Há apenas 18 meses, a população global teve sua vida virada de cabeça para baixo pela pandemia de COVID-19. Quase imediatamente, arquitetos/as e designers começaram a especular sobre como projetar um mundo melhor, que fosse flexível, funcional e saudável. Embora a pandemia esteja longe de acabar — com muitos avanços científicos e políticas de saúde pública ainda necessários para de fato nos permitir vivenciar o nosso “novo normal” —, talvez seja o momento de refletir sobre nossas previsões e analisar quais aspectos da pandemia foram reações de curto prazo e quais aspectos da vida podem se refletir permanentemente na forma como pensamos o ambiente construído.
Reformar um espaço para fins gastronômicos pode ser um dos desafios mais interessantes para um/a arquiteto/a, devido à liberdade projetual que costuma caracterizar esses projetos. Isso nos permite brincar com revestimentos, iluminação e mobiliário para criar espaços únicos que sejam atraentes e funcionais, tanto para a equipe do restaurante quanto para os clientes.
Mergulhamos em nossa biblioteca de projetos para selecionar 5 restaurantes que aproveitaram o processo de reforma e suas complexidades para criar espaços singulares, apresentados pela ICEX e Interiors from Spain.
Recentemente, tem se observado um interesse crescente e a adoção de uma estética surgida em refúgios rurais, conhecida como cottagecore. Essa tendência remete à época de Laura Ingalls Wilder e a outros tempos mais simples de pioneirismo, colonização e antigos assentamentos europeus. O cottagecore engloba elementos como flores, madeira, tons quentes, telhados de palha, móveis desgastados pelo tempo e outros objetos e motivos associados à vida no campo. Embora o poder restaurador dos chalés e refúgios seja reconhecido há muito tempo, sua popularidade e o interesse renovado por eles coincidem com a pandemia, em um momento no qual nossas vidas são marcadas pelo tempo excessivo em espaços fechados e pela comunicação feita exclusivamente por meios digitais.
As maquetes são úteis para arquitetos/as em diversas etapas, desde as fases iniciais do projeto até a divulgação de um edifício após sua conclusão. No entanto, o que há nas maquetes que as torna uma ferramenta tão importante e poderosa? E de que maneira diferentes escritórios de arquitetura as incorporam em seus processos de projeto singulares? Este vídeo explora essas questões analisando três escritórios: Morphosis, MVRDV e Herzog & de Meuron. Frequentemente, as empresas contam com oficinas de maquetes e equipes dedicadas a essa produção, responsáveis por tudo, desde as primeiras decisões de projeto até apresentações cruciais para clientes e, inclusive, o marketing do edifício. Ouvimos os profissionais que trabalham nessas oficinas e analisamos como os três escritórios estudados abordam as maquetes de forma única.
Com o estilo de vida contemporâneo priorizando o ato de receber em casa, as ilhas de cozinha voltadas para a área social — com assentos integrados — transformaram o "ficar em casa" no novo "sair". Mas o que define a ilha de cozinha perfeita?
Um mapa de inundação futura de Mastic, Nova York. Direita: Um plano para adensar as áreas mais altas e secas da cidade e recuar da linha costeira. . Imagem cortesia de Rafi Segal e Susannah Drake
Muita coisa pode acontecer no espaço entre o título e o subtítulo de um livro, como demonstra A Blueprint for Coastal Adaptation: Uniting Design, Economics, and Policy (Island Press, 2021). Aqui, ao contrário da norma, o subtítulo assume um tom mais evocativo ao elevar o design ao mesmo patamar da economia e das políticas públicas. Para alguns, isso pode parecer uma manobra espúria, mas o volume faz jus ao seu credo: sua equipe editorial é composta por dois docentes de design e um professor de escola de negócios, sem mencionar as diversas trajetórias de seus colaboradores e colaboradoras.
Blueprint aprofunda-se nas decisões de políticas públicas que moldaram a condição frágil da infraestrutura costeira. O livro constrói um panorama convincente do contexto mais amplo no qual o design atua, com o objetivo de tornar o ambiente construído mais equitativo para quem se encontra na linha de frente de determinados cataclismos das mudanças climáticas.
O Rapt Studio concluiu recentemente a nova sede da VF Corporation em Denver, Colorado. Com a missão de impulsionar estilos de vida ativos e sustentáveis para o bem das pessoas e do planeta, a VF reúne um portfólio diversificado de marcas globais. Sua nova sede de dez andares abriga várias dessas marcas sob o mesmo teto, permitindo, ao mesmo tempo, que cada uma delas preserve sua individualidade e expressão.
