O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.
A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.
Visualizações em 3D do projeto para o Hospital Universitário Saint-Ouen Grand Paris Nord, 2026. Imagem cortesia de Renzo Piano Building Workshop
No dia 20 de fevereiro, o escritório Renzo Piano Building Workshop anunciou que a licença de construção do Hôpital Universitaire Saint-Ouen Grand Paris Nord (HUSOGPN) foi oficialmente concedida. O projeto é uma iniciativa estatal que responde ao rápido crescimento populacional, ao aumento da demanda por atendimento e à evolução das normas técnicas por meio de um hospital de "última geração" em Saint-Ouen-sur-Seine, uma comuna no subúrbio ao norte da capital francesa. O complexo hospitalar será implantado no terreno da antiga fábrica da PSA, que outrora foi um motor industrial da região e que hoje se apresenta amplo e bem conectado o suficiente para abrigar um programa de escala incomum: 986 leitos comuns e 288 leitos de hospital-dia, uma equipe de mais de 5.500 profissionais e instalações equipadas com tecnologia de ponta para áreas como cirurgia e maternidade. Concebido como um "hospital-paisagem", o edifício projetado pelo RPBW em associação com o Brunet Saunier & Associés destaca-se por apresentar um jardim de 1,3 hectare na cobertura e uma floresta urbana com mais de 1.000 árvores.
Em uma era tão obcecada por cuidados com a pele e aparências, poucos profissionais da arquitetura estão de fato interessados nos intestinos de nossos edifícios. Com uma prática enraizada na consciência contextual e no pragmatismo técnico, sensível às necessidades das pessoas atendidas e às limitações de recursos, a arquiteta marroquina Aziza Chaouni se concentra nos sistemas ocultos que viabilizam a existência da arquitetura. Ao longo das últimas duas décadas, ela vem trabalhando em projetos em diversas geografias, especialmente na região do Saara, engajando-se ativamente com as comunidades e o patrimônio locais.
Atualmente liderando o South–North (SoNo) Lab for Sustainable Construction and Conservation na EPFL em Lausanne, na Suíça, Chaouni leva para o meio acadêmico sua experiência prática em atuar sob restrições severas, defendendo uma colaboração recíproca entre o Sul Global e o Norte Global. O ArchDaily teve a oportunidade de conversar com Aziza sobre sua experiência na África e como ela pode fomentar maneiras mais sustentáveis de projetar edifícios para o futuro das nossas cidades.
Há dezoito anos, uma dupla de estudantes de arquitetura decidiu que tinha um projeto que valia a pena levar adiante. Não se tratava de uma estrutura construída, mas de um projeto digital que acabou revolucionando a forma como as pessoas em todo o mundo consomem conteúdo de arquitetura. Foi assim que o ArchDaily foi fundado, e essa premissa continua a guiar nosso trabalho até hoje. O futuro da arquitetura está sendo continuamente moldado em salas de aula, estúdios e workshops ao redor do mundo, e queremos continuar apoiando os/as estudantes que participam ativamente dessa evolução. Reconhecer a criatividade e a visão de estudantes que estão redefinindo o discurso arquitetônico global foi o que nos levou a criar o Student Project Awards.
Temos o prazer de apresentar os projetos selecionados para a lista longa desta primeira edição do ArchDaily Student Project Awards. Com centenas de projetos enviados de todas as partes do mundo, nossa equipe interna de arquitetos/as e editores/as analisou cuidadosamente cada proposta, reduzindo a seleção a 104 projetos na lista longa. Os/As estudantes participantes representam a própria diversidade do panorama arquitetônico, com propostas de todos os continentes, de diversos níveis acadêmicos e em variadas escalas e typologias.
https://www.archdaily.com.br/pt/1093898/explore-a-longlist-do-archdaily-student-project-awardsDaniela Porto
In a história arquitetônica do território mexicano, o ambiente construído funcionou não apenas como um palco humano, mas como uma infraestrutura biológica projetada para organizar a proximidade entre as espécies. A lógica espacial resultante não é uma performance solo, mas uma coexistência negociada entre corpos humanos e animais. Examinar essa herança hoje significa desviar o foco analítico da autoria estilística em direção a um fenômeno mais fundamental: a persistência de práticas espaciais que surgiram para sustentar formas de vida compartilhadas.
