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Projetos de Uso Temporário Ativando o Espaço Público: Lições de Pop Brixton e Peckham Levels em Londres, Reino Unido

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Um "espaço temporário" (ou *meanwhile space*) refere-se à ocupação provisória de uma área ociosa — seja uma loja vazia, um edifício desativado ou um terreno aguardando redesenvolvimento. O conceito gira em torno do aproveitamento produtivo dessas áreas durante o período de transição, antes que um uso definitivo seja estabelecido. Trata-se, essencialmente, de dar vida ao intervalo, transformando espaços subutilizados em locais vibrantes e funcionais durante períodos de incerteza ou transição.

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Fachadas planas e curvas em harmonia com design, desempenho e sustentabilidade

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Essencialmente, o projeto de fachadas deve aliar proteção, desempenho e impacto visual, tornando-se um elemento arquitetônico definidor. A evolução das fachadas reflete os avanços em materiais, tecnologia e flexibilidade de projeto. Antigamente, as fachadas utilizavam materiais simples como tijolo, pedra e madeira, oferecendo suporte estrutural ao mesmo tempo em que expressavam estilos regionais. Com o tempo, novos materiais como ferro e aço foram introduzidos, permitindo edifícios mais altos com fachadas de vidro contínuas que marcaram o início do modernismo nos centros urbanos. O século XX trouxe o concreto armado e o alumínio para o perímetro das edificações, possibilitando projetos mais leves e variados. Avanços recentes em materiais de alto desempenho, como os painéis compostos e revestimentos de base biológica, oferecem aos profissionais de arquitetura novas opções estéticas e de eficiência energética. A STACBOND exemplifica essa inovação, viabilizando soluções de projeto criativas e sustentáveis.

Uma abordagem inovadora para transformar espaços de hospice com a Buildner para um maior bem-estar

Buildner anunciou os resultados do seu concurso Hospice - Home for the Terminally Ill, o terceiro de uma série de desafios de ideias arquitetônicas focados na criação de espaços humanizados para pessoas que enfrentam doenças terminais. O concurso incentivou arquitetos/as a irem além dos modelos médicos tradicionais, projetando ambientes que priorizam o conforto, a dignidade e o senso de comunidade.

Projetos de habitação de pequena escala ganham 150.000 euros no concurso MICROHOME da Buildner e Kingspan

Buildner, em colaboração com a fabricante de materiais de construção Kingspan, anunciou os vencedores da MICROHOME Kingspan Edition, distribuindo um prêmio total de 150.000 EUR. A competição deste ano, agora em sua sétima edição, atraiu arquitetos/as e designers, tanto profissionais quanto estudantes, de 115 países.

Hotéis modernistas na África Oriental: um reflexo da identidade nacional

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Em meados do século XX, a maioria dos países do continente africano conquistou sua independência. Aquele período de euforia trouxe sentimentos voltados para o futuro e o desejo de romper com o passado. Como movimento arquitetônico, o modernismo era ideal para a época, e as nações recém-independentes criaram amplos programas de construção para se firmarem como Estados plenamente soberanos.

Os hotéis são uma tipologia que ilustra de forma exemplar a complexa história arquitetônica e política da época. Alguns foram construídos especificamente para abrigar delegações internacionais, outros para impulsionar o turismo, e outros ainda surgiram do desejo de líderes fortes. Embora constituam uma tipologia edilícia secundária, diversos hotéis pela África permanecem como registros físicos de episódios importantes da história de seus respectivos países. Após explorar as trajetórias dos hotéis modernistas da África Ocidental, este segundo artigo se volta para a África Oriental para revelar como essa tipologia discreta se articula com narrativas mais amplas de independência e identidade nacional.

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Às vezes, basta um curso para destravar um novo futuro na arquitetura e no design.

