamento que é ao mesmo tempo incorporada e distribuída, singular e coletiva". A proposta de Hélène Frichot para as "Noourbanografias" foi escrita como resposta à chamada de trabalhos de "Eyes of the City", muito antes de nossos interiores domésticos se tornarem o novo espaço público. Ao analisar a distância entre coletivos hegemônicos e ecologias de subjetividades como um espaço de ação, o ensaio abre caminho para uma gama articulada de questões que envolvem o cuidado, o pensamento diagramático e os espaços de controle.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen de 2019 (UABB), intitulada "Interações Urbanas" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para estimular o debate sobre como as novas tecnologias podem impactar a arquitetura e a vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de artigos científicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: pesquisadores/as internacionais foram convidados/as a enviar suas reflexões em resposta à declaração desenvolvida pelos escritórios curadores Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que pode ser lida aqui.
A iniciativa Architects, not Architecture decidiu abrir seu arquivo para nos ajudar a lidar com o momento atual, no qual não podemos sair de casa como de costume, criando uma fonte de inspiração e entretenimento ao compartilhar palestras exclusivas de seus 35 eventos anteriores, que nunca foram publicadas antes – incluindo apresentações de arquitetos e arquitetas como Daniel Libeskind, Tatiana Bilbao, Sadie Morgan, Peter Cook, Richard Rogers e Massimiliano Fuksas.
Toda semana, o ArchDaily compartilhará uma das palestras do Architects, not Architecture., que atualmente estão sendo publicadas online na íntegra em formato de vídeos diários, como parte de seu "novo evento": Home Edition 2020 (www.architectsnotarchitecture.com).
As cidades costumavam ser aclamadas por sua diversidade cultural, apresentando um dinamismo vibrante e ressonante. Hoje, no entanto, imperam cenários de desespero: lojas fechadas, ruas sem vida e, de nossas casas, já não desfrutamos da vibração econômica urbana. Enquanto inúmeras empresas enfrentam a falência, outras percebem que, graças à tecnologia, trabalhar a 100 km ou a 5 km de distância não faz diferença alguma. O coronavírus paralisou nossa economia urbana, e o próprio funcionamento das cidades está sendo posto em xeque. A forma como reagirmos a esta crise moldará o ambiente urbano pelas próximas décadas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1126269/o-coronavirus-como-oportunidade-para-enfrentar-a-desigualdade-urbanaZaheer Allam, Gaetan Siew and Felix Fokoua
Videos
Pasaje Jose Cuervo. Imagem cortesia de IE School
Os/As estudantes da IE School of Architecture and Design no Master in Strategic Design of Spaces são desafiados/as a pensar no futuro desde o início. No mundo de hoje, onde os espaços urbanos evoluem rapidamente e o desenvolvimento das cidades precisa responder a exigências cada vez mais complexas, superar esses desafios exige abordagens inovadoras e não convencionais.
O Salão IN SITU. O Quarto Mexicano da Americas Society intervencionado com referências da história da arte, por Laura González Fierro e Agustin Schang.
A Americas Society NY, em colaboração com o Center for Architecture (AIANY), lança uma nova iniciativa de arquitetura: IN SITU_Conversations on Architecture and Beyond, com curadoria de Agustin Schang e Laura Gonzalez Fierro.
Esta nova série de publicações semanais no Instagram convida arquitetos/as e pensadores/as a compartilhar suas ideias e reflexões espaciais sobre o interior, o exterior e o(s) espaço(s) intermediário(s). Em um momento em que grande parte da população mundial está sob confinamento, forçada a negociar de forma inédita entre o isolamento, a interioridade e a conectividade, surge a urgência de repensar: Como estamos navegando por essa crise espacialmente? Como estamos moldando essa nova experiência cotidiana nas Américas e no mundo como um todo? Onde se encontra a disciplina da arquitetura hoje, como ela está se transformando e como ajudará a moldar um mundo melhor para o futuro?
