Aeroporto Internacional de Tampa. Imagem cortesia de Hensel Phelps e HNTB, em associação com Gensler
De Bangkok a Billund, uma nova onda de anúncios de projetos de arquitetura está remodelando a forma como os espaços de trabalho, cultura, mobilidade e vida pública são concebidos. Na Noruega, na Tailândia, nos Estados Unidos, na Dinamarca e na Austrália, essas propostas refletem uma ênfase cada vez maior na integração tecnológica, na construção sustentável e em ambientes flexíveis e preparados para o futuro. Seja projetando polos de produção para profissionais de criação digital, campi de mídia adaptáveis ou paisagens cívicas repletas de história e intenção ecológica, cada proposta oferece uma visão de como a arquitetura está evoluindo para dar suporte a indústrias emergentes, programação cultural e novas formas de engajamento público. Esta edição do Architecture Now reúne uma seleção de projetos anunciados recentemente que destacam a interseção entre design, tecnologia e inovação em um contexto global.
Telhas de argila vermelha estão presentes em diversas tradições arquitetônicas ao redor do mundo, mesmo em culturas geográfica ou historicamente distantes. No entanto, isso não chega a ser uma surpresa. A argila é um material de construção abundante e acessível em todo o mundo, com alguns estudos e outras fontes sugerindo que ela compõe aproximadamente de 10% a 13% dos solos do planeta. As telhas vermelhas, em especial, costumam ser o resultado da composição mineral do solo local e do processo de queima. Seu uso disseminado em regiões sem conexão direta deve-se menos a uma influência cultural compartilhada e mais a uma lógica material: a argila é barata, durável e fácil de trabalhar com ferramentas e técnicas simples. No Vietnã, por exemplo, há uma tradição singular e marcante no uso de telhas de argila que remonta a séculos. Regiões como Vinh Long, apelidada de "reino da cerâmica vermelha", dispõem de uma abundância desse material, o que sustenta uma longa história de fabricação de telhas. Em algumas partes do Vietnã, essas peças são conhecidas como telhas Yin-Yang, devido ao formato côncavo e convexo que assumem durante a produção.
A crise habitacional, a necessidade de políticas eficazes de gestão do solo e a crescente demanda por auxílio à habitação são desafios globais, e a Espanha tem dado passos significativos para enfrentar essas questões nos últimos anos. Embora esse esforço esteja intimamente ligado à reabilitação de edifícios obsoletos, ele também aborda os desafios do adensamento e da gentrificação. Esses fatores impulsionaram a exploração de novos modelos de habitação e modos de vida, resultando no desenvolvimento de edifícios residenciais acessíveis, projetados para acolher um grande número de habitantes, sem abrir mão de padrões elevados de qualidade de vida.
NDSM Lusthof / Studio Ossidiana. Imagem cortesia de Studio Ossidiana, Riccardo de Vecchi
À medida que a instabilidade climática reformula as prioridades projetuais, a arquitetura é cada vez mais atraída para os debates ecológicos, não como espectadora, mas como participante. Entre os conceitos que ganham força está o de rewilding (ou renaturalização), uma prática fundamentada na restauração de ecossistemas autossustentáveis por meio da reintrodução da biodiversidade, da remoção de barreiras e do reequilíbrio da presença humana na paisagem. Embora frequentemente associado à biologia da conservação, o rewilding também abre novos imaginários espaciais e arquitetônicos — que desafiam as noções convencionais de permanência, autoria e uso.
A inovação está prosperando em todo o mundo — e os resultados mais recentes do A' Design Award & Competition deixam isso claro. A edição de 2024–2025 reconheceu 1.823 projetos notáveis de 115 países em 157 áreas criativas. Da arquitetura e design de produtos à moda e comunicação, esses trabalhos destacam o que acontece quando a imaginação se alia à maestria técnica.
