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Lições da varanda: construindo comunidade no limiar doméstico

Posicionada entre a paisagem urbana de um bairro e a privacidade do interior de uma casa, encontra-se a varanda. Assumindo o papel de entrada, janela para contemplação, ponto de encontro e palco, a varanda passou a representar a comunidade e a identidade de muitos bairros nos Estados Unidos. Composta por diversos elementos estilísticos de diferentes tamanhos e formas, ela une vizinhanças ao criar um espaço intersticial entre o lar e a rua, costurando a vida familiar no interior da residência e a vida pública no exterior, conformando uma zona de transição entre o privado e o público tanto para encontros fortuitos quanto para momentos de pausa. No cinema e na literatura, a varanda é frequentemente retratada como o palco de conversas profundas e transformadoras, representando um limiar acolhedor entre as esferas doméstica e pública onde se pode demorar.

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A caminhada rural contra o Urbanismo

Ao caminhar hoje em dia pelas localidades rurais do Chile, percebemos que, do ponto de vista da mobilidade a pé, estas expandem-se por meio da aplicação de elementos urbanos. Há um confronto entre duas realidades: de um lado, as práticas históricas dos/as próprios/as habitantes e, de outro, a introdução de elementos urbanos de desenvolvimento. 

As pessoas que ali vivem, paralelamente às suas próprias formas de vida, viram-se obrigadas a se desenvolver sob um crescimento territorial padronizado, sem participar da tomada de decisões diante da intervenção em seu contexto de circulação de pedestres. Os aspectos normativos são os instrumentos com os quais os agentes diretos intervêm no âmbito rural. Em geral, o/a habitante, sujeito central para o qual se orientan as políticas sociais, é antes um agente passivo e desinformado em relação a esse arcabouço normativo (Tapia, 2007).

*Este artigo foi enviado por Felipe Aguilera por meio da nossa chamada para publicação de pesquisas em arquitetura.

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Brincar Acessível: 4 exemplos de playgrounds comunitários de baixo custo

A ideia de um parquinho comunitário ou público fundamenta-se na criação de um espaço de lazer acessível para todas as pessoas. Contudo, em muitos casos, a viabilização de um projeto desse tipo pode esbarrar na falta de recursos financeiros ou em restrições regulatórias. O primeiro grande desafio consiste em colocar o projeto em prática e, acima de tudo, obter a recepção positiva da comunidade e, se possível, seu engajamento direto, garantindo assim o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa. 

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O guia completo de panoramas 360° para apresentações imersivas a clientes

No mundo da arquitetura e do design, os métodos tradicionais de apresentação de projetos 3D por meio de plantas em 2D, renderizações e passeios virtuais em vídeo são práticas comuns. No entanto, falta-lhes um aspecto fundamental: a imersão. Para os/as clientes, é difícil visualizar os espaços apenas observando representações bidimensionais. Isso gerou a necessidade de criar rapidamente ambientes imersivos que proporcionem uma melhor compreensão aos/às clientes a partir de softwares 3D já utilizados, como Enscape, V-Ray, Lumion ou Twinmotion. 

Utilizando panoramas 360°, arquitetos/as e designers podem agora transportar projetos existentes para a realidade virtual (VR) em questão de minutos. Este artigo servirá como um guia sobre como converter seus projetos 3D em experiências leves para web e VR utilizando panoramas 360°.

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A madeira engenheirada é o elemento-chave para um futuro de baixo carbono?

Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.

Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.

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A arquitetura de Duna: tirando partido do passado para criar um mito do futuro

Imagine um mundo milhares de anos no futuro, onde a humanidade conquistou planetas em galáxias distantes, apenas para se ver reduzida a uma ordem social neofeudal em constante disputa por poder, tudo construído sobre uma intrincada tapeçaria de culturas e religiões, e ambientado em uma paisagem inóspita, porém vívida, que se torna uma personagem por si só. Este foi o desafio enfrentado pelo/a cineasta Denis Villeneuve e pelo/a designer de produção Patrice Vermette ao criar a adaptação cinematográfica do romance de 1965 de Frank Herbert. Os dois filmes de Duna, lançados em 2021 e 2024, foram concebidos de forma conjunta e, por isso, compartilham um estilo e uma expressão cinematográfica coerentes. Para além da estética, o ambiente e a arquitetura de Duna apresentam um mundo habitado e verossímil, que ancora a ação e as personagens, oferecendo silenciosamente visões valiosas sobre os valores e a mitologia de cada civilização.

