De escritórios inspirados na floresta na Suécia a sedes sociais em formato de ninho na selva de Tulum, a arquitetura de uso misto continua a evoluir como uma ferramenta para a vida integrada. À medida que as cidades crescem e as nossas expectativas em relação aos espaços públicos, privados e comerciais mudam, profissionais de design e arquitetura repensam cada vez mais como diferentes funções — incluindo trabalho, lazer, descanso e aprendizado — podem coexistir em uma única linguagem arquitetônica. Esses projetos sugerem que os edifícios não precisam mais isolar as atividades em caixas, mas sim coreografá-las de modo a refletir os ritmos da vida cotidiana.
Esta seleção, enviada pela comunidade do ArchDaily, apresenta um panorama global de abordagens para o design de uso misto, desde planos diretores em grande escala até teses conceituais. O que os une é o compromisso com a sobreposição espacial, a sensibilidade ecológica e programas reinventados que priorizam a experiência do público usuário. Seja um dormitório estudantil em Teerã, uma praça pública no Cairo ou um polo comunitário no Texas, cada projeto abraça a complexidade para criar espaços dinâmicos, repletos de interação, transformação e significado.
A rica história da Itália, evidente em seus monumentos e cidades, criou um contexto único para a renovação arquitetônica. Os/as arquitetos/as italianos/as frequentemente abraçam esse patrimônio ao estabelecer um diálogo entre o antigo e o novo, em vez de buscar uma transformação completa. Essa abordagem evita deliberadamente um estilo imitativo. Em vez disso, utilizam materiais contemporâneos como aço, vidro e novas madeiras para emoldurar e destacar a cantaria de pedra e a alvenaria de tijolos históricas preexistentes. Essa justaposição transforma os materiais originais de simples elementos estruturais em protagonistas decorativos e narrativos. O resultado é uma experiência em camadas na qual a história do espaço permanece visível, garantindo que ela seja preservada, e não apagada pela reforma.
O que implica uma mudança de uso e/ou escala nos edifícios? Como uma igreja ou capela pode se transformar em habitação? Embora a arquitetura de numerosos espaços sagrados contemporâneos demonstre uma grande capacidade de adaptação e evolução, os limites da criatividade de profissionais da área se estendem para além de sua concepção apenas como estruturas de espiritualidade ou culto. Em nível global, a reconversão de grandes igrejas e pequenas capelas em residências particulares revela um amplo campo de intervenção e exploração, capaz de preservar, restaurar, adaptar e/ou renovar o caráter de espaços concebidos para outros usos e escalas que, por diversas razões, foram abandonados, tornaram-se obsoletos ou demandam uma transformação.
O que é arquitetura? Para alguns, seu papel tradicional consiste em reunir imaginação, conhecimento técnico e resolução de problemas, permitindo a arquitetos e arquitetas projetar e construir equilibrando ideias e os meios para viabilizá-las. Da pedra e da madeira das primeiras edificações ao aço e concreto do século XX, cada época exigiu não apenas a compreensão da forma, mas também das propriedades e do potencial dos materiais em uso. Esse domínio da matéria sempre foi parte fundamental do processo criativo, embora seu alcance estivesse limitado pelos conhecimentos práticos e tecnologias disponíveis na época.
Com o tempo, esse equilíbrio começou a mudar. Arquitetos e arquitetas deixaram de apenas utilizar materiais para projetá-los ativamente, aplicando princípios científicos e experimentando com processos biológicos, químicos e computacionais. Essa evolução expandiu as possibilidades da disciplina, promovendo a intersecção entre natureza, tecnologia e arte, ao mesmo tempo em que impulsionou o papel de arquitetos e arquitetas rumo a uma dimensão mais experimental e científica, na qual a manipulação e a criação de materiais passam a ser o cerne do ato criativo, e não apenas um meio para viabilizar formas ou estruturas.
