No imaginário de grande parte da população, a favela assume representações muitas vezes paradoxais e proporcionalmente opostas. Sob o olhar de quem não a vive, ela é constantemente associada ao crime, a sujeira ou a doenças, ao mesmo tempo em que é considerada a expressão estética de um país, sendo o berço de elementos culturais reconhecidos mundialmente, como o samba no caso do Brasil.
Por ser um dos menores espaços da casa, a área do box do chuveiro costuma ter dificuldade para receber luz suficiente. Enquanto os dormitórios têm prioridade na escolha das melhores localizações junto às paredes externas — o que lhes garante acesso a ar fresco, luz natural e melhores vistas através das janelas —, os banheiros costumam ser relegados ao espaço restante, dispondo de apenas uma estreita faixa de fachada, quando muito.
Devido a questões de privacidade e possíveis danos causados pela água, contudo, mesmo quando há a oportunidade de incluir uma janela no banheiro, ela raramente é posicionada dentro do próprio box. No entanto, considerando que muitas pessoas recorrem a um banho revigorante para despertar pela manhã, e que o vapor torna o box um ambiente de altíssima umidade, uma janela nessa área pode fazer toda a diferença, trazendo luz natural diretamente para o espaço e mantendo todo o ambiente bem ventilado.
Sistema de plafón AcoustiBuilt®; Children's Research Hospital; Memphis, TN. Image Cortesía de Armstrong
A arquitetura é uma disciplina intrinsecamente ligada aos nossos sentidos. Embora o paladar e o olfato sejam provavelmente os menos envolvidos com o ambiente construído, o tato, a visão e a audição são constantemente influenciados pelos estímulos do design, dos materiais e das fontes sonoras, sejam elas internas ou externas. Por isso, no que tange ao som, a sua relação com o bem-estar das pessoas é um tema de grande relevância para arquitetos/as e designers, visto que o som muitas vezes determina a maneira como vivenciamos os espaços.
Dependendo da tipologia do edifício e das atividades nele realizadas —bem como do efeito que se deseja alcançar—, pode ser necessário atenuar o som em interiores, bloqueá-lo entre dois espaços fechados ou, às vezes, ambos. Desde o som típico de um espaço de trabalho, a música, até os estímulos sonoros gerados pela atividade urbana, a acústica é uma disciplina inerente à arquitetura. Diante disso, arquitetos/as e marcas como a Armstrong têm buscado abordar suas particularidades por meio de tecnologia, inovação e diversos designs.
https://www.archdaily.com.br/pt/1138410/melhorando-a-acustica-e-a-estetica-interna-sistemas-de-parede-e-forro-sem-juntasEnrique Tovar
O escritório MAD Architects acaba de revelar o projeto para o Aeroporto de Lishui, na China. Conhecida como a "cidade floresta”, Lishui se destaca por suas paisagens verdes e vales no sudoeste da província de Zhejiang. Situado em um terreno montanhoso, a cerca de 15 quilômetros a sudoeste da cidade, o aeroporto foi concebido como um polo de transporte regional e doméstico que busca se harmonizar com o entorno natural.
CityMakers, a comunidade global de profissionais de arquitetura que aprendem com cidades exemplares e seus idealizadores, está trabalhando em parceria com o ArchDaily para publicar uma série de artigos sobre Barcelona, Medellín e Roterdã. Os textos são de autoria de arquitetos/as, urbanistas e/ou estrategistas por trás dos projetos que transformaram essas três cidades e que são estudados nas "Schools of Cities" e nos "Documentary Courses" promovidos pela CityMakers. Nesta ocasião, Jaume Barnada, coordenador do premiado projeto de Abrigos Climáticos nas escolas de Barcelona e palestrante no "Schools of Cities", apresenta seu artigo "Barcelona: o espaço público como sinônimo de adaptação da cidade construída".
As cidades são espaços densos e construídos nos quais a pavimentação se impôs de forma eficiente sobre o solo natural. Cidades como Barcelona têm quase 75% de seu solo pavimentado e impermeável. Sem dúvida, trata-se de um excesso a ser revertido em um momento de emergência climática, no qual devemos nos reconectar com a natureza. Oriol Bohigas [1] nos dizia que a boa urbanização havia pavimentado as praças das cidades mediterrâneas e que ninguém queria viver em um lamaçal. Certamente ele tinha razão. Além disso, ele nos ensinou que o verde e, consequentemente, o solo natural deveriam ter dimensão e, sobretudo, uma inserção urbana. Praças são praças e parques são parques, e cada espaço demanda um tipo de projeto. Hoje em dia, com a frequente confusão conceitual na urbanização dos espaços públicos, deparamo-nos com projetos que acabam por descaracterizar o modelo.
