A Índia é frequentemente reconhecida por sua próspera indústria de tecnologia, com a reputação de formar um número expressivo de profissionais qualificados no setor a cada ano. Esse cenário atraiu um ecossistema tecnológico dinâmico que atrai cada vez mais empresas globais para estabelecer operações no país. A ascensão dos parques tecnológicos tornou-se uma estratégia fundamental para canalizar esses talentos e recursos, cultivando um ambiente propício à inovação. Qual é o impacto desses parques tecnológicos na paisagem urbana das cidades indianas?
O mundo pós-pandemia passou por transformações em diversos aspectos, entre os quais o turismo urbano e as novas modalidades de viagem. Com a ascensão do trabalho remoto e freelance, muitas pessoas agora têm a liberdade de se deslocar entre cidades sem a necessidade de estabelecer uma residência fixa. Isso transformou bares, restaurantes e cafés em mais do que simples espaços de consumo: agora eles funcionam como escritórios temporários e, em muitas ocasiões, cenários para as mais diversas atividades.
Por outro lado, as lojas e espaços de varejo evoluíram para oferecer mais do que a simples venda de produtos ou serviços. Eles se tornaram parte de uma experiência de consumo integrada, que se conecta emocionalmente com o público.
Guarda-corpos e quebra-ventos desempenham um papel fundamental na arquitetura contemporânea, combinando segurança, funcionalidade e apelo estético. Esses sistemas são cruciais para proteger espaços elevados, como varandas, terraços e escadas, incorporando materiais como vidro laminado temperado, aço inoxidável, alumínio e sistemas inovadores de fixação. Isso garante transparência e vistas desobstruídas sem comprometer a segurança. Além disso, contam com opções personalizáveis, incluindo perfis de acabamento superior, corrimãos e iluminação integrada, permitindo que arquitetos e arquitetas criem espaços únicos e de forte impacto visual que atendem a objetivos tanto práticos quanto estéticos.
Em essência, um sistema de guarda-corpo consiste em um conjunto de componentes cuidadosamente projetados, em que cada elemento desempenha um papel vital para garantir a segurança e a estética. Para além do impacto visual desejado, esses sistemas devem ser altamente confiáveis e seguros para cumprir sua função primordial. No cerne do sistema estão os componentes de fixação, que fornecem suporte e direcionamento, com opções de preenchimento — como painéis de vidro, barras, tubos ou cabos — que equilibram segurança e estilo. Os perfis de base (base shoes), uma tipologia de guarda-corpo, fixam os painéis de fechamento de vidro diretamente à estrutura, garantindo durabilidade e precisão. Os corrimãos opcionais podem ser montados em montantes ou fixados diretamente no vidro, enquanto os perfis superiores (top rails) oferecem um toque estético, ao mesmo tempo em que protegem a borda superior do vidro e auxiliam no seu alinhamento.
Diante das rápidas transformações do cenário profissional contemporâneo, o escritório deixou de ser um ambiente estático. À medida que as empresas consolidam modelos de trabalho híbridos e equipes flexíveis, a demanda por espaços de trabalho adaptáveis e focados nas pessoas nunca foi tão premente. Em colaboração com a Foster + Partners Industrial Design, a UniFor respondeu a essa transição com a coleção XYZ, uma série de mobiliários modulares e versáteis projetados para atender às necessidades dinâmicas dos escritórios atuais.
A coleção é composta por três produtos principais: o X Shelving System, a Y Table, e a Z Desk — cada um deles desenvolvido para dar suporte a diferentes modos de trabalho, mantendo uma linguagem visual coesa e harmoniosa.
