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De hidrosferas marcianas a cidades-floresta: 6 visões urbanas radicais reveladas na Bienal de Arquitetura de Veneza 2025

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Hoje, as cidades estão sendo reimaginadas como organismos vivos e em constante evolução, combinando inteligência digital, sistemas ecológicos e novos materiais para moldar futuros radicais. Na bienal de Carlo Ratti, "Intelligens. Natural. Artificial. Collective.", mais de 750 participantes desafiam as fronteiras estabelecidas entre arquitetura, paisagem e tecnologia. Vários projetos conceituais apresentados na exposição principal questionam os limites convencionais entre arquitetura, paisagem e tecnologia. De sistemas urbanos bioadaptativos e assentamentos hídricos marcianos a sinfonias imersivas de dados de satélite, essas obras envisionam, coletivamente, novos modelos de coabitação, resiliência e consciência planetária.

A seleção de Projetos Não Construídos deste mês apresenta seis propostas especulativas, exibidas como parte da exposição da Bienal de Arquitetura de Veneza 2025, como provocações para repensar o futuro das cidades e dos assentamentos humanos. Enquanto algumas propostas transformam a arquitetura em infraestruturas vivas e autossustentáveis, outras exploram como dados e interfaces sensoriais podem redefinir nossa relação com os ambientes natural e urbano. Juntos, os projetos oferecem um panorama de como profissionais de arquitetura e design utilizam obras não construídas para imaginar novas possibilidades de vida na Terra e fora dela.

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Por trás de 8.000 portas: por dentro de três projetos de arquitetura de destaque

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Sob a marca suíça Arbonia, estão representadas 14 marcas individuais e duas subsidiárias. Embora a marca, que agora faz sua há muito esperada estreia pública, possa parecer nova, o portfólio de projetos realizados certamente não o é. Um olhar sobre o arquivo de referências, apresentado com destaque pela Arbonia, comprova isso. Entre eles estão projetos de construção para o setor de saúde, escritórios e administração, edifícios históricos, instituições de ensino, hotelaria e empreendimentos residenciais. Três destaques específicos se sobressaem por personificarem de forma única o lema da Arbonia: 'aberto às aspirações'.

Arquitetura e luz entre documentação e emoção: em conversa com o fotógrafo Thomas Mayer

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Há mais de cinco décadas, o fotógrafo suíço Thomas Mayer vem desenvolvendo uma linguagem serena, emocional e documental para a arquitetura. Sua lente captura momentos aleatórios e memoráveis do nosso ambiente construído — reflexos na chuva, longas horas azuis nos verões nórdicos e a escuridão silenciosa dos espaços sagrados. Reconhecido pelo ArchDaily como um dos principais nomes da fotografia de arquitetura, Mayer carrega um profundo fascínio pela luz e pelo espaço.

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Navegando limites: o legado arquitetônico dos faróis

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Os faróis se erguem ao longo das margens de continentes e ilhas há séculos como pontos de luz em vastos territórios marítimos. Solitárias sobre falésias rochosas, recifes e cabos, essas torres funcionavam como ferramentas de navegação e instrumentos de clareza espacial, moldando litorais e definindo o limite entre a terra e o mar. Construídas para guiar, alertar e localizar, elas constituíam uma rede global de visibilidade muito antes do advento do mapeamento digital. No entanto, à medida que as tecnologias marítimas evoluíram, muitas dessas estruturas perderam seu propósito original. A tipologia, outrora essencial, encontra-se hoje à beira da obsolescência. O que resta não é meramente uma relíquia arquitetônica, mas uma forma espacial poderosa — resiliente, simbólica e cada vez mais aberta a reinterpretações.

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Quando o metal respira: a pele porosa do Restaurante Steirereck

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No restaurante Steirereck am Pogusch, arquitetura e gastronomia parecem falar a mesma língua: a da transformação sensível das matérias-primas. Ingredientes locais, como folhas, raízes e flores, transformam-se em pratos surpreendentes, nos quais a simplicidade é elevada ao extraordinário. Da mesma forma, o edifício, longe de ser uma estrutura estática, oferece uma experiência tátil e visual única. Um dos elementos mais intrigantes é o uso de painéis de alumínio espumado estabilizado que, em vez de evocar a frieza e a rigidez frequentemente associadas ao metal, foram manipulados para transcender suas características convencionais. Eles parecem respirar, com suas superfícies porosas e texturizadas que absorvem e refletem a luz, criando um jogo de sombras e brilho que evoca a leveza e a qualidade orgânica dos materiais naturais.

