1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Últimos dias para escolher os finalistas do Prêmio Obra do Ano 2026 do ArchDaily Brasil

Áudio disponível

Com apenas cinco dias até o anúncio dos finalistas, ainda há tempo para escolher seus projetos favoritos ao Prêmio Obra do Ano 2026. Maior premiação arquitetônica do mundo lusófono, decidida por voto popular, o Obra do Ano existe para reconhecer os melhores projetos arquitetônicos publicados todo ano no ArchDaily Brasil.

No dia 8 de abril, serão revelados os 15 finalistas, escolhidos pela comunidade ArchDaily ao longo dessas duas semanas de nomeações. Ao nomear projetos, cada leitor passa a fazer parte de uma rede imparcial de jurados, dando visibilidade ao que há de melhor na arquitetura dos países de língua portuguesa.

Projetando a Coexistência: Conheça os/as Vencedores/as da Primeira Edição do ArchDaily Student Project Awards

Áudio disponível

Em novembro de 2025, o ArchDaily lançou a primeira edição do seu Student Project Awards. A decisão de criar esta nova premiação surgiu de um sentimento de esperança; esperança nas próximas gerações de arquitetos/as, em seu talento e visão, e na importância de lhes dar visibilidade e reconhecimento. Afinal, o futuro da arquitetura está sendo moldado agora mesmo, em salas de aula, estúdios e oficinas por todo o mundo, e é fundamental apoiar quem o está moldando. A resposta foi extraordinária, com projetos enviados por estudantes de todos os continentes, demonstrando uma riqueza e amplitude de pontos de vista, soluções e visões.

Cinco meses após o lançamento da convocatória — e após o anúncio de uma lista longa de 104 projetos e de uma lista final de 20 semifinalistas —, nosso júri externo de arquitetos/as e profissionais do setor revisou cuidadosamente as propostas para selecionar os/as três vencedores/as e as quatro menções honrosas do ArchDaily Student Project Awards. Analisando cada proposta com cuidado, o júri olhou além dos resultados finais, concentrando-se nas ideias, questionamentos e posicionamentos que guiaram o trabalho. O resultado é uma seleção de projetos premiados que reflete tanto o espírito do prêmio quanto a mudança de prioridades que molda a arquitetura contemporânea.

Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano

Áudio disponível

Durante a maior parte da história humana, a noite chegava como uma certeza planetária. A escuridão se espalhava pelas paisagens e o céu revelava milhares de estrelas. Hoje, esse céu está desaparecendo. A luz artificial se propaga para o alto a partir das cidades, dispersando-se pela atmosfera e transformando a noite em uma névoa permanente. Pesquisas que mapeiam o brilho global do céu mostram que mais de 80% da humanidade vive hoje sob céus com poluição luminosa, e a Via Láctea desapareceu da vista de mais de um terço da população mundial. O desaparecimento dos céus escuros costuma ser debatido no âmbito da astronomia, mas as origens dessa mudança estão profundamente arraigadas no ambiente construído. Os edifícios emitem luz, refletem-na através de fachadas de vidro e estendem a iluminação muito além de suas paredes. Na tecnosfera — o vasto sistema de infraestruturas e materiais construído pelos seres humanos —, a arquitetura agora molda tanto o espaço físico quanto as condições sensoriais ao seu redor.

Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano - Imagem 1 de 4Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano - Imagem 2 de 4Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano - Imagem 3 de 4Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano - Imagem 4 de 4Projetando a Cidade Sensorial: Arquitetura, Poluição Luminosa e Ruído Urbano - Mais Imagens+ 8

A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade

Áudio disponível

À medida que a inteligência artificial continua a desestabilizar setores da economia e a remodelar indústrias inteiras, tanto instituições quanto indivíduos se preparam — e se adaptam rapidamente — às transformações que as máquinas parecem projetar sobre nosso futuro. Contudo, a pressão mais latente não decorre simplesmente do fato de a IA alterar a forma como as pessoas trabalham e vivem, mas sim dos modelos de negócios e das lógicas de investimento das empresas que desenvolvem esses sistemas: a concentração de capital, as novas demandas por capacidade de processamento, a corrida por talentos altamente especializados e a pegada de infraestrutura necessária para sustentá-la. Na Grande Área da Baía — ancorada por Guangzhou, Shenzhen e Hong Kong —, essa dinâmica é especialmente pronunciada. Iniciativas governamentais estão acelerando ativamente o crescimento do setor, com mecanismos de políticas públicas e planejamento começando a traduzir um campo aparentemente intangível em forma física: atualizações de zoneamento, destinação de terrenos e o surgimento de tipologias edilícias orientadas à IA, de laboratórios de pesquisa a centros de processamento de dados (data centers) em grande escala.

