Empreendimentos turísticos, como resorts e hotéis, costumam ser estudos de caso instigantes para arquitetos/as e entusiastas da arquitetura, que buscam combinar um desenho funcional e acessível com expressões culturais de influência local. Essas estruturas frequentemente exigem soluções singulares para atender às diversas demandas dos hóspedes, incluindo conforto, estética e funcionalidade. Além disso, seu projeto e construção impactam as economias e os ambientes locais, oferecendo oportunidades para que profissionais da arquitetura contribuam com o turismo sustentável e o desenvolvimento comunitário.
A seleção com curadoria desta semana de Melhores Projetos de Arquitetura Não Construída destaca propostas enviadas pela comunidade do ArchDaily que oferecem acomodações turísticas em cenários singulares, desde as praias do Caribe e a cordilheira do Cáucaso na Geórgia até a paisagem urbana de Oslo e a região vinícola da Puglia, na Itália. Reunindo projetos de escritórios de arquitetura emergentes e consagrados, como WilkinsonEyre, Oppenheim Architecture, Powerhouse Company e 3GATTI, a seleção apresenta propostas que reinventam os empreendimentos turísticos e refletem a diversidade de seus contextos ambientais e culturais.
Terceiro prêmio, Categoria Principal: Agata Gała do blank studio, Polônia
Premiações e distinções são fundamentais para os ecossistemas profissionais ao apoiar novos talentos e ideias inovadoras; no setor do design, os concursos incentivam as mentes criativas a ir além dos limites da praticidade para imaginar o futuro, solucionar problemas e construir novas comunidades. Ampliando seu impacto com alcance internacional e oportunidades igualitárias, as competições frequentemente abrem espaço para estudantes e talentos emergentes, oferecendo suporte, mentoria e experiência para o desenvolvimento de suas carreiras e processos de trabalho.
Para a fabricante polonesa de cerâmica Ceramika Paradyż, a realização do Paradyż Designers Competition reúne todos esses valores, além de propor uma forma inovadora de desafiar a funcionalidade de seus produtos. Este ano, a terceira edição desafiou arquitetos/as e designers a criar projetos digitais conceituais utilizando uma nova série de pedras sinterizadas, a TRI-D. O produto natural, um composto termoprocessado de quartzo, feldspatos, argilas ou caulins, funciona como uma alternativa à pedra natural; extraordinariamente duráveis, as placas mantêm sua estética da superfície ao corte transversal, o que as torna ideais para bancadas, peitoris de janelas e lareiras — embora, na verdade, as possibilidades sejam infinitas.
Sede da Tencent em Shenzhen Lote 04 Leste, projetado por Ma Yansong/MAD Architects. Imagem cortesia de MAD Architects
Tencent está desenvolvendo o campus de sua nova sede em cinco lotes que abrangem mais de 80 hectares a leste da Ilha de Da Chan Bay, em Qianhai, no distrito de Bao'an, Shenzhen. O escritório MAD Architects, liderado por Ma Yansong, projetou o Lote 04 Leste da nova sede da Tencent, prevendo duas torres de escritórios biomórficas, três edifícios interconectados e um edifício em forma de gota d'água. O projeto ocupa aproximadamente 72.000 metros quadrados, com uma área bruta de construção de 412.000 metros quadrados. Atualmente em construção, o Lote 04 Leste da sede deve ser concluído e inaugurado para os/as usuários/as em 2025. Outros projetos anunciados para o campus incluem o design em espiral do Büro Ole Scheeren para o Tencent Helix, e o complexo residencial do MVRDV chamado Tencent P5.
No início deste ano, a Bamboo U e a IBUKU lançaram o concurso "The Bamboo Playground Design Contest", convidando profissionais de arquitetura, design e mentes criativas a enviar propostas inovadoras para um parquinho infantil sustentável e visualmente cativante construído exclusivamente com bambu. O objetivo do concurso era explorar a versatilidade do bambu como material de construção, demonstrando seu potencial para projetos sustentáveis, esteticamente agradáveis e funcionais.