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16 escritórios multicoloridos que utilizam o cromatismo para organizar e inspirar suas equipes

Quando o briefing para o projeto de um novo escritório pede algo novo, dinâmico e moderno — um espaço onde as pessoas gostem de estar e, crucialmente, de trabalhar, que as ajude a se concentrar em tarefas individuais, mas também a relaxar, colaborar e criar —, há poucos pontos de partida melhores do que o círculo cromático. À medida que o mundo do trabalho e os diversos ambientes onde ele se desenvolve se tornam menos formais e restritos em termos de design, arquitetos/as, designers e, acima de tudo, seus/suas clientes estão assinando a demissão do escritório monótono e sem graça, buscando alternativas mais expressivas em opções coloridas fora do convencional.

Embora a capacidade do azul de melhorar a concentração, estimular o pensamento e proporcionar clareza mental ajude a aumentar a produtividade, o corpo humano também precisa de períodos regulares de descanso e relaxamento. Nesse sentido, cores quentes como o amarelo proporcionam bem-estar por meio do acolhimento e do conforto — sendo ideais para áreas de descompressão. Por outro lado, tons de vermelho e laranja estimulam a criatividade e a expressão, o que significa que podem ser muito úteis em áreas destinadas à integração social, enquanto o verde favorece uma abordagem mais calma e equilibrada, adequada para reuniões de outra natureza.

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Transformando nossa forma de pensar para edifícios mais saudáveis

Continuar agindo como de costume não é mais uma opção se quisermos avançar em direção a uma indústria da construção mais sustentável. Nossos métodos e estratégias devem se transformar e se adaptar a uma lógica completamente nova.

Foi com esse propósito que o conceito Living Places foi desenvolvido pelo Grupo VELUX, em parceria com o escritório EFFEKT Architects e a empresa de engenharia Artelia. Ele evidencia como repensar os princípios construtivos pode responder aos desafios globais de clima e saúde. Impulsionado por essa premissa, o Living Places Copenhagen, primeiro protótipo do conceito, apresenta um exemplo prático de como construir de forma mais sustentável ao mesmo tempo em que se maximiza o conforto interno.

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A Economia Urbana que transformou o rosto de Assunção

A economia urbana na América Latina tem desempenhado um papel essencial na transformação das cidades, influenciando tanto o desenvolvimento econômico quanto a estrutura social urbana.

A cidade não é apenas o motor do desenvolvimento econômico, mas também uma máquina de desenvolvimento social. É amplamente reconhecido que existe uma relação positiva e estável entre a taxa de urbanização de um país e seu desenvolvimento social; contudo, essa relação é diretamente proporcional à qualidade urbana.

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Conheça os 10 finalistas do Prêmio Obra do Ano 2024 da ArchDaily China

Após duas semanas intensas de indicações, o público do ArchDaily avaliou mais de 700 projetos e selecionou os 10 finalistas do Building of the Year Award China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de votação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a disciplina. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram os leitores e leitoras do ArchDaily, revelando também a evolução e as tendências da arquitetura chinesa contemporânea.

Antes de apresentarmos os projetos finalistas, queremos destacar os valores fundamentais desta premiação. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade em relação à profissão e ao avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada ao futuro da arquitetura — inspirando e educando as pessoas que projetarão o tecido urbano do amanhã —, a confiança depositada em nós por nosso público para refletir as tendências arquitetônicas de diversas regiões do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. Com votação democrática e centrada na comunidade, o prêmio Building of the Year é um dos pilares da nossa resposta a esses desafios, buscando romper com hierarquias estabelecidas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 10 finalistas do prêmio China Building of the Year 2024; o período de votação estará aberto de 27 de março a 3 de abril, às 23:59 (BJT). Os vencedores serão anunciados no dia 4 de abril de 2024. Clique aqui para conferir os detalhes e saber como votar.

