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Hospitalidade como catalisadora do patrimônio: 5 estratégias de reuso adaptativo em diversas latitudes

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Programas voltados à hospitalidade, especificamente cafeterias e centros sociais, são definidos em parte por seu papel como "terceiros lugares": âncoras sociais que fazem a ponte entre a vida privada e a pública. Ao contrário de programas residenciais ou comerciais de escritórios, que exigem divisões rígidas para privacidade e funcionalidade, esses espaços dependem de ambientes amplos e em plano aberto. Isso viabiliza uma estratégia arquitetônica de intervenção mínima, permitindo que o envelope estrutural permaneça intacto. Ao evitar a subdivisão do espaço, a equipe de projeto mantém linhas de visão desimpedidas para a alvenaria original, as estruturas de madeira ou os tetos decorativos, garantindo que a narrativa histórica do edifício permaneça como protagonista. Simultaneamente, a atividade comercial proporciona a manutenção necessária e o engajamento público indispensáveis para garantir a existência contínua do local.

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Conheça os 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026

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Uma fábrica de conservas revitalizada em uma cidade costeira de Portugal, um parque memorial na Etiópia, uma casa em uma pequena cidade brasileira, um pavilhão de madeira que evoca a herança do Bahrein e outros 11 projetos visionários compõem a lista de vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026. Escolhidos após três semanas de votação pública, os vencedores representam o cenário arquitetônico atual, refletindo uma diversidade de abordagens, materialidades e estéticas, além de revelarem pontos em comum entre diferentes culturas.

Em sua 17ª edição, o prêmio deste ano recebeu mais de 120.000 votos de mais de 100 países, estabelecendo um recorde histórico para a maior premiação de arquitetura do mundo baseada na escolha do público. Os vencedores representam 14 países, culturas e perspectivas diferentes, vindos de Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Dinamarca, Etiópia, Alemanha, Índia, Indonésia, Japão, Portugal, Coreia do Sul, Estados Unidos e Vietnã.

O sombreamento pode se tornar energia? De fachadas passivas a envoltórias produtivas

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Como principal interface entre os espaços internos e o ambiente externo, as fachadas desempenham um papel central tanto no desempenho quanto na expressão arquitetônica dos edifícios. Cada vez mais, elas deixam de ser vistas como envelopes estáticos para se tornarem mediadoras ativas entre clima, energia, uso e estética. Em contextos urbanos densos, no entanto, elas também ganham relevância por outro motivo: enquanto as superfícies de cobertura costumam ser limitadas, fragmentadas ou já ocupadas por equipamentos técnicos, os envelopes verticais permanecem amplamente subutilizados em termos de produção de energia.

Primeiro vislumbre da Grande Ópera de Xangai do Snøhetta à medida que a construção se aproxima da conclusão

A Ópera de Xangai (Shanghai Grand Opera House), projetada pelo escritório Snøhetta, está em fase de conclusão às margens do Rio Huangpu, com abertura prevista para o segundo semestre de 2026. Imagens recém-divulgadas registram o avanço das obras de interiores e a definição dos principais espaços públicos. O projeto da ópera foi concedido ao Snøhetta após um concurso internacional em 2017 e, desde então, vem sendo desenvolvido por um consórcio que inclui o East China Architectural Design & Research Institute (ECADI), a Theatre Projects e a Nagata Acoustics. Contratada em 2019, a equipe liderou o projeto desde o estudo conceitual até a fase de construção, integrando estratégias de arquitetura, paisagismo, interiores e acústica sob uma abordagem unificada.