A Bamboo U é uma empresa educacional que surgiu no coração do movimento global de construção com bambu em Bali, na Indonésia. Em parceria com o renomado escritório de design IBUKU, a organização vem sendo pioneira na arquitetura com bambu há mais de 10 anos, compartilhando seus conhecimentos sobre design com bambu e arquitetura sustentável.
A história urbana de Chicago é uma saga dinâmica de inovação, resiliência e maestria arquitetônica. Desde seus primórdios como um movimentado centro comercial às margens do Lago Michigan até sua transformação em uma metrópole global, a "Cidade dos Ventos" tem se reinventado continuamente. Eventos icônicos, como o Grande Incêndio de 1871, catalisaram uma onda de engenhosidade arquitetônica e, hoje, profissionais da arquitetura contemporânea — como a própria Jeanne Gang e o escritório SOM — continuam a moldar seu horizonte com projetos inovadores, enquanto propostas sustentáveis e o reuso adaptativo de edifícios históricos demonstram o compromisso da cidade em conciliar patrimônio com um desenvolvimento urbano voltado para o futuro. Seja pela elegante Aqua Tower ou pelo vibrante Riverwalk, Chicago se mantém como uma prova viva das infinitas possibilidades da inovação e do design urbano.
Uma das conquistas mais notáveis da cidade é o seu papel como berço do arranha-céu. No final do século XIX, nomes da arquitetura como Louis Sullivan e Daniel Burnham foram pioneiros no uso de estruturas de aço, permitindo que os edifícios atingissem alturas sem precedentes. Essa inovação não apenas transformou a silhueta de Chicago, mas também estabeleceu um precedente para centros urbanos em todo o mundo, posicionando a cidade como líder global em design arquitetônico.
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"El Luchador", RA! Arquitectos e os cineastas René Baptista e Tito Sánchez. Imagem cortesia de Simon Architecture Prize
O Living Places - Simon Architecture Prize é uma iniciativa da Simon — com curadoria da Fundació Mies van der Rohe desde a sua criação — que busca destacar projetos de arquitetura (incluindo interiores, espaços públicos, domésticos e paisagísticos) cuja excelência proporciona conforto a seus habitantes e melhora a qualidade de vida das pessoas no dia a dia; seja trabalhando, aprendendo, compartilhando, desfrutando... em suma, uma arquitetura para ser vivida!
Com a proximidade da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2024, Paris atrai as atenções do mundo todo. Além das instalações que estão sendo preparadas para as Olimpíadas, a cidade oferece uma ampla variedade de projetos arquitetônicos que demonstram seus esforços para melhorar o ambiente urbano e promover uma cidade mais verde e inclusiva. Entre eles, o novo Eco-Distrito de Clichy-Batignolles, no 17º arrondissement de Paris, é um empreendimento de 54 hectares que teve como objetivo transformar o antigo pátio ferroviário da SNCF em um novo bairro. A iniciativa conta com a colaboração de escritórios e profissionais de arquitetura reconhecidos internacionalmente, incluindo MAD Architects, Périphériques Architectes e RPBW, entre outros. Continue lendo para descobrir esse desenvolvimento urbano através das lentes do fotógrafo de arquitetura Paul Clemence.
Snøhetta revelou o projeto de uma residência de veraneio inserida na paisagem da Ilha de Hokkaido para o grupo de hospitalidade japonês NOT A HOTEL. Situado no topo do renomado Rusutsu Resort, o projeto se organiza em torno do Monte Yotei, proporcionando vistas emolduradas. O design do edifício de 1.200 m² busca ser minimalista, influenciado pelo terreno circundante e pelos limites definidos do lote.
O Inside é o festival irmão do World Architecture Festival (WAF), o maior programa de prêmios de arquitetura ao vivo do mundo, que celebra o que de melhor se produz em design de interiores. Os finalistas tanto do Inside quanto do WAF apresentarão seus projetos ao vivo para um corpo de jurados durante o festival internacional em Singapura.
A lista de finalistas do Inside 2024 reúne mais de 80 projetos de interiores de todo o mundo, abrangendo cidades como Nova York, Dubai, Pequim, Osaka, São Paulo, Phuket, Déli, Auckland, Cidade do México, Lisboa e Londres. Entre os principais escritórios de design indicados este ano estão Foster + Partners, Broadway Malyan, Nikken Sekkei e Office AIO. Diversos escritórios emergentes também subirão ao palco para apresentar seus projetos ao vivo e competir com os grandes nomes do setor.