Acesse o link para votar no seu projeto favorito.

De véus finos a barreiras espessas: explorando diferentes larguras em envelopes arquitetônicos

A arquitetura sempre desempenhou o papel primordial de prover abrigo e proteção para os seres humanos. Na pré-história, buscamos refúgio em cavernas naturais, aproveitando-se da estrutura rochosa para proteção contra os elementos naturais e os predadores. Com o tempo, os abrigos começaram a ser feitos de materiais encontrados na natureza, como galhos, folhas e peles de animais, evoluindo para casas mais permanentes e complexas, com paredes feitas de pedra, tijolos ou madeira, telhados para proteger contra a chuva e o sol, e portas para controlar o acesso. Desenvolvendo habilidades de construção mais avançadas, utilizamos materiais como madeira, pedra, argila e a arquitetura evoluiu significativamente, com a construção de templos, palácios, casas e fortificações que proporcionaram não apenas abrigo, mas também simbolizavam poder, status e identidade cultural. Mesmo assim, basicamente, nossas construções permanecem sendo uma envoltória que nos protegem das intempéries. 

Das pedras maciças dos templos gregos aos arranha céus envidraçados, flertamos com uma gama de possibilidades e espessuras para separarmos o que consideramos interno e externo. Este artigo busca explorar essa diversidade de espessuras na arquitetura, desde materiais simples até técnicas construtivas complexas, destacando como essa variação não só proporciona proteção, mas também influencia nossa percepção e interação com o ambiente construído.

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Construindo com sistemas leves: Soluções para paredes de fachada

Os fatores externos que influenciam o ambiente construído desempenham um papel determinante na configuração das edificações, especialmente no que diz respeito às fachadas. Esses fatores podem abranger tanto fenômenos físicos, como a pressão do vento ou os movimentos sísmicos, quanto aspectos climatológicos, tais como a precipitação pluvial, a incidência solar e as mudanças de temperatura.

Consequentemente, as fachadas evoluíram para se ajustar às condições de projeto que enfrentam, promovendo a incorporação de sistemas que funcionam como envoltórios leves. Nesse cenário, destacam-se as soluções de parede de fachada de Panel Rey. Esses sistemas são utilizados como revestimento externo, empregando diversos substratos, perfis, entre outros elementos. Juntos, eles conferem à fachada leveza e resistência.

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Fechamentos móveis de madeira: Proteção solar em casas na Espanha

De acordo com as condições climáticas de cada região e o seu entorno de implantação, os fechamentos externos desempenham um papel fundamental ao proporcionar aos espaços internos as condições de climatização e ventilação necessárias para torná-los habitáveis e confortáveis. Embora existam diversas estratégias e projetos bioclimáticos que podem ser aplicados para alcançar a eficiência energética, a definição da materialidade, a escolha das ferragens e a determinação das tecnologias de abertura e fechamento contribuem para o desempenho das fachadas, aportando funcionalidade e um alto grau de adaptabilidade aos usos contemporâneos, entre outros fatores.

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O tamanho realmente importa? Uma análise sobre fascínio pelos edifícios super altos

Dois quilômetros. Essa é a altura esperada para a futura torre saudita que Foster + Partners está projetando. Com o dobro da altura do atual recordista - Burj Khalifa de Dubai -, o edifício multibilionário coroará o céu da cidade de Riad abrigando escritórios, residências e espaços de entretenimento. O projeto faz parte de um programa de desenvolvimento pelo qual a Arábia Saudita está passando, liderado pela visão do príncipe herdeiro Mohammad bin Salman de marcar o país com escala e ambição por meio de uma série de empreendimentos gigantes. Dentro desse plano de ação, as torres super altas destacam-se como símbolos de visibilidade e fama global, mas também como alvos de críticas pelos seus excessos, tais quais os custos de construção astronômicos e a falta de preocupação ambiental.

