Quando pensamos em espaços que estimulam a meditação, nossa mente costuma viajar para os jardins Zen do Japão, onde linhas puras e um paisagismo meticulosamente planejado convidam à quietude, ou para o design escandinavo, com seus tons neutros e tecidos suaves. Esses estilos evocam uma sensação de calma por meio da simplicidade, característica frequentemente associada às linguagens arquitetônicas japonesa e do norte da Europa. No entanto, a quietude e a meditação não se limitam a esse tipo de cenário. As tradições arquitetônicas latino-americanas também oferecem abordagens potentes — embora muitas vezes preteridas — para os espaços de meditação. Com tons terrosos de terracota, texturas ásperas de adobe, pátios íntimos e uma forte conexão com a natureza, esses ambientes convidam à reflexão por meio do aconchego e da riqueza material, criando espaços que transmitem calma sem recorrer ao minimalismo extremo.
Diante do envelhecimento da população mundial, prevê-se uma das transformações sociais mais significativas do século XXI. A concepção de pátios, jardins, terraços e demais áreas verdes em estabelecimentos destinados à terceira idade traz a oportunidade de fomentar o encontro, a participação em diversas atividades coletivas e a consolidação de espaços de reunião, buscando reduzir a solidão entre as pessoas idosas e potencializar o bem-estar e a interação social em contato com a natureza. Como é possível criar ambientes construídos adaptados às pessoas idosas e suas necessidades?
Na 'The Thai Silk Company', Jim Thompson combina tradição com modernidade no artesanato. Imagem cortesia de Jim Thompson
Hoje, há apenas um punhado de nomes no mundo têxtil contemporâneo que carregam um legado histórico tão significativo e uma biografia tão extraordinária entrelaçada em sua trajetória. Jim Thompson é uma marca repleta de romantismo. Natural de Delaware, ele serviu militarmente no Sudeste Asiático e trabalhou para o Office of Strategic Services (OSS), o serviço de inteligência dos EUA. Com o fim do conflito, estabeleceu-se na Tailândia, construindo uma nova vida fundamentada em seu fascínio pela beleza e pelo fazer artesanal intrínsecos ao país. Naquela época, a tecelagem de seda tradicional era ameaçada pelos tecidos industriais, e foi então que ele descobriu uma comunidade de tecelões e tecelãs de seda excepcionalmente talentosos em Bangkok. Ele trabalhou em estreita colaboração com esse grupo para desenvolver a produção e aproximá-lo de outras comunidades têxteis talentosas, incluindo uma em Pak Thong Chai, Korat — província no nordeste da Tailândia. Seus esforços foram fundamentais para revitalizar a indústria da seda na Tailândia, um legado que perdura até hoje.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140848/elevando-espacos-interiores-com-o-artesanato-textil-modernoMark C. O'Flaherty
Crise, crise, crise... e adivinha? Mais crises. Toda vez que ouvimos essa palavra, tudo parece mais desanimador. No entanto, a questão é a seguinte: a cada desafio surge uma oportunidade. Da escassez de moradia acessível à desaceleração econômica e à emergência climática, há sempre um novo desafio abrindo as portas para novas possibilidades. Contudo, a verdade é que nenhum desses eventos é isolado; eles estão todos interconectados de alguma forma, formando diferentes facetas de uma mesma história. Talvez uma das menos mencionadas, sobretudo no que diz respeito ao ambiente construído, seja a crise alimentar global, que cresce de forma (quase) silenciosa, prestes a assumir o protagonismo. Ela impõe vários desafios para a futura produção de alimentos, especialmente nas cidades.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140783/producao-de-alimentos-voltada-para-o-futuro-integrando-a-agricultura-de-alta-tecnologia-as-cidadesEnrique Tovar
Imagine entrar em um ambiente que compreende você por completo, conhece seus hábitos e trabalha ativamente para apoiar seu bem-estar como ocupante. A qualidade do ar poderia ser monitorada e gerenciada, e os ritmos circadianos dos ocupantes poderiam ser rastreados para sugerir estados ideais de produtividade. Profissionais de design de interiores e arquitetura corporativa vêm considerando a saúde e o bem-estar de quem ocupa o espaço em seus projetos para os escritórios do futuro. Ao especular sobre o que o amanhã nos reserva, há argumentos sólidos de que a arquitetura e o design de interiores sencientes serão forças disruptivas na maneira como interagimos com nossos ambientes de trabalho.