Você está pensando em seguir carreira em arquitetura ou design ambiental? O College of Environmental Design (CED) da UC Berkeley oferece programas de verão imersivos que podem ajudar você a decidir se esses campos criativos são a escolha certa para o seu futuro. Independentemente de você já atuar como profissional ou de ser estudante de graduação ou do ensino médio, os Programas de Verão do CED oferecem uma oportunidade valiosa para explorar a arquitetura, o design urbano, o planejamento urbano sustentável e a arquitetura de paisagem.

Casa da Música: Transformando a experimentação doméstica em monumentalidade pública

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Na virada do milênio, o mundo foi dominado pela ameaça iminente do Bug do Milênio (Y2K), uma falha potencial nos sistemas de computadores que poderia paralisar desde o setor bancário até a aviação. Conforme a meia-noite de 31 de dezembro de 1999 se aproximava, pessoas sacavam suas economias, grandes corporações emitiam alertas e governos se mobilizavam para evitar a histeria coletiva. No entanto, quando o sol nasceu em 1º de janeiro de 2000, o temido bug não causou nenhum impacto real, e a crise se dissipou tão rapidamente quanto havia surgido. Contudo, esse período deixou marcas em lugares inesperados — especialmente na arquitetura. Em meio à ansiedade em relação à tecnologia digital, nascia uma das casas de espetáculo mais icônicas do nosso tempo, a Casa da Música, no Porto. Projetada pelo OMA (Office for Metropolitan Architecture), sua origem remonta a um projeto muito menor: a Y2K House. O que começou como uma investigação sobre a domesticidade privada durante o pânico digital evoluiu para uma estrutura pública monumental — uma transição arquitetônica da esfera residencial para uma sala de concertos.

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Sustentabilidade e circularidade na construção: a crescente demanda por profissionais qualificados

A ascensão da sustentabilidade e da economia circular está transformando a indústria da construção, o que tem gerado uma crescente demanda por novos postos de trabalho especializados. Funções como a de gestor/a de sustentabilidade ou consultor/a em economia circular estão se tornando cada vez mais comuns nos projetos atuais.

O ofício da paginação de tijolos: 4 projetos que exploram designs texturais adaptados às condições de inverno do Canadá

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O clima do Canadá é conhecido por seus contrastes drásticos, variando de invernos rigorosos a verões quentes. Grandes áreas metropolitanas como Toronto, Montreal e Vancouver enfrentam uma variedade de condições climáticas extremas: nevascas intensas, tempestades de gelo e temperaturas congelantes são comuns. Em alguns casos, os termômetros podem despencar para menos de -30 °C, especialmente em cidades como Montreal ou Quebec. Por sua vez, essas condições climáticas impõem desafios significativos a profissionais de arquitetura e engenharia ao projetarem com determinados materiais. Nesse cenário, o tijolo continua sendo um material de construção popular, não apenas por sua condutividade térmica relativamente baixa — o que o torna um bom isolante durante o inverno —, mas também por sua profunda ligação com o patrimônio arquitetônico do país.

Se outrora o tijolo era um material estrutural primário, seu papel na arquitetura moderna mudou, passando a ser utilizado predominantemente em vedações e revestimentos externos. Isso permite que profissionais de arquitetura experimentem com o tijolo como elemento de textura e design, em vez de se concentrarem em suas capacidades estruturais. Embora o clima de fato influencie a escolha dos materiais, a importância histórica do tijolo e sua capacidade de criar texturas e padrões complexos em fachadas fazem dele uma escolha atraente para projetos contemporâneos em todo o Canadá. Profissionais da arquitetura contemporânea estão constantemente encontrando novas maneiras de reinterpretar esse material clássico, explorando diferentes paginações e texturas de superfície que agregam riqueza estética, ao mesmo tempo que garantem a resiliência dos edifícios diante das condições climáticas extremas.

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Arquitetura Contemporânea e a Cidade Moderna

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Este artigo foi originalmente publicado no Common Edge.

