O escritório de arquitetura vencedor do Prêmio PritzkerHerzog & de Meuron divulgou novas imagens que mostram o avanço das obras do Memphis Art Museum, previsto para ser inaugurado em dezembro de 2026. Funcionando atualmente como Memphis Brooks Museum of Art, a instituição é o mais antigo e maior museu de arte do Tennessee, nos Estados Unidos, com um acervo de mais de 10.000 obras que abrangem da arte antiga à contemporânea. Encomendado em 2019, o projeto marca a mudança do museu para uma nova sede no centro de Memphis, ao longo da encosta do Rio Mississippi. As primeiras imagens do novo campus cultural, projetado pelo Herzog & de Meuron em parceria com o escritório local responsável archimania e paisagismo desenvolvido pela OLIN, foram divulgadas em 2021. O museu de 11.500 metros quadrados expandirá a área de exposições em 50% e introduzirá amplos espaços gratuitos e acessíveis ao público, concebidos como um convite aberto à cidade.
A arquitetura residencial continua sendo um dos campos mais ativos para a exploração arquitetônica de projetos não construídos, oferecendo uma lente através da qual arquitetos e arquitetas repensam como o espaço doméstico pode responder à paisagem, ao clima e aos modos de vida contemporâneos. Nesta edição de Projetos Não Construídos, enviada pela comunidade do ArchDaily, as propostas selecionadas reúnem uma variedade de projetos residenciais que abordam casas, vilas e refúgios como locais de recolhimento, mediação e habitação cotidiana. Em vez de tratar a casa como um objeto estático ou isolado, esses projetos a abordam como uma estrutura espacial que negocia exposição, privacidade e conexão com o lugar.
Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.
Escavações arqueológicas em Fano, na Itália, revelaram a basílica descrita por Vitrúvio em De Architectura, uma descoberta de grande importância arquitetônica, por se tratar da única estrutura que pode ser atribuída com certeza ao arquiteto romano. Identificado durante obras de reurbanização na Piazza Andrea Costa, o achado fornece uma rara evidência física da teoria vitruviana traduzida em forma construída, além de oferecer novas perspectivas sobre o projeto arquitetônico romano, suas proporções e práticas de construção. O anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na Mediateca Montanari, com a participação de representantes de órgãos locais, regionais e nacionais, incluindo o Ministro da Cultura da Itália, Alessandro Giuli.
O dia 26 de janeiro marca o Dia Internacional da Energia Limpa, uma iniciativa voltada a conscientizar e mobilizar ações para uma transição inclusiva dos combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás natural, para sistemas de geração de energia com menores emissões de gases de efeito estufa e menos poluentes. O termo "limpa" sinaliza uma mudança fundamental de fontes de energia extrativas, finitas e esgotáveis em direção a sistemas baseados em recursos renováveis ou na captura de energia integrada a processos naturais. Em um mundo que enfrenta a crise climática, a energia limpa desempenha um papel fundamental na redução de emissões e na ampliação do acesso a uma energia confiável. Contudo, o rótulo de "limpa" não isenta esses sistemas dos impactos associados à sua produção, implantação e comercialização. Nesse contexto, o conhecimento arquitetônico relacionado ao espaço, à materialidade e à habitação torna-se relevante para apoiar uma transição rumo a sistemas de energia que sejam sustentáveis ao longo do tempo. Como afirmam as Nações Unidas, a ciência é clara: para limitar as mudanças climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis deve acabar, e as edificações devem ser aquecidas, iluminadas e eletrificadas por meio de fontes de energia limpas, acessíveis, economicamente viáveis, sustentáveis e confiáveis.
Cada vez mais, demanda-se da arquitetura que faça menos, e não mais. Em ambientes moldados pelo movimento constante, pelo ruído e pelas expectativas, os espaços que permitem às pessoas permanecer, pausar e estar presentes tornaram-se simultaneamente mais raros e mais necessários. Muitos espaços públicos e semipúblicos são projetados para manter as pessoas em movimento, consumindo ou reagindo, deixando pouco espaço para a permanência, a observação ou o simples existir sem um propósito.
Diante disso, um conjunto crescente de obras vem desviando o foco da ativação em direção à presença. Em vez de exigir que as pessoas usuárias interajam ou participem, esses espaços criam condições que favorecem a permanência. O conforto, a continuidade e a abertura permitem que as pessoas permaneçam sem pressão ou obrigação, transformando a presença em uma qualidade espacial, e não em uma atividade.