Selecionados por um júri internacional de especialistas em design, os vencedores deste ano oferecem novas perspectivas e ideias ousadas. O A' Design Award vai além do mero reconhecimento — trata-se de celebrar o pensamento original e as mentes criativas que estão remodelando a maneira como interagimos com o mundo.
Comparação entre Ghibli e Disneyworld. Imagem via J-LIGHTS / Koichiro Itamura e Theme Park Tourist no Wikipedia sob licença CC BY 2.0
No que diz respeito a projetar para a imaginação infantil, o panorama da arquitetura apresenta duas filosofias distintas. A Disneyland e o Studio Ghibli, ambos mestres na narrativa imaginativa, representam essa divisão fundamental. Suas abordagens, longe de serem casuais, refletem visões divergentes sobre como as crianças vivenciam e interagem com o espaço. Um dos modelos proporciona o espetáculo de uma fantasia construída, ao passo que o outro oferece uma paisagem propícia para uma magia latente. Esses dois modelos colocam os/as arquitetos/as diante de uma escolha fundamental ao abordar esse tipo de projeto: desenhar espaços que atendam à necessidade inata da criança por descobertas sensoriais e pessoais, ou criar uma fantasia que dialogue com sua capacidade crescente de compreender narrativas e espaços mais complexos.
Forte de Mehrangarh, Jodhpur, Rajastão, Índia. Foto por Sanhitasinha. Licença Creative Commons Attribution-Share Alike 4.0 International
Os palácios e antigos armazéns coloniais da Índia estão testemunhando um novo tipo de restauração, que ocorre abaixo da superfície. De suportes discretos de aço embutidos atrás de alvenarias centenárias a sensores digitais inseridos em tetos com afrescos, a tecnologia está remodelando silenciosamente a forma como o patrimônio histórico é protegido para o futuro. Essas intervenções focam mais na precisão sutil do que no espetáculo — verdadeiras maravilhas invisíveis da engenharia.
À medida que o mundo avança em direção ao reúso adaptativo, profissionais de arquitetura e engenharia enfrentam o desafio constante de tornar as estruturas históricas seguras para o acesso público, mantendo ao mesmo tempo a autenticidade de sua arquitetura. Seja na modernização de palácios para um resfriamento eficiente ou no reforço sísmico de antigos armazéns vitorianos, o objetivo vai além da preservação: trata-se da coexistência inteligente entre o antigo e o novo.
O Juneteenth, celebrado anualmente em 19 de junho, comemora a emancipação dos afro-americanos escravizados nos Estados Unidos, marcando um momento de libertação e reflexão sobre uma história complexa e frequentemente negligenciada. Originalmente celebrado no Texas, o Juneteenth passou a simbolizar temas mais amplos de liberdade, resiliência e identidade cultural, promovendo debates sobre justiça e representatividade. Este dia também se apresenta como uma oportunidade para destacar as formas pelas quais a arquitetura pode servir como um meio de preservar e apresentar a história e os valores culturais afro-americanos.
Para além de suas qualidades funcionais e estéticas, a arquitetura pode refletir e reunir narrativas, valores e histórias ocultas, conferindo uma presença tangível e visual a comunidades que costumam ser sub-representadas nas paisagens urbanas. Edifícios dedicados à história e cultura afro-americanas tornam-se marcos físicos que ancoram essas narrativas no cotidiano das cidades. Funcionam como locais de aprendizado, reflexão e celebração, gerando espaços significativos que engajam o público e fortalecem o sentido de identidade comunitária.
Quase três anos após a inteligência artificial capturar a atenção do mundo, a arquitetura ainda busca um terreno firme nessa discussão. Entre declarações categóricas e testes cautelosos, profissionais da área ainda se questionam se — e como — a IA está de fato transformando a prática cotidiana.
Um novo white paper da Chaos aborda essa questão por meio de entrevistas com profissionais da área e de uma profunda pesquisa interna, revelando como a tecnologia começa a remodelar a produtividade, a autoria e a identidade criativa em todo o setor.