Esta é a história da jornada do arquiteto Grant Gibson com uma residência no centro do Missouri. Os proprietários da premiada estrutura, projetada originalmente por Grant em parceria com seu mentor, Doug Garofalo, encomendaram recentemente ao arquiteto o projeto de uma ampliação. O desafio reside no fato de que a casa original foi concebida de modo a praticamente inviabilizar qualquer tipo de acréscimo, somando-se a isso o falecimento de Garofalo pouco tempo após a conclusão da obra original. Agora, Grant, juntamente com seu escritório CAMES Gibson, precisa projetar uma ampliação para uma casa que resiste de forma desafiadora a alterações, e fazê-lo de maneira a respeitar o projeto original, sem deixar de ser coerente com suas próprias convicções e filosofia de projeto. Os clientes trabalham em estreita colaboração com Grant para viabilizar o novo projeto e encontrar uma solução para esse complexo desafio.
O uso de materiais orgânicos e naturais, bem como de produtos que os emulam com sucesso, tem sido uma forte tendência que continua a ganhar popularidade no design de interiores. Especialmente no último ano, quando as restrições de isolamento influenciaram drasticamente o tempo que as pessoas passaram em suas casas, o setor registrou uma demanda crescente por produtos capazes de trazer a natureza e o conforto visual para os ambientes internos — seja na forma de mobiliário ou de outros elementos decorativos. Trata-se, sem dúvida, de um movimento de design que veio para ficar.
No entanto, além do interesse por objetos inspirados na natureza, a principal consideração de arquitetos/as e designers ao selecionar um material costuma ser sua qualidade, resistência e facilidade de manutenção. Por isso, o ideal é aliar o aspecto natural à funcionalidade ao criar ambientes internos práticos e acolhedores. Com isso em mente, a fabricante de materiais derivados de madeira EGGER expandiu seu portfólio de lacas para desenvolver uma nova linha que une a estética orgânica a outras propriedades vantajosas.
A pandemia transformou a forma como trabalhamos em todo o mundo. As empresas repensaram rapidamente os fluxos de trabalho tradicionais para manter a conectividade e focar na experiência de seus profissionais. Ao reimaginar os espaços de trabalho de forma holística, a equipe de design da Humana — sediada em Louisville — está desenvolvendo novos modelos de ambiente profissional que garantem a segurança e o bem-estar de sua equipe, ao mesmo tempo que proporcionam maior flexibilidade e diversas formas de colaboração.
Como parte da conferência online Build for Life da Velux, o ArchDaily sediará as sessões Daylight in Architecture. Hoje, Chris Precht, Sanne van der Burgh e Louis Becker discutirão como potencializar os edifícios para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
Na reedição desta semana, o autor Andrés Duany apresenta uma série de declarações sobre o mundo da arquitetura atual. Ele considera que esses entendimentos são fruto de nossa época, uma reação direta e uma consequência dos padrões observados.
O setor da construção civil responde atualmente por 40% das emissões anuais de gases de efeito estufa, devido ao seu alto carbono incorporado e às demandas de energia intensivas em carbono. Os sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios (BIPV, na sigla em inglês) surgem como uma solução sustentável para mitigar esses impactos e contribuir para um mundo de saldo positivo (net-positive). Essa tecnologia avançada pode ser utilizada em envoltórias solares, claraboias, janelas e guarda-corpos de varandas para gerar energia limpa.
Filósofos transcendentalistas há muito compartilham a ideia de que os seres humanos e a natureza são forças equivalentes que devem coexistir em harmonia. Desde então, essa noção se expandiu para o mundo da arquitetura, com Frank Lloyd Wright lançando luz sobre o termo “arquitetura orgânica” ainda no início dos anos 1900. Nos últimos anos, impulsionados por um interesse crescente em viver mais perto da natureza, arquitetos e arquitetas continuam a se aprofundar no conceito de integração entre interior e exterior, esmaecendo os limites visuais e físicos para trazer a paisagem para o lado de dentro.
No mais recente filme da Sky-Frame, parte da série “My point of view”, uma conversa com a arquiteta Dara Huang explora essa noção, questionando como a arquitetura pode fundir natureza, sustentabilidade e estilo de vida em sua própria forma, sem a necessidade de recorrer a mais tecnologias ou materiais para isso.
Como parte da conferência online Build for Life, da Velux, o ArchDaily sediará as Sessões Daylight in Architecture. Hoje, Li Hu, Sun Yimin, Song Yehao, Ye Qing e Joerg Lonkwitz discutirão como potencializar as edificações para beneficiar o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida.
Em Chicago, torres pretas ou prateadas projetadas por Mies van der Rohe espalham-se pela cidade de norte a sul. Todas surgiram em um período de tempo relativamente curto e constituem — em conjunto com algumas homenagens fiéis — o que se chama de Segunda Escola de Arquitetura de Chicago. Essa cronologia faz parecer que as estratégias de Mies surgiram do nada e que nasceram já totalmente desenvolvidas. Este vídeo analisa como essas estratégias de torres evoluíram de projetos menores para outros de maior escala, dedicando atenção especial ao seu corte. Enquanto as plantas livres prometem fluidez máxima, em corte, os edifícios de Mies apresentam uma ideia inteiramente diferente. Nesse sentido, a diferença e a discrição dominam, e a simetria impera. Tudo isso a serviço de desenvolver uma conexão íntima entre o/a ocupante e o horizonte distante.