Giselle Beiguelman: Brasília, inteligência artificial e plantas venenosas

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Nicolás Valencia conversa no Centro Cultural FIESP de São Paulo com a artista brasileira Giselle Beiguelman sobre inteligência artificial, data centers e golpistas, a partir de seu livro ⁠Políticas da imagem⁠, de sua exposição ⁠Venenosas, Nocivas e Suspeitas⁠ e de sua pesquisa ⁠Domingo no Golpe⁠.

Arquitetura na Era das Plataformas: Qual o papel do software na prática hoje?

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Quantas ferramentas e plataformas de software estão envolvidas hoje no desenvolvimento de um projeto contemporâneo? Desde o projeto de uma residência unifamiliar até o de uma biblioteca pública, depender de apenas um ou dois programas já não é comum. Em vez disso, múltiplas ferramentas se combinam, sobrepõem-se e interagem ao longo de várias etapas, incluindo análise, projeto, renderização, coordenação e construção. Esse uso generalizado de softwares no mundo virtual reflete não apenas a complexidade técnica da prática atual, mas também uma mudança mais sutil, porém igualmente significativa: o software deixou de ser apenas um instrumento específico e passou a ser um ambiente que acompanha e até desafia o processo.

Design sem interrupções: uma maneira melhor de acessar o que está por trás da parede

No projeto de arquitetura de alto padrão, os fixadores tradicionais para painéis de acesso, como parafusos aparentes e fechos magnéticos, costumam comprometer a estética e a funcionalidade. Esses métodos obsoletos podem afrouxar com o tempo, carecem de durabilidade ou exigem molduras visíveis, tornando-os inadequados para espaços premium. Seja para acessar sistemas elétricos, componentes de climatização (HVAC) ou instalações hidráulicas, a escolha do método de instalação correto é crucial para uma integração perfeita ao ambiente.

As primeiras soluções ocultas, como as mãos-amigas (French cleats) e os clipes em Z (Z-clips), melhoraram a aparência, mas trouxeram novos desafios. Esses sistemas exigem a remoção sequencial dos painéis e folgas adicionais, o que dificulta a manutenção — especialmente em áreas que demandam acesso frequente. A fresta inevitável que surge no topo dos painéis também compromete o apelo estético, assim como a necessidade de recortar seções do painel para tomadas de parede.

Formando uma identidade própria: como o brutalismo moldou o ensino de arquitetura nos EUA

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Em meados do século XIX, as universidades norte-americanas começaram a distinguir formalmente a arquitetura da engenharia civil e das ciências aplicadas. A arquitetura emergia como uma disciplina definida tanto pela competência técnica quanto pela investigação conceitual, pela imaginação espacial e pelo papel cultural ativo. À medida que essa identidade disciplinar evoluía nas décadas do pós-guerra, sua expressão construída se consolidou na linguagem arquitetônica emergente do Brutalisme.

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Vozes do ArchDaily: Miwa Negoro

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Com atuação entre Berlim e Viena, Miwa Negoro traz uma perspectiva transcultural e transdisciplinar para sua atuação no ArchDaily, moldada por sua formação em arquitetura e experiências profissionais no Leste Asiático e na Europa. Seu trabalho explora como o ambiente construído ao mesmo tempo reflete e desafia contextos socioculturais, posicionando a arquitetura como um diálogo dinâmico entre a história, a sociedade e as possibilidades futuras.

A abordagem curatorial de Miwa enfatiza a interação entre o contexto regional, os processos de projeto e a relevância social, paralelamente a considerações materiais e estéticas. Ela busca projetos que ecoem além de seu entorno imediato, oferecendo reflexões que engajam o discurso arquitetônico de forma mais ampla. Ao defender uma gama diversa de tipologias construtivas, escalas e origens geográficas, Miwa trabalha ativamente para ampliar o escopo de vozes e narrativas representadas no campo.

O Movimento Cidade-Jardim na Ásia: Evolução e Legados Modernos

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As visões verdejantes de Ebenezer Howard para as cidades expandiram-se em direção ao leste, muito além de suas origens britânicas. Na década de 1900, o planejamento urbano acolheu o Movimento das Cidades-Jardim como um paradigma do bom design — uma resposta à urbanização industrial do Ocidente. Pouco depois, as cidades asiáticas conceberam seus próprios arquétipos, lidando com condicionantes locais de clima e densidade. Projetos e empreendimentos, desde experimentos da era colonial até megaprojetos contemporâneos, abraçaram e reinventaram a visão de Howard no decorrer do século XXI.

