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Renascimento de rios urbanos: cidades europeias lideram mudança na restauração fluvial

Em 1988, Jacques Chirac fez uma promessa nunca cumprida de tornar o rio Sena próprio para natação. Com a natação no Sena oficialmente proibida pelo governo francês em 1923, o rio foi negligenciado por décadas, inundado com altos níveis de bactérias e poluição resultantes da industrialização e urbanização. Com os XXXIII Jogos Olímpicos acontecendo em Paris, a prefeita Anne Hidalgo elaborou um "Plano de Natação", com o objetivo de finalmente transformar o rio Sena em um curso d'água urbano próprio para natação. O esforço bilionário delineia o rio como local para os eventos aquáticos olímpicos deste verão.

Ao longo da história, os rios desempenharam um papel crucial nas estruturas sociais das cidades. Em suas margens, comunidades se reuniam para socializar, nadar e pescar. Nadar em rios era uma atividade popular de verão apreciada por pessoas de todas as idades. Seja o Tâmisa em Londres ou o Sena em Paris, os rios estavam cheios de nadadores, integrados aos estilos de vida urbanos.

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Como a arquitetura pode ser projetada para refletir o comportamento humano?

A arquitetura é o desenho de espaços para ocupação humana. Apesar da habilidade dos arquitetos em projetar espaços para influenciar o comportamento humano, muitas vezes há uma falta de antecipação e reação ao comportamento dos ocupantes. Para criar ambientes que promovam o bem-estar, produtividade e engajamento social, é necessário gerar uma relação simbiótica entre os edifícios e o comportamento humano. A interseção entre os estudos arquitetônicos e antropológicos forma uma base perspicaz para o desenho dos espaços físicos guiados pelo comportamento humano e contexto cultural.

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Incrível e acessível: defendendo moradias de qualidade

Este artigo foi originalmente publicado em Common Edge.

Quando Brenda Mendoza contou a um repórter da NPR sobre seu trajeto para o trabalho, ela se tornou o rosto da atual crise habitacional em Los Angeles. Mendoza, uma roupeira de um hotel Marriott, morava com sua família em um apartamento em Koreatown, onde cresceu, a apenas 10 minutos de seu trabalho. O proprietário aumentou o aluguel, então ela se mudou para um lugar mais barato em Downey. Quando esse aluguel também ficou inacessível, ela se mudou para Apple Valley e agora levanta às 3h30 da manhã para dirigir 160 quilômetros até o trabalho, deixando o marido e o filho em seus empregos pelo caminho. Ela não se mudou para Apple Valley para investir em uma casa que pudesse amar. Simplesmente encontrou um aluguel igualmente instável, mas ligeiramente mais acessível, a horas de seu local de trabalho.

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Bares e restaurantes pequenos: 14 projetos com menos de 50 m² na América Latina

Ao projetar espaços de dimensões reduzidas, a adoção de uma configuração e distribuição eficientes é determinante para a experiência de seus/suas usuários/as e para o desenvolvimento fluido das atividades e tarefas a serem realizadas. No caso de bares e restaurantes, profissionais de arquitetura e de design de interiores buscam, diariamente, atender às necessidades de clientes, funcionários/as e proprietários/as, levando em consideração desde as instalações e tecnologias necessárias até os serviços, ambientações e mobiliário adequados ao tipo de gastronomia oferecido.

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Última chamada para inscrições: A' Design Awards & Competition 2023-2024

"Nascido do desejo de destacar os melhores designs e produtos bem projetados", o A' Design Awards reconhece talentos excelentes e originais de todo o mundo. Sendo ao mesmo tempo uma grande conquista para profissionais do design e uma fonte de inspiração para arquitetos/as, marcas e agências de design premiadas, a premiação é aberta a participantes de todos os países. O período de inscrições para o A' Design Award & Competition 2023-2024 está agora em sua fase de "Última Chamada". Registre-se e envie seu projeto aqui.