"Ó bela, por teus céus espaçosos, por tuas ondas douradas de trigo, terá existido outro lugar na Terra onde tantas pessoas de riqueza e poder pagaram por e toleraram tanta arquitetura que detestavam quanto dentro de tuas fronteiras abençoadas hoje em dia?"

Tom Wolfe escreveu isso em seu livro de 1981, Da Bauhaus ao Nosso Caos. O conflito entre o design moderno e o tradicional mal diminuiu desde então, como fica evidente neste artigo recente. Nos Estados Unidos, os edifícios modernos frequentemente enfrentam aversão por parte da comunidade, por motivos já conhecidos: a percepção de frieza e a falta de sensibilidade contextual, o impacto no caráter local e a perda de continuidade histórica. Contudo, sob outra perspectiva, a crítica ao design moderno encontra ainda mais força em uma escala maior: a da cidade. As cidades estadunidenses modernas são marcadas por congestionamentos e poluição, desigualdade social e gentrificação, perda de senso comunitário e de espaços culturais, além da escassez de áreas públicas utilizáveis.

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Um diálogo contínuo entre a madeira e o design através da obra de John Pawson

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John Pawson é um renomado arquiteto e designer britânico, amplamente reconhecido por sua abordagem minimalista, que valoriza a simplicidade, a proporção e a autenticidade dos materiais. Em seu trabalho, explora o espaço e a luz com profundidade, depurando cada elemento até sua essência para criar ambientes que promovem tranquilidade e foco. Seu portfólio abrange residências privadas, galerias, igrejas e monastérios, cada um exemplificando sua dedicação à pureza material e à harmonia espacial. Ao equilibrar linhas limpas, texturas naturais e detalhes sutis, Pawson estabelece uma elegância moderna e uma qualidade atemporal que o consagram como um pioneiro do minimalismo arquitetônico.

A arquitetura como ferramenta para a inovação social: design centrado no ser humano para combater a solidão

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A arquitetura detém um poder que vai além da criação de edifícios — trata-se de uma prática que molda a maneira como as pessoas vivem, interagem e prosperam em suas comunidades. Ela também pode funcionar como uma ferramenta de inovação social. A partir da compreensão de processos centrados no ser humano, do design participativo e das ciências sociais, profissionais da área conseguem abordar desafios societários como a solidão, a desigualdade e a saúde pública, transformando espaços em vetores de equidade social e engajamento. O papel da arquitetura na definição do futuro das comunidades responde diretamente às necessidades humanas e à promoção de transformações sociais ativas.

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Os 25 projetos mais aguardados de 2025

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Com a proximidade do fim de 2024, o mundo da arquitetura volta seus olhos para 2025, um ano que promete revelar projetos transformadores em todo o mundo. Desde marcos culturais na Ásia — como o "Grand Ring" de Sou Fujimoto para a Expo 2025 em Osaka e o Museu de Ciência de Hainan, do escritório MAD Architects, na China — até desenvolvimentos urbanos dinâmicos, como o Harajuku Quest do OMA em Tóquio e a Elbtower de David Chipperfield em Hamburgo, esses projetos refletem o compromisso com a inovação, a sustentabilidade e a preservação do patrimônio cultural.

Na América do Norte, o Shirley Chisholm Recreation Center do Studio Gang, no Brooklyn, e o Lucas Museum of Narrative Art, em Los Angeles, destacam o papel da arquitetura no fortalecimento dos laços comunitários. Enquanto isso, a Europa aguarda a torre residencial híbrida de Shigeru Ban na Antuérpia e o Centro de Visitantes do Parque Nacional de Butrint, na Albânia, projetado por Kengo Kuma, evidenciando a interseção entre o design contemporâneo e o contexto local. À medida que essas obras ganham forma, oferecem um vislumbre do poder da arquitetura de redefinir espaços e inspirar comunidades.