A Biblioteca Tianjin Binhai é um edifício icônico projetado pelo escritório MVRDV, localizado na Nova Área de Tianjin Binhai. Sua geometria complexa convida à exploração por meio de técnicas avançadas de visualização, enriquecendo a narrativa e revelando todo o potencial do projeto. Este artigo detalha como o D5 Render ilustra de forma criativa a narrativa visual desta joia arquitetônica através de seus recursos de renderização e animação em tempo real.
A exclusiva tecnologia Mineral LAB eleva a estampa a um patamar ainda mais sofisticado por conta dos relevos e efeitos surpreendentes. A granilha utilizada neste processo oferece ainda resistência ao escorregamento, sem a aspereza dos produtos convencionais. Image Cortesia de Roca Brasil Cerámica
Em 2024, a evolução dos porcelanatos tem elevado a experiência tátil a um novo nível, transformando-os em verdadeiras obras de arte. As coleções, produzidas com tecnologia de impressão de textura mineral, apresentam relevos surpreendentes nas dimensões 120 x 120 cm, 100 x 200 cm, 120 x 250 cm, 160 x 160 cm e 160 x 320 cm, que buscam despertar todos os sentidos. Por trás desse avanço está a Roca Brasil Cerámica, parte do Grupo Mexicano LAMOSA, à frente das marcas Roca Cerâmica e Incepa.
Dois métodos principais de construção são comumente identificados na arquitetura e no design: a construção sólida versus a construção oca. Esses métodos variam significativamente entre diferentes culturas e regiões, especificamente no que diz respeito aos sistemas de divisórias internas, mesmo quando parecem intercambiáveis. Cada um possui suas próprias práticas consolidadas, influenciadas por materiais locais, preferências da mão de obra, condições climáticas e tradições culturais. Quando arquitetos/as e designers se concentram apenas em seu contexto local, é fácil ignorar premissas construtivas mais amplas, o que limita a flexibilidade e a metodologia projetual. Isso levanta uma questão importante: como essas duas abordagens construtivas se diferenciam?
Concentrando-se principalmente nos sistemas internos, as distinções entre a construção sólida e a oca decorrem, em grande parte, da disponibilidade de materiais e das preferências da mão de obra. Por exemplo, nos Estados Unidos e no Japão, paredes estruturadas em montantes (studs), tanto de madeira quanto de metal, são frequentemente utilizadas para divisórias. Por outro lado, o tijolo continua sendo o material predominante para paredes divisórias em regiões como Hong Kong e o sul da China. Por que construímos de maneiras tão distintas, e quais são as vantagens e os desafios de cada metodologia construtiva?
O The Second Studio (antigo The Midnight Charette) é um podcast sem filtros sobre design, arquitetura e o cotidiano. Apresentado pelo arquiteto David Lee e pela arquiteta Marina Bourderonnet, o programa traz diferentes profissionais do campo criativo em conversas espontâneas que abrem espaço para reflexões profundas e debates pessoais.
Diversos temas são abordados com honestidade e humor: alguns episódios trazem entrevistas, enquanto outros oferecem dicas para colegas designers, análises de edifícios e outros projetos, ou explorações descontraídas sobre o cotidiano e o design. O The Second Studio também está disponível no iTunes, Spotify e YouTube.