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Lições diante dos megaincêndios de 2024 no Chile

No fechamento desta coluna, o número de óbitos supera 130 e há mais de 15 mil moradias afetadas nos megaincêndios de Valparaíso, Viña del Mar e Quilpué, ocorridos no Chile no início de fevereiro de 2024. Uma tragédia que, acima de tudo, nos faz lamentar mais uma vez a falta de planejamento urbano e a necessidade de continuar aprimorando programas de prevenção, evacuação e alerta. Esses fatos também nos convocam — novamente — a traçar um diagnóstico e cursos de ação rumo à necessária adequação.

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O futuro sob nossos pés: tijolos de solo cimento e o caminho para uma construção sustentável

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Tijolos fazem parte do imaginário coletivo quando pensamos em construção. Tratam-se de materiais elementares, onipresentes, modulares, leves e confiáveis para erigir edifícios. No entanto, a fabricação tradicional de blocos cerâmicos depende da queima de argila em fornos a altas temperaturas, muitas vezes alimentados por combustíveis fósseis não renováveis, como carvão ou gás natural. Além disso, o processo de transporte aumenta significativamente sua pegada ambiental, por se tratarem de materiais pesados e volumosos. Com um interesse crescente em materiais de construção alternativos, que oferecem menor impacto ambiental e maior sustentabilidade, tijolos de solo cimento são um bom exemplo, apresentando uma pegada ambiental menor por utilizar matérias primas locais e dispensar o processo de queima, mas mantendo muitas das qualidades intrínsecas dos tijolos tradicionais.

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De madeira, pedra, aço e cores unicolores: uma coleção decorativa para tendências em rápida evolução

Atualmente, os ciclos de mudança na sociedade e na arquitetura têm gerado novos modelos urbanos, tecnologias emergentes e tendências de design que reforçam a necessidade de uma adaptabilidade constante em todas as áreas. Nesse contexto, aspectos como flexibilidade, confiabilidade e simplicidade surgem como elementos distintivos, tanto na arquitetura quanto nos componentes que a constituem, incluindo os materiais. Por essa razão, linhas como a Coleção Decorativa EGGER 24+, desenvolvida a partir de materiais derivados da madeira, buscam redefinir conceitos por meio de uma série rotativa, atualizada no máximo a cada dois anos. Essa dinâmica possibilita uma resposta mais ágil às novas tendências, influências e inovações de produtos que surgem no ambiente construído.

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Transformando escritórios vagos em espaços de uso misto: soluções para edifícios desocupados nos centros urbanos

Edifícios de escritórios desocupados em grandes cidades dos EUA estão levando seus centros urbanos a uma chamada "espiral de destruição urbana". Com a adoção generalizada do trabalho híbrido, o fluxo de trabalhadores de escritório nos distritos comerciais centrais diminuiu drasticamente. Como resultado, os negócios de varejo e restaurantes nessas áreas estão enfrentando dificuldades, os sistemas de transporte urbano estão perdendo passageiros e os governos municipais estão lidando com a perda de receita tributária necessária para manter a segurança pública e o saneamento. Então, como as cidades podem trazer as pessoas de volta aos seus distritos comerciais centrais? À medida em que as discussões sobre a transformação de escritórios em moradias têm dado frutos, com incentivos significativos das cidades e do governo federal nos Estados Unidos, quais soluções existem para escritórios que não são viáveis para tais conversões?

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15 projetos na Índia que utilizam fachadas tradicionais de jali: solução para controlar luz, temperatura e ventilação

Iluminação natural, ar fresco e uma temperatura confortável constante. Esses são três dos componentes mais básicos de que precisamos em nossos espaços internos. Ao expandir e aumentar o uso de vidro em fachadas de edifícios contemporâneos, podemos potencializar a entrada de luz natural. No entanto, para aliar essas superfícies envidraçadas de piso a teto à ventilação e ao controle de temperatura, muitas vezes são necessárias soluções técnicas de alto desempenho.

À medida que o setor da arquitetura volta seu foco para uma maior sustentabilidade e eficiência energética, muitos projetos contemporâneos nos ambientes mais quentes (e cada vez mais quentes) do mundo estão resgatando métodos tradicionais de controle de temperatura, luz e ventilação, aprendendo com o passado para nos salvar do futuro.