Água e iluminação natural? À primeira vista, parecem conceitos distantes: um é tangível, enquanto o outro — embora intangível — se manifesta através de seus efeitos e qualidades perceptíveis. Ambos são recursos potentes e recorrentes no projeto de arquitetura, muitas vezes empregados apenas com fins compositivos. No entanto, no contexto de piscinas cobertas, essa combinação costuma ser orientada de forma estritamente funcional, priorizando a "proteção" contra estímulos externos. Essa abordagem unidimensional pode limitar a interação dinâmica entre a água e a luz natural, resultando em desafios estéticos, funcionais e operacionais.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140438/veja-como-elevar-o-nivel-de-piscinas-cobertas-com-solucoes-de-iluminacao-naturalEnrique Tovar
Robert Wilson encarna as funções de direção, cenografia, design de iluminação e arquitetura em uma única figura. Internacionalmente aclamado como pioneiro da iluminação cênica e agraciado com inúmeros prêmios de prestígio, incluindo o Leão de Ouro da Bienal de Veneza e o Praemium Imperiale, Wilson, atualmente com mais de oitenta anos, continua a viajar pelo mundo encenando produções extraordinárias. Seu uso da luz e da cor é marcado pela precisão e pelo minimalismo, criando cenas que oscilam habilmente entre a quietude e o drama. Durante os ensaios no Düsseldorf Schauspielhaus, ele detalha a relação entre palco e arquitetura, seu processo criativo e o profundo impacto da luz sobre a escuridão.
Telhados inclinados e lotes em patamares ou encostas estão entre as soluções mais antigas — e ainda assim altamente funcionais — para a dispersão, o redirecionamento de águas pluviais e o controle da erosão. Embora a maioria das construções atuais ainda opte por coberturas tradicionais, planas ou inclinadas, os avanços nos materiais e técnicas construtivas vêm permitindo uma maior exploração projetual e variações de layout. Com isso, observa-se o aumento de telhados verdes, soluções de isolamento passivo e usos mais inovadores das coberturas. Um exemplo notável é a recorrência de coberturas escalonadas ou em terraço, que costumam estabelecer uma continuidade suave com o terreno, além de oferecer espaços funcionais adicionais ao projeto.
No turbilh&ilhão do dia a dia, a grande maioria dos centros urbanos se transforma para dar lugar a novas funções e/ou necessidades de suas populações, que buscam melhorar, renovar ou atualizar as infraestruturas, equipamentos, redes e espaços que viabilizam a vida em comunidade. Com o passar do tempo, diversas edificações que outrora cumpriam funções importantes de proteção ou abrigo começam a se tornar obsoletas. Contudo, o legado patrimonial que deixam testemunha a passagem do tempo e oferece um relato vivo de sua história, colaborando para a consolidação da identidade e para o reconhecimento de um sentimento de pertencimento.
Bali, frequentemente chamada de "Ilha dos Deuses", é conhecida pela harmonia singular entre o microcosmo da vida humana e o macrocosm do meio ambiente. Esse delicado equilíbrio está profundamente enraizado em sua arquitetura tradicional, que reflete a sinergia entre elementos culturais, religiosos e ambientais. Com uma população de aproximadamente quatro milhões de habitantes, Bali é a única província de maioria hindu na Indonésia. Embora apenas 1,7% da população total do país pratique o hinduísmo, 87% dos moradores de Bali seguem essa fé. Ao longo dos séculos, a arquitetura balinesa evoluiu sob a influência da antiga cultura Bali Aga, do Reino de Majapahit, da colonização holandesa, de fluxos migratórios e da ascensão do turismo global. Quem visita a ilha se encanta não apenas pelos templos e belezas naturais, mas também por seus estilos arquitetônicos em constante evolução, que buscam preservar a essência cultural do lugar.
Viajar por terra pelas vastas extensões regionais dos países africanos sempre foi uma provação ineficiente, sobretudo na África Ocidental. O Google Maps estima, de forma otimista, que seriam necessárias 53 horas de condução ininterrupta para ir de Lagos, a maior cidade da Nigéria, a Dakar, capital do Senegal. No entanto, essa estimativa ignora a precária infraestrutura rodoviária, as complexas travessias de fronteira e os desafios socioeconômicos que, na realidade, estendem a viagem para cerca de uma semana.
