1. ArchDaily
  2. Artigos

Artigos

Acesso exclusivo

Lembrando Bawa

Neste artigo, publicado originalmente na revista Indian Architect & Builder, o arquiteto e escritor David Robson faz um relato íntimo e pessoal sobre a vida e a obra de Geoffrey Bawa — um arquiteto excepcional com um legado inigualável no Sri Lanka e no sudeste da Índia.

Dez anos se passaram desde a morte de Geoffrey Bawa e quinze desde que a saúde debilitada o forçou a pendurar a prancheta. É hora de fazer um balanço: qual foi o seu legado? Como suas ideias se espalharam? Qual foi sua influência? Quais eram suas qualidades? Quem foi Geoffrey Bawa?

Lembrando Bawa - Image 1 of 4Lembrando Bawa - Image 2 of 4Lembrando Bawa - Image 3 of 4Lembrando Bawa - Image 4 of 4Lembrando Bawa - Mais Imagens+ 53

Acesso exclusivo

Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração

Áudio disponível

Todo edifício começa em outro lugar. A areia em seu concreto, a pedra em sua fachada, o lítio que um dia poderá alimentar seus sistemas. Esse material chega já arrancado de uma montanha, do leito de um rio ou de um salar a milhares de quilômetros de distância, após passar por uma engrenagem de caminhões, navios e declarações alfandegárias que apagam quase todo vestígio de sua origem. A arquitetura tende a tratar o material como uma condição de partida, algo simplesmente disponível, mas é na extração que a construção de fato começa.

Apenas o comércio global de areia para construção movimenta-se hoje em uma escala que rivaliza com os mercados ilegais de madeira, ouro e pescado somados, operando por meio de redes violentas o suficiente para custar a vida de repórteres e ativistas. Uma única montanha na Toscana produziu mais mármore nas últimas décadas do que nos dois mil anos anteriores, escavada por uma força de trabalho cuja própria história de revolta foi quase totalmente esquecida. Sob os salares de três países sul-americanos e o cinturão de cobre da África Central, os minerais que supostamente alimentarão um futuro mais limpo são extraídos de terras habitadas por comunidades indígenas há gerações e que, em alguns casos, são mineradas manualmente por crianças. Cada uma dessas transações é vendida como comércio comum; no entanto, cada uma delas constitui também uma transação territorial cujos termos foram definidos muito longe de onde o material foi retirado.

Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração - Imagen 1 de 4Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração - Imagen 2 de 4Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração - Imagen 3 de 4Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração - Imagen 4 de 4Desenterrando o Solo: Arquitetura e a Política da Extração - Mais Imagens+ 13

Acesso exclusivo

Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional

Áudio disponível

O anúncio da proposta vencedora para o novo Museu Nacional do Equador (MuNA) desencadeou um dos debates arquitetônicos mais significativos do país nos últimos anos. Desde então, a resposta do público remodelou o próprio concurso, ao mesmo tempo em que levantou questões mais amplas sobre como um museu nacional dá forma arquitetônica à interpretação de uma nação. Embora a discussão tenha começado com um único projeto, ela expôs um desafio que se estende muito além do Equador.

Não se espera dos museus nacionais que apenas representem uma nação; espera-se que lhe deem forma arquitetônica. Contudo, a identidade não pode ser construída de forma direta. Antes de se tornar arquitetura, ela deve primeiro ser interpretada e traduzida por meio de decisões de projeto.

Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional - Imagem 1 de 4Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional - Imagem 2 de 4Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional - Imagem 3 de 4Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional - Imagem 4 de 4Museus em debate: o que o MuNA do Equador revela sobre a identidade nacional - Mais Imagens+ 17

Acesso exclusivo

Os 15 melhores projetos de conclusão de curso no México

Em nosso constante compromisso de destacar o importante trabalho académico realizado nas universidades, lançamos uma convocatória pública, no último mês de setembro, na qual convidamos arquitetos/as mexicanos/as a compartilharem seus projetos de conclusão de curso. Buscávamos teses e pesquisas acadêmicas com temas relevantes para o contexto mexicano que, frequentemente, costumam ficar apenas no papel, mas que merecem reconhecimento internacional. A convocatória no México se soma ao reconhecimento já concedido a profissionais da Colômbia e da Argentina.