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Kengo Kuma and Associates projetará biblioteca pública em espiral em Rzeszów, na Polônia

O escritório Kengo Kuma and Associates venceu recentemente o concurso para projetar uma nova biblioteca em Rzeszów, capital da Voivodia da Subcarpácia, no sudeste da Polônia. A cidade, que abriga cerca de 200 mil habitantes, fica às margens do rio Wisłok e é conhecida como um polo da indústria de aviação. Localizada estrategicamente ao longo do principal corredor rodoviário e ferroviário que liga Cracóvia a Lviv, a cidade também serve como um importante ponto de trânsito próximo à fronteira com a Ucrânia. Situada na Avenida Józef Piłsudski, a nova biblioteca foi concebida como um elemento de conexão entre o Gabinete do Marechal da Voivodia de Podkarpackie e o vizinho Complexo de Escolas de Ensino Médio, reforçando o caráter cívico da área. O programa combina funções tradicionais de biblioteca com espaços culturais, educacionais e artísticos. Além das áreas de leitura e acervo, uma zona de eventos ampliada inclui uma sala de música, um salão multifuncional, salas de conferência e áreas administrativas. Um volume espiralado destinado à biblioteca constitui o elemento mais alto do complexo, enquanto os espaços de eventos e os terraços na cobertura estendem o programa para o exterior, conectando as atividades do edifício com a cidade ao redor.

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Sistemas de reserva inteligentes como ferramenta para a eficiência acústica do espaço

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Os ambientes de trabalho contemporâneos prometem colaboração, mas enfrentam cada vez mais dificuldades para oferecer espaços de privacidade. Em uma era dominada por layouts em plano aberto, pequenos espaços acústicos, como cabines telefônicas e nichos de foco, tornaram-se essenciais para manter a produtividade e a privacidade. Contudo, o paradoxo dos "conflitos de reserva" somado a "espaços subutilizados" transformou essas áreas em desafios operacionais. Diante disso, a questão é como os ambientes de trabalho podem equilibrar eficiência, produtividade e experiências de uso individualizadas dentro de contextos cada vez mais complexos.

Terra de Poços: Projetando para os nômades do Saara

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Em alguns idiomas, a própria palavra para edifício (como *immeuble*, em francês) refere-se à sua imobilidade. A disciplina de engenharia relacionada às edificações é denominada *estática*. Assim, a arquitetura está intimamente associada ao que é fixo e imóvel. No entanto, para milhões de pessoas nômades em todo o mundo, os abrigos devem ter uma estrutura leve e essencialmente móvel, enquanto o lar é a vasta paisagem onde residem. Esses estilos de vida, que carregam séculos de tradição, são constantemente ameaçados pela atração exercida pela vida sedentária em vilas e cidades. Na Tunísia, um projeto reconhece o risco de perda desse patrimônio e busca melhorar as condições de vida de pastores/as nômades.

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Um século de experimentos em habitação temporária: Milão–Cortina e a evolução das Vilas Olímpicas

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Com os Jogos Olímpicos de Inverno de Milano–Cortina 2026 em andamento, vale a pena analisar como a Vila Olímpica evoluiu de uma solução puramente funcional para um projeto urbano estratégico. De complexos habitacionais improvisados a peças-chave de regeneração urbana, as Vilas Olímpicas têm funcionado repetidamente como experimentos em grande escala sobre como partes de uma cidade podem ser construídas em um curto espaço de tempo.

Projetados sob intensa pressão de tempo e para uma população altamente específica, esses ambientes revelam transformações nas ideias de habitação, vida coletiva e no legado urbano de megaeventos. Ao longo de diferentes edições, a Vila Olímpica reflete as maneiras mais amplas pelas quais eventos, habitação e cidades se cruzam em condições de urgência.

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Patrimônio cotidiano: 10 cafeterias vietnamitas que revivem edificações tradicionais de pequena escala

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Para compreender plenamente o patrimônio arquitetônico de uma cidade, é preciso olhar além de seus marcos tombados e edifícios icônicos. Para muitas pessoas, entender o tecido urbano de uma cidade e o que a faz pulsar também significa descobrir edifícios preservados de menor escala, valorizados localmente, e espaços de encontro populares. Isso é ainda mais evidente nas movimentadas cidades vietnamitas, cujas peculiaridades arquitetônicas só podem ser apreciadas quando compreendemos suas múltiplas inspirações e camadas históricas. Essas camadas combinam elementos tradicionais vietnamitas, modernismo, materialidade local e soluções de projeto adaptadas ao clima, mas se revelam, sobretudo, nas soluções encontradas para as restrições dos lotes através das estreitas casas-tubo (tube houses) e edifícios de baixa altura.