Muitas das características arquitetônicas hoje interpretadas como marcadores culturais ou estéticos — portais monumentais, pátios amplos e superfícies duráveis — podem ser compreendidas, na verdade, como vestígios materiais de um contrato entre espécies. Durante séculos, cavalos, mulas e o gado não foram elementos externos à arquitetura, mas habitantes essenciais cuja presença física moldou a escala, a circulação e as escolhas materiais. Seus corpos deixaram marcas mensuráveis no espaço, desde a altura das entradas que acomodavam cavaleiros e amazonas até sistemas de pavimentação projetados para resistir aos cascos, ao atrito e ao desgaste biológico. Em nenhum lugar esse contrato era mais visível do que no térreo da casa colonial.
Vista aérea aproximada de Manresa Wilds. Imagem cortesia de BIG
A Manresa Island Corp. revelou a visão final para o Manresa Wilds, um parque à beira-mar de 125 acres planejado para a península de uma antiga usina termoelétrica ao longo do Long Island Sound, em Norwalk, nos Estados Unidos. Desenvolvida em colaboração com o escritório de arquitetura de paisagemSCAPE e o estúdio de arquiteturaBIG, a proposta detalha a transformação de uma orla industrial poluída e há muito inacessível em uma paisagem costeira aberta ao público. Após a obtenção de uma licença de gestão ambiental concedida pelo Departamento de Energia e Proteção Ambiental de Connecticut em dezembro de 2025, o projeto avançará em etapas, começando com a abertura da Floresta Norte, de 28 acres, na primavera de 2027. As fases subsequentes, que se estenderão até o início da década de 2030, entregarão a maior parte da paisagem recuperada e a reutilização adaptativa da usina dos anos 1960 como um polo cívico e educacional permanente, liberando quase 3,2 quilômetros de costa que estiveram fechados ao público por décadas.
O escritório Lacaton & Vassal anunciou a transformação de um antigo centro administrativo em um edifício de uso misto, residencial e de escritórios, em Vannes, uma cidade medieval na Bretanha, no noroeste da França. O projeto faz parte de uma política governamental para mobilizar terrenos públicos para habitação. Em 2023, o Estado francês lançou uma chamada de manifestação de interesse para um projeto no antigo complexo administrativo, que abrigava diversos serviços públicos, em consulta com a prefeitura de Vannes. A proposta vencedora é fruto de uma parceria entre a GReeStone Immobilier e a Grand Ouest Immobilier, com uma equipe de arquitetura formada pelo escritório de Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, laureados com o Prêmio Pritzker de 2021, em parceria com a arquiteta Emmanuelle Delage. Segundo a prefeitura, a proposta foi escolhida com o objetivo de promover a resiliência e reduzir a pegada de carbono por meio da renovação, em vez da demolição.
O BDP, a Cox Architecture e a Collage Design revelaram o masterplan para o complexo esportivo Sardar Vallabhbhai Patel Sports Enclave, de 350 acres, em Ahmedabad, na Índia. Localizado às margens do Rio Sabarmati e estruturado em torno do Estádio Narendra Modi — que, com capacidade para 132.000 espectadores, é o maior do mundo —, o projeto propõe um distrito esportivo de grande escala, integrando locais de competição internacional a paisagens públicas e instalações comunitárias. Concebido tanto como um complexo de eventos quanto como um parque urbano, o empreendimento foi planejado para sediar o evento do centenário dos Jogos da Commonwealth de 2030, após a seleção de Ahmedabad como cidade-sede.
Em uma tarde quente de maio, quando o ar sobre o oeste da Índia se torna metálico pelo calor, ninguém se lembra da composição da fachada. Lembram-se de onde a sombra se projeta. Lembram-se de qual corredor respirava. Lembram-se da casa que era mais fresca que a rua. O que permanece na memória é o conforto para além da forma. A preferência térmica repetida se estabiliza em uma configuração espacial e, com o tempo, essas configurações se tornam tipologias edilícias.
Azm / Samu por Hassan Qureshi. Imagem cortesia de Riyadh Art
Durante séculos, a escultura esteve associada à materialização de valores religiosos, à celebração de conquistas heroicas ou à consolidação do poder político. Hoje, ela também atua como um instrumento crítico e um mediador urbano. Muitas obras contemporâneas questionam o presente, desafiam a escala, dialogam com o movimento e a circulação, e reconfiguram a percepção do espaço público. A escultura já não é concebida como um objeto isolado, mas como parte de processos mais amplos de transformação urbana.
Riad, a capital da Arábia Saudita, exemplifica uma cidade em processo de intensa expansão e reestruturação. Sobretudo no âmbito da agenda Vision 2030, o município tem investido na qualificação dos espaços públicos, na diversificação de sua paisagem cultural e na consolidação de uma identidade urbana que alia tradição, infraestrutura e projeção global. Nesse contexto, a produção cultural desempenha um papel estruturante, contribuindo para redefinir a experiência urbana cotidiana e expandir as referências simbólicas da cidade.