Com 60 candidaturas de 22 cidades e 36 faculdades de arquitetura do México, nossa equipe editorial realizou uma ampla e detalhada avaliação para selecionar uma lista dos 15 melhores projetos desenvolvidos por estudantes mexicanos/as que se destacaram tanto por sua solução formal quanto pela clareza de seu discurso arquitetônico e pela compreensão do contexto e de seus/suas usuários/as. 

Abordando temas como a regeneração arquitetônica de infraestruturas abandonadas para abrigar novos serviços, intervenções urbanas na periferia da Cidade do México, habitações rurais flexíveis e propostas sobre como repensar os espaços públicos nas fronteiras, apresentamos os 15 projetos de conclusão de curso mais destacados.

Acesso exclusivo

Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto

Áudio disponível

Em 24 de junho de 2026, um grave evento sísmico composto por dois grandes terremotos com magnitudes de 7,2 e 7,5 atingiu o centro-norte da Venezuela com apenas 39 segundos de intervalo. A destruição generalizada concentrou-se ao longo da costa norte do país, impactando fortemente a capital, Caracas, e o estado vizinho de La Guaira, onde a infraestrutura urbana frágil e a vulnerabilidade das habitações resultaram no colapso ou em danos graves de milhares de estruturas residenciais. O desastre assemelha-se a eventos devastadores anteriores observados em outros grandes episódios sísmicos, como o terremoto de Wenchuan em 2008 e os deslizamentos de terra em Sichuan em 2011, o terremoto de Ludian em Yunnan em 2014 e o terremoto de 2017 no centro do México. Diante de desastres naturais de grande magnitude que devastam comunidades inteiras, profissionais de arquitetura têm a oportunidade de intervir propondo soluções pós-desastre pautadas por modelos estratégicos de reconstrução. Em vez de recorrer a abrigos de emergência genéricos e padronizados, um projeto arquitetônico consciente pode viabilizar uma infraestrutura residencial de baixo custo e rápida implantação que preserve a dignidade humana por meio de espaços dignos e integrados ao seu contexto cultural.

Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto - Image 1 of 4Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto - Image 2 of 4Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto - Image 3 of 4Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto - Image 4 of 4Para além dos abrigos de emergência: arquitetura modular e vernacular na reconstrução pós-terremoto - Mais Imagens+ 3

Acesso exclusivo

Entre a casa e a escola, uma fronteira

Áudio disponível

Para a maioria das crianças, o trajeto até a escola constitui uma geografia cotidiana de vida urbana e tráfego, repetida com tanta frequência que se torna quase invisível, mesclando-se ao plano de fundo da infância e do crescimento. No entanto, para estudantes transfronteiriços/as que vivem em Shenzhen e frequentam a escola em Hong Kong, o dia escolar começa muito mais cedo e bem mais longe da sala de aula. Começa na fronteira.

Seu deslocamento diário não é apenas uma questão de distância. Ele é moldado por dois sistemas jurídicos, duas culturas administrativas e um conjunto de infraestruturas projetadas para tornar a travessia diária um pouco mais viável para menores de 18 anos. Em uma manhã típica, a rota escolar pode passar por um posto de controle de fronteira antes de chegar à sala de aula. Pode envolver um ônibus escolar autorizado pelo governo, uma via de acesso restrito, um saguão de imigração, um leitor de impressões digitais ou um procedimento de liberação alfandegária realizado enquanto a criança permanece sentada no veículo. O que à distância parece um simples trajeto escolar é, em termos espaciais, um corredor arquitetônico minuciosamente gerido entre duas cidades.

Entre a casa e a escola, uma fronteira - Image 1 of 4Entre a casa e a escola, uma fronteira - Image 2 of 4Entre a casa e a escola, uma fronteira - Imagem de DestaqueEntre a casa e a escola, uma fronteira - Image 3 of 4Entre a casa e a escola, uma fronteira - Mais Imagens+ 3

Acesso exclusivo

Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano

Áudio disponível

À medida que as cidades ao redor do mundo se preparam para temperaturas extremas e ondas de calor implacáveis, a arborização urbana surge como uma das melhores soluções para as lideranças combaterem essa realidade. Os benefícios do plantio de árvores para a saúde física, o bem-estar mental e o alívio térmico são amplamente documentados, e uma copa madura pode reduzir a temperatura de um espaço em vários graus em um dia quente. As árvores resfriam o ar por meio da evapotranspiração, filtram poluentes, absorvem as águas pluviais e aumentam a biodiversidade nos espaços urbanos.

Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano - Image 1 of 4Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano - Image 2 of 4Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano - Image 3 of 4Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano - Image 4 of 4Além das copas: seis estratégias arquitetônicas para o sombreamento urbano - Mais Imagens+ 96

Acesso exclusivo

Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis

Áudio disponível

À medida que o co-living se associa cada vez mais a estudantes, jovens profissionais e outros/as residentes em trânsito, surge uma questão arquitetônica mais ampla: se o lar já não está atrelado à residência de longo prazo, o que a arquitetura deve esperar que a habitação privada ofereça?

As pessoas se mudam por conta de estudos, de um trabalho temporário ou de uma carreira que as leva constantemente a novos lugares. Muitas hoje esperam passar um período definido em um local antes de partir. A habitação projetada para esse público precisa ir além de oferecer abrigo: deve dar suporte às rotinas pelas quais alguém se adapta a um ambiente desconhecido no curto período de tempo de que dispõe ali. Um ano em uma cidade exige de um apartamento algo muito diferente do que uma vida inteira exigiria, mesmo que a metragem quadrada pareça a mesma no papel.

Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis - Imagem 16 de 4Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis - Imagem 7 de 4Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis - Imagem 9 de 4Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis - Imagem 2 de 4Co-living: Repensando o lar para o pertencimento temporário e estilos de vida móveis - Mais Imagens+ 15

Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo

Durante a maior parte do século XX, a arquitetura aprendeu a ler as cidades por meio das vias. As hierarquias viárias definem os planos urbanos, as interseções organizam os fluxos e as construções são compreendidas pelas fachadas que apresentam às calçadas. As vias parecem tão fundamentais para a vida urbana que frequentemente são confundidas com uma condição universal. Em grande parte do Sudeste Asiático, no entanto, as cidades se desenvolveram de acordo com uma lógica espacial inteiramente diferente. Muito antes de os automóveis reorganizarem as paisagens urbanas, os rios serviam como ruas, mercados, espaços cívicos e infraestrutura pública. O deslocamento ocorria primordialmente por barcos, o comércio se desenrolava ao longo das margens e a arquitetura se voltava para a água, e não para o asfalto. Ler essas cidades a partir de suas vias navegáveis altera a própria compreensão da arquitetura. A infraestrutura, nesse caso, não é a rua, mas o rio.

Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo - Imagen 1 de 4Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo - Imagen 2 de 4Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo - Imagen 3 de 4Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo - Imagen 4 de 4Rios antes de estradas: como as vias fluviais do sudeste asiático geraram um urbanismo alternativo - Mais Imagens+ 6

Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina

Áudio disponível

Se engana quem imagina encontrar nas palavras que seguem um discurso sobre materialidade, técnicas construtivas sustentáveis, modos de talhar a madeira ou formas de trançar a palha. Este artigo se propõe justamente a deslocar o olhar para além dos aspectos que, com frequência, definem o debate sobre a cultura dos povos originários quando o assunto é "arquitetura".

Em um universo no qual o próprio termo "arquitetura" é estrangeiro, abordar suas construções — se é que essa palavra dá conta de nomeá-las — a partir de um viés exclusivamente material ou tecnológico não deixa de ser uma tentativa de enquadrar suas formas de produzir espaço em categorias ocidentais. Reduz-se, assim, uma cosmologia complexa a um conjunto de atributos mensuráveis, como se fosse possível transformá-la em um checklist aplicável a qualquer arquitetura, apagando justamente aquilo que a distingue: as relações entre território, corpo e memória.

Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 1 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 2 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 3 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Imagen 4 de 4Aqui nós pertencemos: “Arquitetura” na Cosmovisão dos Povos Originários da América Latina - Mais Imagens+ 2

Acesso exclusivo

Ambientes virtuais estão mudando a forma como vivenciamos a arquitetura

Áudio disponível

Há uma grande diferença entre olhar para a imagem de um edifício e vivenciar o espaço que ela representa. A atmosfera de um lugar, moldada por sua luz, sons, materialidade e relação com a paisagem circundante, há muito pertence ao domínio da experiência física. Hoje, as tecnologias de renderização em tempo real começam a estreitar essa lacuna, permitindo que os projetos sejam explorados e vivenciados antes mesmo de serem construídos.

