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Das ecologias ao cotidiano: reflexões sobre as exposições de arquitetura em 2025

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O ano que passou marcou um período de introspecção para a arquitetura. À medida que 2025 se desenrolava, a disciplina, confrontada com realidades ambientais e sociais em constante evolução, entrou em um ponto de virada mais amplo em relação a como compreende seu papel e a como as pessoas interagem com ela. Ao longo do ano, as exposições desviaram o foco dos edifícios como objetos isolados em direção a uma compreensão mais ampla das relações entre ecologia, equidade, vida cotidiana e imaginários coletivos. Em diferentes instituições e cidades, elas funcionaram menos como vitrines e mais como plataformas discursivas: espaços onde a arquitetura não era apenas apresentada, mas também imaginada, questionada e coletivamente redefinida.

Embora as exposições há muito tempo funcionem como locais de discurso, política e comunidade, esse papel tornou-se mais explícito em 2025. Como observou Carlo Ratti em uma entrevista ao ArchDaily durante a pré-abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, as exposições de hoje podem "hibridizar a maneira como as pessoas se reúnem", uma ambição que ecoou em cidades e instituições à medida que as mostras evoluíram para espaços de debate, experimentation e reflexão coletiva. As exposições são espaços onde profissionais da arquitetura e do design se encontram, onde as conversas se desenrolam abertamente com o público e onde as ideias emergem por meio de intercâmbios espontâneos entre os passantes. As exposições tornaram-se espaços nos quais o discurso arquitetônico se estendeu para além dos círculos profissionais, abrindo conversas para públicos mais amplos por meio de encontros cotidianos, experiências compartilhadas e trocas informais.

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E se o menor detalhe ajudasse a moldar a atmosfera de um espaço?

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No debate arquitetônico recente, o design de interiores tem se concentrado em como os espaços moldam a experiência psicológica e atmosférica, e no que confere ressonância emocional aos ambientes internos. A atenção deslocou-se para os pequenos detalhes, em vez de se apoiar primordialmente na forma ou na estrutura. A luz, por exemplo, não é apenas um requisito técnico, mas também um material arquitetônico por direito próprio. Ela é capaz de estruturar o espaço, animar superfícies, definir texturas e moldar a atmosfera, ao mesmo tempo em que influencia o bem-estar. Paralelamente, as características entre o minimalismo e o maximalismo moldam a forma como as atmosferas são percebidas, instigando uma reflexão sobre como as abordagens voltadas à simplicidade ou à exuberância podem influenciar o estado de espírito. Longe de existirem como estéticas opostas, essas tendências investigam a maneira como os interiores interagem com os estados mentais, refletem a identidade pessoal e respondem às mudanças sutis na forma como as pessoas habitam e vivenciam o espaço.

Como os sistemas de estacionamento automatizados recuperam o espaço urbano

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As cidades estão se remodelando lentamente. Ruas caminháveis, redes cicloviárias e bairros de uso misto vêm se tornando prioridades de planejamento, à medida que metas climáticas, mudanças nos estilos de vida e o trabalho remoto reconfiguram as rotinas cotidianas. No entanto, mesmo com o avanço dessas propostas centradas nas pessoas, a maioria das cidades ainda depende fortemente dos carros particulares, gerando uma tensão entre os futuros urbanos que estamos projetando e os hábitos de mobilidade que persistem na atualidade.

Essa tensão tem levado arquitetos/as e incorporadores/as a repensar uma das peças mais complexas do quebra-cabeça urbano: o estacionamento. Edifícios de uso misto estão se multiplicando, sobrepondo moradias, espaços de trabalho e serviços em projeções de implantação mais compactas, o que exige o máximo aproveitamento de cada metro quadrado. O desafio já não consiste apenas em encontrar um lugar para os carros, mas em integrar o estacionamento de forma a favorecer a densidade, a habitabilidade e a adaptabilidade a longo prazo — permitindo que as cidades evoluam sem que os veículos dominem seu desenho urbano.