À medida que a comunidade da arquitetura aguarda o anúncio do(a) laureado(a) de 2026 do Prêmio Pritzker de Arquitetura, a expectativa se volta mais uma vez para aquela que é amplamente considerada a maior honraria da profissão. Fundado em 1979 por Jay Pritzker e gerido pela Fundação Hyatt, o prêmio reconhece um(a) arquiteto(a) vivo(a) cuja obra demonstra uma contribuição consistente e significativa para a humanidade e o ambiente construído.
Esta semana começou com o Dia Mundial da Justiça Social, trazendo para o primeiro plano questões urgentes de direitos trabalhistas, equidade espacial e governança de recursos, e posicionando a arquitetura tanto como produto quanto como resposta aos sistemas sociais que moldam o acesso à terra, à habitação e às oportunidades. O anúncio dos 15 projetos vencedores do Prêmio ArchDaily Building of the Year 2026 destacou um panorama global de obras construídas reconhecidas por sua qualidade arquitetônica, inovação e impacto social, oferecendo um retrato da prática contemporânea em diferentes escalas e geografias. As notícias desta semana provocam uma reflexão mais ampla sobre a responsabilidade cívica da arquitetura, com o patrimônio e a construção comunitária por meio da arquitetura cultural despontando como temas centrais. A habitação, por sua vez, ancora outra vertente crítica da discussão com três iniciativas de destaque: um manifesto que reformula a habitação não como uma mercadoria de mercado, mas como um direito cívico e um projeto coletivo fundamentado no cuidado; um plano diretor de regeneração de orla em grande escala que responde à demanda habitacional regional por meio da transformação costeira; e um projeto residencial em madeira que explora o potencial do material em habitações de média densidade.
Em Hong Kong, onde interiores e edifícios de pequena escala são rotineiramente encurralados entre dois extremos — acabamentos de "luxo" de alto brilho, por um lado, e a rusticidade industrial de baixo custo, por outro —, uma terceira postura surge a partir da calibração de ambos: uma execução singularmente precisa, pertinente e materialmente honesta que não depende do orçamento. Trata-se da crueza calibrada. A crueza calibrada descreve uma arquitetura que preserva o caráter direto da matéria e da materialidade — concreto, metal, blocos de alvenaria, estrutura exposta, instalações aparentes —, submetendo-os a um controle rigoroso.
O "cru" não é um mero disfarce, e o "refinado" não significa polimento; trata-se de uma disciplina de execução precisa, que produz espaços equilibrados e ponderados, sem nunca parecerem artificiais ou excessivos. O Studio 1:1 demonstra essa postura de forma consistente em todo o seu portfólio — e sua próxima publicação, Architecture under the Radar: Three Projects in Asia (com prefácio de Nader Tehrani), oferece uma estrutura oportuna para compreender esse ethos não apenas como estética, mas como um método arquitetônico replicável.
Porous City / MVRDV e The Why Factory. Imagem cortesia de Frans Parthesius, MVRDV e The Why Factory
Este artigo faz parte de nossa nova seção de Opinião, um espaço para ensaios argumentativos sobre questões críticas que moldam o nosso campo profissional.
Cada época da arquitetura foi definida por seus instrumentos. O compasso, a prancheta, a câmera e o computador alteraram, cada um a seu modo, a maneira como se pensa e se produz arquitetura. No entanto, o momento atual parece qualitativamente diferente. À medida que a inteligência artificial e os sistemas generativos entram nos fluxos de trabalho cotidianos, as ferramentas deixam de ser extensões passivas da mão do/a arquiteto/a e passam a operar como agentes semiautônomos. Elas propõem, otimizam e simulam, produzindo resultados que, por vezes, escapam à plena antecipação do/a autor/a.
O escritório MVRDViniciou as obras do Centro de Convergência UE TUMO, uma nova instalação educacional e de pesquisa em Yerevan, na Armênia. Localizado no Parque Tumanyan, o edifício de cinco andares expandirá o campus do TUMO, oferecendo espaços para educação tecnológica e criativa gratuita para adolescentes e adultos, além de áreas de pesquisa e de coworking para empresas de tecnologia e design. Situado em um afloramento montanhoso acima do desfiladeiro do rio Hrazdan, o projeto responde à topografia do entorno, estabelecendo conexões visuais com a cidade, o desfiladeiro e o Monte Ararat. A construção começou oficialmente em 24 de fevereiro, com a presença de representantes locais e internacionais.
