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Projetando o futuro, novamente: o que o retorno da Expo Mundial a Osaka após 55 anos revela

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A Expo Osaka 2025 tem atraído atenção generalizada — não apenas por sua ambição arquitetônica e espetáculo, mas também por quebrar recordes e gerar controvérsias. Seu elemento mais icônico, um anel de madeira monumental projetado por Sou Fujimoto, já ganhou as manchetes como a maior estrutura de madeira do mundo pelo Guinness World Records. Construído sobre a ilha artificial de Yumeshima, o complexo tem despertado elogios e críticas na mesma medida. Para além de sua impressionante circunferência de 2 quilômetros — com trechos que avançam dramaticamente sobre a água —, a estrutura também gerou preocupações, incluindo questões de saúde e segurança, calor extremo e nuvens de insetos que podem afetar a experiência de quem a visita.

Este ano também marca um aniversário significativo: os 55 anos da Expo Osaka 1970, realizada sob condições socioeconômicas drasticamente diferentes. Comparar essas duas exposições — ambas sediadas na mesma cidade — oferece uma oportunidade rara de refletir sobre como a retórica, as propostas curatoriais e as ambições arquitetônicas das exposições mundiais evoluíram ao longo do tempo. De "Progresso e Harmonia para a Humanidade", em 1970, a "Projetando a Sociedade do Futuro para Nossas Vidas", em 2025, a mudança no foco temático revela transformações nas prioridades globais. Ao mesmo tempo, a escala e a natureza da participação arquitetônica também se transformaram, passando das visões futuristas do Metabolismo japonês para um grupo de profissionais de design e arquitetura mais internacionalizado e disperso, focado em sustentabilidade, tecnologia e engajamento cívico.

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A adaptação do movimento moderno na Argentina: o Grupo Austral e o edifício Los Eucaliptos

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No cruzamento entre a inevitável influência do movimento moderno internacional e a tradição arquitetônica argentina, surge o Grupo Austral, um coletivo de arquitetos/as que propõe uma reinterpretação do racionalismo corbusieriano, adaptando-o às particularidades do contexto local. Nesse contexto, podemos falar de uma arquitetura internacional que não é meramente incorporada, mas que pode ser considerada uma arquitetura "apropriada", ou seja, enraizada nas condições climáticas, nos modos de vida e nos materiais locais presentes na Argentina. Isso nos leva a perguntar: Como a arquitetura europeia se relaciona com a local? Seria o produto de uma semelhança de situações ou de um processo de transferência de imagens arquitetônicas, como ocorreu ao longo da história? Seria uma mistura de ambos os fatores? Podemos falar em arquitetura apropriada?

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Moldando espaços: a história e o impacto das lareiras na arquitetura

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As lareiras moldaram profundamente o projeto arquitetônico, influenciando a forma como os espaços são organizados, vivenciados e percebidos. Mais do que meros elementos funcionais, elas representam símbolos de poder, comunidade, conforto e cultura, traçando a evolução da relação da humanidade com o ambiente construído. Das fogueiras primitivas que caracterizavam os primeiros assentamentos humanos aos sofisticados projetos ecológicos da arquitetura contemporânea, as lareiras têm refletido transformações culturais, sociais e tecnológicas mais amplas, servindo como pontos focais duradouros na narrativa espacial da arquitetura. Pesquisadores/as e acadêmicos/as frequentemente exploram a relação íntima entre a arquitetura e o fogo. Luis Fernández-Galiano, em sua obra seminal "Fire and Memory: On Architecture and Energy", defende que a arquitetura faz fundamentalmente a mediação entre a humanidade e a energia. Ao compreender como essas estruturas moldaram os espaços, simbolizaram valores culturais e impulsionaram a inovação tecnológica, obtemos uma compreensão mais profunda da complexa interação da arquitetura entre forma, função e significado.