Como 2025 transformou as visualizações arquitetônicas em mídias em disputa

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Durante grande parte da história da arquitetura moderna, as imagens funcionaram mais como ferramentas interpretativas do que como registros literais. Renderizações, desenhos e representações de concursos eram tradicionalmente compreendidos como instrumentos especulativos que ofereciam atmosferas, intenções e futuros possíveis, em vez de realidades estáticas. Essa ambiguidade permitia aos/às arquitetos/as comunicar ideias ainda em formação, moldando uma cultura visual na qual a representação era valorizada tanto por seu caráter sugestivo quanto por sua precisão.

Nos últimos anos, essa relação histórica começou a se transformar. As imagens de arquitetura não se tornaram apenas mais refinadas ou tecnologicamente avançadas; elas assumiram um novo significado social e institucional. À medida que extrapolaram os contextos profissionais e ganharam circulação pública, seu papel se expandiu. Deixaram de ser apenas métodos de comunicação interna da disciplina para se tornarem objetos de interpretação pública, debate e, por vezes, disputa. Isso marcou uma mudança sutil, mas profunda, na maneira como as representações visuais da arquitetura eram compreendidas e utilizadas.

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Esperança Silenciosa: Maggie's Centre Hong Kong de Frank Gehry

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No início deste mês, a notícia do falecimento de Frank Gehry gerou uma onda de homenagens ao arquiteto por trás de museus exuberantes, salas de concerto e complexos residenciais sinuosos. Em vez de revisitar esse terreno já tão explorado, vale a pena nos determos em uma obra mais contemplativa de sua trajetória: o Maggie's Cancer Caring Centre em Hong Kong. Silencioso, otimista e calibrado para a resiliência cotidiana, o edifício reflete múltiplos registros das intenções de Gehry: um compromisso com a positividade e a sobrevivência — e, em um nível mais pessoal, o próprio acerto de contas de um arquiteto com a perda e os cuidados de fim de vida.

Essa declaração ressignifica o Maggie's Hong Kong, elevando-o a mais do que uma simples encomenda; ela sugere um processo de projeto moldado pelo luto e voltado para o conforto, a dignidade e a possibilidade de esperança — um ethos que se alinha perfeitamente à missão da organização.

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Design como Impacto: ADF 2026 homenageia a arquitetura que impulsiona a mudança

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NPO Aoyama Design Forum (ADF), uma organização sem fins lucrativos, anunciou o ADF Design Award 2026, uma premiação que celebra a arquitetura que vai além do apelo estético — seu objetivo é gerar um impacto significativo na sociedade, na cultura e no meio ambiente. O prêmio busca reconhecer obras excepcionais que desafiam as convenções estabelecidas, demonstram pensamento inovador e enriquecem a vida das pessoas por meio de um design visionário e responsável. Profissionais de arquitetura e design de todo o mundo estão convidados/as a enviar suas propostas em uma plataforma exclusiva que fomenta conexões, promove a troca de ideias e incentiva uma colaboração intercultural significativa.

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Para além do currículo: o ensino de arquitetura e a defesa da profissão

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Discussões federais recentes nos Estados Unidos sobre a reclassificação da arquitetura como uma graduação que não confere mais habilitação profissional intensificaram a necessidade de articular o propósito e a estrutura dos programas credenciados. Esse cenário político gerou um momento no qual a coerência interna dos currículos de arquitetura se cruza com questões mais amplas de bem-estar público, responsabilidade técnica e os deveres éticos que definem a competência profissional. O ensino de arquitetura nos Estados Unidos exige uma análise que reconheça sua lógica pedagógica interna e as pressões externas que moldam sua recepção contemporânea.

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Frágil por concepção: os edifícios podem aprender a se curvar sem quebrar?