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Os benefícios da tecnologia de cerâmica extrudada na arquitetura moderna

Na arquitetura moderna, os materiais devem atender a uma série de exigências funcionais, estéticas, técnicas e ambientais. A Gres Aragón oferece soluções em revestimentos cerâmicos que respondem a todos os aspectos de um projeto — de fachadas e interiores a áreas externas, piscinas, escadas e espaços industriais — mantendo uma linguagem de design consistente.

Com mais de 80 anos de experiência e profundo conhecimento no processo de fabricação de cerâmica extrudada, a Gres Aragón consolidou-se como uma parceira de confiança para arquitetos/as e designers de interiores. Sua oferta de produtos baseia-se em quatro princípios fundamentais: continuidade visual, extrema durabilidade, desempenho de alta tecnologia e um forte compromisso com a sustentabilidade.

Construído para durar — ou para mudar? Em defesa da construção a seco em cidades úmidas

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Em certas partes do mundo, a construção civil ainda é dominada por sistemas úmidos — concreto, alvenaria e materiais cimentícios que são moldados, curados e fixados no local. Embora isso seja considerado a norma há muito tempo em alguns países do Sudeste Asiático, como Cingapura, Tailândia, Malásia e China, a maioria dessas regiões compartilha uma tendência comum: a mão de obra é relativamente barata. Isso explica, em parte, a viabilidade do concreto, já que uma das desvantagens típicas desse material costuma ser o custo intensivo de mão de obra — o que acaba consolidando o concreto como um sistema construtivo mais barato e eficiente nessas localidades.

No entanto, a região ainda dá pouca atenção ao aspecto da sustentabilidade ao utilizar esses materiais de construção úmidos, frequentemente negligenciando as desvantagens significativas de seu ciclo de vida útil e a dificuldade de reciclagem sem perda de qualidade (downcycling) — o que o torna um dos sistemas construtivos menos sustentáveis disponíveis.

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Patiorismo: Uma Visão para um Futuro Urbano Mais Equilibrado na Grande Área da Baía por Wang Weijen Architecture

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Situado em uma das regiões de desenvolvimento mais acelerado na última década — o sul da China, que abrange Hong Kong e a Grande Baía —, o crescimento urbano tem sido impulsionado por uma forte onda de ambição comercial. Os projetos locais costumam ser concebidos para maximizar a densidade, a altura e a eficiência, resultando em empreendimentos de escala colossal que podem facilmente ocupar vários hectares. Ao priorizarem o desenvolvimento orientado ao transporte público (TOD), esses complexos frequentemente assumem a forma de shoppings imensos construídos diretamente sobre grandes terminais de transporte. Projetadas para desorientar e prolongar o fluxo de pedestres a fim de estimular o consumo, essas megaestruturas tornaram-se comuns em cidades como Hong Kong e Shenzhen.

Embora essa tipologia de megaestruturas ofereça vantagens claras — eficiência econômica, alto retorno sobre o investimento e conveniência para os usuários do transporte —, ela quase invariavelmente ignora seu contexto urbano e o meio ambiente. Esses empreendimentos costumam fechar os olhos, deliberadamente, para sua pegada ecológica e para a caminhabilidade da cidade. Em escalas tão esmagadoras, a experiência do pedestre é diminuída, quando não totalmente negligenciada. Os pedestres são interiorizados — confinados no mundo isolado desses complexos.

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Cruzando Hemisférios: Telhados de Palha da América à Ásia

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A cobertura de palha é uma técnica construtiva tradicional que vem sendo reinterpretada de diversas maneiras em projetos contemporâneos, permitindo que seu valor continue a perdurar ao longo do tempo. Além de ser uma técnica cultural e historicamente valiosa, dada a sua presença na humanidade há séculos, ela também apresenta uma série de outras vantagens construtivas, como seu grande valor ambiental por se tratar de um material renovável e acessível.

A técnica consiste no agrupamento, entrelaçamento e sobreposição de vegetação seca, criando superfícies leves, de baixo custo e execução relativamente simples, que proporcionam excelente isolamento térmico e acústico. Ademais, a flexibilidade é uma das características mais marcantes dessa técnica, sendo particularmente popular em aplicações de cobertura. 