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Longevidade através da renovação: a sabedoria duradoura das vilas sobre a água de Hong Kong

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Embora Hong Kong seja amplamente reconhecida por sua vista icônica do porto, seu skyline cintilante e seu ritmo de vida urbano acelerado, suas origens contam uma história diferente — profundamente enraizada em sua relação com a água. Antes de se transformar em uma metrópole densa e vertical, a identidade arquitetônica de Hong Kong estava estreitamente ligada ao seu contexto marítimo. Hoje, a cidade é frequentemente associada a torres esbeltas e revestidas de vidro que simbolizam a modernidade. Embora visualmente impactantes em sua busca por altura e forma, muitos desses edifícios parecem desconectados de seu entorno imediato, muitas vezes negligenciando as condições naturais do local, a responsividade ecológica e a sensibilidade contextual.

Historicamente, no entanto, o cenário era diferente. Os primeiros ambientes construídos de Hong Kong — vilas de pescadores rurais em áreas como Tai O, Aberdeen e Shau Kei Wan — surgiram por meio de práticas espaciais orgânicas e comunitárias que dialogavam estreitamente com o entorno. Esses assentamentos costeiros e ribeirinhos desenvolveram sistemas arquitetônicos sob medida para o ambiente marinho e para os ritmos da vida pesqueira. As vilas se estruturavam ao redor da água, e as estratégias de construção eram adaptadas às marés flutuantes, ao terreno e ao uso social.

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Vozes do ArchDaily: Agustina Iñiguez

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A trajetória de Agustina Iñiguez na arquitetura tem raízes em um profundo apreço pela arte, pelo desenho e pelos trabalhos manuais — interesses que naturalmente a levaram à graduação em arquitetura aos 18 anos. Radicada em Buenos Aires, Agustina concilia a prática profissional de arquitetura com uma atuação ativa na academia, trabalhando como auxiliar de ensino na Universidade de Buenos Aires e como professora assistente na Universidade Torcuato Di Tella. Desde que passou a integrar a equipe editorial do ArchDaily em 2021, ela traz uma abordagem reflexiva e interdisciplinar para a curadoria de conteúdos que conectam teoria, prática e engajamento social.

Seu foco editorial concentra-se na investigação de projetos e temas que consideram atentamente a escolha de materiais, técnicas construtivas e a integração com o entorno, sempre com ênfase na melhoria da qualidade de vida por meio do projeto. Agustina tem especial interesse pelo reúso adaptativo, pela renaturalização urbana (rewilding) e por estratégias de projeto inclusivas que respondam às necessidades de comunidades diversas. Defensora da colaboração interdisciplinar, ela apoia trabalhos que articulam, de forma sensível, a inovação arquitetônica aos contextos ambiental e cultural.

Deixando o céu entrar: 4 estudos de caso sobre soluções de iluminação natural na arquitetura aquática

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Condensação, manutenção e umidade são três desafios corriqueiros que continuam a testar os edifícios que projetamos e construímos. Sejam decorrentes de condições climáticas, de uma ventilação limitada ou de especificidades no detalhamento construtivo, esses fatores afetam não apenas a durabilidade dos materiais, mas também o conforto cotidiano e o desempenho dos espaços ocupados. Tratando-se de um centro aquático ou de uma piscina coberta, as exigências são ainda maiores. A presença constante de vapor, o acúmulo de umidade e o risco de mofo podem comprometer tanto a eficiência energética quanto a experiência dos/as usuários/as. Em ambientes como esses, a ventilação e o acesso à luz natural, para além de seu valor estético, tornam-se ferramentas essenciais para manter o equilíbrio, aumentar o conforto interno e, em última análise, otimizar a forma como o espaço é percebido e usufruído.