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Arquitetura Etnográfica: Uma metodologia para tornar a arquitetura mais sensível

O ofício da arquitetura é, definitivamente, uma prática de aproximação com o outro. Embora o produto esperado do/a arquiteto/a seja um elemento materializado, este deve responder de maneira sensível aos/às habitantes que utilizarão esse elemento, ou seja, às pessoas que ocuparão esse espaço. 

Por volta das décadas de 1980 e 1990, evidenciou-se um momento de ruptura na compreensão de certos fenômenos sociais estudados pelas Ciências Sociais; assim, a espacialidade tornou-se um tema fundamental para situar os fenômenos sociais em espaços materiais. Isso abriu caminho para o surgimento de uma nova perspectiva de pesquisa a partir da chamada “Virada Espacial nas Ciências Sociais”, que tem como objetivo localizar os fenômenos sociais — como o habitar — em espaços materiais e concretos, reconhecendo a influência do espaço material sobre a vida social das pessoas e vice-versa.

*Este artigo foi enviado por Andrea Henríquez por meio da nossa chamada para publicação de pesquisas em arquitetura.

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Um bairro vertical na China e um centro de ciências em Nova York: 8 projetos não construídos de escritórios consagrados

Explorar projetos de arquitetura não construídos de escritórios consagrados oferece um vislumbre do que há de mais inovador no design e de conceitos voltados para o futuro. De fato, estudar projetos futuros proporciona uma oportunidade de antecipar tendências emergentes e vislumbrar o futuro do ambiente construído, estimulando o debate em torno de novas ideias. Diante da iminente crise climática em um mundo pós-COVID, a seleção desta semana de projetos não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily demonstra a dimensão da resolução de problemas por meio do planejamento urbano e de ativações espaciais contextuais.

Seja um bairro vertical em Kunming, um centro de ciências biológicas em Manhattan ou um centro cultural em Venaria Reale, esses projetos não construídos capturam o espectro diversificado da evolução de mentes visionárias da arquitetura. Cada uma dessas propostas representa uma narrativa única, buscando redefinir a vida residencial ou revitalizar o espaço urbano. Por meio desses projetos, a comunidade de arquitetura pode oferecer ao meio ambiente um vislumbre do potencial transformador do design quando aplicado na resolução de problemas.

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Cabines mais inteligentes para um escritório mais inteligente: novas cabines de trabalho inteligentes marcam uma evolução digital para escritórios híbridos

Após se acostumarem com o conforto e a autonomia do trabalho remoto, especialistas preveem que a cultura do ambiente de trabalho nunca voltará totalmente a ser como antes. As empresas podem maximizar a produtividade de suas equipes ao mesclar a flexibilidade do trabalho remoto com a colaboração criativa do trabalho presencial em um sistema híbrido. No entanto, enquanto quartos de hóspedes e mesas de cozinha foram sacrificados para criar espaços de trabalho confortáveis em casa, o espaço do escritório — originalmente projetado em torno de um modelo 100% presencial — também precisa aceitar as mudanças.

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Arquitetura Temporária na Índia: Mercados e Bazares

As paisagens urbanas da Índia são caracterizadas por uma negociação entre o formal e o informal, a permanência e a impermanência. Estruturados em meio a edifícios de concreto e bairros planejados, mercados improvisados e bazares formam o núcleo da vida urbana. Muitas vezes compostos por estruturas sustentáveis, esses centros comerciais transitórios exibem uma forma de arquitetura rudimentar que lança raízes profundas nas tradições culturais e econômicas da Índia.

O coração do urbanismo informal da Índia reside em seus mercados públicos e bazares de beira de estrada que existem há séculos. Essas zonas urbanas carregam uma história que, acredita-se, teve origem na era dos mercadores itinerantes e das relações comerciais imperiais. Hoje, esses ambientes evoluíram para labirintos densos de abrigos temporários feitos de chapas de zinco recicladas, coberturas de lona e postes de madeira. Esses bazares transformam organicamente as vizinhanças em um caos coreografado de comerciantes, mercadorias e o público em geral. Os mercados semanais costumam ter proporções massivas, sendo montados a cada poucos dias apenas para desaparecer novamente.

