Em preparação para a Expo 2025 Osaka, Kansai, Japão, o "Grand Ring", com projeto de Sou Fujimoto, alcançou um marco significativo. Em agosto de 2024, a construção em madeira da estrutura foi concluída, unindo completamente o anel de 2 quilômetros em um circuito contínuo. Essa conquista é uma etapa crucial no desenvolvimento do local da Expo em Yumeshima, uma ilha artificial na orla de Osaka, onde o evento ocorrerá de 13 de abril a 13 de outubro de 2025.
O Design Awards, em sua 19ª edição, é uma das principais premiações de arquitetura de interiores, promovida pela Shaw Contract. Com quase 700 projetos inscritos de 36 países, a premiação destaca tendências em magnitude, funcionalidade e sustentabilidade. Dos 43 vencedores do Best of Region, dois projetos brasileiros e três mexicanos seguem para a fase final do julgamento para o Best of Globe, que será anunciado em setembro. A premiação, que envolve temas como Saúde Material, Economia Circular, Diversidade e Inclusão, teve os projetos da América Latina avaliados por jurados de cinco países.
Conheça agora um pouco mais sobre estes vencedores.
Os aeroportos modernos tornaram-se, cada vez mais, símbolos de inovação arquitetônica, indo além de sua função principal como hubs de transporte para se transformarem em marcos urbanos significativos. Uma tendência marcante no design contemporâneo de aeroportos é o uso de formas curvas para criar espaços fluidos e dinâmicos que potencializam tanto a funcionalidade quanto o impacto visual. Viabilizadas pelos avanços na tecnologia de construção, essas curvas permitem interiores mais flexíveis e amplos, além de projetos que se integram melhor às paisagens naturais e aprimoram a circulação e a experiência das pessoas.
No mundo de hoje, as mudanças climáticas representam um dos nossos desafios mais urgentes, com o ambiente construído sendo responsável por quase 40% das emissões globais de carbono. Diante disso, como nós, profissionais do setor de AEC, podemos destacar nosso papel na mitigação desse impacto?
A equipe liderada pelo escritório Henning Larsen, em colaboração com Ramboll, Cistri, Gehl, Participate in Design e Camphora, venceu a licitação para a consultoria do plano diretor das ruas de superfície do Corredor Norte-Sul de Singapura. O projeto propõe uma ampla transformação urbana, com o objetivo de integrar transporte público, mobilidade ativa, espaços comunitários e áreas verdes ao longo do corredor de 21,5 km. As comunidades locais e as partes interessadas também participam ativamente do processo de projeto por meio de sessões de engajamento público. O desenvolvimento do plano diretor inicial deve se estender pelos próximos 18 meses, prosseguindo até 2026.
O Royal Institute of British Architects (RIBA) acaba de anunciar sua mais nova exposição, intitulada "Difficult Sites: Architecture Against the Odds". Apresentando "conquistas arquitetônicas diante de terrenos complexos e intransigentes", a mostra acontecerá na RIBA Architecture Gallery, 66 Portland Place, Londres, de 11 de outubro de 2024 a 29 de março de 2025. A exposição reúne obras de destaque de nomes renomados da arquitetura, como Sir Nicholas Grimshaw, Neave Brown e Lord Norman Foster, além de escritórios contemporâneos como Tonkin Liu, KnoxBhavan e Carmody Groarke.
Quem caminha durante o verão em uma cidade como Boston sabe que se gasta um tempo considerável traçando rotas que ofereçam sombra. No entanto, não posso usar isso como minha única desculpa para a falta de foco. Sendo realista, estou com a atenção dispersa. As manchetes turbulentas sobre a eleição presidencial nos EUA, a iminência de uma conferência climática da ONU sem precedentes e a expressão “década de ação decisiva” pesam muito sobre os meus ombros. Embora seja fácil se deixar levar pelos acontecimentos atuais, nós que dispomos de soluções precisamos manter o foco.
