Um símbolo da era industrial, o telhado em shed é um ícone na história da arquitetura. Apesar de ser uma invenção funcional originada da necessidade há quase 200 anos, sua forma icônica está passando um renascimento em diversos projetos contemporâneos.
Composto por muitos telhados longos e finos, cada um com inclinações irregulares, dispostos lado a lado, o telhado serrilhado posiciona suas bordas mais íngremes - preenchidas com painéis de vidro - afastadas do cume. Essa estratégia permite que edifícios amplos controlem o ganho solar, evitando a luz solar direta, ao mesmo tempo, em que proporciona uma entrada uniforme de luz natural indireta em toda a área interna.
A Casa Batlló, localizada na icônica Passeig de Gràcia em Barcelona, Espanha, é uma obra-prima arquitetônica que materializa uma síntese entre criatividade, inovação e a profunda conexão do arquiteto Antoni Gaudí com a natureza. Construída entre 1904 e 1906, essa residência é uma atração turística da cidade e uma contribuição importante para a história da arquitetura. Aqui, analisaremos a Casa Batlló a partir de conceitos envolvidos no campo da neuroarquitetura.
O projeto da Foster + Partners para a BENCH, uma das maiores marcas de roupas das Filipinas, começou a ser construído em Manila. O edifício de 24 pavimentos abrigará escritórios, estúdios de design, espaços para eventos e todas os equipamentos necessários para criar um ambiente agradável para os funcionários da empresa, afirmam os arquitetos. Localizado no eixo leste-oeste da Bonifacio Global City, o edifício se abre no térreo para criar uma conexão visual com o espaço verde do entorno.
A luz do sol tem sido parte integrante da vida desde que o sol e a terra começaram sua dança. O bem-estar proporcionado pela luz natural é um tema recorrente na cultura humana, percorrendo a música popular, a moda, a fotografia e até os nossos ambientes mais luxuosos.
Mas o desejo de nossos corpos pela luz solar é mais do que apenas um sentimento. Pesquisas científicas provaram que ela ajuda nosso corpo a produzir mais melatonina, que ajuda a dormir e reduz o estresse, que a vitamina D melhora a imunidade e fortalece os ossos, e a serotonina combate a depressão. Além de nos ajudar a levar vidas mais saudáveis e felizes, as pesquisas sugerem que o sol também nos ajuda a viver durante mais tempo.
A história da luz experimentou várias mudanças ao longo dos séculos, sua relação intrínseca com a própria arquitetura desencadeou manifestações e críticas. Além de servir como ferramenta para iluminar o mundo habitado, ela influencia diretamente a percepção do mesmo e a produção de objetos construídos. Cada tipo de projeto de iluminação se relaciona diretamente com um entendimento particular de qualidade, classe, interpretação, intenção e significado.
Recentemente, o Tec de Monterrey inaugurou o novo espaço Skyspace: Espíritu de Luz, uma instalação projetada pelo artista James Turrell que agora faz parte do DistritoTec em Monterrey, México. A obra, que foi concebida como um observatório para proporcionar uma experiência visual única através de uma sequência de luzes a cada 12 horas, de manhã e à noite, é parte de uma homenagem à vida e obra de Dom Eugenio Garza Sada e Eugenio Garza Lagüera.
Para a maioria das pessoas, a vida moderna exige passar a maior parte do dia em espaços interiores - na verdade, de acordo com um relatório da Environmental Protection Agency, a pessoa média passa cerca de 90% de sua vida em ambientes fechados. Como resultado, isso implica perder benefícios para a saúde associados à exposição à luz solar, como absorção de vitamina D, regulação dos ritmos circadianos, níveis mais altos de energia e até melhora do humor. Uma opção é aumentar a quantidade de tempo que passamos ao ar livre. Mas como a maioria das funções diárias são realizadas no interior dos edifícios, é crucial incorporar e priorizar a iluminação natural nos interiores.
Inauguramos hoje uma série de publicações onde apresentaremos teses e dissertações de acesso público que, de alguma maneira, discutam questões pertinentes à Arquitetura e ao Urbanismo. Vimos a necessidade de mostrar ao maior número possível de pessoas a incrível produção acadêmica de nossas universidades, que por vezes não ganham o devido reconhecimento.