A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade - Imagen 1 de 4A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade - Imagen 2 de 4A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade - Imagen 3 de 4A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade - Imagen 4 de 4A computação não é imaterial: a infraestrutura de IA e a arquitetura da cidade - Mais Imagens+ 23

Prêmio Obra do Ano 2026: nomeações abertas

Áudio disponível

Dez anos atrás, o ArchDaily Brasil lançou a primeira edição do Prêmio Obra do Ano. Durante esta última década, centenas de projetos arquitetônicos têm sido reconhecidos como os melhores do mundo lusófono, graças à inteligência coletiva dos leitores do ArchDaily Brasil.

Hoje começa o Prêmio Obra do Ano 2026, e mais uma vez contamos com a comunidade do ArchDaily Brasil para escolher as melhores obras construídas em território de língua portuguesa. Durante as próximas três semanas, vocês serão os responsáveis por escolher os 15 finalistas e os 3 vencedores desta edição.

Participam todas as obras publicadas durante 2025, dos seguintes países: Brasil, Portugal, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial, Macau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Nesta primeira fase, os leitores podem nomear uma obra por día para passar à etapa dos finalistas, que serão anunciados no dia 8 de abril.

Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab

Áudio disponível

Fundado em 2015 em Ahmedabad por Anand Sonecha, o SEAlab é um escritório moldado por um envolvimento lento e contemplativo com o lugar, a proporção e a participação. Reconhecido como um dos vencedores do ArchDaily 2025 Next Practices Awards, o estúdio constrói com materiais simples e técnicas locais, buscando criar ambientes que são tanto vivenciados quanto vistos. Esse ethos tornou-se particularmente tangível em Gandhinagar, onde a Escola para Crianças Cegas e com Deficiência Visual não começou como uma instituição projetada sob medida para esse fim. A escola funcionava em um edifício escolar de ensino fundamental já existente, com salas de aula posicionadas acima dos dormitórios e doze crianças compartilhando um único quarto. O espaço era limitado, assim como as oportunidades de crescimento. O novo edifício acadêmico era necessário para expandir a capacidade, melhorar as condições de vida e apoiar uma maior independência dos/as estudantes.

Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab - Imagem 1 de 4Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab - Imagem 2 de 4Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab - Imagem 3 de 4Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab - Imagem 4 de 4Mapeando o espaço sem a visão: Por dentro da arquitetura sensorial do SEAlab - Mais Imagens+ 33

Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026

Áudio disponível

Smiljan Radić Clarke, vencedor do Prêmio Pritzker 2026, é um arquiteto chileno contemporâneo conhecido por sua abordagem projetual experimental, com uma prática que equilibra o elementar e o íntimo, o monumental e o frágil. Ao longo de mais de três décadas, Radić desenvolveu uma arquitetura que resiste à repetição e às categorizações estilísticas convencionais, priorizando intervenções profundamente site-specific, atentas à materialidade e culturalmente reflexivas.

Sua obra articula a relação entre permanência e impermanência, memória e imaginação, criando edifícios que tratam tanto da experiência e da emoção humanas quanto de estrutura e forma. Em residências, instituições culturais e instalações temporárias, a arquitetura de Radić coloca em primeiro plano a interação entre contexto, materiais e os gestos sutis que moldam a maneira como os espaços são habitados e percebidos.

Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 - 1 的图像 4Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 - 2 的图像 4Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 - 3 的图像 4Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 - 4 的图像 4Quem é Smiljan Radić Clarke? 10 coisas a saber sobre o/a laureado/a do Prêmio Pritzker de Arquitetura de 2026 - Mais Imagens+ 11

Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026

Áudio disponível

O Prêmio Pritzker de 2026 foi concedido este ano ao arquiteto chileno de ascendência croata, Smiljan Radić Clarke. Nascido em Santiago, Chile, em 1965, sua prática evoca uma geografia de extremos, moldada pela tensão tectônica entre o peso monumental dos Andes e a instabilidade sísmica do território. Após se graduar na Pontifícia Universidade Católica do Chile e prosseguir seus estudos em estética em Veneza, Smiljan Radić Clarke estabeleceu sua base em Santiago. A partir dali, desenvolveu uma das visões mais singulares da arquitetura contemporânea. Sua obra privilegia a intensidade do momento por meio de uma arquitetura frágil. Nela, o edifício opera como um refúgio temporário e tátil que coloca o espectador em um estado de incerteza estética, oscilando entre a ruína ancestral e o artefato de vanguarda.

Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026 - Image 1 of 4Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026 - Image 2 of 4Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026 - Image 3 of 4Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026 - Image 4 of 4Smiljan Radić Clarke: Conheça a obra do vencedor do Pritzker 2026 - Mais Imagens+ 59

Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita

Áudio disponível

O arquiteto chileno Smiljan Radić Clarke foi anunciado como o laureado do Prêmio Pritzker de Arquitetura 2026, considerado uma das maiores honrarias no campo da arquitetura. A premiação reconhece Radić por um conjunto de obras que explora a arquitetura por meio da experimentação material, da percepção espacial e de um diálogo atento com a paisagem e o contexto. Nascido em Santiago, no Chile, onde continua a viver e trabalhar, Radić lidera o escritório Smiljan Radić Clarke, fundado em 1995. Como o segundo chileno a receber o prêmio — sucedendo a Alejandro Aravena em 2016 —, ele se junta a uma ilustre lista de laureados anteriores, que inclui Liu Jiakun em 2025, Riken Yamamoto em 2024, David Chipperfield em 2023 e Diébédo Francis Kéré em 2022.

A arquitetura de Radić opera em um território onde a experiência fenomenológica do espaço precede a explicação. Suas obras costumam se apresentar de forma silenciosa, elementar e avessa a interpretações verbais fáceis, convidando os visitantes a experimentá-las por meio do movimento, da atmosfera e da percepção, em vez de uma simples expressão formal. 

Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita - Imagem 32 de 4Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita - Imagem 3 de 4Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita - Imagem 33 de 4Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita - Imagem 5 de 4Smiljan Radić Clarke recebe o Prêmio Pritzker 2026, artista da arquitetura não dita - Mais Imagens+ 32

Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction

Áudio disponível

A arquitetura é frequentemente avaliada por suas formas finais, no entanto, algumas práticas operam em um registro diferente, no qual o projeto se desenvolve por meio de relações, tempo e uso, e não por um resultado único. Para a CatalyticAction, a participação não é uma atividade social paralela, mas sim o meio pelo qual os espaços são concebidos, construídos e mantidos ao longo do tempo.

Com sedes em Beirute e Londres, o escritório trabalha no Oriente Médio e na Europa, desenvolvendo espaços públicos, escolas, parquinhos e infraestruturas urbanas cotidianas por meio da colaboração de longo prazo com comunidades locais. Baseada em pesquisa participativa e tomadas de decisão coletivas, essa abordagem foi reconhecida pelo prêmio ArchDaily's 2025 Next Practices Awards, destacando um modo de atuação no qual a arquitetura é compreendida como um processo compartilhado e em evolução, e não como um objeto estático. Nesse contexto, o valor arquitetônico é mensurado pela continuidade, pelo uso e pela apropriação coletiva, e não apenas pela forma.

Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 1 of 4Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 2 of 4Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 3 of 4Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction - Image 4 of 4Projetar com, não para: a prática participativa da CatalyticAction - Mais Imagens+ 21

Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local

Áudio disponível

Um edifício ainda em fase de ajuste, reparo e debate é declarado Patrimônio Mundial. Outro, de igual influência, precisa sobreviver a cinco séculos antes que alguém cogite sua preservação. Isso não é uma anomalia no sistema de patrimônio; é o próprio sistema. Em todo o mundo, a arquitetura não envelhece no mesmo ritmo porque o próprio tempo não é neutro. Ele é cultural, político e profundamente desigual. O que chamamos de "patrimônio" não é apenas arquitetura antiga; é a arquitetura que alcançou o momento certo em um determinado lugar.

Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local - Imagem 1 de 4Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local - Imagem 2 de 4Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local - Imagem 3 de 4Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local - Imagem 4 de 4Quando os edifícios começam a importar? Repensando o patrimônio no tempo local - Mais Imagens+ 6

Quando os/as arquitetos/as projetam o tempo: Tadao Ando e o significado da juventude

Tadao Ando uniu forças com a Cauny para desenhar o mais recente relógio da série The Architects of Time. Trata-se de uma coleção de relógios desenhada por alguns dos principais nomes da arquitetura de nosso tempo—uma iniciativa que a marca quase centenária lançou em 2019 com ninguém menos que Álvaro Siza. De lá para cá, a coleção provou ser uma verdadeira consagração de laureados pelo Prêmio Pritzker: Siza, Rafael Moneo, Eduardo Souto de Moura e, este ano, Tadao Ando.

Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural

Áudio disponível

Durante décadas, o patrimônio foi mais facilmente reconhecido a partir da rua. Protegemos fachadas, silhuetas urbanas e monumentos porque são visíveis, estáveis e legíveis como bens culturais. No entanto, a maior parte do que lembramos sobre o habitar diz respeito a como comemos juntos, nos recolhemos, discutimos, cuidamos uns dos outros e descansamos — ações que acontecem longe dos olhos do público. Acontecem dentro dos cômodos. À medida que as plantas livres dão lugar silenciosamente a limiares, corredores e fechamentos, surge uma questão mais profunda: e se a memória cultural sobreviver não naquilo que a arquitetura exibe, mas na forma como é vivida?

Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 1 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 2 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 3 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Imagem 4 de 4Ambientes como patrimônio: como as tipologias de interiores carregam a memória cultural - Mais Imagens+ 7

Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje

Áudio disponível

O patrimônio arquitetônico é frequentemente descrito como aquilo que sobrevive ao tempo. No entanto, a sobrevivência não explica por que certos edifícios são preservados enquanto outros desaparecem. Muitas obras hoje protegidas como patrimônio cultural já foram criticadas, contestadas ou abertamente rejeitadas; foram acusadas de serem socialmente equivocadas, materialmente falhas ou simbolicamente excessivas. Com o tempo, contudo, essas mesmas deficiências tornaram-se fundamentais para o seu significado, à medida que o patrimônio se revela como um processo lento e instável de interpretação.

A arquitetura contemporânea opera sob intenso escrutínio, pressionada pela responsabilidade ambiental, equidade social, volatilidade econômica e aceleração das mudanças tecnológicas. Espera-se que os edifícios tenham um desempenho ético, eficiente e simbólico, muitas vezes de forma simultânea. Diante disso, o fracasso arquitetônico deixa de ser uma exceção para se tornar uma condição cada vez mais comum. Os projetos envelhecem mais rápido, os materiais revelam limitações mais cedo e as estratégias urbanas perdem rapidamente a sintonia com as mutáveis realidades políticas, sociais e ambientais.

Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 1 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 2 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 3 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Image 4 of 4Patrimônio após o fracasso: o que manteremos dos erros arquitetônicos de hoje - Mais Imagens+ 28

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina

Áudio disponível

Quando entramos em um museu, percorremos um centro histórico ou verificamos a lista de bens tombados de um país, raramente pensamos no processo por trás dessas escolhas. Quem decidiu, em nome de todos nós, que estes objetos, lugares, arquiteturas, merecessem ser conservados e difundidos, enquanto outros são descartados?

Geralmente, são os profissionais especialistas aqueles que tem o poder da decisão, sejam eles historiadores, museólogos, arquitetos, geógrafos. Mas com base em que essas decisões são tomadas? Caberia a complexidade da história em um checklist? Ou, ainda mais elementar, em qual versão da história estariam sendo baseadas essas decisões?

Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 1 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 2 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 3 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Image 4 of 4Quem decide o que merece ser preservado? Poder e patrimônio na América Latina - Mais Imagens+ 13

Como as cidades projetam a vida pública à sombra

Áudio disponível

As cidades estão aquecendo a aproximadamente o dobro da taxa global, uma tendência acelerada pela rápida urbanização. Embora as temperaturas crescentes estejam remodelando a vida cotidiana em todo o mundo, algumas cidades e bairros, muitas vezes os mais vulneráveis e com menos recursos, estão aquecendo mais do que outros. A razão para isso reside no próprio ambiente urbano. A infraestrutura construída, como vias, edifícios, calçadas e espaços públicos, determina como o calor se desloca pela cidade, onde ele se acumula e por quanto tempo permanece retido. Independentemente da zona climática ou da localização geográfica, a sombra continua sendo a maneira mais eficaz e imediata de resfriar os pedestres e aliviar o ambiente construído.

