A apenas cinco dias do anúncio dos finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos do ano. O maior prêmio de arquitetura do mundo hispânico, decidido por sua comunidade, o Obra do Ano tem como objetivo reconhecer os projetos arquitetônicos mais influentes publicados a cada ano no ArchDaily em Espanhol.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade do ArchDaily ao longo destas duas semanas de indicações. Ao indicar projetos, cada leitor e leitora passa a integrar um júri global e imparcial, dando visibilidade ao melhor da arquitetura nos países de língua espanhola.
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Estabelecer o conforto térmico já exigiu uma inteligência arquitetônica muito mais deliberada e calibrada—uma interação entre orientação, volumetria, comportamento dos materiais, potencial de ventilação, sombreamento e a maneira como a luz e as superfícies absorvem e liberam calor. Isso não era apenas uma questão de preferência, mas de necessidade. Quando muitos dos edifícios modernistas do pós-guerra de Hong Kong foram construídos, no final dos anos 1960 e 1970, formando uma parcela substancial da habitação social e do parque residencial da cidade, o ar-condicionado ainda não era um serviço onipresente e padrão. O resfriamento, quando existia, era limitado e distribuído de forma desigual; o conforto precisava ser negociado por meios passivos, através do corte, da profundidade da fachada, de aberturas operáveis e de detalhamentos climáticos. Foi apenas mais tarde, sobretudo ao longo das décadas de 1970 e 1980, à medida que o ar-condicionado se padronizava na região, que o resfriamento mecânico começou a substituir essa matriz anterior de tomada de decisões arquitetônicas.
O ar-condicionado afetou negativamente o espaço arquitetônico, especialmente em Hong Kong e na região vizinha? A afirmação mais precisa é que a dependência generalizada do ar-condicionado reorganizou profundamente a estrutura de incentivos do projeto de edifícios.
Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.
No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade ArchDaily ao longo dessas duas semanas de nomeações. Ao nomear projetos, cada leitor passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados, dando visibilidade ao que há de melhor na arquitetura dos países de língua portuguesa.
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À medida que o discurso arquitetônico continua a se expandir pelos domínios cultural, educacional e cívico, os acontecimentos de esta semana destacam como a disciplina opera simultaneamente por meio do legado, da produção de conhecimento e do engajamento público em grande escala. De reflexões sobre figuras influentes e seu impacto duradouro a cenários acadêmicos em evolução e novas formas de infraestrutura cultural, a arquitetura se posiciona tanto como um repositório de ideias quanto como um agente ativo na formação de identidades contemporâneas. Ao mesmo tempo, projetos que abrangem áreas como entretenimento, museus e desenvolvimento de orlas apontam para uma crescente ênfase em programas híbridos e ambientes experienciais, nos quais a arquitetura atua como mediadora entre a cultura, a vida pública e o público global.
A proposta de projeto do escritório UNS para a nova Linha 2 do Metrô de Turim, desenvolvida em colaboração com Settanta7, Mijksenaar, Frigorosso, 3BA e WSP, foi selecionada por um júri internacional de especialistas presidido por Dominique Perrault. A proposta baseia-se na ideia de "fluxo", um conceito que historicamente moldou a cidade italiana, desde os rios Pó e Dora até os 18 quilômetros de pórticos em arco que estruturam a circulação de moradores/as e visitantes. O projeto prevê a Linha 2 como um novo "rio urbano", guiado por três princípios de design para facilitar esse fluxo: branding, experiência de trânsito e escalas de identidade. Com 32 estações planejadas no total, a fase inicial de projeto inclui 10 estações, entre elas Mole Giardini, San Giovanni Bosco e Carlo Alberto.
Milão, um centro global de moda e finanças, consolida-se cada vez mais como um polo de destaque na arquitetura e no design. Sua condição de segunda maior cidade da Itália sustenta uma cena cultural vibrante, que atrai tanto talentos criativos consagrados quanto emergentes. Além disso, a cidade abriga prestigiadas instituições de ensino, reconhecidas por sua ênfase na preservação e conservação do patrimônio. Sua importância cultural e no campo do design torna-se cada vez mais evidente, à medida que um número crescente de profissionais da criação se estabelece nesse dinâmico polo criativo.
Entre os marcos mais icônicos de Milão estão o exuberante gótico do Duomo di Milano, a historicamente e artisticamente relevante Santa Maria delle Gracie e a ornamentada Galleria Vittorio Emanuele II, além de inúmeros monumentos renascentistas e barrocos. A cidade também ostenta algumas das obras de arquitetura moderna e contemporânea mais inovadoras, revelando um diálogo singular entre tradição e modernidade. Essa sinergia é exemplificada pelas contribuições de profissionais da arquitetura como Aldo Rossi,Gio Ponti,Stefano Boeri, Mario Cucinella, Zaha Hadid, Grafton Architects, Herzog & de Meuron e Foster and Partners.
