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Teatro de Música do Rike Park em Tbilisi e torre residencial do CRA em Seul: Destaques da semana

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Nesta semana na arquitetura, debates sobre a vida útil dos edifícios, a evolução das instituições culturais e o projeto responsivo ao clima destacaram como a prática contemporânea se estende cada vez mais para além do momento da construção. De discussões sobre demolição e reuso adaptativo a novos museus que integram paisagem e desempenho ambiental, os acontecimentos da semana refletem a mudança de prioridades em torno da permanência, da transformação e do valor público. Paralelamente a esses projetos, importantes anúncios institucionais, desde os finalistas do Prêmio RIBA Stirling até a eleição da nova liderança da UIA, oferecem um panorama das agendas arquitetônicas que moldam a profissão em diferentes escalas e geografias.

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Ao sul de tudo: arquitetura e presença territorial na Antártica

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A Antártica não tem governo, população permanente ou economia. Além disso, desde 1959, não possui proprietário legalmente reconhecido, uma vez que o Tratado da Antártica congela qualquer reivindicação territorial no continente. No papel, isso faz da Antártica o que há de mais próximo na Terra de um verdadeiro bem comum. Na prática, cerca de trinta países operam atualmente mais de setenta estações de pesquisa por lá, várias delas a uma curta distância de voo umas das outras, e uma dessas estações conta com escola, capela, cemitério e um cartório de registro civil que já registrou onze nascimentos desde 1978.

Nada nessa arquitetura é acidental, e muito pouco se explica apenas pela ciência. Uma estação de pesquisa custa milhões de dólares para ser construída e abastecida em um dos lugares logisticamente mais hostis do planeta; um país não assume esse custo apenas para medir o ozônio atmosférico que poderia, em muitos casos, monitorar de um local mais próximo. O que uma estação faz, de fato, é marcar presença em um território onde isso é legalmente proibido.

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A responsabilidade do otimismo

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Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, o nono episódio do podcast Room For Dreams reúne os/as arquitetos/as Rajiv Parekh, da Red Architects, Hiren Patel, da HPAD, e Rudraksh Charan, da 42mm Architecture, para discutir como o design pode servir como uma ferramenta poderosa para a resiliência emocional e a cura coletiva.

Um banco de madeira e a geografia dos materiais

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As imagens dos bancos do High Line Park, em Nova York, correram o mundo quando o projeto foi inaugurado em 2009. Emergindo diagonalmente do mesmo material e padrão modular da pavimentação, eles transitam de forma fluida do concreto para a madeira, evocando os trilhos ferroviários que outrora ocupavam o local. Para resistir a décadas de exposição às intempéries, o projeto exigia uma espécie de madeira de durabilidade excepcional, e o ipê, extraído da Amazônia brasileira, foi o escolhido. Seu crescimento lento produz uma madeira de lei densa e de baixa porosidade, naturalmente resistente ao desgaste, à umidade e à deterioração biológica. Essa escolha, no entanto, gerou polêmica na época devido a preocupações com a certificação do manejo florestal da madeira. Essa perspectiva mais ampla transforma a forma como pensamos os materiais. Sua origem ainda importa, mas o que acontece após o fim da vida útil do edifício também é fundamental.

"O design é indissociável do ativismo": Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026

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No Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, o tema Becoming. Arquiteturas para um Planeta em Transição enquadrou a arquitetura como uma disciplina que atua no âmbito das transformações ambientais, políticas e sociais, e não à margem delas. Entre os palestrantes desta edição estava o arquiteto Andrés Jaque, fundador do Office for Political Innovation e decano da Graduate School of Architecture, Planning and Preservation (GSAPP) da Universidade de Columbia. Durante o Congresso, o ArchDaily conversou com Jaque sobre a capacidade da arquitetura de gerar alternativas, o papel da experimentação na educação e por que a transição deve ser compreendida como uma condição, e não como um destino.

"O design é indissociável do ativismo": Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 - Image 1 of 4"O design é indissociável do ativismo": Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 - Image 2 of 4"O design é indissociável do ativismo": Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 - Image 3 of 4"O design é indissociável do ativismo": Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 - Image 4 of 4O design é indissociável do ativismo: Em conversa com Andrés Jaque no Congresso Mundial de Arquitetos/as da UIA 2026 - Mais Imagens+ 2

Nem fazenda, nem hotel: por que o agroturismo precisa de uma tipologia arquitetônica própria

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Este artigo faz parte da nossa nova seção Opinião, um formato de ensaios opinativos sobre questões críticas que moldam nosso campo.