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O papel essencial das envoltórias modernas no equilíbrio entre sustentabilidade e estética

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Tradicionalmente, o papel da arquitetura tem sido criar uma barreira entre os/as habitantes e as intempéries, proporcionando proteção e segurança. Mesmo com os avanços materiais e tecnológicos ao longo do tempo, essa função continua fundamental. Ainda dependemos de nossas envoltórias prediais para nos manter secos/as, seguros/as e confortáveis, permitindo-nos realizar nossas atividades diárias com facilidade. Hoje, as envoltórias de alto desempenho expandem essa função protetora ao utilizarem materiais e tecnologias avançadas, transformando-se em elementos essenciais de um design sustentável e resiliente. Elas não apenas protegem os interiores de fatores externos — como calor, umidade e poluentes —, mas também contribuem diretamente para a eficiência energética, a durabilidade e a estética da edificação. Compostas por fachadas, sistemas de sombreamento solar e esquadrias, essas envoltórias definem o caráter do edifício e desempenham um papel essencial em seu desempenho global.

Espaço Escultórico da UNAM: integrando arte e cultura à paisagem natural do México

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Integrando a arte contemporânea com a paisagem em um diálogo entre a criação humana e o entorno natural, o Espaço Escultórico da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) representa uma das obras de arte pública mais importantes da América Latina. Tanto o Espaço Escultórico quanto a Reserva Ecológica do Pedregal de San Ángel da UNAM, na Cidade do México, foram recentemente laureados com o Prêmio Internacional Carlo Scarpa para a Paisagem 2023-2024, concedido pela Fundação Benetton Studi Ricerche, com sede em Treviso, Itália. Eles foram destacados por seu alto valor natural, histórico e cultural como obras de preservação e arte coletiva que emergem de uma superfície de lava sobre a qual se desenvolveram novos bairros e a Cidade Universitária da UNAM.

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Políticas Ambientais: A abordagem de Lydia Kallipoliti para transformar a arquitetura por meio de pedagogias ecológicas

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Lydia Kallipoliti é uma reconhecida arquiteta, autora e educadora cuja pesquisa transformou a maneira como a arquitetura se engaja com os desafios urgentes da sustentabilidade, da tecnologia e das políticas ambientais. Como professora associada na Graduate School of Architecture, Planning, and Preservation (GSAPP) da Columbia University, a abordagem de Kallipoliti para o ensino de arquitetura incentiva os/as estudantes a confrontarem questões críticas como resíduos, reutilização e sistemas de ciclo fechado. Sua filosofia pedagógica capacita o corpo discente a enxergar o projeto não apenas como uma busca estética ou funcional, mas como uma ferramenta poderosa para enfrentar crises ecológicas globais, instando-os a pensar de forma sistêmica e criativa sobre o futuro do ambiente construído.

Além de sua atuação na academia, Kallipoliti é autora de obras como The Architecture of Closed Worlds e Histories of Ecological Design: an Unfinished Cyclopedia, que se aprofundam na relação entre arquitetura e política ambiental. Suas pesquisas e escritos têm estimulado debates sobre métodos para que arquitetos e arquitetas reconsiderem os paradigmas tradicionais de projeto e adotem a sustentabilidade como um princípio fundamental da prática profissional.

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Arquitetura e decoração inteligentes e eco-conscientes inspiradas nos materiais mais nobres da natureza

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Uma nova geração de práticas sustentáveis está transformando a paisagem arquitetônica. Qual é o seu "segredo"? A combinação de inovação, consciência ecológica e, fundamentalmente, a revalorização dos recursos naturais que acompanham a humanidade desde os seus primórdios. Embora esse conhecimento nunca tenha se perdido de fato, as técnicas associadas a esses materiais permaneceram em segundo plano por muito tempo. Hoje, elas ressurgem, adaptando-se aos desafios contemporâneos e consolidando-se novamente como elementos essenciais e atemporais na arquitetura do futuro.