Uma expressão japonesa talvez útil a se lembrar é “kotsu kotsu”, que significa essencialmente desacelerar, focar na tarefa em mãos e realizá-la bem. As temperaturas estão atingindo níveis recordes, as pessoas estão sofrendo. Como apontou uma carta recente da COP da ONU, “tempo perdido significa a perda de vidas, de meios de subsistência e do planeta”. Resfriar nossas cidades e comunidades tornou-se mais importante do que nunca.
O benefício comunitário é um dos principais aspectos destacados ao anunciar um novo projeto público, especialmente no caso dos ginásios esportivos, que prometem melhorias no bem-estar e na coesão social. Existem duas tipologias de ginásios esportivos, cada uma com diferentes níveis de envolvimento com a comunidade: por um lado, há grandes arenas dedicadas a competições internacionais, que podem acomodar milhares de pessoas e se tornam marcos modernos, semelhantes aos estádios. Por outro lado, existem ginásios de menor escala, geralmente anexados a escolas e localizados em bairros ou áreas rurais com acesso limitado a outros serviços públicos. Embora muitas vezes sua presença seja subestimada, esses ginásios desempenham um papel multifuncional importante, oferecendo oportunidades para praticar esportes, promover conexões, organizar eventos e apoiar diversas atividades comunitárias.
Datado da década de 1940, o abrigo antiaéreo no bairro de St. Pauli, em Hamburgo, foi reimaginado como uma "montanha verde", com extensos jardins cobrindo o topo da estrutura de guerra. Conhecido como Hochbunker (que se traduz como "bunker alto"), o local passou por um extenso processo de restauração e reforma, que introduziu restaurantes, espaços para eventos e um hotel, além de um parque urbano na cobertura. O bunker foi aberto ao público em 5 de julho de 2025, com o objetivo de reconectar a comunidade a essa estrutura icônica e à sua história complexa.
Como é possível abrir os espaços educativos para o exterior e quais são as condições adequadas para o seu desenvolvimento? Quais estratégias bioclimáticas podem ser implementadas para contribuir com o conforto ambiental e a preservação cultural das comunidades? Ao conceber espaços de aprendizagem ao ar livre e diluir os limites entre interiores e exteriores, as dinâmicas das infraestruturas educativas projetadas pela associação Semillas na selva peruana convidam a refletir sobre as oportunidades de encontro, reunião e participação comunitária entre estudantes, famílias e moradores locais. Ligada aos usos e costumes do lugar, essa concepção de espaço representa uma forma de habitar na qual a implementação de estratégias bioclimáticas aliada à utilização de materiais e técnicas construtivas locais se unem para criar uma arquitetura em relação ao seu entorno e sua própria história.
O escritório EFFEKT e o estúdio MAST acabam de revelar o SØMÆRKET, um novo ponto de acesso ao Parque Natural Lillebælt, na Dinamarca. Servindo como portal de entrada para uma das paisagens costeiras mais protegidas do país, o estreito de Little Belt, o projeto visa fortalecer as conexões entre as cidades de Middelfart, Kolding e Fredericia. Conhecido por abrigar a maior concentração de botos-comuns do mundo e uma rica biodiversidade de flora e fauna, o Estreito de Little Belt é um destino popular para mergulhadores de toda a Europa.
A identidade de uma região está profundamente vinculada aos seus espaços comunitários. Esses locais — sejam parques, praças públicas ou centros comunitários — refletem a cultura, a história e os valores das pessoas que os frequentam. Eles não apenas preservam a identidade regional, mas também moldam ativamente a interação das comunidades com o seu entorno, promovendo uma relação dinâmica entre as pessoas e o lugar. Mais do que simples localizações físicas, os espaços comunitários funcionam como polos sociais vitais que fomentam o engajamento, a expressão cultural e o sentimento de pertencimento. Esses ambientes simbolizam uma identidade e um propósito compartilhados.