O agroturismo é comumente compreendido como um modelo híbrido, composto pela sobreposição equilibrada entre as indústrias da agricultura e da hospitalidade. Sob essa perspectiva, o agroturismo é valorizado como uma variação de um tema existente, uma atividade complementar sobreposta à produção rural. Essa abordagem já não se sustenta no século XXI, uma vez que a escala e a independência do crescimento do agroturismo o transformaram em um setor econômico distinto — com consequências arquitetônicas que nem a agricultura nem a hospitalidade, de forma isolada, são capazes de abordar.

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Sob Medida: A Abordagem Arquitetônica de Herzog & de Meuron para o Design de Mobiliário

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O que permite que um único princípio arquitetônico gere tantos resultados diferentes? A resposta está nos sistemas que organizam a arquitetura: geometria, proporção, estrutura e construção. Juntos, esses elementos estabelecem um conjunto de regras capaz de acomodar diferentes programas, contextos e condições espaciais, mantendo uma identidade coerente. Uma malha estrutural, por exemplo, pode organizar uma variedade de usos, assim como um único detalhe construtivo pode ser repetido em todo um edifício sem produzir espaços idênticos. Esse mesmo raciocínio pode ser transposto para o design de mobiliário sem perder sua identidade? A linha MTM—Made to Measure, desenvolvida por Herzog & de Meuron para a UniFor, explora essa questão. Em vez de projetar cada peça de forma independente, a coleção se desenvolve a partir de um único princípio estrutural que pode ser expandido, adaptado e repetido em diferentes funções, preservando sua coerência interna.

MVRDV vence concurso para projetar a Embaixada Shift em Roterdã

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O escritório MVRDV venceu o concurso internacional de projeto organizado pela empresa social Shift para projetar a Shift Embassy, um novo destino cultural planejado para o distrito em desenvolvimento de Waterkant, em Roterdã. Concebida como um híbrido entre arquitetura e paisagem, a proposta, intitulada "Rotterdam ROCKS!", combina espaços expositivos, hotelaria, educação, equipamentos públicos e infraestrutura ecológica em um edifício de acesso público, cujo objetivo é apoiar a missão da Shift de engajar visitantes em desafios ambientais e sociais. O projeto fará parte do Waterkant, um desenvolvimento urbano de grande escala na margem sul do rio Mosa, planejado para incluir 3.750 moradias, além de escolas, locais de trabalho, espaços culturais e áreas públicas.

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Estados Unidos aprovam legislação abrangente de reforma habitacional para expandir moradia acessível

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A lei 21st Century ROAD to Housing Act, um projeto de lei bipartidário sobre habitação do Senado dos Estados Unidos, tornou-se lei de forma automática em 11 de julho de 2026. Oficialmente denominada "Renewing Opportunity in the American Dream (ROAD) to Housing Act", a medida tem sido descrita como a iniciativa habitacional mais significativa no país desde a Lei Nacional de Habitação de Interesse Social (National Affordable Housing Act) de 1990, e "a legislação de habitação mais abrangente em décadas". Diante de uma crise global de moradia, o texto revisa programas habitacionais federais, expande as opções de financiamento disponíveis, oferece subsídios para comunidades, foca em exigências regulatórias para a construção civil e enfrenta a concentração da propriedade imobiliária. Essa legislação soma-se a iniciativas globais por moradias dignas, tais como limites para aluguéis de curta temporada, a tributação de unidades residenciais desocupadas e o reaproveitamento e adaptação de estruturas existentes, com o duplo objetivo de aumentar o número de unidades residenciais e disponibilizar os imóveis já existentes.

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Urbanismo Caribenho: Das Raízes Garífunas à Cidade em Camadas de La Ceiba, Honduras

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Na costa caribenha de Honduras, fica o Vale de Leán, uma estreita faixa costeira delimitada pela Cordilheira Nombre de Dios ao sul e pelo Mar do Caribe ao norte. Durante muito tempo, essa foi a última fronteira: selva densa, pântanos, nenhuma infraestrutura e um difícil acesso ao interior. No entanto, esse cenário começou a mudar com a chegada do povo Garífuna, que se estabeleceu na área entre os rios Danto e Cangrejal, lançando as bases do que viria a ser a cidade de La Ceiba. Um polo urbano no Caribe hondurenho cuja história foi definida por ondas migratórias compostas por populações centro-americanas, afro-caribenhas, europeias e o corporativismo norte-americano. Esses fluxos de várias partes do mundo não apenas contribuíram para o crescimento econômico, mas produziram ativamente a lógica espacial, a identidade e a forma arquitetônica da cidade.