Pouco se escreveu sobre a obra de Abdelmoneim Mustafa, um dos nomes mais respeitados da arquitetura em sua terra natal, o Sudão, e pioneiro da profissão em meados do século XX. Esra Akcan, que realizou uma pesquisa aprofundada sobre seu trabalho com uma equipe no Sudão durante uma breve janela de oportunidade entre 2019 e 2021, lamenta essa falta de reconhecimento da seguinte forma: "Como alguém tão talentoso quanto Moneim Mustafa… autor de alguns dos edifícios modernistas de meados do século mais instigantes do mundo, pôde ser tão negligenciado, tão ignorado fora do Sudão, a ponto de, até hoje, não haver nenhuma publicação de circulação internacional em seu nome?" Os escritos de Akcan, somados ao blog pessoal de Hashim Khalifa, que se formou sob a tutela de Mustafa, lançam luz sobre seu vasto legado.
Como o design de interiores contemporâneo cria experiências diferentes de acordo com seus materiais? Como a adaptabilidade e a reutilização de certos materiais permitem gerar atmosferas contrapostas e/ou complementares dentro de um mesmo espaço? Alinhada às texturas, proporções, cores ou propriedades de cada material, a arquitetura de interiores compreende atualmente a oportunidade de criar ambientes onde a materialidade desempenha mais do que um papel estético. Prestando atenção especial à experiência final de seus usuários e usuárias, o El Equipo Creativo se propõe a combinar projetos em que a paisagem, a natureza, a cultura e a arte se destacam em composições de interiores que acolhem amplos programas e públicos.
A perspectiva arquitetônica de Olivia Poston está profundamente enraizada em sua infância e juventude nos cenários pós-industriais no sopé das montanhas do Tennessee, onde desenvolveu um fascínio precoce pela complexa relação entre ecologia e ambientes urbanos. Essa experiência formativa moldou sua visão da arquitetura não apenas como o ato de construir, mas como uma lente para explorar sistemas sociais, culturais e ambientais em constante transformação. O trabalho de Olivia conecta pesquisa, escrita e prática editorial, concentrando-se em como cidades de diversos climas evoluem e se adaptam em resposta aos crescentes desafios ambientais.
Ela se interessa de forma especial por estratégias de projeto colaborativas que integram perspectivas de arquitetos/as, urbanistas e engenheiros/as para promover a resiliência e a equidade no ambiente construído. Sua abordagem editorial prioriza projetos que dialogam criticamente com o risco climático, mantendo, ao mesmo tempo, um senso de otimismo e possibilidade. Valoriza conteúdos que ofereçam tanto reflexão quanto caminhos práticos para o futuro, servindo como uma plataforma para destacar respostas inovadoras às demandas urgentes da sustentabilidade.
O noticiário de arquitetura deste mês destaca uma onda global de reuso adaptativo, infraestrutura de grande escala e transformação do espaço público. De expansões aeroportuárias a reconfigurações de museus, profissionais de arquitetura de todo o mundo estão repensando como os espaços cívicos atendem às comunidades no século XXI. Entre as novidades de destaque, os escritórios Sasaki, SLA e MVVA foram selecionados como finalistas para reimaginar o Aeroporto Downsview de Toronto como um corredor público voltado para pedestres, enquanto o HOK projetou a expansão de 2,8 milhões de pés quadrados (cerca de 260 mil metros quadrados) do Aeroporto Internacional de Dulles para acomodar o crescimento futuro, respeitando a visão original de Saarinen. Em Melbourne, o Fraser & Partners obteve aprovação para a reurbanização focada no patrimônio histórico do distrito da Boiler House, enquanto o COLL-BARREU ARQUITECTOS concluiu uma sutil reconfiguração do acesso público no Museu Reina Sofía, em Madri. Por fim, no Canadá, o Knight Architects revelou o projeto "Motion" para a substituição da Ponte Alexandra, uma estrutura em arco moldada por referências ecológicas e focada no espaço público inclusivo. Continue lendo para conhecer as atualizações mais recentes que moldam a arquitetura atual.
A rápida urbanização, impulsionada pelo crescimento populacional, está entre as grandes megatendências que transformam a maneira como as cidades são construídas. O mundo ganha uma nova cidade do tamanho de Madri a cada semana — e essa tendência persistirá pelas próximas décadas. Para atender a essa demanda de forma sustentável, é necessária uma abordagem colaborativa e baseada no pensamento sistêmico para a construção.