Se no passado as cidades eram moldadas por estruturas simples que podiam se adaptar a novos usos, hoje elas estão repletas de habitações rígidas — muitas vezes projetadas para uma única finalidade e com layout e vida útil predeterminados. À medida que os prazos climáticos se estreitam, as comunidades exigem espaços mais resilientes e conscientes dos recursos, e os padrões de trabalho e moradia continuam a mudar, essa rigidez se torna um entrave. Quando as edificações se recusam a se flexibilizar, costumam ser tratadas como descartáveis, desencadeando ciclos de demolição, inatividade e desperdício. A adaptabilidade, outrora vista como uma conveniência adicional, está se tornando um imperativo — algo que a edição inaugural da Adaptable Building Conference (ABC), em Roterdã, pretende colocar em primeiro plano.

Tendências de design de interiores de 2025

À medida que 2025 se aproxima do fim, revisitamos um ano marcante no universo do design de interiores. No ano passado, os designers se voltaram para abordagens mais contidas e discretas, uma tendência que já vinha se consolidando. A ascensão da inteligência artificial intensificou debates sobre equidade digital e desinformação — discussões que continuaram em 2025, especialmente com o tema da Bienal de Arquitetura de Veneza, Intelligens. Esse contexto ampliou o diálogo sobre as oportunidades trazidas pelas tecnologias digitais, propondo um olhar mais esperançoso. Em contrapartida, os projetos de interiores concluídos ao longo do ano mantiveram o foco no tangível e no pragmático, valorizando materiais brutos e uma apreciação da história.

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Como os materiais compostos tornam construtíveis os projetos complexos?

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Antes restritos às indústrias aeroespacial e automotiva, os materiais compósitos passaram a desempenhar um papel cada vez mais central na arquitetura contemporânea. Ao associar dois ou mais componentes, como fibras e polímeros, eles oferecem leveza e resistência, alta durabilidade, liberdade formal e um melhor desempenho ambiental. Sua incorporação à prática arquitetônica marca uma profunda transformação na maneira como projetamos, fabricamos e habitamos o espaço.

Como nichos ocultos podem transformar paredes em arquitetura funcional?

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O nicho tem sido um espaço de intenção visível ao longo da história da arquitetura. Na arquitetura romana antiga, servia como um recurso formal esculpido na alvenaria para expor estátuas, vasos ou outros objetos. Esses recuos animavam as paredes de templos, termas e edifícios públicos, conferindo ritmo, profundidade e pontos focais a estruturas que, de outro modo, seriam maciças. Os espaços internos do Panteão emolduravam estátuas de deuses, e as Termas de Caracala utilizavam vazios semelhantes para estruturar salões imensos. Já no Renascimento, o nicho evoluiu para uma moldura arquitetônica refinada. Em Florença, as cavidades externas de Orsanmichele abrigavam estátuas encomendadas por corporações de ofício, enquanto os recuos do Palácio Uffizi exibiam obras escultóricas. Preenchidas ou intencionalmente deixadas vazias, essas aberturas articulavam paredes internas, externas e fachadas, introduziam hierarquia e despertavam interesse visual, funcionando como gestos deliberados feitos para serem vistos.

Como os/as arquitetos/as estão respondendo à tecnologia que transforma edifícios em sumidouros de carbono

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Durante a exposição Time Space Existence, organizada pelo European Cultural Centre em Veneza, a empresa de soluções construtivas Holcim e o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Alejandro Aravena, junto com seu escritório ELEMENTAL, apresentaram um protótipo em escala real que introduz uma nova abordagem para soluções de habitação incremental.

O protótipo habitacional — The Basic Services Unit — foi construído com a recentemente lançada tecnologia de biochar da Holcim, que transforma edifícios em sumidouros de carbono ao capturar permanentemente o carbono em um material de base biológica chamado biochar. Esse material é utilizado como componente em concretos, cimentos e argamassas de baixo carbono.