A Segunda Guerra Mundial foi um marco na história da humanidade, deixando um profundo impacto político e social. Seu fim marcou um ponto de virada significativo, que levou à suburbanização do pós-guerra e ao baby boom. Esses fenômenos resultaram em um rápido crescimento urbano e em uma explosão na construção de moradias, que atingiu o auge na década de 1960 e continuou a prosperar ao longo das décadas seguintes, desacelerando gradualmente até os dias de hoje. Atualmente, enfrentamos um cenário muito diferente, no qual a escassez de habitação acessível, combinada com uma perspectiva econômica desafiadora e uma agenda climática, gerou a necessidade de transformar o ambiente construído em um espaço mais limpo e eficiente no uso de recursos, alinhado ao Acordo de Paris.
Diante disso, com a demanda cada vez maior por moradia aliada a iniciativas políticas como o Pacto Ecológico Europeu, o modelo de hiperprodução do pós-guerra está se tornando insustentável. Como consequência, a reforma de edifícios abandonados ou subutilizados surge como uma alternativa viável. Diferente do modelo de demolição e nova construção, essa abordagem oferece oportunidades de retrofit energético, o que ajuda a mitigar a obsolescência ambiental, estender a vida útil das edificações e revitalizar o patrimônio existente e deteriorado — incluindo as habitações do pós-guerra —, melhorando ao mesmo tempo a qualidade de vida das pessoas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140651/reforma-vs-demolicao-aprimorando-a-habitacao-para-a-eficiencia-energetica-sustentavelEnrique Tovar
O formato do livro mais recente de Blair Kamin, Who Is the City For?, difere um pouco das compilações convencionais. Kamin agrupa suas colunas por temas (todas as 55 foram publicadas no Chicago Tribune no período em que atuava na crítica de arquitetura) e, na maioria das vezes, acrescenta um pós-escrito que atualiza ou reformula a história diante do nosso atribulado novo normal. Um dos temas recorrentes, tanto nos textos originais quanto nos pós-escritos, é a questão da equidade no design. À medida que a desigualdade de renda, o racismo sistêmico e a crise climática assumiram o centro dos debates culturais e políticos, a equidade tornou-se o prisma crítico essencial para grande parte da crítica de design. Em nossa conversa recente, Kamin defendeu uma definição mais ampla para o termo.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140758/blair-kamin-sobre-a-reformulacao-da-questao-crucial-da-equidade-no-designMartin C. Pedersen
Nos últimos anos, o tema de descarbonização de edificações e cidades tem ganhado cada vez mais destaque no âmbito internacional e nacional. Entre os diferentes atores impulsionadores, destaca-se poder público, através de seus ministérios, como o Ministério de Minas e Energia (MME), o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Ministério das Cidades (MCID) e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) que possuem diferentes políticas, programas e legislações. Instituições financeiras como bancos de desenvolvimento, como o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e organismos internacionais, como as Nações Unidas (ONU) também têm sido atores-chave para alavancar parte dos recursos necessários para possibilitar a redução das emissões de carbono, que precisa ser cada vez mais urgente.
A reforma é uma prática cada vez mais comum e fundamental na arquitetura contemporânea. Mais do que uma tendência, ela representa uma estratégia crucial para reduzir o consumo de recursos e minimizar a geração de resíduos, oferecendo vantagens claras em relação a novas construções. No contexto latino-americano, essa filosofia se destaca por suas características singulares. Ela articula de forma complexa a circularidade e a ação climática com materiais locais, respondendo a desafios econômicos ao mesmo tempo em que harmoniza influências indígenas, coloniais e contemporâneas.