Copenhague foi fundada por volta do século XI a partir de uma pequena vila de pescadores chamada "Havn" (porto), que servia como ponto estratégico para o comércio e a navegação. Ao longo do tempo, esse assentamento transformou-se em uma cidade industrial até se tornar a capital da Dinamarca. Apesar de sua dimensão reduzida, Copenhague exerce uma influência global significativa como modelo de vida urbana. Espalhada por duas ilhas, a cidade é reconhecida como uma das mais habitáveis do mundo, compensando sua escala modesta com um caráter marcante, refletido em sua vida urbana vibrante e em um horizonte pontuado por torres históricas, edifícios de baixa altura e uma mescla de arquitetura antiga e moderna.
The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast franco sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelos arquitetos David Lee e Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais de áreas criativas em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.
Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para profissionais de design, análises de edifícios e outros projetos, ou reflexões descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, recebem Robert Gilligan, consultor sênior de tecnologia na Amplified Lifestyles, para conversar sobre sua trajetória em tecnologia audiovisual, os avanços na automação residencial, a gestão de sistemas de áudio e vídeo domésticos, o papel de profissionais de engenharia audiovisual em projetos de arquitetura, sistemas de segurança residencial, o futuro do setor e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140333/podcast-the-second-studio-design-de-av-na-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Como a arquitetura e o projeto de edifícios se adaptaram a usos futuros imprevistos? À medida que as cidades evoluem, suas necessidades em relação às edificações inevitavelmente mudam. Os edifícios podem transitar entre funções culturais, comerciais, industriais e corporativas, dependendo da identidade e da atividade econômica de cada centro urbano. Em um mundo cada vez mais dinâmico e acelerado, torna-se essencial considerar os desafios que as estruturas estáticas enfrentam ao serem demandadas a atender novas necessidades. As cidades têm reaproveitado essas estruturas estáticas de maneiras não previstas em seus projetos originais, com muitos casos de sucesso na reconversão de edifícios industriais. Diferentemente de estruturas projetadas com foco na flexibilidade, a maioria das instalações fabris não foi inicialmente pensada para usos múltiplos. No entanto, de que forma as cidades, as comunidades e os/as ocupantes têm utilizado esses espaços, e quais são os desafios de transformar os usos existentes de um edifício?
Nicolás Valencia conversa esta semana no podcast TERRAZA com a arquiteta chilena Blanca Zúñiga, autora do livro “Espaço público rural”, publicado pela Sa Cabaña em 2021.
Em “Espaço público rural”, Zúñiga desenvolve um trabalho fotográfico que busca capturar e valorizar as diferentes maneiras de habitar o campo chileno na região do Maule.
“Nos povoados rurais da região, você não sabe se a sala de estar da casa é um espaço público ou privado, porque as portas estão sempre abertas”, afirma Zúñiga nesta entrevista.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140543/blanca-zuniga-o-espaco-publico-rural-nao-tem-forma-surge-quando-estao-presentes-seus-habitantesArchDaily Team
Ao abordar a acessibilidade na arquitetura, os códigos estabelecem a base, enquanto o design define o teto. Embora existam inúmeras diretrizes, criar espaços para todos vai além da mera conformidade com padrões. Requer uma compreensão profunda do ambiente e uma perspectiva ampla, reconhecendo que o que projetamos será utilizado por pessoas com corpos diversos, habilidades e condições muito além daquelas tradicionalmente consideradas usuários típicos.
Além disso, projetar ambientes apresenta o desafio da inclusividade, garantindo que indivíduos que não se encaixam no perfil padrão - como pessoas com deficiências, mulheres grávidas, aqueles que usam dispositivos assistivos e indivíduos de diversas idades, tipos de corpo, etc. - não sejam excluídos. Os princípios do Design Universal, estabelecidos em 1997 pela Faculdade de Design da Universidade Estadual da Carolina do Norte e liderados por Ronald L. Mace, oferecem uma perspectiva transformadora nesse contexto. Esta abordagem influencia vários campos de design, incluindo o ambiente construído, produtos e comunicações. Quando aplicado à arquitetura, promove a criação de espaços que funcionam para todos, minimizando a necessidade de adaptações ou design especializado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1019701/como-os-7-principios-do-design-universal-nos-ajudam-a-criar-uma-arquitetura-melhorEnrique Tovar
Após vencer um concurso, o escritório Zaha Hadid Architects (ZHA), em colaboração com o JLand Group Sdn Bhd (JLG), foi selecionado para projetar a Discovery City em Johor, na Malásia. O distrito deve se tornar um visionário complexo de uso misto de 582 acres integrado ao amplo Ibrahim Technoloplis, em Johor. Como projeto de estreia do ZHA na Malásia, a Discovery City busca apresentar uma fusão de design inovador e sustentabilidade, integrando-se às paisagens locais.