A educação é há muito tempo compreendida como um pilar do desenvolvimento social, moldando não apenas os futuros individuais, mas também a capacidade coletiva das sociedades de responder a mudanças. Celebrado anualmente em 24 de janeiro, o Dia Internacional da Educação propõe uma reflexão sobre o papel do ensino no enfrentamento de desafios globais e na sustentação do progresso social. Diante de desafios globais sobrepostos, que vão da transformação tecnológica ao aprofundamento das desigualdades, a discussão sobre como a educação é concebida, gerida e vivenciada tornou-se cada vez mais urgente.
Projeto de revitalização do Centro Comercial Montparnasse e da Torre CIT, 2026. Vista aérea. Imagem cortesia de RPBW
Durante uma apresentação à imprensa realizada na Prefeitura de Paris em 7 de janeiro de 2026, o arquiteto e vencedor do Prêmio Pritzker Renzo Piano divulgou as primeiras imagens da transformação do emblemático centro comercial de Montparnasse e da Torre CIT em um distrito voltado para pedestres em Paris, na França. O projeto, encomendado ao escritório Renzo Piano Building Workshop (RPBW) em 2022 pelos coproprietários do complexo comercial, propõe uma transformação visual e funcional do centro de compras de baixa altura dos anos 1970 em um espaço mais transitável, caracterizado pela transparência e abertura. O projeto foi desenvolvido em paralelo com a revitalização da Torre Montparnasse, liderada pela Nouvelle AOM, com o objetivo de remodelar o complexo de serviços em um quarteirão parisiense contemporâneo voltado para a vida pública, o desempenho ambiental e o uso cotidiano. A proposta reabre o local para a cidade, reconectando ruas e restaurando a continuidade entre Montparnasse e os bairros vizinhos por meio de novos espaços públicos.
O World Monuments Fund (WMF) é uma organização independente dedicada a salvaguardar lugares significativos que enriquecem a vida das pessoas e promovem a compreensão mútua entre culturas e comunidades. Desde 2008, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize é um prêmio bienal que reconhece conquistas de destaque na conservação de edifícios emblemáticos do movimento arquitetônico modernista. A premiação homenageia pessoas e organizações que revitalizam o patrimônio moderno construído por meio de intervenções arquitetônicas inovadoras e sensíveis.
Em 22 de janeiro de 2026, o WMF e a Knoll anunciaram o escritório de arquitetura australiano Architectus como o vencedor do World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize de 2026 pela restauração do histórico Africa Hall das Nações Unidas em Adis Abeba, na Etiópia. O júri reconheceu o projeto por restabelecer uma obra marcante do modernismo africano como um espaço ativo de diplomacia e intercâmbio cultural. Além do prêmio principal, o júri concedeu à Umbrella House, de Paul Rudolph, em Sarasota, Flórida (Estados Unidos), o Stewardship Award for Modernist Homes.
Panorama ao pôr do sol de um grande condomínio fechado residencial (Aparna’s Elixir) visto das colinas de Khajaguda, Índia. Foto de iMahesh. Licença Creative Commons Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional
Aprende-se a se comportar muito antes de chegar em casa. No portão, você desacelera e aguarda. Sob vigilância, recebe autorização para passar. Um crachá é verificado, uma cancela se eleva, uma câmera pisca. Nada de dramático acontece, e esse é precisamente o objetivo. O impacto mais profundo dos condomínios fechados não é provocado por seus muros, mas sim pela coreografia de acesso que, silenciosamente, ensina a quem ali habita o que esperar, em quem confiar e a qual lugar pertence.
Lu Wenyu—cofundadora do Amateur Architecture Studio com o laureado com o Pritzker Wang Shu—moldou muitas das obras mais emblemáticas do escritório na China, incluindo o Museu de História de Ningbo e o Campus Xiangshan da Academia de Arte da China em Hangzhou. Trabalhando frequentemente fora dos holofotes, sua liderança é inequívoca na disciplina da execução e nas funções que assumiu: em 2003, junto com Wang Shu, fundou o Departamento de Arquitetura da Academia de Arte da China, onde também atua como diretora do Centro de Construção Sustentável. Sua prática e ensino formam um ciclo de reciprocidade: as pesquisas realizadas nos estúdios da Academia de Arte da China alimentam continuamente as estratégias de construção no canteiro de obras, ao passo que as lições aprendidas em campo retornam à sala de aula como inteligência material, e não como teoria abstrata.
