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Comunidade: O mais recente de arquitetura e notícia

Exibição do documentário "Amarar"

Aulets
O Arquitectura en Corto convida você para a exibição do curta-metragem Amarar, na quinta-feira, 17 de setembro, às 19h, no Espacio Arquia de Madri (c/ Tutor, 16). O termo refere-se a uma técnica tradicional de Mallorca de tratamento da madeira por meio de sua imersão em água para torná-la mais durável. O nome batiza um projeto de design sustentável que transforma pinheiros nativos em móveis contemporâneos de alto valor artesanal e investiga, em colaboração com a Universitat de les Illes Balears, o uso da madeira na construção civil. Seus idealizadores são Francisco Cifuentes e Sebastià Martorell, sócios-fundadores do escritório Aulets Arquitectes, sediado em Palma de Mallorca. "Nas ilhas, temos uma grande massa florestal", explica Cifuentes, "mas 95% das florestas estão abandonadas. Ao mesmo tempo, importamos 70 mil toneladas de madeira para a construção. Nós, arquitetos/as, devemos construir com materiais que possam regenerar os ecossistemas locais. É necessária uma mudança de modelo". O curta-metragem, dirigido por Marc Hierro, apresenta algumas das soluções propostas pelo Aulets Arquitectes e outros colaboradores do projeto para impulsionar a gestão florestal responsável e utilizar a madeira como material durável, reciclável e com rastreabilidade completa. Após a exibição, Francisco Cifuentes, Sebastià Martorell e Albert Cuchí participarão de um debate. Cuchí é autor do artigo "Construir el territorio", publicado recentemente no número monográfico da revista El Croquis sobre a obra arquitetônica do Aulets Arquitectes. "O que o Aulets busca", afirma Cuchí, "é a recuperação do território como o autêntico campo de ação da arquitetura, mantendo uma relação adequada com os recursos, assegurando a renovabilidade dos processos extrativos e tecendo a edificação com o restante das atividades sociais para construir uma sociedade ecológica".

Por dentro dos hostels: como os espaços compartilhados reconfiguram o ritmo da vida nômade

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Ao analisar a evolução do morar ao longo da história, percebe-se que os conceitos de espaço, tempo, identidade e lar vão muito além da arquitetura em si. Do início do século XX até os dias atuais, o desenvolvimento humano tem sido moldado por transformações econômicas, sociais, culturais e tecnológicas cada vez mais aceleradas. Os avanços nas tecnologias de informação e comunicação promoveram um mundo de conectividade constante — um fenômeno que, por vezes, acaba distanciando os indivíduos dos espaços físicos que habitam. Em meio a um fluxo crescente de estímulos, interações e plataformas digitais, a vida compartilhada em múltiplas escalas e programas arquitetônicos surge tanto como um desafio quanto como uma oportunidade para reconectar as pessoas com seu entorno, por meio de estratégias de projeto que favorecem a liberdade de movimento e a flexibilidade exigidas pela vida contemporânea.

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Arquitetura que empodera comunidades: as histórias por trás dos projetos de Francis Kéré

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"Minha única preocupação é que meu trabalho tenha um impacto positivo nas comunidades em que está inserido", afirma Francis Kéré em seu livro Francis Kéré: Building Stories. Sua própria história de vida, o contexto em que cresceu e as experiências pelas quais passou moldam sua abordagem da arquitetura. Trata-se de um compromisso que se estende às pessoas e aos lugares que chamam de lar — valorizando a materialidade, o aprendizado coletivo e a troca de saberes. Descobrir as histórias por trás de projetos como a Escola Primária em Gando e a Escola Secundária Naaba Belem Goumma inspira uma reflexão sobre como projetar espaços que verdadeiramente sirvam à humanidade.

A história de Francis Kéré começa em uma aldeia na África Subsaariana e se estende por muitos lugares. Gando foi o cenário de sua formação inicial, onde absorveu a essência e os princípios que mais tarde moldaram os valores fundamentais de sua trajetória profissional, somados a influências de outras culturas. A estrutura de Gando é constituída por diferentes famílias que se organizam, segundo costumes estabelecidos, em pátios espalhados pela savana. Crescer nessa aldeia remota na savana de Burkina Faso fomenta um forte senso de comunidade, tornado tangível pela compreensão de que cada habitante de cada pátio faz parte da vida do todo.

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Espai Verd: A Utopia Habitável da Catedral Verde de Valência

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Mesmo o transeunte mais distraído é capturado pela presença monumental dessa estrutura situada no consolidado bairro valenciano de Benimaclet. Diante dela, qualquer tentativa de apreensão racional se desfaz. A lógica construtiva parece escapar enquanto o espaço se desdobra em tensões e desvios onde nada se oferece de imediato. Entre massas de concreto e a insurgência da vegetação, emerge um jogo quase coreográfico de planos, ângulos e rotações. Na vertigem desse encontro, percebe-se que o edifício não foi feito para ser compreendido, mas para ser experimentado.