A noção romântica de wanderlust — o desejo intrínseco de viajar — e a capacidade de se afastar livremente do familiar carregando o mínimo de pertences é um anseio que quase todas as pessoas já vivenciaram em algum momento da vida. O estilo de vida nômade é tão atraente porque representa a possibilidade de se rebelar contra os símbolos de estabilidade e permanência em prol da exploração do meio ambiente e da capacidade de se adaptar com facilidade a diversas condições de vida. Esse desejo deu origem a estruturas móveis para o errante urbano, capazes de se transformar em um escritório temporário, uma residência ou até mesmo uma comunidade inteira.
É raro um bairro histórico receber novos edifícios. No entanto, foi exatamente o que aconteceu em meio às elegantes e ornamentadas estruturas de Frederiksberg Allé, em Copenhague. A histórica avenida foi inspirada na arquitetura parisiense e conta com diversos edifícios notáveis por seus detalhes arquitetônicos complexos.
O curso de Architecture for Humanity nasceu para capacitar designers a conceberem arquiteturas significativas mesmo nos contextos mais complexos, levando qualidade e beleza onde não se está habituado a vê-las. Hoje, a pandemia, a crise econômica, as migrações e as mudanças climáticas transformaram todas as regiões — da periferia de nossas metrópoles aos vilarejos tropicais mais remotos — naquilo que se pode definir como um “contexto de emergência”.
Nesta ocasião, Bruno Stagno, do Instituto de Arquitetura Tropical, nos apresenta a versão 2020 da RESET (Requisitos para Edificações Sustentáveis no Trópico).
A Fundació Mies van der Rohe propõe mais de cem atividades para aproveitar em casa como parte da Barcelona Architecture Week 2020. Pensada com e para todas as pessoas, a quarta edição do evento começa nesta quinta-feira, 7 de maio, e oferece mais de uma centena de atrações adaptadas para o formato virtual. A programação inclui transmissões ao vivo de palestras e encontros, debates e visitas virtuais por diversos espaços da cidade, entre outras atividades.
A crise da COVID-19 criou circunstâncias imprevistas para pessoas em todo o mundo e está tendo um impacto significativo na economia global. Nesse cenário, a indústria da arquitetura e de materiais de construção não é exceção. O cancelamento de feiras e eventos de arquitetura, por exemplo, está afastando fabricantes e fornecedores de produtos de construção de suas oportunidades físicas tradicionais de encontrar potenciais clientes. Muitos se veem agora diante da seguinte questão: neste cenário complexo, como promover seus produtos e materiais respeitando o distanciamento social e evitando o contato físico com arquitetos/as e clientes?
https://www.archdaily.com.br/pt/1053227/como-fortalecer-sua-presenca-online-e-promover-seus-produtos-de-arquitetura-durante-o-confinamentoPola Mora
A Aedas divulgou imagens do novo Xiangyang Overseas Chinese Town Cultural & Tourism Development Area Joy Town. Com conclusão prevista para 2022, o projeto, localizado no Departamento de Turismo Ecológico e Cultural no oeste de Hubei, “proporcionará à população local e visitantes uma experiência única e culturalmente imersiva em Xiangyang”.
Hillary Schieve, prefeita de Reno, Nevada, costuma brincar que foi ao seu primeiro Burning Man resistindo até o último minuto. O evento — que acontece no deserto de Black Rock, a cerca de 160 quilômetros ao norte da cidade — transformou sua compreensão sobre arte, cultura e desenvolvimento urbano, fazendo com que ela se tornasse uma entusiasta. Há dois anos, como presidente do comitê de Turismo, Artes, Parques, Entretenimento e Esportes (TAPES) da United States Conference of Mayors (Conferência de Prefeitos dos Estados Unidos), ela começou a levar grupos de prefeitos e prefeitas ao Burning Man para vivenciar a energia da Playa (termo usado no evento para se referir à sua localização em Black Rock) e aprender com sua cultura. Como a maioria dos encontros presenciais no futuro próximo, o Burning Man 2020 será diferente. Em abril, a organização anunciou que experimentaria um formato on-line e interativo, com o objetivo de atrair a impressionante marca de 100 mil "burners". Recentemente, conversei com a prefeita Schieve sobre seu entusiasmo pelo Burning Man, seu impacto em Reno, as lições de desenho urbano e planejamento que outras cidades podem extrair do evento, e como ela projeta um Burning Man digital.