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O trabalho artesanal pode redefinir o luxo?

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O que significa o luxo quando os produtos são projetados para uma obsolescência rápida? Gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em cooperação com a INDX|GLOBAL, o oitavo episódio do podcast Room For Dreams reúne os/as arquitetos/as Priyanka Mehra, Simran Boparai, Ashmit Singh Alag e Adreesh Chakraborty para analisar a relação em constante evolução, e muitas vezes contraditória, entre exclusividade, sustentabilidade e um artesanato com propósito.

Patrimônio Vivo: Como o Palácio Belgadia amplia a identidade arquitetônica de Odisha

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A arquitetura frequentemente herda um paradoxo. Os edifícios que passam a definir um lugar raramente são os únicos que o moldaram. Em vez disso, eles se tornam símbolos, repetidos em guias, campanhas de turismo, agendas de conservação e histórias da arquitetura, até que passem a representar uma região inteira. Com o tempo, a riqueza de uma paisagem construída é comprimida em um punhado de imagens familiares. O que fica fora desse enquadramento raramente desaparece. Apenas desliza para fora do discurso arquitetônico.

Poucos lugares ilustram isso de forma tão clara quanto Odisha. Durante décadas, sua identidade arquitetônica foi representada pelos monumentais templos de pedra de Bhubaneswar, Konark e Puri. A sofisticação escultural da tradição Kalinga conquistou, com justiça, reconhecimento internacional, tornando-se um dos legados arquitetônicos mais célebres da Índia. Contudo, esse protagonismo também gerou uma consequência imprevista. Odisha é frequentemente compreendida apenas como uma terra de templos, deixando outras trajetórias arquitetônicas comparativamente inexploradas. Residências reais, edifícios administrativos, encontros coloniais, assentamentos vernáculos e antigas capitais ocupam um espaço muito menor no imaginário arquitetônico, apesar de revelarem histórias igualmente complexas de governança, diplomacia, ecologia e intercâmbio cultural.

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Construir para ensinar: 15 escolas que exploram a madeira como elemento principal

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Ao longo das últimas décadas, a madeira tem ampliado sua presença na arquitetura contemporânea — impulsionada tanto pelo avanço de novas tecnologias construtivas quanto pela redescoberta de técnicas tradicionais, sempre com foco em soluções de menor impacto ambiental. As escolas estão entre os projetos que melhor traduzem esse movimento: é ali que as qualidades ambientais, construtivas e sensoriais do material encontram um terreno particularmente fértil.

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Reflexões da UIA 2026 Barcelona sobre o futuro do ambiente construído

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Com o encerramento do Congresso Mundial de Arquitetos da UIA 2026 em Barcelona, uma mensagem central ecoou em debates, exposições, palestras e conversas: o futuro da arquitetura dependerá menos de respostas definitivas do que da capacidade de aceitar transformações e questionar coletivamente os modelos estabelecidos. No Congresso deste ano, sob o tema "Devir. Arquiteturas para um Planeta em Transição", a arquitetura foi apresentada como uma prática em constante evolução, moldada pelo diálogo interdisciplinar, pela pesquisa e pela colaboração.

A arquitetura da Copa do Mundo da FIFA: uma retrospectiva de 2026 e as perspectivas para 2030

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O encerramento da Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o fim da maior edição do torneio até hoje. Sediada no Canadá, México e Estados Unidos, a competição foi expandida para 48 seleções nacionais e reuniu dezesseis cidades-sede distribuídas por três países. Há décadas, as Copas do Mundo da FIFA servem como catalisadoras para a produção arquitetônica. Cada edição gerou um conjunto singular de estádios, investimentos em transporte, espaços públicos e intervenções urbanas que frequentemente permanecem integrados às cidades-sede muito após o encerramento do torneio. Embora as competições recentes tenham sido associadas a projetos de estádios monumentais e programas nacionais de construção ambiciosos, a edição de 2026 seguiu uma trajetória diferente, apoiando-se principalmente em arenas existentes adaptadas aos requisitos técnicos e operacionais da FIFA.

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Selldorf Architects revela projeto de ampliação do Clark Art Institute em Massachusetts

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O Clark Art Institute, uma importante instituição de arte localizada na região de Berkshires, no oeste de Massachusetts, nos Estados Unidos, revelou imagens do projeto de ampliação de suas instalações atuais. Inaugurada em 1955, a instituição funciona tanto como museu de arte quanto como centro de pesquisa, debate crítico e ensino superior em artes visuais. A nova ala, encomendada ao escritório Selldorf Architects em outubro de 2024, expandirá o espaço atual de galeria e armazenamento de arte, conectando o Edifício do Museu ao Manton Research Center, ambos reformados anteriormente pela mesma firma. O novo edifício será complementado pelo projeto paisagístico desenvolvido por Reed Hilderbrand, reforçando a experiência que integra arquitetura, arte e a paisagem circundante de Berkshires.