Por essa razão, o projeto em andamento da Rodovia Costeira Trans-Oeste-Africana surge como uma grande oportunidade para conectar e liberar o potencial da região. Essa iniciativa, também conhecida como TAH 7, é uma rodovia transnacional que interliga 12 nações costeiras da África Ocidental, da Mauritânia, no noroeste, à Nigéria, no leste. Sua construção gradual abre novos caminhos para o transporte de cargas, infraestrutura ferroviária e, acima de tudo, formas inovadoras de arquitetura nas regiões de fronteira, respondendo às suas funções socioculturais singulares.
Hoje, o uso que fazemos do espaço — e, por extensão, o nosso espaço construído — abrange uma variedade de funções, dimensões e configurações. No entanto, uma característica fundamental se destaca: a flexibilidade e o design multiuso. Isso marca uma transição em relação ao modelo tradicional, no qual os ambientes eram rigidamente definidos por suas funções, com áreas distintas para trabalhar, descansar ou socializar, separadas por paredes fixas e sólidas. Um exemplo emblemático dessa mudança são as paredes retráteis de dobramento vertical da Skyfold. Com mais de 10.000 instalações, as paredes móveis da Skyfold redefinem os limites espaciais e aumentam a versatilidade, permitindo ajustes dinâmicos que respondem rapidamente às necessidades em constante evolução. Sua ampla adoção reforça sua eficácia em responder aos desafios dos interiores contemporâneos e do projeto de arquitetura.
https://www.archdaily.com.br/pt/1140322/alcancando-precisao-no-design-flexivel-o-caminho-para-as-100-paredes-dobraveis-verticais-skyfoldEnrique Tovar
À medida que o entusiasmo em torno da inteligência artificial continua a reformular a nossa visão de mundo, o ano de 2025 se aproxima como mais um marco na trajetória do avanço tecnológico. Enquanto parte da sociedade se preocupa com o domínio da tecnologia no cotidiano, profissionais de arquitetura direcionam sua atenção para as fundações de um futuro digital: os data centers. O projeto de data centers desafia profissionais de design a conciliar as demandas de funcionalidade tecnológica com os princípios da excelência arquitetônica. À medida que se aprofunda a dependência em relação à computação em nuvem, aos ecossistemas de IoT e à análise de big data, a arquitetura dos data centers exige maior atenção. Conforme o consumo de dados dispara, as taxas de consumo dessas instalações acompanham essa demanda de forma proporcional. Antes relegadas a zonas industriais genéricas, essas estruturas agora se tornam componentes essenciais dos ambientes urbanos e suburbanos. Embora parte da comunidade local se mostre preocupada com o avanço dos data centers em suas regiões, outros grupos os enxergam como vetores de desenvolvimento econômico.
A escolha entre um piso vinílico e um piso laminado já não é necessária, uma vez que o piso híbrido resiliente combina as melhores características de ambos os materiais. Kiwi é um piso natural fabricado com 80% de madeira e uma tecnologia de impregnação premium que o torna 100% impermeável. Este produto apresenta 80% de madeira, enquanto os 20% restantes são compostos por resinas vegetais. Com isso, o produto é 100% livre de PVC, tornando-se uma opção totalmente ecológica.
Com o fim de 2024, um ano dinâmico que questionou saberes, tradições e inovações, analisamos como os acontecimentos e tendências globais influenciaram o design de espaços internos. No ano passado, a prática da arquitetura suscitou debates globais, desafiando normas e tradições ao mesmo tempo que valorizou regiões antes negligenciadas. O design de interiores, por outro lado, adotou uma postura mais reservada e modesta, priorizando a simplicidade e a individualidade. Um ano depois, os temas gerais da arquitetura e do design de 2023 permanecem os mesmos — ou melhor, reforçados —, mas agora incorporam "experimentações artesanais" por meio de intervenções sutis, semelhantes à acupuntura.
A arquitetura contemporânea em contextos de Patrimônio Mundial da UNESCO apresenta um desafio único: revitalizar locais de relevância histórica ao mesmo tempo em que se aderem a diretrizes rigorosas de preservação. De centros urbanos a paisagens naturais e tradições culturais imateriais, esses projetos demonstram o delicado equilíbrio entre inovação e conservação do patrimônio. Seja atuando em uma megacidade, em uma paisagem protegida ou em uma área rural de grande riqueza cultural, os/as arquitetos/as têm o desafio de reimaginar esses espaços sem comprometer seu valor histórico. Cada projeto oferece uma perspectiva renovada sobre como os sítios históricos podem evoluir e permanecer relevantes nos tempos atuais.