Esta semana, David e Marina, do escritório FAME Architecture & Design, compartilham o que mais gostam na profissão de arquiteto/a. Eles conversam sobre oportunidades de aprendizado contínuo; criar algo do zero; o companheirismo na arquitetura; o processo de construção; a valorização de elementos naturais e daqueles criados pelo ser humano; desenhos técnicos; o momento em que os projetos de arquitetura são concluídos; e muito mais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140509/the-second-studio-podcast-6-motivos-para-amar-a-arquiteturaThe Second Studio Podcast
Nos últimos anos, os revestimentos contínuos que envelopam os espaços internos têm ganhado cada vez mais destaque, sobretudo em ambientes comerciais focados em branding. Um interior contínuo refere-se ao uso de materiais geralmente aplicados em estado líquido que, após a cura, criam superfícies monolíticas e ininterruptas, eliminando a aparência de juntas e emendas—ao menos na aplicação inicial. Uma gama crescente de produtos oferece atualmente diversas opções de cores, texturas e propriedades práticas, tornando esses acabamentos mais versáteis. Curiosamente, o efeito estético de tais interiores assemelha-se de forma singular ao avanço dos softwares de renderização 3D, nos quais o aspecto fluido e contínuo espelha os espaços suaves e idealizados típicos das imagens digitais. Esse efeito também contribui para uma sensação de "ausência de escala", pois a falta de emendas ou juntas visíveis torna mais difícil discernir a dimensão real do espaço, muitas vezes criando a ilusão de que o interior é maior do que realmente é.
A Espanha, com seu vasto território e notável diversidade de paisagens, tem sido uma referência no desenvolvimento de infraestruturas externas, tanto em áreas urbanas quanto rurais. O turismo tem desempenhado um papel fundamental nesse processo, com foco na criação de espaços que maximizem o usufruto do entorno natural e a integração das paisagens locais nas áreas urbanizadas. Isso deu origem a intervenções que vão desde a criação de passeios marítimos, mirantes e parques naturais, até projetos de parques urbanos em diferentes cidades. Além disso, o crescimento urbano impulsionou a criação de infraestruturas verdes, como jardins botânicos, trilhas ecológicas e reservas que buscam proteger o entorno, ao mesmo tempo em que se abrem ao público de maneira sustentável.
Em celebração ao Dia Mundial do Turismo, vale destacar o papel crucial dos postos de informações turísticas (TICs) em toda a Europa. Esses centros oferecem serviços essenciais, que vão desde a disponibilização de mapas e recomendações locais até a promoção de viagens sustentáveis. Localizados estrategicamente em importantes nós de transporte e marcos urbanos, os TICs garantem que visitantes recebam orientação personalizada para aprimorar sua experiência de viagem. Segundo a Organização Mundial do Turismo (UNWTO), a Europa recebeu cerca de 585 milhões de turistas internacionais em 2023, o que reforça a importância de um suporte local e eficiente. Os TICs têm se adaptado a essa demanda oferecendo serviços tanto presenciais quanto digitais, ajudando viajantes a tomar decisões informadas sobre seus roteiros.
Há cerca de uma década, o termo "planejamento de resiliência" tornou-se onipresente nos círculos de debate sobre o clima. Essa mudança, impulsionada por eventos cada vez mais imprevisíveis, foi moldada em parte pelo programa 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, um esforço de seis anos e 160 milhões de dólares para estabelecer diretores de resiliência em cidades de todo o mundo. Desse programa, encerrado em 2019, surgiu seu sucessor, o Resilient Cities Catalyst (RCC), uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova York e dedicada a projetos de "desenvolvimento de capacidades". Por ocasião da Climate Week, conversei com Sam Carter, um dos diretores fundadores do RCC, sobre sua definição de resiliência, os métodos filantrópicos e de planejamento da organização e o desafio de escalar as ações climáticas.