O guia a seguir destaca importantes marcos históricos ao lado de obras exemplares de arquitetura contemporânea selecionadas pelo ArchDaily. Este roteiro serve como um recurso indispensável para quem planeja explorar Milão durante a Semana de Design de 2026, apresentando uma seleção de locais essenciais projetados por renomados/as arquitetos/as locais e internacionais.
Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.
Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.
Durante a maior parte da história humana, a noite chegava como uma certeza planetária. A escuridão se espalhava pelas paisagens e o céu revelava milhares de estrelas. Hoje, esse céu está desaparecendo. A luz artificial se propaga para o alto a partir das cidades, dispersando-se pela atmosfera e transformando a noite em uma névoa permanente. Pesquisas que mapeiam o brilho global do céu mostram que mais de 80% da humanidade vive hoje sob céus com poluição luminosa, e a Via Láctea desapareceu da vista de mais de um terço da população mundial. O desaparecimento dos céus escuros costuma ser debatido no âmbito da astronomia, mas as origens dessa mudança estão profundamente arraigadas no ambiente construído. Os edifícios emitem luz, refletem-na através de fachadas de vidro e estendem a iluminação muito além de suas paredes. Na tecnosfera — o vasto sistema de infraestruturas e materiais construído pelos seres humanos —, a arquitetura agora molda tanto o espaço físico quanto as condições sensoriais ao seu redor.
Em um momento no qual a arquitetura é impelida a responder de forma mais direta às pressões ambientais e sociais, o pavilhão da Espanha para a Capital Mundial do Design Frankfurt Rhein-Main 2026 posiciona-se como mais do que uma instalação temporária. Embora a materialidade esteja no centro de seu projeto, a proposta explora como uma infraestrutura cultural reversível pode ativar o espaço público sem a necessidade de construções permanentes. Discussões sobre o uso de materiais, circularidade e reutilização na arquitetura estão intimamente ligadas a contextos culturais, condições ambientais e influências históricas que revelam como o tempo molda o ambiente construído. Além de sua dimensão construtiva, o pavilhão espanhol expressa identidade ao reinterpretar o método arquitetônico de Antoni Gaudí, criador da Sagrada Família e do Parque Güell. O projeto também demonstra como os setores criativo e industrial da Espanha enfrentam os desafios atuais com soluções construtivas inovadoras.
A arquitetura há muito tempo é atraída para cima. Em O Ar e os Sonhos, Gaston Bachelard escreve sobre uma imaginação moldada pelo movimento; pelo desejo de subir, flutuar, escapar da atração do solo. O ar, para ele, convida a imaginação a distorcer, inventar e ir além do que é dado, em vez de simplesmente reproduzi-lo. Nesse sentido, a leveza não é apenas uma condição física, mas um sentimento: o desejo de transcender o peso da terra e avançar em direção a algo menos tangível. Esse impulso pode ser rastreado nas contínuas tentativas da arquitetura de se erguer, desde os pilotis e grandes vãos até sistemas suspensos e membranas tensionadas. Construir de forma leve, portanto, não é apenas uma ambição técnica, mas também cultural — uma maneira de alcançar o céu.
Hoje, essa busca pela leveza ganha uma urgência renovada. À medida que as preocupações ambientais, os riscos climáticos e os avanços tecnológicos remodelam o ambiente construído, construir de forma leve deixa de ser apenas uma ambição estética ou estrutural; passa a ser cada vez mais visto como um imperativo ecológico e ético.
Entre 23 de junho e 30 de agosto de 1988, o Museum of Modern Art (MoMA) de Nova York realizou uma exposição intitulada Deconstructivist Architecture, como parte de um programa "concebido para examinar os desenvolvimentos atuais na arquitetura". Com curadoria de Philip Johnson e Mark Wigley, a mostra focou no trabalho contemporâneo de sete profissionais da arquitetura internacional: Coop Himmelblau, Peter Eisenman, Frank Gehry, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Bernard Tschumi e uma jovem Zaha M. Hadid. Aos 37 anos, seu trabalho foi apresentado ao mundo como um exemplo do "surgimento de uma nova sensibilidade na arquitetura". O material exposto não era uma maquete ou uma planta, mas sim uma pintura, intitulada The Peak, enviada para um concurso de arquitetura em Hong Kong em 1983. A partir desse ponto de partida, sua contribuição para a arquitetura se aprofundou nas mesmas linhas reconhecidas na época de sua inclusão na mostra: o desenvolvimento de uma linguagem arquitetônica distinta, matemática e, em suas próprias palavras, "fluida", além de sua emergência como uma figura feminina de liderança em um campo historicamente dominado por homens.