O white paper oferece um olhar aprofundado sobre onde a IA gera valor, onde deixa a desejar e como arquitetos e arquitetas podem navegar pelo que vem a seguir.
Em 2025, os projetos de design de maior impacto na Índia desenrolaram-se, em grande parte, longe dos olhos do público. Enquanto a atenção pública convergia para museus, marcos culturais e fachadas de forte apelo visual, a arquitetura que moldou de forma mais decisiva a vida cotidiana situava-se no subsolo, nas franjas urbanas ou no interior de complexos de segurança que poucos habitantes chegariam a adentrar. Redes de esgoto foram reconstruídas, túneis de escoamento de enchentes foram escavados sob bairros densos, subestações foram elevadas acima de planícies de inundação e data centers se multiplicaram pelas paisagens periurbanas. Estas não eram obras periféricas de engenharia; eram os sistemas espaciais que permitiram às cidades indianas manterem-se funcionais sob ondas de calor recordes, monções erráticas e um crescimento urbano acelerado.
Na histórica Stone Town, a principal cidade de Zanzibar, na Tanzânia, a história de um edifício de cinema e sua iminente restauração reflete tanto a história da cidade quanto a própria trajetória das salas de cinema em geral. O início do século XX testemunhou o surgimento da construção de cinemas, com um auge em meados do século, seguido por um declínio decorrente da concorrência com os multiplexes e a televisão doméstica. Embora muitos tenham sido demolidos ou alterados de forma irreversível, outros tantos permaneceram abandonados, como cápsulas do tempo de uma época passada. Eles constituem um registro instantâneo dos estilos e métodos arquitetônicos de seu tempo, funcionando como um lembrete de seu papel social. Restaurar e adaptar um cinema como o Majestic é um reconhecimento de seu valor patrimonial e comunitário.
A arquitetura vernacular em Hong Kong originou-se como uma série de pequenos assentamentos costeiros — comunidades simples, semelhantes a vilas, que refletiam a identidade primordial da cidade como um polo pesqueiro. Essas vilas litorâneas eram tipicamente compostas por casas de baixa altura e estrutura de madeira, agrupadas ao redor de templos, formando comunidades coesas e intimamente ligadas aos ritmos das águas.
Um exemplo notável é Tai Hang, um dos primeiros assentamentos estabelecidos pelo povo Hakka em Hong Kong. Originalmente situada ao longo de um canal de água que descia das montanhas próximas em direção ao mar, a área servia como um ponto vital de lavagem para os moradores da vila — daí seu nome, que significa literalmente "Grande Drenagem". Antes de grandes obras de aterro marítimo, Tai Hang ficava muito próxima da linha de costa. Hoje, localiza-se a quase 700 metros terra adentro.
As principais distinções do festival — World Building of the Year (com apoio da GROHE), World Interior of the Year, Future Project of the Year e Landscape of the Year — foram anunciadas hoje, no momento em que centenas de arquitetos e arquitetas de todo o mundo se reuniram para o jantar de gala de encerramento no Miami Beach Convention Center, na Flórida. Diversos Prêmios Especiais, incluindo o American Beauty Prize (com apoio do Royal Fine Art Commission Trust), também foram revelados no evento de encerramento, que celebrou a décima oitava edição do festival. O anúncio ocorre após o último dia do WAF, no qual os projetos vencedores de todas as 43 categorias competiram pelos títulos principais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142801/edificio-do-ano-e-interior-do-ano-revelados-no-world-architecture-festival-2025Enrique Tovar
O teórico André Corboz, conhecido por suas contribuições para a leitura crítica do território, propõe que as cidades devem ser compreendidas como um palimpsesto. Ou seja, uma superfície continuamente reescrita, onde vestígios de camadas anteriores permanecem visíveis mesmo após sucessivas intervenções. Para ele, a cidade não é uma entidade estática, mas um organismo em constante transformação, no qual camadas históricas, funcionais e simbólicas se sobrepõem. Por essa razão, trabalhar em projetos de restauração ou reabilitação de edifícios históricos é algo particularmente complexo, que exige uma reflexão cuidadosa sobre a abordagem a ser adotada: as ampliações e reformas devem buscar total coerência com a linguagem original ou se afirmar como expressões arquitetônicas de seu próprio tempo?