Sadafumi (Sada) Uchiyama, ASLA, é curador emérito do Portland Japanese Garden. Antes de se aposentar, Uchiyama atuou como curador-chefe de 2021 a 2023. Ele é um jardineiro japonês de terceira geração do sul do Japão, onde sua família atua no setor de jardinagem há mais de um século. Além de sua formação como jardineiro nascido e treinado no Japão, Uchiyama também é arquiteto paisagista registrado nos estados de Oregon e Califórnia, com bacharelado e mestrado em Arquitetura Paisagística pela Universidade de Illinois. Esta entrevista foi realizada na ASLA 2021 Conference on Landscape Architecture, em Nashville.
Por décadas, nossa sociedade predominantemente adotou uma abordagem extrativista ao formular modelos para fabricação de materiais em diversas indústrias. Embora agora saibamos que esse modelo é insustentável, uma grande questão permanece: Como devemos fazer? Pode ser que ainda estejamos longe de oferecer uma resposta definitiva a esse desafio. Ainda assim, é empolgante notar que, em um contexto marcado por um horizonte global e ecológico desafiador, a comunidade arquitetônica mantém uma abordagem positiva ao buscar uma reavaliação do que fazemos e como fazemos.
Esse movimento pode estar ganhando relevância devido ao surgimento de novas gerações mais conscientes ambientalmente, como a Geração Z e Alpha. O que é certo é que estamos testemunhando o desenvolvimento de novas filosofias de produção, como materiais à base de plantas, que adotam práticas voltadas para favorecer o uso de recursos derivados de plantas, reduzir a dependência de processos extrativos e promover alternativas conscientes e sustentáveis em diversos aspectos da fabricação e produção de materiais na arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1014549/cultivando-arquitetura-um-vislumbre-de-tres-materiais-a-base-de-plantasEnrique Tovar
O Estado do Kuwait revelou o projeto do Pavilhão do Kuwait, que será construído na Expo Mundial 2025 em Osaka. Projetada pelo escritório de arquitetura LAVA (Laboratory for Visionary Architecture), a estrutura temporária foi concebida como um “Farol Visionário” para representar o acolhimento do Kuwait às culturas, artes e iniciativas sociais árabes. O pavilhão, desenvolvido em parceria com a construtora principal NUSSLI, propõe ainda uma resposta ao tema central da exposição, “Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas”, buscando estreitar as relações entre o Kuwait e o Japão e fomentar debates sobre visões de um futuro sustentável.
A construção do "The Grid", um novo complexo de escritórios projetado pelo escritório Foster + Partners, já está em andamento. Localizado em Marousi, um consolidado polo de negócios conectado ao centro de Atenas, o projeto ocupa um quarteirão inteiro. A proposta conta com espaços de trabalho modernos e adaptáveis, além de áreas verdes integradas a um parque público. O empreendimento busca revitalizar Marousi e atrair novas empresas para a região.
A reabilitação envolve o reparo, a reforma, a alteração ou a reconstrução de qualquer edifício ou estrutura. Ela atende à necessidade de melhorar significativamente os elementos deteriorados de uma edificação, principalmente por meio do reforço ou da substituição de componentes para restaurar o desempenho ideal da estrutura. O impacto da reabilitação de edifícios no meio ambiente é significativo, constituindo uma estratégia sustentável para preservar o ambiente construído e mitigar o impacto da indústria da construção nas mudanças climáticas.
No entanto, seu impacto social também é considerável quando visto como uma base fundamental para resultados sustentáveis. A reabilitação pode servir como um modelo que une os membros da comunidade em torno do reparo e do restauro inclusivos de estruturas. Isso gera impactos positivos na qualidade de vida coletiva, na integração social, na sustentabilidade ambiental e na percepção da própria comunidade sobre a arquitetura local.
A Residência Blue Jay Way está localizada em Bird Streets, Los Angeles, EUA, adjacente ao bairro de Beverly Hills. O terreno ocupa uma posição privilegiada no topo da colina, oferecendo vistas panorâmicas para o skyline de Los Angeles e de Hollywood. A planta aberta do projeto busca conectar, visual e sensorialmente, os espaços internos à paisagem da cidade, enquanto os pátios escalonados e os materiais em tons de branco caloroso conduzem o jogo de luz e sombra a todos os cantos da edificação.
Arquitetura é sobre dar forma aos lugares onde as pessoas vivem. Não é mais fácil, nem mais complicado do que isso. Aqui estão três palavras-chave: "forma", "lugar" e "vida". Assim que refletimos sobre esses termos, imediatamente compreendemos que essas coisas não são tão simples. — Alejandro Aravena
Com esta sentença do prefácio do Guia de Arquitetura do ArchDaily, Alejandro Aravena reflete sobre a complexidade subjacente da arquitetura. Algo essencial para nossas vidas, mas que, com as crescentes complexidades do nosso mundo, se torna uma tarefa desafiadora.