Como as cidades projetam a vida pública à sombra - Imagen 1 de 4Como as cidades projetam a vida pública à sombra - Imagen 2 de 4Como as cidades projetam a vida pública à sombra - Imagen 3 de 4Como as cidades projetam a vida pública à sombra - Imagen 4 de 4Como as cidades projetam a vida pública à sombra - Mais Imagens+ 15

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar

Áudio disponível

Pode a arquitetura ser construída a partir da comida? Entre o fogo que aquece, os cheiros que se espalham e os corpos que se reúnem em torno da mesa, a aparente banalidade dos atos de cozinhar e comer revela-se como uma dança coreografada de apropriação e pertencimento espacial. São gestos que organizam rotinas, produzem vínculos e transformam o ambiente construído em lugar vivido. A cozinha — doméstica, comunitária ou urbana — deixa, assim, de ser apenas um espaço funcional para afirmar-se como território de encontro.

Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 1 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 2 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 3 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Image 4 of 4Cozinha como Espaço Social: Rituais Cotidianos e a Construção do Lugar - Mais Imagens+ 8

Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã

Áudio disponível

Os cantos de café da manhã surgiram no início do século XX em resposta ao aumento da densidade doméstica e às mudanças nas concepções sobre a vida cotidiana. Com raízes no movimento Arts and Crafts americano e popularizados pelas casas tipo bangalô das décadas de 1910 e 1920, eles evoluíram da mais formal sala de café da manhã vitoriana para espaços compactos e integrados, embutidos na cozinha. À medida que as casas se tornavam menores e mais econômicas, arquitetos/as e marcenarias utilizaram bancos e mesas fixos para ocupar cantos, alcovas e janelas de bay window que, de outro modo, seriam ineficientes. Esses nichos iluminados ofereciam uma maneira acessível de concentrar as atividades diárias, preservando o conforto e a clareza espacial.

Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã - Image 1 of 4Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã - Image 2 of 4Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã - Image 3 of 4Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã - Image 4 of 4Rituais Matinais: Arquitetura dos Espaços de Café da Manhã - Mais Imagens+ 13

Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações

Áudio disponível

Espaços de lazer costumam ser locais onde diferentes gerações se cruzam. Sem programas formais ou papéis predefinidos, eles permitem que as pessoas se movimentem, façam pausas e permaneçam juntas, cada uma interagindo com o espaço à sua maneira. Em um ambiente construído cada vez mais moldado pela especialização e pela fragmentação, essas bases espaciais compartilhadas tornaram-se menos comuns, conferindo à arquitetura voltada para o lazer uma relevância renovada.

Os debates em torno do espaço público têm apontado repetidamente para o valor da abertura e da flexibilidade no apoio à vida coletiva. Ao refletir sobre como as pessoas interpretam, habitam e adaptam o espaço, o arquiteto Herman Hertzberger fala da arquitetura não como um conjunto de instruções, mas como uma estrutura de possibilidades — algo que convida à interpretação em vez de prescrever comportamentos. Como ele mesmo define, "o que devemos produzir na arquitetura é algo como competência, possibilidade – algo com o qual as pessoas possam lidar livremente, à sua própria maneira." Em vez de tentar criar a interação diretamente, a arquitetura molda as condições que tornam a convivência possível.

Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações - Imagen 1 de 4Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações - Imagen 2 de 4Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações - Imagen 3 de 4Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações - Imagen 4 de 4Arquitetura de lazer: 13 projetos que moldam a convivência entre gerações - Mais Imagens+ 10

Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo

Áudio disponível

A arquitetura é frequentemente representada como um objeto estável: um edifício capturado em um momento de clareza visual, isolado das contingências do entorno. Plantas, cortes e fotografias prometem legibilidade ao suspender o tempo. No entanto, muitos dos espaços públicos mais duradouros do mundo resistem categoricamente a esse modo de representação. Eles não são projetados para serem lidos instantaneamente, tampouco revelam sua lógica apenas através da forma. Sua inteligência espacial emerge gradualmente, por meio da repetição, da ocupação e da duração.

O bazar insere-se perfeitamente nessa categoria. Ele não pode ser compreendido por meio de um único desenho ou de uma elevação finalizada. Sua organização não é fixa, mas ensaiada. O que o sustenta não é puramente a composição arquitetônica, mas a sincronia compartilhada, a memória coletiva e os padrões de uso consolidados ao longo do tempo. O senso de coletividade no bazar não decorre de decisões formais de projeto; ele é produzido através de encontros repetidos, proximidades negociadas e uma familiaridade social acumulada ao longo do tempo.

Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo - Imagen 1 de 4Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo - Imagen 2 de 4Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo - Imagen 3 de 4Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo - Imagen 4 de 4Um Dia no Bazar: Quando a Arquitetura é Observada no Tempo - Mais Imagens+ 3

Projetando ruas sob a ótica do cuidado

Áudio disponível

Ao refletir sobre a cidade moderna, Walter Benjamin descreveu o flâneur, uma figura que caminha sem destino definido, atenta aos detalhes, aos encontros casuais e às narrativas que emergem do espaço urbano. Esse modo de estar na cidade, moldado pela observação e pela abertura ao inesperado, há muito tempo está em tensão com os ideais racionalistas e funcionalistas que passaram a orientar o planejamento urbano ao longo do século XX. Ruas projetadas prioritariamente para a eficiência e o fluxo raramente deixam espaço para desvios, pausas ou para a coexistência de diferentes ritmos de vida.

Jane Jacobs também foi uma das vozes a contestar essa lógica predominantemente racionalista, argumentando que ruas verdadeiramente vibrantes são aquelas capazes de sustentar a diversidade da vida cotidiana, suas trocas informais e as formas de cuidado e vigilância natural que delas emergem. O que essas reflexões compartilham é uma percepção fundamental: as ruas não são meras infraestruturas de circulação, mas ecossistemas sociais, moldados pelas relações, usos e encontros que nelas ocorrem.

A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário

Áudio disponível

Diferentemente da maioria dos esportes populares, a origem do basquete tem um ano e um criador precisos: foi inventado em 1891, nos Estados Unidos, pelo instrutor de educação física canadense James Naismith como um esporte praticado em ambientes fechados para os atletas do Springfield College durante o inverno, logo após o fim da temporada de futebol americano. A modalidade expandiu-se rapidamente para além das fronteiras dos EUA, sendo incluída nos Jogos Olímpicos em 1936 e alcançando popularidade internacional após a Segunda Guerra Mundial. À medida que o basquete se popularizava, ele também deixava o ambiente controlado dos ginásios para ocupar os mais diversos locais: playgrounds, praças públicas, pátios escolares, acessos de veículos e quintais transformaram-se em quadras informais de lazer e convivência comunitária, reforçando o papel da atividade física como catalisadora da interação social e da regeneração de bairros.

A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário - Imagem 1 de 4A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário - Imagem 2 de 4A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário - Imagem 3 de 4A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário - Imagem 4 de 4A Tela Cromática: 10 quadras vibrantes que ativam o espaço comunitário - Mais Imagens+ 6

Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects

Áudio disponível

Fundado em 2020 por Masato Igarashi, o IGArchitects é um escritório de arquitetura com sede em Tóquio e Saitama, no Japão. O estúdio, um dos vencedores do Next Practices Awards 2025 do ArchDaily, explora uma arquitetura perene por meio de um tratamento cuidadoso, porém assertivo, da estrutura, da escala e da materialidade. Antes de estabelecer seu próprio escritório, Igarashi trabalhou na empresa de grande porte Shimizu Sekkei, bem como no Suppose Design Office, adquirindo experiência em projetos que variam de grandes empreendimentos a obras menores e conceituais. Essa amplitude de experiência continua a informar o foco atual do IGArchitects na arquitetura residencial e comercial em todo o Japão.

Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects - Image 1 of 4Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects - Image 2 of 4Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects - Image 3 of 4Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects - Image 4 of 4Arquitetura como um meio vivo: conheça as obras de IGArchitects - Mais Imagens+ 18

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar

Áudio disponível

Na América Latina, os encontros não nascem necessariamente de grandes gestos arquitetônicos ou de planos urbanos monumentais. Eles emergem do entre, do espaço intermediário: o pátio, a varanda, a calçada, o corredor compartilhado. Esses espaços, muitas vezes considerados residuais ou informais pela disciplina tradicional, são precisamente aqueles onde o cotidiano constrói vínculos.

Dessa cultura latino-americana surge uma lógica espacial na qual a vida cotidiana se organiza de maneira relacional e extensiva. Práticas como sentar à porta de casa, ocupar a calçada, brincar na rua, produzem uma cidade vivida para além dos limites formais do projeto.

Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 1 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 2 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 3 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - 4 的图像 4Do Pátio ao Bairro: Lições Latino-Americanas sobre a Construção Coletiva do Lugar - Mais Imagens+ 5

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.