Atualmente, os sistemas de drywall e gesso estão presentes em quase todas as obras de arquitetura. Esses sistemas permitem revestir edificações com produtos que combinam, entre outros atributos, facilidade de construção, segurança contra incêndios e possibilidade de reciclagem, tanto em estruturas históricas quanto em construções completamente novas. Desde 1998, a Saint-Gobain — uma das maiores distribuidoras desse tipo de sistema — premia os projetos que melhor os aplicam em suas soluções, dividindo-os em 6 categorias (Forros, Gesso, Placas de Gesso, Inovação e Sustentabilidade, Residencial e Não Residencial). Os projetos apresentados visam demonstrar como os/as arquitetos/as conseguiram unir engenhosamente os produtos da empresa a soluções inovadoras para superar os desafios impostos pelas obras ou seus contextos.
Em sua 12ª edição, o prêmio contou com participantes de 30 países diferentes, que apresentaram 74 projetos. Conheça os 14 premiados a seguir:
No dia 17 de novembro de 2021, como parte da segunda temporada do Virtual World Tour, a iniciativa Architects, not Architecture teve a honra de receber como convidado o vencedor do Prêmio Pritzker de 2013, Toyo Ito.
Embora suas obras sejam amplamente conhecidas, o quanto sabemos sobre sua biografia e sobre as vicissitudes que o moldaram?
Winston Churchill disse certa vez: "Nós moldamos nossos edifícios; depois, eles nos moldam." Essa frase parece ter sido escrita especificamente para o escritório de arquitetura Kwong von Glinow. Alison von Glinow e Lap Chi Kwong são casados e sócios no escritório. Nos últimos anos, eles projetaram e construíram seu próprio espaço de moradia e trabalho em Edgewater, um bairro na zona norte de Chicago. Uma maquete da residência ocupou a sala de jantar do casal por meses enquanto concebiam o projeto, recebendo alterações diárias até que a obra fosse concluída e eles pudessem se mudar. Eles moldaram o projeto; agora, o projeto os molda. Neste vídeo, o escritório Kwong von Glinow nos conduz por este edifício — batizado de Ardmore House — e explica como o projetaram, como é viver nele e de que maneira a experiência tem influenciado seu trabalho desde então.
Embora constituam um espaço essencial e integrante da arquitetura residencial, a ampla variedade de possibilidades projetuais para os banheiros frequentemente acabou negligenciada em prol da praticidade. Historicamente concebido sob a premissa da privacidade, o banheiro contemporâneo vem sendo reimaginado para proporcionar uma maior sensação de abertura e conforto — e encontrar um equilíbrio delicado entre privacidade e exposição é algo facilitado por objetos de design como a banheira.
Embora a diversidade projetual das residências unifamiliares frequentemente dependa de como cada projeto responde à topografia, ao contexto e à disponibilidade de materiais, o fator mais significativo na arquitetura residencial são os/as usuários/as e o que demandam em termos de necessidades e preferências espaciais. Essa abordagem centrada no/a usuário/a é praticada há muito tempo; Mies van der Rohe explicou certa vez que "o/a arquiteto/a deve conhecer as pessoas que viverão na casa projetada. De suas necessidades, o resto decorre inevitavelmente".
A seleção desta semana dos Melhores Projetos Não Construídos destaca residências unifamiliares enviadas pela comunidade do ArchDaily. De uma casa unifamiliar imersa nas florestas da Rússia a uma reinvenção da tradicional tipologia de pátio colombiana, esta seleção de projetos não construídos demonstra como arquitetos/as projetam espaços privados que aliam natureza, funcionalidade, privacidade e localidade. O artigo também inclui projetos do Kosovo, Espanha, Estados Unidos e Sérvia.
Se você já caminhou pelo centro de Londres, certamente já viu aqueles painéis amarelos e azul-escuros com mapas, atrações locais e tempos de caminhada espalhados pelas ruas e perto de pontos de ônibus e estações de metrô. Reconhecido por redefinir o wayfinding urbano, o Legible London, como o sistema é chamado, é hoje considerado a principal referência para tornar as cidades acessíveis e legíveis tanto para moradores/as quanto para pessoas em deslocamento diário e visitantes. Recentemente, Seattle lançou sua própria versão do sistema londrino, e Madri fará o mesmo no próximo ano. Giovanna Dunmall conversa com Tim Fendley, fundador e CEO da Applied, o escritório de design de experiência espacial por trás de todos esses projetos, sobre os motivos pelas quais o analógico ainda se mostra tão superior ao digital e o que define um bom sistema de orientação espacial.
Ao trazer os mais recentes lançamentos de mobiliário contemporâneo da Semana de Design de Milão diretamente para Xangai, a B&B Italia assina a curadoria dos ambientes da Villa 17, no Amanyangyun — um impressionante exemplar da arquitetura histórica chinesa.