Um lugar de renascimento, a cidade de Muharraq, no Bahrein, passou por uma visionária transformação cultural e urbana, emergindo como um modelo pioneiro de regeneração impulsionada pela cultura no mundo árabe, particularmente na região do Golfo. Outrora a capital da indústria de pérolas do país, Muharraq preservou, reinterpretou e reintegrou seu legado histórico em sua malha urbana em constante evolução.
Diante do desafio de redefinir seu futuro — marcado por um traçado urbano intacto, mas com estruturas arquitetônicas em deterioração — Muharraq vislumbrou uma narrativa urbana linear, tecendo a memória da indústria por meio de uma sequência de edifícios-chave. A cidade propôs-se a conectar as propriedades individuais ligadas ao seu passado perlífero, tais como as casas de mergulhadores/as, capitães de barcos e comerciantes de pérolas.
Há uma conscientização crescente em torno da sustentabilidade — e do custo ambiental de se demolir prematuramente edifícios seguros e estruturalmente íntegros apenas para substituí-los por novas construções. No esforço mais amplo para reduzir as emissões de carbono, corporações e instituições vêm dando maior ênfase ao desempenho ESG (impacto ambiental, responsabilidade social e governança). Muitas agora exigem inventários de carbono, definem metas "carbono neutro" ou compram créditos de carbono para compensar suas pegadas ecológicas.
Essa mudança, somada a uma onda de projetos exemplares de reúso adaptativo pelo mundo — como o Tai Kwun do Herzog & de Meuron em Hong Kong, o Powerhouse Arts no Brooklyn, o The Ned Doha de David Chipperfield e as transformações de fábricas, pedreiras e fortalezas de terra batida de Xu Tiantian na China —, acelerou uma revisão profunda do reúso como estratégia principal de desenvolvimento. No entanto, apesar de seus inúmeros benefícios, o reúso adaptativo ainda não é tão difundido quanto poderia ser. Por quê? E quais seriam os principais obstáculos e tensões envolvidos?
Em meio à grade ordenada do Giardini della Biennale, o Pavilhão Suíço surge quase reticente. Seus volumes brancos e baixos, concluídos in 1952 por Bruno Giacometti, parecem se distanciar da exibição de orgulho nacional que o cerca. O edifício encarna uma vertente do modernismo que resiste à monumentalidade, na qual a precisão e a contenção substituem o espetáculo, e a arquitetura se torna menos um objeto e mais uma estrutura para o encontro.
Surgido de uma Europa em reconstrução, o pavilhão reflete um momento em que as nações reimaginavam sua presença no mundo. Para a Suíça, a neutralidade era há muito tempo tanto uma postura política quanto uma condição cultural, e Giacometti traduziu essa identidade em uma sequência de salas comedidas dispostas em torno de um pátio aberto, definidas não pelo que contêm, mas por como acolhem a luz, o movimento e a pausa. O resultado é uma arquitetura que não clama por pertencimento, mas convida à atenção por meio do equilíbrio e do cuidado.
À medida que as cidades e as paisagens evoluem, a arquitetura é cada vez mais chamada a apoiar o bem-estar, o desempenho e a experiência coletiva. De estádios que honram uma profunda memória cultural a espaços de bem-estar intimistas que promovem a restauração e a conexão, as tipologias de esporte e bem-estar estão se expandindo para além da mera funcionalidade. Elas criam ambientes onde o movimento e a saúde se cruzam com a qualidade do design, a sustentabilidade e o significado social. Hoje, esses espaços vão desde centros de treinamento de elite e clubes recreativos até refúgios contemplativos e instalações públicas inclusivas, moldando a forma como as comunidades se reúnem, se recuperam e celebram sua identidade compartilhada.
Esta seleção de propostas não construídas, enviadas pela comunidade do ArchDaily, ilustra essa diversidade. Em São Paulo, o escritório Luiz Volpato Arquitetura reinventa o histórico estádio do Santos Futebol Clube com uma geometria que preserva a memória da torcida e, ao mesmo tempo, introduz novos usos comerciais e sociais. Em Hanói, a equipe do Van Aelst I Nguyen and Partners traz luz filtrada e ar fresco a um complexo esportivo urbano denso. Em Dubai, o RSP propõe o Haven, um empreendimento residencial ancorado no bem-estar holístico e em experiências voltadas para a natureza, enquanto o escritório indiano Tropic Responses projeta o Aira Club como um centro de lazer consciente em relação ao clima. No alto do Himalaia, o Gadasu + Partners esculpe um spa meditativo na rocha da montanha, e em Isfahan, o Arsh4d Studio repensa os parques femininos segregados para criar um espaço cívico inclusivo e orientado para o futuro.