Esses estilos e movimentos arquitetônicos fundamentais costumam ser mantidos e até destacados quando arquitetos e arquitetas dão uma segunda vida a edifícios deteriorados ou abandonados, transformando-os em cafeterias populares. Desse modo, revitalizam patrimônios de menor escala ao promover sua restauração e uso regular pela comunidade, incentivando as pessoas que os frequentam a reconhecer a relevância histórica do espaço enquanto o desfrutam. 

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Além do render: como a IA está reestruturando a documentação de arquitetura

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Alguns tipos de trabalho só se tornam visíveis quando deixam de ser realizados. São discretos, repetitivos, raramente celebrados, mas sustentam silenciosamente o funcionamento de qualquer operação. Na arquitetura, essa dimensão raramente aparece nas imagens que circulam. Ao pensarmos na disciplina, evocamos renders sedutores, perspectivas cuidadosamente iluminadas, plantas precisas, desenhos que prometem futuros possíveis ou até utópicos. No entanto, a camada que sustenta esses gestos formais não se encontra na imagem, mas na especificação, no detalhamento e na documentação.

Desde que a inteligência artificial passou a ocupar o centro do debate arquitetônico, a discussão tem sido amplamente pautada por sua capacidade de gerar formas e atmosferas em segundos. Simulações estilísticas, variações conceituais e experimentações visuais passaram a simbolizar o avanço tecnológico na área. Há algo compreensível nesse fascínio: a arquitetura sempre se relacionou com a representação como uma forma de imaginar o que ainda não existe.

Dia Mundial da Justiça Social 2026: Direitos Trabalhistas, Equidade Espacial e Governança de Recursos

Hoje, 20 de fevereiro, as Nações Unidas celebram o Dia Mundial da Justiça Social sob o tema "Compromisso Renovado com o Desenvolvimento Social e a Justiça Social". A celebração deste ano ocorre após a realização da Segunda Cúpula Mundial para o Desenvolvimento Social em Doha e a adoção da Declaração Política de Doha, renovando os compromissos originalmente articulados na Declaração de Copenhague de 1995: a erradicação da pobreza, o pleno emprego produtivo, o trabalho decente para todas as pessoas e a inclusão social como pilares interdependentes do desenvolvimento. Em um momento marcado pelo aumento das desigualdades e pela aceleração das transições ambientais e tecnológicas, a comemoração de 2026 convoca a traduzir as afirmações políticas em ações práticas mensuráveis e intersetoriais.

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Projetos não construídos para o Centro Pompidou apresentados na exposição “Concours Beaubourg 1971” em Paris

No dia 30 de janeiro, uma exposição intitulada "Concours Beaubourg 1971: Une mutation de l'architecture" foi inaugurada em Paris, apresentando materiais de arquivo do concurso que resultou na seleção do atual Centre Pompidou, projetado por Renzo Piano e Richard Rogers entre 1969 and 1974. Em razão do recente fechamento do edifício para reforma, cerca de 100 documentos históricos, incluindo relíquias nunca antes exibidas das coleções do Centre Pompidou (plantas, desenhos, fotografias, maquetes, etc.), estão em exibição na Académie d'Architecture, na Place des Vosges, até 22 de fevereiro de 2026. Coproduzida pela Académie d'Architecture e pelo Centre Pompidou, com o apoio da École nationale supérieure d'architecture de Saint-Étienne, a mostra reúne propostas alternativas, imaginativas e, por vezes, inviáveis para o edifício. Trata-se de uma revisão de um período fértil na história da arquitetura, destacando os efeitos duradouros do "concurso Beaubourg" na disciplina e na profissão.