Há 25 anos, quando nasceu na Suíça o padrão de construção sustentável Minergie, projetado para reduzir o consumo energético e melhorar o conforto nas edificações, era difícil prever que ele se tornaria uma das certificações mais demandadas do país: atualmente, alcançou uma presença significativa, com mais de 50.000 edifícios certificados. Também era difícil imaginar o seu futuro na América Latina de hoje: como um sistema desenvolvido para as exigências de um país poderia responder aos requisitos de outra região com geografia e cultura tão diversas?
A arquitetura paisagísticamodernista marcou uma ruptura radical com o tradicional desenho de jardins, enfatizando a simplicidade, a funcionalidade e uma conexão mais estreita entre as pessoas e seus ambientes. Entre as décadas de 1930 e 1960, esse movimento testemunhou o surgimento de nomes visionários da arquitetura paisagística que integraram forma e função de modo a redefinir os espaços externos. Seus projetos respondiam às paisagens urbanas em rápida evolução da época, priorizando a usabilidade e criando ambientes capazes de acomodar a vida moderna. A influência duradoura desses princípios continua a moldar as práticas contemporâneas, ao mesmo tempo em que impõe desafios únicos de preservação à medida que essas paisagens envelhecem.
Projetos acadêmicos podem explorar novos rumos e contribuir para o debate público sobre questões globais e locais? O Prêmio Estudantil Politecnico di Torino 2024 buscou responder a essas perguntas, demonstrando como a pesquisa, a formação e a experimentação em arquitetura podem ser integradas ao currículo acadêmico.
O Politecnico di Torino está classificado entre as 10 melhores escolas de arquitetura da Europa (QS World University Rankings by Subject 2024 - Architecture and Built Environment). Com mais de 3.000 estudantes, o Departamento de Arquitetura e Design oferece graduação em Arquitetura e três programas de mestrado — Architecture for Sustainability, Architecture Construction City e Architecture for Heritage —, todos com percursos dedicados em inglês. O departamento também oferece dois cursos de graduação e um de mestrado em Design.
Museu do Forno Imperial de Jingdezhen_Vista do foyer abobadado do auditório. Imagem
De 4 a 6 de abril, a conferência internacional FABRICATE 2024será realizada na Royal Danish Academy, em Copenhague. Desde a sua criação em 2011, o FABRICATE consolidou-se como um fórum global para novas e radicais possibilidades na arquitetura, acolhendo milhares de participantes da prática profissional, da indústria e da pesquisa.
Neste terceiro artigo, conversamos com o/a arquiteto/a Zhu Peique é diretor/a fundador/a do Studio Zhu Pei e decano/a da Escola de Arquitetura da Academia Central de Belas Artes de Pequim. O texto é um trecho do futuro livro FABRICATE 2024 e baseia-se em uma entrevista conduzida pelo/a copresidentePhil Ayres entre Zhu Pei e o/a arquiteto/a Cristiano Ceccato, diretor/a da Zaha Hadid Architects. O livro será lançado na noite de abertura da conferência FABRICATE 2024.
Na busca por conservar certos traços arquitetônicos, históricos e culturais das habitações catalãs originais, a renovação de apartamentos é concebida como um meio de conexão entre o passado e o presente através da recuperação e/ou restauração de revestimentos, pisos, esquadrias, fachadas, entre outros. A história da cerâmica na Espanha evoluiu com o passar dos anos, atravessando períodos de florescimento produtivo e também de declínio. No entanto, a linguagem expressiva, a versatilidade e a adaptabilidade dos ladrilhos hidráulicos à tradição e ao futuro destacam-se na espacialidade interna e externa das residências, com sua ampla combinação de cores, texturas e padrões.