Um projeto pode ser desenhado em linhas gerais, mas é construído nos detalhes. Por mais simples que pareça, uma escada envolve um nível significativo de engenharia. Algumas são visivelmente mais cansativas ou difíceis de subir e descer. Para solucionar isso, no século XVII, o arquiteto François Blondel propôs uma fórmula para garantir a proporção ideal entre espelho e piso — uma equação que, quando respeitada, proporciona um percurso confortável. No entanto, há outro fator igualmente decisivo: todos os degraus devem ser idênticos. Isso pode soar trivial e lógico, mas executar qualquer coisa com precisão é sempre um desafio construtivo. Nosso corpo se adapta rapidamente às dimensões dos degraus, e qualquer variação (mesmo mínima) pode causar tropeços sucessivos ou passos em falso. Um detalhe aparentemente insignificante, quando mal resolvido, pode comprometer o bem-estar e a segurança de um edifício inteiro.
Preservação do patrimônio e viabilidade econômica há muito são tratadas como prioridades conflitantes no desenvolvimento urbano. Profissionais de arquitetura geralmente enfrentam uma escolha drástica: projetar para a continuidade da comunidade ou projetar para o retorno financeiro. Projetos contemporâneos em Mumbai mostram que essa oposição é falsa. Por meio de programação estratégica, escolhas de materiais e organização espacial, esses projetos viabilizam edifícios que geram receita sustentável ao mesmo tempo em que fortalecem, em vez de desestruturar, as comunidades existentes.
Desafiar convenções tem sido uma constante na produção artística ao longo da história, sempre buscando ressignificar limites estabelecidos. No século XX, transformações sociais, históricas e tecnológicas criaram o contexto ideal para uma profunda reconfiguração arquitetônica. Nesse processo, o modernismo introduziu novas ideias sobre funcionalidade, rompendo com a ornamentação do passado. No entanto, partindo dessa base, o minimalismo refinou ainda mais a redução da forma à sua essência. Ao focar na relação entre espaço, sobriedade e luz, o movimento minimalista transformou a arquitetura contemporânea e o design de interiores, convertendo as janelas em um recurso fundamental para a percepção sensorial e a interação com a atmosfera e o espaço, abrindo um campo de exploração introspectivo, sensível e refinado.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142793/sem-caixilho-e-mais-como-as-janelas-minimalistas-moldam-as-atmosferas-arquitetonicasEnrique Tovar
A reciclagem de alumínio desempenha um papel significativo na redução de emissões e na preservação de recursos no ambiente construído. Com o lançamento do Loop 80, uma liga certificada composta por 80% de material reciclado, a Alumil dá continuidade aos seus esforços para mitigar o impacto ambiental dos materiais arquitetônicos.
Após o lançamento, em 2023, do Loop 60 — o primeiro alumínio certificado com 60% de conteúdo reciclado para sistemas arquitetônicos —, o Loop 80 representa um avanço na eficiência de materiais. Certificado pela TÜV AUSTRIA, o aumento no teor de reciclagem reflete tanto o progresso técnico quanto um alinhamento mais robusto aos princípios da economia circular no desenvolvimento de produtos.