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Superando o Gargalo: Do Conceito ao Estudo Preliminar

Em qualquer projeto de arquitetura, a transição da etapa de concepção para o estudo preliminar costuma marcar a evolução de ideias gerais e estudos de volumetria para um planejamento mais detalhado e refinado. Embora essa transição pareça simples, os/as arquitetos/as frequentemente se deparam com um gargalo que compromete a fluidez do processo criativo — devido, sobretudo, a ferramentas e fluxos de trabalho isolados.

Durante os estudos de viabilidade iniciais, as ferramentas de modelagem de superfície voltadas à concepção oferecem um terreno fértil para definir espaços e manipular formas, permitindo iterações rápidas e facilitando a construção da essência do projeto. Contudo, esses modelos carecem dos dados intrínsecos compreendidos por softwares BIM, como o Revit e o ArchiCAD. Como resultado, a transição posterior para essas ferramentas para fins de detalhamento acaba impondo aos/às arquitetos/as uma série de limitações técnicas e retrabalho.

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A nova vida da arquitetura industrial nas cidades: 20 reconversões de antigas fábricas e galpões industriais

Da mesma maneira que as sociedades se transformam, os tempos mudam e as cidades evoluem, a arquitetura industrial se moderniza e se tecnifica, chegando, em alguns casos, a um estado de abandono ou ruína. Compreendendo seu valor como legado construído e como vestígio de mudanças tecnológicas, sociais e culturais, a renovação e/ou reconversão de numerosas fábricas e galpões industriais pode dar lugar à revitalização, recuperação ou crescimento de diversas áreas nas grandes metrópoles, incorporando novos usos e espaços para o usufruto de sua população.

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Concepción, Chile: Reversões fotográficas de uma cidade em extinção

As imagens desta exposição buscam criar um espaço de reflexão sobre um recorte que pode ser extrapolado para o estado atual da cidade de Concepción, no Chile. Trata-se de um olhar simultâneo sobre exemplares de arquitetura que se aproximam por sua técnica, escala ou período de construção, consolidando a identidade que imperou na cidade ao longo dos últimos 100 anos e que, atualmente, se vê ameaçada por um processo de renovação urbana distante das motivações que deram origem ao seu legado patrimonial.

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Pavilhão do Brasil na Bienal de Artes de Veneza 2024: resistência e ressurgimento dos povos originários

Hãhãwpuá é o nome usado pelo povo indígena brasileiro Pataxó para se referir à terra, ao solo ou, mais precisamente, ao território que depois da colonização ficou conhecido como Brasil, mas que já teve e ainda tem muitos outros nomes. Dentro de todos esses “brasis”, o Brasil como terra indígena é o foco do pavilhão do país na Bienal de Artes de Veneza 2024, sendo renomeado, portanto, como Pavilhão Hãhãwpuá.

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A 4ª Bienal de Lagos: explorando as implicações espaciais e sócio-políticas do refúgio

No dia 3 de fevereiro, a Bienal de Lagos deste ano foi inaugurada na Praça Tafawa Balewa, em Lagos, Nigéria, um local emblemático que já foi palco das celebrações da independência do país em 1960. Como a 4ª edição da feira de arte, ela continua com o objetivo de utilizar a arte para ativar marcos históricos que perderam significado tanto pelo uso funcional quanto pelo significado simbólico para os moradores da antiga capital.

As edições anteriores da Bienal exploraram vários aspectos da arquitetura da cidade, seu significado simbólico, implicações políticas, soberania, propriedade, noções de pertencimento e sua relação com o público. Este ano, o tema "Refúgio" na Praça Tafawa Balewa leva essa exploração ainda mais longe. Os curadores Kathryn Weir e Folakunle Oshun destacam que esse tema faz com que a praça aborde o conceito de um estado-nação. Também reúne artistas e arquitetos de diferentes disciplinas para explorar abordagens alternativas na construção de comunidades renováveis e promoção da justiça ambiental.

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The Second Studio Podcast: Os Desafios de Pequenos Projetos

O The Second Studio (anteriormente conhecido como The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela arquiteta Marina Bourderonnet e pelo arquiteto David Lee, o programa reúne diferentes profissionais da área criativa em conversas espontâneas que dão espaço a reflexões profundas e debates pessoais.