Sumayya Vally, arquiteta, curadora e fundadora do escritório de arquitetura Counterspace, passa a integrar o júri do Obel Award 2024. Este prêmio internacional de arquitetura, organizado pela Henrik Frode Obel Foundation, homenageia projetos que causam um impacto significativo nas pessoas e no planeta. O tema de 2024, "Architecture WITH" (Arquitetura COM), propõe repensar a profissão, enfatizando processos colaborativos e de cocriação que integram saberes diversos no cerne do projeto. A perspectiva de Vally sobre a redefinição dos papéis na arquitetura se alinha ao foco do tema em abordagens não hierárquicas e cocriativas.
A influência da Itália no design contemporâneo é profunda e cativante, com a arquitetura italiana estabelecendo pontes contínuas entre patrimônio cultural e inovação, desde avanços nas técnicas construtivas até a evolução do estilo neoclássico. Um exemplo primordial dessa integração é a tipologia da villa italiana, que atingiu seu auge durante o Renascimento com inovações revolucionárias. A Villa Almerico — projetada por Andrea Palladio e inspirada no tratado de Alberti, De re aedificatoria — exemplifica essa evolução. Reconhecida por sua planta centralizada e simétrica, sua construção marcou um ponto de virada pelas proporções clássicas e pela incorporação de pátios e jardins como extensões do espaço residencial, destacando uma notável relação contextual.
Embora a influência de Palladio tenha sido tão profunda a ponto de definir grande parte da arquitetura europeia e americana nos séculos seguintes, o conceito da villa italiana resistiu ao tempo e evoluiu. Sua capacidade de aliar funcionalidade, estética e respeito ao meio ambiente permitiu que seus princípios fundamentais permanecessem vigentes, fundindo-se hoje com as novas correntes do design contemporâneo. Um exemplo claro disso é a Villa Apua, projeto do escritório PAN Architetti inspirado no conceito versiliano de buen ritiro. O projeto meticuloso da casa atende às necessidades de seus/suas habitantes, ao mesmo tempo em que promove uma conexão íntima e reflexiva com a paisagem e com a memória de Forte dei Marmi, uma cidade situada entre a costa mediterrânea e os Alpes Apuanos. Essa harmonia é ainda mais potencializada pela grande flexibilidade das coleções da antoniolupi, cujos ricos acabamentos e materiais integram perfeitamente o espaço residencial ao mobiliário e ao entorno.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140852/onde-o-estilo-italiano-encontra-o-bem-estar-e-a-serenidade-o-caso-da-villa-apuaEnrique Tovar
Como surgem os pavilhões na arquitetura? Que papel desempenham nos espaços urbanos? Para além das múltiplas interpretações existentes ao redor do mundo, a figura do pavilhão como princípio e tipologia arquitetônica tende à extroversão, associando-se a um caráter centrífugo e de abertura visual em direção ao horizonte, o qual se vincula, desde as suas origens, à tenda como proteção contra as intempéries. Os pavilhões costumam ser identificados como edificações isoladas e independentes que podem promover aberturas laterais do espaço urbano, visuais panorâmicos ou introspectivos, reflexões tecnológicas e experimentações materiais reconhecíveis tanto de fora quanto de dentro.
Viajar por terra pelas vastas extensões regionais dos países africanos sempre foi uma provação ineficiente, sobretudo na África Ocidental. O Google Maps estima, de forma otimista, que seriam necessárias 53 horas de condução ininterrupta para ir de Lagos, a maior cidade da Nigéria, a Dakar, capital do Senegal. No entanto, essa estimativa ignora a precária infraestrutura rodoviária, as complexas travessias de fronteira e os desafios socioeconômicos que, na realidade, estendem a viagem para cerca de uma semana.