Martínez de Guereñu estuda a obra que Lilly Reich e Mies van der Rohe construíram em parceria criativa: desde a famosa Sala de Vidro na exposição de Habitação de Stuttgart e o Café de Veludo e Seda na exposição A Moda Feminina de Berlim, ambas em 1927, até sua obra-prima na seção alemã da Exposição Internacional de Barcelona em 1929, o Pavilhão representativo da Alemanha.
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Como uma das principais propulsoras do consumo de recursos naturais, do uso de energia e das emissões de gases de efeito estufa, a indústria da construção civil causa um impacto significativo no meio ambiente, consumindo 32% da energia global e contribuindo para 34% das emissões mundiais de CO₂. Os materiais de construção desempenham um papel crucial na definição do ambiente construído. Por meio dos princípios da economia circular, de soluções renováveis e autossuficientes e de inovações tecnológicas, a análise do desempenho ambiental de cada material evidencia a oportunidade de revisar e avaliar as diferentes etapas de seu ciclo de vida.
Ao estabelecer uma estrutura comum para medir e gerenciar o impacto ambiental dos materiais de construção, a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) surge como uma abordagem fundamental. Essa metodologia oferece uma avaliação abrangente dos impactos ambientais associados a produtos, processos ou atividades ao longo de todo o seu ciclo de vida. Desde a extração da matéria-prima, fabricação e transporte até a construção, o uso e o tratamento de fim de vida, a análise considera as cargas ambientais vinculadas a cada etapa. No contexto dos materiais de construção, a ACV oferece uma abordagem holística e sistemática para avaliar o desempenho ambiental e identificar oportunidades de otimização de projeto, entre outras melhorias. Dessa forma, ela quantifica impactos como as emissões de carbono, o consumo de energia, o uso de água, a poluição do ar, a geração de resíduos e o esgotamento dos ecossistemas.
A inteligência artificial não é mais um conceito distante na prática profissional da arquitetura. Ela está se tornando rapidamente uma ferramenta prática utilizada por escritórios em todo o mundo para acelerar os fluxos de trabalho de projeto, gerar visualizações e explorar novas possibilidades criativas.
De acordo com uma nova pesquisa do setor realizada pela Chaos em colaboração com o Architizer, arquitetos, arquitetas e designers já estão integrando a IA em seu trabalho diário. Quase 800 profissionais de arquitetura e design de todo o mundo participaram do estudo, compartilhando perspectivas sobre como usam as ferramentas de IA, quanto tempo a tecnologia economiza e como acreditam que a inteligência artificial moldará o futuro da arquitetura.
Ao longo de 2025 e no início de 2026, inúmeros projetos de museus foram anunciados, avançaram ou tiveram suas obras iniciadas em diversas regiões, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. Localizados na Ásia, Europa, América do Norte e Ásia Central, esses empreendimentos refletem as mudanças contínuas no papel das instituições culturais nas cidades contemporâneas. Cada vez mais, os museus são concebidos não apenas como espaços de exposição, mas como ambientes voltados para o público que abrigam educação, pesquisa e engajamento cívico. Esse escopo programático ampliado costuma ser acompanhado por estratégias arquitetônicas que respondem às condições urbanas, à continuidade espacial e à integração da infraestrutura cultural a processos mais amplos de desenvolvimento urbano.
A morte é uma certeza, mas sua arquitetura nunca foi estável. Cada época e cultura inventou uma maneira diferente de situar os mortos no mundo (perto ou longe, visíveis ou resguardados, monumentais ou quase anônimos), e essas escolhas sempre carregaram um peso social e político. É nos cemitérios que esse peso se torna legível no espaço, transformando crenças e regulamentações em limites, trajetórias e nomes.
Nesse sentido, o cemitério se comporta como um exercício de fazer cidade. Ele exige acessos, limites e uma ordem interna capaz de crescer sem perder a clareza. Depende tanto do manejo do solo e da água quanto do simbolismo, e tanto da administração quanto da forma. Contudo, o seu verdadeiro desafio arquitetônico é tornar legível um território vasto e em constante evolução, preservando ao mesmo tempo a intimidade da visita. Os nomes precisam ser localizáveis; os percursos devem permanecer claros; as árvores crescem, os caminhos mudam, as pedras sofrem a ação do tempo, os registros se acumulam. O que parece estático é, na prática, um sistema vivo projetado para ser usado e revisitado muito tempo após a dor inicial do luto ter passado.