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Patrimônio sem permanência: quando a arquitetura perdura ao desaparecer

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​​Uma catedral gótica pode levar séculos para ser concluída. Um pavilhão de exposição mundial pode permanecer de pé por apenas seis meses. Uma estrutura ritualística em Calcutá surge e desaparece em cinco dias. Ainda assim, cada uma delas atrai peregrinações, molda a memória coletiva e reorganiza a vida urbana. Se o patrimônio há muito é definido por aquilo que perdura, a arquitetura demonstra repetidamente que a autoridade cultural também pode residir naquilo que reúne as pessoas.

Durante grande parte do século XX, os parâmetros de conservação privilegiaram a permanência. A Carta de Veneza, adotada pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, concentrou-se na salvaguarda dos monumentos e de sua autenticidade material. O valor cultural estava atrelado à materialidade física, como a pedra, o tijolo e a madeira. Proteger o patrimônio significava preservar o que estava de pé. Uma lógica que parecia sólida, até mesmo evidente por si só.

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Além dos ícones importados: Tao Ho e um modernismo local para Hong Kong

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Quando se conta a história arquitetônica de Hong Kong, ela é frequentemente reduzida a um punhado de ícones. Muitos lembram de imediato de I.M. Pei—laureado com o Prêmio Pritzker e arquiteto da Bank of China Tower em Central (1990), além de obras globais como o Le Grand Louvre em Paris e o Miho Museum em Shiga. Ampliando o olhar, também se encontra uma longa linhagem de arquitetos/as britânicos/as e internacionais cujas marcas moldaram a silhueta institucional da cidade: das obras cívicas de Ron Phillips—com destaque para o antigo Murray Building (1969), hoje The Murray Hotel, e a Prefeitura de Hong Kong (1962)—aos monumentos corporativos e de infraestrutura de Norman Foster, incluindo a torre do Hongkong and Shanghai Banking Corporation (HSBC) (1986) e o Aeroporto Internacional de Hong Kong (1998) e, mais recentemente, o edifício The Henderson (2024), do escritório Zaha Hadid Architects.

No entanto, no mesmo período de Pei e Foster, arquitetos/as locais também produziam edifícios de relevância duradoura—obras que carregavam o legado da Bauhaus, mas o traduziam para uma linguagem nitidamente calibrada para o clima, a densidade e a vida cívica de Hong Kong. Embora esses projetos nem sempre se configurem como ícones comercialmente proeminentes, eles costumam demonstrar um senso mais agudo de responsabilidade social e agenda pública. Entre as figuras mais importantes dessa linhagem está o falecido arquiteto Tao Ho, cujo trabalho e papel público formaram uma vertente mais discreta—mas não menos fundamental—no patrimônio moderno da arquitetura de Hong Kong.

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Buildner e a RTA de Dubai premiam desenho urbano responsivo ao clima com € 500 mil

Buildner anunciou os resultados do Dubai Urban Elements Challenge, um marco entre os concursos internacionais de design, organizado em colaboração estratégica com a Autoridade de Estradas e Transportes de Dubai (RTA). Com um prêmio total de 2.000,000 AED (aproximadamente €500.000), a iniciativa representa uma das mais expressivas competições globais de design financiadas por recursos públicos com foco em transformação urbana.

O concurso foi concebido como uma plataforma prospectiva de inovação e contratação para um dos ambientes metropolitanos de evolução mais rápida do mundo. Os/as participantes foram convidados/as a propor elementos urbanos modulares e responsivos ao clima — sistemas de assentos, dispositivos de sombreamento, infraestrutura de iluminação, componentes de sinalização (wayfinding), áreas de descanso e estruturas de microcomércio — projetados para valorizar a vida de pedestres e fortalecer a identidade do espaço público de Dubai.