Os ambientes de trabalho e de aprendizado passaram por profundas transformações nas últimas décadas. Nos escritórios, as estações de trabalho fechadas e as salas compartimentadas deram lugar a layouts abertos e colaborativos. Em escolas e universidades, as salas de aula tradicionais, com configurações rígidas, lousas e fileiras de carteiras, foram substituídas por espaços mais dinâmicos, flexíveis e interativos. Em ambos os contextos, o objetivo era incentivar a integração, a criatividade e a troca constante. No entanto, essa abertura também trouxe novos desafios: o aumento das distrações, a sobrecarga sensorial e a dificuldade de encontrar momentos de foco ou introspecção. Quanto mais removemos barreiras em prol da fluidez e da colaboração, mais essencial se torna oferecer momentos de quietude, intimidade e equilíbrio sensorial para quem precisa se autorregular. O desafio é tanto espacial quanto psicológico, levantando uma questão fundamental para a arquitetura: como podemos apoiar a conexão e o recolhimento, a atividade e o silêncio, ao mesmo tempo?
A arquitetura é moldada não apenas por edifícios, mas pelas ideias que os tornam possíveis. Antes das restrições do capital, das regulamentações e das contratações, existe um momento em que a arquitetura tem a permissão de pensar em voz alta. O primeiro confronto com esse momento fértil costuma ocorrer no ambiente acadêmico, na tese. Não se trata de um mero requisito para a graduação, mas de um espaço de liberdade especulativa onde a arquitetura formula hipóteses, constrói argumentos e testa posicionamentos.
Para muitas pessoas, é também a primeira oportunidade de pensar além da estrutura dos programas acadêmicos — uma chance inédita de explorar algo mais pessoal, irresoluto ou até mesmo irracional. Embora seja frequentemente vista como um ponto de chegada, a tese é melhor compreendida como um ponto de partida: o primeiro engajamento com a arquitetura como uma forma de raciocínio, onde o projeto ainda não é uma resposta, mas uma pergunta.
Nos dias 23 e 24 de abril de 2025, no Campus ACCIONA, a segunda edição do NEXT IN Summit, organizada pela ACCIONA Living & Culture, reuniu líderes globais em museologia, arquitetura e arte. Inaugurado com a presença do prefeito de Madri, José Luis Martínez Almeida, o evento destacou as melhores práticas em projeto, gestão e inovação de espaços culturais. Figuras de destaque, como o arquiteto David Chipperfield, Glenn D. Lowry, diretor do MoMA, o artista digital Rafael Lozano-Hemmer e Mariët Westermann, diretora e CEO do Solomon R. Guggenheim Museum, lideraram as discussões sobre o futuro das instituições culturais.
Ellisse, local: Armando Cose, Designer: Philippe Malouin
Comunicar uma ideia utilizando apenas o essencial é um desafio muito maior do que costuma parecer. Dos haicais japoneses às esculturas refinadas de Constantin Brâncuși, muitas expressões artísticas têm buscado condensar o máximo de significado com o mínimo de elementos. Essa economia de forma não é um sinal de escassez, mas de intensidade: cada traço, cada palavra, cada silêncio ganha peso. Há algo de intrinsecamente atraente naquilo que se apresenta de forma simples e bem resolvida, seja um texto que não desperdiça palavras, um/a tenista que se move com gestos intencionais ou uma melodia que é ao mesmo tempo direta e inesperadamente profunda.
Esse mesmo princípio, que transcende diferentes linguagens artísticas, reverbera profundamente no design contemporâneo. Ao serem reduzidos ao essencial, móveis ou objetos cotidianos revelam uma beleza que surge da precisão e transcende sua própria função. Isso fica evidente em HUM, a nova coleção de torneiras desenvolvida pelo designer Philippe Malouin para a QuadroDesign, na qual um simples gesto se transforma em uma linguagem completa.