Por essa razão, o projeto em andamento da Rodovia Costeira Trans-Oeste-Africana surge como uma grande oportunidade para conectar e liberar o potencial da região. Essa iniciativa, também conhecida como TAH 7, é uma rodovia transnacional que interliga 12 nações costeiras da África Ocidental, da Mauritânia, no noroeste, à Nigéria, no leste. Sua construção gradual abre novos caminhos para o transporte de cargas, infraestrutura ferroviária e, acima de tudo, formas inovadoras de arquitetura nas regiões de fronteira, respondendo às suas funções socioculturais singulares.
A arquitetura paisagísticamodernista marcou uma ruptura radical com o tradicional desenho de jardins, enfatizando a simplicidade, a funcionalidade e uma conexão mais estreita entre as pessoas e seus ambientes. Entre as décadas de 1930 e 1960, esse movimento testemunhou o surgimento de nomes visionários da arquitetura paisagística que integraram forma e função de modo a redefinir os espaços externos. Seus projetos respondiam às paisagens urbanas em rápida evolução da época, priorizando a usabilidade e criando ambientes capazes de acomodar a vida moderna. A influência duradoura desses princípios continua a moldar as práticas contemporâneas, ao mesmo tempo em que impõe desafios únicos de preservação à medida que essas paisagens envelhecem.
Refletir sobre o passado costuma ser visto como nostalgia ou, sob uma perspectiva mais crítica, como um sinal de retrocesso. No entanto, olhar para trás pode oferecer percepções valiosas sobre uma sociedade que por vezes parece excessivamente focada — quando não obcecada — no futuro e na tecnologia. Na arquitetura, essa reflexão nos permite reconectar com nossas raízes e valorizar o conhecimento acumulado ao longo de gerações. Ela nos convida a explorar como as gerações passadas projetavam estruturas duráveis e adaptadas ao seu ambiente. Refinados por séculos de observação, experimentação e, muito provavelmente, erros, esses sistemas demonstram uma compreensão profunda dos materiais locais e das técnicas construtivas.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140518/patrimonio-em-barro-pedra-e-juncos-redescobrindo-tecnicas-construtivas-ancestraisEnrique Tovar
Com origem há mais de 2.000 anos no norte da Europa, as saunas foram inicialmente desenvolvidas como um método de purificação corporal. Na Finlândia, esses espaços eram venerados por sua higiene e frequentemente serviam como locais para a realização de partos. Enraizadas nas tradições nórdicas, as saunas se espalharam globalmente, levando consigo elementos de design característicos, como o uso abundante de madeira, linhas limpas, ornamentação mínima e uma estética despojada. Tradicionalmente, ofereciam um ambiente sereno com assentos limitados a simples bancos retos, permitindo que os/as usuários/as se sentassem ou se deitassem. Esse modelo tradicional ganhou ampla aceitação, com seus benefícios para a saúde defendidos por profissionais da área médica e seu valor reconhecido em diversas culturas.
Com o crescimento da população urbana e a evolução dos padrões de consumo, as cidades enfrentam desafios complexos relacionados à gestão de resíduos. Abordagens tradicionais, focadas na coleta e no descarte, mostram-se hoje inadequadas diante das graves preocupações ambientais e da escassez de recursos. A gestão de resíduos tornou-se um tema central de debate, sendo apresentada como uma estratégia fundamental para a transição rumo a economias circulares. O conceito Lixo Zero busca transformar a maneira como as cidades gerenciam seus resíduos urbanos e construir culturas de apoio em torno dessa prática.
Uma cidade que desafia as expectativas: é o que muitos/as visitantes costumam dizer sobre a capital senegalesa, Dakar. Como a cidade portuária mais ocidental da África, que conquistou sua independência da França em 1960, Dakar é um polo regional de diversidade e cultura. Embora seja frequentemente descrita como uma cidade inesperadamente elegante e "moderna", com seus edifícios monolíticos característicos e por vezes coloridos, Dakar está, na verdade, em constante desenvolvimento, e cada um de seus distritos tende a refletir um estilo e foco diferentes, dependendo de sua população e das funções predominantes.