O patrimônio brutalista de Londres e a nova cidade da Austrália: a semana em revista

As notícias de esta semana reúnem avanços no reconhecimento profissional, na programação cultural e na estratégia urbana em grande escala, refletindo as múltiplas escalas nas quais a arquitetura molda o discurso contemporâneo. À medida que a área aguarda o anúncio do próximo Prêmio Pritzker de Arquitetura, discussões sobre autoria, responsabilidade cívica e impacto de longo prazo se desenrolam paralelamente às nomeações de Membros Honorários de 2026 do American Institute of Architects, situando as conquistas individuais dentro de contextos institucionais mais amplos. Paralelamente, novidades de Riad a Londres destacam o papel da arquitetura tanto na viabilização de novas plataformas culturais quanto na salvaguarda do patrimônio do pós-guerra. Somando-se a essas narrativas, a reatribuição da sede dos Jogos Asiáticos de Inverno de 2029 e o avanço em extensas paisagens públicas evidenciam como as cidades estão alinhando a entrega de infraestrutura, a resiliência ambiental e o planejamento territorial a agendas econômicas e sociais de longo prazo.

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Festival Concéntrico 2026 anuncia três instalações urbanas selecionadas em suas chamadas abertas internacionais

Concéntrico é um laboratório de inovação urbana que convida à reflexão sobre a cidade por meio da arquitetura e do design. Desde 2015, já realizou mais de 180 intervenções em Logroño, na Espanha. A nova temporada 2025/2026 do festival amplia esse espírito experimental com três convocatórias internacionais que colocam em prática as ideias do livro Concéntrico: Laboratorio de Innovación Urbana (Park Books, 2025). Por meio dessas chamadas, a organização busca aprofundar três linhas de pesquisa — o efêmero, o ecológico e o simbólico — para imaginar diferentes maneiras de habitar a cidade. Os projetos vencedores das convocatórias desta edição serão desenvolvidos, construídos como instalações urbanas e apresentados em uma exposição durante o festival, que acontecerá em Logroño de 18 a 23 de junho de 2026.

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Despachado: A Arquitetura dos Correios Americanos e a Privatização do Espaço Cívico

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As agências de correio figuram entre os monumentos mais duradouros da vida cívica nos Estados Unidos. Em cidades de todos os portes e centros urbanos, esses edifícios carregam as transformações nas ambições arquitetônicas dos séculos XIX e XX, da formalidade do Neogrego à monumentalidade das Beaux-Arts e ao ornamento Art Déco. Arquitetos/as e planejadores/as federais conferiram a esses edifícios um papel público claro e uma presença física impactante. Fachadas de pedra, saguões monumentais e interiores ricamente trabalhados projetavam estabilidade, confiança e permanência. As agências de correio inseriam o governo federal diretamente na paisagem cotidiana da vida norte-americana.

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ARK Architects: Monumentalidade silenciosa e diálogo com a paisagem

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A residência unifamiliar continua sendo um dos territórios mais complexos da arquitetura contemporânea. Ao mesmo tempo íntima e técnica, cotidiana e simbólica, ela concentra debates sobre conforto, sustentabilidade, paisagem e modos de vida, além de servir como um instrumento para projetar a identidade de quem ali habita. É nesse campo que atua o escritório ARK Architects. Sediado em Marbella e Sotogrande, o trabalho do estúdio, sob a direção criativa do cofundador Manuel Ruiz Moriche, desenvolve-se a partir de uma relação direta entre arquitetura, luz natural e contexto ambiental.

Parque Rei Salman avança rumo à inauguração em 2026 na antiga base aérea de Riade

As obras do Parque King Salman continuam em Riad, um parque público de 16,9 quilômetros quadrados que está sendo implantado nos terrenos do antigo aeroporto da cidade. Liderado pela Omrania como consultora principal de projeto, em colaboração com o escritório Henning Larsen para o plano diretor e desenho urbano, o projeto reimagina a área central como um distrito verde e cultural de grande escala. Concebido como um novo núcleo cívico para a capital, o parque combina restauração ecológica, programação pública e desenvolvimento de uso misto. A previsão é que as fases iniciais sejam inauguradas no final de 2026, com a conclusão de grande parte do projeto prevista para 2027, seguindo um cronograma de obras em etapas que já está em andamento.