Battersea Power Station é uma antiga usina termoelétrica a carvão localizada na margem sul do Rio Tâmisa, em Londres, com projeto original assinado por J. Theo Halliday e Giles Gilbert Scott. Famosa por aparecer na capa do álbum de estúdio Animals, lançado pelo Pink Floyd em 1977, e no filme Sabotage, de Alfred Hitchcock, de 1936, a usina é um dos maiores edifícios de tijolos do mundo, reconhecida por seus acabamentos e decoração de interiores em estilo Art Déco. Hoje reconhecido como parte do patrimônio industrial moderno, o local começou a ser transformado em um empreendimento comercial em 2012, com a reutilização adaptativa orientada por um masterplan desenvolvido por Rafael Viñoly. No dia 16 de fevereiro, a Battersea Power Station anunciou a contratação do escritório de desenho urbano estratégico Studio Egret West para desenvolver o masterplan original para os 16 acres restantes do bairro de 42 acres à beira-rio, no sudoeste de Londres.
Nos primeiros dias após o nascimento, a abelha permanece dentro do ninho, limpando os alvéolos e sendo alimentada por outras operárias. Com o tempo, ela começa a organizar os estoques de pólen, regular a temperatura da colmeia e guardar a entrada. Apenas nas últimas semanas de vida ela deixa o abrigo para voar. É no momento do voo que sua trajetória começa a se cruzar com a arquitetura e a cidade. Em busca de néctar, ela se move por um território moldado não apenas por sua memória espacial e pela disponibilidade de flores, mas também pela forma como construímos o ambiente edificado. Cada movimento torna-se uma negociação com o espaço urbano: superfícies impermeáveis que interrompem os ciclos naturais, correntes de ar intensificadas entre edifícios, vazios desprovidos de vegetação, fragmentos verdes dispersos entre lotes e coberturas técnicas.
Cortesia de SolarLab, Foto de doublespacephoto.com. Imagem RRC Polytech Manitou a bi Bii daziigae / Diamond Schmitt Architects & Number TEN Architectural Group
À medida que a responsabilidade ambiental se consolida na cultura de projeto, o envelope do edifício passa a ser reconsiderado não apenas como uma pele protetora, mas como uma superfície ativa de produção de energia. Tratar a tecnologia solar como um material, e não como um mero acessório, reformula a maneira como a arquitetura é concebida e detalhada. Cor, textura, ritmo e montagem tornam-se indissociáveis do desempenho. A tecnologia fotovoltaica integrada a edifícios (BIPV) opera justamente nessa definição ampliada de materialidade. Ao integrar a tecnologia solar em fachadas e fachadas ventiladas desde as etapas iniciais de um projeto, arquitetos e arquitetas podem reduzir redundâncias, alinhar metas energéticas às intenções de projeto e repensar a composição dos envelopes. No entanto, traduzir essa ambição em sistemas construtivos viáveis exige precisão técnica e inteligência executiva.
O concurso anual de design Winter Stations retorna a Toronto em sua décima segunda edição, transformando mais uma vez os postos de salvamento de Woodbine Beach em obras temporárias de arte pública. Em exibição de 16 de fevereiro a 30 de março de 2026, a exposição deste ano é organizada sob o tema Mirage, convidando participantes a examinar a percepção, a ilusão e as fronteiras mutáveis entre o que é visto e o que é construído. Selecionadas entre mais de 300 propostas internacionais, três propostas vencedoras do Canadá, dos Estados Unidos e de uma colaboração entre Alemanha–Ucrânia são apresentadas ao lado de duas instalações desenvolvidas por equipes universitárias. Instalados ao longo da orla congelada do Lago Ontário, os projetos reinterpretam a infraestrutura sazonal como plataformas de experimentação espacial durante os meses de inverno.
A última peça da torre central da Sagrada Família, em Barcelona, foi instalada no lugar, elevando a igreja à sua altura máxima de 172,5 m. A Sagrada Família, uma das obras inacabadas mais célebres da história da arquitetura, tornou-se o projeto mais emblemático de Antoni Gaudí em 1883, quando ele transformou um projeto neogótico em uma das estruturas mais conhecidas do Modernismo Catalão. Cento e quarenta e quatro anos após o início das obras, a seção superior da cruz de aço e vidro de quatro lados e 17 metros de altura foi içada até sua posição final às 11h de sexta-feira, 20 de fevereiro, concluindo a torre dedicada a Jesus Cristo. Este marco confirma a etapa final de construção do projeto, que, em março de 2024, foi anunciada como uma das conclusões de obras mais aguardadas de 2026, ano que marca o centenário da morte de Antoni Gaudí.