É por isso que, pelo quarto ano consecutivo, embarcamos em uma pesquisa global, avaliando o trabalho, o ethos e a missão por trás de práticas inovadoras de todo o mundo. Trabalhos que representam a diversidade que está remodelando nosso campo; práticas que atuam em todo o espectro da arquitetura e suas fronteiras difusas, abrangendo desde pequenos estúdios até profissionais ativistas, startups e outras formas de produção, pesquisa e pensamento.
As 20 práticas selecionadas representam a diversidade entre aqueles que lideram o caminho na direção que a arquitetura deveria seguir. Suas missões são variadas, mas em todas elas notamos uma prática consciente em relação aos desafios de nosso mundo.
Conheça as melhores Novas Práticas de Arquitetura de 2024 do ArchDaily:
Painéis de parede de palha. Imagem cortesia de EcoCocon
Durante muito tempo, a indústria da construção civil seguiu um processo linear: extrair matérias-primas, construir estruturas, demoli-las e, por fim, descartar os resíduos em aterros sanitários. Essa abordagem gera graves impactos negativos sobre o meio ambiente e a sociedade, sendo inerentemente insustentável. Repensar os métodos e fluxos de trabalho tradicionais exige o apoio de todas as partes interessadas e um senso de urgência manifestado pelas autoridades. Nos Estados Unidos, administrações municipais começaram a implementar novas políticas para evitar que os resíduos da construção civil parem em aterros e para apoiar práticas circulares. Diversas cidades, como Seattle e Pittsburgh, começaram a adotar decretos de desconstrução que exigem que edifícios mais antigos sejam cuidadosamente desconstruídos em vez de demolidos. De que maneira suas principais diretrizes podem influenciar as práticas circulares no país?
Riverside Art Studio por Patrizio Maria Puppo & Martina Di Marco (Vencedor). Imagem cortesia de Dar[e]-Europe
O Polo Sustentável em Sevilha surgiu como um conceito inovador por meio de um concurso aberto de ideias de projeto sustentável passivo, lançado em outubro de 2023, com propostas recebidas até fevereiro de 2024. Liderado pela Dar[e]-Europe, uma renomada empresa de pesquisa sediada em Sevilha, Espanha, o concurso teve como objetivo fomentar soluções de design sustentável e, ao mesmo tempo, promover o conforto do público usuário, com dependência mínima de fontes de energia não renováveis e baixo impacto ambiental.
O estúdio alemão de arquitetura e design Beta Realities desenvolveu a iniciativa “Collective Parts”, uma plataforma de projeto e tecnologia voltada a viabilizar a construção de habitações acessíveis impressas em 3D. O projeto foi reconhecido como um dos vencedores do Initiative99, promovido pela ICON, um concurso global de arquitetura que visa repensar a habitação de interesse social construída por menos de US$ 99.000. Os demais premiados na categoria aberta são o MTspace Studio, da Nova Zelândia, e o For Everyday Life, do Reino Unido. O concurso também destaca as contribuições de estudantes em uma categoria separada, apresentando o projeto Casa Fami, do IAAC (Espanha), de Juan Felipe Molano (Colômbia) e de Victoria Roznowski (Alemanha).
Cortesia de Team Cobe | Futuro Parlamento Dinamarquês
O escritório de arquitetura Cobe acaba de revelar seu projeto vencedor para o futuro Parlamento dinamarquês em Copenhague. Com o objetivo de revitalizar o centro administrativo histórico da Dinamarca, o estúdio idealizou um espaço acolhedor e acessível, “onde todas as pessoas possam vivenciar a democracia de perto”. O projeto apresenta um centro de visitantes subterrâneo, que leva a instalações no Pátio do Parlamento, e um percurso interconectado que une edifícios históricos anteriormente utilizados pelo Arquivo Nacional Dinamarquês.
O que é a simetria na arquitetura? Por que ela é utilizada para projetar espaços? Que vantagens e desvantagens ela apresenta em relação a outras ferramentas de projeto, como a rotação, translação e/ou repetição? A arquitetura contemporânea evolui dia após dia, implementando diferentes estratégias para criar espaços habitáveis onde as pessoas possam realizar suas atividades cotidianas, atender às suas necessidades, entre outras funções. Considerando a simetria como um possível meio de organização, distribuição e movimento no plano, a arquitetura se expressa e se comunica em grande parte por meio de recursos gráficos (planimetrias, volumetrias, fotografias, etc.) em uma relação que busca a convivência harmoniosa, na maioria dos casos, entre espaços, proporções e escalas.