Projetando a Economia do Reuso: Como arquitetos podem construir cadeias de suprimentos, e não apenas edifícios

Ao redor da Europa — e além dela — arquitetos enfrentam um ponto de inflexão. À medida que metas de redução de emissões colidem com a escassez de materiais e com a urgência crescente dos compromissos climáticos, o ambiente construído é forçado a encarar, de forma mais profunda, como consome, circula e descarta recursos. O que antes era tratado como resíduo revela-se agora como um arquivo arquitetônico adormecido, um ecossistema urbano de materiais à espera de serem recuperados, revalorizados ou reimaginados. Nesse movimento, os arquitetos começam a assumir um papel radicalmente diferente — não apenas como autores de edifícios, mas como orquestradores dos fluxos que os sustentam.

Essa mentalidade emergente está remodelando as bases da prática. Em vez de depender de longas e extrativas cadeias de suprimento, designers começam a construir redes de ciclo fechado, criando bancos de materiais, negociando protocolos de desconstrução e participando de novas formas de mineração urbana.

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O futuro das cidades: como podemos construir de forma diferente para promover ambientes resilientes e de baixo impacto?

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Como o setor da construção molda o futuro das cidades? Quais desafios ele enfrenta? No cruzamento de pressões demográficas, sociais, energéticas e climáticas, o setor da construção está mudando rapidamente. Profissionais, instituições e cidadãos/as trabalham em conjunto para construir ambientes que promovam a saúde e o bem-estar, incentivem soluções duráveis e sensíveis ao contexto local, reduzam as emissões de carbono, resistam aos riscos climáticos e ofereçam moradia acessível e de alta qualidade.

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Para além dos modelos universais: a virada em direção à arquitetura situada

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A especificidade ressurgiu como uma linguagem central no discurso arquitetônico. Em um campo cada vez mais globalizado, no qual os projetos muitas vezes seguem modelos conhecidos independentemente do contexto, arquitetos/as voltam-se agora para abordagens enraizadas nas particularidades de cada local. Essa atenção renovada ao contexto reflete pressões sociais, climáticas e políticas mais amplas: as cidades enfrentam calor extremo, desafios ecológicos, mudanças demográficas e novas formas de vida coletiva que exigem respostas fundamentadas em suas condições imediatas.

A arquitetura situada descreve essa mudança. Refere-se a abordagens projetuais nas quais a forma, o programa e a materialidade emergem do ambiente específico que os produz: seus microclimas, estruturas culturais e rituais cotidianos. Em vez de partirem de modelos universais, essas práticas começam com a observação, a prototipagem e o engajamento direto com as dinâmicas locais. Essa lógica é visível nos experimentos climáticos e materiais do TAKK na Espanha, como o Portable Garden e a 10k House, que funcionam como protótipos leves ajustados a gradientes térmicos e ecológicos; no Art Pavilion M do Studio Ossidiana, moldado por camadas de solo e ciclos ecológicos nos Países Baixos; nas reinterpretações de objetos vernaculares por Izaskun Chinchilla e em seus experimentos posteriores com 100 Sillas e 3 Salones Urbanos; nos espaços domésticos guiados por narrativas do Common Accounts; e nas intervenções urbanas do Raumlabor, que respondem diretamente às especificidades da Berlim pós-industrial.

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Vagas em Xangai | Atelier xy contrata Designer de Interiores / Especialista em Marketing e Mídia / Estagiário(a)

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A Linha de Radiância Frágil: A Luz de Neon como Ateliê, Arquitetura e Arquivo

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A fragilidade — e a beleza temporal — do neon cativa o público desde o início do século XX. Apresentado comercialmente pela primeira vez pelo engenheiro francês Georges Claude no Salão do Automóvel de Paris de 1910, o neon se espalhou rapidamente, alcançando ampla popularidade nos Estados Unidos entre as décadas de 1920 e 1950. Em meados do século, ele estava em toda parte nos EUA: dos cassinos da Las Vegas Strip aos motéis de beira de estrada ao longo da Rota 66 e ao espetáculo da Times Square. Na segunda metade do século, no entanto, muitos letreiros foram descartados ou abandonados à deterioração, e diversos municípios restringiram o neon por considerá-lo visualmente espalhafatoso ou de alto consumo energético — apesar do consumo de energia comparativamente modesto da tecnologia. Nos EUA, o interesse renovado pelo neon indiscutivelmente só retornou de forma expressiva no início dos anos 2000.