Fundado por Oliver Thomas, o ATN Summit é a primeira grande conferência da Archi-Tech Network, marcando cinco anos desde que a plataforma começou como uma iniciativa comunitária voltada ao compartilhamento de conhecimento prático de arquitetura. O ATN Summit, que ocorrerá nos dias 18 e 19 de março de 2026, em Londres, reúne profissionais de arquitetura, tecnologia e inovação do setor para explorar como as tecnologias emergentes estão redefinindo a prática profissional. Concebido como um evento de alta produção e focado em ideias, o Summit reflete a evolução da ATN de uma conversa informal on-line para uma plataforma global ativamente engajada com o futuro do ambiente construído.
O papel público da arquitetura surge como tema central em anúncios recentes, projetos institucionais e programas profissionais. A escolha do/a designer do Pavilhão Serpentine 2026 coloca a arquitetura em primeiro plano como um espaço de encontro público e investigação material, ao mesmo tempo que grandes projetos cívicos e culturais apontam para um investimento renovado em instituições que apoiam a educação, o intercâmbio e a continuidade urbana. Paralelamente a esses desenvolvimentos, programas de prêmios internacionais e iniciativas alinhadas a políticas públicas continuam a situar a arquitetura em debates mais amplos sobre sustentabilidade, responsabilidade social e impacto a longo prazo, destacando como as decisões de projeto — tanto em escala íntima quanto monumental — respondem a desafios ambientais e cívicos compartilhados.
O escritório de arquitetura dinamarquês Henning Larsen foi selecionado para reformular e expandir a Escola de Glyvra, nas Ilhas Faroe, propondo um campus educacional integrado à paisagem que responde diretamente à topografia e ao clima da região. Concebido como uma "vila de aprendizagem", o projeto repensa o papel da escola em uma pequena comunidade costeira, posicionando a arquitetura e os espaços ao ar livre como partes integrantes do aprendizado diário. Encomendado pelo Município de Runavík e desenvolvido em colaboração com a empresa de engenharia Ramboll, o projeto será executado em várias fases para garantir que a escola permaneça em pleno funcionamento durante as obras, com as novas instalações sendo concluídas e ocupadas antes que as estruturas existentes sejam reformadas ou demolidas.
Nicolás Valencia conversa com a arquiteta hondurenha Ángela Stassano, autora do Museu da Escultura de Copán e uma das principais arquitetas da América Central. Gravado na cidade hondurenha de San Pedro Sula, Stassano apresenta suas publicações sobre arquitetura bioclimática, histórias de motoneta e a história de Honduras.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093978/angela-stassano-cresci-em-uma-casa-que-ja-tinha-respostas-climaticas-sem-ser-chamada-de-arquitetura-bioclimaticaArchDaily Team
A magia da arquitetura indiana reside em uma ordem invisível em meio ao caos visceral. Quando um futuro incerto bate à porta de profissionais locais, abre-se a possibilidade de olhar para dentro das próprias quatro paredes em busca de uma oportunidade de reinterpretação.
Mumbai, Déli, Bengaluru e outras grandes metrópoles são frequentemente descritas como carentes de soluções habitacionais massivas para milhões de pessoas. A resposta instintiva é previsível — planos diretores, torres densas e unidades padronizadas sobrepostas a um desenvolvimento desordenado. Esse léxico ignora uma verdade mais profunda sobre como as pessoas já vivem, trabalham e constroem na Índia. Os termos simplistas adotados em políticas públicas e no planejamento urbano — favela, assentamento informal, colônia irregular — sugerem um estado temporário a ser corrigido. O olhar do/a designer, contudo, enxerga esses lugares como histórias urbanas em camadas, moldadas pela necessidade.
Outrora um assentamento najdi definido por muralhas de tijolos de adobe e casas com pátio, Riade passou por uma das transformações urbanas mais radicais dos séculos XX e XXI. A descoberta de reservas de petróleo, a consolidação do poder político e a rápida expansão da infraestrutura remodelaram a cidade, transformando-a de uma capital regional em uma metrópole em expansão em praticamente uma única geração. Como consequência, a malha urbana de Riade é marcada por descontinuidades, onde fragmentos de arquitetura vernacular coexistem com o modernismo institucional de meados do século e um skyline contemporâneo em rápida evolução.