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Um Projeto em Movimento: A História por trás da Praça do Mercado no Parque Realengo

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Antes de qualquer desenho ou decisão formal, já pulsava, no lugar onde hoje se encontra a Praça do Mercado, no Parque Realengo, Rio de Janeiro, um espaço em permanente movimento. Barracas improvisadas, encontros informais, música, crianças correndo e adultos reunidos sob coberturas provisórias compunham uma paisagem viva, desenhando uma arquitetura efêmera.

É nesse contexto que se insere o trabalho desenvolvido por Carlos Zebulun, Helena Meirelles, Larissa Monteiro, Rodrigo Messina, Francisco Rivas e Juliana Ayako, uma das vencedoras do ArchDaily 2025 Next Practices Awards. O gerenciamento e os projetos urbanos e paisagísticos foram realizados pelo escritório Ecomimesis Soluções Ecológicas, vencedores da licitação realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro em 2023.

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A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário

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Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.

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Arquitetos como mediadores: três experiências de diálogo entre comunidade, governo e empresas no sul global

Na contemporaneidade, o fazer arquitetônico vai muito além da criação de edifícios ou da materialização de ideias, ele se afirma como um campo multidimensional assumindo papéis mais amplos e complexos. Em contextos marcados por desigualdade, crises ambientais e disputas territoriais, ele se transforma em uma ferramenta de negociação, capaz de mediar interesses entre diferentes atores. Nesse cenário, o arquiteto assume também a função de tradutor cultural, articulador social e, muitas vezes, defensor de direitos coletivos.

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Do esporte ao abrigo: os muitos papéis dos ginásios comunitários de pequena escala

O benefício comunitário é um dos principais aspectos destacados ao anunciar um novo projeto público, especialmente no caso dos ginásios esportivos, que prometem melhorias no bem-estar e na coesão social. Existem duas tipologias de ginásios esportivos, cada uma com diferentes níveis de envolvimento com a comunidade: por um lado, há grandes arenas dedicadas a competições internacionais, que podem acomodar milhares de pessoas e se tornam marcos modernos, semelhantes aos estádios. Por outro lado, existem ginásios de menor escala, geralmente anexados a escolas e localizados em bairros ou áreas rurais com acesso limitado a outros serviços públicos. Embora muitas vezes sua presença seja subestimada, esses ginásios desempenham um papel multifuncional importante, oferecendo oportunidades para praticar esportes, promover conexões, organizar eventos e apoiar diversas atividades comunitárias.

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Crescimento comunitário através da arquitetura: recursos limitados e impactos positivos

Recursos limitados estão se tornando um desafio cada vez mais comum na arquitetura. Hoje, independentemente da região, os projetos são afetados pela disponibilidade de recursos, que agora são agravados por considerações ambientais. Essa situação, longe de ser restritiva, nos estimula a explorar novas possibilidades na forma como concebemos o ambiente construído. Nesse contexto, é crucial entender que os recursos não se limitam apenas à economia, mas também incluem aspectos tecnológicos, materiais e espaciais. Assim, podemos aumentar nossa criatividade e eficiência ampliando nossas considerações ao abordar o design arquitetônico e seus desafios, fazendo mais com menos.

No nível comunitário, o desafio se torna ainda mais significativo quando consideramos que nossos projetos não só devem ser projetados para superar essas "restrições", mas também para impactar positivamente suas comunidades. Portanto, os projetos contemporâneos devem apresentar diferentes estratégias para superar recursos limitados e materiais, dependendo do contexto, sempre visando alcançar um impacto positivo e se tornar propostas poderosas e engenhosas, enquanto democratizam o acesso à arquitetura.

As cores da favela: o que um pouco de tinta pode fazer pelas comunidades

No imaginário de grande parte da população, a favela assume representações muitas vezes paradoxais e proporcionalmente opostas. Sob o olhar de quem não a vive, ela é constantemente associada ao crime, a sujeira ou a doenças, ao mesmo tempo em que é considerada a expressão estética de um país, sendo o berço de elementos culturais reconhecidos mundialmente, como o samba no caso do Brasil.

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ONU-Habitat lança guia prático para criar espaços urbanos sustentáveis

O Laboratório Urbano UN-Habitat publicou "My Neighborhood", uma publicação que oferece uma lista de princípios de projeto urbano com o objetivo de criar cidades mais sustentáveis e resilientes. Contendo ações aplicáveis ​​à escala do bairro, o guia se dedica a apresentar uma abordagem integrada que responde a setores-chave, como transporte, iniciativas urbanas locais, moradia, espaços públicos, serviços públicos e outros.