Uma variedade de temas é abordada com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, ao passo que outros apresentam dicas para colegas de profissão, análises de edifícios e projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

Nesta semana, David e Marina, da FAME Architecture & Design, compartilham conselhos e dicas para clientes que têm um projeto de pequeno porte e/ou com orçamento limitado. A dupla discute os pontos de atenção ao contratar um/a arquiteto/a ou designer, empreiteiro/a e engenheiro/a; restrições de materiais e de projeto; o envolvimento do/a cliente; fluxos de trabalho e muito mais.

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Países Baixos em foco: futuros do passado e do presente na arquitetura holandesa

Os Países Baixos são conhecidos internacionamente como uma nação que busca inovação em larga escala, desenvolvendo sistemas estatais para proteger suas terras e aprimorar a qualidade de vida de seus cidadãos. As propostas ousadas de arquitetos e urbanistas como Gerrit Rietveld, Piet Blom, Rem Koolhaas e o Office for Metropolitan Architecture (OMA) têm impacto global, desafiando as formas tradicionais de prática.

Ainda assim, o país enfrenta desafios tanto esperados quanto inesperados, desde uma grave escassez de habitação até a crescente preocupação em relação às alterações climáticas e à evolução das ideias sobre ecologia. Nas palavras da curadora Suzanne Mulder, o país está "mais uma vez na prancheta", à medida que arquitetos, urbanistas e designers retomam as conversas sobre o futuro, olhando para as lições do passado. Para auxiliá-los nesse processo, o Nieuwe Instituut de Roterdã está organizando a exposição "Projetando os Países Baixos: 100 anos de Futuros Passados e Presentes".

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Como a rede Black Females in Architecture está mudando os padrões da indústria

No início de 2018, a arquiteta e palestrante da Bartlett School of Architecture, Neba Sere, guiou um painel de discussão na Architecture Foundation de Londres, onde ela era uma das seis jovens curadoras. O tema: começos. Como abordá-los, avançar e transformá-los em algo duradouro. Seis anos depois, ela olha para o evento como o início de sua própria jornada: foi onde conheceu Selasi Setufe e criou o grupo do WhatsApp que se transformaria na Black Females in Architecture (BFA), uma rede global com 500 pessoas dirigida por elas e pela arquiteta Akua Danso.

A BFA surgiu como resposta à necessidade de visibilidade das mulheres negras e pessoas que se identificam como mulheres na arquitetura e no ambiente construído. No ano passado, o grupo comemorou seu quinto aniversário com a exibição de um curta-metragem e um painel de discussão na Bienal de Arquitetura de Veneza. Agora, após estabelecer as bases de disseminação de informações sobre a falta de diversidade e igualdade na indústria e aumentar seus números, a BFA está se preparando para impulsionar mudanças reais.

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A' Design Award abre inscrições para mais de 100 categorias de design

O A' Design Award celebra o melhor do design internacional desde 2010. Com foco no reconhecimento de todas as esferas do design e das áreas criativas, a premiação condecora centenas de projetos anualmente. As categorias abrangem desde Design de Arquitetura, Edificações e Estruturas até Design de Mobiliário de Banheiro e Metais Sanitários, Design de Mobiliário Urbano, entre muitas outras.

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Apparatus Architecture e Alvaro Arancibia propõem novo modelo de HIS no Programa +Lapena Habitar

Como a arquitetura e o urbanismo podem voltar a contribuir no debate e na produção de Habitação de Interesse Social (HIS)? Essa foi uma das principais perguntas que orientou o processo de elaboração do Caderno de Diretrizes de Habitação de Interesse Social no Jardim Lapena, desenvolvido pela Fundação Tide Setubal e pelo BlendLab para a região da Zona Leste de São Paulo. Esse caderno reuniu um conjunto de diretrizes sobre habitação, modelo de gestão, implantação e integração com o meio urbano e orientou as propostas para uma Chamada de Projetos + Lapena Habitar realizada no fim de 2022 .

