A cada ano, o Dia Internacional da Mulher traz uma atenção renovada para as questões de gênero em diversos campos profissionais, inclusive na arquitetura. Os debates públicos costumam se concentrar na celebração de figuras proeminentes ou no destaque de projetos notáveis, momentos que iluminam brevemente as contribuições das mulheres na disciplina. No entanto, a visibilidade gerada por essas ocasiões se insere em uma trajetória mais longa e complexa. Nas últimas décadas, a profissão da arquitetura passou por transformações graduais que ampliaram as oportunidades e a participação, embora estruturas antigas continuem a moldar o desenvolvimento das carreiras e a visibilidade do trabalho arquitetônico.
Um pavilhão elipsoidal com cúpula para a produção de cogumelos projetado pelo OMA para a Fundación Casa Wabi foi inaugurado em 4 de março de 2026. O edifício está localizado no terreno de 25 hectares da Casa Wabi em Oaxaca, no México, na costa do Pacífico, a cerca de 30 minutos da cidade de Puerto Escondido. A Casa Wabi é uma fundação criada pelo artista Bosco Sodi que promove o intercâmbio de ideias entre artistas de diversas disciplinas e comunidades locais. O edifício principal da fundação tem projeto assinado por Tadao Ando e foi concluído em 2014. O pavilhão projetado pelo OMA adiciona um novo espaço para o cultivo de cogumelos e para promover o intercâmbio entre alimentação, arte, natureza e comunidades locais às instalações da fundação, que incluem uma palapa multiuso, seis quartos, dois estúdios fechados, seis estúdios abertos, uma sala de projeção e auditório, uma sala de exposições de 450 m² e diversos espaços de trabalho.
Durante séculos, a infraestrutura de grande escala operou em segundo plano. Portos, usinas e instalações de energia localizavam-se nos limites das cidades, projetados primordialmente com foco na eficiência e raramente considerados parte da vida cívica. Embora sua função fosse indispensável, sua presença arquitetônica permanecia secundária. Essas estruturas sustentavam o crescimento urbano e o intercâmbio global ao mesmo tempo em que mantinham um distanciamento espacial da experiência urbana cotidiana.
Hoje, esse cenário está mudando gradualmente. À medida que o comércio global se intensifica e os sistemas de energia expandem sua complexidade, os edifícios que coordenam e abrigam essas redes ganham visibilidade na paisagem urbana. Em vez de permanecerem como receptáculos neutros para operações técnicas, eles passam a afirmar uma identidade espacial. A infraestrutura já não é apenas operacional; torna-se cada vez mais institucional, simbólica e urbana. A arquitetura que dá suporte a esses sistemas agora participa ativamente da projeção da imagem das próprias cidades.
Tadao Ando uniu forças com a Cauny para desenhar o mais recente relógio da série The Architects of Time. Trata-se de uma coleção de relógios desenhada por alguns dos principais nomes da arquitetura de nosso tempo—uma iniciativa que a marca quase centenária lançou em 2019 com ninguém menos que Álvaro Siza. De lá para cá, a coleção provou ser uma verdadeira consagração de laureados pelo Prêmio Pritzker: Siza, Rafael Moneo, Eduardo Souto de Moura e, este ano, Tadao Ando.
Em toda a América do Sul, a arquitetura resiste através dos materiais que utiliza, aqueles que persistem ao longo do tempo. O bambu, o tijolo, a madeira e o concreto surgem em diferentes regiões, conectando clima, trabalho e cultura de maneiras que garantem sua permanência através das gerações. Sua continuidade não depende exclusivamente de preservação ou tombamento. Depende do uso.
Sob essa perspectiva, a memória cultural não reside primordialmente em monumentos ou imagens, mas sim na prática. Ela sobrevive em gestos repetidos: no assentamento de tijolos, na amarração de nós de guadua, na montagem de estruturas de madeira, na concretagem de lajes que antecipam um novo pavimento. Essas ações são transmitidas menos por manuais do que pela participação direta. Com o tempo, formam sistemas de conhecimento integrados ao hábito e à necessidade. Os materiais perduram não por simbolizarem o passado, mas porque continuam cumprindo sua função.