Fachadas autônomas: sistemas de energia renovável para proteção solar

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Aprofundar-se nos jogos de luzes e sombras na arquitetura parece ser um tema recorrente na agenda de profissionais da disciplina. Espaços de luminosidade e escuridão são concebidos com o fim de potencializar desde percursos e direcionalidades nos espaços até destacar cores, texturas e formas de certos elementos arquitetônicos. No entanto, o impacto da luz natural sobre as fachadas dos edifícios revela a necessidade de desenvolver medidas que colaborem com a economia de energia, melhorem o conforto térmico e visual dos espaços interiores e também promovam a redução das emissões de carbono. Considerando a luz como mais um material na arquitetura, de que maneira sua potência poderia contribuir para a experiência arquitetônica?

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As tensões silenciosas dos POPS: como as instituições privadas moldam o bem-estar urbano e o acesso público

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No desenvolvimento urbano contemporâneo, o conceito de Espaço Público de Propriedade Privada (POPS, na sigla em inglês) tem ganhado cada vez mais destaque. Trata-se de espaços que, embora construídos, pertencentes e mantidos por empresas incorporadoras privadas, têm a obrigação legal de permanecer acessíveis ao público. Frequentemente resultantes de incentivos de planejamento negociados — como bônus de zoneamento ou aumento do coeficiente de aproveitamento —, os POPS tornaram-se especialmente prevalentes em ambientes urbanos densos, onde o solo é escasso e a demanda por equipamentos públicos é alta.

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Hannes Meyer: Explorando o legado de um ex-diretor da Bauhaus

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Em março de 2025, o ator Adrien Brody subiu ao palco para receber seu Oscar por interpretar o papel de László Toth no aclamado filme The Brutalist. O longa conta a história de um profissional da arquitetura formado na Bauhaus que fugiu da Alemanha nazista nos anos 1930 em direção aos Estados Unidos. Embora a história seja ficcional, ela reflete a vida de vários profissionais da arquitetura que emigraram da Europa Central em busca de melhores condições intelectuais e de trabalho. Entre eles estavam os três primeiros diretores da Bauhaus, a renomada escola alemã de design fundada em 1919. O primeiro e o terceiro diretor da escola, Walter Gropius e Mies van der Rohe, respectivamente, estabeleceram-se nos EUA, onde suas carreiras no ensino e na prática projetual floresceram. Menos conhecido, contudo, é o segundo diretor, Hannes Meyer, que seguiu um caminho bastante diferente de seus colegas.

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O Pavilhão Argentino na Bienal de Veneza 2025: A sesta como experiência em um espaço carregado de simbolismos

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A proposta dos arquitetos argentinos Marco Zampieron e Juan Manuel Pachué para o Pavilhão Argentino da 19ª Bienal de Arquitetura de Veneza 2025 é clara desde o início: ao entrar no Siestário, quem visita o espaço se vê imerso em um ambiente de luz tênue e sons evocativos, deparando-se — no centro, estendido pela sala e como protagonista indiscutível — com um grande bolsão rosa inflado que convida automaticamente ao repouso. Trata-se de um silo-bolsa, elemento utilizado no campo argentino para armazenar grãos e símbolo da economia de exportação nacional. Nesse contexto, o silo-bolsa não é apenas um gesto espacial, mas também temporal: um convite para pausar e refletir em meio ao percurso da Bienal.

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De casa a hotel: um comparativo de design em 20 banheiros

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Os banheiros desempenham um papel significativo em nossas vidas diárias, cumprindo múltiplas funções que vão além da higiene básica. Pesquisas destacam sua importância como espaços de relaxamento, introspecção e bem-estar pessoal. O design e o conforto de um banheiro podem influenciar profundamente a maneira como começamos e terminamos o dia, moldando nossas rotinas com uma sensação de tranquilidade ou de desconforto. Ao viajar, os banheiros de hotéis costumam deixar uma impressão duradoura, pois um ambiente bem projetado e executado com esmero pode elevar significativamente a experiência geral de uma estadia.