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Semana de Design de Milão 2024: Descubra nossos guias completos da feira e da cidade

Aproveite ao máximo Milão com os nossos guias selecionados da feira e da cidade – elaborados por nossa equipe de arquitetura e design para garantir que você saiba exatamente o que ver e aonde ir. Como Designboom, Architonic e ArchDaily, nosso principal propósito é inspirar, conectar e capacitar. Embora não possamos guiar você fisicamente pelas ruas da cidade ou pelos mapas redesenhados do Salone del Mobile de 2024, podemos garantir que você tenha as melhores ferramentas para localizar as maiores descobertas, os melhores novos contatos e as histórias mais interessantes: nossos dois guias selecionados de Milão, um para a feira e outro para a cidade.

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Uma abordagem única para a criação de espaços públicos: em conversa com Alejandro Haiek

Escritórios de arquitetura costumam iniciar seu processo de projeto a partir de um/a cliente, que define o programa e o terreno. Alejandro Haiek, fundador do The Public Machinery, adota uma abordagem diferente. O The Public Machinery se descreve como uma rede de arquitetos/as e designers que trabalham coletivamente, observando, imaginando e propondo, por iniciativa própria, intervenções urbanas públicas. Suas propostas situam-se na interseção entre arte, arquitetura e engenharia, articulando engajamento comunitário, ecologia e novas tecnologias em formas inovadoras de infraestrutura social. O financiamento é obtido por meio de pesquisas e bolsas públicas, o que permite criar espaços públicos que desafiam expectativas, tanto em seu processo de projeto quanto na forma física que assumem.

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The Second Studio Podcast: Projetar uma casa como narrativa

O Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pela dupla de arquitetura David Lee e Marina Bourderonnet, o programa reúne diferentes profissionais das indústrias criativas em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.

Uma variedade de temas é abordada com honestidade e bom humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros apresentam dicas para outros/as designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. O Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.

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World Architecture Festival 2024: Conheça os jurados e ganhe uma entrada gratuita

O World Architecture Festival (WAF) tem o prazer de anunciar os primeiros membros de destaque do seu júri de 2024. Este prestigiado grupo é composto por alguns dos profissionais de arquitetura, design e lideranças do setor mais respeitados do mundo.

A 17ª edição do WAF está recebendo propostas de arquitetos/as e designers de todo o mundo até 19 de abril de 2024. O festival será realizado no Marina Bay Sands, em Singapura, de 6 a 8 de novembro de 2024. Além do exclusivo programa de prêmios com julgamento ao vivo e apresentações de projetos perante a banca, o evento deste ano incluirá atividades paralelas, uma exposição e palestras com um painel internacional de palestrantes. 

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4 casas no Brasil que estimulam a integração entre interior e exterior

Casa Oásis Ventú / Bezerra Panobianco

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Como a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design

Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

O surgimento da IA generativa deu a todo/a educador/a de design motivos suficientes para reconsiderar tanto o que ensinar quanto como ensinar. A formação de um/a arquiteto/a é um processo longo, e projetá-la em um futuro incerto é uma tarefa desafiadora. Pesquisadores/as da OpenAI, DeepMind, Meta e empresas semelhantes parecem constantemente surpreendidos/as com o desenvolvimento rápido e, por vezes, com os recursos imprevistos de suas criações de IA. Se nem mesmo os criadores e criadoras sabem com que rapidez o futuro chegará, seria pretensioso de nossa parte afirmar que a IA fará X ou que a IA não será capaz de fazer Y na próxima década — período que corresponde, aproximadamente, ao tempo necessário para realmente formar um/a arquiteto/a.

Como a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design - Imagem de DestaqueComo a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design - Image 1 of 4Como a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design - Image 2 of 4Como a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design - Image 3 of 4Como a IA pode nos ajudar a acabar com os anacronismos no ensino de design - Mais Imagens

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