A habitação desempenha um papel crucial nesse contexto, onde materiais e técnicas construtivas tradicionais definem a singularidade de cada projeto e o integram ao tecido social da comunidade. Em toda a América Latina, as identidades regionais estão profundamente incorporadas aos esforços de reforma, indo desde a restauração de fachadas e o reaproveitamento de madeira até a reinvenção do uso de resíduos de demolição. A adaptação dos espaços nesses projetos é influenciada por suas identidades singulares e condições geográficas, enraizadas em expressões sociais e culturais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140801/reformas-residenciais-na-america-latina-10-projetos-que-se-destacam-pelo-uso-de-materiaisEnrique Tovar
O setor de Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) está no limiar de uma transformação tecnológica, impulsionada em grande parte pela Inteligência Artificial (IA). Olhando para o futuro, há duas maneiras significativas pelas quais a IA influenciará os resultados para os/as profissionais do setor: como um motor de criatividade e como um catalisador de produtividade.
Os/As profissionais que adotam a tecnologia de IA para alcançar qualquer um desses resultados podem obter uma vantagem competitiva sobre quem não a utiliza, o que lhes permite superar concorrentes com um pensamento mais inovador e uma entrega de projetos mais rápida. A seguir, exploramos como se manter na vanguarda desse cenário tecnológico em constante evolução.
Após sete anos fechado, o escritório Chatillon Architectes reformou a Grande Nef de l'Île-des-Vannes em Paris, França. Com o projeto, o edifício foi transformado em um centro de treinamento para as próximas Olimpíadas, incorporando soluções modernas e instalações de última geração. Projetada originalmente por Anatole Kopp, Lucien Metrich e Pierre Chazanoff em 1971, a estrutura se destaca por sua cobertura parabólica monumental e fechamentos laterais translúcidos marcantes. A restauração envolveu a implementação de soluções de eficiência energética contemporâneas, reparos estruturais, atualizações de acessibilidade universal, revestimentos acústicos, piso esportivo e melhorias no sistema de iluminação.
A adoção de soluções avançadas de controle de acesso é fundamental para manter a proteção e a segurança em diversos contextos, de empresas e instituições a residências e espaços públicos. Seu principal objetivo é regular quem pode acessar ou utilizar um recurso, local ou sistema específico, garantindo que apenas pessoas autorizadas tenham permissão de entrada. Em um mundo cada vez mais interconectado e digital, a implementação de sistemas de controle de acesso tornou-se indispensável para proteger informações confidenciais, assegurar a integridade de ambientes físicos e virtuais e evitar acessos não autorizados que possam resultar em roubos, violações de dados ou outros incidentes de segurança. Esses sistemas podem abranger uma variedade de métodos — como senhas, cartões de acesso, biometria e equipes de segurança —, todos operando em conjunto para verificar e liberar a entrada apenas de pessoas autorizadas.
“Um banheiro é um lugar onde todos são iguais, não tem rico e pobre, idoso e jovem, todos são parte da humanidade”. Essa reflexão foi compartilhada por Wim Wenders, expoente do Cinema Novo Alemão e diretor do filmeDias Perfeitos (2023), ao ser questionado sobre os marcantes cenários de sua mais recente obra. Os banheiros públicos de Tóquio foram escolhidos por Wenders para construir uma narrativa que oferece profundas reflexões sobre a solidão, a simplicidade e a beleza da vida cotidiana.
A história gira em torno de Hirayama, um homem de meia-idade que trabalha como faxineiro de banheiros públicos em Tóquio. Sua vida é simples e rotineira, mas preenchida por pequenos prazeres e momentos de contemplação. Um cotidiano humilde que contrasta com as arquiteturas tecnológicas, coloridas e inovadoras dos banheiros públicos nos quais o protagonista passa o dia limpando.
Iniciativa de Resiliência Climática de Abu Dhabi / CBT Architects. Imagem cortesia de CBT Architects
À medida que as temperaturas globais se elevam, os impactos das ilhas de calor urbano — outrora consideradas uma ameaça invisível — tornam-se cada vez mais pronunciados e perigosos. A despeito dessa ameaça crescente, o espaço público, que constitui cerca de 30% das cidades, oferece um imenso potencial para proporcionar alívio contra o calor sufocante e introduzir novas oportunidades para fortalecer os esforços de resiliência urbana. Diante do aumento das temperaturas globais, cidades em regiões como os Emirados Árabes Unidos e a Índia enfrentam desafios sem precedentes para manter seus espaços urbanos habitáveis.