Antes da virada digital, a memória da arquitetura era predominantemente tangível. Vivia no peso dos desenhos, na pátina das maquetes e na espessura dos livros. Preservar a arquitetura significava preservar seus vestígios — os documentos, esboços e fotografias por meio dos quais os edifícios podiam ser lembrados muito depois de sua forma material ter se alterado ou desaparecido. O arquivo de arquitetura moderno, tal como se desenvolveu no século XX, era ao mesmo tempo um refúgio e um dispositivo de legitimação. Instituições como o Canadian Centre for Architecture, a Casa da Arquitectura ou o Deutsches Architekturmuseum foram erguidas sobre a convicção de que preservar a arquitetura era o mesmo que preservar seus documentos.
No entanto, esses arquivos não se limitavam a armazenar conhecimento. Eles determinavam o que era considerado arquitetura, quem pertencia ao seu cânone e como a história seria contada. Arquivar é editar o passado — decidir o que entra, o que é omitido e como será interpretado. O arquivo, teorizado por Michel Foucault e, posteriormente, por Jacques Derrida, nunca é neutro; é um instrumento de poder, um espaço que seleciona e exclui. Na arquitetura, essas dinâmicas são especialmente evidentes, pois registram o visível ao mesmo tempo em que silenciam o que escapa às suas categorias. O ato de colecionar sempre foi, implicitamente, um ato de julgamento.
Longe da percepção do espaço expositivo como um lugar estéril, intocável e quase sagrado, o museu de tecnologia contemporâneo surge como um participante performativo nos sistemas que busca documentar. A arquitetura dessas instituições tornou-se cada vez mais fluida e audaciosa, muitas vezes refletindo a velocidade e a complexidade dos sistemas que abriga. Essas instituições operam como mediadoras entre os domínios humano, ecológico e tecnológico, transformando-se de depósitos enciclopédicos em motores educacionais ativos. Ao espacializarem dados científicos complexos por meio de salas imersivas, essas estruturas tornam as redes tecnológicas do nosso mundo acessíveis, envolventes e tangíveis.
Vencedor do Primeiro Prêmio: Living on Groundwater. Imagem cortesia de Buildner
Em colaboração com a Kingspan, fabricante de materiais de construção, a Buildner lançou o MICROHOME 2026, a décima primeira edição de seu concurso anual, que oferece um fundo de prêmios de € 100.000. Esta competição global convida arquitetos/as, designers e mentes criativas a redefinirem o conceito de microcasas e a desenvolverem soluções sustentáveis e de ponta para habitações compactas.
O mirante público no topo da Tour Montparnasse, há muito considerado uma das adições mais debatidas ao horizonte parisiense, está programado para fechar em 31 de março de 2026, antes de uma grande revitalização da torre e de seu complexo circundante. Concluída em 1973, a estrutura de 210 metros permaneceu como o único arranha-céu no centro de Paris por décadas, frequentemente criticada por sua escala e pelo contraste com a paisagem urbana histórica. O fechamento do Observatório Paris Montparnasse marca o início de uma transformação de vários anos que visa modernizar a torre e, ao mesmo tempo, repensar sua relação com o distrito de Montparnasse ao redor.
O Heatherwick Studio revelou as primeiras imagens do projeto de transformação dos Apartamentos Daegyo em Yeouido, Seul. O projeto, que marca o primeiro empreendimento residencial do escritório na Coreia do Sul, foi apresentado por Thomas Heatherwick à Associação de Moradores de Yeouido Daegyo durante uma Assembleia Geral realizada em 28 de fevereiro de 2026. O empreendimento foi anunciado originalmente em meados de 2025 como uma reurbanização residencial liderada pela comunidade, com o escritório envolvido em todas as etapas, do conceito à conclusão. A proposta transformará quatro edifícios residenciais datados de 1975, buscando estabelecer uma identidade marcante e atraente, distante do padrão convencional de edifícios de apartamentos em Seul.