Muito antes de um edifício ser construído, ele existe como desenhos, maquetes físicas, perspectivas, fotografias e, mais recentemente, renderizações fotorrealistas. Ao longo da história, cada nova ferramenta de representação buscou comunicar não apenas a aparência de um projeto, mas também a experiência de habitá-lo.

Acesso exclusivo

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto

Áudio disponível

Embora os Andes sejam frequentemente vistos como uma cordilheira contínua, eles abrangem uma grande variedade de climas e ecossistemas. No Equador, Peru, Bolívia, Colômbia e Chile, páramos, planaltos áridos, vales temperados e paisagens nevadas podem coexistir a distâncias relativamente curtas uns dos outros. À medida que a altitude varia, mudam também a temperatura, a radiação solar, a umidade, os ventos, a vegetação e a topografia, gerando ambientes que exigem diferentes abordagens construtivas.

Diferentemente de muitas regiões montanhosas onde o frio é a condição ambiental predominante, as áreas de grande altitude nos Andes reúnem diversas condições climáticas simultaneamente. Conforme a altitude aumenta, a radiação solar torna-se mais intensa. Algumas regiões permanecem úmidas ao longo de todo o ano, ao passo que outras enfrentam períodos prolongados de seca. Em muitos locais, o terreno íngreme, a neve e as mudanças constantes nos padrões meteorológicos tornam-se fatores adicionais que influenciam o desenho das edificações.

Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Imagen 1 de 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Imagen 2 de 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Imagen 3 de 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Imagen 4 de 4Arquitetura nos Andes: como a altitude molda as decisões de projeto - Mais Imagens+ 12

Acesso exclusivo

Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula

Áudio disponível

A madeira está entre os materiais mais antigos e familiares da arquitetura. Contudo, seu uso contemporâneo levanta questões complexas sobre impacto ambiental, disponibilidade de recursos, procedência de materiais e circularidade em relação às economias locais. Ao mesmo tempo, os avanços no design computacional, na usinagem CNC e na fabricação robótica também estão reconfigurando a maneira como a madeira é projetada e montada, abrindo novas possibilidades para a inovação estrutural e a expressão formal, ao mesmo tempo em que redefinem o equilíbrio entre automação, força de trabalho e eficiência.

Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Image 6 of 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Image 2 of 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Image 9 of 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Image 3 of 4Cultivando conhecimento em madeira: 10 experimentos de pavilhões de madeira em sala de aula - Mais Imagens+ 11

Acesso exclusivo

Como os/as arquitetos/as podem simplificar os fluxos de trabalho de projeto além do CAD e do BIM

Áudio disponível

As informações de um projeto de arquitetura não se limitam aos softwares CAD ou BIM. Briefings, PDFs de desenhos, contratos, orçamentos, relatórios de obra, arquivos de aprovação e especificações técnicas costumam ser os documentos que as equipes abrem, revisam, enviam e confirmam diariamente.

Quando esses arquivos ficam dispersos em e-mails, aplicativos de mensagem, cópias digitalizadas e diferentes dispositivos, erros de versão, atrasos em aprovações e perda de informações podem acontecer facilmente. Para arquitetos/as e pequenos escritórios, isso não apenas desacelera a comunicação, como também compromete a precisão do projeto, a confiança do cliente e os prazos de entrega.

Acesso exclusivo

O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily

O conceito de museu historicamente suscita reflexões sobre identidade, representação e estruturas institucionais. Atualmente, os museus são concebidos como espaços cada vez mais complexos, que combinam áreas de exposição com outras funções culturais e educativas, estimulando o engajamento cívico, a experimentação artística e a responsabilidade arquivística. Ao longo deste ano, inúmeros projetos de museus foram anunciados e avançaram em várias regiões do mundo, com cronogramas de conclusão que se estendem, em sua maioria, de 2026 a 2030. A essa variedade soma-se a ampla gama de conceitos desenvolvidos no campo das ideias, propostas e especulações. É nesse território que se insere esta seleção de projetos enviados pela comunidade de leitores do ArchDaily: propostas cujos desenhos expandem os limites da nossa imaginação.