Uma porta pivotante é uma porta de giro que rotaciona sobre um eixo vertical. Diferencia-se das portas de dobradiça comuns, nas quais as dobradiças são fixadas na lateral da folha e na parede adjacente. Embora a porta pivotante exista há séculos, ela ainda é desconhecida por muitas pessoas. No entanto, um recente ressurgimento em seu uso a colocou em destaque como uma opção atraente para arquitetos/as, designers e proprietários/as.
O leste e o sul da Europa enfrentam uma intensa onda de calor, com temperaturas que ultrapassam os 40 graus Celsius em vários países, incluindo Grécia, Croácia, Macedônia e Romênia. Impulsionada por uma massa de ar quente vinda do norte da África, essa onda de calor prolongada trouxe sérias ameaças para a população e sobrecarregou os mecanismos de proteção e mitigação climática das cidades. À medida que o calor extremo expõe as vulnerabilidades da infraestrutura urbana, governos municipais por toda a Europa se esforçam para implementar medidas que enfrentem esses desafios.
Schmidt Hammer Lassen (SHL), da Dinamarca, e o Assar Universum Architects, de Luxemburgo, colaboraram no desenvolvimento de um novo polo urbano para Hollerich, em Luxemburgo. O empreendimento visa criar um espaço verde e vibrante com uso misto, transformando a área em um destino urbano. Tirando partido da topografia singular da cidade, o projeto integra um programa dinâmico de espaços residenciais, comerciais, culturais e públicos. O polo, batizado de “NEI HOLLERICH”, também foi concebido para suprir a demanda por habitação acessível.
Os Jogos Olímpicos de Paris 2024, oficialmente conhecidos como os Jogos da XXXIII Olimpíada, estão programados para acontecer de 26 de julho a 11 de agosto de 2024. Sendo a segunda cidade a sediar os Jogos Olímpicos de Verão por três vezes — depois de Londres —, tendo a primeira ocorrido em 1900 e a segunda em 1924, Paris irá exibir seu patrimônio cultural ao sediar os jogos de 2024 em marcos icônicos como o Grand Palais, a Torre Eiffel, os Jardins de Versalhes e a Place de la Concorde. Paralelamente, a capital francesa também passa por grandes reformas em suas vias navegáveis com um "Plano de Balneabilidade" bilionário, que visa transformar o rio Sena em uma rota aquática própria para banho durante os Jogos Olímpicos, buscando restaurar sua importância histórica como um rio urbano vibrante.
Com a proximidade dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o ArchDaily selecionou uma série de artigos e notícias que oferecem uma visão abrangente dos ambientes construídos e não construídos que servirão de palco para os jogos.
O termo "holístico" refere-se a uma abordagem que considera o sistema como um todo, em vez de focar em componentes individuais. Ele enfatiza a interconexão de vários elementos e visa criar algo equilibrado e harmonioso que promova o conforto geral. Essa abordagem é de extrema importância em um momento no qual o bem-estar pessoal e a sustentabilidade estão na vanguarda do design. Isso inclui a integração de elementos naturais, como luz e água, para criar ambientes calmos e rejuvenescedores, onde o equilíbrio e a harmonia garantem que todos os elementos de projeto funcionem de forma coesa para formar um espaço unificado. Os banheiros holísticos vão além da mera funcionalidade ao engajar os sentidos, promover o relaxamento e utilizar os recursos de forma responsável — uma abordagem abrangente adotada por marcas premium de soluções para banheiros como a hansgrohe.
A constante evolução das condições urbanas exige a transformação do ambiente construído, e os retrofits têm sido um mecanismo fundamental para permitir que os edifícios se adaptem e respondam a novas necessidades. Diante das preocupações ambientais globais, os retrofits climáticos tornaram-se uma estratégia popular para modernizar edificações com base na melhoria da eficiência operacional. Planos globais de descarbonização têm inclusive defendido retrofits em escala urbana, como no caso de Londres, para atingir metas municipais. Embora essas intervenções reduzam significativamente o consumo de energia, elas costumam trazer um custo oculto: o carbono incorporado nos materiais de retrofit e o potencial de geração de resíduos no futuro.