A arquitetura desta semana reflete as interseções entre legado, autoria e responsabilidade social, à medida que os escritórios lidam com questões de identidade, reconhecimento e engajamento público. Decisões judiciais, finalistas de grandes concursos e propostas urbanas de grande escala ilustram como a arquitetura continua a atuar nos âmbitos cultural, institucional e ambiental. De marcos voltados para a sustentabilidade e projetos de orla transformadores a torres comerciais icônicas, as propostas demonstram diferentes abordagens para estratégias ecológicas e programação pública. Paralelamente, efemérides globais como o Dia Mundial da Audição destacam como o desenho espacial molda a inclusão e a acessibilidade, lembrando à comunidade profissional que o ambiente construído pode influenciar a participação, o aprendizado e o bem-estar de diversas comunidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093685/trabalho-em-xangai-duts-design-contrata-arquiteto-a-de-projeto-designer-de-interiores-lider-designer-visual-multimidia-estagiario-a-recrutamento-continuo韩爽 - HAN Shuang
O Museu de Arte Contemporânea de Kumamoto e o Shoei Yoh Archive da Universidade de Kyushu homenageiam o falecido arquiteto japonês Shoei Yoh com uma exposição em cartaz no museu até 9 de março. O arquiteto, que faleceu em 8 de janeiro de 2026, nasceu em Kumamoto em 1940 e, ao longo de sua carreira, atuou nas áreas de design de produto, interiores e arquitetura. Ele é reconhecido como pioneiro na construção contemporânea em madeira e por suas contribuições iniciais ao design computacional. A exposição revisita seus projetos em Kumamoto por meio de desenhos e maquetes do Shoei Yoh Archive da Universidade de Kyushu.
Abrigo de Ônibus / Pearce Brinkley Cease + Lee . Imagem cortesia de JWest Productions
O futuro dos hubs de transporte nos Estados Unidos não será definido por icônicos terminais aeroportuários metropolitanos e amplas estações ferroviárias centrais. As comunidades rurais concentram a maior parte da malha rodoviária do país, respondem por quase metade de toda a quilometragem percorrida por caminhões e dão origem a dois terços do transporte ferroviário de carga. Essas realidades posicionam os hubs de transporte rurais como pontos vitais de acesso regional e centros de distribuição que moldam a mobilidade nacional fora dos modelos de expansão urbana.
O Bethel Woods Art and Architecture Festival anuncia o BuildFest: Acts of Construction, uma iniciativa de três anos que ativa as dependências históricas do festival de Woodstock de 1969 por meio de instalações de madeira em grande escala e experiências multimídia. Cada edição anual é organizada em torno de um tema único, convidando designers e projetistas a colaborar em uma série interdisciplinar de "atos" que se baseiam uns nos outros para criar um conjunto interconectado de instalações, ativações e performances. O Act One: Staging está atualmente aceitando propostas de infraestrutura artística adaptável projetada para "preparar o cenário" para futuras ativações. A ele se seguirão o Act Two: Choreography, em 2027, e o Act Three: Performance, em 2028.
Quanto pesa uma casa? Em seu ensaio de 1965, A Home Is Not a House, Reyner Banham observou que as habitações americanas modernas estavam se tornando estruturalmente mais leves, ao mesmo tempo em que ficavam mais complexas em suas instalações prediais, como encanamento, fiação, aquecimento e resfriamento. O verdadeiro peso da arquitetura, argumentava ele, não estava mais nas paredes e telhados, mas nos sistemas de alto consumo de energia que garantiam o conforto.