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A segunda vida do Grande Anel da Expo Osaka: como a estrutura de madeira está sendo reutilizada em todo o Japão

Exposições podem ser uma oportunidade de estender o discurso arquitetônico além dos círculos profissionais, abrindo conversas com um público mais amplo e servindo de interface entre a arquitetura e a sociedade. Sob essa premissa, grandes eventos internacionais, como a Expo Internacional de Osaka 2025 e a Bienal de Arquitetura de Veneza, adotaram o conceito de economia circular como um de seus objetivos organizacionais. A ideia de circularidade em eventos pode se refletir, por exemplo, no consumo de energia, no impacto do deslocamento gerado, nos resíduos produzidos ou na vida útil de sua infraestrutura. O local destinado à última Exposição Mundial, realizada em Osaka de 13 de abril a 13 de outubro de 2025, foi cercado por uma imensa estrutura de madeira projetada pelo escritório Sou Fujimoto Architects, uma das maiores construções de madeira do mundo. A Associação Japonesa para a Exposição Mundial de 2025 comprometeu-se a reutilizar os materiais de construção "o máximo possível", com planos concretos para sua reutilização previstos para serem finalizados até março. Enquanto isso, já começam a surgir alternativas de realocação para as partes da estrutura da Expo Mundial.

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As duas catedrais de Manágua: memória arquitetônica após o terremoto de 1972 na Nicarágua

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Em 23 de dezembro de 1972, Manágua, capital da Nicarágua, foi atingida por um terremoto de magnitude 6,3. Em questão de minutos, seu núcleo urbano, que por décadas funcionara como um centro político e econômico compacto, ruiu abruptamente. No processo de reconstrução que se seguiu, as autoridades buscaram não apenas reconstruir, mas reorganizar. O objetivo era descentralizar a cidade e evitar uma paralisia futura ao dispersar as funções por múltiplas zonas. Entre os resultados arquitetônicos mais significativos dessa mudança esteve a nova Catedral Metropolitana. Sua linguagem modernista simbolizava tanto a continuidade institucional quanto a transformação urbana. Com isso, ela personificou a transição de Manágua de uma malha urbana centralizada, de estilo espanhol, para uma metrópole contemporânea e descentralizada.

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Entre materiais e memória: três escritórios de arquitetura de Madri sobre a reabilitação do patrimônio

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O papel da reabilitação do patrimônio na paisagem arquitetônica contemporânea é moldado por uma ampla gama de pesquisas, crenças, memórias e esforços que visam redefinir e fortalecer o nosso ambiente construído. Ao empreender um projeto de transformação, reforma ou preservação, profissionais da arquitetura podem recorrer a diversas estratégias e ferramentas para incentivar uma coexistência significativa entre o que já existe e o que é recém-introduzido. Junto com três escritórios de arquitetura sediados em Madri — SOLAR, Pachón-Paredes e BA-RRO —, propusemo-nos a dialogar e explorar seus processos criativos e ideais, reconhecendo a complexidade e o valor dos edifícios históricos como repositórios de materiais, estruturas e técnicas construtivas de outras épocas.

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Henning Larsen lança o OpenDetail à medida que plataformas digitais expandem ferramentas focadas em carbono para o ambiente construído

À medida que o setor da construção civil continua sendo responsável por uma parcela significativa das emissões globais de carbono, plataformas digitais são cada vez mais desenvolvidas para apoiar a redução de carbono em diferentes etapas do processo de projeto e construção. Essas iniciativas variam de bancos de dados voltados para materiais a orientações sobre o ciclo de vida dos projetos e ferramentas de avaliação de carbono incorporado nas fases iniciais. Embora difiram em escopo e metodologia, elas compartilham o objetivo de melhorar o acesso ao conhecimento técnico, esclarecer responsabilidades em toda a cadeia de valor e facilitar tomadas de decisão mais informadas no ambiente construído. Recentemente, o escritório Henning Larsen lançou o OpenDetail, unindo-se a esforços semelhantes de Grimshaw e MVRDV para enfrentar a descarbonização por meio de infraestrutura digital compartilhada.

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