Dorte Mandrup e uma arquitetura sem medo de contrastar com o contexto

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As edificações estão profundamente interconectadas com seu entorno — o clima, a cultura, a paisagem e a vida de seus ocupantes. Para Dorte Mandrup, renomada arquiteta dinamarquesa, o contexto é mais do que uma simples consideração; é a força motriz de seus projetos. Seu trabalho demonstra uma profunda curiosidade pelas pessoas que habitarão suas obras e pelas histórias singulares incrustadas em cada local. Seus edifícios não são apenas estruturas; são respostas atentas aos seus entornos, sem a pretensão de neles desaparecer.

Dorte Mandrup é destaque, ao lado de Tosin Oshinowo, na segunda parte do documentário Women in Architecture, lançado em 12 de novembro de 2024. Produzido pela Sky-Frame em colaboração com o ArchDaily e dirigido por Boris Noir, o filme expande o primeiro episódio — que destacou Toshiko Mori, Gabriela Carrillo e Johanna Meyer-Grohbrügge —, oferecendo uma exploração contínua de diversas perspectivas dentro da arquitetura.

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A madeira engenheirada é o elemento-chave para um futuro de baixo carbono?

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Este artigo foi publicado originalmente no Common Edge.

Os templos chineses resistem há séculos, açoitados por ventos e terremotos, sem uma rachadura ou peça de madeira fora do lugar. Eles utilizam uma técnica milenar conhecida como "construção por encaixe de suportes" (ou *dougong*), que dispensa pregos ou peças metálicas para conectar os elementos estruturais de madeira. As igrejas de aduelas escandinavas (*stave churches*) são quase tão duráveis. Sem surpresa, há abundância de árvores tanto na Suécia quanto em toda a China.

Afinal, a que se deve todo esse entusiasmo em torno da inovação na construção com "mass timber" (madeira engenheirada) nos últimos anos? Como argumenta Boyce Thompson em seu instigante novo livro, Innovations in Mass Timber: Sequestering Carbon with Style in Commercial Buildings (Schiffer Publishing), esta promete ser a próxima grande tendência da tecnologia "verde" para profissionais da arquitetura que se sentem culpados por suas caras fachadas de titânio e pegadas de carbono desmedidas. As fotos coloridas mostram edifícios impressionantes em regiões onde a indústria madeireira sempre foi forte, como o Noroeste Pacífico dos EUA e a Escandinávia. Já os japoneses constroem cabanas de toras com material importado que bem poderia valer ouro.

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Orgulhosamente apresentamos: ArchDaily Plus!

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Há algum tempo, o ArchDaily vem se dedicando a aprimorar a sua experiência – explorando formas de aprofundar a relação com nosso conteúdo e redefinir a maneira como ele é entregue. Que valor adicional pode ser oferecido tanto a novos(as) quanto a antigos(as) membros da comunidade para potencializar o que o ArchDaily representa?

O resultado é o ArchDaily Plus – um plano de assinatura que oferece uma interface de usuário totalmente renovada e recursos exclusivos, ao mesmo tempo em que apoia a continuidade da entrega de ferramentas e conhecimentos fundamentais para todas as pessoas envolvidas na criação de um ambiente construído melhor. Ele proporciona ainda mais inspiração diária, mantendo o acesso gratuito a informações essenciais (projetos, notícias e artigos próprios publicados nos últimos seis meses).

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Além da arquitetura verde: 5 projetos no Oriente Médio que redefinem o paisagismo

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A arquitetura paisagística tradicionalmente se associa à vegetação exuberante, uma relação enraizada no desenvolvimento histórico de jardins e parques como espaços que trazem a natureza para as áreas urbanas. Essa ligação com o verde está profundamente arraigada nas origens do campo, onde a criação de refúgios verdejantes era vista tanto como esteticamente agradável quanto benéfica para o bem-estar humano. No entanto, em regiões como o Oriente Médio, onde a escassez de água e os climas áridos são mais predominantes, há uma tendência crescente de utilização de materiais locais, como areia, pedra, minerais e plantas nativas. Essa mudança reflete uma abordagem mais sustentável, reimaginando o paisagismo em consonância com os contextos ambientais e culturais da região.