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Transformando a educação arquitetônica com a realidade virtual e aumentada

A disciplina da arquitetura passou por mudanças significativas, impulsionada principalmente pelos avanços na aplicação da tecnologia. Os arquitetos, tradicionalmente vistos como os visionários do mundo construído, estão agora explorando técnicas e recursos inovadores, expandindo o uso de tecnologias como Realidade Aumentada (RA) e Realidade Virtual (RV). Essa transição não se limita apenas às práticas profissionais, mas também está permeando a educação arquitetônica, oferecendo oportunidades para redefinir a abordagem dos arquitetos em relação à sua profissão.

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12 eventos de arquitetura para prestar atenção em 2024

Abrangendo continentes e culturas, os eventos de arquitetura servem como plataformas para o encontro de diversos grupos de profissionais, com o objetivo de compartilhar inovações e iniciar diálogos sobre algumas das questões mais urgentes enfrentadas pela profissão. Incorporando o espírito de colaboração, destacando culturas e práticas locais e fomentando debates abertos, a lista de eventos deste ano abrange uma gama diversificada de bienais, fóruns, celebrações urbanas, feiras internacionais e prêmios.

Desde a celebração ao longo de todo o ano da Capital Mundial do Design nas cidades vizinhas de San Diego e Tijuana, até a primeira Bienal de Design de Doha no Catar, que começa em fevereiro; da celebração dos espaços públicos na Espanha durante o Concêntrico 10 a bienais focadas no contexto local no Leste Europeu, essas convenções, exposições e celebrações globais buscam unir as comunidades de arquitetura e design para moldar, em conjunto, o futuro do ambiente construído.

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Arquitetura terapêutica para o cuidado e a recuperação: design icônico com conceitos coloridos

A influência do design na nossa saúde física e mental tem sido amplamente explorada em diversos contextos, que vão da configuração espacial ao mobiliário. O tema ganhou notoriedade devido à crescente conscientização sobre o bem-estar humano, especialmente nos últimos tempos. Um exemplo desse vínculo entre design e saúde é o surgimento de conceitos como a Neuroarquitetura, que busca compreender o potencial do ambiente construído no nosso cérebro. Outro caso que ilustra essa abordagem, desta vez no design de mobiliário, é o Sanatório de Paimio, onde Alvar Aalto projetou o sanatório de tuberculose e todo o seu mobiliário. A cadeira criada para a sala de convivência dos pacientes —a Cadeira Paimio— facilitava a respiração graças ao seu formato e à inclinação do encosto.

Essas abordagens são exemplos de como o design pode ser aplicado de maneira específica para melhorar o bem-estar das pessoas por meio de gestos como a organização espacial, as cores e formas, promovendo, assim, uma arquitetura que contribui para a saúde, o cuidado e a recuperação. Nesse contexto, e como resultado de investigações nesse campo, a HEWI desenvolveu a linha ICONIC, incorporando conceitos de cores emocionalmente atraentes ao seu ícone de design, a linha de sanitários acessíveis 477/801. Um elemento essencial no desenvolvimento dessa linha foi o conceito de "arquitetura curativa" em edifícios de saúde e de educação infantil, bem como sua influência não apenas no bem-estar físico e mental dos pacientes, mas também no bem-estar de outras pessoas que utilizam o espaço, como familiares e a equipe profissional.

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Incêndio em Valparaíso: Um chamado à reflexão sobre normas e prevenção

Quase dez anos após o último grande incêndio em Valparaíso, a Quinta Região do Chile se depara novamente com esse tipo de desastre, mas desta vez em uma escala muito maior. Mais de 10.000 hectares e 15.000 residências foram afetadas pelo fogo que teve início em 2 de fevereiro, além da perda total do Jardim Botânico de Viña del Mar, um emblemático santuário natural da cidade.

Dessa forma, mais uma vez a comunidade e as autoridades devem iniciar o processo de reconstrução e recuperação da área afetada. Neste momento, é fundamental levar em consideração os fatores que aumentaram o risco e a propagação dos incêndios, além de revisar as normas urbanísticas, a regularização e, acima de tudo, educar a população sobre a prevenção de riscos, uma vez que muitas dessas moradias foram construídas de forma informal e fora das normas vigentes.

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