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Design em etapas iniciais elevado: Superando desafios comuns com novos recursos

As etapas iniciais de projeto podem ser o ponto de partida de tudo, mas, sem uma análise criteriosa, também são o momento em que tudo pode desmoronar. Em média, os escritórios relatam que quase 15% de todo o trabalho realizado não gera faturamento, sendo grande parte disso associada ao estudo preliminar. Trabalhando com uma colcha de retalhos de ferramentas como Rhino, Excel, Revit e Miro, profissionais de arquitetura costumam passar semanas alternando entre plataformas apenas para finalizar um conceito e uma apresentação. Os dados ficam presos em capturas de tela, o retrabalho se acumula e, no momento em que o modelo finalmente está pronto para a documentação no Revit, o fôlego criativo já se perdeu. O Snaptrude 3.0 foi desenvolvido para resolver justamente isso.

Tocar e ver materiais para projetar: 4 moodboards sensoriais criados a partir do showroom

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Na Grécia Antiga e em Roma, as ágoras e os fóruns eram espaços onde mercadores e artesãos exibiam seus produtos. Embora não fossem showrooms no sentido moderno, já funcionavam como cenários voltados ao estímulo visual. O conceito que conhecemos hoje tomou forma séculos mais tarde, durante a Revolução Industrial, quando as novidades em louças começaram a ser apresentadas em ambientes cuidadosamente projetados. E aí está a chave: projetar. Ao longo do tempo, os espaços dedicados a exibir materiais, móveis e objetos têm sido muito mais do que vitrines; funcionaram como plataformas de exploração e experimentação. O que hoje chamamos de showroom herda esse espírito: espaços onde o design não é apenas observado, mas também tocado e projetado em tempo real, abrindo espaço para ferramentas como os moodboards.

De Milão a Chicago: A arquitetura hoje e a atuação de destaque de Herzog & de Meuron, Gensler e Heatherwick

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Do Scalo Farini em Milão ao centro de Chicago, e do interior da Toscana às iniciativas de retrofit no Reino Unido, anúncios recentes demonstram como a arquitetura está evoluindo em resposta às metas climáticas, à identidade cultural e à transformação urbana. A nova sede da UniCredit, projetada por Herzog & de Meuron, ancorará uma das maiores áreas de requalificação urbana da Europa, com foco em sustentabilidade e inovação nos espaços de trabalho. Ao mesmo tempo, o projeto de estádio do Gensler para o Chicago Fire FC busca redefinir a experiência de dia de jogo nos EUA, integrando-se a um grande empreendimento na orla. Na Toscana, o Pavilhão Sapaio, do escritório Alvisi Kirimoto, mescla produção agrícola com sensibilidade arquitetônica, enquanto no Reino Unido, o RIBA e a The King's Foundation promovem o retrofit como uma agenda nacional. Paralelamente, finalistas como MVRDV, Heatherwick Studio e Mecanoo avançam em um concurso internacional para criar um marco climático destinado a inspirar mudanças comportamentais em grande escala. Esta edição do Architecture Now reúne esforços diversos, porém interconectados, que moldam a maneira como a arquitetura pode gerar impactos ecológicos, culturais e cívicos de longo prazo.

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Concéntrico 2025: A Política da Presença Urbana

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A cada mês de junho, a cidade espanhola de Logroño se transforma em um espaço de diálogo arquitetônico, abrindo suas ruas, praças, margens de rios e rotatórias para estruturas temporárias que redefinem como as cidades são habitadas. Ao longo de dez edições, o Concéntrico tem funcionado não como uma feira especializada ou uma bienal de arquitetura, mas sim como um museu portátil — um gesto curatorial que leva uma coleção dispersa de arquitetura contemporânea para o espaço público. Situado em uma cidade suspensa entre planícies áridas e montanhas distantes, longe dos circuitos das capitais e das grandes instituições culturais, o Concéntrico se apresenta como uma promessa temporária. É um lembrete de que mesmo cidades frequentemente negligenciadas podem acolher uma arquitetura atual, diversa e especulativa. Nesse sentido, o festival trata menos de celebração e mais de ativação.

Contudo, para além de sua lógica curatorial, o Concéntrico opera como uma estrutura política. No sentido clássico da polis, o festival convida cidadãos/ãs, arquitetos/as e instituições a reavaliarem o que o espaço público pode ser. As intervenções oferecem propostas especulativas para a vida urbana que revelam o que falta, o que é possível e o que deve ser questionado. Uma piscina temporária sobre uma fonte, uma casa de banho em uma rotatória ou uma refeição compartilhada em uma grande avenida não são meros gestos espaciais — são manifestações políticas que questionam como a infraestrutura urbana pode ser redirecionada do controle para o cuidado, da eficiência para o encontro. Dessa forma, o festival torna-se não apenas um reflexo da cidade, mas um instrumento para sua transformação.