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Dallas avalia opções de reparo e demolição para a prefeitura modernista de I.M. Pei

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Desde agosto de 2025, intensificou-se o debate em Dallas, nos Estados Unidos, sobre o futuro de um de seus marcos modernos: a Prefeitura de Dallas, projetada por I.M. Pei & Partners. Este mês, o Conselho Municipal de Dallas continuará avaliando se deve reformar, vender ou demolir o edifício de 47 anos, após crescentes preocupações com a manutenção postergada por anos e com a necessidade de grandes investimentos. No final de outubro, membros do conselho iniciaram audiências públicas e reuniões de comissões para colher a opinião de moradores/as. Preservacionistas e alguns/as integrantes do conselho defenderam um estudo completo sobre as opções de reparo e o tombamento histórico do edifício, ao passo que outros/as enfatizaram preocupações fiscais e operacionais.

Defensores/as da preservação destacam a relevância cívica e arquitetônica do edifício, ao passo que os/as defensores/as da demolição apontam os altos custos de manutenção e o potencial de redesenvolvimento do terreno central. Uma petição para "Salvar a Prefeitura de Dallas", que pede aos/às membros do conselho para interromper os planos de demolição e encomendar um estudo de renovação transparente, continua aberta para assinaturas. Enquanto isso, o prefeito declarou que deseja analisar todos os fatos antes de se posicionar sobre a transferência da sede municipal ou o investimento em reformas. O caso se soma à crescente lista de ícones modernistas em todo o mundo que enfrentam futuros incertos, desencadeando debates culturais mais amplos sobre patrimônio cívico e infraestrutura pública.

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Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração

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Todo edifício começa em outro lugar. A areia em seu concreto, a pedra em sua fachada, o lítio que um dia poderá alimentar seus sistemas. Esse material chega já arrancado de uma montanha, do leito de um rio ou de um salar a milhares de quilômetros de distância, após passar por uma engrenagem de caminhões, navios e declarações alfandegárias que apagam quase todo vestígio de sua origem. A arquitetura tende a tratar o material como uma condição de partida, algo simplesmente disponível, mas é na extração que a construção de fato começa.

Apenas o comércio global de areia para construção movimenta-se hoje em uma escala que rivaliza com os mercados ilegais de madeira, ouro e pescado somados, operando por meio de redes violentas o suficiente para custar a vida de repórteres e ativistas. Uma única montanha na Toscana produziu mais mármore nas últimas décadas do que nos dois mil anos anteriores, escavada por uma força de trabalho cuja própria história de revolta foi quase totalmente esquecida. Sob os salares de três países sul-americanos e o cinturão de cobre da África Central, os minerais que supostamente alimentarão um futuro mais limpo são extraídos de terras habitadas por comunidades indígenas há gerações e que, em alguns casos, são mineradas manualmente por crianças. Cada uma dessas transações é vendida como comércio comum; no entanto, cada uma delas constitui também uma transação territorial cujos termos foram definidos muito longe de onde o material foi retirado.

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RIBA revela a lista de finalistas do Prêmio Stirling 2026

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O Royal Institute of British Architects (RIBA) anunciou os seis projetos finalistas para o RIBA Stirling Prize de 2026, marcando o 30º aniversário do prêmio. Estabelecido em 1996, o Stirling Prize reconhece a obra considerada de maior contribuição para a evolução da arquitetura no Reino Unido. A lista de finalistas deste ano abrange uma ampla variedade de tipologias, incluindo uma nova praça pública sobre um dos nós de transporte mais movimentados de Londres, o reúso adaptativo de um teatro da década de 1970 em um espaço cultural, um empreendimento residencial de alta densidade, dois projetos para faculdades de Cambridge e uma casa unifamiliar localizada na borda da Floresta de Epping. O projeto vencedor será anunciado em 15 de outubro no Old Billingsgate, em Londres.