MVRDV e LOLA apresentam "Grüne Mitte", um complexo de habitação social participativo em Düsseldorf, Alemanha

Os escritórios MVRDV e LOLA Ladscape Architecture divulgaram o projeto para um novo empreendimento, o "Grüne Mitte" em Düsseldorf, Alemanha. Centrado na comunicação aberta, negociação e compromisso, o projeto tem como objetivo introduzir 500 novos apartamentos e espaços comunitários para melhorar o bairro. Aproximadamente 50% do plano é designado como moradias sociais ou acessíveis, que foram projetadas a partir de processos participativos com os moradores.

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“O caminho tradicional de um arquiteto é muito limitante”: entrevista com Johanna Hurme

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O que há de especial na arquitetura na América do Norte — sua história, políticas, mas também códigos e leis de construção — que a torna particularmente vulnerável à crise habitacional global? E como essas falhas inerentes podem ser combatidas com um desenho habitacional com propósito e uma abordagem mais inclusiva para a disciplina da arquitetura?

Em uma apresentação no World Architecture Festival 2023, sob o tema do programa 'Catalyst', Johanna Hurme e Sasa Radulovic, Co-Fundadores da 5468796 Architecture com sede em Winnipeg, Canadá, mostraram como essas e outras questões são fundamentais para seu estilo de construção e também abordadas em seu próximo livro platform.MIDDLE: Architecture for Housing the 99%.

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Comunidades, meio ambiente e novas narrativas: as melhores entrevistas de 2023

Em um momento da história onde alguns buscam alternativas em outros planetas e outros procuram refúgio em mundos virtuais, paradoxalmente, o futuro parece ser mesmo a terra. Essa talvez seja uma das grandes lições que 2023 ensinou à arquitetura. Compreender isso implica tomar consciência, também, de que nosso planeta está sendo exaurido a olhos vistos — e uma fatia generosa dessa responsabilidade pertence às cadeias produtivas que envolvem a arquitetura e a construção civil.

Se ainda há alguma coisa que pode ser feita para mitigarmos a crise climática e ambiental em que nos encontramos, ela deverá necessariamente passar por uma revisão de todos os paradigmas que definem a indústria. É preciso mudar o foco e buscar outras narrativas sobre as quais sustentar os modos de fazer arquitetura em escala planetária. Essas ideias ecoaram em muitas vozes este ano e, ao mesmo tempo em que se debateu a possibilidade de futuro para o planeta, igual atenção foi dedicada à escala, valores e culturas locais. As entrevistas selecionadas aqui contam histórias sobre comunidade, meio ambiente, cidades, práticas e novas narrativas para a arquitetura em 2023 e além.

Arquitetura em destaque: uma seleção de projetos escolhidos pelos curadores do ArchDaily em 2023

A biblioteca de projetos da ArchDaily é gerenciada por nossos curadores, que buscam constantemente enriquecer nossa seleção com as obras mais interessantes, evidenciando enfoques e critérios distintos e inclusivos. Este ano, começamos a destacar as escolhas de nossa equipe de curadoria na conta do ArchDaily no Instagram, onde nossos curadores lançam luz sobre alguns projetos que abordam temas interessantes e características únicas.

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Seis arquitetas do Oriente Médio e da Ásia para conhecer

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Há e sempre existiram mulheres arquitetas, planejadoras e políticas urbanas inspiradoras, mas em todo o mundo, as profissões de ambiente construído – e em particular seus escalões superiores – permanecem fortemente dominadas por homens, mais do que outras esferas, como educação ou saúde.

Hoje, 64% dos arquitetos formados no Brasil são mulheres. Na Engenharia, houve um aumento de 42% no número de mulheres registradas no CREA desde 2016. Mas, onde estão esses reflexos na sociedade brasileira? No mundo o processo é mais lento. Temos apenas 40% de mulheres arquitetas e pouquíssimas nos papéis de líderes.

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MVRDV e Space Encounters trabalham juntos para criar um novo modelo de sustentabilidade em Amsterdã

A proposta do MVRDV e do Space Encounters para uma torre residencial de 22 andares está prestes a ser implementada no bairro de Sluisbuurt, em Amsterdã. Com o objetivo de fortalecer a comunidade, o edifício possui uma estrutura de madeira, uma fachada que gera energia e muitos espaços comunitários. O projeto busca servir como um modelo de sustentabilidade ambiental.

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Carlo Ratti Associati projeta soluções cinéticas para inundações transformando a orla fluvial de Turim, na Itália

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Carlo Ratti Associati divulgou o projeto de transformação da histórica orla fluvial de Turim, na Itália. O principal objetivo do projeto é enfrentar a atual crise climática e utilizar soluções arquitetônicas para criar espaços que possam resistir às enchentes recorrentes do rio Po. Ao longo do projeto, muitos elementos arquitetônicos são cinéticos, permitindo que eles se elevem acima da água. "Flutuando Acima das Enchentes" cria novas soluções para adaptações climáticas urbanas e fornece insights sobre estratégias universais para vias navegáveis urbanas.

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