Em Hong Kong, em contrapartida, o neon foi adotado com um entusiasmo incomum em uma época em que começava a perder popularidade em outros lugares. Mesmo com a desaceleração de suas instalações nas últimas décadas — em grande parte devido à atualização de regulamentos que exigiam a remoção de letreiros suspensos cujas estruturas de suporte não atendiam aos padrões de segurança —, a afinidade da cidade com o neon nunca desapareceu por completo.

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Arquitetura no Equador: 16 projetos enraizados no território, no ofício e na prática coletiva

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Entre os Andes, a costa e a Amazônia, a arquitetura do Equador evoluiu como um reflexo de sua geografia em camadas, um lugar onde clima, topografia e cultura se encontram. Ao longo do território, a arquitetura tem sido um ato de adaptação: das tradições vernáculas enraizadas no trabalho coletivo e nos materiais locais às influências coloniais e modernistas que redesenharam suas cidades. Essa diversidade gerou sistemas construtivos distintos, de estruturas de bambu e cana na costa a construções de terra e pedra nos Andes, formando um acervo de design adaptativo que continua a influenciar a prática contemporânea.

Contudo, na última década, a arquitetura equatoriana passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. Novos programas acadêmicos e referências internacionais estimularam uma conscientização crescente sobre o clima e a justiça social. Profissionais emergentes da arquitetura estão redefinindo a prática por meio de oficinas, estúdios coletivos e experimentação in loco que atenuam a fronteira entre projeto e ativismo. Longe de focar na arquitetura como um mero objeto, essa nova geração aborda o projeto como um processo — focado na colaboração, na sustentabilidade e na identidade cultural. Seus questionamentos mudaram a linguagem projetual: a pergunta já não é mais o que construir, mas com quem.

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Seleção dos Curadores do ArchDaily 2025: Uma retrospectiva de 12 análises de projetos marcantes

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Nos últimos anos, a equipe de curadoria do ArchDaily vem revisitando obras arquitetônicas que merecem um olhar mais atento. Por meio de um post no Instagram chamado "Project Review", descreve-se o que se considera o principal atributo da obra. Ao mergulhar nas histórias dos projetos e nos elementos que os tornam verdadeiramente inspiradores, a curadoria destaca iniciativas que, de outro modo, poderiam passar despercebidas, estudando-as de perto e com atenção à localidade e ao contexto. O resultado é um conjunto de obras diversas, muitas vezes localizadas em áreas rurais ou suburbanas, que possuem uma função pública ou significado histórico.

Embora algumas casas façam parte da lista, a maior parte das análises se volta para centros culturais, bibliotecas, espaços de trabalho ou ambientes comerciais. Destaca-se também o fato de que muitas dessas obras são provenientes da Ásia, incluindo alguns projetos fundamentais na China rural. As escolhas são bastante diversas em termos de materialidade e linguagem de projeto; no entanto, todas propõem soluções arquitetônicas inovadoras e narrativas cativantes.

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Reuso adaptativo: quantas vidas um edifício pode ter?

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A Unité d'Habitation de Le Corbusier imaginava um "bairro vertical", um edifício capaz de integrar habitação, comércio, lazer e espaços coletivos em um único organismo estrutural. Na mesma época, Jane Jacobs defendia que a diversidade de usos é o que gera segurança, identidade e vida social ao nível da rua. Mais tarde, Rem Koolhaas, em Delirious New York, descreveu o arranha-céu como um experimento pioneiro de "urbanismo vertical", capaz de empilhar programas incompatíveis sob o mesmo teto. Em cidades como Tóquio e Hong Kong, essa ambição amadureceu em edifícios híbridos complexos, onde diferentes usos — como terminais de transporte, comércio, escritórios, hotéis e habitação — coexistem e interagem continuamente.