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Com a ascensão do padel, cresce a demanda por quadras — e o piso dá o saque vencedor

Na esteira do recente sucesso do Campeonato Mundial de Padel da FIP no Catar e do anúncio da Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo da FIFA em 2034, o Oriente Médio está se preparando para se tornar um polo de grandes eventos esportivos, o que impulsiona a demanda por infraestrutura esportiva de alto desempenho. De quadras de pickleball e padel a estádios de renome internacional, a evolução dos pisos esportivos exige soluções inovadoras, duráveis e sustentáveis.

Terraco, líder global em materiais de acabamento para construção civil, tem fornecido consistentemente soluções de ponta para complexos esportivos em todo o mundo, auxiliando arquitetos/as, construtores/as e incorporadores/as a projetar e erguer instalações que resistem ao teste do tempo.

O eletrodoméstico como expressão da cultura material

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A história dos eletrodomésticos reflete com fidelidade a transformação do lar moderno e da vida doméstica ao longo do século XX. Originados dos avanços técnicos da Revolução Industrial e impulsionados pela eletrificação urbana, esses aparelhos foram criados para mecanizar tarefas cotidianas como cozinhar, limpar e conservar alimentos. Um marco fundamental nessa evolução foi a Cozinha de Frankfurt, projetada em 1926 pela arquiteta austríaca Margarete Schütte-Lihotzky. Considerada a precursora da cozinha moderna, ela incorporava princípios de eficiência inspirados na organização científica do trabalho, com espaços otimizados e equipamentos integrados para agilizar as tarefas domésticas. Desenvolvida para a habitação social em Frankfurt, essa cozinha sintetiza o espírito funcionalista da Bauhaus e estabelece uma conexão direta com as inovações do design alemão — contexto no qual a Gaggenau também consolidaria sua identidade, aliando precisão técnica e sofisticação estética.

Cabanas na Espanha: acomodações de pequenas dimensões em meio à natureza

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Entre costas, rios, lagos e cordilheiras, o ambiente natural da Espanha apresenta uma grande variedade de climas, topografias e espécies de vegetação. Com o objetivo de impulsionar o reconhecimento global do impacto da construção sobre o meio ambiente e a importância de enfrentar as mudanças climáticas a partir de novas formas de fazer arquitetura, diversos escritórios de arquitetura e equipes de pesquisa propõem o desenvolvimento de cabanas ou protótipos de acomodação de pequenas dimensões. Ao mesmo tempo em que são capazes de se integrar harmoniosamente ao seu contexto natural circundante, esses projetos demonstram estratégias de autossuficiência, aproveitamento de recursos e maximização dos espaços, além de uma ampla aplicação de tecnologias de inovação e soluções materiais adequadas a cada região.

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Anunciados os vencedores do 20º Concurso de Estudantes de Arquitetura da Saint-Gobain

Mais de 200 universidades de 33 países participaram da 20ª edição do Architecture Student Contest. Estudantes de todo o mundo idealizaram projetos para transformar e desafiar o desenvolvimento de uma cidade periférica e de um vilarejo em um território de conexão estratégica na Europa — lar da maior plataforma logística do sul do continente e que em breve receberá um grande projeto de linha ferroviária de alta velocidade transeuropeia —, unidos pela ambição de "Atrair a Juventude".

Da fragilidade à resiliência: a curadoria da Bienal Pan-Africana de Arquitetura inaugural

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Uma Bienal Pan-Africana de Arquitetura está prevista para 2026 em Nairóbi, no Quênia. Segundo o curador, o evento "representa uma oportunidade sem precedentes para recuperar a narrativa arquitetônica da África, reafirmando o papel do continente como líder global em resiliência urbana, sustentabilidade e expressão cultural."

Omar Degan, curador em parceria com a Architectural Association of Kenya, é arquiteto atuante, professor e educador. Ele lidera o escritório de arquitetura DO Architecture Group, fundado entre a Itália e a Somália — dois lugares profundamente conectados à sua identidade. Seu trabalho se concentra no que ele descreve como "contextos frágeis" ao redor do mundo, incluindo áreas afetadas por desastres naturais, campos de refugiados, urbanização de favelas e bairros periféricos e desassistidos.

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