O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 1 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 2 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 3 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - 4 的图像 4O edifício como escultura: 5 projetos de museus não construídos enviados pela comunidade do ArchDaily - Mais Imagens+ 76

Acesso exclusivo

Resgatando a voz local da arquitetura

Áudio disponível

Parte da arquitetura regional mais inovadora do mundo nunca chega às manchetes simplesmente porque ninguém está contando a sua história. No sexto episódio do podcast Room For Dreams, gravado ao vivo na Milan Design Week 2026 em parceria com a INDX|GLOBAL, a host Claire Brodka, do designboom, analisa detalhadamente esse gargalo ao lado dos/as arquitetos/as Niroop Reddy, Sujit Nair e Aman Aggarwal. O debate investiga como a falta histórica de narrativas na arquitetura acabou obscurecendo uma grande revolução de design em curso no subcontinente indiano.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal

Áudio disponível

O bambu é frequentemente elogiado antes mesmo de ser compreendido. De crescimento rápido, ele carrega uma longa história de culturas construtivas e parece oferecer à arquitetura uma linguagem ecológica imediata. Em fotografias, sua lógica parece quase autoexplicativa: leve, natural, renovável e já alinhado a um futuro mais sustentável. No entanto, essa aparente clareza é justamente o que torna o bambu difícil de discutir com precisão. Uma vez transformado em símbolo de responsabilidade ambiental, o material em si corre o risco de desaparecer por trás da imagem que projeta.

Este é o risco do renascimento contemporâneo do bambu. Ele pode ser facilmente idealizado como um substituto ecológico para materiais industriais, uma atmosfera regional ou uma alternativa mais suave às linguagens rígidas do aço e do concreto. Em cada um desses casos, o bambu é admirado antes que suas condições reais sejam compreendidas. A questão fundamental não é se o bambu é sustentável em um sentido genérico, mas sim que tipo de cultura arquitetônica ele exige: quais formas de conhecimento, manutenção, regulamentação, mão de obra e tempo são necessárias para que sua sustentabilidade se concretize.

Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 1 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 2 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 3 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Imagem 4 de 4Políticas do bambu: da prática vernacular à infraestrutura temporal - Mais Imagens+ 19

Acesso exclusivo

A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas

Áudio disponível

Muito provavelmente, cada pessoa tem seu próprio ritual ao entrar em uma piscina. Há os que mergulham sem hesitar, os que começam pelas pontas dos pés, os que nadam por esporte e os que submergem por puro prazer. Individual ou compartilhada, intensa ou contemplativa, toda experiência com a água acontece dentro de um ambiente cuidadosamente construído para recebê-la.

Arquitetura e água pertencem a naturezas opostas. Enquanto uma delimita e contém, a outra insiste em se espalhar, e é dessa tensão entre o sólido e o líquido que surgem os centros aquáticos. Nesses edifícios, a presença da água transforma tudo ao seu redor. A luz se fragmenta em reflexos instáveis, os sons adquirem uma reverberação particular, a temperatura e a umidade passam a definir a atmosfera dos espaços, enquanto materiais e sistemas construtivos são permanentemente postos à prova. Mas sua singularidade não é apenas técnica.

A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Imagen 1 de 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Imagen 2 de 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Imagen 3 de 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Imagen 4 de 4A Forma da Água: 20 Centros Aquáticos que Constroem Paisagens Coletivas - Mais Imagens+ 35

Acesso exclusivo

Guia de soluções para construir com madeira contralaminada (CLT)

Áudio disponível

No campo da arquitetura, a madeira foi um dos primeiros materiais utilizados pelos seres humanos na construção, evoluindo e enfrentando diversos desafios ao longo dos anos. Desde a incorporação de novas tecnologias nos processos de produção industrial até técnicas e materiais ancestrais reinterpretados de forma contemporânea, a construção em madeira continua despertando interesse entre profissionais de arquitetura e design. Para além de sua versatilidade, resistência, aparência e sustentabilidade, a madeira laminada cruzada, conhecida como CLT, apresenta um cenário promissor para o futuro da indústria.

O movimento como princípio de design para assentos em ambientes de trabalho

Durante décadas, profissionais aceitaram uma realidade desconfortável: horas passadas em uma mesa de trabalho frequentemente resultam em dores nas costas, inquietação constante e uma fadiga mental progressiva. Embora os assentos ergonômicos convencionais tenham buscado melhorar o conforto por meio de mecanismos ajustáveis, eles, em grande parte, continuaram a pressupor que o sentar-se de forma eficaz depende da manutenção de uma postura estável. A crescente compreensão da relação entre movimento, bem-estar físico e desempenho cognitivo sugere uma abordagem diferente, na qual o movimento se torna parte integrante da experiência de sentar-se, em vez de algo a ser minimizado.

Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história

Áudio disponível
Da extração do sal à arquitetura: uma jornada pela história - Imagen 3 de 4
ALEA RESORT HIDEAWAY / Iluminação por OLEV / PLAJER + FRANZ. Imagem © Ken Schluchtmann - diephotodesigner.de

A arquitetura frequentemente recorre à história de um lugar, traduzindo narrativas locais em formas, materiais e experiências espaciais contemporâneas. Localizado na estância termal de Bad Orb, perto de Frankfurt, o ALEA RESORT HIDEAWAY segue essa premissa, inspirando-se no histórico de extração de sal da região.

Projetado pelo escritório PLAJER + FRANZ, o projeto de hospitalidade de 5.200 m² faz referência à geometria dos cristais de sal por meio de sua linguagem arquitetônica, ao mesmo tempo em que utiliza soluções de iluminação da OLEV para moldar a atmosfera de seus espaços internos. Nesta entrevista, o arquiteto Alexander Plajer discute a relação do projeto com seu contexto, o processo de concepção e o papel da iluminação.

Acesso exclusivo

Ampliando o significado de acessibilidade: projetando para o cuidado assistido no espaço público

Como um direito humano fundamental, a inclusão exige que todas as pessoas — independentemente de sua origem, habilidades ou circunstâncias — sejam reconhecidas e respeitadas, com igual acesso aos mesmos recursos e oportunidades. Para muitas pessoas com deficiência e seus cuidadores e cuidadoras, os banheiros acessíveis ainda deixam de oferecer o que há de mais essencial: um local seguro, privado e digno para a troca assistida. Embora muitas instalações cumpram as normas de acessibilidade da ADA e do ICC, os layouts de banheiros convencionais frequentemente não acomodam usuários e usuárias que necessitam de mais espaço, tempo e apoio de assistência. Essa lacuna tem contribuído para a crescente adoção de trocadores para adultos, instalações que expandem a acessibilidade para além dos requisitos convencionais de banheiros e respondem a necessidades que os equipamentos padrão não conseguem atender.

Acesso exclusivo

Chamada aberta para colaboradores/as especialistas no ArchDaily

Áudio disponível

O ArchDaily está à procura de um/a Colaborador/a Especialista para se juntar à nossa equipe de Conteúdo Patrocinado. Nesta função, você criará conteúdo editorial explorando produtos, materiais, projetos e ideias de arquitetura, mantendo a perspectiva focada em design e os padrões editoriais que definem o ArchDaily.

Esta função exige uma sólida compreensão de arquitetura e design, experiência com conteúdo de marca (branded content) ou patrocinado, e a capacidade de comunicar ideias complexas de maneira clara, envolvente e profissional. O conteúdo patrocinado no ArchDaily consiste em textos financiados por marcas e criados em parceria, apresentando produtos, projetos e ideias sob o tom de voz editorial do ArchDaily, com o objetivo de informar, inspirar e engajar o público leitor.

Acesso exclusivo

O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas?

Sob as superfícies, atrás das estruturas ou mesmo entre as instalações, inúmeros sistemas de fixação e elementos adesivos compõem as conexões necessárias em fachadas, acabamentos e fechamentos de nossos edifícios. À medida que o passar do tempo evidencia a idade das construções e as tendências se modificam em ritmo acelerado, a atualização dos edifícios exige atenção ao seu desgaste, manutenção e melhoria de desempenho. Independentemente de suas metodologias de instalação, tecnologias ou ferramentas, os sistemas de fachadas ventiladas continuam transformando, hoje, a maneira de abordar o projeto e a estética dos edifícios.

O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas? - Imagem 1 de 4O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas? - Imagem 2 de 4O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas? - Imagem 3 de 4O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas? - Imagem 4 de 4O que ocultam as instalações de painéis para fachadas ventiladas? - Mais Imagens+ 13

¡Você seguiu sua primeira conta!

Você sabia?

Agora você receberá atualizações das contas que você segue! Siga seus autores, escritórios, usuários favoritos e personalize seu stream.