Detalhe da Rede de Quiosques Garifuna. Imagem cortesia de 24 Grados Arquitectura
Como a arquitetura pode devolver a relevância a lugares esquecidos? Que diálogos podem surgir quando edifícios e paisagens são tratados não como telas em branco, mas como camadas de memória, identidade e potencial? Para o escritório de arquitetura hondurenho 24 Grados, essas perguntas moldam uma abordagem enraizada na adaptação, no reuso e no desenho contextual. Seus projetos variam desde a restauração de antigas praças espanholas e centros culturais até intervenções em parques naturais e vilas costeiras em Honduras. Cada projeto se apoia na crença de que o desenho pode tecer novamente as relações entre as pessoas, o lugar e o patrimônio.
Os edifícios são físicos, estáticos e permanentes. Imaginá-los de outra maneira costuma exigir um esforço de criatividade. A indústria tem operado sob essa forte associação entre estruturas e permanência, limitando, sem perceber, as perspectivas sobre o ciclo de vida das construções. Inovações em materiais de construção abriram caminhos para o design circular, desafiando a antiga noção de que os edifícios devem durar indefinidamente. Abordagens emergentes promovem uma arquitetura que acompanha o fluxo e o refluxo da natureza.
À medida que os países da África se libertavam do colonialismo em meados do século XX, muitos expressaram suas identidades independentes por meio da arquitetura. Esse processo continua várias décadas depois, exemplificado por diversos novos museus na África Ocidental, recém-concluídos ou em fase de planejamento. Embora variem em propósito e forma, essas instituições compartilham objetivos comuns: responder à necessidade de restituição de inúmeros artefatos saqueados durante o período colonial e mantidos majoritariamente em museus europeus; e definir um modelo de museu com identidade local, em contraposição a uma importação descontextualizada.
A humanidade raramente aceita grandes transformações de imediato, sendo muitas vezes freada pelo medo, pelo ceticismo ou pelo apego ao que já funciona. A prensa de Gutenberg despertou o temor da desinformação; a eletrificação urbana gerou alertas por parte de médicos; e a informatização dos escritórios acendeu preocupações sobre a desvalorização da experiência humana. Tais rupturas frequentemente provocam resistência, mas tendem a abrir espaço para a reflexão crítica e para a inovação.
Hoje, com a ascensão da inteligência artificial e a rápida sucessão de inovações tecnológicas, vivemos mais um desses pontos de inflexão. O debate é amplo, inevitável e, como sempre, necessário. Na TRUE Conference 2025, realizada pela Midea Building Technologies (MBT), essa discussão assume dimensões práticas e estratégicas ao articular os avanços digitais a metas tangíveis de sustentabilidade, eficiência e qualidade de vida.
O Modernismo, movimento que buscou romper com as formas tradicionais e abraçar o futuro, lançou as bases para diversos avanços tecnológicos e digitais na arquitetura contemporânea. À medida que a Revolução Industrial trazia a produção em massa, novos materiais e inovações tecnológicas, nomes da arquitetura como Le Corbusier, Walter Gropius e Mies van der Rohe defenderam o princípio de que a "forma segue a função" e uma abordagem racional do projeto. Seus preceitos ressoam na era digital, na qual o projeto computacional e os materiais de alta tecnologia redefinem a forma e a construção.
Os ideais modernistas do século XX — eficiência, simplicidade e funcionalidade — criaram uma base para que arquitetos/as experimentassem a clareza estrutural e a honestidade dos materiais. A arquitetura high-tech, surgida no final do século XX, evoluiu a partir desses princípios, fundindo as linhas limpas do modernismo com engenharia e tecnologia avançadas. Isso abriu caminho para o parametricismo e para os processos de projeto baseados em algoritmos, revolucionando a arquitetura e viabilizando formas complexas anteriormente consideradas impossíveis.
A Buildner anunciou os resultados do Buildner's Unbuilt Award 2024, a edição inaugural de uma nova e instigante série anual que celebra projetos de arquitetura ainda não realizados. Com uma generosa premiação total de 100.000 euros, o concurso oferece uma plataforma para que arquitetos/as e designers apresentem seus projetos não construídos mais inspiradores — sejam eles conceituais, já publicados, inéditos ou totalmente desenvolvidos.
Acesse o site do concurso Buildner's Unbuilt Award 2025 para obter detalhes sobre a edição de 2025, que já está com inscrições abertas.