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Prefeitura de Tbilisi aprova demolição do Complexo Cultural do Parque Rike, do Studio Fuksas

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No dia 13 de julho de 2026, a Prefeitura de Tbilisi emitiu uma licença para desmantelar o Teatro de Música e Sala de Exposições em formato de tubo do Parque Rike. O complexo, projetado pelo escritório italiano Studio Fuksas, nunca foi inaugurado oficialmente desde sua conclusão em 2012, aproximadamente na mesma época que o Centro de Serviços Públicos de Tbilisi, do mesmo escritório. O projeto tem sido fonte de controvérsia entre as autoridades e a população desde sua encomenda em 2011. Construído durante o governo do Movimento Nacional Unido (UNM), o projeto teve suas obras suspensas após a mudança de governo em 2012. As duas estruturas, frequentemente chamadas de "Tubos de Rike", foram originalmente projetadas para abrigar um teatro musical e um espaço de exposições, mas permanecem até hoje sem qualquer uso oficial.

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Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional

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O anúncio da proposta vencedora para o novo Museu Nacional do Equador (MuNA) desencadeou um dos debates arquitetônicos mais significativos do país nos últimos anos. Desde então, a resposta do público remodelou o próprio concurso, ao mesmo tempo em que levantou questões mais amplas sobre como um museu nacional dá forma arquitetônica à interpretação de uma nação. Embora a discussão tenha começado com um único projeto, ela expôs um desafio que se estende muito além do Equador.

Não se espera dos museus nacionais que apenas representem uma nação; espera-se que lhe deem forma arquitetônica. Contudo, a identidade não pode ser construída de forma direta. Antes de se tornar arquitetura, ela deve primeiro ser interpretada e traduzida por meio de decisões de projeto.

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Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto

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Em 24 de junho de 2026, um grave evento sísmico composto por dois grandes terremotos com magnitudes de 7,2 e 7,5 atingiu o centro-norte da Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo. A destruição generalizada concentrou-se ao longo da costa norte do país, impactando fortemente a capital, Caracas, e o estado vizinho de La Guaira, onde a infraestrutura urbana frágil e a vulnerabilidade das habitações resultaram no colapso ou em danos graves de milhares de estruturas residenciais. O desastre assemelha-se a eventos devastadores anteriores observados em outros grandes episódios sísmicos, como o terremoto de Wenchuan em 2008 e os deslizamentos de terra em Sichuan em 2011, o terremoto de Ludian em Yunnan em 2014 e o terremoto de 2017 no centro do México. Diante de desastres naturais de grande magnitude que devastam comunidades inteiras, profissionais de arquitetura têm a oportunidade de intervir propondo soluções pós-desastre pautadas por modelos estratégicos de reconstrução. Em vez de recorrer a abrigos de emergência genéricos e padronizados, um projeto arquitetônico consciente pode viabilizar uma infraestrutura residencial de baixo custo e rápida implantação que preserve a dignidade humana por meio de espaços dignos e integrados ao seu contexto cultural.

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MoMA revisita o modernismo da África Ocidental e nova instalação ativa a Basílica de Maxêncio: Resumo da semana

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A arquitetura esta semana olhou tanto para o passado quanto para o futuro. Entre museus, marcos restaurados e redesenvolvimentos urbanos em grande escala, as histórias em destaque exploraram como a arquitetura é continuamente reinterpretada sob novas lentes culturais, políticas e urbanas. Da reconsideração do legado arquitetônico da África Ocidental pós-independência à transformação de antigas prisões em bairros energeticamente neutros e à restauração de marcos culturais do século XX, os projetos demonstram como edifícios e histórias existentes continuam sendo participantes ativos no discurso contemporâneo. Paralelamente a essas intervenções, o anúncio dos finalistas do World Architecture Festival e a atenção renovada ao crescimento urbano global traçam um panorama mais amplo de uma profissão que articula patrimônio, responsabilidade ambiental e cidades em rápida transformação.

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Exposição "A Structure of Feeling" sobre nova geração de arquitetos e arquitetas da China é inaugurada no Aedes, em Berlim

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Durante o mês de julho e até 19 de agosto, a galeria Aedes – Architecture and Space em Berlim apresentará a exposição "A Structure of Feeling: On a New Generation of Architects in China". Fundada em 1980, a Aedes é uma instituição cultural sem fins lucrativos. Com foco nas interseções entre arquitetura, cidade e sociedade, sua programação pública contínua já apresentou cerca de 600 exposições ao longo de mais de quatro décadas de atuação. Em 2001, o espaço apresentou TUMU, uma exposição que chamou a atenção internacional para uma geração de jovens arquitetos/as chineses/as independentes. Vinte e cinco anos depois, "A Structure of Feeling" exibe o trabalho de uma nova geração que atua sob condições distintas. Nove escritórios estão representados por meio de doze projetos que transformam a malha urbana existente, o desenvolvimento rural e as formas contemporâneas de produção espacial.

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