Décadas mais tarde, a questão foi atualizada na 7ª Trienal de Arquitetura de Lisboa. A curadoria de Ann-Sofi Rönnskog e John Palmesino perguntou: quanto pesa uma cidade? A escala mudou do interior doméstico para o território. A tecnosfera, materializada nas estimadas 30 trilhões de toneladas de matéria produzida por seres humanos na Terra, reformula inteiramente a discussão. Cidades, data centers, campos de petróleo, polos logísticos, satélites, cabos e fluxos de resíduos formam um sistema planetário no qual a arquitetura não é objeto nem pano de fundo, mas participante.
Durante décadas, o patrimônio foi mais facilmente reconhecido a partir da rua. Protegemos fachadas, silhuetas urbanas e monumentos porque são visíveis, estáveis e legíveis como bens culturais. No entanto, a maior parte do que lembramos sobre o habitar diz respeito a como comemos juntos, nos recolhemos, discutimos, cuidamos uns dos outros e descansamos — ações que acontecem longe dos olhos do público. Acontecem dentro dos cômodos. À medida que as plantas livres dão lugar silenciosamente a limiares, corredores e fechamentos, surge uma questão mais profunda: e se a memória cultural sobreviver não naquilo que a arquitetura exibe, mas na forma como é vivida?
Vista Exterior Sul do Ontario Science Centre. Imagem cortesia de Snøhetta e Hariri Pontarini Architects
Os escritórios Hariri Pontarini Architects e Snøhetta foram selecionados para projetar o novo Ontario Science Centre em Toronto. Anunciada em fevereiro de 2026, a instalação de cerca de 37.000 metros quadrados consolidará a transformação em andamento do local por meio de um edifício de 20.400 metros quadrados, definido por uma série de volumes modulares e recortados. Um componente central da proposta é a integração física dos Pods existentes e da histórica Cinesphere por meio de conexões elevadas e de um passeio público contínuo. A previsão é que a construção comece na primavera de 2026, com conclusão prevista para 2029, como parte de uma estratégia mais ampla de reurbanização da orla.
Projeto finalista do MVRDV para o concurso Shift Landmark, 2026. Imagem cortesia de MVRDV
Shift, uma empresa que oferece programas digitais para reduzir as emissões de carbono por meio de mudanças de comportamento individual, anunciou as cinco equipes finalistas que avançam para a segunda etapa de seu concurso internacional de arquitetura. Lançado em janeiro de 2025, o Shift International Architecture Competition buscou propostas para projetar o "Shift Landmark": um edifício de 25.000 a 30.000 m² em Waterkant, um novo distrito à beira-rio no sul de Roterdã. O projeto inclui um hotel, um centro de conferências e reuniões e uma praça de alimentação sustentável. Seu objetivo é estabelecer um novo padrão para um destino voltado a propósitos que transforme a vida circular em "algo que indivíduos, empresas e organizações possam sentir, vivenciar e colocar em prática". Os cinco conceitos de projeto selecionados refletem diferentes visões de sustentabilidade e ação climática, desenvolvidos por equipes lideradas pelos escritórios europeus do MVRDV (Países Baixos), Heatherwick Studio (Reino Unido), Office for Political Innovation (Espanha), Mecanoo (Países Baixos) e Ecosistema Urbano (Espanha).
Diagrama de instalações em Barba Jupiter. Imagem Cortesia de Géométral
Fundado em 2022 por Clément Masurier e sediado em Paris, na França, o Géométral é um escritório de arquitetura definido por estratégias de projeto integradas à paisagem, tratada como determinante primordial da forma. O estúdio, um dos escritórios vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, aborda cada projeto como um pequeno universo que combina programa, atmosfera e narrativas espaciais. Em vez de um estilo autoral único, o foco está na criação de atmosferas e situações sob medida para cada contexto e seus/as usuários/as.