Nesta compilação, o ArchDaily reúne as atualizações mais transformadoras deste ano em cidades de todo o mundo, organizadas em eixos temáticos que capturam a natureza em constante evolução do desenho urbano e das políticas públicas em 2024. Projetos como as amplas reformas na La Rambla, em Barcelona, e os esforços de preservação dos arranha-céus históricos de Chicago destacam a conservação do patrimônio urbano, ao passo que iniciativas em Veneza e em Los Angeles respondem ao excesso de turismo e às pressões habitacionais, equilibrando habitabilidade e crescimento. Ao mesmo tempo, planos diretores ambiciosos recém-anunciados, como a revitalização de áreas industriais em Tallinn e Connecticut, refletem como as cidades estão reimaginando seu tecido urbano. Por fim, a reconstrução pós-desastre em Kharkiv e na Turquia ressalta a urgência de um design voltado para a resiliência, garantindo que as cidades possam resistir e evoluir mesmo em tempos difíceis. Juntas, essas atualizações oferecem um panorama das forças globais que estão remodelando as paisagens urbanas.
Após duas semanas intensas de indicações, o público do ArchDaily avaliou mais de 700 projetos e selecionou os 10 finalistas do Building of the Year Award China. Profissionais da arquitetura e entusiastas participaram do processo de votação, escolhendo projetos que exemplificam o que significa impulsionar a disciplina. Estes finalistas são as obras que mais inspiraram os leitores e leitoras do ArchDaily, revelando também a evolução e as tendências da arquitetura chinesa contemporânea.
Antes de apresentarmos os projetos finalistas, queremos destacar os valores fundamentais desta premiação. Sendo a maior plataforma de arquitetura do mundo, temos plena consciência de nossa responsabilidade em relação à profissão e ao avanço da arquitetura como disciplina. Como nossa missão está diretamente ligada ao futuro da arquitetura — inspirando e educando as pessoas que projetarão o tecido urbano do amanhã —, a confiança depositada em nós por nosso público para refletir as tendências arquitetônicas de diversas regiões do mundo gera desafios que assumimos com entusiasmo. Com votação democrática e centrada na comunidade, o prêmio Building of the Year é um dos pilares da nossa resposta a esses desafios, buscando romper com hierarquias estabelecidas e barreiras geográficas. Apresentamos a seguir os 10 finalistas do prêmio China Building of the Year 2024; o período de votação estará aberto de 27 de março a 3 de abril, às 23:59 (BJT). Os vencedores serão anunciados no dia 4 de abril de 2024. Clique aqui para conferir os detalhes e saber como votar.
A expansão urbana e o aumento da densidade populacional têm impulsionado uma demanda crescente por áreas externas em apartamentos de vários andares, à medida que os/as moradores/as buscam manter a conexão com a natureza sem sair de casa. Essa tendência reflete os desafios da vida urbana moderna, onde o acesso à natureza é frequentemente limitado e os espaços verdes públicos são cada vez mais escassos. Nesse contexto, elementos como varandas, loggias e jardins de inverno destacam-se como soluções atraentes, oferecendo espaços privados para relaxamento e lazer em meio à agitação da vida na cidade. Além de enriquecer a experiência urbana, esses espaços aumentam a qualidade de vida, proporcionando um refúgio pessoal em meio à paisagem urbana.
Há cerca de uma década, o termo "planejamento de resiliência" tornou-se onipresente nos círculos de debate sobre o clima. Essa mudança, impulsionada por eventos cada vez mais imprevisíveis, foi moldada em parte pelo programa 100 Cidades Resilientes da Fundação Rockefeller, um esforço de seis anos e 160 milhões de dólares para estabelecer diretores de resiliência em cidades de todo o mundo. Desse programa, encerrado em 2019, surgiu seu sucessor, o Resilient Cities Catalyst (RCC), uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova York e dedicada a projetos de "desenvolvimento de capacidades". Por ocasião da Climate Week, conversei com Sam Carter, um dos diretores fundadores do RCC, sobre sua definição de resiliência, os métodos filantrópicos e de planejamento da organização e o desafio de escalar as ações climáticas.