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Um modelo para a preservação do patrimônio liderada pela comunidade: a revitalização de Esna, vencedora do Prêmio Aga Khan

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Entre os sete vencedores do 16º Prêmio Aga Khan de Arquitetura deste ano esteve a revitalização da Esna Histórica, no sul do Egito. Liderado pelo escritório Takween, sediado no Cairo, o projeto foi muito além de uma simples restauração. Trata-se de um esforço de renovação abrangente que aliou um profundo engajamento comunitário à preservação do patrimônio material e imaterial. Ao gerar milhares de empregos e restaurar o centro histórico, a iniciativa ofereceu uma alternativa viável e potente à demolição. O Aga Khan Trust elogiou a proposta como um "modelo replicável de desenvolvimento sustentável".

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Projetando espaços de escritório para o foco na era do trabalho híbrido

Sem espaços dedicados à concentração individual — um elemento crucial para uma colaboração eficaz —, até mesmo a ideia mais brilhante perde o brilho. O escritório precisa, de fato, equilibrar a conectividade e o espaço pessoal de forma primorosa, permitindo que os/as profissionais transitem entre as tarefas sem atritos. Cabines como as hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S fazem parte dessa abordagem, formando juntas um trio de cabines individuais que atende à maior parte das necessidades de espaços de trabalho individuais no escritório.

As cabines hushFree.XS, hushFree.S.Hybrid e hushFree.S funcionam como um sistema completo, garantindo que os/as profissionais tenham as condições adequadas para um trabalho individual produtivo ao longo do dia, revelando-se ferramentas valiosas para arquitetos/as no desenvolvimento de projetos que atendam plenamente às variadas necessidades dos/as colaboradores/as. Cabines como essas tornam-se refúgios de alto padrão para chamadas focadas, espaços surpreendentemente imersivos para videoconferências e verdadeiras bolhas de concentração profunda.

As cidades podem ser totalmente planejadas? O papel oculto da espontaneidade

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O que é melhor: uma cidade planejada do zero ou uma que se forma espontaneamente? No imaginário popular, existe a crença de que, se uma cidade foi planejada desde o início, ela deve ser melhor ou mais organizada que as outras. Na prática, contudo, isso não garante o sucesso de uma cidade.

Cidades como Tamansourt, no Marrocos, Songdo, na Coreia do Sul, e a King Abdullah Economic City, na Arábia Saudita, servem de alerta sobre o planejamento de novas cidades do zero que, posteriormente, enfrentam dificuldades para atrair o número esperado de moradores. Esses projetos demandaram investimentos significativos (tanto operacionais quanto financeiros) em desenho urbano, espaço e infraestrutura, mas negligenciaram as razões econômicas fundamentais pelas quais as cidades existem.

A Evolução do Modernismo na Arquitetura Asiática: Figuras-Chave e Projetos Emblemáticos

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O modernismo na arquitetura surgiu no início do século XX, impulsionado pelos avanços da ciência e da engenharia e por um distanciamento deliberado dos estilos históricos. O movimento defendia o foco na equidade social, no desenvolvimento urbano, na eficiência e no design funcional, marcando uma mudança significativa na filosofia arquitetônica. Com origem principalmente na Europa e nos Estados Unidos, o modernismo cativou a imaginação global com sua redefinição inovadora do espaço e da arquitetura. Sua disseminação pela Ásia foi facilitada por intercâmbios culturais — arquitetos/as do Leste Asiático que estudaram com modernistas de destaque e arquitetos/as europeus/ias que trabalharam no Leste Asiático por meio de colaborações internacionais ou sob influências do período colonial.

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Projetando além da fórmula: conheça as obras do 5468796 Architecture no Canadá

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Fundado em Winnipeg, Manitoba, em 2007 por Johanna Hurme e Sasa Radulovic, e logo em seguida integrado por seu terceiro sócio, Colin Neufeld, o 5468796 Architecture estabeleceu-se como um escritório de arquitetura cujos primeiros trabalhos exploraram o estado atual da habitação na América do Norte. O estúdio canadense funciona como um coletivo de cerca de 20 designers que priorizam o valor coletivo das ideias em detrimento da autoria individual.