Nesta primeira edição, apresentamos o trabalho do arquiteto Jorge Isaac Perén Montero e sua dissertação de mestrado intitulada "Ventilação e Iluminação Naturais na obra de João Filgueiras Lima, Lelé: Estudos dos Hospitais da Rede Sarah Kubitschek Fortaleza e Rio de Janeiro", orientada pela professora Rosana Maria Caram, na Escola de Engenharia de São Carlos - EESC/USP.
https://www.archdaily.com.br/pt/889818/ventilacao-e-iluminacao-naturais-na-obra-de-joao-filgueiras-lima-lelePedro Vada
Poética da luz natural para projetos de arquitetura - Casa Barragán
A Escola Coletiva de Projetos foi idealizada pelo desejo do aprofundamento da reflexão, do debate e da (re)formulação de um pensamento mais crítico em relação à arquitetura, urbanismo e construção, especialmente relacionados ao Nordeste brasileiro, seu clima, seus costumes, seus modos de vida e suas cidades.
Os arquitetos estão cada vez mais conscientes da influência no bem-estar e boa saúde dos usuários de nossos projetos. A iluminação natural - e como deve ser complementada com iluminação artificial - é um fator essencial a considerar para o conforto visual dos espaços internos. Mas sabemos como lidar com isso corretamente?
Enquanto muitos arquitetos pensam em janelas para iluminar os espaços internos, Norman Foster fica intrigado com a luz natural vinda de cima. O famoso arquiteto britânico sempre admirou a obra de Louis Kahn e Alvar Aalto pela forma como lidavam com a luz natural - especialmente no que diz respeito à cobertura. Em particular, grandes edifícios públicos beneficiam-se desta estratégia para criar espaços agradáveis. Portanto, Foster considera a luz natural indispensável quando desenvolve megaestruturas para aeroportos ou arranha-céus corporativos. Mas a luz natural que vem de cima é muito mais do que uma dimensão estética, observa Foster: "Além das qualidades humanísticas e poéticas da luz natural, há também implicações energéticas".
O Kharayeb Archaeological Museum (KAM) foi projetado pelo escritório Shiogumo nos campos rurais da cidade costeira de Kharayeb, localizada no sul do Líbano. O museu site-specific foi comissionado pelos diretores da exploração arqueológica no sítio, a Dr. Ida Oggiano (Istituto di Studi sul Mediterraneo Antico of CNR, Itália) e o Dr. Wissam Khalil (Universidade Libanesa), para preservar e fortalecer o sentido histórico, cultural e público do lugar.
A diversidade de claraboias significa que elas podem iluminar qualquer espaço. Tanto uma janela como um teto, a natureza híbrida deste elemento o transforma em peça chave de alguns projetos arquitetônicos. Através da sua flexibilidade também vêm oportunidades de expressão, desde a sua forma até o seu ângulo.
Confira 16 exemplos de espaços contemporâneos iluminados por este elemento abaixo:
Antes dos computadores, simulações de iluminação natural eram usadas para otimizar a atmosfera e a energia nos edifícios, e gerações de construtores desenvolveram princípios simples para criar as melhores janelas para cada situação. Dois especialistas em iluminação estudaram essas tradicionais aberturas em edifícios visando encontrar inspiração para projetos atuais mais sustentáveis. Francesco Anselmo, designer de iluminação da Arup, e John Mardaljevic, professor de simulação de iluminação natural na School of Civil & Building Engineering da Loughborough University, analisaram as variações de sol e iluminação natural em latitudes que vão desde Estocolmo até o Haiti e Abu Dhabi.
Continue lendo para saber mais sobre a variedade de janelas tradicionais em cada região.
Lutando contra o desenfreado crescimento das cidades chinesas, os arquitetos do Atelier Archmixing, com sede em Xangai, desenvolveram uma série de propostas para revalorizar os espaços singelos, nos quais o projeto contribui para a melhoria da qualidade de vida de seus usuários.
Nesse projeto, o grupo desenvolveu um interessante dispositivo de iluminação que consiste em uma estrutura de bambu que permite a entrada da luz natural e a ventilação em um antigo edifício vernacular.