No total, ao longo dos três dias de festival, serão apresentadas mais de 460 defesas de projetos ao vivo pelos finalistas de 2025, diante de um júri internacional composto por mais de 160 profissionais. Hoje, os projetos selecionados de diversas partes do mundo competiram em 22 categorias de prêmios divididas entre Edifícios Concluídos, Projetos Futuros e Interiores. Entre os escritórios premiados estão o WOW Architects, o BIG-Bjarke Ingels Group, o Batlleiroig e o Perkins&Will.
https://www.archdaily.com.br/pt/1142836/world-architecture-festival-2025-anunciados-os-vencedores-do-primeiro-diaEnrique Tovar
Desde sua inauguração em abril, a Expo de Osaka recebeu milhões de visitantes de todo o mundo, constituindo uma verdadeira vitrine de inovação, arquitetura e design. Entre seus destaques está o Grande Anel, obra do arquiteto japonês Sou Fujimoto, considerada la maior estrutura arquitetônica de madeira do mundo. Sob o lema da Expo 2025 —Designing Future Society for Our Lives—, mais de 150 países, por meio de seus pavilhões, abordaram temas fundamentais para a arquitetura contemporânea, como a circularidade na construção, a memória cultural e a inovação e tecnologia orientadas ao futuro do ambiente construído e sustentável.
A arquitetura está sendo remodelada pela inteligência artificial, pelas mudanças climáticas e pelas transformações nas estruturas sociais. Na SCI-Arc, estudantes aprendem a enfrentar esses desafios de frente, utilizando o design como ferramenta para moldar um mundo em rápida mutação.
Neste semestre, os Ateliês Verticais (Vertical Studios) de nível avançado da SCI-Arc trazem o mundo para dentro da sala de aula. Cada um é liderado por um/a arquiteto/a atuante no mercado e na vanguarda da profissão — desde a fabricação experimental até o design urbano e ambiental. A partir de projetos reais e de sua experiência profissional, o corpo docente desafia os/as estudantes a se engajarem com as realidades do presente e a projetarem com precisão, empatia e imaginação.
Quando o Archigram publicou sua visão fanática de cidades pneumáticas e megaestruturas móveis na década de 1960, parecia estar projetando edifícios. Sob a superfície, os vanguardistas impulsionavam a cultura por meio de alternativas radicais de estilos de vida e formas de organização na cidade. Laboratórios se revelavam entrelinhas nos textos de revistas como Domus ou Casabella, com propostas que funcionavam como verdadeiros projetos para as civilizações do futuro. Da Bauhaus de Gropius em 1919 aos experimentos no deserto de Arcosanti na década de 1970, a arquitetura operava como uma forma de profecia cultural. A forma construída era o argumento. O desenho era a visão. Hoje, vivemos em um mundo que se assemelha notavelmente ao que os/as "starchitects" do século XX imaginaram — construção modular, cidades digitais interconectadas e sistemas automatizados. No entanto, a arquitetura contemporânea raramente propõe cultura com a mesma confiança totalizadora.
Equipe da Biblioteca do Patrimônio de Deir Ez-Zor no local. Imagem cortesia de Deir Ez-Zor Heritage Library
É comum que os países disponham de legislação e instituições para proteger seu patrimônio edificado. Também é frequente a existência de lacunas nas próprias leis ou em sua aplicação, ao passo que certas circunstâncias podem expor o patrimônio de uma nação a vulnerabilidades específicas. Diante disso, paralelamente às instituições estatais, arquitetos/as e pesquisadores/as locais vêm estabelecendo iniciativas independentes para documentar e preservar aspectos de seu patrimônio construído. A Síria é um exemplo de lugar com uma vasta história de monumentos e edifícios de interesse, além de abrigar grupos ativos de restauradores/as e conservadores/as independentes.
A nova Estação Arden, em Melbourne, vai além de seu papel funcional como polo de transporte. Inaugurada como um componente fundamental do projeto Metro Tunnel, a estação expande a infraestrutura ferroviária da cidade ao aliviar a pressão sobre outras linhas e melhorar a frequência dos serviços, ao mesmo tempo em que se estabelece como um elemento determinante na transformação urbana das zonas norte de Melbourne. Localizada em uma antiga área industrial em processo de revitalização, a estrutura ancora o desenvolvimento futuro de um novo distrito projetado para abrigar até 34.000 residentes e 15.000 postos de trabalho nas próximas décadas.