Além dos limites do projeto: o potencial arquitetônico dos revestimentos cerâmicos extrudados

Toda arquitetura se fundamenta na terra. Essa matéria-prima maleável e resiliente é a origem das placas cerâmicas extrudadas — a argila transformada de seu estado natural em uma solução arquitetônica sem perder nada de sua autenticidade. O trabalho da Exagres está enraizado nesse material natural, transformando cuidadosamente a argila com precisão técnica e guiando-a nessa jornada em vez de forçá-la.

Design sem esforço? Explorando ferramentas de arquitetura que potencializam o processo criativo de projeto

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Encontrar as ferramentas certas para representar a ideia de um projeto ou executar uma obra continua sendo um desafio constante para profissionais de arquitetura e design. Embora softwares de desenho, modelagem 3D e cálculo tenham aumentado a precisão e a eficiência, muitos/as arquitetos/as continuam utilizando ferramentas legadas aprendidas na academia ou na prática — ferramentas que parecem familiares, mas que não oferecem necessariamente a melhor experiência de projeto. De interfaces sobrecarregadas e fluxos de trabalho travados a plug-ins infinitos e ao vaivém constante entre softwares desconectados, as ferramentas tradicionais de projeto costumam revelar sua complexidade e fragmentação.

Guia de Arquitetura de Atenas: 26 obras arquitetônicas da grandeza antiga à inovação moderna

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Atenas destaca-se como uma cidade onde o legado da Antiguidade está entrelaçado em sua paisagem urbana moderna e vibrante. Marcos de renome mundial da Grécia Antiga, como a Acrópole e o Partenon, erguem-se como símbolos duradouros da arquitetura clássica e do rico passado da cidade. Estas estruturas refletem os princípios fundamentais de simetria e equilíbrio que influenciaram gerações de arquitetos e arquitetas e continuam a atrair estudiosos de todo o mundo. No entanto, Atenas é também uma metrópole próspera onde a arquitetura contemporânea coexiste com as suas contrapartes históricas. Desenvolvimentos recentes, liderados por escritórios internacionais e arquitetos e arquitetas locais, focam em sustentabilidade e inovação, ao mesmo tempo em que respeitam o rico patrimônio cultural de Atenas. Esta dualidade — preservar o antigo enquanto acolhe o novo — reflete as aspirações urbanas mais amplas da Grécia, tornando Atenas um ponto focal no discurso arquitetônico global. A evolução arquitetônica da cidade também se estende à sua cena de arquitetura contemporânea e design de interiores, que vem ganhando reconhecimento internacional.

Para celebrar essa evolução arquitetônica, este guia de cidades apresenta os marcos históricos de Atenas ao lado da seleção de projetos do ArchDaily com foco na arquitetura contemporânea e da curadoria do Designboom de designs de interiores inovadores. Juntos, eles destacam o papel de Atenas como um polo de inovação em design.

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Casas-tubo do Vietnã: Estratégias arquitetônicas com menos de 100 m²

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No Vietnã, a casa-tubo tornou-se praticamente uma tipologia vernacular em cidades densamente povoadas como Hanói e Ho Chi Minh. Essa tipologia originou-se de antigos impostos sobre fachadas e surgiu como uma resposta estratégica à escassez de solo urbano e à otimização da testada do lote para o comércio. Sua estrutura tradicional costuma depender da fachada frontal para obter iluminação natural e ventilação. Quem habita essas residências frequentemente enfrenta o desafio de projetar em espaços delimitados por lotes profundos, testadas estreitas e vizinhos muito próximos, o que restringe a luz natural e a circulação de ar. Para mitigar essa falta crônica de exposição perimetral, os/as arquitetos/as vietnamitas costumam empregar estratégias voltadas à manipulação ambiental interna. Esta seleção de projetos explora casas-tubo com menos de 100 m², onde a escala reduzida impõe uma economia espacial rigorosa e a verticalização das funções, influenciando diretamente as decisões de projeto em cada caso.

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