A inspiração para escrever este ensaio veio de uma publicação fascinante sobre a dinâmica social das varandas, de autoria de Patrick Deneen, intitulada A Republic of Front Porches. Lugares sustentáveis devem ser acessíveis por diversos meios, especialmente a pé. Bairros onde as pessoas caminham para diversos destinos têm mais chances de ser seguros, pois os moradores costumam conhecer melhor seus vizinhos e, consequentemente, percebem com mais facilidade a presença de estranhos na área. A caminhabilidade é essencial para que um lugar seja funcional, pois as pessoas não se deslocarão a pé para usufruir desses serviços se a experiência do pedestre for ruim. Assim, a caminhada é um aspecto fundamental para a sustentabilidade de qualquer lugar. As varandas podem desempenhar um papel crucial na caminhabilidade das ruas residenciais de um bairro e, consequentemente, na própria sustentabilidade do bairro.
Qual é a visão de uma biblioteca do século 21? Como os arquitetos podem despertar o interesse das novas e futuras gerações pela leitura? Com o rápido avanço das tecnologias de comunicação, o aumento da informação disponível e a necessidade constante de atualização, surgem novas abordagens educacionais, práticas culturais e atividades comunitárias que exigem espaços mais dinâmicos e versáteis. Esses espaços precisam se adaptar a várias funções simultaneamente. A integração do lúdico, a diversificação de usos e a incorporação de novas tecnologias são elementos essenciais nos interiores das bibliotecas contemporâneas projetadas para o público jovem.
Centros educacionais e culturais funcionam como espaços fundamentais onde as comunidades se conectam com o conhecimento, a criatividade e as experiências compartilhadas. Como programas arquitetônicos, eles oferecem oportunidades únicas para explorar como os ambientes físicos podem promover o aprendizado, a expressão cultural e a interação social. A importância desses projetos reside não apenas em sua função, mas em como refletem os valores e as aspirações da sociedade. Quando escritórios de arquitetura consolidados assumem esses projetos, suas escolhas projetuais tornam-se uma lente pela qual podemos examinar abordagens contemporâneas de espaço, lugar e comunidade, oferecendo um vislumbre do papel em constante evolução da arquitetura na modelagem de paisagens educacionais e culturais.
Entre a seleção desta semana de projetos não construídos enviados por escritórios de arquitetura consagrados, o projeto do fala atelier para uma escola em Broc, na Suíça, destaca-se por sua integração sensível de elementos da arquitetura alpina; o Xylopolis Centre, na Polônia, projetado pelo WXCA, reflete uma profunda contemplação sobre a relação da humanidade com a natureza; enquanto o edifício de ciências da vida do KPF em Londres e o Centro de Educação da Água do Jones Studio no Arizona exemplificam ainda mais como a arquitetura pode responder às necessidades sociais contemporâneas — desde o fomento a ecossistemas de inovação até a educação do público sobre questões ambientais críticas.
Cortesia de Oualalou + Choi | Estádio Hassan II em Casablanca, Marrocos
A Populous e a Oualalou + Choi acabam de revelar o projeto do Grand Stade Hassan II em Casablanca, no Marrocos. Previsto para ser o maior estádio de futebol do mundo, o projeto tem capacidade para 115.000 pessoas. Inspirado no tradicional ‘moussem’ marroquino — um tipo de festival ou reunião social —, o design traz uma grande cobertura em formato de tenda que se integra de maneira marcante ao seu entorno florestal.