Architects, not Architecture decidiu abrir seu arquivo para nos ajudar a lidar com a situação atual, na qual não podemos sair como de costume, criando uma fonte de inspiração e entretenimento ao compartilhar palestras exclusivas de seus 35 eventos anteriores, que nunca foram publicadas antes – incluindo apresentações de arquitetos e arquitetas como Daniel Libeskind, Peter Cook, Richard Rogers, Massimiliano Fuksas, Kim Herforth Nielsen, Ben van Berkel, Benedetta Tagliabue, Mario Botta, Anupama Kundoo e Sadie Morgan.
Toda semana, o ArchDaily compartilhará uma das palestras do Architects, not Architecture., que estão sendo publicadas online na íntegra diariamente como parte de seu “novo evento”: Home Edition 2020
Air Ocean City, de Raimund Abraham. Imagem cortesia de MIT Press
Há mais de um século, arquitetos e arquitetas abordam o mundo como um projeto por meio de propostas especulativas, em uma tentativa de imaginar o futuro e ressignificar questões globais. A globalização — e a interconectividade cada vez maior — exige ações em escala mundial e convida a uma reflexão sobre as responsabilidades da profissão. É precisamente isso que o livro The World as an Architectural Project alcança: por meio de uma compilação de projetos especulativos em escala global do século passado, a obra defende de forma convincente a agência da arquitetura.
Veículo automatizado do Porto de Roterdã por Monika Bočková
Lukáš Likavčan nos conduz por uma jornada filosófica rica e instigante. Do aparato de Agamben, passando pela religião positiva de Hegel (sob vestes contemporâneas), até sua materialização nos fetiches de Graeber, o autor interpreta os objetos inteligentes que fundamentam o paradigma das cidades inteligentes como espécies de fetiches. Sob essa perspectiva, faz-se necessário redefinir a autonomia humana por meio de um ato de protetização reversa: que posição os seres humanos devem ocupar na tecnosfera? E que tipo de relações estão surgindo, ou se consolidando, entre nós (humanos) e eles (objetos)? Ao aceitar uma visão coletiva de inteligência como produto de dados humanos e não humanos, torna-se possível afastar-se da noção de fetiche em direção a uma condição antinarcisista que enxerga o ser humano como apenas mais uma das entidades com agência em um universo que avançou muito além do fenomenológico.
Para a Bienal de Urbanismo\Arquitetura de Shenzhen (UABB) de 2019, intitulada "Urban Interactions" (21 de dezembro de 2019 a 8 de março de 2020), o ArchDaily está colaborando com a curadoria da seção "Eyes of the City" para fomentar o debate sobre o impacto das novas tecnologias na arquitetura e na vida urbana. A contribuição a seguir faz parte de uma série de artigos acadêmicos selecionados por meio da chamada de trabalhos "Eyes of the City", lançada em preparação para as exposições: pesquisadores e pesquisadoras internacionais foram convidados a enviar suas reflexões em resposta ao manifesto desenvolvido pela equipe de curadoria do Carlo Ratti Associati, Politecnico di Torino e SCUT, que você pode ler aqui.
A cidade de Montreal lançou um concurso nacional e multidisciplinar de arquitetura da paisagem com o objetivo de criar uma proposta inovadora para restaurar habitats naturais na cidade. Uma equipe formada por quatro escritórios, civiliti, LAND Italia, Table Architecture e Biodiversité Conseil, venceu a competição ao propor um corredor que viabilizará a transição de um território fragmentado e majoritariamente asfaltado para uma paisagem urbana diversificada e conectada a todos os seres vivos.
Ray and Charles Eames. Imagem cortesia de Eames Office
O Royal Institute of British Architects (RIBA) revelou uma gravação do dia em que Ray Eames se tornou a primeira mulher a receber a Royal Gold Medal. Em comemoração a uma cerimônia histórica, o áudio revela o discurso de aceitação de Ray Eames durante a 131ª entrega da Royal Gold Medal ao escritório de Charles & Ray Eames, em 1979.