Nas últimas décadas, essa condição estratificada foi ainda mais intensificada por estratégias de desenvolvimento em grande escala e programas de investimento cultural que posicionam a arquitetura como uma ferramenta para redefinir a identidade nacional. Escritórios internacionais desempenharam um papel decisivo na configuração de importantes instituições, infraestruturas e marcos urbanos, ao passo que estúdios locais contribuem cada vez mais com projetos que reinterpretam o clima, a materialidade e o espaço social dentro de uma perspectiva contemporânea.
Estrutura da Casa. Imagem cortesia de IGArchitects
Fundado em 2020 por Masato Igarashi, o IGArchitects é um escritório de arquitetura com sede em Tóquio e Saitama, no Japão. O estúdio, um dos vencedores do Next Practices Awards 2025 do ArchDaily, explora uma arquitetura perene por meio de um tratamento cuidadoso, porém assertivo, da estrutura, da escala e da materialidade. Antes de estabelecer seu próprio escritório, Igarashi trabalhou na empresa de grande porte Shimizu Sekkei, bem como no Suppose Design Office, adquirindo experiência em projetos que variam de grandes empreendimentos a obras menores e conceituais. Essa amplitude de experiência continua a informar o foco atual do IGArchitects na arquitetura residencial e comercial em todo o Japão.
Zhu Pei é um arquiteto chinês nascido em 1962 em Pequim. Estudou na Universidade Tsinghua e na UC Berkeley, e fundou o Studio Zhu Pei em 2005. O trabalho experimental e as pesquisas do escritório têm como foco a arquitetura contemporânea, a arte e os projetos culturais. Com uma abordagem artística e exploratória, o estúdio investiga a relação entre as raízes que ancoram a arquitetura em contextos naturais e culturais específicos e a inovação que a impulsiona como uma forma de revolução artística. Em sua entrevista ao Louisiana Channel, Zhu Pei descreve a arquitetura como uma disciplina artística que, assim como a poesia, depende da abertura, da imaginação e da criação de novas experiências. Ele argumenta que a grande arquitetura vai além da resolução de problemas funcionais ao gerar um senso de maravilhamento por meio de sua capacidade de "inventar" e "criar algo novo, uma nova experiência", posicionando a prática arquitetônica como uma exploração cultural e sensorial, em vez de uma produção puramente técnica.
O ArchDaily está expandindo sua equipe de produto e busca um/a Product Manager adicional para auxiliar na expansão do nosso portfólio. Atuando na interseção entre conteúdo, tecnologia e o ambiente construído, essa função oferece a oportunidade de contribuir diretamente para a plataforma de arquitetura mais visitada do mundo e para produtos utilizados diariamente por milhões de profissionais.
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A revitalização de centros históricos tem se tornado uma estratégia recorrente nas cidades centro-americanas que buscam reafirmar a relevância simbólica, econômica e funcional de seus núcleos tradicionais. Esses processos frequentemente combinam reabilitação física, investimento institucional e um controle mais rígido sobre o espaço público. San Salvador oferece um caso recente e instrutivo, que permite compreender como as intervenções em espaços cívicos herdados equilibram a melhoria da infraestrutura com a conservação do patrimônio e a regulação social. Além disso, possibilita avaliar como essas escolhas ecoam em debates mais amplos sobre a transformação urbana na região.
Ao deslocar a rotação das dobradiças tradicionais e distribuir o peso verticalmente, as portas pivotantes foram desenvolvidas para responder a um desafio arquitetônico específico: como movimentar painéis de portas grandes e pesados com precisão, durabilidade e o mínimo de interferência visual. Esses sistemas permitem que as portas ganhem dimensões significativas em termos de escala, peso e ambição material, frequentemente diluindo a fronteira entre porta, parede e superfície arquitetônica. Com o tempo, essa inovação técnica expandiu o papel das portas na arquitetura, permitindo que funcionassem não apenas como pontos de acesso, mas também como limiares espaciais, dispositivos de composição e elementos expressivos na envoltória do edifício.
Para destacar essa evolução, a FritsJurgens criou o Best Pivot Door Contest, com o objetivo de apresentar projetos nos quais a precisão da engenharia e a intenção arquitetônica convergem. Fundada nos Países Baixos, a empresa é reconhecida internacionalmente por seus sistemas pivotantes embutidos, capazes de suportar portas excepcionalmente grandes e pesadas. Esses sistemas proporcionam a arquitetos/as maior liberdade em termos de escala e materialidade, mantendo a precisão, a confiabilidade e a clareza arquitetônica.