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Enxertia Arquitetônica: Uma Estratégia para o Projeto Sustentável

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A enxertia arquitetônica, conceito popularizado recentemente por Jeanne Gang em The Art of Architectural Grafting, apresenta uma abordagem transformadora para a regeneração urbana e a sustentabilidade. Inspirando-se em práticas botânicas e hortícolas — nas quais novos brotos são implantados em plantas existentes para aumentar sua resiliência —, esse método arquitetônico integra novas estruturas às preexistentes, permitindo que coexistam e se adaptem. Em vez de recorrer à demolição, a enxertia prioriza a adaptação, prolongando a vida útil dos edifícios e salvaguardando sua importância cultural e histórica.

Embora o Studio Gang tenha desempenhado um papel fundamental na difusão desse método, a enxertia arquitetônica incorpora um princípio mais amplo que profissionais de arquitetura vêm utilizando há muito tempo para aumentar a sustentabilidade, conservar recursos e valorizar o patrimônio. Em diferentes escalas — de edifícios individuais a paisagens urbanas —, a enxertia remodela a relação entre o passado e o presente, adaptando estruturas existentes às necessidades contemporâneas ao mesmo tempo que atende às demandas ambientais. Ao propor novos usos para edifícios históricos, essa abordagem fomenta uma evolução sustentável das paisagens urbanas.

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Rente à parede: transformando portas em camaleões arquitetônicos

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Criar uma linha contínua entre o piso e o teto é uma das maneiras mais elegantes de manipular as qualidades espaciais de um interior contemporâneo. O vidro do piso ao teto é um elemento recorrente em residências modernas em edifícios altos, oferecendo vistas para algumas das paisagens urbanas mais espetaculares do mundo. As portas de altura total, por sua vez, são igualmente contemporâneas e impressionantes, mas envolvem mais nuances e engenharia. Em vez de atrair o olhar para o exterior e além do espaço, elas causam um impacto imediato no momento em que se entra nele. Em vez de criar um portal de passagem de um ambiente para outro, essas portas se elevam verticalmente e ocupam todo o vão da parede. Elas representam a vanguarda da arquitetura de interiores holística, criando uma transição fluida e artisticamente planejada ao passar por elas.

Modernismo Personalizado e Ornamental: A História do Teatro de Ópera e Balé da Lituânia em Vilnius

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Destacando-se em meio à variedade de programas culturais, a tipologia de óperas e teatros é frequentemente vista como a personificação do espírito luxuoso e elitista de uma sociedade burguesa voltada ao entretenimento. Na União Soviética, isso representava o oposto dos princípios que se pretendia promover. Contudo, apesar da oposição da classe política, o programa manteve-se amplamente popular. Como as estruturas históricas, símbolos do regime anterior, já não podiam ser valorizadas, iniciou-se a busca por uma nova imagem para o teatro de ópera, alinhada aos ideais socialistas e ao conceito de "arte para as massas".

Este é o caso da Lituânia Soviética, que, na década de 1940, iniciou o processo de desenvolvimento de um novo Teatro de Ópera e Balé em Vilnius para substituir o teatro de Pohulianka. O processo resultou em uma encomenda incomum, visto que a jovem arquiteta Elena Nijolė Bučiūtė venceu o concurso de projeto arquitetônico na década de 1960, transformando as propostas iniciais do realismo socialista em um projeto acolhedor e expressivo, que mesclava elementos do modernismo inicial e tardio. Isso também representa uma conquista surpreendente para uma jovem arquiteta, mulher e não filiada ao Partido Comunista. O Open House Vilnius incluiu o projeto em sua programação por várias edições.

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