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Cura através do design: a história por trás do Sanatório de Paimio, de Alvar Aalto

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No início do século XX, a tuberculose representava um desafio significativo de saúde pública em toda a Europa, motivando a construção de instalações especializadas para a recuperação de pacientes. O Sanatório de Paimio na Finlândia destaca-se como um exemplo pioneiro do potencial da arquitetura para promover a cura. Projetado por Alvar Aalto entre 1929 e 1933, o sanatório combinava princípios de design inovadores com uma profunda compreensão das necessidades humanas, estabelecendo novas referências para a arquitetura de saúde.

Alvar Aalto, figura de destaque na arquitetura modernista, concebeu o Sanatório de Paimio como algo além de uma simples resposta funcional a uma crise médica. O arquiteto criou um espaço onde a arquitetura se transformava em um instrumento de cuidado, integrando luz natural, ventilação e formas harmoniosas para apoiar o bem-estar físico e emocional. Este projeto marcou um ponto de virada na carreira de Aalto, demonstrando sua habilidade de harmonizar ideais modernistas com uma profunda sensibilidade ao contexto e à experiência humana.

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Mobilidade urbana como sistema: de cidades centradas no carro a cidades centradas nas pessoas

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Em meio às artérias congestionadas de Los Angeles, onde os carros há muito dominam as ruas, o futuro da mobilidade urbana está sendo questionado. Essa reorientação não visa à simples remoção dos carros ou à introdução de novas tecnologias, mas a vislumbrar a cidade como um sistema integrado no qual pessoas, lugares e veículos coexistam em equilíbrio. Os automóveis já não são o centro inquestionável da vida urbana; em vez disso, passam a ser tratados como apenas um componente de uma rede de transporte multimodal mais ampla. O design agora busca priorizar as necessidades e experiências humanas em detrimento do domínio dos veículos.

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Entrevista exclusiva: WOHA sobre o campus da Universidade BRAC, premiado pela Fundação Holcim – Uma referência em arquitetura sustentável

Nas últimas duas décadas, o Holcim Foundation Awards destinou US$ 20 milhões para destacar projetos transformadores desenvolvidos por profissionais de arquitetura, design e engenharia que lideram práticas pioneiras de design e construção sustentável. Para registrar essas trajetórias, a Fundação lançou uma série de curtas-metragens intitulada Words with Winners.

A série oferece um olhar aprofundado sobre projetos premiados de design sustentável por meio de entrevistas exclusivas com suas equipes de criação. O primeiro filme apresenta o campus da Universidade BRAC, concluído recentemente em Dhaka, e traz uma entrevista exclusiva com Wong Mun Summ, arquiteto/a líder e cofundador/a do WOHA, escritório de Singapura especializado em construções verdes.

Arquitetura no Equador: 16 projetos enraizados no território, no ofício e na prática coletiva

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Entre os Andes, a costa e a Amazônia, a arquitetura do Equador evoluiu como um reflexo de sua geografia em camadas, um lugar onde clima, topografia e cultura se encontram. Ao longo do território, a arquitetura tem sido um ato de adaptação: das tradições vernáculas enraizadas no trabalho coletivo e nos materiais locais às influências coloniais e modernistas que redesenharam suas cidades. Essa diversidade gerou sistemas construtivos distintos, de estruturas de bambu e cana na costa a construções de terra e pedra nos Andes, formando um acervo de design adaptativo que continua a influenciar a prática contemporânea.