Em seu início, diante da ausência de um portfólio de obras construídas, o estúdio respondeu com o desenvolvimento de "arquiteturas ficcionais" implantadas em topografias reais. Esse exercício não era uma mera busca estética, mas sim uma âncora metodológica, permitindo ao escritório estabelecer um processo rigoroso de análise do local e testes tipológicos antes de receber encomendas físicas. Ao tratar projetos imaginários com o mesmo rigor técnico das obras reais, o estúdio desenvolveu um repertório de respostas formais às restrições ambientais que agora orientam seus projetos construídos.
Não faz muito tempo, em um período recente o suficiente para parecer atual, a arquitetura entrou em um momento no qual os edifícios passaram a ser interpretados como produtos. Essa abordagem trouxe disciplina e uma perspectiva renovada para uma indústria que, frequentemente, valoriza a novidade mais do que a clareza operacional. Ao direcionar os exercícios formais em direção à repetibilidade, experiência do usuário, desempenho e escalabilidade, preparou-se o terreno para que as edificações fossem avaliadas como "produtos". A arquitetura passou a responder de forma mais direta sobre o seu funcionamento, a clareza com que comunica seu uso e a consistência com que entrega a experiência pretendida.
A disciplina do design de produto renova a perspectiva dos profissionais de arquitetura que projetam para um futuro em constante transformação. Além de oferecer um novo vocabulário e parâmetros de projeto, a área traz consigo a responsabilidade: um produto deve funcionar de maneira confiável ao longo do tempo e em diferentes contextos. Ele deve se estruturar como um sistema de decisões, e não como uma mera coleção de partes. Desse modo, a qualidade já não é medida apenas pela singularidade, mas sim pela consistência e pela capacidade de gerar uma experiência previsível para quem o ocupa.
Todos os anos, no dia 3 de março, o Dia Mundial da Audição destaca a importância de prevenir a perda auditiva e garantir o acesso equitativo aos cuidados auditivos em todo o mundo. Sob a liderança da Organização Mundial da Saúde, o tema de 2026, "Das comunidades às salas de aula: cuidados auditivos para todas as crianças", enfatiza o diagnóstico precoce, a educação inclusiva e os ambientes de apoio como componentes fundamentais para o desenvolvimento infantil. Com as estimativas globais apontando para um número crescente de crianças com problemas auditivos evitáveis ou não tratados, o debate se expande cada vez mais para além dos sistemas de saúde, alcançando os espaços onde a vida cotidiana acontece.
O AJ e a The Architectural Review anunciaram a arquiteta Barbara Buser como vencedora do Jane Drew Prize de 2026. A premiação, que leva o nome da arquiteta e urbanista modernista inglesa Jane Drew, faz parte dos W Awards e do W Programme, que reconhecem a contribuição de mulheres na profissão da arquitetura. Sediada na Suíça, Barbara Buser é conhecida por sua atuação inovadora no campo da reciclagem e do reaproveitamento, e como especialista em construção circular, sendo reconhecida pelo pioneirismo em práticas de reutilização no país. Dessa forma, o prêmio reconhece não apenas sua contribuição para a arquitetura em si, mas sobretudo seus esforços para reduzir o impacto ambiental do setor por meio de iniciativas de socialização. Esta honraria sucede a premiação de Anne Lacaton em 2025, além de outras figuras de destaque na área, como Kazuyo Sejima em 2023, Farshid Moussavi in 2022 e Yasmeen Lari em 2020.
Em janeiro de 2026, o World Monuments Fund/Knoll Modernism Prize foi concedido ao escritório australianoArchitectus pela conservação do Africa Hall em Adis Abeba, Etiópia. O prêmio reconhece que edifícios modernistas, outrora vistos como vanguarda da arquitetura, estão se deteriorando e são pouco valorizados pelo público. A situação na África reflete esse sentimento global, sendo esta a primeira vez que um edifício no continente foi agraciado com a honraria. O prêmio também coloca sob os refletores o rico inventário modernista da Etiópia, que marca seu papel de protagonismo continental nos meados e final do século XX.