
A prática da arquitetura tem se concentrado tradicionalmente em serviços personalizados e baseados em projetos — um modelo consolidado e continuamente preferido por profissionais do setor. Embora essa abordagem resulte em ambientes construídos notáveis, ela enfrenta dificuldades para alcançar escalabilidade e longevidade. O setor de arquitetura tem demonstrado pouco interesse em explorar práticas, processos e modelos de negócios alternativos, especialmente considerando que o modelo tradicional é tão vulnerável aos ciclos de mercado quanto qualquer outra indústria. Soluções de projeto sob medida, a pedra angular da prática convencional, tornam a padronização de processos e a escala de serviços um grande desafio. Esse foco também resulta em fluxos de trabalho fragmentados entre escritórios e parceiros. Além disso, a estabilidade e a consolidação das práticas tradicionais podem gerar uma cultura avessa ao risco, dificultando inovações disruptivas no setor.
A "produtização" da arquitetura é um conceito emergente que se afasta das formas tradicionais de atuação ao encarar os edifícios como produtos repetíveis e escaláveis. Essa abordagem potencializa a cadeia de valor imobiliária ao fragmentar o processo de projeto. O relatório da McKinsey & Co., "The Next Normal in Construction: How Disruption Is Reshaping the World's Largest Ecosystem", aponta as abordagens baseadas em produtos como uma das forças propulsoras que devem moldar a transformação do setor nas próximas décadas. Atualmente, diversas startups vêm experimentando tecnologias modulares e sistemas de componentes para produtizar edifícios.