Contudo, na última década, a arquitetura equatoriana passou por uma transformação silenciosa, mas profunda. Novos programas acadêmicos e referências internacionais estimularam uma conscientização crescente sobre o clima e a justiça social. Profissionais emergentes da arquitetura estão redefinindo a prática por meio de oficinas, estúdios coletivos e experimentação in loco que atenuam a fronteira entre projeto e ativismo. Longe de focar na arquitetura como um mero objeto, essa nova geração aborda o projeto como um processo — focado na colaboração, na sustentabilidade e na identidade cultural. Seus questionamentos mudaram a linguagem projetual: a pergunta já não é mais o que construir, mas com quem.

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Leitores do ArchDaily escolhem quem deve vencer o Prêmio Pritzker 2025

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Dando continuidade à nossa tradição anual, perguntamos aos nossos leitores e leitoras quem deveria receber o Prêmio Pritzker de 2025, a honraria mais prestigiosa da arquitetura.

Fundado por Jay Pritzker e administrado pela Fundação Hyatt nos Estados Unidos, o Prêmio Pritzker reconhece arquitetos e arquitetas vivos/as, independentemente de sua nacionalidade, cujo trabalho tenha gerado um impacto duradouro e significativo para a humanidade por meio da arte da arquitetura.

Projetando para cavalos: 8 projetos que moldam o espaço para a vida equina

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Poucas encomendas de projeto permitem que profissionais de arquitetura foquem em usuários não humanos, e menos ainda envolvem cavalos. Embora animais de estimação como cães e gatos sejam inspirações frequentes, as necessidades específicas dos cavalos apresentam um desafio único no projeto de estábulos. Como os cavalos — os habitantes principais das instalações — não conseguem expressar suas necessidades, o projeto depende dos requisitos rigorosos determinados pelo manejo humano, exigindo um equilíbrio entre a eficiência operacional e o máximo de conforto e segurança para os animais. As equipes de projeto costumam abordar essa questão por meio de três princípios fundamentais: Conforto e Bem-Estar Equino, Materialidade Contextual e Eficiência Operacional. Dessa forma, os layouts resultantes são caracterizados por um zoneamento rigoroso que separa claramente os programas em áreas residenciais (baías), de serviço (selaria, depósitos, lavagem e alimentação) e de treinamento (pistas e andadores). Os projetos também consideram o bem-estar visual: sendo os cavalos animais sociais, as cocheiras são posicionadas de forma estratégica para promover linhas de visão entre os animais e para o exterior, frequentemente empregando sistemas de venezianas ou fechamentos vazados. Além disso, busca-se uma iluminação difusa através de materiais como painéis translúcidos, evitando sombras nítidas que possam gerar estresse nas pistas de treinamento. Do mesmo modo, os fluxos de circulação são desenhados para garantir o movimento seguro e eficiente tanto de pessoas quanto dos animais.

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Mariana Jochamowitz e Nicolás Rivera: Por que fazer fanzines de arquitetura?

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Nicolás Valencia conversa em Lima com os arquitetos peruanos Mariana Jochamowitz e Nicolás Rivera sobre a Revista A da Pontificia Universidad Católica del Perú e sua participação na Bienal Iberoamericana de Arquitetura e Urbanismo 2024 com a oficina "Clímax, Fanzine para uma comunidade em crisis".

Transição energética em residências: cozinhas, aquecedores e eletrificação na América Latina

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Para muitos lares na América Latina, fogões e aquecedores alimentados por combustíveis fósseis e biomassa, como o gás natural ou a lenha, constituem uma opção econômica e acessível. No entanto, esses aparelhos apresentam certos desafios: são fontes de emissão de gases de efeito estufa (GEE), contribuem para a poluição interna (ou intradomiciliar) e evidenciam a necessidade de políticas que promovam uma matriz energética residencial mais limpa. Esses desafios tornam-se ainda mais urgentes quando se considera que 2024 foi o ano mais quente já registrado, com um aumento de 1,5 ºC em relação aos níveis pré-industriais, impulsionado por recordes de emissões de GEE decorrentes de atividades humanas. Esse cenário reforça a importância de adotar soluções sustentáveis em escala global em todos os setores, incluindo o residencial.

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