Durante séculos, os ambientes áridos solucionaram os problemas de iluminação, privacidade e calor por meio de um elemento marcante da arquitetura islâmica e árabe: o muxarabi. Feito com padrões geométricos tradicionalmente compostos por pequenas peças de madeira torneada, o muxarabi apresenta tramas em treliça que cobrem grandes superfícies. Tradicionalmente, era utilizado para captar o vento e proporcionar resfriamento passivo sob o calor seco do deserto no Oriente Médio. Frequentemente utilizado nas laterais de estruturas edificadas voltadas para a rua, o muxarabi abrigava jarros e bacias de água em seu interior para ativar o resfriamento evaporativo. O ar fresco da rua passava pela treliça de madeira, proporcionando circulação de ar para os/as ocupantes.
Semelhante ao jali indiano, essa linguagem vernacular também oferece um jogo dinâmico com a luz do dia, ao mesmo tempo em que mantém um certo nível de privacidade. Com origens que remontam ao Império Otomano, os painéis perfurados protegiam os/as ocupantes do sol, ao mesmo tempo que permitiam a entrada de luz natural em doses calculadas. Embora o muxarabi fosse uma marca registrada das linguagens arquitetônicas árabe e islâmica, foi apenas em 1987 que esse elemento arquetípico começou a surgir com uma aplicação contemporânea renovada.
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Cortesia de TRANSFER Architecture Video Award 2023
TRANSFER Architecture Video Award 2023 acabou de anunciar os trabalhos vencedores da edição deste ano da competição de curtas-metragens de arquitetura inovadora. Devido à alta qualidade e à diversidade das propostas, o júri decidiu premiar quatro trabalhos ex aequo e conceder duas menções honrosas.
A cerimônia do TRANSFER Architecture Video Award 2023 aconteceu no dia 22 de fevereiro em Lausanne, como parte do festival de cinema Écrans Urbains. É possível assistir aosvídeos vencedores, finalistas e selecionadosnaTRANSFER.
A Black Females in Architecture (BFA) é uma empresa social que apoia uma rede de mais de 450 mulheres negras em profissões do ambiente construído em todo o mundo. Fundado pelas arquitetas Neba Sere, Selasi Setufe e Akua Danso, o grupo defende a diversidade e a equidade racial e de gênero em todos os setores do ambiente construído, incluindo arquitetura, urbanismo, paisagismo, engenharia, design e construção.
Temos o prazer de apresentar a estreia de seu curta-metragem "A Voice for the 450 Plus" para o público global pela primeira vez desde sua exibição na Bienal de Arquitetura de Veneza de 2023. O filme celebra as contribuições contínuas de mulheres negras nas áreas do ambiente construído, mostrando ao mundo como elas colaboram para moldar o futuro de nossas cidades.
O bambu, conhecido pela sua resistência e ecologia, enfrenta frequentemente um adversário formidável: insetos e fungos. Apesar da sua resiliência, estas pragas podem comprometer a sua durabilidade ao longo do tempo. No entanto, existe uma solução simples, mas eficaz, para aumentar a longevidade e a robustez do bambu. Neste artigo, revelamos o método Vertical Soak Diffusion (VSD) – uma abordagem econômica que garante que seus projetos de bambu resistam ao teste do tempo.
As fachadas de tijolos de vidro surgiram como uma tendência arquitetônica cativante, combinando a elegância atemporal do vidro com a robustez dos tijolos. Além disso, esses elementos podem apresentar maior resistência térmica do que os fechamentos de vidro convencionais.
Essas fachadas criam um efeito pixelado que joga com luz e sombra, transmitindo a luminosidade de forma ideal ao mesmo tempo em que preservam a privacidade. A maneira como as fachadas de tijolos de vidro suavizam e diluem as vistas externas pode aumentar a sensação de tranquilidade e foco. De edifícios comerciais elegantes a projetos residenciais de vanguarda, as fachadas de tijolos de vidro continuam a expandir os limites da inovação arquitetônica, cativando tanto profissionais de projeto quanto o público observador.
Cortesia de HKS Architects, CGI criado por Somewhere | wearesomewhere.net
Sob encomenda da Diriyah Company, o escritório HKS Architects revelou o projeto de uma nova arena multiuso em Diriyah. Concebido como um catalisador para a cultura local e o setor de entretenimento, o espaço com capacidade para 20.000 pessoas ficará no centro de The City of Earth, um empreendimento de 76.000 metros quadrados alinhado à Saudi Vision 2030, cujo objetivo é se tornar um dos destinos turísticos mais atraentes do Oriente Médio.
O Reino da Arábia Saudita agora abriga a primeira estrutura impressa em 3D do tipo mesquita do mundo, com uma área de 5.600 m². Localizada no bairro de Al-Jawhara, em Jidá, a mesquita foi construída em homenagem ao falecido cavaleiro Abdulaziz Abdullah Sharbatly. O projeto da Forsan Real Estate utiliza tecnologia de ponta de impressão 3D da Guanli.