Vista aérea da área do Port Vell onde o Liceu Mar será construído. Imagem cortesia de Gran Teatre del Liceu e Port de Barcelona
A cidade de Barcelona anunciou as cinco equipes finalistas selecionadas para a próxima fase do concurso internacional para o Liceu Mar, um novo espaço cultural planejado para a orla de Port Vell. Promovido pelo Gran Teatre del Liceu em colaboração com o Porto de Barcelona, o projeto é concebido como uma segunda sede para a instituição histórica, ampliando seu papel artístico e cívico ao mesmo tempo em que fortalece sua presença internacional. Ao reunir um grupo de escritórios de reconhecimento internacional e forte atuação local, a lista de finalistas reforça a relevância global do projeto. O anúncio da proposta vencedora está previsto para o outono de 2026.
As árvores costumam ser as primeiras a desaparecer quando uma obra tem início. Limpar o terreno é, há muito tempo, um dos atos mais imediatos da arquitetura: remover o preexistente para abrir espaço para o novo. Mesmo quando a vegetação é preservada, ela geralmente é tratada como uma camada secundária, reintroduzida como paisagismo em vez de estruturar o próprio projeto.
Contudo, alguns projetos partem de outro ponto. Em vez de iniciar o desenho a partir de um terreno limpo, eles trabalham com o que já existe no local. As árvores são mantidas, não como meros elementos a serem emoldurados, mas como condicionantes que orientam a organização espacial, a incidência da luz e a própria formalização da arquitetura.
Os mirantes são estruturas destinadas à observação da paisagem a partir de pontos elevados. Implantados em meio à natureza ou no cenário urbano, funcionam como dispositivos que organizam o olhar e estabelecem uma relação direta entre o corpo e o território. Nessa fronteira entre o observador e a paisagem, os mirantes podem assumir diferentes configurações, desde pequenos gestos até estruturas monumentais, sempre em resposta ao contexto em que se inserem. Independente da escala, são – em certa medida -, tentativas de domesticar a vastidão, recortes precisos que tornam legível aquilo que, sem mediação, poderia se apresentar como excesso.
Novas galerias de Arte da África do Brooklyn Museum. Renderização do projeto, 2026. Imagem cortesia de Peterson Rich Office
O Brooklyn Museum, em Nova York, anunciou a ampliação de seu edifício neoclássico — um patrimônio histórico tombado pela cidade de Nova York — para incluir novas galerias dedicadas à sua histórica coleção de arte africana. O projeto de renovação e criação das galerias permanentes foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura Peterson Rich Office (PRO), sediado no Brooklyn e com experiência em espaços expositivos contemporâneos, em consultoria com o escritório Beyer Blinder Belle Architects & Planners para a preservação histórica do museu. A proposta transforma espaços anteriormente subutilizados que serviam como depósitos, marcando um novo marco na série de reformas desta instituição com mais de 200 anos de história. Pela primeira vez, as galerias de arte egípcia do museu serão conectadas às novas galerias africanas, unindo o norte da África ao resto do continente para oferecer ao público uma visão coesa do rico legado artístico africano.
Nos limites da maioria das cidades, para além dos anéis viários e entroncamentos, um outro tipo de arquitetura está ganhando forma. Ela não foi projetada para ser vista, visitada ou lembrada. Não reúne pessoas; move coisas. Em seu interior, milhares de encomendas circulam continuamente, sendo triadas, içadas, escaneadas e despachadas com o mínimo de interrupção. Esses edifícios raramente entram no debate arquitetônico, mas figuram entre os espaços com maior impacto de nosso tempo. A tipologia que define o século XXI é, cada vez mais, o galpão logístico.
A escala dessa transformação é difícil de mensurar porque se desdobra horizontalmente, ao longo de territórios e não em silhuetas urbanas. A área global destinada a galpões logísticos agora ultrapassa dezenas de bilhões de pés quadrados, expandindo-se rapidamente junto com a ascensão do e-commerce. Durante a pandemia de COVID-19, a demanda por infraestrutura logística acelerou o equivalente a vários anos, comprimindo o crescimento futuro em um presente já tensionado. Na Índia, o setor de armazenagem continua crescendo a taxas de dois dígitos, reconfigurando terras periurbanas em corredores de estocagem e distribuição. A logística não é mais um sistema de bastidores; tornou-se uma condição territorial.